quarta-feira, 30 de maio de 2018

Saúde Escolar


ONG “Pronto-socorro” acusa a Inspeção-geral de Saúde de negar-lhe autorização para exercício das suas atividades

Bissau, 30 Mai 18 (ANG) – O Presidente da Organização Não Governamental, Pronto Socorro acusou a Inspeção-geral do Ministério da Saúde Pública de lhe ter recusado a concessão de documentos que lhe permitam o exercício das suas atividades na área de saúde escolar. 

César Oliveira Lopes que falava em exclusivo à ANG no quadro das atividades realizadas pela recém-criada Organização, disse que apesar de ter assinado o protocolo com o Ministério de Saúde e ter entregue todos os documentos exigidos, até hoje a Inspeção-geral da Saúde não se deslocou para escolas selecionadas e nem tão pouco concedeu a autorização para a instalação dos postos dos primeiros socorros nas escolas, por razões desconhecidas.

Aquela ONG pediu ainda a redução dos preços de medicamentos adquiridos no Centro de Comercialização de Medicamentos Essenciais (CECOMES).

Oliveira pede a intervenção da atual Ministra da Saúde para que a referida ONG possa levar a cabo as   suas atividades com maior dinâmica.

Perguntado sobre como surgiu a ideia da criação da referida ONG, César Oliveira disse que foi há dois anos, quando um aluno da escola, da qual é docente estava com febre e levou-o para hospital e no tratamento gastou cerca de 15 mil francos CFA.

“É a partir dessa data que comecei a pensar numa organização que visa socorrer os alunos nessas situações, e em Março de 2017, a ONG (Pronto Socorro) foi criada para esta finalidade”, explicou. 

Nesta primeira fase, prosseguiu, a organização que dirige foi autorizada pelo Ministério de Educação a trabalhar com oito (8) escolas e uma das quais já têm posto de primeiro socorro instalado pela referida ONG.

“Trata-se da escola União Democrática das Mulheres (UDEMU) no bairro de Plack 2, que tem uma enfermeira, a título de voluntariado, indicada pela Ordem dos Enfermeiros da Guiné-Bissau, no âmbito de  uma parceria”, disse.

Instado igualmente a falar do número dos enfermeiros por cada posto, frisou que previam dois enfermeiros cada, mas devido a dificuldades financeiras para honrar os compromissos em termos de pagamento, no momento trabalham apenas com uma.

Segundo Oliveira os postos de prestação de primeiros socorros serão instalados nas escolas, mediante autorização da direção das referidas escolas, subscritoras da parceria com a ONG, nas quais uma enfermeira fica durante todo o dia à disposição do estabelecimento do ensino para atender qualquer caso de doença.

Perguntado se a ONG chegou de receber algum apoio financeiro ou material das instituições dos sectores de atuação disse que ainda não beneficiaram de qualquer ajuda financeira e medicamentosa da parte das autoridades sanitárias, acrescentando que asseguram os seus trabalhos com a quota paga pelos membros e a contribuição das direções das escolas, que acrescentaram mil francos CFA sobre o valor inicial pago por cada aluno no momento de matrícula. 

“O referido dinheiro é revertido para a compra de medicamentos, pagamentos do agentes de segurança e da enfermeira a colocar no posto de cada escola”, explicou. 

A ONG trabalha em parceria com Associação Guineense para o Bem-Estar Familiar (AGUIBEF) e com Direção do Centro Nacional de tratamento de Noma.

César Oliveira revelou  que, de momento, estão a receber pedidos de várias escolas privadas e públicos interessadas em trabalhar com a ONG.

ANG/LPG/ÂC//SG



Desporto


Comité Olímpico  suspende apoios financeiros às Federações Para-olímpicas

Bissau, 30 Mai 18 (ANG) – O Secretário-geral do Comité Olímpico da Guiné-Bissau (COGB), revelou hoje que aquela instituição, não vai este ano prestar apoios financeiros  às Federações Para-olímpicas do país nele filhados, devido ao mau uso das anteriores verbas concedidas.

Em entrevista exclusiva à Agência de Notícias da Guiné (ANG), Eugénio de Oliveira Lopes afirmou que o Comité Olímpico assim como os seus parceiros, decidiram   não apoiar as federações Para-olímpicos, devido a falta de  justificações  relacionadas aos gastos de fundos anteriores.

Acrescentou  que a decisão foi tomada no último encontro de Bureau do Comité Olímpico .
Em causa estão 1.500.000 fcfa em dinheiro fresco que as referidas federações deveriam receber para a implementação do programa de 2018.

