quarta-feira, 25 de julho de 2018

Função Pública


  
Bissau,25 Jul 18 (ANG) - A função pública guineense iniciou hoje uma nova greve, de oito dias úteis, para protestar contra a "ausência de respostas do Governo" face à exigência de reajuste salarial, segundo um pré-aviso da paralisação entregue ao primeiro-ministro, Aristides Gomes.

O documento, assinado pelo secretário-geral da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG), Júlio Mendonça, informa o primeiro-ministro sobre a greve que vai decorrer a partir de hoje e até 02 de agosto, para reclamar o reajuste dos salários que, diz a nota, não abrange a Função Pública guineense "volvidas quase duas décadas".

A UNTG acusa o Governo de ter abandonado a política de progressão nas carreiras, que a lei estipula para os funcionários públicos, bem como deixou de pagar as pensões, abono de família, parou com a assistência medica e medicamentosa aos servidores públicos e seus familiares, além de não definir o salário mínimo nacional.

"Todas essas omissões cometidas pelo Estado da Guiné-Bissau tiveram reflexos bastante prejudiciais na vida dos funcionários públicos e seus familiares", adianta a fundamentação do pré-aviso da greve citada pela  Lusa.

A UNTG defende que o anterior Governo se comprometeu em, até ao primeiro semestre de 2017, proceder ao reajuste dos salários, mas o atual executivo, liderado por Aristides Gomes, recusa-se a executar.

A organização sindical afirma ainda que o atual executivo se recusou a pagar os salários devidos aos funcionários públicos referentes a 2003, período em que o então Governo não pagou nenhum ordenado aos servidores do Estado.

Para a maior central sindical guineense, há 43 anos que os servidores públicos "são explorados pelos seus próprios concidadãos que assumem o poder".

A Lusa constatou que os funcionários públicos de vários ministérios não compareceram hoje ao trabalho, nomeadamente no hospital Simão Mendes, nos serviços dos ministérios do Comércio, da Justiça e da Função Pública, entre outros departamentos estatais.

Esta é a sétima vaga de greve geral decretada pela UNTG nos últimos dois meses.

Na semana passada, o primeiro-ministro Aristides Gomes instituiu uma comissão para estudar as modalidades de reajuste salarial na Função Pública. ANG/Lusa

Política


                                UPG realiza 3º Congresso Ordinário em Agosto

Bissau,25 Jul 18 (ANG) – A União Patriótica Guineense (UPG), agendou para os dias 10 e 11 de agosto deste ano o segundo congresso ordinário do partido, anunciou hoje o líder desta formação política.
Resultado de imagem para imagem de fernando vaz antigo ministro de turismo da guiné-bissau Fernando Vaz, em declarações exclusivas à ANG, disse que já estão a ultimar os trabalhos da eleição dos delegados ao Congresso em diferentes regiões do país.

A reunião magna da UPG, segundo Vaz, vai juntar cerca de mil delegados, o número inferior ao último Congresso do partido que tinha mil e quatrocentos delegados.

“Decidimos neste congresso não alargar muito o número de delegados porque vamos cingir essencialmente na revisão dos estatutos do partido”, afirmou.

Perguntado sobre como está a funcionar a estrutura do partido em todos os cantos do país, Fernando Vaz respondeu que normalmente as pequenas formações políticas perdem as suas estruturas após as eleições.

“Contudo, com o reanimar da vida do partido rumo ao congresso estamos paulatinamente a reanimar as nossas estruturas no fundo e implantá-las de novo. Por isso, estamos a ter uma adesão bastante grande”, revelou.
 ANG/ÂC//SG

Imprensa militar


                            EMGFA promove capacitação dos jornalistas

Bissau, 25 Jul 18 (ANG) – O Estado Maior General das Forcas Armadas (EMGFA), iniciou terça-feira uma formação de quatro dias, no domínio da Imprensa Militar, promovido pelo Gabinete Integrado das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS).

Durante a cerimónia da abertura da referida formação, e em representação do Chefe de Estado Maior General das Forcas Armadas, Júlio Sulte Nhaté disse que é necessário que a imprensa militar guineense beneficie desta formação como forma de manté-la preparada para a difusão das informações.

“O Chefe de Estado Maior General das Forcas Armadas, sempre mostrou o seu empenho em apoiar acções do género, como forma de virar a página da classe militar guineense” , disse.

Para Sulté Nhaté, uma pequena falha na difusão de informação militar pode causar problemas em qualquer comunidade.

Apelou aos técnicos militar da área a aproveitarem bem os quatros dias de formação, a fim de estarem preparados para a divulgação das informações tanto nos quartéis, assim como na sociedade.   

O Responsável da Comunicação Social do (EMGFA) Ussumane Conaté, realçou a importância do curso tendo recordado que o primeiro evento do género teve lugar graças ao apoio do Responsável da Comunicação Social do UNIOGBIS, em colaboração com o EMGFA, em Dezembro de 2014. 

De acordo com o responsável, a Imprensa Militar nasceu em Novembro de 1994 com a criação do Jornal “O Defensor”, um órgão de informação geral de EMGFA, que tinha como missão reforçar os trabalhos dos comissários políticos nas unidades, ao mesmo tempo servir de elo de ligação entre a classe castrense e a sociedade.

Ussumane Conaté acrescentou  que a Imprensa Militar guineense vai manter relações excelentes e de confiança mútua, com todos os órgãos de comunicação social naciona, assim como estrangeiras residentes na Guiné-Bissau. 

Por seu turno, o Conselheiro Militar das Nações Unidas na Guiné-Bissau ,Robem Mendes da Costa Neto, e conhecido como veterano da comunicação social do Exercito Brasileiro defendeu que a troca de experiencia entre a  imprensa militar guineense e estrangeira fará com que as duas possam acatar algo que no futuro vai ajudar muito na forma de comunicar e na transmissão de informação eficaz. 

Realçou por outro lado que as Forças Armadas devem estar a altura de acompanhar a evolução do mundo, tendo em conta a forma rápida como circula hoje a informação no mundo. ANG/LLA/ÂC//SG