Venezuela/Caracas convida Guterres a testemunhar consequências do ataque dos EUA
Bissau, 08 Jan 26(ANG) - O Governo venezuelano convidou o secretário-geral da ONU, António Guterres, a visitar o país sul-americano para testemunhar em primeira mão as consequências do ataque militar norte-americano que resultou na detenção do Presidente Nicolás Maduro e da mulher, Cilia Flores.
O ministro dos Negócios Estrangeiros venezuelano, Yván Gil, revelou, em comunicado, que o convite foi feito durante uma reunião entre o representante permanente da Venezuela na ONU, Samuel Moncada, e o diplomata português.
Moncada denunciou a Guterres a "agressão armada unilateral e injustificada perpetrada" pelos Estados Unidos e o que descreveu como o "rapto" do presidente e da primeira-dama venezuelanos.
Segundo o documento, Moncada afirmou que a ONU "tem ainda um papel importante a desempenhar, assumindo inclusive o seu papel e autoridade no que diz respeito à preservação da diplomacia como meio de garantir a paz mundial".
Por isso, frisou a diplomacia venezuelana, estendeu "um convite formal ao secretário-geral para visitar a Venezuela o mais rapidamente possível ou, na impossibilidade disso, para nomear um enviado pessoal, para que possa testemunhar em primeira mão as consequências dos ataques militares de 03 de janeiro".
De acordo com a Venezuela, Guterres prometeu, durante a reunião, considerar o convite e ofereceu "os seus bons ofícios para facilitar um diálogo nacional".
"O secretário-geral das Nações Unidas observou que a recente incursão militar dos EUA em território venezuelano representou uma violação flagrante da Carta da ONU e das normas do direito internacional", acrescentou a diplomacia venezuelana no comunicado partilhado por Gil nas redes sociais.
Durante a reunião, o embaixador venezuelano apresentou "um relato detalhado dos acontecimentos relacionados com os ataques" que ocorreram na madrugada do passado sábado em Caracas e nos estados vizinhos de Aragua, Miranda e La Guaira (norte).
Os Estados Unidos lançaram no sábado um ataque contra a Venezuela para prender o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.
Delcy Rodriguez, vice-presidente executiva de Maduro, assumiu a presidência interina do país com o apoio das Forças Armadas.
Na segunda-feira, Maduro e a mulher prestaram breves declarações num tribunal de Nova Iorque para responder às acusações de tráfico de droga, corrupção e branqueamento de capitais e ambos declararam-se inocentes.
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próxima audiência está marcada para 17 de Março.ANG/Inforpress/Lusa

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