segunda-feira, 31 de maio de 2021

                 Nigéria/Dezenas de crianças raptadas por homens armados

Bissau,  31 Mai 21(ANG) – Várias dezenas de crianças foram raptadas por homens armados numa escola muçulmana no centro-norte da Nigéria no domingo, num ataque que matou uma pessoa e feriu outra, o último de uma vaga de eventos semelhantes que cresce no país.

O número exacto de crianças raptadas não era ainda claro na manhã de domingo, mas cerca de 200 estavam na escola Salihu Tanko, no estado do Níger, na altura do ataque no domingo à tarde.

Muitas crianças conseguiram escapar, mas os raptores “levaram mais de 100 estudantes e deixaram aqueles que consideravam demasiado pequenos, os de 04 a 12 anos”, disse um funcionário da escola em declarações à agência France-Presse, sob condição de anonimato.

As autoridades locais anunciaram o rapto na rede social Twitter no domingo à noite, e indicaram que o número de crianças raptadas era “ainda incerto”.

Os raptores “libertaram 11 crianças, que eram demasiado pequenas para andar”, disseram também as autoridades, considerando “infeliz” o ataque, assim como o aumento dos raptos para resgate no centro e norte da Nigéria.

O governador local, Sani Bello, apelou “às agências de segurança para que devolvessem as crianças o mais depressa possível”.

Um porta-voz da polícia, Wasiu Abiodun, indicou que os atacantes chegaram numa mota e começaram a disparar, matando um residente e ferindo outro, antes de raptarem as crianças.

O novo rapto massivo de crianças no país ocorreu no dia seguinte à libertação de 14 estudantes no estado de Kaduna (norte da Nigéria), após 40 dias de detenção.

Cinco estudantes foram executados pelos seus raptores nos dias que se seguiram ao rapto para pressionar as famílias e forçar o Governo a pagar um resgate.

As famílias, citadas pela imprensa local, disseram ter pago um total de 180 milhões de nairas (357.000 euros) para recuperarem os filhos.

Estes bandos armados vêm a aterrorizar pessoas no centro-oeste e noroeste da Nigéria há largos meses, pilhando aldeias, roubando gado e raptando largas centenas de crianças para resgate: 730 crianças e adolescentes foram raptados desde Dezembro de 2020.

Os raptos têm feito várias manchetes internacionais e causado preocupação a nível mundial, particularmente desde o final de Fevereiro último, quando 279 raparigas adolescentes entre os 12 e 16 anos foram raptadas e libertadas cinco dias mais tarde no estado de Zamfara, no noroeste da Nigéria.

A série deste tipo de raptos começou em Dezembro passado com o rapto de 344 rapazes de um internato em Kankara, no norte da Nigéria. Foram libertados após uma semana, na sequência de negociações.

O aumento dos raptos faz temer a subida das taxas de abandono escolar, particularmente entre as raparigas, nestas regiões pobres e rurais, onde se regista já a mais alta taxa de crianças que não frequentam a escola.

Em resposta aos raptos, muitos estados nigerianos tomaram a decisão de encerrar temporariamente os internatos.

A Nigéria é flagelada por raptos há décadas, com os criminosos a visarem homens ricos e influentes. Nos últimos anos, porém, os alvos passaram a ser também os mais pobres, com bandos armados a lançarem ataques nas principais estradas do país, onde raptam viajantes com regularidade.

No início de Maio, centenas de pessoas bloquearam uma autoestrada nos arredores de Abuja, no centro do país, em protesto contra o forte aumento dos raptos por resgate na periferia da capital federal.

Muitos bandos criminosos realizam ataques a partir de campos na floresta de Rugu, localizada nas fronteiras dos estados de Zamfara, Katsina, Kaduna e Níger.

Os atacantes são sobretudo motivados pelo dinheiro, ainda que alguns bandidos tenham divulgado serem fiéis a grupos jihadistas no nordeste da Nigéria, a centenas de quilómetros de distância.

O grupo radical islâmico, Boko Haram, foi, de resto, quem inaugurou a prática sinistra do rapto massivo de estudantes. Em 14 de Abril de 2014, raptou 276 raparigas do ensino secundário em Chibok, nordeste da Nigéria, desencadeando, na altura, manifestações de indignação em todo o mundo.

