segunda-feira, 13 de julho de 2020
Preservação
de espécie/”As
duas chimpanzés da Guiné-Bissau estão
bem no Santuário no Quénia”, revela o IBAP
Bissau, 13 Jul 20 (ANG) – A
Coordenadora de Departamento de Conservação de Biodiversidade do Instituto da
Biodiversidade e das Árias Protegidas (IBAB), revelou hoje que as duas chimpanzés
denominadas Bó e Bela, que em Maio de 2018 foram transferidas para o Santuário
de Quénia, se encontram em óptimas condições de saúde.
Em entrevista exclusiva à Agência de Notícias da Guiné (ANG), Aissa Regalla de Barros disse que o Bó e Bela fizeram boa viagem para Quénia, e tive
ram que passar pela quarentena para serem testadas, se são ou não portadores de qualquer doença.“Mas tudo bateu certo porque
antes de partida, os dois animais passaram por muitos exames veterinários. Partiram
sem qualquer doença que podia contaminar outros chimpanzés no mesmo Santuário
onde foram recebidos”, descreveu a Coordenadora.
Acrescentou que para se adaptarem a nova casa, tinham uma
instrutora veterinário que lhes orientavam em quase tudo: como arranjar a cama,
recuperar os alimentos entre outras .
“Para inserirem na
comunidade de outros chimpanzés de mesmo Santuário, tinham que arranjar uma mãe
adotiva que ficava todos os dias com elas, como forma de se adaptarem ao cheiro
dos outros. Se não poderiam ser atacadas por outros chimpanzés do sexo masculino”,
disse Aissa Regalla de Barros.
Aquela responsável destacou
que a Direcção das Florestas e Fauna Selvagem, está a trabalhar muito no que
tem a ver com os casos de chimpanzés, acrescentando que, já identificaram
cinco chimpanzés que se encontram em alguns cativeiros do país.
Segundo Aicha Regala estes
animais já não têm condições de regressar para as matas, e o país não tem
condições de construir um Santuário para
abrigá-los.
Aissa Barros acrescentou que os cinco chimpanzés correm o risco de
não terem um futuro condigno, porque precisam de muito cuidado para sobreviverem
num ambiente compatível à suas realidades.
“A prática de capturar os
chimpanzés para o cativeiro não é uma boa ideia, porque as pessoas podem pensar
que têm capacidade de domesticá-los mas, pelo contrário, enganam-se. Têm os seus
meios e o seu ambiente. Quando começam a
cresce vem logo o processo de acasalamento, e se isso não acontecer, tornam-se
agressivos, o que lhe leva muita das vezes a atacar as pessoas”, revelou Aissa
Regalla.
A Coordenadora de
Departamento de Conservação de Biodiversidade realçou que a Direcção das Florestas e Fauna Selvagem
continuará a trabalhar no sentido de identificar quantos chimpazes ainda se
encontram no cativeiro, para mais tarde estudar os mecanismos para encontrar um
financiamento para a construção de um
santuário que poderá abrigá-los aqui no país.
Questionado sobre se o país é que custea a estadia de Bó e Bela no estrangeiro, Aissa Regala disse que a Guiné-Bissau não paga nada para a estada dos dois animais no Santuário de Quénia, porque tudo é sustentado por uma Organização que trabalha com fundos angariados pelos turistas e financiamentos de parceiros. ANG/LLA/ÂC//SG
Covid-19/Governo estuda possibilidades de apoiar operadores turísticos mais afectados pela pandemia
Bissau,13 Jul 20(ANG) – O
Director-geral do Turismo disse que o Governo está empenhado neste momento a
fazer diligências junto dos seus parceiros de forma a conseguir apoios para dar
uma “mãozinha” à alguns operadores turísticos que sofreram grandes prejuízos
neste período da pandemia de covid-19.
Em entrevista exclusiva à ANG, Sirma Seide disse que foi com base nesta preocupação que estão a efectuar os levantamentos, ao nível das regiões do país, para constatar
de facto as reais situações dos empreendimentos turísticos.“Por exemplo, visitamos
recentemente um empreendimento turístico na região de Biombo onde constatamos
que está a beira de fechar as portas por falta de condições financeiras para
suportar encargos com o trabalhadores e outras despesas diárias”, explicou.
