Venezuela/Trump
vai receber Corina Machado e diz que seria “uma honra” se ela lhe desse o seu
Nobel
Bissau, 09 jan 26(ANG) - O Presidente americano,
Donald Trump, anunciou, na quinta-feira, que vai receber, na próxima semana, a
opositora venezuelana Maria Corina Machado, e disse que “seria uma grande
honra” se ela lhe desse o Prémio Nobel da Paz.
Quase uma semana depois da operação militar na
Venezuela e da captura do seu Presidente, agora Donald Trump anuncia que
os Estados Unidos vão realizar "ataques terrestres" contra os cartéis
de droga e disse que “os cartéis controlam o México”.
Donald Trump continua
a considerar que ele é que deveria ter tido o Nobel da Paz 2025 e foi isso
mesmo que disse, na quinta-feira, à Fox News. Na entrevista, até admitiu que “seria
uma grande honra” se Maria Corina Machado partilhasse ou lhe desse o Nobel
que ela recebeu. As declarações foram feitas depois de anunciar que vai receber
a opositora política venezuelana na próxima semana, mas avisou que não é para
agora eleições na Venezuela. Isto dias depois de ter considerado que Maria
Corina Machado não deve liderar o país porque – afirmou – “não tem o apoio
nem o respeito no seu país”.
Também esta
quinta-feira, numa entrevista publicada no New York Times, Trump saudou “o
muito bom entendimento” com o poder interino em Caracas que afirmou “dar
tudo o que é necessário”. O Presidente norte-americano afirmou que os
Estados Unidos poderão ficar vários anos a controlar a Venezuela - que tem,
recorde-se, as maiores reservas de petróleo conhecidas do mundo. Esta
sexta-feira, ele recebe os dirigentes das companhias petrolíferas americanas
para abordar o que descreveu como “imensas” oportunidades na Venezuela.
Ainda esta
quinta-feira, em entrevista à Fox News, Donald Trump anunciou que os Estados
Unidos vão realizar "ataques terrestres" contra os cartéis de
droga, sem especificar o local exacto. Disse que “os cartéis controlam o
México”, isto depois de ter exortado o México, no domingo, a "controlar
a situação" no que toca ao narcotráfico. Foi também em nome da luta
contra o narcotráfico que Trump avançou cm a operação militar sobre a
Venezuela.
Entretanto, as
autoridades venezuelanas libertaram, na quinta-feira, vários presos políticos,
incluindo o antigo candidato à presidência, Enrique Márquez, detido há um ano
depois de ter liderado uma cruzada judicial contra a reeleição de Nicolas
Maduro, o chefe de Estado capturado pelos Estados Unidos na operação militar
sem precedentes do último sábado. Também foi libertada a proeminente advogada
venezuelana Rocio San Miguel, detida há quase dois anos. Não se sabe, ao todo,
quantos presos políticos foram libertados. A organização não-governamental Foro
Penal indicou, na quinta-feira, que há na Venezuela 806 presos políticos,
incluindo 175 militares.ANG/RFI

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