segunda-feira, 29 de março de 2021

 

Política/Presidente da República exorta juventude guineense para rejeitar "líderes velhos”

Bissau,29 Mar 21(ANG) - O Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, exortou no sábado os jovens guineense para rejeitarem “líderes velhos” e desafiou-os a assumirem responsabilidades para promover  mudanças no país.

Umaro Sissoco Embaló falava na abertura solene, enquanto convidado de honra, da primeira Academia Política e Ideológica Kumba Yalá, organizada pela Juventude do Partido da Renovação Social (PRS), em memória do falecido ex-presidente guineense e fundador do partido.

Assumindo-se como “adepto do estilo político de Kumba Yalá, de quem disse ter copiado a forma de fazer campanha política, Sissoco Embaló desafiou os jovens do PRS “a não aceitarem líderes velhos, para o país”.

“Fui eleito democraticamente como o mais novo Presidente da Guiné-Bissau. Daqui para a frente, quem vier substituir-me um dia, que seja ainda mais novo, se não for assim, não aceitem”,, observou Embaló.

O chefe de Estado tinha 47 anos quando assumiu a presidência da Guiné-Bissau, no ano passado, e no sábado disse esperar que o próximo Presidente do país tenha menos de 40 anos.

Umaro Sissoco Embaló exortou os jovens guineenses a assumirem responsabilidades porque, segundo disse, o futuro pertence-lhes, e citou o exemplo da França, “uma das potências mundiais”, que elegeu um líder jovem.

“O Presidente da França trata-me por irmão mais velho”, disse Sissoco Embaló.

A primeira Academia Política e Ideológica Kumba Yalá trouxe à Bissau três dirigentes da Juventude Social Democrata (JSD), de Portugal, entre os quais, o líder da estrutura, Alexandre Poço, que no seu discurso se  congratulou com  Umaro Sissoco Embaló, na afirmação de que  “o lugar das meninas da Guiné-Bissau é na escola”.

Alexandre Poço destacou o posicionamento de Sissoco Embaló ao condenar o casamento forçado e a mutilação genital à que ainda muitas meninas e mulheres são sujeitas na Guiné-Bissau.

De acordo com Ufé Vieira, presidente da comissão organizadora, a primeira Academia Política e Ideológica da JPRS vai decorrer até 03 de abril, juntando 100 jovens do partido da Renovação Social para 33 horas de formação na localidade de Uaque, em Mansoa, a 60 quilómetros de Bissau.

Além da JSD, o encontro conta com a presença de uma delegação da juventude do Movimento para a Democracia (MpD) de Cabo Verde.ANG/Lusa

 

Cabo Verde/M´Bala Alfredo Fernandes entrega passaportes à comunidade guineense

 Bissau, 29 Mar 21 (ANG) – O embaixador da Guiné-Bissau acreditado em Cabo Verde, M´Bala Alfredo Fernandes, entregou hoje duzentos passaportes e levou propostas de integração à comunidade bissau-guineense residente na ilha da Boa Vista, Cabo Verde.

M´Bala Alfredo Fernandes, que falava à comunicação social sobre a sua deslocação à ilha da Boa vista para entregar os passaportes à comunidade bissau-guineense radicada na Boa Vista, disse que a deslocação da comunidade à cidade da Praia para efeito de emissão de passaportes é “quase uma miragem”, o que veio a ficar mais complicado com o desemprego que atingiu, principalmente a comunidade guineense, devido à pandemia.

“Por isso entendeu-se por bem que uma equipa deveria deslocar-se às ilhas do Sal e da Boa Vista para poder minimizar o custo de deslocação à Praia para fazer o passaporte”, referiu M´Bala Alfredo Fernandes.  

Outro propósito desta deslocação, conforme M´Bala Alfredo Fernandes, foi despedir-se da comunidade da ilha da Boa Vista, tendo em conta que está no fim a sua missão diplomática em Cabo Verde que o acolheu “amavelmente” em 2018.  

“Muitas promessas que tínhamos feito conseguimos cumprir algumas, e hoje estamos aqui para cumprir o mais importante que é entregar mais de 200 passaportes aos guineenses que solicitaram o passaporte num momento muito difícil”, afirmou o diplomata que aproveitou a oportunidade para agradecer a colaboração da Câmara Municipal da Boa Vista e do Comando Regional da Policia na distribuição dos passaportes.

Quanto ao encontro com a comunidade guineense residente na ilha da Boa Vista explicou que “serviu para falar sobre os avanços que houve”, sobre “a confraternização em termos dos ganhos conseguidos desde a elevação do consulado-geral a Embaixada da República da Guiné-Bissau, em Cabo Verde, e dos propósitos da politica externa da Guiné-Bissau face ao Governo de Cabo Verde, nomeadamente dos últimos ganhos desta ligação politica intensa entre os dois países”.

