segunda-feira, 17 de maio de 2021

 Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)

Dia Mundial de Telecomunicação/“A Guiné-Bissau é único país no mundo sem  empresa pública de telecomunicações”, diz PCA da GUINETEL

Bissau, 17 Mai 21 (ANG) – O Presidente do Conselho de Administração da empresa de telecomunicações Guiné-Telecom e GUINETEL disse que a Guiné-Bissau é o único país do mundo que não tem a sua própria empresa de telecomunicações, o que segundo ele, não abona a favor de segurança do país.

João António Fonseca Mendes que falava esta segunda-feira em exclusivo à ANG, no quadro da celebração hoje do Dia Mundial de Telecomunicações, sustenta que as fronteiras têm que ser securizadas e isso só pode ser quando o Estado tem a sua própria empresa de telecomunicação.

“Hoje em dia, as fronteiras não são físicas, mas sim virtuais,  porque basta só pegar um aparelho smartfone na mão já temos as fronteiras nas mãos. Portanto devem ser securizadas, e isso só pode ser quando o Estado tem a sua própria empresa de telecomunicação”, disse.

Fonseca Mendes referiu que em Outubro do ano passado, numa das sessões do Conselho de Ministros, o governo decidiu assumir a responsabilidade de relançamento das duas empresas, nomeadamente a GUINETEL e Guiné Telecom.

“Desde 2010 que o governo tem em carteira o projeto de restruturação e reorganização dessas duas empresas, mas devido à muitas perturbações não foi possível a conclusão desse processo. E em Outubro de 2020 o governo decidiu assumir oficialmente a responsabilidade de relançamento das empresas onde adotou o relatório de um estudo feito previamente por um gabinete de consultoria financiado pelo Banco Mundial que ajudou o governo em saber quais as soluções que devem ser adotadas para poder relançar essas empresas”, informou Mendes.

Adiantou que o governo adotou disposições para relançamento da empresa Guiné Telecom e  que foi criada uma Comissão que já está a trabalhar nesse processo.

Acrescentou  que assim  que a referida Comissão terminar o trabalho de elaboração do caderno de encargo vai remetê-lo ao governo, a fim de se fixar a data do lançamento de concurso para escolher um parceiro estratégico que vai juntar com o governo para fazer funcionar as duas empresas.

Aquele responsável disse que, em termos técnico, o país está a acompanhar ,na medida do possível, a evolução tecnológica que a  demanda do mercado exige.

Sustentou que tecnologicamente as operadoras que estão a operar no mercado, nomeadamente a MTN e Orange têm estado  a acompanhar a evolução técnica, mas que ainda existe um handicap, explicando que a saída em termos  de comunicações internacionais continua  muito limitada.

Por isso, de acordo com João António Mendes, o governo aderiu ao projeto OARSI (que significa cabo-sub marinho que liga Europa à África) e que a Guiné-Bissau irá ter a oportunidade de conetar , o que vai permitir um escoamento de tráfico ainda maior.

Relativamente a bipularização de duas operadoras de telecomunicação, António Fonseca Mendes afirmou que a população está a queixar-se de tarifários elevados
, salientando que em termos de consumo de telecomunicação a população continua a ser refém dessas duas companhias e sobretudo com os impostos implementados pelo governo..

“Porque, parecendo que não, as tarifas dessas duas companhias são similares. A telecomunicação no país é cara, contudo, sabemos que quando se faz a telecomunicação é através da energia, que é um dos elementos fundamentais para fazer funcionar os equipamentos, mas os preços praticados não justificam”, disse.

Fonseca Mendes disse que daí, há toda a necessidade de relançar empresas de telecomunicações do Estado,  e sustenta que, independentemente do aspeto da soberania que vai preservar a segurança do território nacional, tem também a componente social, porque “se existir  a terceira operadora, automaticamente, a tarifa vai baixar”.

Foi escolhido o dia 17 de Maio para Dia Internacional das Telecomunicações porque  foi nessa data que no ano de 1865  se criou a União Telegráfica Internacional.

A partir de 1932 esta entidade passou a chamar-se de União Internacional das Telecomunicações (UIT). Os objetivos da celebração da data passam por assinalar  o progresso nas tecnologias de informação e por chamar a atenção das pessoas para as mudanças que acontecem na sociedade, com o poder da internet e das restantes formas de telecomunicações. ANG/DMG/ÂC//SG

 

 

 

Telecomunicações/Guineenses insatisfeitos com a má prestação de serviço das empresas de rede móvel

Bissau, 17 Mai 21 (ANG) – Os cidadãos guineenses manifestaram a insatisfação com a má qualidade de serviço das duas empresas de telecomunicação em funcionamento nos país, nomeadamente a MTN e ORANGE, e com a inoperância da GUINETEL.

Numa auscultação feita hoje pela ANG aos cidadãos, alusiva ao Dia Internacional das telecomunicações que se assinala hoje, 17 de Maio, os cidadãos exortaram o Estado guineense a criar condições para que a Empresa Nacional de Telecomunicações , a Guinetel retome o funcionamento para garantir segurança e autonomia ao setor.