Dias depois do rapto, o líder de Boko Haram, Abubakar Shekau (dado como morto na semana passada, pela quinta vez, porém, informação que não foi confirmada oficialmente) reivindicou a responsabilidade pelo rapto num vídeo, dizendo que as raparigas seriam tratadas como “escravas”, “vendidas” e “casadas” à força.

Em Fevereiro de 2018, o Boko Haram voltou a raptar mais de 100 raparigas em Dapchi, nordeste da Nigéria, mas desta vez foram todas devolvidas à respectiva escola pelos raptores, excepto a única cristã do grupo, Leah Sharibu.

Desde Dezembro de 2020, porém, a sucessão de ataques semelhantes vem a acentuar-se e, pelo menos, 730 crianças e adolescentes foram entretanto raptados. ANG/Inforpress/Lusa

 

 

 

Homenagem/Presidente da República atribui nome de José Mário Vaz à uma avenida  em Canchungo

Bissau, 31 mai 21 (ANG) – O Presidente da República  atribuiu o nome do ex. chefe de Estado José Mário Vaz à uma avenida e praça na cidade de Canchungo, região de Cacheu, norte do país em jeito de homenagem.

No acto, o chefe de Estado Umaro Sissoco Embaló disse que não se deve continuar a fazer homenagens póstumas, acrescentando que essa tendência  tem que ser invertida, para o reconhecimento da contribuição que as pessoas deram para o bem do país, enquanto estão de vida.

Po isso, segundo Sissoco Embaló dissidiu-se atribuir o nome do ex-Presidente da Republica da Guiné-Bissau José Mário Vaz à uma Avenida na cidade de Canchungo.

Para o Presidente da República, José Mário Vaz foi vitima da honestidade, com o seu slogam  “dinheiro de Estado no cofre do Estado”.

Na ocasião, o Presidente guineense, citando as palavras do ministro das Obras Públicas,  anunciou para o mês de Outubro deste ano, o inicio das obras de asfaltamento das estradas que ligam Canchungo/Caio e Canchungo/Calequisse.

O ex-chefe de Estado guineense José Mario Vaz, visivelmente satisfeito com a homenagem,  agradeceu o apoio dado, a seu pedido,  pela população da região de Cacheu ao actual chefe de Estado,  na segunda volta das presidenciais de 2019.

 “A homenagem que hoje me prestam, através da colocação do meu nome numa placa fixada nesta rotunda é de extrema importância para mim e para minha família”, disse Mário Vaz, para depois assegurar que o espaço está bem entregue.

Comprometeu-se a dar início as obras de reconstrução da referida rotunda, que agora passa a ser chamada “Praça José Mário Vaz”, no fim da época das chuvas ou seja em Outubro.

Advertiu  as populações a não pouparem esforços para que a mesma seja bem conservada, “porque é de todos e para todos”.

Mário Vaz agradeceu  ao chefe de Estado-maior General das Forças Armadas Biaguê Na NTan, ao Vice Chefe de Estado-maior, ao Inspector e aos Chefes dos Ramos e os seus respectivos vices pela proteção que lhe deram durante o seu mandato.

“O que era impossível na Guiné-Bissau tornou-se realidade. Um Presidente consegue em liberdade cumprir o mandato sem golpes de Estado, sem crianças orfãos e sem viúvas”, destacou José Mário Vaz, afirmando que o caminho está definido, basta dedicar atenção ao trabalho e com a “Mom lama” para alcançar a auto suficiência alimentar.

Advertiu sobre a necessidade de se tornar as instituições do Estado cada vez mais forte e sempre ao serviço do povo, em especial ao serviço dos mais fracos.  

O governador Interino de Região de Cacheu, Fernando Pires salientou que Mário Vaz contribuiu para elevação da vida da população, no domínio da tranquilidade e paz, como também  conseguiu estancar a onda de violência, de assassinatos isolados que inquietavam os cidadãos.

Ainda de acordo com o Fernando Pires,  José Mário Vaz foi o primeiro Presidente da República eleito a concluir o seu mandato desde desde as primeiras eleições democráticas   em 1994.
ANG/LPG/AC//SG

 

 

 

 

 

 

Covid-19/África com mais 401 mortes e 15.989 infectados nas últimas 24 horas

Bissau, 31 Mai 21(ANG) – África registou mais 401 mortes associadas à covid-19 nas últi
mas 24 horas, o que eleva o total de óbitos desde o início da pandemia para 130.451719, e 15.989 infectados, de acordo com os dados oficiais mais recentes.