Sirma Seide sublinhou que
muitos empreendimentos turísticos sofrem enormes prejuízos quando preparam as
refeições e outros serviços disponíveis e ao fim ao cabo não têm clientes para
as consumir.
Referiu que muitos iniciaram os seus serviços de forma legal,
investindo avultados somas em dinheiro, e reconhecidos pelas vistorias dos
técnicos do turismo mas que, com o
eclodir da pandemia todo esse investimento foi para água baixo, e resolveram
fechar as portas.
“Constatamos ainda que muitos empreendimentos, sem apoio do Governo, não vão conseguir se recuperar dos prejuízos
sofridos no fim da crise”, disse.
O Director-geral do Turismo
sublinhou que este conjunto de situações por que passam os operadores turísticos neste momento, está a
preocupar a Secretaria de Estado de Turismo e o Governo em geral, acrescentando
que, é com esse propósito que estão a
fazer um levantamento exaustivo das suas necessidades com vista a um eventual
apoio.
Sirma Seide frisou que, para
que isso aconteça é preciso que os operadores turísticos estejam devidamente
legalizados e que cumpram com os seus deveres, nomeadamente de pagamento de
impostos, licenças e outros requisitos que o Estado exige para qualquer
operador do sector.
Salientou que quem erguer um empreendimento turístico sem o aval das autoridades competentes e sem licenças prévias e que decida começar a operar a revelia do Estado, terá dificuldades para beneficiar de um eventual apoio do Estado. ANG/ÂC//SG
Diplomacia/ Embaixador
de Nigéria satisfeito com actual momento de estabilidade politica no país
Bissau, 13 jul 20
(ANG) – O embaixador da Nigéria, em final da missão na Guiné Bissau, disse hoje
que está satisfeito com o actual momento de estabilidade política no país.
Adeyeme Ambrosio Afolaha fez esta afirmação á imprensa à saída de
um encontro com o Presidente da Assembleia Nacional Popular, Cipriano Cassamá.O encontro serviu
para o embaixador da Nigéria na Guiné-Bissau se despedir do líder do parlamento
guineense.
Adeyeme Afolaha justificou a sua afirmação com aprovação do programa
do governo e o funcionamento normal das intuições do Estado.
O embaixador disse
ainda que se regozija com o facto de a
solução da crise política ser encontrado
pelos próprios guineenses sem a intervenção da comunidade internacional, porque
“não há país no mundo sem desafios e a solução sempre é encontrada pelos seus
dirigentes”.
Adeyeme Ambrosio Afolaha elogiou a comunicação social pelo papel desempenhado durante a crise politica, dizendo
que a imprensa tem sido imparcial no tratamento dos factos.
O embaixador da Nigéria Adeyeme Ambrosio Afolaha chegou a Guiné
Bissau na dia 27 de Setembro de 2017, e a sua missão termina no fim deste mês. ANG/LPG/ÂC//SG
Religião/Bispo de
Bissau Camnaté Na Bissign renuncia ao cargo devido a doença
Camnaté Na Bissign, nascido a 28 de Maio de 1953, em Mansoa, Norte da Guiné-Bissau, foi o primeiro cidadão guineense a ser nomeado bispo, e a sua ordenação sacerdotal ocorreu a 31 de dezembro de 1982, em Bissau, com 29 anos de idade.
Covid-19: Governo adia reabertura
das aulas
Sociedade/Diáspora guineense reúne
centenas em Lisboa em manifestação contra situação no país
Bissau,13 Jul 20(ANG) - Cerca de cinco
centenas de cidadãos guineenses a viver em Portugal participaram no sábado numa manifestação, em Lisboa, de protestos contra a atual situação política na Guiné-Bissau.Os manifestantes pediram
o respeito pela Constituição e pelos
valores democráticos neste país lusófono.
"Abaixo Governo Golpista",
"Terrorista é a Ditadura que mata", "Quem adormece a democracia,
acorda a ditadura" ou "Vamos todos lutar por uma Guiné melhor"
eram algumas das frases escritas nos vários cartazes exibidos pelos
manifestantes, a grande maioria com máscaras de proteção individual por causa
da atual pandemia de covid-19, mas, em alguns momentos do protesto, longe de
cumprir o necessário distanciamento físico.