Augusto Có, criticou  a incapacidade da Orange e MTN de assegurar cobertura plena e de qualidade em todo o território nacional, e  responsabilizou o Estado guineense e em particular a  Agência Reguladora Nacional de Telecomunicações ARN, por não estar a fazer o seu trabalhos como deve ser, para regular e fiscalizar o funcionamentos dessas empresas.

De acordo com a Dacia Nancassa, a prestação de serviço da MTN e ORANGE, está a quem da espectativa, com tarifas altas, fraca cobertura da rede a nível nacional e péssimas condições de funcionamento da  internet , constituem problemas graves nos processos comunicacionais dos cidadãos a nível nacional e internacional.

Por sua vez, Eunicia Biague, denunciou o que diz ser “péssimo” atendimento dos agentes dessas empresas, constantes problemas de créditos desaparecidos nas contas dos clientes, que, em muitos casos, acabam sem soluções, e os cidadãos acabam perdendo o seu dinheiro.

Acrescenta que , apesar de várias  denúncias e até então o Estado, através da ARN não assumiu a sua responsabilidade para pôr cobro à essa situação.

Eniedson Correia dos Reis, pelo contrário, agradece as referidas empresas pelo o que considera   “avanços feitos no setor de telecomunicações”, e que diz ter facilitado ligações inter-pessoal, e serviços de transferência de dinheiro.

Segundo Eniedson,  a operação das empresas de telecomunicações  têm trazido inovações mas  apresentam séries de dificuldades nomeadamente, falta de cobertura da rede de qualidade, em todo o território, e ausência de empresa nacional no setor de telecomunicações, já há décadas, o que na sua opinião, tornou vulnerável a segurança interna do país.

Na opinião de Edgar Martinho Cunha, as empresas de telecomunicações que operam no país no país, não estão a servir devidamente o país, e quem de direito como a ARN, está mais a colaborar com as empresas ao invés
de estar ao lado dos consumidores.

Cunha exortou o Estado guineense a reunir condições para que a Guinetel volte ao mercado para proporcionar a concorrência e  a qualidade de serviços.ANG/CP/ÂC//SG

 

 

 

Política/Presidente  da República nomeia novos secretários de Estado para a  Cooperação Internacional e a Ordem Pública

Udé Fati
Bissau, 17 Mai 21 (ANG) – O Presidente da República nomeou  novos secretários de Estados, para  a Cooperação Internacional e Ordem Pública, na pessoa da ex-diretora da ONG Voz de Paz, Udé Fati e do ex-Inspector  Geral do Ministério do Interior, Alfredo Malú,
respetivamente.

A informação consta no Decreto Presidencial nº35/2021 tornado público no dia 16, enviado à ANG.

De acordo com o mesmo Decreto, Ude Fati substitui nessas funções, Augusto Gomes, nomeado, recentemente, ministro de Transportes e Comunicações, e Alfredo Malú vai substituir Mário Fambé, o actual ministro das Pescas.

Está prevista para esta segunda-feira a tomada de posse dos dois novos  secretários de Estados .ANG/AALS/ÂC//SG

 

Diplomacia/ Marcelo Rebelo de Sousa  visita Guiné 31 anos depois de Mário Soares

Bissau, 17 Mai 21(ANG) – Marcelo Rebelo de Sousa vai visitar a Guiné-Bissau entre segunda e terça-feira, 31 anos e seis meses depois de Mário Soares, o último Presidente português a fazer uma visita oficial a este país, em 1989.

António Ramalho Eanes esteve, em 1978, na Guiné-Bissau, para uma Cimeira Luso-Angolana, e voltou em 1979, em visita de Estado, e em 1982, em visita oficial. Soares, depois da visita de 1989, regressou a Bissau para a posse de ‘Nino’ Vieira como Presidente guineense eleito nas primeiras eleições multipartidárias, em 1994.

Jorge Sampaio não fez nenhuma deslocação como chefe de Estado a este país lusófono, enquanto Aníbal Cavaco Silva esteve em Bissau para participar numa cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em 2006.

A Guiné-Bissau foi a primeira colónia portuguesa em África a tornar-se independente. A independência foi proclamada unilateralmente em 24 de Setembro de 1973, decorrida uma década de luta armada, de imediato reconhecida pelas Nações Unidas (6 de Outubro de 1973) e, por Portugal, um ano mais tarde, a seguir ao 25 de Abril, em 10 de Setembro de 1974.

O general Ramalho Eanes, primeiro Presidente da República eleito por sufrágio universal após o 25 de Abril de 1974, tomou posse em Julho de 1976, no rescaldo da guerra colonial e do processo de descolonização. Deslocou-se à Guiné-Bissau em Junho de 1978, para uma Cimeira Luso-Angolana e, em Fevereiro de 1979, voltou, em visita de Estado.

“Volto a pisar o chão de Bissau num ato histórico que transcende a minha pessoa. A visita que hoje início consagra o entendimento fraterno e exemplar de dois Estados soberanos que mutuamente se respeitam. Mas confirma sobretudo o reencontro de dois povos cuja amizade e compreensão a degenerescência colonial foi incapaz de destruir”, afirmou à chegada.

Eanes, que como militar tinha prestado serviço na Guiné-Bissau, entre 1966 e 1971, onde estabeleceu relações com Spínola e Otelo, apontou como principal objectivo desta sua visita “o de sublinhar o carácter exemplar das relações entre dois países que sofreram juntamente, embora de modos diferentes, os efeitos da degenerescência colonial”.