“Quis ainda trazer algumas propostas para a melhoria da integração da nossa comunidade na ilha da Boa Vista de uma forma geral, e tentar fazer com que a comunidade tenha mais sentido de pertença e organizacional e manter a ligação à localidade de origem”, disse o embaixador da Guiné-Bissau.

O embaixador da Guiné-Bissau concretizou ainda que procurou ainda ouvir e compreender a sugestão dos seus concidadãos para tentar melhorar o que poderá deixar como legado, para a tarefa que considera “árdua” de erguer a missão diplomática em Cabo Verde.

M´Bala Fernandes reconheceu a integração dos guineenses, particularmente na ilha da Boa Vista, onde a comunidade é trabalhadora e influenciada pelo próprio meio, sublinhando ser “uma comunidade pacifica que está sempre ao lado da solidariedade da população acolhedora da Boa Vista”.  

“Para nós é uma integração boa, mas ainda falta o que almejamos por causa dos documentos que nos exigem para melhor integração que é a legalização dos mesmos. E por causa da falta disso acaba por, de certa forma, dificultar a nossa legalização”, afirmou M´Bala Fernandes referenciando, neste caso concreto, “com a legalização jurídica e profissional”.  

O embaixador M´Bala Alfredo Fernandes referiu ainda que “a comunidade guineense está bem integrada socialmente”, mas que poderia estar melhor se houvesse uma legalização a nível de emprego e de documentação para poderem circular entre os dois países.  ANG/Inforpress

 

 

 

           Política/Alberto Nambeia pede coesão interna no PRS 

Bissau,29 Mar 21(ANG) - O líder do Partido da Renovação Social (PRS), Alberto Nambeia, pediu a coesão interna no seio dos renovadores, tendo denunciado que alguns dirigentes daquela formação política estão a ser “mobilizados fortemente”.

Alberto Nambeia falava no sábado, na cerimónia de abertura da primeira edição  da Académica de Formação Política e Ideológica “Dr. Koumba Yalá”, que decorre de 27 a 03 de Abril , no hotel Waque, sector de Mansoa, norte do país.

“Apelo à coesão no partido e  peço o regresso daqueles que deixaram o partido e aos que  estão a mobilizar  elementos do  partido que abdiquem dessa prática”, disse o líder do PRS, sem mencionar quem de facto estaria a mobilizar os dirigentes do PRS.

Alberto Nambeia disse que, hoje em dia, o sucesso de qualquer caminhada exige o conhecimento da rota a percorrer e da meta que se pretende atingir bem como dos objetivos desejados.

“Por isso, o futuro do nosso partido e do país dependerão de ferramentas importantes que sairão de diferentes temáticas administradas durantes estes dias sobre a ideologia do partido”, salientou.

A abertura da primeira Academia de Formação Política e Ideológica “Dr. Kumba Yala” contou com a presença de Presidente da República, Úmaro Sissoco Embaló, bem como do presidente da Juventude Social Democrata (JSD) de Portugal e deputado na Assembleia da República, Alexandre Poço, da representante da Juventude para Democracia (JPD) do Movimento para a Democracia (MpD) de Cabo Verde, Janice Ribeiro Lopes e do representante das organizações juvenis do PAIGC, MADEM – G 15 e da APU – PDGB.

De acordo com Ufé Vieira, presidente da comissão organizadora, a primeira Academia Política e Ideológica da JPRS vai decorrer até 03 de abril, juntando 100 jovens do partido da Renovação Social para 33 horas de formação.

Vieira disse que o evento vai ser transformado em curso de política da comunicação e da ideologia, ministrado por especialistas e destinado aos jovens e vai ter uma duração de sete dias.

Informou que a semana académica é um curso de 36 horas de formação, 14 aulas, cinco conferências e 13 workshop e conta com a participação de 26 formadores.

Serão abordados os  temas: a economia, a fiscalidade, os sistemas do ensino e da saúde, o pan-africanismo, a renascença africana, o empoderamento da mulher, a história política da Guiné-Bissau, as reformas do Estado, entre outros.ANG/ÂC//SG  

 

 

Covid-19/ONU critica ‘stock’ excessivo de vacinas nos países ricos e apela à partilha

Bissau, 29 Mar 21 (ANG) – O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, criticou no domingo o armazenamento excessivo de vacinas contra a covid-19 pelos países desenvolvidos e voltou a apelar para uma partilha com o resto do mundo, a única forma de vencer a pandemia.