"Estou muito descontente com o que
se está a passar na Guiné-Bissau neste momento. Porque estamos a perder a
liberdade cada vez mais. Quem critica, quem é da oposição, é amordaçado, é
atacado", disse, em declarações à agência Lusa, Mariano Quade, um dos
organizadores do protesto.
"Esta manifestação é para
demonstrar isso e para demonstrar que queremos que pelo menos os políticos deem
o exemplo. Que sigam a Constituição, que respeitem a lei magna do país, que diz
que todos os organismos ou que todos os órgãos soberanos devem ter espaço para
se expressar, para haver verdadeiramente uma democracia, uma sociedade
democrática", reforçou o ativista guineense.
A Guiné-Bissau está a viver um período
de especial tensão política desde o início do ano, depois de a Comissão
Nacional de Eleições ter declarado Umaro Sissoco Embaló vencedor da segunda
volta das eleições presidenciais.
O candidato dado como derrotado,
Domingos Simões Pereira, líder do Partido Africano para a Independência da
Guiné e Cabo Verde (PAIGC), não reconheceu os resultados eleitorais, alegando
que houve fraude e meteu um recurso de contencioso eleitoral no Supremo
Tribunal de Justiça, que não tomou, até à data, qualquer decisão.
Umaro Sissoco Embaló autoproclamou-se
Presidente da Guiné-Bissau em fevereiro e acabou por ser reconhecido como
vencedor das eleições pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental
(CEDEAO), que tem mediado a crise política no país, e pela ONU e restantes
parceiros internacionais.
Após ter tomado posse, o chefe de Estado
demitiu o Governo liderado por Aristides Gomes, saído das eleições legislativas
de 2019 ganhas pelo PAIGC, e nomeou um outro liderado por Nuno Nabian, líder da
Assembleia do Povo Unido-Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), que
assumiu o poder com o apoio das forças armadas do país, que ocuparam as
instituições do Estado.
A manifestação da diáspora guineense em
Lisboa aconteceu numa altura em que Nuno Nabian se encontra em Portugal e foi
realizada no mesmo dia em que, de manhã, o primeiro-ministro da Guiné-Bissau
foi recebido numa audiência de cortesia pelo chefe do Governo português,
António Costa.
Este facto não passou despercebido aos
guineenses concentrados na capital portuguesa.
"Esta manifestação é feita num
momento em que temos um primeiro-ministro que também foi colocado à força, à
revelia daquilo que é a ordem democrática. E também estranhamos, e de que
maneira, a receção ou o acolhimento oficial que tem sido dado a um
primeiro-ministro que não está de acordo com aquilo que é a Constituição",
declarou Mariano Quade.
"Sabemos que Portugal é um país
democrático, que defende a democracia. E o que nós esperávamos era que pelo
menos fosse ao encontro desses princípios e isso não está a ser
observado", prosseguiu.
Nesse sentido, o ativista guineense
deixou um apelo dirigido ao executivo português.
"Queremos que Portugal e que o seu
Governo interfira e possa ajudar no sentido de repor a ordem constitucional,
que o Governo [guineense] saído das urnas possa retomar as suas funções. (...)
Apelamos ao Governo português que reflita sobre esta matéria", disse
Mariano Quade.
"Esta manifestação é uma
representatividade da diáspora cá em Portugal a dizer não, que este não é o
caminho, vamos respeitar, vamos pela lei, vamos respeitar a Constituição e
vamos pôr a Guiné a andar minimamente dentro das regras", reforçou o
ativista ainda junto da sede da CPLP, onde os manifestantes permaneceram uns
largos minutos antes de regressarem à zona do Rossio para prosseguir o
protesto.
Ainda este mês, no próximo dia 23, os
guineenses na diáspora pretendem manifestar-se em Bruxelas (Bélgica), junto da
sede da União Europeia (UE), para denunciar igualmente a situação que atravessa
atualmente este país lusófono.
"Temos autorização para lá estar,
vamos ser ouvidos pelo Parlamento Europeu, no sentido de os sensibilizar para
aquilo que é o respeito pela ordem constitucional na Guiné-Bissau",
explicou o ativista, concluindo: "Não pedimos de mais, só estamos a pedir
que o nosso país seja governado dentro daquilo que são as regras".