“O rápido estabelecimento de laços de estreita amizade entre a Guiné-Bissau e Portugal só pode ter surpreendido os que persistiam em ignorar que a cooperação fraterna – e não a guerra que, como já disse, foi um acidente histórico – é que verdadeiramente exprime os sentimentos de um povo em relação ao outro”, considerou, já no final da visita, a convite do primeiro Presidente da Guiné-Bissau independente, Luís Cabral, que Eanes já tinha recebido em Lisboa, em Janeiro de 1978.

Ramalho Eanes visitaria ainda a Guiné-Bissau em Dezembro de 1982 e, em Junho de 1984, recebeu em Lisboa o Presidente guineense João Bernardo ‘Nino’ Vieira, que esteve no poder em regime de partido único até 1994.

Mário Soares, Presidente da República entre 1986 e 1996, fez uma visita oficial à Guiné-Bissau em Novembro de 1989.

“Esta é a primeira visita que efectuo à Guiné. Com ela fecho, simbolicamente, o ciclo que se iniciou em 1974, logo após a Revolução dos Cravos, quando, em nome de Portugal, como ministro dos Negócios Estrangeiros, iniciei o processo de descolonização, estabelecendo os primeiros contactos oficiais com o Partido Africano para a Independência da Guiné e de Cabo Verde (PAIGC), e negociando em Dakar, Londres e Argel o cessar-fogo e a independência”, referiu Mário Soares, na altura.

Num discurso durante um banquete oferecido por ‘Nino’ Vieira, Soares acrescentou: “É, assim, para mim, particularmente emocionante pisar neste momento a vossa terra, cujo indómito espírito de independência sempre admirei e respeitei, único país africano de expressão oficial portuguesa que ainda não tivera a honra de visitar, e poder transmitir a todo o povo guineense, em nome de Portugal, uma mensagem sincera de fraterna amizade, apreço e compreensão”.

“Têm sido frequentes, e muito frutuosos, os contactos que, a todos os níveis, têm sido estabelecidos entre os nossos dois países nos últimos anos. Exorcizados os fantasmas criados pela guerra colonial, saradas as feridas que esta provocou em ambos os povos, conseguimos substituir um clima de desconfiança e de mútuos ressentimentos por uma atmosfera de são convívio e de estreita cooperação, de que muito têm beneficiado os nossos dois países”, defendeu o então Presidente português.

Mário Soares regressou à Guiné-Bissau em Setembro de 1994 para assistir à cerimónia de posse de ‘Nino’ Vieira como Presidente da República eleito em Agosto desse ano na segunda volta das presidenciais, que disputou com Kumba Ialá.

Recebido pelo Presidente guineense eleito à chegada, Soares congratulou-se com o processo eleitoral “perfeitamente livre e sério” na Guiné-Bissau e observou: “Quanto mais disputadas são as vitórias, melhores e mais saborosas elas são, e eu sei alguma coisa a esse respeito”.

O Presidente guineense ‘Nino’ Vieira realizou depois uma visita de Estado a Portugal em Julho de 1996, no primeiro ano de mandato de Jorge Sampaio como chefe de Estado. Sampaio recebeu o Presidente guineense interino Henrique Rosa, em Novembro de 2003, mas até ao final do seu mandato, em 2006, não se deslocou à Guiné-Bissau.

Cavaco Silva, Presidente da República entre 2006 e 2016, recebeu em audiências ao longo dos seus dois mandatos os Presidente guineenses ‘Nino’ Vieira, o interior Raimundo Pereira, e José Mário Vaz, e em visita oficial Malam Bacai Sanhá, em Fevereiro de 2010.

Como chefe de Estado português, Cavaco Silva não fez nenhuma visita oficial à Guiné-Bissau, onde esteve, contudo, para participar na 6.ª Cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Bissau, em Julho de 2006.

Marcelo Rebelo de Sousa, que assumiu a chefia do Estado em 09 de Março de 2016, visitou no seu primeiro mandato a maior parte dos países lusófonos: Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Angola e Brasil.

Em 08 de Outubro do ano passado, recebeu no Palácio de Belém, em Lisboa, o Presidente da República da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, que se deslocou a Portugal em visita oficial.

Perante Sissoco Embaló, o chefe de Estado português considerou que “há um pano de fundo de fraternidade” nas relações bilaterais e “um mundo de iniciativas a desenvolver” na cooperação nos sectores da educação e cultura e também no plano económico.

Marcelo Rebelo de Sousa saudou a comunidade guineense em Portugal, e destacou o contributo dos portugueses residentes na Guiné-Bissau para o desenvolvimento desse “país irmão”.

Reeleito Presidente da República em 24 de Janeiro deste ano, com 60,67% dos votos expressos, Marcelo Rebelo de Sousa tomou posse para um segundo mandato perante a Assembleia da República em 09 de Março passado e três dias depois visitou o Vaticano e Madrid. ANG/Inforpress/Lusa

PR Portuguesa/ Marcelo visitou o país várias vezes enquanto líder do PSD

 Bissau, 16 Mai (Inforpress) – Marcelo Rebelo de Sousa esteve na Guiné-Bissau em 1988 para a reactivação da Escola de Direito, e visitou o país várias vezes na década de 1990 enquanto líder do PSD, que aproximou do PAIGC.