Segundo o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), o número total de casos no continente é de 4.830.225 e o de recuperados é de 4.365.227, mais 12.898 nas últimas 24 horas.

A África Austral continua a ser a região mais afectada, com 2.073.421 casos e 64.644 óbitos associados à covid-19. Nesta região encontra-se o país mais atingido pela covid-19 no continente, a África do Sul, que contabiliza 1.659.070 casos e 56.363 mortes.

O Norte de África é a segunda região do continente mais atingida, com 1.459.604 infectados com o vírus SARS-CoV-2 e 44.043 mortes associadas à infecção.

A África Oriental contabiliza 649.977 infecções e 12.738 mortos, e a região da África Ocidental regista 473.066 casos de infecção e 6.34 mortes.

A região da África Central é a que regista menos casos de infecção e de mortes, 174.157 e 2.792 respectivamente.

O Egipto, que é o segundo país africano com mais vítimas mortais, a seguir à África do Sul, regista 15.047 mortes e 261.666 infectados, seguindo-se a Tunísia, com 12.623 óbitos e 344.688 casos, e Marrocos, que contabiliza um número superior de infecções em relação a estes dois países, 519.108 casos, mas menos mortes, 9.143 óbitos associados à doença.

Entre os países mais afectados estão também a Etiópia, com 4.155 vítimas mortais e 271.345 infecções, e a Argélia, com 3.596 óbitos e 128.725 infectados.

Em relação aos países de língua oficial portuguesa, Moçambique regista 836 mortes e 70.780 casos, seguindo-se Angola (764 óbitos e 34.366 casos de infecção), Cabo Verde (264 mortos e 30.359 casos), Guiné Equatorial (118 óbitos e 8.529 casos), Guiné-Bissau (68 mortos e 3.766 casos) e São Tomé e Príncipe (37 mortos e 2.344 casos).

O primeiro caso de covid-19 em África surgiu no Egipto, em 14 de Fevereiro de 2020, e a Nigéria foi o primeiro país da África subsaariana a registar casos de infecção, em 28 de Fevereiro.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.535.376 mortos no mundo, resultantes de mais de 169,8 milhões de casos de infecção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China. ANG/Inforpress/Lusa

 

 

 

Inacep/Novo diretor geral promete ser “elo de ligação” entre trabalhadores e governo para melhorar situação da instituição

Bissau, 31 mai 21 (ANG) – O novo diretor geral da Imprensa Nacional (INACEP), Paulino Mendes prometeu ser um “elo de ligação” entre os trabalhadores e governo para melhorar a situação da instituição.

Paulino Mendes fez esta promessa esta sexta-feira após o ato da sua posse, substituindo assim do cargo Bamba Banjai.

“Sei que hoje vou entrar naquela casa, mas não sei se vou fazer mais de 72 horas. Portanto os donos da casa que são os trabalhadores ficarão por ali o tempo inteiro, lá terão a reforma e todos os benefícios necessários se a empresa tiver algum sucesso", disse.

Perguntado sobre como é que vai fazer com a propalada situação de excesso de trabalhadores que as vezes dificultam no pagamento de salários, Mendes respondeu que, se o problema tem a ver com o excedente de pessoal que lhe parece ser um problema genérico e não só da INACEP vai dialogar com os trabalhadores para melhorar a situação.

O novo responsável da INACEP disse estar disposto a acompanhar-lhes naquilo que é melhor, mostrando que não estaria disponível no excesso, mas estará também para ouvi-los naquilo que é melhor para eles.

Informou que a confiança depositada nele constitui um desafio porque não conhece bem a instituição.

“Não conheço bem aquela casa, mas o ruído que se ouve sobretudo nas últimas reivindicações tem a ver com dívida com trabalhadores, mas se essa é a prioridade terá que ser a primeira a ser atendida”, afirmou.

Mendes sublinhou que a relação laboral pressupõe uma relação de confiança ou seja de duas partes, nomeadamente da entidade patronal e trabalhador, pressupõe que as partes têm que se entenderem para levarem ao bom porto o contrato entre as partes.

Disse que os próximos tempos dirão e definirão melhor as prioridades que a empresa quer para ter algum sucesso.