“Parece-me muito preocupante o sistema muito injusto de distribuição de vacinas no mundo”, disse Guterres em entrevista difundida hoje pela televisão canadiana CBC.

“É do interesse de todos garantir o mais rápido possível e de forma equitativa que o mundo inteiro seja vacinado e que as vacinas sejam consideradas como um bem público a nível mundial”, pediu.

O secretário-geral da ONU acusou os países ricos de fazerem ‘stock’ das vacinas para além das necessidades das suas populações.

“Apelamos para os países desenvolvidos partilharem uma parte das vacinas que compraram”, disse, referindo que “em muitos casos, foram compradas mais do que as que são necessárias”.

Guterres lamentou que o sistema internacional de distribuição de vacinas Covax, de ajuda aos países mais desfavorecidos, esteja em “dificuldades”, por ‘stock’ de vacinas, limitações às exportações e por falta de fundos para o Covax.

Para o secretário-geral da ONU, a saída da pandemia depende da “possibilidade de vacinar o mais rápido possível a população mundial”, e pediu um “mecanismo impulsionado pelo G20 para pôr em prática um plano de vacinação mundial”.

Interrogado sobre a eventual adopção de passaportes de vacinação, António Guterres mostrou-se muito circunspecto, referindo que antes de qualquer decisão deve haver “uma discussão séria para garantir a equidade” da medida e garantir que existe uma “cooperação mundial eficaz sobre a forma de actuar”.

“O pior seria que uns países tivessem o passaporte e outros não. Isso seria devastador se significasse que as pessoas teriam a possibilidade de se deslocar no mundo desenvolvido, mas não no mundo em desenvolvimento”, disse.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.777.761 mortos no mundo, resultantes de mais de 126,6 milhões de casos de infecção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 16.837 pessoas dos 820.407 casos de infecção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direcção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China. ANG/Inforpress/Lusa

 

Transportes terrestres/Colectivo de Condutores conta  apresentar queixa crime contra jovens que espancaram  seus associados

Bissau, 29 mar 21(ANG) – O Colectivo de Condutores de Transportes Rodoviários (CCTR), Taxi-moto, prevê a apresentação  de uma queixa crime contra um grupo de jovens que alegadamente tem estado a violentar os associados do colectivo durante a noite, na Paragem de Antula-Ndam, arredores de Bissau.

Essa intensão  foi revelada numa conferência de imprensa pelo Presidente do Colectivo, Biro Seide que diz ter sido registado actos de desordens e perturbações contra membros do CCTR.

Biro Seide disse que os alegados perturbadores que também são condutores de Moto-taxis, para além de não fazerem parte da organização, “não respeitam as regras do código de estrada, bem como a conduta social”.

“Os elementos do Colectivo são alvos de roubo de motorizadas e de agressão fisica, alegadamente da parte dos jovens moradores do Bairro de N´dan”, revelou Biro Seide.

Sustenta  que os elementos da sua organização pagam impostos  enquanto que os outros circulam com motorizadas sem despacho e nen usam capacete e transportam duas pessoas de uma só vez.

Para fazer face a situação,  o Presidente do Colectivo de Condutores de Transportes Rodoviários, pede  as autoridades, sobretudo ao Secretário de Estado da Ordem Publica, para autorizar afectação de dois agentes da policia para garantir-lhes segurança, na paragem junto ao muro do prédio dos  antigos combatentes e outro em N´dan .

Biro Seide  afirmou que estes jovens estão a agir, supostamente, à mando de um funcionário da Câmara Municipal de Bissau, afecto ao serviço de cadastro, que também possui uma motorizada de transporte.

Segundo o presidente do CCTR, a organização já perdeu oito motorizadas, a menos de duas semanas.

O Colectivo de Condutores de Transportes Rodoviários Taxi-moto foi criado em 2017, com o objectivo de  organizar os jovens que prestam o serviço publico de transporte das pessoas nas zonas de dificil acesso, e conta actualmente com mais 100 membros.ANG/LPG/ÂC//SG

 

 

 

 

Cairo/Autoridades dizem que navio encalhado no Canal do Suez começou a flutuar

Bissau,  29 Mar 21 (ANG) – A Autoridade do Canal do Suez confirmou hoje que o porta-contentores Ever Given começou a flutuar depois de ter estado totalmente encalhado desde a passada terça-feira bloqueando o tráfego naval.

O Canal do Suez, no Egipto, é uma das rotas intercontinental mais usadas por navios de grande porte. 

Segundo as autoridades egípcias responsáveis pelo Canal do Suez, as equipas envolvidas na operação conseguiram corrigir a orientação do navio em 80%, tendo afastado a embarcação 102 metros da margem.