Em Maio de 1988, Marcelo Rebelo de Sousa era presidente do Conselho Directivo da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e deslocou-se a Bissau para conversações com autoridades guineenses sobre a reactivação da Escola de Direito. Acompanharam-no, entre outros, os professores universitários Jorge Quintas e António Lobo Xavier.

Em Fevereiro de 1997, quando liderava o PSD, Marcelo Rebelo de Sousa visitou Bissau, em escala de Cabo Verde para Lisboa, e teve uma audiência com o então Presidente da República da Guiné-Bissau, João Bernardo ‘Nino’ Vieira, a quem foi apresentar condolências pela morte do seu filho Vladimir Vieira.

Nesse encontro, que durou cerca de 30 minutos, estiveram também o então líder da bancada social-democrata, Luís Marques Mendes, e os dirigentes da Comissão Política Nacional do PSD Pedro Passos Coelho, futuro primeiro-ministro, e José Luís Arnaut, noticiou na altura a agência Lusa.

“Desde a minha moção de estratégia no Congresso [do PSD] de Santa Maria da Feira, que defendo uma presença muito forte de Portugal no mundo lusófono, em termos de cooperação recíproca, respeitando a soberania dos outros Estados”, realçou, em declarações aos jornalistas, no final do encontro.

Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que, para o PSD, essa aposta constituía a “prioridade das prioridades” e sustentou que, sem uma presença forte no espaço da lusofonia, “Portugal perde a sua grande mais-valia europeia”.

Nessa ocasião, criticou o funcionamento da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), considerando que tinha gerado “um conjunto de expectativas muito grandes”, mas que depois “arrancou e parou logo de seguida”.

No mês seguinte, Março de 1997, o presidente do PSD regressou a Bissau, desta vez acompanhado pela social-democrata Teresa Gouveia, que então fazia parte da Comissão de Relações Internacionais e da Comissão Política Nacional do partido, para uma visita de dois dias, a convite do Presidente da República guineense, João Bernardo ‘Nino’ Vieira.

O programa dessa visita incluía uma reunião com o Presidente da Guiné-Bissau, o lançamento de um livro do jurista guineense, cumprimentos ao arcebispo de Bissau, a abertura das jornadas da Faculdade de Direito de Bissau com uma intervenção sobre a integração na União Europeia, reuniões com o Clube de Gestores e Empresários Portugueses com representantes das forças políticas da oposição, e uma visita à Escola Portuguesa, entre outros pontos.

Como presidente do PSD, assinou com o Partido Africano para a Independência da Guiné e de Cabo Verde (PAIGC), no poder, um protocolo de colaboração política, parlamentar e autárquica, bem como ao nível das organizações de juventude, dos trabalhadores e de quadros, que previa duas cimeiras anuais ao mais alto nível entre os dois partidos.

Por outro lado, Marcelo Rebelo de Sousa manifestou a intenção de apoiar o Movimento da Resistência da Guiné-Bissau/Movimento Bafatá (RGB/MB) “em tudo o que possa ser feito para reforçar o estatuto democrático da oposição e no fortalecimento do pluripartidarismo na Guiné-Bissau”.

Voltou a Bissau em Janeiro de 1998 e, em vésperas dessa visita, foi criticado por Kumba Ialá, que presidia ao Partido da Renovação Social (PRS), por ter qualificado ‘Nino’ Vieira como “único garante da unidade e estabilidade” da Guiné-Bissau, sem o qual o país corria “riscos de desagregação”.

Em declarações à Lusa, na altura, o presidente do PSD apelidou PSD e PAIGC de “dois partidos irmãos”, e enquadrou esta sua visita de dois dias a Bissau – que antecedia a ida do então primeiro-ministro guineense, Carlos Correia, a Lisboa, a convite do chefe do Governo português, António Guterres – “numa perspectiva de interesse nacional”.

“Em Portugal existe um carinho muito especial pela Guiné-Bissau, e, portanto, tudo o que pudermos fazer, Governo por um lado e oposição por outro, estamos dispostos a fazê-lo para o bem dos dois países”, disse Marcelo Rebelo de Sousa, que relativizou críticas que recebeu pelas suas palavras sobre “Nino” Vieira, que reiterou.

Durante essa visita, Marcelo Rebelo de Sousa surpreendeu, ao deslocar-se à sede do PRS em Bissau para justificar, ao presidente deste partido, Kumba Ialá, as suas declarações sobre o papel do Presidente guineense no plano institucional como garante da estabilidade.

De acordo com o relato da agência Lusa, o líder do PSD esperou pacientemente sentado pela chegada de Kumba Ialá e, terminado o encontro, o presidente do PRS disse que “o mal-entendido que havia a propósito dessas declarações ficou esclarecido”.

Em Junho de 1998, quando começou a guerra civil na Guiné-Bissau, que duraria perto de um ano, Marcelo Rebelo de Sousa reuniu-se com o então ministro dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau, Delfim da Silva, para fazer “o melhor acompanhamento possível da situação” naquele país, e referiu que mantinha “contactos regulares” com o Presidente ‘Nino’ Vieira.

Marcelo Rebelo de Sousa deixou, pouco depois, a liderança do PSD, em 1999.