Questionado se acredita que nos próximos tempos vai conseguir superar as dificuldades relativamente a gestão transparente que tem sido um dos problemas da empresa, Paulino Mendes disse acreditar que vai conseguir porque senão, não aceitaria este desafio.

Paulino Mendes acrescentou que para conseguir superar essas dificuldades não basta só ele ter a esperança ou vontade, mas sim bastará a  dos trabalhadores e suas colaborações.

“Confesso que não conheço os problemas reais da INACEP e nem sei se o problema tem a ver ou não com a falta de transparência nos recursos dessa empresa. Tenho a esperança sim, porque se não a tivesse não aceitaria este desafio”, salientou Mendes.

No ato estavam presentes os diretores gerais de órgãos públicos, nomeadamente da Agência de Notícias da Guiné (ANG), Salvador Gomes, do Jornal Nô Pintcha, Abduramane Djaló e da Rádio Difusão Nacional (RDN), Mamasaliu Sané com exceção do da Televisão da Guiné-Bissau, Amadú Djamanca. ANG/DMG/ÂC

 

   

   

sexta-feira, 28 de maio de 2021

  Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)


Justiça/ Novo vice-presidente  STJ promete uma justiça igual para todos e independência ao poder judicial

Bissau, 28 Mai 21 (ANG) – O novo vice-presidente do Supremo Tribunal da Justiça e do Conselho Superior da Magistratura Lima António André prometeu defender a independência do poder judicial das interferências do poder político e uma justiça igual para todos.

A promessa de Lima António André foi tornada pública hoje, durante a cerimónia de receção do gabinete de trabalho das mãos do seu antecessor, Rui Nené.

Lima André prometeu fazer tudo o que estiver ao seu alcance  na defesa  da independência do poder judicial e melhorar o funcionamento dos tribunais para que o povo  volte a confiar no sistema judicial.

 António André disse ter a consciência clara sobre os trabalhos, as dificuldades que lhe esperam pela frente, mas mesmo assim promete resolvê-los paulatinamente em função dos meios disponíveis.

“Vamos resolver os problemas que estão ao nosso alcance ou aqueles que dependem de nós e aqueles que dependeram de outras instituições  da soberania, vamos debater com os seus responsáveis para resolvê-los, de modo a tornar o poder judicial  mais eficiente e com trabalho satisfatório", garantiu  o novo vice-presidente Lima André.

Por sua vez, o vice-presidente cessante Rui Nené desejou  bom desempenho ao seu sucessor, e diz que o Supremo Tribunal exige muito esforço para  sua dignidade.

Segundo Rui Nene existe muita interferência no poder judicial, razão pela qual exorta  o novo vice-presidente a lutar, afincadamente, contra a interferência do poder politico na justiça guineense.

“ Nós como magistrado que somos, temos que fazer esforço para que o poder judicial seja, de facto, autónomo e independente, funcionado na base de interdependência entre os órgãos da soberania.

Rui Nené manifestou a sua disponibilidade de colaborar e apoiar no que for necessário. ANG/LPG/ÂC//SG

 

Covid-19/ʺPostos de vacinação estão a funcionar em todos centros de saúde de Bissau”, diz a Responsável de Acesso e Cuidados do Comissariado para a Covid-19

Bissau, 28 Mai 21 (ANG) – A Responsável  de Acesso e Cuidados de Alto Comissariado para Covid-19 declarou hoje  que os postos de vacinação estão abertos em todos os Centros de Saúde de Bissau.

Em entrevista à Agência de Notícias da Guiné(ANG) Maria Mendes disse que a vacinação na cidade de Bissau começou só no passado Domingo, dia 23, por causa de algumas situações administrativas que tinha que ser resolvidas.

Disse que tendo em conta o resultado  da 1ª fase da campanha feita em Abril, Bissau está um pouco lento por causa da fraca afluência  das pessoas aos postos de  vacinação.

ʺDivulgamos spots de sensibilização nas rádio e televisão para chamar as pessoas para irem vacinar, principalmente os grupos de risco, dentre os quais profissionais de saúde, que são as pessoas que trabalham directamente com público, os professores, jornalistas mas  temos notado que as pessoas não estão a tomar  a vacina”, explicou.


Aquela responsável afirmou que o Alto Comissariado e toda a sua equipa de comunicação organizaram durante todo este mês de Maio encontros  nos bairros onde levaram grupos de comunicação de alto risco do Alto Comissariado, que falaram com as pessoas, jovens e mulheres no sentido de tirar-lhes dúvidas em relação a vacina, devido a rumores que existem  a volta das vacinas.

