sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Angola


João Lourenco acusa supostos militantes do MPLA de promoverem campanha contra o país
 
Bissau, 11 out 19(ANG) -  O líder do Movimento Popular de Libertação de Angola(MPLA), no poder, acusou quinta-feira supostos militantes do partido de estarem por detrás de uma campanha que visa a intoxicação e desestabilização de Angola.

”São esses mesmos que estavam embrulhados na corrupção, os mesmos que desviaram os recursos do país para fora do país, apenas para eles, são os que estão a utilizar esses mesmos recursos, que são de Angola para financiarem a campanha de desestabilização, de intoxicação, que estão a azer contra angola”, afirmou João Lourenço.

O também chefe de Estado discursava na abertura do congresso da JMPLA, órgão juvenil do partdo, tendo depois solicitado permissão aos delegados para fazer um segundo discurso, pequeno, sem ler, para dizer o que lhe  ia “na  alma”.

A segunda intervenção de João Lourenço tem a ver com uma forte campanha que se verifica nos últimos dias nas redes sociais, com determinadas figuras da socviedade civil angolana, num apelo para na sexta-feira as pessoas não irem trabalhar, em protesto  à situação social e económica do país.

Para João Lourenço esta campanha não é contra  si, mas contra o país, considerando “o mais triste” que ela “não vem sendo movida, nem por forças estrangeiras nem por forças da oposição”.

“Ela vem sendo movida por nacionais, aparentemente do MPLA, e digo aparentemente porque não se portam como tal, e que ainda têm o descaramento de falar em nome do povo”, frisou.

O líder do partido no poder em Angola questionou ainda se “os mesmos que estavam embrulhados na corrupção”, qando “desviavam os recursos do país”repartiram com o povo ou com os jovens.

“E então, como é que agora vêm falar em defesa do povo, dos jovens. Coitado do povo que está a passar mal, coitada da juventude que não tem emprego, e eu levanto esta  questão aqui, porque os cabos que estão a ser pagos para levar a cabo esta campanha lamentavelmente são jovens, portanto, nada melhor do que levantar esta questão no seio dos jovens”, disse.

João Lourenço quesntionou ainda o carácter destes jovens “que alinham na campanha”.
“São bons jovens? São exemplares?. Pensamos que não. Estão a fazer por quaisquer 100 euros se calhar nem isso, porque aqueles avarentos também não lhes vão pagar muito mais”, apontou.

O líder do partido no poder em Angola desde a independência , em 1975, reiterou o combate à corrupção, um tema que foi colocado, com grande ênfase, pela direção do partido entre 2016 e 2017, no período de preparação do congresso  e das eleições, e que diz-se determinado a cumprir.

“Houve promessa em oportunidades distintas de se iniciar com essa cruzada, falou-se com relação à corrupção, tolerância zero, mas o que verificamos é que esta tolerância zero não surgiu”, lamentou.

Para Lourenço, o caminho continua por percorrer: Deram-nos essa incumbência e nós como não não gostamos de fingir que fazemos as coisas, não gostamos de enganar o eleitorado, não gostamos, porque consideramos errado, consideramos injusto utilizar os eleitores só para votarem em nós, prometendo coisas para fazer de conta, nós estamos a procurar cumprir com essa incumbência que o partido nos deu mesmo antes de sermos chefe de Estado”.

João Lourenço admitiu que já esperava essa reação, referindo-se ao que se vem assistindo nos últimos dias.

De acordo com o chefe de Estado angolano, o combate à corrupção é importante para garantir investimentos privado nacional e estrangeiro no país, com vista à criação de emprego para o povo angolano e, em particular, para a juventude. 

ANG/SAPO Notícias

Cooperação

MNEC inaugura gabinete  de controlo de emissões de passaporte diplomático

Bissau, 10  Out 19 (ANG) – O Ministério dos Negócios Estrangeiros e das Comunidades (MNEC) inaugurou quarta-feira um gabinete criado para assegurar a melhoria dos serviços de controlo das emissões de passaportes Diplomáticos e autenticações de documentos.

No ato de inauguração terça-feira, a Ministra Suzi Barbosa agradeceu a prontidão da Embaixada da República Popular da China cujo apoio permitiu a criação do referido gabinete.

A governante esclareceu que o referido gabinete foi criada para identificar todas as entradas e saídas das pessoas no recinto do ministério, felicitando assim o controle dos passaportes diplomáticos e autenticação dos documentos emitidos por aquela instituição.

Barbosa informou que doravante certas áreas do MNEC serão restritas, uma vez que produzem passaportes, emolumentos e vários outros documentos cujo teor tem alguma confidencialidade, tudo  para conferir maior  rigor e credibilidade aos serviços desta instituição.