O chefe da Autoridade do Canal do Suez, Osama Rabie, disse através da página oficial no Facebook que “a flutuação do navio Ever Given começou a verificar-se depois de manobras de arrasto efectuadas por reboques”.

Rabie acrescentou que após a última tentativa durante a madrugada – em que participaram dez rebocadores – foi possível modificar a orientação do navio porta-contentores “em 80% e afastá-lo da margem do canal 102 metros”.

Anteriormente só tinha sido possível afastar a embarcação de grande porte quatro metros da margem onde estava encalhada.

De acordo com um comunicado da autoridade que gere o navio “as manobras vão recomeçar quando o nível das águas subir mais dois metros, o ponto mais elevado, por volta das 11:30, a mesma hora em Cabo Verde. 

Nessa altura vai ser possível alterar completamente a orientação do navio Ever Given colocando-o em paralelo com a margem, ao lado do ponto onde ficou encalhado depois de ter sido afastado devido a rajadas de vento muito forte, durante uma tempestade de areia.

O porta-contentores de 400 metros de comprimento e com capacidade para 224 mil toneladas de carga tem pavilhão do Panamá e é propriedade da empresa Evergreen, de Taiwan. 

A situação provocou um congestionamento da via marítima por onde passa cerca de 10% do comércio mundial.

De acordo com a empresa Leth Agencies, especializada em serviços logísticos, 367 embarcações esperam neste momento a passagem pelo canal. ANG/Inforpress/Lusa

 

sexta-feira, 26 de março de 2021

 Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)

 CAN 2022/Guiné-Bissau vence Esuatini 3-1 e aumenta possibilidades de qualificação

Bissau,26 Mar 21(ANG) – A selecção nacional de futebol derrotou hoje a sua congénere de Esauntini, no seu reduto, por três bolas à um, numa partida referente à 5ª jornada da fase de grupos de qualificação para o CAN-2022, a disputar nos Camarões.


Os tentos dos djurtus foram apontados aos 15, 24 e 50 minutos  respectivamente por Marcelo Djaló, Alfa Semedo e Pelé.

A seleção de Esuanti reduziu o marcador aos 19 minutos, por intermédio de Badenhorst.

Os djurtus somam agora seis pontos e disputa a última partida em Bissau no próximo dia 30 de Março,, com o Congo Brazzaville, e caso vença irá apurar ,pela terceira vez consecutiva, para o Campeonato Africano das Nações.ANG/ÂC//SG

                  
Justiça
/Julgamento de Fernando Gomes adiado para Abril

Bissau, 26 Mar 21 (ANG) -  O julgamento de um processo de alegados desvios de fundos que envolve o actual Procurador-geral da República da Guiné-Bissau, Fernando Gomes, quando exerceu funções no Governo,foi adiado para 29 de Abril.

O presidente do colectivo de juízes, o juiz Abdurumane Fati, sublinhou que o julgamento foi adiado porque o Ministério Público "não apareceu".

Fernando Gomes entrou, entretanto, com um "incidente de incompetência" junto daquele órgão judicial.

Para esta quinta-feira estava previsto o início do julgamento que envolve o Procurador-Geral da República pelo Tribunal Regional de Bissau, mas Fernando Gomes não  se fez presente no local.

O PGR evocou incompetência do tribunal para o julgar por crimes de que é acusado: corrupção. Um crime que teria ocorrido quando Gomes exerceu o cargo de ministro no Governo. 

José Paulo Semedo, um dos advogados de defesa do procurador, que esteve esta quinta-feira no Tribunal Regional de Bissau, disse que esta instância “é incompetente" para julgar Fernando Gomes.

O processo relaciona-se com um alegado desvio de cerca de 700 milhões de francos CFA em 2011, a altura em que Fernando Gomes, era ministro da Função Pública.

O tribunal intimou também mais três pessoas, quadros seniores do Ministério da Função Pública, à altura dos acontecimentos.ANG/RFI

 

    ONU/Covid-19 pode levar a uma década perdida para o desenvolvimento 

Bissau, 26 Mar 21 (ANG) - O Relatório de Financiamento para o Desenvolvimento Sustentável de 2021 afirma que a economia global teve a pior recessão em 90 anos, com os segmentos mais vulneráveis ​​da sociedade afetados de forma desproporcional.  

Segundo a pesquisa da ONU, cerca de 114 milhões de empregos foram perdidos e 120 milhões de pessoas voltaram a uma situação de pobreza extrema. 

Em comunicado, a vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, disse que a pandemia provou que “os desastres não respeitam as fronteiras nacionais.” 

