segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Cacheu



                     Presidente da República cria Fundação Mon na Lama

Bissau, 18 Set 17 (ANG) – O Presidente da República (PR) José Mário Vaz, fez  no último fim-de-semana, no sector de Calequisse, região de Cacheu, norte do país, o lançamento oficial da Fundação “Mon Na Lama”. 

Chefe de Estado formaliza Fundação Mon Na Lama
Em declarações à imprensa, o chefe de Estado guineense disse que a Fundação “Mon Na Lama” não tem fins lucrativos, e que  o seu principal objectivo é apoiar os guineenses na luta contra a pobreza e na resolução de um dos maiores problemas que é a auto-suficiência alimentar. 

“A Fundação Mon Na Lama fala de muita coisa. Recordo-me que enquanto eu era Ministro das Finanças, o país gastava na altura qualquer coisa como 50 milhões de dólares na importação do arroz. Mas um país pobre como a Guiné-Bissau, com a capacidade que tem para a produção deste cereal, achei que era um crime os guineenses aceitarem  este sacrifício em nome do seu povo”, disse o Presidente da República.

José Mário Vaz acrescentou que na altura começou a apoiar os jovens com formação no Senegal, Portugal, Brasil, Mauritânia, Costa de Marfim e Mali, a fim de adquirirem o conhecimento suficiente no domínio agrícola para assumirem a responsabilidade de auto suficiência alimentar na Guiné-Bissau.

O Chefe de Estado aproveitou o momento para lançar o apelo à toda a sociedade guineense, assim como aos parceiros nacionais e internacionais, para juntos trabalharem no sentido de fazer o país atingir a auto-suficiência alimentar. 

De acordo com o Presidente da República, o futuro dos jovens e da Guiné-Bissau está no campo, por isso os jovens devem apostar no  projecto Mon na lama para juntos lutarem no sentido de reduzir o desemprego e acabar com a pobreza na Guiné-Bissau.   

O acto foi testemunhado pelo Director Geral de Registos e Notariado da Guiné-Bissau Conservatório Joãozinho Mendes e pelo Conservador do Notário da Região de Cacheu, Victor da Silva. ANG/LLA/ÂC/SG

Política



        Suzi Barbosa distinguida com prémio humanitário Pan-Africano

Bissau,18 Set 17(ANG) - A deputada guineense Suzi Barbosa, do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), foi distinguida com o Prémio Humanitário Pan-Africano para a liderança social e defesa do género.

"Este reconhecimento mostra que os deputados guineenses estão a trabalhar e que inclusive esse trabalho está a ser seguido por organismos regionais, que premeiam o trabalho de uma deputada guineense", afirmou hoje à Lusa a deputada guineense, que também lidera a Rede de Mulheres Parlamentares do país.

Os prémios Pan-Africano Humanitários visam reconhecer o trabalho feito por pessoas, grupo ou organizações em várias áreas e que tenham contribuído para a paz e respeito da vida nos países africanos.

"Não estava à espera. É a primeira vez que a Guiné-Bissau recebe esta nomeação. Fiquei emocionada e é muito gratificante", sublinhou Suzi Barbosa.

Para a deputada, o prémio vai motivá-la a "trabalhar ainda mais na defesa da igualdade do género e na área humanitária".

O prémio vai ser entregue durante uma conferência a realizar a 18 e 19 de novembro na Tanzânia dedicada ao tema "A Paz é Possível".

Durante a conferência será lançada a "Campanha a Paz Começa Comigo", que visa promover a visão de paz e de desenvolvimento do continente africano defendida pela União Africana.
ANG/Lusa

Política



       Confirmada a participação do PSD português  no Vº congresso do PRS

Bissau,18 Set 17(ANG) - O Partido Social-Democrata (PSD) português confirmou,  sábado, a presença no quinto congresso ordinário do Partido da Renovação Social (PRS), segunda força mais votada nas últimas eleições legislativas na Guiné-Bissau, revela a agência Lusa

Orlando Viegas, atual vice-presidente e líder da comissão organizadora do quinto congresso do PRS, adiantou que «já está confirmada a presença de uma forte delegação do PSD» no conclave, que terá lugar entre os dias 26 e 29 do presente mês.

O também ministro das Pescas, Orlando Viegas falou à margem da terceira conferência de quadros do PRS reunida na localidade de Uaque, a 60 quilómetros da capital Bissau, com a presença de cerca de duas dezenas de pessoas.