O embaixador da China, Jin Hong Jun disse que o projeto ora entregue insere-se no quadro de uma série de iniciativas da ministra que visam melhorar o serviço dos negócios estrangeiros e  aumentar a sua eficácia.

Acrescentou  que este serviço vai beneficiar tantos os funcionários como utentes. ANG/JD//SG

Cooperação


Embaixada de Brasil promove seminário de capacitação para promoção da realidade das pessoas portadoras de eficiência

Bissau, 11 Out 19 (ANG) – A Embaixada de Brasil na Guiné-Bissau  realiza no a partir da proxima segunda-feira um seminário de capacitação para a promoção da realidade das pessoas portadoras de deficiência na sociedade guineense.

A informação consta numa nota da Embaixada de Brasil enviada hoje à redação de Agência de Notícias da Guiné. 

“No seminário vão participar 30 pessoas, entre os quais os agentes governamentais e não-governamentais. Será ministrado pelos técnicos brasileiros chefiada pela secretaria nacional dos direitos da pessoa com deficiência que estará no país de 12 à 18 do mês em curso”, refere o documento.

Na nota  consta ainda que o referido seminário servirá igualmente para fazer uma campanha de sensibilização e divulgação das Políticas Públicas aos actores políticos.

De acordo com a nota, a comitiva dos técnicos brasileiros vai ter uma audiência com a ministra da Mulher, Família e Protecção Social, com a ministra de Administração Pública e Modernização do Estado, ministra de Saúde Pública, o ministro das Infraestruturas, Habitação e Desenvolvimento Urbano.

Terá igualmente audiência com ministro de Educação, Ensino Superior e Investigação Cientifica, secretário-geral e Assessor jurídico do Ministério de Justiça e Direitos Humanos, com director-geral de Cooperação Internacional, com a Federação das Associações de Defesa e Promoção das Pessoas com Deficiência da Guiné-Bissau. ANG/AALS//SG
 


quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Burundi


          Autores da morte de opositor condenados à prisão perpétua

Bissau, 10 out 19 (ANG) -  O Tribunal de Grande Instância (TGI) de Muyinga, no nordeste do Burundi, condenou quatro pessoas à prisão perpétua pelo "assassinato" de um militante do partido Congresso Nacional para a Liberdade (CNL), principal partido da oposição, anunciou o ministério da Justiça e Protecção Civil.
Bandeira do Burundi
"A sentença proferida terça-feira pelo TGI de Muyinga às quatro pessoas envolvidas neste caso foi a prisão perpétua", disse Agnès Bangiricenge, porta-voz deste ministério.
O Tribunal também lhes impôs "uma multa" de cerca de 2.500 dólares. O veredicto foi pronunciado na terça-feira à noite.
O presidente do partido CNL, Agathon Rwasa, ainda não reagiu a esta sentença.
A 18 de Agosto, um militante do CNL, conhecido por Mvuyekure, foi morto na colina de Kwitongo, em Muyinga, após confrontos entre um grupo de homens munidos de catanas e militantes do CNL. ANG/Angop

Corte de Cabelo


             Barbeiros se divergem quanto  ao rendimento da profissão

Bissau, 10 Out 19 (ANG) – Os barbeiros da cidade de Bissau  estão duvidoso quanto  ao rendimento económico desta profissão no país uma vez que uns consideram o rendimento suficiente para sustentar a vida outros dizem que não.

De acordo com Maio Fernando Dafa, proprietário do salão com mesmo nome situado em Cupelun, zona dos Bombeiros, numa entrevista hoje a ANG disse que o dinheiro proveniente do seu trabalho dá para sustentar a sua vida ou seja satisfazer as suas necessidades, apesar de não ser nada fácil.

“No meu caso não tenho queixa dos clientes neste momento.As vezes as pessoas aguardam o momento para  tirar o cabelo, o preço por pessoa é de 500 francos CFA e já estou neste trabalho desde o ano 2008 ou seja há 21 anos “,disse.

Dafa disse que apesar das contribuições que paga para ter acesso ao local: renda, energia e a câmara municipal ainda tem lucro, salientando que a corte mais tirada é o tipo chamado de “Cumen Bazz”, por ser feito pelos jovens e esta na moda.

“Mas também faço outros estilos caso de raso entre outros” acrescentou frisando que o seu rendimento diário varia de 5000 a 7500 francos CFA .

 Alain Correia, dono da barbearia cito no bairro de Santa Luzia tem  opinião diferente no que concerne a rentabilidade da profissão. Disse que é preciso ter muita coragem para ser barbeiro em Bissau.