O Presidente Umaro Sissoco Embaló
anunciou recentemente que o Estado vai passar a monitorizar as comunicações
entre os cidadãos, alegando que a medida visa garantir a segurança.
Organizações da sociedade civil guineense têm denunciado detenções e espancamentos de pelo menos uma centena de pessoas, incluindo políticos e empresários, vítimas de violência policial.ANG/Lusa
Política/”Portugal quer “reforçar cooperação”
com Guiné-Bissau na saúde, educação e justiça”, diz António Costa
sexta-feira, 10 de julho de 2020
Direcção
Geral da Cultura/Secretário
de Estado diz que não foram despejados
da antiga instalação sita no “Império”
Bissau, 10 Jul 20 (ANG) – O
Secretário de Estado de Cultura (SEC), disse hoje que os funcionários afectos à
Direcção Geral deste pelouro não foram
despejados da antiga instalação sita na Praça dos Heróis Nacionais(Império)
contrariamente à boatos que circulam no país e nas redes sociais.
Em entrevista exclusiva à Agência de Notícias da Guiné (ANG), Franceli
no da Cunha disse que um acto de despejo só pode acontecer no momento em que o proprietário da casa presta queixa judicial ao seu rendeiro, por motivo de acumulação de dívidas, o que segundo disse, não foi o caso.O governante acrescentou que a DG da Cultura foi transferida para outro
edifício porque o executivo tem outros planos para as instalações onde
funcionava.
Disse que a nova sede da Direcção Geral da Cultura vai ser
conhecida oportunamente.
“Fomos apresentados propostas de três
instalações para escolhermos uma, mas no momento estamos a estudar a possibilidade
de escolher qual delas será melhor para o nosso funcionamento”, disse Cunha.
Aquele responsável assegurou
que as próximas instalações que vai ocupar
apresentará melhores condições, e vai poder albergar todos os funcionários
daquela instituição.
“Na anterior sede funcionava
somente a Direção Geral de Cultura, porque o próprio Secretário de Estado da Cultura
instalou o seu gabinete no Palácio de Governo, e eu não tinha como controlar os
funcionários uma vez que estávamos dispersos e distantes um do outro”, disse
acrescentando que a mudança de edifício
da Direcção Geral da Cultura não representa algo estranho.
Transeuntes estranharam
quinta-feira a mudança da DG da Cultura com equipamentos,máscaras e vários
outros pertenças dessa direcção na rua, e rapidamente boatos circularam de que
o edifício vai passar a pertencer a Presidência da República.
O antigo Gabinete dos
ex-Primeiro-ministros, Martinho Ndafa Cabi e Carlos Gomes Júnior e antiga sede
do Ministérios dos Negócios Estrangeiros havia sido cobiçado tempos
passados pelo Ministério dos Combatentes
da Liberdade da Pátria.
Na mesma área está a sede da Ordem dos Advogados, igualmente alvo de boatos a favor da Presidência da República mas a administração da Ordem já veio dizer que não receberam nem notificação nem ordem de despejo, para dizer que nada do que se diz está a acontecer.ANG/LLA/ÂC//SG
Covid-19/Governo permite reabertura ao público de
igrejas, mesquitas e outros rituias tradicionais
Bissau, 10 Jul 20 (ANG) - O Governo voltou a autorizar a liberdade religiosa coletiva nas igrejas, mesquitas, locais de culto e de rituais tradicionais, mas com uso obrigatório, em permanência, de máscaras, assim como a observância de regras de distanciamento
físico de um metro.A permissão consta num despacho do gabinete do Primeiro-ministro
desta quinta-feira à que a ANG teve
acesso,e que determina ainda a higienização
das mãos dos utentes à entrada e saída das igrejas, mesquitas, locais de culto
e de rituais tradicionais.
Em relação ao locais de
eventos religiosos nomeadamente igrejas, mesquitas, locais de culto e de
rituais tradicionais o despacho indica que devem ser observadas as regras de
distanciamento de um metro entre as pessoas no exterior e no interior dos
lugares referidos, sendo criadas, nesses locais, as condições de acolhimento e
acomodações dos utentes durante a sua permanência no exterior.
O documento acrescenta que
só é permitida a abertura desses locais de culto durante o tempo estritamente necessário para
os eventos religiosos.