Viegas não soube precisar a que nível o PSD se fará representar no congresso, que vai decorrer na localidade de Gardete, arredores de Bissau, mas confirmou que o partido português «é um dos amigos do PRS» no âmbito da IDC (Internacional Democrata Centrista).

O secretário-geral do PRS, Florentino Pereira, disse que, além do PSD, foram convidados o MpD de Cabo Verde, a UNITA (Angola), Renamo e MDM (Moçambique), a ADI de São Tomé e Príncipe e vários partidos de países africanos, nomeadamente do Senegal, Guiné-Conacri, Mali, Costa do Marfim e do Mali. ANG/Lusa

Cultura



    Museu Etnográfico Nacional reabre portas, 18 anos após sua destruição

Bissau,18 Set 17(ANG) – O Museu Etnográfico Nacional foi reaberto no último fim de semana  em Bissau com a realização de um colóquio e uma exposição sobre o museu, 18 anos depois de sua destruição durante a guerra civil entre 1998 e 1999.

A reabertura foi apoiada pela embaixada de Portugal e o Camões - Instituto da Cooperação e da Língua, Fundação Calouste Gulbenkian, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa e o Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.

«A exposição fala sobre a história da existência do Museu Nacional Etnográfico, que há tanto tempo deixou de existir», afirmou o diretor-geral do museu, Albano Mendes.

Segundo o comunicado divulgado à imprensa pela cooperação portuguesa, o colóquio teve como objetivo revelar a «importância patrimonial do museu e do seu contributo para a identidade cultural do país» e contou com a presença do antropólogo Ramon Sarró, que digitalizou do arquivo cerca de 400 provas fotográficas para reconstituir a história do museu, criado em 1986.

«Na exposição as pessoas podem ver tudo aquilo que fizemos para retratar a história através de provas de contacto e o retrato da história do museu», explicou Albano Mendes.

A exposição, que pode ser visitada até ao final de setembro, integra fotografias e contextualização etnográfica dos objetos, alguns desaparecidos durante a guerra, bem como a coleção que sobrou e novas aquisições.
 
ANG/Lusa

Comércio de bens agroalimentar



Empresários portugueses em Bissau para analisar oportunidades de negócio no setor agrícola

Bissau,18 Set 17(ANG) - Uma missão empresarial da Câmara Agrícola Lusófona iniciou este fim de semana uma vista à Guiné-Bissau para analisar oportunidades de negócio no setor e fomentar o comércio entre empresários dos dois países.

«O objetivo desta viagem é acima de tudo dar a conhecer aos empresários portugueses do setor agroalimentar e do agronegócio, que são fileiras nas quais a Câmara Agrícola Lusófona se foca, as oportunidades de negócios na Guiné-Bissau e fomentar o comércio bilateral entre empresários dos dois países», disse Manuel Anselmo Caseiro, diretor-geral da Câmara Agrícola Lusófona.

Para isso, durante a missão, que termina na quinta-feira, os empresários vão reunir com várias entidades guineenses, participar num seminário sobre Agronegócios na Guiné-Bissau e conhecer a realidade local, bem como algumas empresas já instaladas no país.

Segundo Manuel Anselmo Caseiro, o comércio de bens agroalimentares de Portugal para a Guiné-Bissau ´tem hoje uma expressão reduzida de 20 milhões de euros face ao potencial do mercado, que é superior a 100 milhões de euros´.

«Portanto, há aqui oportunidades que se estão a desperdiçar e posso dizer que entre a 70 e 80 por cento das empresas que temos trazido ou arranjam parceiros (guineenses) ou instalam-se na Guiné-Bissau», salientou.

O diretor-geral da Câmara Agrícola Lusófona destacou também que o ambiente de negócios na Guiné-Bissau é ´extremamente favorável e fácil´.
ANG/Lusa

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Crise política



Prolongada instabilidade na Guiné-Bissau impede avanço económico”, diz economista Carlos Lopes 

Bissau, 15  Set 17 (ANG) - O economista guineense Carlos Lopes considerou quinta-feira em Maputo que a prolongada instabilidade na Guiné-Bissau impede o avanço económico do país, lamentando a estagnação prevalecente no território.

"Infelizmente, a Guiné-Bissau faz parte de um grupo de países que tem uma instabilidade bastante longa e que não permite a transformação económica", declarou Carlos Lopes, falando à Lusa em Maputo. 