Segundo ela, “um mundo divergente é uma catástrofe para todos” e “é moralmente correto e do interesse econômico de todos ajudar os países em desenvolvimento a superar esta crise.” 

A pesquisa detalha como a resposta desigual à pandemia ampliou enormes disparidades e injustiças dentro e entre países. 

No total, cerca de US$ 16 trilhões foram investidos para combater os piores efeitos da crise, mas menos de 20% desse valor foi gasto em países em desenvolvimento. Em janeiro deste ano, apenas nove dos 38 países com campanhas de vacinação contra a Covid-19 eram países desenvolvidos. 

Cerca de metade dos países menos desenvolvidos e de outros de baixa renda corriam alto risco de sobre-endividamento antes da crise. Agora, a queda das receitas fiscais fez os níveis da dívida dispararem. 

Segundo a pesquisa, a situação nos países mais pobres do mundo é profundamente preocupante. Nesses Estados-membros, a concretização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável pode demorar mais 10 anos do que o previsto. 

O relatório inclui recomendações concretas, pedindo a ação imediata dos governos.  

Uma das propostas é financiar totalmente o Acelerador de Ferramentas de Acesso à Covid-19, que ainda precisa de mais US$ 20 bilhões para 2021. Além disso, os países devem cumprir o compromisso de 0,7% de Assistência Oficial ao Desenvolvimento e criar novos financiamentos para os países em desenvolvimento.  Os Estados também podem apoiar alívio da dívida para esses mesmos países. 

O subsecretário-geral do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU, Desa, Liu Zhenmin, afirmou que “o fosso crescente entre os países ricos e pobres é preocupantemente retrógrado e requer uma correção de curso imediata.” 

Zhenmin disse ainda que “para reconstruir melhor, os setores público e privado devem investir em capital humano, proteção social e infraestrutura e tecnologia sustentáveis.” 

Segundo a pesquisa, o investimento sustentável e inteligente, por exemplo em infraestrutura, pode reduzir os riscos e tornaria o mundo mais resistente a choques futuros. Além disso, criaria crescimento, uma vida melhor para milhões de pessoas e ajudaria a combater a mudança climática. 

Investir entre US$ 70 bilhões e 120 bilhões nos próximos dois anos, e entre US$ 20 bilhões e 40 bilhões anualmente depois, reduziria significativamente a probabilidade de outra pandemia, em contraste com trilhões de dólares em danos econômicos já causados pela Covid-19. 

A pesquisa afirma que a resposta a esta crise é uma oportunidade para redefinir os sistemas globais e prepará-los para o futuro.  

O relatório recomenda uma solução global para a tributação da economia digital como forma de combater a fuga fiscal, reduzir a concorrência prejudicial e combater os fluxos financeiros ilícitos. 

Também propõe uma estrutura global para responsabilizar as empresas por seu impacto social e ambiental e incorporar os riscos climáticos à regulamentação financeira. 

Além disso, as estruturas regulatórias devem ser revistas, para reduzir o poder de mercado das grandes plataformas digitais, e o mercado de trabalho e as políticas fiscais devem refletir a realidade de uma economia global em mudança.  

Terminando, Liu Zhenmin afirma que “para mudar a trajetória, é preciso mudar as regras do jogo.” Ele avisa que “depender das regras de antes da crise levará às mesmas armadilhas do passado.” ANG/ONU NEWS

 

Covid-19/Direção  do PAIGC oferece 20 mil máscaras ao Alto Comissariado para Covid-19

Bissau, 26 Mar 21 (ANG) – A Direção Superior do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde(PAIGC) ofereceu hoje vinte mil máscaras ao Alto Comissariado para Covid-19.

No acto da entrega do referido donativo, o presidente do PAIGC disse que é um gesto de cidadania, compromisso e responsabilidade, acrescentando  que a pandemia causada pelo vírus de coronavirus atingiu todas as populações do mundo e que todos devem sentir-se comprometidos com a tarefa de encontrar soluções para a doença.

Domingos Simões Pereira afirmou que tem a consciência do desafio do combate a Covid-19,  de trabalhar em colaboração e de fazer tudo aquilo que representa as orientações das autoridades sanitárias, para que  a população compreenda a importância de cumprir  as recomendações sanitárias, e tratar a pandemia como algo sério, para  salvar mais vidas.

Por sua vez, a Alta Comissária para Covid-19 agradeceu o gesto e a Direção do PAIGC, lembrando que faz um ano que a Guiné-Bissau se debate com da  pandemia do coronavirus.

Magda Robalo Silva disse que a participação e o empenho de cada  um dos dois milhões de habitantes que o país possui e que todos pensavam que o combate a pandemia iria durar pouco tempo, mas que infelizmente se assiste que alguns países  já estão na terceira vaga e a Guiné-Bissau   na segunda.