Segundo o despacho é também obrigatório a instalações de postos de higienização das mãos, a limpeza e desenfectação das superfícies com frequência, em especial das áreas de maior contacto e exposição de utentes.
O Presidente da República anunciou através do Decreto
Presidencial número 06/2020, o primeiro Estado de Emergência no país por razões
da pandemia de Covid-19, por um período de 15 dias, que iniciou às
zero horas do dia 28 do passado mês de Março do ano em curso e no qual foi
também decidido fechar locais de culto, nomeadamente Mesquitas, Igrejas,
piscinas, praias e complexos de lazer e desportivos. ANG/JD/ÂC//SG
Covid-19/”Guiné-Bissau está a beira da rotura de
stock de medicamentos”, diz secretário executivo da Associação de
Proprietários de Farmácias
Bissau,10 Jul 20(ANG) – O secretário
executivo da Associação Nacional dos Proprietários da Farmácia(Anaprofarm),
afirmou que o país está a beira de rotura total do stock de medicamentos neste
período da pandemia.
Em entrevista exclusiva concedida hoje à ANG sobre as reservas dos medicamentos para atender as necessidades da população neste período da covid-19, Ahmed Akhdar disse que, dos três depósitos de medicamentos existentes no país, um foi encerrado recentemente pelas autoridades
judiciais e os restantes não têm capacidade de resposta para as necessidades dos operadores farmacêuticos.“A Guiné-Bissau conta
actualmente com cerca de 300 estabelecimentos farmacêuticos e apenas três
depósitos que os abastecem em medicamentos, e em muitas ocasiões não têm stock suficiente
para atender as demandas de todas as farmácias existentes no país”, explicou.
Ahmed Akhdar igualmente
proprietário da Farmácia Moçambique, disse que com a situação da pandemia de
coronavirus e que motivou o fecho das fronteiras, os depósitos de medicamentos
existentes no país já não têm stock suficientes para abastecer as farmácias, o
que pode resultar em perigo eminente para a saúde das populações.
Aquele responsável farmacêutico
informou que a livre circulação de pessoas e bens no espaço da Comunidade
Económica dos Estados da África Ocidental(CEDEAO), não contempla os
medicamentos o que torna ainda a situação mais complicada, em termos de sua
importação de países vizinhos.
“Já estamos a entrar
numa fase em que a procura de medicamentos por parte da população já está a
superar o stock existente nas farmácias e por isso as autoridades competentes
devem diligenciar medidas urgentes para colmatar a situação”, disse.
Segundo o Centro de Operações de Emergência de Saúde, até o último fim de semana, a Guiné-Bissau registava um total acumulado de 1.790 casos de covid-19, desde o início da pandemia e 25 vítimas mortais. ANG/ÂC//SG
Ensino/Sindicatos dizem que os professores não
voltarão as salas de aulas sem criação das condições indispensáveis
Bissau 10 Jul 20 (ANG) – O
Presidente da Comissão Negocial e porta-voz
de quatro sindicatos do sector educativo, afirmou esta quinta-feira que
se o governo não criar condições para o funcionamento das escolas públicas
nesta época das chuvas e da pandemia da Covid-19, os professores não vão voltar
às salas de aulas para lecionar.
Em entrevista exclusiva ao semanário O Democrata sobre se já
estão reunidas todas as condições para a retoma das aulas prevista para o próximo dia 13 de Julho, Duarte Bunghoma Sanhá disse que é preciso que haja condições que permitam a retoma de aulas sem grandes riscos de contaminação, uma vez que muitas escolas não tem condições infraestruturas, o que é do conhecimento do Ministério da Educação.Acrescentou que espera que o
executivo apresente um plano para o funcionamento das escolas, tanto na capital
Bissau como nas regiões, em que alguns estabelecimento do ensino se encontram
em avançado estado de degradação.
Duarte Sanhá que falava em nome do Sindicato Nacional dos
Professores(Sinaprof), do Sindicato Democrático dos Professores (Sindeprof),
dos Funcionários da Escola Superior da
Educação (Siese) e a Frente Nacional de Professores (Frenaprof), disse que as
referidas organizações da classe dos professores têm que defender os seus
associados de uma eventual contaminação da doença de Covid-19 , bem como os
alunos.
O sindicalista disse que
foram muito claros com o governo no que concerne à retoma das aulas e sugeriram
as autoridades realização de acções concretas para a retoma das aulas com
segurança.