Agora, como Presidente da República, fará a sua primeira visita oficial à Guiné-Bissau, entre segunda e terça-feira.

“Vou na sequência de uma eleição presidencial [de Umaro Sissoco Embaló, em Dezembro de 2019], que foi reconhecida por missões da União Europeia e outras missões internacionais”, declarou, em entrevista à RTP, na quinta-feira.

Respondendo a protestos contra a sua visita, Marcelo Rebelo de Sousa acrescentou: “Nunca tive dúvidas nenhumas em ir”.

“Se a política externa circunscrevesse o relacionamento entre Estados àqueles que perfilham sempre e apenas a nossa concessão de sistema político económico e social, eu não tinha ido a muitos países a que fui – eu e os meus antecessores todos -, nem tinha recebido chefes de Estado de países que foram recebidos por mim e pelos meus antecessores. Por maioria de razão, sendo um país da CPLP”, argumentou. ANG/Inforpress/Lusa

 

 

Migrações/ONG resgata 323 migrantes em cinco operações no Mediterrâneo

Bissau, 17 Mai 21 (ANG) – O navio Sea-Eye 4, da organização alemã Sea-Eye, resgatou 323 migrantes em cinco operações nas últimas horas no Mediterrâneo central e os membros da tripulação estão a trabalhar “no limite” das suas forças, declarou hoje a organização.

“A tripulação trabalha no limite”, disse a organização não-governamental (ONG) nas suas redes sociais após vários resgates em menos de 12 horas, o último na manhã de hoje, quando resgatou 99 pessoas que estavam a bordo de um barco, quase todas da Síria.

Durante a madrugada de hoje, resgataram outros 172 migrantes, que viajavam a bordo de duas barcaças, incluindo muitas crianças, e em outra operação resgataram 50 pessoas que viajavam num pequeno barco.

Anteriormente, a tripulação havia transferido para seu o navio dois líbios que navegavam num pequeno bote de borracha e que acabaram por ter que receber tratamento médico.

O Sea Eye-4 é actualmente o único navio humanitário a navegar na área, num momento em que o bom tempo facilita a saída de navios da costa da Líbia.

No último fim-de-semana, mais de 2.000 migrantes chegaram à pequena ilha de Lampedusa, na Itália, em menos de 48 horas.

Neste ano, 13.131 migrantes chegaram à costa italiana, em comparação com 4.237 no mesmo período do ano passado, segundo dados do Ministério do Interior italiano . ANG/Inforpress/Lusa

 

 

Cooperação/Marcelo em Bissau com programa intenso que inclui homenagem a antigos combatentes

Bissau,17 Mai 21(ANG) – O Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa realiza entre segunda e terça-feira uma visita oficial à Guiné-Bissau, a primeira enquanto chefe de Estado português, com um programa intenso, que inclui uma homenagem aos antigos combatentes portugueses sepultados em Bissau.

Segundo a Lusa, o Rebelo de Sousa chega na segunda-feira, ao final da tarde, a Bissau, tendo previsto um encontro com representantes da comunidade portuguesa numa unidade hoteleira da capital guineense.

Estimativas oficiais indicam que vivem na Guiné-Bissau cerca de 2500 portugueses, mas muitos não estão permanentemente no país.

Os mesmos dados indicam que os portugueses residem maioritariamente na região de Bissau e Biombo (cerca de 73%), mas também na região Norte (Cacheu e Oio) e Leste (Bafatá e Gabu), e trabalham, sobretudo, nas áreas do comércio a retalho, construção civil, logística e distribuição e cooperação e desenvolvimento.

O programa da visita concentra-se na terça-feira com uma série de encontros institucionais, a começar pelo seu homólogo, Umaro Sissoco Embaló, no Palácio da Presidência, em Bissau. O encontro é seguido de declarações à imprensa, e de um almoço.

Antes, Marcelo Rebelo de Sousa vai deslocar-se à Fortaleza d’Amura onde depositará coroas de flores nos túmulos de Amílcar Cabral e João Bernardo "Nino" Vieira, em homenagem aos heróis da luta da independência.

Após o encontro com o chefe de Estado guineense, o Presidente português presta homenagem aos antigos combatentes portugueses da guerra colonial sepultados no cemitério de Bissau.

Marcelo Rebelo de Sousa reúne-se também na terça-feira com o presidente do parlamento, Cipriano Cassamá, e com os líderes das bancadas parlamentares, nomeadamente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15), Partido da Renovação Social (PRS) e Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB).

A visita termina com um encontro com o primeiro-ministro guineense, Nuno Gomes Nabiam, no Palácio do Governo, em Bissau.ANG/Lusa

 

     
        Portugal
/Referência racista em notícia da Lusa provoca indignação

Bissau, 17 Mai 21 (ANG) - Uma referência racista sobre a deputada socialista Romualda Fernandes numa notícia divulgada pela Agência Lusa está a gerar uma vaga de indignação em Portugal.

Em causa está o facto de a deputada do PS, Romualda Fernandes, de origem guineense, estar identificada com o adjectivo «Preta» a seguir ao seu nome, numa notícia da agência portuguesa acerca da constituição da Comissão Parlamentar da revisão constitucional, colocada em linha na noite de quinta-feira.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousanuma mensagem publicada no site oficial da Presidência, condenou a «lamentável notícia» na qual a deputada da Assembleia da República é alvo de um «tratamento, a todos os títulos inaceitável».