 Eugénio Lopes disse entretanto que a decisão vai ter efeito apenas este ano e que visa levar as federações afectadas a cumpriri os procedimentos exigidos aos beneficiários dos fundos do Comité Olimpico Internacional disponibiliza aos seus filiados.

Admitiu que, se tudo for regularizado, as referidas federações voltarão a beneficiar dos fundos do Comité Olímpico no proximo ano.

Oliveira Lopes lamentou a situação, acrescentando que não era a vontade do Comité Olímpico, porque é de conhecimento de todos que esta organização, anualmente apoia as iniciativas das federações Para-olímpicos como forma de poderem desenvolver as suas actividades.  

ANG/LLA/ÂC//SG


Saúde


OMS afirma que epidemia de tabagismo mata mais de sete milhões de pessoas por ano no mundo

Bissau, 30 Mai 18 (ANG) – A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que a epidemia do tabagismo mata mais de sete milhões de pessoas por ano em todo o mundo.

A informação consta na mensagem da Directora-geral da OMS para África Matshidiso Moeti enviada hoje à ANG,  por ocasião do Dia Mundial sem tabaco, que se assinala no dia 31 de Maio, sob o lema  “O Tabaco e as doenças cardíacas” e outras relacionadas, incluindo o Acidente Cárdeo Vascular(AVC). “

“Embora existam medidas e intervenções para travar o caudal de doenças relacionadas com o tabaco, é preciso fazer mais para aumentar a sensibilização para os efeitos nocivos do tabagismo, pois muitas pessoas desconhecem que tabaco é uma das principais causas das doenças cardíacas, “ disse.

A mensagem refere que o Dia Mundial sem tabaco é uma oportunidade para os governos e os públicos tomarem medidas firmes.

Segundo o documento, a OMS e seus parceiros assinalam todos os anos o Dia Mundial sem tabaco para realçar os perigos associados ao tabagismo mas também  para promover políticas de redução ao consumo do mesmo.

De acordo com a mensagem da Directora da OMS para África, na região africana cerca de 146 mil adultos com idade superior a 30 anos morrem de doenças relacionadas com tabaco. 

Acrescentou que quando morre um fumador prematuramente durante o seu ano produtivo, as famílias perdem seus entes queridos, rendimento e o  desenvolvimento económico é afectado de forma negativa.

Matshidiso Moeti disse que as políticas que regulam o tabaco, que promovam os ambientes sem fumo e incentivam as pessoas a deixarem de fumar , vão contribuir para melhorar a saúde e o bem-estar das populações. 

Explicou que é preciso haver liderança robusta, empenho político e uma sociedade civil informada, a trabalhar em conjunto, para promover as políticas para saúde do coração e do direito à saúde.

Garantiu que, num curto prazo de tempo, e com um custo muito razoável, incluindo o aumento dos impostos,o preço do tabaco irá gerar receitas para o governo e salvar vidas.

Indicou que outras medidas que podem criar empregos e espaços públicos interiores completamente sem fumo,é a divulgação  de  advertências contundentes e de imagens gráficas sobre os perigos nos maços de cigarro proibindo a publicidade, promoção e patrocínio do tabaco.

Aconselha a todos para se empenharem na promoção da saúde de coração e comprometer-se a não fumar e ajudar outras pessoas a deixarem de  fumar.
ANG/JD/ÂC//SG

Líbia


Acordo para eleições a 10 de Dezembro
Bissau, 30 Mai 18 (ANG) - A Líbia vai ter eleições presidenciais e legislativas a 10 de Dezembro, anunciaram terça-feira os líderes do país à saída de um encontro cujo objectivo era encontrar uma solução para a crise que afecta o país.
O anúncio foi feito depois da conferência internacional que juntou o Presidente francês, Emmanuel Macron, e os quatro principais actores no conflito na Líbia para encontrar uma solução para a crise neste país que continua mergulhado no caos sete anos depois da queda de Muammar Khaddafi.
No encontro organizado pelas Nações Unidas, participaram o primeiro-ministro Fayez Al-Sarraj, o marechal Khalifa Hafter, homem forte do leste do país, o presidente da Câmara dos Representantes Aguila Salah Issa e o do conselheiro de Estado, Khaled Al mishri.
O Eliseu convidou 19 representantes de países envolvidos na resolução da crise líbia: os cinco países membros do Conselho de Segurança da ONU, Itália, os países vizinhos Egipto, Tunísia, Chade e as potências regionais Emiratos Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Turquia, Argélia e Marrocos.
A Líbia vive uma situação de caos desde a revolução de 2011 que pôs fim ao regime de Muammar Kadhafi, com milícias rivais a lutarem pelo controlo do país, rico em petróleo.
Para estabilizar o país, a comunidade internacional tem pressionado para que sejam organizadas eleições em 2018.ANG/RFI