Acrescentou entretanto que,
se o executivo anunciar o reinício das aulas para segunda-feira é porque na
verdade vai criar condições para o efeito.
“Ouvimos através dos órgãos
de comunicação social, o anúncio de retoma de aulas e confesso que estamos
todos com dúvidas se as escolas públicas retomarão as aulas no dia 13 de Julho.
Estamos na época da chuva e não podemos preocupar somente com a Covid-19 mas
também com o paludismo e outras doenças, dado que algumas escolas estão em
zonas húmidas, sem nenhumas condições”, disse.
Aquele responsável referiu-se a necessidade de
confinamento, respeito pelo
distanciamento social, como alguma das condições que permitirão o funcionamento
de aulas, obedecendo as normas preventivas estabelecidas no quadro do estado de
emergência.
O porta voz das organizações
sindicais do sector educativo sustenta que será necessário reduzir o número de alunos
por turmas e disponibilizar máscaras
suficiente para professores e alunos, bem como arranjar solução para as escolas
com problemas nos telhados.ANG/MSC/ÂC//SG
Covid-19/
Directora da OMS
não quer África no fim da fila para futura vacina
Bissau, 10 Jul 20
(ANG) – A directora para África da Organização Mundial de Saúde (OMS) defendeu
quinta-feira acesso equitativo a uma futura vacina para a covid-19, lembrando
que “com demasiada frequência”, os países africanos ficam “no fim da fila”.
“É evidente que à medida que a comunidade internacional se reúne para desenvolver vacinas e terapêuticas seguras e eficazes para a covid-19, a igualdade deve
ser um foco central destes esforços”, disse Matshidiso Moeti.A responsável, que
falava hoje numa conferência sobre a covid-19 e o desenvolvimento de uma vacina
em África, incentivou, por isso, a comunidade internacional e os países
africanos a tomarem medidas concretas para assegurar o acesso em igualdade de
circunstâncias.
“Com demasiada
frequência, os países africanos acabam no fim da fila para novas tecnologias,
incluindo vacinas. Estes produtos que salvam vidas devem estar disponíveis para
todos e não apenas para aqueles que podem pagar”, sustentou.
A OMS e os seus
parceiros lançaram o Acelerador de Acesso a Ferramentas Covid-19 (ACT, na sigla
em inglês) para acelerar o desenvolvimento, produção e acesso equitativo a
diagnósticos, terapêuticas e vacinas para a covid-19.
A organização está
também a trabalhar com a Aliança para as Vacinas (GAVI) e outras organizações
para assegurar “uma distribuição justa” de vacinas a todos os países, com o
objectivo de fornecer dois mil milhões de doses a nível mundial para populações
de alto risco, incluindo mil milhões para países de rendimento médio e baixo.
A nível mundial,
existem quase 150 candidatos à vacina Covid-19 e actualmente 19 estão em
ensaios clínicos.
A África do Sul é o
primeiro país do continente a participar num ensaio clínico, com a Universidade
de Witwatersrand, em Joanesburgo, a testar uma vacina desenvolvida pelo Oxford
Jenner Institute, da Universidade de Oxford, no Reino Unido.
Espera-se que a
vacina sul-africana Ox1Cov-19 VIDA-Trial envolva 2000 voluntários com idades
entre os 18-65 anos e inclua algumas pessoas que vivem com VIH.
A vacina já está a
ser testada no Reino Unido e no Brasil com milhares de participantes.
“Encorajo mais
países da região a juntarem-se a estes ensaios, para que os contextos e a
resposta imunitária das populações em África sejam tidos em conta nos estudos”,
disse Moeti.
África “tem os
conhecimentos científicos necessários para contribuir amplamente para a procura
de uma vacina eficaz. Os nossos investigadores ajudaram a desenvolver vacinas
contra doenças transmissíveis como a meningite, ébola, febre-amarela e uma
série de outras ameaças comuns à saúde na região”, acrescentou.
O número de mortos
em África devido à covid-19 subiu hoje para 12.206, mais 251 nas últimas 24
horas, em cerca de 522 mil casos, segundo os dados mais recentes sobre a
pandemia no continente.
De acordo com o
Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), o
número de infectados subiu para 522.104, mais 14.018 nas últimas 24 horas,
enquanto o número de recuperados é hoje de 254.361, mais 9.293.