“Eu iniciei este trabalho desde  2008, trabalhava como auxiliar de um amigo e com o tempo reuni condições e abri o meu próprio negócio. Devido a situação do país, as coisas não estão indo bem porque há dias em que o movimento torna fraco, com excepção dos finais de semana ou nos dias de festas: casos do Natal e Fim do Ano ou nas duas rezas dos muçulmanos. São períodos em que costumamos ter muitos clientes”, explicou.

Alain disse que apesar das dificuldades consegue através do seu trabalho  sustentar a sua vida sem contudo avançar com o montante que ganha diariamente, tendo responsabilizado a multiplicação dos salões de cortes de cabelos pela queda do rendimento deste trabalho.

“no meu salão o corte mais solicitado é o que chamam de “Cumen Bass” ou “corte de Cabaz”, porque são os jovens que os fazem imitando os famosos . Este tipo de corte está a usar não só na Guiné-Bissau, mas no mundo todo. São cortes que os artistas, jogadores e outros famosos fazem, também tiro cabelo para as mulheres e faço colagem das unhas.

A profissão de barbeiro entrou nos bairros e conquistou muitos jovens nacionais e estrangeiros que a dedicam praticando preços mais baixos comparativamente aos praticantes da mesma profissão mais idosos, instalados no centro da cidade de Bissau.

“Antigamente, quem quer cortar cabelo tem que se deslocar a Praça, agora a barbearia é ali ao lado das nossas casas”, lembra um idoso que responde pelo nome de Djagra. ANG/MSC//SG


Sociedade


Ações de reflorestamento integram dezenas de cidadãos que voltam à Guiné-Bissau

Bissau, 10 out 19 (ANG) - Mais de 125 migrantes participaram no plantio de árvores durante seis meses em Gabu, no leste da Guiné-Bissau, numa iniciativa que marcou a   primeira fase da reintegração de mais de 500 pessoas retornadas do Níger e da Líbia.
Vista da cidade de Gabú
Pelo menos 200 árvores foram plantadas  durante a mais recente ação de reflorestamento da Organização Internacional para Migrações, OIM, que envolveu 25 pessoas retornadas à área de Gabu, no leste.
Nessas atividades foram cobertos 13 mil metros quadrados de superfície em quatro dias, na região que enfrenta “um grande desmatamento”. Um grupo de 15 membros da comunidade participou na ação promovida pela agência da ONU.
Gabu é conhecida como uma das áreas mais propensas à migração. Muitos jovens deixam a Guiné-Bissau em busca de melhores oportunidades de subsistência no exterior.
O país também recebe migrantes da África Ocidental e Central. Um estudo feito em 2018 revelou que mais de 70 mil pessoas da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, Cedeao, viviam na nação lusófona.
As ações implementadas pela OIM desde março incluem reflorestamento e saneamento. No total, 125 guineenses foram envolvidos nessas atividades com dezenas de membros da comunidade local. 
A erosão do solo é  uma das principais ameaças ambientais no país da África Ocidental, que acaba impulsionando a migração e pressionando a economia das áreas rurais.
Para a OIM,  o plantio de árvores é um meio de combater a erosão com maior impacto por travar o deslocamento de agricultores pobres que optariam por procurar novos meios de subsistência nas cidades ou no exterior.
Com o reflorestamento de Gabu começou a reintegração de cerca de 529 migrantes retornados de forma voluntária do Níger e da Líbia. Nos últimos dois anos, uma iniciativa da agência apoiou esse processo com fundos da União Europeia.
Para a chefe do Escritório da OIM na Guiné-Bissau, Laura Amadori, a iniciativa apoia os beneficiários com fundos para a transição entre o retorno e a reintegração, contribuindo para desenvolver as comunidades que voltam a receber os guinnenses. 
A representante destacou que essas atividades facilitam a reinserção social porque também envolvem os habitantes locais, evitando que haja tensões entre os retornados e a população.
Em dezembro passado, a Guiné-Bissau foi um dos 150 países que assinaram o Pacto Global para Migrações. A OIM apoiou o governo guineense na definição das prioridades nacionais do Plano de Ação para o Pacto Global para Migração.
Com a implementação dessa estratégia, a expectativa é melhorar a forma como o país lida com as migrações, incluindo as negociações com os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa sobre a mobilidade no bloco. ANG/ONU News