Revelou que estão a ser confrontados com  dificuldades relativas ao facto de ser uma doença que ainda não tem tratamento, nem uma vacina preventiva,  informando que, o que existe é para evitar que haja casos graves e mortalidades.

Magda Robalo recordou que o Alto Comissariado tinha enviado uma correspondência à todos os partidos políticos com assento parlamentar a pedir a colaboração dos mesmos, no combate a pandemia da covid-19 , e disse esperar que as outras formações políticas sigam  o exemplo do  PAIGC, oferecendo máscaras ou qualquer outro donativo.

Admitiu que a maior  dificuldade com que o Alto Comissariado se debate é  fazer a população acatar as orientações sanitárias, nomeadamente o uso obrigatório e correcto de máscaras, lavagens das mãos e de distanciamento social.

Magda Robalo assegurou que o referido donativo será destinado aos  técnicos da saúde e que vão directamente para os armazéns do Programa Alimentar Mundial(PAM) que é parceiro da Alto Comissariado, a fim de ser distribuído conforme os pedidos que chegam das regiões e dos hospitais.

 Garantiu que a gestão dos donativos será feita de forma rigorosa e que não há preferências. ANG/JD/ÂC//SG

África do Sul/Cyril Ramaphosa vai depor em tribunal sobre esquema de subornos

Bissau, 26 Mar 21 (ANG) - A comissão anti-corrupção  sul-africana, nomeada pelo governo para investigar suspeitas de um esquema de subornos,


ocorrido entre 2014 e 2018, durante o mandato de Jacob Zuma, enviou ao Supremo Tribunal da África do Sul, um requerimento no qual reclama uma pena de prisão de dois anos,  para o ex-presidente por este ter recusado testemunhar diante do painel de investigadores.

 Zuma que foi demitido em 2018, devido ao citado escândalo, depôs uma única vez em 2019, e em seguida decidiu não comparecer diante da comissão anti-corrupção, alegando uma perseguição política.  Convocado no dia 28 de Janeiro de 2021, Jacob Zuma, ignorou a ordem de comparência.

 O jurista da comissão anti-corrupção, Tembeka Ngcukaitobi  afirmou no  dia 25 de Março, que a decisão tomada por Zuma de não respeitar a ordem do tribunal, é deliberada e cínica,assim como constitui um atentado ao Estado de Direito.

 No início de 2021, Jacob Zuma comparou o tribunal à uma instituição judicial do antigoregime de apartheid .

Na sua qualidade de vice-presidente de Zuma durante o período em que ocorreu o escândalo, o actual chefe de Estado sul-africano, Cyril Ramaphosa, deverá depor diante da comissão de investigação de 22 a 29 de Abril.

 Acusado de permitir o esquema de subornos,no qual estariam envolvidos os imãos Gupta, dois empresários indianos, Jacob Zuma foi obrigado a apresentar a sua demissão em 2018.

Segundo a  comissão anti-corrupção, o  escândalo favoreceu  os irmãos Gupta ,que  beneficiaram de lucrativos contratos públicos e, alegadamente, tiveram a  possibilidade de escolher ministros,com o objectivo de proteger os seus interesses empresariais.

Quando Jacob Zuma foi obrigado a  demitir-se em 2018, o  Congresso Nacional Africano (ANC), partido no poder,  registava, no seu seio, fortes fissuras e estava dividido entre os lealistas fiéis à Zuma e os partidários de Cyril Ramaphosa, que viria a sucedê-lo na presidência.

Apoiantes do ex-presidente Zuma, manifestaram a seu favor, no dia 25  de Março, diante do tribunal. ANG/RFI

 

 

         
         Covid-19
/África precisa "urgentemente" de mais vacinas

Bissau, 26 Mar 21 (ANG) -O continente africano precisa "urgentemente" de mais vacinas contra a covid-19, numa altura em que os fornecimentos estão a diminuir e os lotes iniciais quase esgotados em alguns países, alertou quinta-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Até agora, segundo a OMS, o continente administrou 7,7 milhões de doses, principalmente a populações de alto risco, um número muito baixo considerando que África tem cerca de 1,3 mil milhões de pessoas.

Quarenta e quatro países africanos receberam vacinas através da plataforma Covax ou através de doações e acordos bilaterais, e 32 deles iniciaram programas de vacinação.

A Covax - uma iniciativa criada pela OMS e pela Aliança para as Vacinas (Gavi), para assegurar o acesso equitativo às vacinas - entregou quase 16 milhões de doses a 28 países africanos desde que iniciou as entregas no continente a 24 de fevereiro, no Gana.