A Direcção de Informação da Lusa divulgou uma nota onde «lamenta profundamente» a difusão da notícia, informa que vai «proceder a uma investigação sobre o que aconteceu» e apresenta «desculpas à deputada, ao Partido Socialista» e a «todos os clientes e leitores». Em comunicado, a Direcção de Informação avança que instaurou um processo de averiguações ao jornalista Hugo Godinho, o autor da peça. Esta sexta-feira, a Direcção de Informação informou que aceitou o pedido de demissão do editor de Política, José Pedro Santos.

A Comissão de Trabalhadores da Lusa, divulgou um comunicado onde «condena profundamente o ato de discriminação e a sucessão de erros que culminou numa identificação indigna e inaceitável da deputada». Para a Comissão de Trabalhadores, «este episódio é o oposto do trabalho, rigor, isenção, identidade e valores da agência em Portugal, nos países lusófonos e no resto do mundo» e que o mesmo «viola a dignidade humana».

Por seu lado, o Partido Socialista repudiou a notícia da Lusa e exige um pedido de desculpas. Numa nota assinada pela líder parlamentar socialista, Ana Catarina Mendes, a direção da bancada do PS «repudia veementemente a notícia sobre a constituição da Comissão Eventual de Revisão Constitucional que identifica a Deputada Romualda Fernandes de forma absolutamente inqualificável» e «exige um pedido público de desculpas à Deputada Romualda Fernandes, quer da parte dos autores do texto, quer da parte dos órgãos que o reproduziram publicamente». ANG/RFI

 

 

ONU/Conselho de Segurança  sem acordo sobre uma declaração conjunta sobre Israel e Palestina

 Bissau, 17 Mai 21(ANG) – O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) reuniu-se no domingo, na terceira reunião de emergência sobre o actual conflito entre israelitas e palestinianos, mas continua sem conseguir uma declaração conjunta, avançou a agência France-Presse.

A sessão, que decorreu de forma virtual, resultou em ataques recíprocos entre palestinianos e israelitas.

O ministro dos Negócios Estrangeiros palestiniano, Riyad Al-Maliki, acusou Israel de “crimes de guerra”, denunciando a “agressão” do Estado judeu contra “o povo palestiniano e os seus lugares sagrados”.

“O Hamas optou por acelerar as tensões, usadas como pretexto para iniciar esta guerra, que foi premeditada”, replicou o embaixador de Israel nos Estados Unidos da América e na ONU, Gilad Erdan.

O diplomata israelita pediu ao Conselho de Segurança que condene o “lançamento indiscriminado de foguetes”, enquanto o ministro palestiniano solicitou autoridade para “agir” para impedir a ofensiva israelita, perguntando quantas mortes palestinianas são necessárias para serem tidas como “escândalo”.

Paralelamente ao encontro, os 15 membros do Conselho de Segurança continuaram as negociações sobre um texto comum que visa pedir o fim das hostilidades e reafirmar uma solução para dois Estados vivendo lado a lado, nomeadamente Israel e Palestina, com base nas resoluções já adoptadas pela ONU.

Mas, de acordo com vários diplomatas ouvidos pela AFP, os Estados Unidos, numa posição considerada incompreensível para muitos dos seus aliados, continuam a recusar qualquer declaração conjunta.

Numa semana, Washington, isolado, já rejeitou dois textos propostos por três membros do Conselho: Noruega, Tunísia e China. ANG/Inforpress/Lusa

 

 

Covid-19/ Bissau está ao meio da terceira semana consecutiva sem registo de  vitima mortal causada pela infecção

Bissau, 17 Mai 21 (ANG) – A Cidade de Bissau está ao meio da terceira semana consecutiva, desde o início da pandemia,  sem registo de uma vitima mortal causada pela infecção pelo novo coronavírus.

O mais  recente caso de óbito na capital guineense foi registado hà 23 de abril e desde lá para cá não voltou a reportar óbitos.

Apesar do relaxamento dos citadinos de Bissau em relação ao comprimento das medidas de prevenção contra Covid-19, sobretudo o uso obrigatório da máscara e lavagem frequente das mãos, verifica-se uma redução significativa de novos casos de  infecção.

Segundo os Boletins diário números 99, 100 e 101 do Alto Comissariado para a covid-19, à que a ANG teve acesso hoje,  de 13 à 15 de Maio, Bissau testou um total de 455 pessoas dos quais três deram resultados positivos, e registou-se nesse 33 recuperados, estando em activo três casos, três indivíduos suspeitos de contágio de Covid-19 estão internados.

Os dados do Alto Comissariado apontam que na quinta-feira, foram testardas 230 pessoas, subindo para total acumulado de 65.454, dois acusaram positivo, elevando número de casos de infecção para 3.745,  nove  indivíduos se recuperam da doença, aumentando o total acumulado para 3.427,estando  em activo dois casos e zero óbito.

“Na sexta-feira, 236 pessoas foram testadas e um caso deu positivo, 11 recuperados e um caso activo e número de internado permanece em um doente”, refere os dados do Boletim diário do Alto Comissariádo para Covid-19 no país.