Turquia


              Ofensiva  na Síria gera onda de reprovações na Europa
Bissau, 10 out 19 (ANG) - A Turquia cumpriu as ameaças e realizou ataques aéreos nesta quarta-feira (9) na região de Ras Al-Ain, no norte da Síria, fronteira com o território turco.
Ancara havia anunciado o lançamento de uma ofensiva contra a milícia curda, em disparos que geram uma onda de reprovação dos europeus.
A França solicitou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU para debater a questão.
Os ataques aéreos e disparos de artilharia atingiram a cidade de Ras al-Ain e seus arredores, de acordo com o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH). As forças curdas sírias indicam que houve vítimas civis.
A operação militar contra a milícia curda das Unidades de Proteção do Povo (YPG), apoiada por países ocidentais, foi anunciada pelo presidente turco, Recep Tayyip Erdogan. Ancara considera a YPG um grupo terrorista e diz que seu objetivo é criar uma "zona de segurança", destinada a receber refugiados sírios na Turquia e separar a fronteira das posições das YPG.
Vários países demonstram preocupação com as consequências humanitárias dessa ofensiva. A França afirmou que condena “com muita firmeza” a intervenção militar.
 “A França, a Alemanha e o Reino Unido estão finalizando uma declaração conjunta que será extremamente clara no fato de que condenamos muito fortemente e com muita firmeza [a operação]”, disse a secretária de Estado para Assuntos Europeus, Amélie de Montchalin.
O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, exigiu o fim da ofensiva, que segundo ele “não dará resultados”.
Juncker garantiu que nenhum financiamento europeu será dado “para uma zona de segurança”, que a Turquia planeja instalar.
“A Turquia tem problemas de segurança na sua fronteira com a Siria, algo que nós compreendemos. Entretanto, uma incursão vai exacerbar os sofrimentos dos civis”, argumentou o líder da UE.
O governo alemão, por sua vez, advertiu que a operação aumenta "o risco de "ressurgimento do grupo terrorista Estado Islâmico" no país.
O presidente americano, Donald Trump, afirmou na quarta-feira (9) que o envolvimento dos militares americanos no Oriente Médio foi a "pior decisão já tomada" pelo país e que ele estava garantindo o retorno seguro das tropas americanas.
Trump enfrenta uma reação bipartidária desde um anúncio surpresa feito pela Casa Branca no domingo (6),de que Washington estava retirando de 50 à 100 “operadores especiais”  da fronteira norte da Síria.     
" Entrar no Médio Oriente é a pior decisão já tomada na história de nosso país! Entramos em guerra sob uma premissa falsa e agora não comprovada, As armas de destruição em massa", tuitou o presidente em referência à invasão americana do Iraque em 2003.
"Não havia nenhuma ! Agora estamos trazendo lenta e cuidadosamente nossos grandes soldados e pessoal militar para o lar. Nosso foco está no quadro geral! Os Estados Unidos são maiores do que nunca!", completou, em seu tradicional estilo de escrita nas redes sociais.
Trump lamentou os US$ 8 bilhões gastos nos combates e operações de vigilância no Oriente Médio e os milhares de soldados americanos que morreram ou ficaram feridos nos conflitos. Calcula-se que os Estados Unidos tenham entre 60.000 e 80.000 militares destacados na área correspondente ao Comando Central dos EUA, que inclui Afeganistão, Iraque e Síria.
Mais cedo, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, pediu ao turco Erdogan que refletisse antes de iniciar qualquer ofensiva na Síria, informou o Kremlin em comunicado.
"Putin pediu às autoridades turcas não impedir que esforços comuns para resolver a crise síria fossem afetados", disse o comunicado, após uma conversa telefônica entre os dois presidentes. Moscou é o maior apoio militar ao governo sírio desde o início da guerra no país, em 2011.
Na conversa, Erdogan afirmou que a ofensiva turca contra uma milícia síria curda trará "paz e estabilidade" à Síria. "O presidente declarou que a operação militar [...] abrirá o caminho para uma solução pacífica", disse uma fonte da presidência turca.
Apesar de apoiarem lados opostos na Síria, Rússia e Turquia aumentaram sua cooperação nos últimos anos. No entanto, na terça-feira, Moscou pediu para Ancara evitar ações que possam ser contraproducentes para uma possível resolução do conflito, no momento em que um conselho constitucional foi formado na Síria. ANG/RFI/AFP

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Função pública


UNTG acusa empresas privadas de serem principais violadores dos direitos dos trabalhadores

Bissau, 09 out 19 (ANG) – O Secretário-geral da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG), acusou  terça-feira empresas privadas de serem os principais violadores dos direitos dos trabalhadores.

Segundo a Rádio “Sol mansi”, Júlio Mendonça que falava sobre os funcionários que recentemente foram despedidos pela empresa “Petromar” disse que , para além da Petromar, há outras empresas que estão a violar os direitos dos trabalhadores, “porque a Inspecção Geral do Trabalho não dispõe de instrumentos legais para atribuir responsabilidades aos infractores”.