Os países fizeram "progressos significativos" para abranger as populações de alto risco visadas na fase inicial de vacinação, incluindo os trabalhadores da saúde, os idosos e os doentes com comorbilidades, disse a OMS numa declaração.

Embora a Covax tenha permitido a muitos países africanos receberem vacinas, uma parte significativa destas populações de alto risco pode permanecer por vacinar durante os próximos meses devido a restrições da cadeia de abastecimento global.

De acordo com a OMS, as vacinas ainda não chegaram a uma dúzia de países em África, que tem 54 Estados soberanos.

"Um abrandamento no fornecimento de vacinas poderia prolongar a dolorosa viagem para acabar com esta pandemia para milhões de pessoas em África", disse hoje a diretora regional da OMS para África, Matshidiso Moeti, numa conferência de imprensa virtual.

"Enquanto alguns países de alto rendimento tentam vacinar toda a sua população, muitos em África estão a lutar para cobrir suficientemente até os seus grupos de alto risco. A aquisição de vacinas covid-19 não deve ser uma competição. O acesso justo irá beneficiar todos", disse Moeti.

A maioria dos países africanos participa ativamente na Covax que visa fornecer doses de vacinas suficientes para imunizar pelo menos 20 por cento da população africana em 2021.

No entanto, a procura da vacina está a exercer uma enorme pressão sobre o sistema de fabrico global, que tem uma capacidade anual para produzir entre três e cinco mil milhões de doses.

Segundo a OMS, "podem ser necessárias até 14 mil milhões de vacinas" em todo o mundo, pelo que "é necessária uma maior colaboração global em questões de cadeia de abastecimento".

A tendência descendente da pandemia em África verificada desde o início de janeiro estagnou nas últimas cinco semanas.

Embora a maioria dos países do continente tenha visto a sua curva epidemiológica aplanar, 11 nações, incluindo Benim, Botsuana, Camarões, Djibuti, Etiópia e Quénia, registaram uma tendência crescente de infecções nas últimas semanas.

"É provável que o aumento dos casos esteja relacionado com eventos generalizados, tais como reuniões de massas, bem como um relaxamento das medidas de saúde pública por parte da população", disse a OMS.

Nas últimas quatro semanas, as mortes em África diminuíram 45 por cento em comparação com o mesmo período do ano passado, mas a taxa de mortalidade acumulada é de 2,7 por cento, que ainda é mais elevada do que a taxa global de 2,2 por cento.

O continente africano soma mais de 4,1 milhões de casos de covid-19 e mais de 110.000 mortes, de acordo com os últimos dados divulgados pelos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças em África (CDC África).ANG/Angop

 

 

Aniversário do Jornal Nô Pintcha/ Governo promete apoios em equipamento para o semanário estatal

Bissau, 26 Mar 21 (ANG) - O Secretário de  Estado da Comunicação Social,  Conco Turé prometeu, em nome do governo, dar mais apoio para equipar o Jornal Nô Pintcha, de modo a garantir melhores condições de trabalho naquele órgão público de informação.

Conco Turé que presidia a cerimónia comemorativa dos 46 anos do jornal Nô Pintcha, hoje assinalados, disse  que o governo elege a Comunicação Social como uma das  prioridades da sua governação e como parceira de primeira linha sobretudo na divulgação das actividades da governação, mas também reportar as actividades sociais e das instituições.

Sublinhou que, o Jornal Nô Pintcha além de ser segundo maior arquivo do país, também é o portador de mensagens do Estado,  assumindo como ponte entre o povo e órgãos de soberania.

“É esta missão constitucional de que o Jornal Nô Pintcha foi incumbida, de ser fiel e porta-voz das inquietações do povo, mas também relatar sem ambiguidade a situação do país contribuindo desta forma na reconstrução e na elevação do nível da formação dos cidadãos”, considerou aquele governante.

Conco Turé acrescentou que, a moralização da sociedade no combate, sem tréguas, dos males que afectam a nação, a dissimilação útil de informações para combater a pandemia da Covid-19, a educação e sensibilização são funções reservados aos órgãos de comunicação social sobretudo estatal.

Intervindo no acto, o presidente do Sindicato de Base do Jornal Nô Pintcha considerou de “triste” a situação com que os funcionários deste órgão público de comunicação social estão a deparar , com falta de quase tudo.

Alfredo Saminanco  sustentou que esse período de existência do jornal devia ser encarrado como um desafio para a mudança, no sentido positivo.

“Estamos há mais de um ano sem a rede de internet, computadores estão em risco de danificar por falta de manutenção , sem contar com a falta de gravadopres, câmaras e outros materiais de trabalho para reportagem”, mencionou o sindicalista.

