sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Clima

China e EUA ratificam Acordo de Paris
Bissau, 05 Set 16 (ANG) - O Presidente norte-americano, Barack Obama, afirmou domingo em Hangzhou, China, que o acordo sobre o clima alcançado na Cimeira de Paris (COP21) em Dezembro do ano passado pode ser visto pelas gerações futuras como o momento em que finalmente decidimos salvar o planeta.

“Em última análise, (o Acordo) vai marcar um ponto de viragem para o nosso planeta”, afirmou Obama, depois de ter sido anunciada a ratificação conjunta do tratado pelos Estados Unidos e pela China.

Barack Obama chegou domingo a Hangzhou, este da China, para participar hoje e amanhã na Cimeira do G20, naquela que deverá ser a sua última viagem àquele país enquanto Presidente dos EUA.

A Assembleia Nacional Popular, o Parlamento chinês, ratificou no domingo o acordo alcançado na Cimeira do Clima de Paris do ano passado, um importante passo para que o pacto possa entrar em vigor. 

Os deputados votaram a favor de adoptar “a proposta de rever e ratificar o Acordo de Paris”, no final da sessão bimestral da Assembleia Nacional Popular, informou a agência oficial Xinhua.

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, que participou no encontro entre os dois Chefes de Estado, manifestou-se  optimista com a entrada em vigor do Acordo de Paris até ao final do ano.

“Vocês deram um forte impulso para a entrada em vigor do acordo. Estou optimista de que podemos chegar lá antes do final do ano”, afirmou durante o encontro entre Obama e Xi Jinping. Brian Deese, conselheiro de Obama, garante que a declaração conjunta dos dois países deve levar outros países a ratificarem o pacto alcançado na Cimeira do clima de Paris (COP21) do ano passado.

O Acordo de Paris é o primeiro pacto universal para combater as alterações climáticas e só entra em vigor após ser ratificado por pelo menos 55 países que somem no total 55 por cento das emissões globais.

A ratificação do Acordo por parte do Parlamento chinês era fundamental para conseguir esse objectivo, já que a China e os Estados Unidos são os dois países mais poluentes do mundo, somando cerca de 38 por cento das emissões globais.


Destinado a substituir em 2020 o Protocolo de Quioto, o Acordo de Paris tem como objectivo manter o aumento da temperatura média mundial abaixo de dois graus centígrados em relação aos níveis pré-industriais. 

A Hungria e a França foram os dois primeiros países europeus a ratificar o Acordo de Paris. 

O Instituto Climate Analytics, um organismo de investigação científica sediado em Berlim, Alemanha, contabilizou 34 outros países que se comprometeram a ratificar o Acordo até final deste ano. Entre eles estão Brasil, Canadá, Indonésia e Japão. ANG/ZAP


IV Conferencia de Embaixadores




Governo pugna pela reconquista da credibilidade externa

Bissau, 05 Set 16 (ANG) - O Principal desafio da política externa guineense é a melhoria da imagem externa do Estado e reconquista da credibilidade e do prestígio do país junto à comunidade internacional, em particular dos parceiros do desenvolvimento.

É o ministro dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação e das Comunidades, Soares Sambu quem o diz no último fim-de-semana, na sessão de abertura  da IV Conferência de Embaixadores guineense realizado em Uaque, sector de Mansoa.

Trata-se de um órgão consultivo, que reúne periodicamente para receber informações e orientações sobre a política externa e proceder a análise sobre o relacionamento externo do pais e o funcionamento das estruturas internas e externas do Ministério dos Negócios Estrangeiros, face aos objectivos e desafios da governação no plano internacional.

Soares Sambu reconheceu que a constante instabilidade governativa, os ecos "perturbadores" sobre o tráfico de drogas e a necessidade de dinamização e coordenação, de maneira responsável, das ajudas ao desenvolvimento, como alguns dos factores que afectam, de forma negativa, o país ao nível internacional.

Para melhorar este quadro, segundo Soares Sambu, programa do executivo definiu como objectivo o redimensionamento e a dignificação das missões diplomáticas guineenses no exterior e o reforço das suas missões de atrair investimentos estrangeiros.

"A realização dos objectivos da política externa passa pela construção, diversificação e consolidação das relações de cooperação e parceria com países, organizações  e agentes internacionais de cooperação para o desenvolvimento", sublinhou o MNE.

Apontou a relação com os países da sub-região como o ponto principal da política externa nacional, tendo realçado a necessidade de reforço dos laços históricos, culturais e linguísticos com os Estados membros da Comunidade dos Países da Língua Português (CPLP) como uma opção estratégica da mesma.

Soares Sambu revelou que a mobilização da assistência externa para a consolidação da estabilidade, reforma do Estado e reforço da sua capacidade institucional, promoção da reconstrução económica e consolidação da integração do país na UEMOA e CEDEAO, são as ações preconizados pela diplomacia guineense.

Constituem também as prioridades que regerão a política externa da Guiné-Bissau, a curto e médio prazos, a edificação de parcerias sólidas e dinâmicas com os parceiros de cooperação para o desenvolvimento, o incentivo da cooperação Sul-Sul e a participação nas ações coletivas globais, nomeadamente a luta contra o terrorismo e crime organizado internacional.

O ministro anunciou, sem indicar a data, a realização de movimentações do pessoal diplomático, no quadro do redimensionamento das embaixadas e postos consulares, consubstanciado nas reformas que se pretende implementar ao nível da diplomacia guineense.

O Encontro encerrado no domingo decorreu sob o lema "Servir o Desenvolvimento e Dignificar a Carreira Diplomática, reuniu cerca de 50 participantes entre, embaixadores, ex-ministros dos negócios estrangeiros e diplomatas aposentados, entre outros.

ANG/JAM/SG