A título de exemplo, indicou que no Hotel Ledger, os direitos dos trabalhadores estão a ser violados sistematicamente, mas regista-se uma impotência dos serviços de Inspecção-Geral de Trabalho perante a urgência  de  pôr cobro à esta situação, facto que considera de grave.

Por isso, Mendonça pede ao Executivo para reforçar a capacidade de intervenção da Inspecção-Geral de Trabalho, afecto ao Ministério da Administração Pública e Modernização do Estado dando-lhe  poderes para  exercer da melhor forma a sua actividade.

Recentemente, um grupo de trabalhadores da Petromar foi despedido por alegado envolvimento num roubo de combustíveis mas o sindicato dos trabalhadores da empresa considerou injusta a decisão da direcção, tendo inclusive acusado a direcção de “actuação com dois pesos e duas medidas” em relação aos acusados pela  mesma infração. 

O Presidente do Sindicato de Base dos Trabalhadores do Petromar, Carlitos Gomes disse em conferencia de imprensa realizada em Agosto passado,  que o Director do Petromar, Jorge Almeida produziu uma nota de culpa aos 25 funcionários desde motoristas, gerentes incluindo o próprio Presidente do Sindicato de base antes destes responderem acusações.
ANG/LPG/ÂC//SG

EUA


  Casa Branca impede testemunho-chave para impeachment contra Trump
Bissau, 09 out 19 (ANG) - A Casa Branca intensificou  terça-feira (8) o confronto com os democratas no Congresso norte-americano, impedindo que o embaixador dos Estados Unidos na União Europeia testemunhasse durante a investigação de um procedimento explosivo de impeachment contra  Donald Trump.
 Trump justificou essa decisão chamando as audições realizadas pelos congressistas da posição no caso dos vazamentos ucranianos como um “falso tribunal”.
“Eu adoraria enviar o embaixador Sondland, um homem muito bom e um grande norte-americano, para testemunhar, mas infelizmente ele testemunharia diante de um falso e totalmente tendencioso”, tuitou Trump.
Para os democratas, a ausência do embaixador na manhã desta terça-feira, um "ator-chave" no caso ucraniano, e o fato de ele não ter entregue os documentos esperados, tudo isso representaria "novas evidências fortes de um obstáculo às funções constitucionais do Congresso", respondeu Adam Schiff, presidente do poderoso Comitê de Inteligência da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos.
Foi o Departamento de Estado dos EUA que pediu ao embaixador para "não comparecer hoje" na audição na Câmara, segundo seu advogado Robert Luskin, que não especificou os motivos dessa decisão. Vindo de Bruxelas a Washington especialmente para esse depoimento, Gordon Sondland "espera que as questões levantadas pelo Departamento de Estado" para impedi-lo de testemunhar "sejam resolvidas rapidamente", afirmou seu advogado em comunicado.
O embaixador "concordou anteriormente em ser ouvido voluntariamente, sem a necessidade de uma liminar, para responder às perguntas" das comissões que conduzem a investigação, segundo seu advogado. Rico empresário do setor hoteleiro, Gordon Sondland ajudou a financiar a campanha e a cerimônia de posse de Donald Trump, de quem ele se tornou próximo.
 A oposição suspeita que o presidente norte-americano tenha pressionado seu colega ucraniano, o ex-ator Volodymyr Zelensky, a buscar informações comprometedoras sobre seu rival democrata, Joe Biden. Os democratas suspeitam ainda que Donald Trump tenha abusado de seu poder para fins eleitorais pessoais, e depois tentado anular o caso.
Gordon Sondland participou de trocas de SMS na Ucrânia, entregues ao Congresso na semana passada pelo ex-enviado especial dos Estados Unidos para a Ucrânia, Kurt Volker, que apoiou os democratas em suas suspeitas. "O Congresso não apenas não tem conhecimento deste testemunho, mas também somos informados de que o embaixador tem recados ou e-mails em um celular que foi devolvido ao Departamento de Estado, embora o mesmo tenha sido solicitado pela Justiça. E o Departamento de Estado também não libera essas mensagens”, acusou Adam Schiff.
“Consideramos o fato de que ele não testemunha, e de que esses documentos não nos são apresentados, como evidências adicionais de uma obstrução dos poderes constitucionais do Congresso. E, impedindo-nos de ouvir esta testemunha e obtendo esses documentos, o presidente e o secretário de Estado agem para impedir que obtenham as informações necessárias para proteger a segurança da nação. O povo norte-americano tem o direito de saber se o presidente está agindo em seu interesse, no interesse da nação, com um olho na segurança da nação, e não por seu pequeno interesse pessoal, completou o presidente do Comitê de Inteligência da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos.
O presidente Trump escolhe endurecer a disputa com o Congresso, em vez de deixar o diplomata testemunhar. Uma estratégia que pode ser arriscada: ao fazê-lo, a Casa Branca é obviamente suspeita de querer esconder evidências contra o presidente norte-americano.
Mas também permite que o presidente continue ganhando tempo, segundo Anne Corpet, correspondente da RFI em Washington. Diante dessa obstrução, o Congresso tem apenas um recurso para conseguir o que quer: ir a um tribunal. E isso leva tempo.ANG/RFI