Com mais de 220 mil casos e 3.600 mortes, a África do Sul representa mais de 43% do total de infecções no continente. ANG/Inforpress/Lusa
quinta-feira, 9 de julho de 2020
Noticias Falsas/
Orgãos públicos e privados recomendam confirmação de informação antes da sua
divulgação
Bissau, 09 jul 20
(ANG) – Os chefes da Redacção da Rádio Difusão Nacional(RDN), Capital-FM e da
Sol Mansi recomendaram a confirmação das informações recebidas juntos de outras
fontes, como forma de evitar a publicação de uma notícia falsa.

Ouvidos hoje pela Agência
de Noticias da Guiné sobre os riscos que os orgãos da comunicação social correm
em difudir uma informação falsa, o chefe da redação da RDN, Leonildo Irénio Correia Sá, da Capital-FM, Adão
Ramalho e da Sol Mansi , Elizangila Raisa Silva dos Santos, confirmaram ter já recebido informações
falsas, mas que nunca as difundiram.
Leonildo Irénio
Correia(Hugo) afirmou que várias vezes foram confrontadas com notícias que depois de diligências para
confirmação junto de fontes concernentes acabam por descobrir que afinal essas informações eram falsas.
Acrescentou que para
além da confirmação da notícia junto de outras fontes, a equipa da redação
analisa toda a informação antes de ser publicada na RDN.
Disse que têm recorrido em busca de notícias, ao portal da Agência de Noticias da Guiné(ANG) e a do jornal o Democrata, que dispõe de noticias exclusivas, devidos as suas credibilidades.
Quanto as informações que aparecem nas redes sociais disse que é
dificil que sejam publicadas na RDN.
“A RDN foi um dos órgãos que divulgou a informação sobre a existência da covid-19 no país, mas
esta informação constava na página oficial do Presidente da República no
twiter, mas mesmo assim contactamos o seu chefe de gabinete para confirmar a
informação antes da sua divulgação”, recordou o chefe da redacção da RDN,
Leonildo Irénio Correia Sá.
A chefe da redacção da Rádio Sol Mansi,
Elizangila Raisa Silva dos Santos disse que
quando se deparam com uma noticia duvidosa procuram sempre confirmá-la junto de
outras fontes sem ter pressa de serem os primeiros a divulgá-la.
Disse que, na Rádio Sol Mansi, as noticias antes
de serem publicadas são analisadas pela
equipa de redação e não só.
“Apesar de enfrentarmos “fake news”, sobretudo
neste momento de pandemia da covid-19, felizmente nunca difundimos uma
informação falsa”, afirmou.
Raisa dos Santos aconselha aos profissionais no sentido de verificar e confirmar, sempre, as informações junto de outras fontes, e de serem imparcial e se abdicarem de linguagens agressivas, passando informações que ajudem as populações e a sociedade em geral.
O responsável pela Política de Informação da rádio Capital-FM disse que tendo em conta que a situação política dominou o país ultimamente, a tentação do “Fake News” é recorrente pelo que cabe aos profissionais analisar a credibilidade, o propósito e a novidade das diferentes informações vindas dos atores políticos.
Disse que o seu órgão sofreu, várias vezes, tentações de instrumentalização por parte de
políticos que tentam vender as suas informações, através de telefonemas ou confidências.Acrescentou que mesmo se alguém proferir alguma acusação contra
alguém numa entrevista ou conferência de imprensa, o jornalista é obrigado a respeitar o “princípio do contraditório”, para se evitar
o que tem sido chamado de “Bocas
alugadas”.
Afirmou que nenhuma
notícia é difundida na Rádio Capital-FM sem aval do editor chefe ou Conselho de
Redaç
Ramalho aconselha aos
profissionais da comunicação a serem mais producentes e distantes do campo político, a fim de assegurarem maior
credibilidade junto das fontes e dos seus ouvintes, leitores ou telespectadores.
O Jurista e comentador político, Silvestre Alves foi alvo, na quarta-feira, de uma falsa notícia, nas redes sociais - facebook, segundo a qual teria sido espancado por supostas declarações feitas em entrevista à ANG. ANG/JD/LPG/ÂC//SG