Ainda os mesmos dados sobre a situação epidemiológica, referem que no passado sábado, 52 individuos fizeram teste, e nenhum caso deu positivo, elevando assim para o total acumulado para 3.746, e 13 pessoas recuperaram da pandemia, não houve novo caso  activo, zero óbito e zero novo internamento.

Os dados do Alto Comissariado para covid-19 indicam que o Sector Autònimo de Bissau realizou um total acumualdo de 65.679 testes, entre os quais 3.746 casos acusaram positivos, 3.451 pessoas foram dadas como recuperadas, 222 casos activos,zero óbito,236 individuos continuam internados por covid-19.

A Guiné-Bissau contabilizou, desde o inicio da doença, um total acumulado de 67  mortos por covid-19,  3.741 de casos positivos, 3.400 individuos recuperados, 268 casos activos da .

O Governo da Guiné-Bissau decretou o estado de calamidade no país para vigorar até 24 de Maio,e autorizou a retoma do campeonato nacional de futebol  sem público, o exercício colectivo de liberdade religiosa nas igrejas, mesquitas e outros locais de culto em observância as medidas de prevenção anunciadas pelas autoridades sanitarias.ANG/LPG/ÂC//SG

 

 

Futebol-Jogos amistosos/ Guiné-Bissau e Cabo Verde defrontam-se em Junho no Senegal

Bissau,17 Mai 21(ANG) - A Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB) anunciou a realização de dois jogos amistosos no próximo mês (junho) frente à seleção de Cabo Verde e uma outra por indicar futuramente, a serem disputados no estádio do Senegal, concretamente no Lat Dior,em Thiés.

A informação foi transmitida no último fim de semana, pelo vice-presidente da FFGB para a área de Formação e Desenvolvimento de Futebol, Mama Saliu Baldé, após a cerimónia de apresentação do novo selecionador de futebol feminina na sede do órgão no Alto Bandim em Bissau.

“O jogo com o Cabo Verde já foi confirmado para o dia 05 de Junho e estamos a ultimar as negociações com o Senegal e a Zâmbia para o segundo jogo, embora ainda não alcancemos acordo”, explicou.

Os jogos amistosos enquadram-se no plano da Federação da Guiné-Bissau com vista à preparação para o Campeonato Africano das Nações CAN, que se realiza em Janeiro de 2022, nos Camarões.

Em Março último, a Guiné-Bissau apurou-se, pela terceira vez consecutiva, para o CAN em futebol ao derrotar em casa o Congo Brazzaville, por 3-0, na sexta e última jornada do Grupo I.

Os “Tubarões Azuis” de Cabo-Verde alcançaram o apuramento para o CAN’2022, no grupo F, depois da última participação em 2015.ANG/odemocratagb.

 


Direitos Humanos
/LGDH condena a intervenção das Forças de Segurança contra  exercício religioso em Cuntuba

Bissau, 17 Mai 21 (ANG) - A Liga Guineense dos Direitos Humanos condenou a intervenção das Forças de Segurança que qualifica de “criminosa” numa tentativa de impedir o exercício da liberdade religiosa na aldeia de Cuntuba região de Bafatá, leste do país e que ressoltou em 9 feridos entre polícias e membros da referida comunidade.

A condenação vem expressa em comunicado à imprensa da LGDH à que a ANG teve acesso hoje.

O comunicado, citando  informações recolhidas pelas Células de Alerta Precoce da LGDH, refere que  tudo aconteceu quando um grupo de Forças de segurança invadiu a referida aldeia, em cumprimento de uma suposta ordem superior, para impedir a realização das orações de Ramadão, assinalada pela maioria da comunidade islâmica do país no dia 13 de Maio.

Na nota, a LGDH exigiu do Ministério Público a abertura de um inquérito “urgente e transparente” com vista a responsabilização criminal de todos os envolvidos no que considera de “vergonhoso acto”.

A LGDH exige a demissão imediata do Ministro do Interior e de todos os responsáveis pela segurança daquele Ministério, pela incapacidade que têm vindo a revelar de garantir a segurança às pessoas e aos seus patrimónios na Guiné-Bissau, sem interferência arbitrária na esfera privada dos cidadãos .

A LGDH ainda exigiu ao Estado a assunção das despesas de assistência médica e medicamentosa de todas as vítimas, e declara a sua  solidariedade para com as vítimas, disponibilizando-se a prestar assistência jurídica às  mesmas.

De acordo com o jornal  O democrata, o Comissário Provincial da Polícia da Ordem Pública de Bafatá, (POP) mais alguns agentes da polícia foram agredidos com pauladas e outros objetos na manhã da passada sexta-feira, 14 de Maio de 2021, por populares da aldeia de Contuba, no setor de Ganado, região de Bafatá, no leste da Guiné-Bissau.

Segundo o jornal que cita o responsável da organização da sociedade civil na região, não identificado, os populares terão decidido fazer a reza de “Eid Mubarak – Ramadã” na manhã de sexta-feira passada, ao contrário da maioria das aldeias da região e do país que rezou no dia anterior ou seja na quinta-feira).ANG/MI/ÂC//SG

 

 

sexta-feira, 14 de maio de 2021

 Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)

Eleições STJ/ Ladislau Embassa promete  um sistema judicial  eficiente e eficaz

Bissau, 14 Mai 21(ANG) - O juíz conselheiro e também Presidente do Conselho Nacional da Comunicação Social, Ladislau Embassa apresentou hoje a sua candidatura  ao cargo do Presidente do Supremo Tribunal da Justiça da Guiné-Bissau e diz que o seu objectivo principal é a promoção de um sistema judicial  eficiente e eficaz.