Presidenciais 2019


“Aristides Gomes ameaçou meter-me na cadeia se eu perder as eleições presidenciais”, diz José Mário Vaz
Bissau,09 Out 19(ANG) – O Presidente da República cessante afirmou que recebeu uma ameaça do actual primeiro-ministro Aristides Gomes de que irá ser preso se perder as eleições presidenciais de 24 de Novembro.
“Vocês sabem o quê que o actual primeiro-ministro Aristides Gomes me disse recentemente”, questionou José Mário Vaz na terça-feira, num encontro com  milhares de apoiantes membros dos Movimentos de Apoio Político à Jomav e Botche Candé.
Mário Vaz prosseguiu dizendo que recebeu  ameaças de Aristides Gomes de que se perder as eleições presidenciais de 24 de Novembro será preso.
Recordou que foi o Aristides Gomes  quem lhe exonerou na presidência da Câmara Municipal de Bissau.
“Nós temos um bom coração. Prova disso antes de lhe nomear para o cargo do primeiro-ministro, mandei chamar um ancião e o seu tio para presenciarem o acto, porque as pessoas do PAIGC não queriam para que ele volte a ser nomeado chefe do executivo”, explicou.
José Mário Vaz sublinhou que falou com o Aristides Gomes e os seus familiares de que irá suportar todas as consequência que possam advir da sua nomeação, mas o único conselho que lhe possa dar é no sentido de fazer um bom trabalho e não repetir os erros do passado.
O Presidente da República cessante voltou a perguntar a plateia  de apoiantes se o Aristides Gomes está o fazer um bom trabalho a testa do Governo e estes responderam em coro que não.
Disse que fez tudo de bom para o Aristides Gomes e este transformou-se num dos seus piores inimigos.
Na ocasião, José Mário Vaz voltou a denunciar a retirada de segurança ao seu Director Nacional de Campanha, Botche Candé.
“Uma outra ameaça, tem a ver com  a retirada de todo o corpo de segurança do meu director da campanha Botche Candé para lhe poder prender. Vou avisar, se as pessoas têm o mandato judicial todos nós iremos responder na justiça porque ninguém pode estar em cima da Lei. Mas caso contrário e com base na demonstração da força, os autores pagarão a factura”, disse
O Presidente da República cessante reafirmou que, se existem eleições que serão ganhas sem problemas, será a de 24 de Novembro.
Disse que a sua candidatura não tem nenhum suporte de partidos com assento parlamentar, mas que  tem o Povo guineense atrás.
“É triste porque podíamos juntar para construir o país, mas as pessoas têm ambição de poder fora de limite. O poder serve-se para construir e desenvolver o país e não para se apoderar de coisas alheias”, disse.
Em reacção as informações que dão conta de que alguns elementos do Movimento de Apoio Político à José Mário Vaz decidiram agora apoiar o candidato do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde(PAIGC), o Director Nacional da Campanha de José Mário Vaz, nega ser verdade, dizendo  que são apenas duas pessoas que agora não pertencem a referida organização.
Notícias veiculadas em redes sociais citando um comunicado da Presidência da República indicam que José Mário Vaz viaja hoje para Portugal e Espanha em visita privada de cinco dias. ANG/ÂC//SG


Moçambique


                     Polícia envolvida na morte de Anastácio Matavel
Bissau, 09 out 19 (ANG) – O Comando Geral da Polícia de Moçambique revelou serem os polícias a assassinar Anastácio Matavel, representante da Sala da paz em Gaza.
A revelação foi feita pelo porta-voz do Comando Geral da Polícia de Moçambique, Orlando Modumane.
Os agentes policiais implicados estavam afectos a departamentos especiais da Unidade de Intervenção Rápida.
 O Comando Geral da Polícia  anunciou igualmente a criação de uma comissão de inquérito para que em 15 dias apresente o relatório pormenorizado da investigação sobre o assassínio.
A situação  obrigou a que o comandante geral da polícia suspendesse de funções os comandantes da Sub-unidade de Intervenção Rápida - Alfredo Macuacua - e da Companhia de Grupo Operações Especiais de Gaza - Tudelo Guirrugo.
Anastácio Matavel era Director Executivo da FONGA - Forum de ONGs Nacionais de Gaza - e também coordenador naquela província do Escritório de Crises da plataforma de observação eleitoral “Sala da Paz”.
Sem responder a qualquer pergunta, a polícia condenou a conduta criminosa dos seus agentes. ANG/RFI


Barbeiro


               “Esta profissão agora é pouco rentável”, diz Na Rana

Bissau, 09 Out 19 (ANG) -  O responsável da Barbearia “Chiado”, uma das mais antigas  de Bissau, considerou hoje de muito difícil e pouco rentável a profissão de barbeiro actualmente na Guiné-Bissau, em  comparação com outros tempos.