O país, prosseguiu, enfrenta problemas de governação sérios, de âmbito constitucional e político e que contrastam com a tendência de redução de crises instituições em África.

"A África, no seu conjunto, está a ir para a frente e é uma pena que países como o meu não sigam essa tendência", acrescentou Carlos Lopes.

O guineense recebeu hoje o título Honoris Causa em "Estudos de Desenvolvimento" pela Universidade Politécnica, a maior e mais antiga instituição de ensino superior privada em Moçambique.

Após a outorga do título, Carlos Lopes proferiu uma aula de sapiência em que ressaltou a necessidade de África adotar modelos de desenvolvimento económico que promovam a proteção social, através da recuperação da força regulatória do Estado em relação aos mercados.

 ANG/Lusa


Comércio



Funcionários da “Alfredo Miranda” acusam o estado de persseguir a empresa

Bissau, 15 set 17 (ANG) – Funcionários da empresa “Alfredo Miranda” manifestaram-se hoje indignados face ao que consideram de “perseguição de Estado” movida contra o proprietário da mesma.

É que nos últimos 3 meses, segundo os funcionários que falaram em conferência de imprensa, a empresa tem sido confrontada com exigências de pagamento sucessivos de taxas e impostos por parte do Ministério das Finanças e da Câmara Municipal de Bissau, os quais consideram de inexistentes.

De acordo com Olívio João Barbosa, responsável da Loja-2 da empresa “Alfredo Miranda”, o que na realidade acontece, se configura em meros actos de pressão visando o encerramento definitivo da “Alfredo Miranda”.

“Será que é a única empresa existente no pais? Afinal de contas, o que se passa”, questionou indignado recebendo um coro de protesto da parte de colegas. Sublinhou que a divida exigida pelo Ministério das Finanças num valor de mais de 270 milhões de francos CFA, não existe, porque  este não apresentou as pecas que a justificam.

Atestam que a empresa foi encerrada durante 5 dias a partir do dia 18 de Agosto ultimo, mediante o mandado de encerramento dos Serviços de Contencioso, Legislação e Estudos (SCLE) da Direcção Geral de Contribuição e Impostos assinado pela sua responsável, Ilda Porcila da Cunha Gomes Sá, contra o pagamento de cerca de 28 milhões de francos Cfa de contribuições Industrial de 2016.

Passados 4 dias depois desta data, a empresa foi depositar a quantia exigida, mas estranhamente, segundo os funcionários, o valor constante no recibo era inferior ao pago pela “Alfredo Miranda”, ou seja, como pode constatar a ANG, constam apenas cerca de 25 milhões.

Questionado pelos advogados da empresa sobre a necessidade da reabertura da mesma, os SCLE confirmou em correspondência o montante de facto recebido, mas, no entanto, realçou que o valor não correspondiam “nem um quarto” da divida da “Alfredo Miranda” que ascende aos 275 milhões de fcfa. 

“Sendo assim, indeferimos o vosso pedido e ele só será atendido com o pagamento de pelo menos metade do valor total da divida e um acordo escrito em que o cliente se compromete a liquidar o remanescente num determinado período”,diz os SCLE.

Os funcionários consideram de inexistente a divida cujo pagamento é reclamado,  e alegam que o Ministério das Finanças não consegue apresentar o seu justificativo. 

“Desta perseguição, ou pretendem que o proprietário, que é guineense, desista e vá investir num outro pais?”, questionou João Barbosa acrescentando que , se assim for, serão os cerca de uma centena de funcionários  que estarão condenados à pobreza.

Acusou ainda a CMB de ter enviado supostos agentes seus para proceder a cobrança de suas taxas sem que, no entanto, estes estejam devidamente credenciados, assim como os do Ministério do Comercio que depois de concluída a inspecção exigiram gorjetas ao funcionário da casa.

De acordo com este jovem, a situação é injusta e anormal, pois mesmo existindo tal divida a solução não devia ser o  encerramento da empresa mas sim a promoção de um diálogo para ultrapassá-la, “porque as empresas nacionais devem ser  protegidas pelo próprio Estado, tendo em conta o seu papel na promoção de emprego e combate a pobreza”.

Instado a responder a este rol de acusações, a responsável do SCLE não só recusou como também reagiu violentamente expulsando de forma deselegante do seu gabinete de trabalho os repórteres da ANG, Nô Pintcha e Rádio Bombolom. 

ANG/JAM/SG