Saminanco aproveitou a ocasião para exigir o pagamento dos 13 meses de salário em atraso aos jornalistas e técnicos dos quatro órgãos públicos de comunicação social que laboram em regime contratual e de estágio, a celeridade do processo de efectivação de 100 jornalistas e técnicos na base do termo de referência e um esclarecimento sobre a implementação da taxa audiovisual em vigor.

O Drector-geral do Jornal nó Pintcha, Abduramane Djaló disse que no período do regime monopartidário, a censura era a palavra que estava na moda, disse que tudo era passado na base das orientações políticas mas que  hoje  as coisas mudaram na base das liberdades influenciadas pelo regime democrático.

“Em  46 anos, o Jornal Nô Pintcha contou com três gerações de jornalistas nomeadamente: os jornalistas do regime monopartidário no qual vigorava a censura, jornalistas da queda do regime do partido único no qual saíram da  “gaiola” e os do período
a partir da guerra de 07 de Junho que até a data presente  combatem o sensacionalismo.

Sustentou que a queda da censura deu origem a um conjunto de liberdades, nomeadamente a de imprensa, de expressão, de criação de Partidos Políticos, de associativismo e de liberdade sindical, acontecimentos esses que derrotou a prática da censura, mas que a “autocensura tomou conta da esmagadora maioria para agradar um individuo ou um certo grupo”. ANG/AALS/ÂC//SG

  

 

 

 

 

Eleições/Operações de atualização da cartografia eleitoral iniciam no próximo domingo

Bissau, 26 Mar 21 (ANG) – As operações de actualização da cartografia eleitoral inicia no próximo dia 28 de Março, anunciou hoje o Secretário-geral do Ministério da Administração Territorial e Poder Local.

Cristiano Nabitam fez questão de referir que não se trata de uma operação visando eleições autárquicas mas sim as próximas legislativas.

ʺEstamos em caminhada para as eleições municipais ou autárquicas, situação que vai nos convidar para em conjunto e  ao governo  em particular fazer um trabalho profundo sobre a cartografia para que possamos de facto fazer as eleições autárquicas”, disse.

Aquele responsável afirmou que, apesar de dificuldades conseguiu-se desbloquear uma parte de verba, num montante não revelado, que permitiu dar arranque à referida operação .

ʺA cartografia eleitoral é o primeiro passo para a clarificação do processo eleitoral Como sempre digo, o mau cartografia eleitoral traduz para um mau recenseamento e consequentemente ao mau resultado eleitoral”, referiu.

Disse  que, várias vezes, fizeram trabalhos acima de  joelhos, frisando que,  desta vez anteciparam para clarificar todo o processo que inicia a partir da cartografia eleitoral.

“Aos partidos políticos legalmente constituídos convidamos para que acompanhem os trabalhos nas regiões e círculos eleitorais, em colaboração com os cartógrafos, autoridades administrativas e Comissões Regionais de Eleições”, disse.

Para  o Presidente da Comissão Nacional de Eleições, José Pedro Sambu, as operações de actualização de cartografia eleitoral que terá inicio no próximo domingo, dia 28 , constituem  um marco indelével nos registos desta nobre e delicada tarefa.

Segundo Sambu,  prevê-se como resultados, a produção de mapas em observância escrupulosa das delimitações geográficas, que vão contribuir para adequação e definição clara da magnitude dos círculos e a situação  geográfica do país.

Pedro Sambu pediu aos  chefes de equipas que considerou de “pedras angulares” no processo de recolha de dados no terreno, para  exercerem com “muita serenidade e profissionalismo” as suas missões.

Apelou aos partidos políticos como partes interessados, para não se abdicarem do exercício pleno dos seus direitos e deveres, em nome da transparência e credibilidade, que diz serem  desígnios do processo de actualização cartográfica e essência dos actos eleitorais, neste particular as eleições autárquicas que se prevê ainda para este ano.

Por sua vez, o Diretor-geral do Gabinete  Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral, Buam Nambana disse que só com a cartografia eleitoral que se pode definir o onde se situa as  mesas de recenseamento e de assembleias de voto.

A operação que se inicia no domingo é gerida por uma comissão composta por técnicos do Ministério de Administração Territorial, GTAPE, da Geografia e Cadastro do Ministério das Obras Públicas, e do Instituto Nacional de Estatística do Ministério da Economia do Plano e Integração Regional.  

A actualização da  cartografia eleitoral vai iniciar nas regiões com duração de 20 dias e 10 dias no Sector Autónomo de Bissau. ANG/MI/ÂC//SG