António Na Rana numa entrevista exclusiva à ANG disse que essa actividade tinha ganhos consideráveis no passado e que dava para sustentar a família, uma vez que havia muitos clientes.

“Agora  passa-se muito tempo sentado sem fazer nada porque os clientes chegam a conta gota. Estamos nesta profissão até então porque não temos outra alternativa”, disse.

Questionado sobre o estilo de corte que o guineense mais prefere actualmente, Na Rana afirmou peremptoriamente que é o tipo raso ou seja cabeça rapada que na sua opinião resultou da evolução mundial.

“Nos tempos mais recuados era difícil ver as pessoas a cortarem cabelo dessa forma, porque optavam por outros modelos casos de corte francês, corte normal ou apipi”, sublinhou.

Salientou que, foi o corte raso é que trouxe a proliferação de salões improvisados de corte de cabelos porque “agora cada um sabe rasar o cabelo e  não exige  usar muita técnica o que complicou e muito” em termos financeiros os donos das barbearias profissionais “,lamentou.

António Na Rana, um dos barbeiros  mais antigos da Guiné-Bissau com 36 anos de experiência disse que cobram actualmente  1000 francos por pessoa e pede aos clientes para  continuarem  a apostar no seu salão e se compromete a manter a qualidade dos serviços que presta aos clientes, tanto homens como mulheres.ANG/MSC/ÂC/SG

Brexit


“O que está em jogo não é um jogo estúpido, mas o futuro da Europa”, diz UE a Boris Johnson
Bisssau, 09 out 19 (ANG) - O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, acusou  terça-feira (8) o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, de brincar com o futuro da Europa e do Reino Unido, com sua tentativa de atribuir a culpa aos europeus por um eventual fracasso das negociações do Brexit.
As tensões entre o bloco europeu parecem ter chegado a um nível máximo, mas o premiê parece mais inclinado a acusar do que a negociar.
Segundo especialistas, a possibilidade de um acordo estaria mais distante do que nunca.
"Boris Johnson, o que está em jogo não é ganhar um jogo estúpido de culpa. O que está em jogo é o futuro da Europa e do Reino Unido, assim como a segurança e interesse de nossos cidadãos", tuitou Tusk em uma mensagem ao premiê britânico, que havia sido convidado pelo bloco a modificar pontos problemáticos da saída do Reino Unido da União Europeia.
A 23 dias do Brexit, as discussões entre europeus e britânicos continuam em Bruxelas. O tempo está se esgotando porque é necessário encontrar um acordo até o final da semana, para ser submetido às reuniões dos líderes europeus na capital belga, na próxima semana.
Mas já é anunciado que um acordo sobre o Brexit seria "extremamente improvável". Essa é a conclusão que o gabinete do primeiro-ministro britânico tira após uma entrevista por telefone entre a chanceler alemã Angela Merkel e Boris Johnson. Berlim confirma que esta ligação foi feita sem revelar o conteúdo das discussões.
O chefe do governo britânico não fez alterações consideradas satisfatórias em seu plano para o Brexit apresentado na semana passada.
Os europeus consideram "problemáticas" as propostas de controle aduaneiro entre a província britânica da Irlanda do Norte e a República da Irlanda.
No entanto, a Comissão Europeia se recusa por enquanto a falar do fracasso das negociações. Michel Barnier, o negociador europeu, planeja informar hoje os membros da Comissão sobre o estado das discussões com Londres. ANG/RFI

terça-feira, 8 de outubro de 2019

ANP


    Direcção promete cumprir  exigências feitas pelo Sindicato dos Trabalhadores

Bissau, 08 Out 19 (ANG) – A Direcção da Assembleia Nacional Popular (ANP), prometeu hoje satisfazer os 19 pontos inscritos  no caderno reivindicativo do Sindicato de Base dos funcionários da referida instituição, objecto de um acordo assinado  hoje pelas partes.

Durante o acto, o Presidente da ANP Cipriano Cassama disse a imprensa que é natural que o Sindicato vá à greve assim que houver a necessidade , garantiu que enquanto patronato vai cumprir as exigências do sindicato.