O Conselho Superior da Magistratura do Supremo Tribunal marcou para o próximo dia  18, a  eleição do Presidente da corte máxima da justiça guineense.

No acto de apresentação do seu manifesto de candidatura à  liderança  do Supremo Tribunal da Justiça, Embassa defendeu , no primeiro eixo, a Independência, dignificação e garantia  social do poder judicial, tendo  como indicador um tribunal independente, garante da estabilidade e da paz social, bem como a promoção do diálogo inter-institucional e um pacto para o sector da justiça.

Ladislau Embassa propõe ainda  um Conselho Superior da Magistratura que exerça de forma eficiente, autónoma e responsável, o seu papel de gestão e de disciplina dos magistrados, assim como a incrementação do serviço de Inspeção que seja garante da fiscalização da actividades jurisdicionais e que promova regularmente os magistrados que tenham um desempenho meritório.

O candidato manifestou o seu desejo de ver os tribunais mais próximo dos cidadãos e para que eles sejam capazes de responder as premissas Constitucionais, segundo as quais a justiça é administrada em nome do povo.

Revelou que a sua candidatura resulta de uma longa e profunda reflexão de um conjunto de juízes que, ao longo dos anos, que tem dedica muito do seu tempo a meditar sobre a problemática da justiça nacional.

“Estando nesta sequência, está profundamente convencidos de que é  chegado ao momento de por em execução as reforma necessárias para o melhoramento do sistema judicial, contribuindo deste modo para afirmação de um sector fundamental para construção da paz social e desenvolvimento socioeconomico do país”, refere o manifesto.

Ladislau Embassa reconheceu os esforços feitos para melhorar o funcionamento dos tribunais.

Disse que  é indispensável imprimir uma nova dinâmica no funcionamento dos tribunais desde o Supremo Tribunal da Justiça aos tribunais sectoriais, passando pelo Tribunal da Relação e Regionais, para se ter uma justiça  capaz de cumprir  com a sua função constitucional e responder as aspirações dos utentes e da sociedade em geral, em suma “uma justiça célere e credível”.

Ladislau Embassa disse que, não sendo esta uma candidatura revolucionária, assume todavia uma postura de independência face as diferentes entidades públicas e privadas, mantendo a equidistância com todas elas.


Para a corrida a presidência do Supremo Tribunal de Justiça, dois candidatos já apresentaram as suas candidaturas, com destaque para os juízes conselheiros Mamadu Saido Baldé e Ladislau Embassa.

O juiz conselheiro Lima António André concorre para o lugar do vice presidente do Supremo Tribunal de Justiça na mesma lista de Mama Saido Baldé.ANG/LPG/ÂC//SG

 

 

 

Conflito armado /Escalada de violência entre israelitas e palestinianos já fez mais de 100 mortos

Bissau, 14 Mai 21 (ANG)-  O conflito entre israelitas e palestinianos subiu de tom na madrugada de hoje, com o Exército israelita a bombardear a faixa de Gaza. Desde segunda-feira já morreram 119 palestinianos nestes ataques, entre eles 31 crianças. 

Foi mais uma noite de conflitos entre Israel e a Palestina, com um porta-voz do Exército israelita a anunciar mesmo que os seus soldados tinham entrado na faixa de Gaza, tendo depois desmentido este facto, alegando "um problema de comunicação interna".

No entanto, os ataques dos militares israelitas com tiros de artilharia pesada e bombardeamentos sob o território palestiniano duraram toda a noite, segundo relatos recolhidos pela agência AFP.

O objectivo dos militares israelitas é tentar bloquear os túneis das forças palestinianas, mas os ataques têm feito várias vítimas civis, entre elas dezenas de crianças.

Segundo as autoridades palestinianas, já morrem 119 pessoas desde segunda-feira, entre elas 31 crianças, e 830 feridos. Do lado de Israel, foram interceptados 1.800 roquetes enviados do lado palestiniano. Também do Líbano terão já sido interceptados alguns roquetes.

No próximo domingo está já agendada uma reunião de urgência do Conselho de Segurança.ANG/RFI

 

 

 

Política/Presidente da República exonera ministro das pescas Malam Sambú

Bissau,14  Mai 21(ANG) – O Presidente da Republica exonerou o ministro das Pescas, Malam Sambú, através do decreto presidencial número 33/2021, divulgado no dia 12 do corrente mês à que ANG teve hoje acesso.

Para a exoneração do ministro das Pescas, o Presidente da República evocou a necessidade de melhorar a actividade governativa, sob proposta do primeiro-ministro e nos termos e para efeitos do estatuído na alínea I) do artigo 68 em conformidade com o artigo 70, ambos da Constituição da República.

Umaro Sissoco Embaló ainda num outro decreto presidencial número 34/2021, nomeou o ex-secretário de Estado da Ordem Pública, Mário Fambé para as funções de ministro das Pescas.ANG/ÂC//SG