sexta-feira, 18 de maio de 2018

Justiça


Anunciada a  intenção de  construção de  mais uma penitenciária   em Bissau

Bissau, 17 Mai 18 (ANG) - O ministro da Justiça e dos Direitos Humanos perspectiva a construção de um edifício prisional de raiz com objectivo de melhorar as condições dos prisioneiros e de ter maior espaço para segurança dos reclusos.

Iaia Djaló falava aos jornalistas depois de uma visita que efectuou esta quarta-feira ao estabelecimento prisional da Polícia Judiciária, em Bissau.

O governante explicou que a visita efectuada enquadra-se nas preocupações e prioridades do governo guineense sobre o respeito aos direitos humanos.

“Sabemos que existem  dificuldades, por motivo das celas serem pequenas o que obviamente não permitem aglomerações de indivíduos e nem se requer um grande conforto por parte dos mesmos”, reconheceu Iaia Djaló.

Sublinhou que no que concerne a construção de um edifício prisional de raiz, tensionam negociar um projecto com os parceiros da Comunidade Internacional de forma a poderem garantir o cumprimento dos direitos humanos no país.

O Director dos Serviços Prisionais, Lino Leal considerou a visita do ministro da Justiça de um acto de louvar e revelou  que há seis  anos nenhum titular daquele pelouro visitou aquele estabelecimento.

“Na prisão da PJ temos neste momento 106 pessoas e cada cela é partilhada por 40 reclusos. Assim sendo é urgente  ter um espaço que possa segurar mais pessoas porque o crime está a aumentar cada vez mais”, disse Leal, acrescentando que recentemente receberam mais 43 prisioneiros e mas não têm espaço para os deter devido a superlotação das celas.

 ANG/AALS/ÂC/SG



Carta de Condução


 Escola Taborda solidária com suspensão da emissão pela Cesti

Bissau, 17 Mai 18 (ANG) – O Proprietário da Escola de Condução  “Taborda “,disse hoje que está de acordo com a suspensão da emissão de Carta de Condução decidida pela Direção geral da Viação e Transportes Terrestres uma vez que a empresa que o faz deixa muito a desejar.
 
Luís Alberto Taborda, numa entrevista à ANG disse que o assunto complica muitas das vezes os trabalhos dos donos das escolas de condução, salientando que mesmo em situações normais têm dificuldades em alcançar o documento para seus clientes.

“Às vezes questiono como é que chegamos a este ponto de dar a emissão das cartas à uma entidade privada e ainda estrangeira, uma vez que no passado era os serviços de viação que o fazia “disse.

Para o Luís Taborda,  o mais caricato de tudo é que a empresa Cetis tem como um dos pré-requisitos  a obrigatoriedade de pagamento do pedido de exame e mesmo pagando a pessoa não pode ver a carta, por falta de plástico ou outro objeto em falta. 

Para Taborda o Estado deve atribuir aos serviços de Viação a responsabilidade total da emissão da Carta de Condução.

“A carta de condução guineense já é aceite internacionalmente, por isso, deve ser de qualidade, credibilidade, sem riscos ou rasuras, com plásticos de qualidade. Mas o que temos de momento deixa muito a desejar”, lamentou.

Luís Taborda sustenta que o país tem técnicos qualificados que trabalham nos serviços da viação e aos quais se  deve dar a oportunidades, salientando que deixando esta tarefa nas mãos de uma empresa estrangeira será uma perda para a economia da Guiné-Bissau.

Para Luís Taborda, a falta de controlo por parte do Estado guineense e a maior doença que o país tem enfrentado nos últimos anos, acrescentando que e possível fazer uma carta com melhor qualidade.

Luís Taborda é proprietário da Escola de Condução “Taborda “, fundada em 1995, em Bissau. Taborda tem também aberta uma escola em Canchungo e brevemente vai abrir uma outra em Gabu. 

Os serviços de Viação e Transportes Terrestres decidiu recentemente suspender os trabalhos de emissão da Carta de Condução a cargo de uma empresa estrangeira denominada Cesti, sob alegação de que os materiais que estavam a ser utilizados para emissão das cartas não têm qualidades. 

ANG/MSC/SG





Religião


Muçulmanos satisfeitos com início de jejum sem divergências 

Bissau, 17 Mai 18 (ANG) – Os muçulmanos da Guiné-Bissau estão satisfeitos com o início hoje, sem divergências, dos 30 dias de jejum, um dos pilares do Islão, ao contrário do que tem estado a acontecer nos últimos anos.

A satisfação foi manifestada à ANG, por um grupo de fiéis muçulmanos.
De acordo com o Mamadu Bá, até então não se verifica nehuma divergência entre os muçulmanos no que diz respeito ao início do cumprimento do 4º pilar do Islão , consagrado no Alcorão.

Bá Exorta a todos os praticantes do islão para se unirem para que não haja margens para fundamentalistas extremistas violentos, tal como acontece  noutros países.
"A religião islâmica promove a paz e não a violência”, disse.

Satisfeito com início pacífico do jejum, Valdano Sano, encoraja a todos para fortaleceram a fé e se submetendo ao islamismo para obterem a recompensa do "Allah".

Ainda exortou as organizações que representam a religião islâmica no país para redobrarem esforços para que haja  consenso no dia da reza (ramadão) que assinala o fim de jejum.

 Alimato Camará, por sua vez, pede aos muçulmanos para se dedicarem mais no cumprimento rigoroso das palavras de Allah neste período sagrado.

"Os que cumprem islão só nestas ocasiões especiais, não são verdadeiros muçulmanos, são aventureiros", considerou.

A vida, segundo Alimato, é  uma benção de Allah, “por isso, este período deve servir para recompensar um pouco a bondade DELE, por ter dado a vida a todos os humanos”. 

ANG/CP/SG