De acordo com aquele responsável, o acordo assinado entre as partes, será seguido pelo Conselho de Administração da ANP, que entrará em contacto com o governo para que o ministro das Finanças e o  Primeiro-ministro tenham  conhecimento do acordo existente entre as duas partes.

“O acto de abrir  secção parlamentar  num dos hotéis do país, foi  condenado e visto como desrespeito ao nosso Sindicato, mas não tem nada a ver com isso. A sessão tinha que ser aberta de qualquer jeito porque a sua abertura já estava marcada neste dia, e a própria lei permite que a abertura de Sessão parlamentar aconteça fora do parlamento,  caso houver  qualquer imprevisto”, sustentou Cipriano Cassama.

Por seu turno, o Presidente da Comissão Negocial do Sindicato dos Trabalhadores da ANP, Abel Tchuda, disse esperar que a Direcção da ANP através de acordo assinado hoje,  cumpra  todas exigências feitas pelo Sindicato.

“Caso contrário, o Sindicato voltará a greve até que todas as exigências sejam cumpridas”, disse Tchuda.

Uma das exigências do Sindicato dos Trabalhadores da ANP, é de os fundos afectos à ANP passem a ser geridos pela direcção da ANP e não pelo Ministério das Finanças.

Outra exigência é no sentido de, até primeiro semestre de 2020, o governo adquira viaturas para funcionários da ANP. ANG/LLA/SG

Presidenciais/2019


Partidos políticos reagem às decisões da  missão conjunta da ONU, UA, CEDEAO e CPLP

Bissau, 08 Out 19 (ANG) - Os Partidos políticos reagiram de forma diferente sobre a decisão da Missão conjunta composta pelos representantes das Nações Unidas (ONU), União Africana (UA), Comunidade Económica dos Estados África Ocidental (CEDEAO) e Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

A referida missão esteve em Bissau para uma visita de algumas horas ao país, com o objectivo de se inteirar dos preparativos das eleições presidenciais e  tomar as decisões necessárias no sentido de não alterar a data marcada para realização do acto, previsto para  24 de Novembro do corrente ano.

No comunicado final da missão conjunta, foi destacado a imperatividade  de realização da eleição na data marcada, e  caso houver necessidade de segunda volta que seja realizada  a  29 de Dezembro.

A missão refere ainda que  o caderno eleitoral corregido pode ser utilizado só se houver  consenso entre os partidos políticos, e reitera a manutenção do  actual governo até a realização das eleições presidenciais.

Em declaraçôes à imprensa, o segundo vice-presidente do Partido Africano da Independência de Guiné e Cabo-Verde (PAIGC), Califa Seide disse que,  para que haja a estabilidade política, o actual governo deve manter em função até a realização das eleições presidenciais.

Seide disse que o assunto foi debatido com a missão conjunta durante o encontro que mantiveram e que ficou bastante claro,  e acrescenta que na mesma reunião cada partido teve a oportunidade de avançar com a sua opinião relativamente a questão de caderno eleitoral.

“Muitos partidos estranharem a continuidade do processo de correcção do caderno eleitoral, mas a missão deixou claro que o governo só está a fazer o seu trabalho e que no fim cabe aos partidos políticos decidirem que dados vão utilizar o processo eleitoral”, explicou.

Doménico Sanca, em representação do Partido Movimento para Alternância Democrática (MADEM-G15) disse que o seu partido jamais considerou de legal a correcção do caderno eleitoral e que considerou sempre de ilegal o processo.

“Felizmente, a missão conjunta fez algo de positivo, porque deixou claro que só serão utilizados os novos dados se houver  um consenso, e isso já é de louvar” , manifestou Doménico Sanca.

Acrescentou que as eleições devem ser realizadas  com os dados anteriores e que por isso, não havia a necessidade de gastar  dinheiro com correcções de uma coisa que não vai ser utilizada. 

“As leis e a vontade popular devem ser respeitadas, porque a maioria é que determina o que deve ser feito. Acho que chagamos a uma conclusão, o processo vai continuar porque queremos igualmente que as eleições se concretizem na data marcada, desde que seja na base de transparência e de paz”, garantiu.

Eduardo Sanhá em representação da candidatura do presidente cessante José Mário Vaz salientou que o consenso deve ser encontrado sempre por via ideal e que a exclusão do diálogo não ajuda a encontrar a solução, mas sim  incentiva mais problemas.

“A solução será sem dúvida o avanço para a realização das eleições na data marcada com base nos dados das eleições legislativas de 10 de Março do corrente ano, de modo a não criar mais problemas”, disse. ANG/AALS/ÂC//SG