Maria Mendes defendeu que, dada a importância da comunicação de proximidade vão prosseguir  com as estratégias de juntar as pessoas em Bissau assim como em Biombo e Bafatá, com envolvimento dos régulos apelando para que as populações fossem vacinar.

Mendes apelou as populações e sobretudo aqueles considerados grupos de risco no sentido de de se dirigirem aos postos de vacinação.

Disse  que a  vacina contra a  covid-19 apresenta os mesmo efeitos que as outras vacinas e que se por acaso alguém tomar a vacina e vier a sentir alguma indisposição, existe um número através do qua
l se pode contactar os técnicos da saúde para receber a assistência necessária.

Para além de Bissau a campanha de vacinação está a decorrer nas regiões de  Biombo e Bafatá desde o passado dia  22 de Maio. ANG/MI/ÂC//SG        

 

                           
                    Inacep
/ Novo Diretor-geral investido nas funções

Bissau, 28 Mai 21 (ANG) – O ministro da Comunicação Social conferiu hoje posse ao novo Diretor-geral da  Imprensa Nacional (INACEP), na pessoa de Paulino Mendes que substitui Bambo Banjai.

Fernando Mendonça disse no acto de investidura que a sua nomeação não tem nada a ver com o juízo de valores, mas sim com a dinâmica que o pelouro está a ter.

Mendonça prometeu todo o apoio institucional à nova direção da gráfica pública guineense para poder levar a cabo reformas urgentes e inadiáveis na referida instituição, reconhecendo que anteriores diretores enfrentaram dificuldades nos seus exercícios.

“Vamos colocar os olhos na INACEP porque não é de hoje que houve problemas nessa instituição. Qualquer diretor vai ter a mesma dificuldade que os outros tinham, por isso, o novo responsável deve ser muito criativo”, referiu Mendonça.

Acrescentou que essa criatividade vai obrigar ao governo a decidir que tipo de política quer para esta instituição, sustentando que a mudança profunda da INACEP não se resume apenas na mudança das pessoas.

De acordo com o titular da pasta de Comunicação Social, o mais importante é de o governo decidir o que quer com esta empresa,  para se saber se vai ser uma empresa totalmente de capital pública como é o caso até hoje ou se vai abrir para outra situação como a de capital privada, salientando que “esta é uma decisão urgente e necessária”.

Fernando Mendonça sublinhou que  é preciso gerir com transparência e competência o pouco que existe na empresa, tendo afirmado que acredita que o novo diretor vai conseguir cumprir com essa exigência.

“Se de fato vamos exigir que haja muita competência e transparência na gestão da INACEP, vamos dar também todo o nosso apoio institucional para que isso aconteça”, disse, tendo prometido combater a corrupção e o nepotismo.

Disse que é normal o movimento do pessoal em qualquer instituição, justificando que o responsável pela nomeação pode acreditar que numa certa  pessoa pode-se ter  mais resultados, acrescentando que não quer que a empresa continuasse com o excesso de pessoal ou falta de material de trabalho.

“Já basta estas desculpas. Só é ajudada à pessoa sérias caso contrário não. Se queremos acompanhamento de instituições ou de pessoas temos que ter seriedade na nossa pessoa e nos nossos atos”, frisou.

Assistiram a cerimónia de investidura do novo DG da Inacep EP, os Diretores-gerais de órgãos públicos da comunicação Social, nomeadamente da Agência de Notícias da Guiné (ANG), Salvador Gomes, do Jornal Nô Pintcha, Abduramane Djaló e da Rádio Difusão Nacional (RDN), Mamasaliu Sané. ANG/DMG/ÂC//SG

 

 

Covid-19/China condena decisão de Biden de ordenar investigação à origem do vírus

Bissau, 28 Mai 21 (ANG) - A China criticou quinta-feira o Governo dos Estados Unidos, após o Presidente Joe Biden ter dado 90 dias aos serviços de informação do país para produzir um relatório sobre a origem da pandemia da covid-19.

"Desta vez, os Estados Unidos estão a tentar usar os serviços de informação para conduzir uma alegada investigação, mas a história sombria dos serviços de informação norte-americanos é conhecida há muito pelo mundo", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Zhao Lijian.

"A equipa de investigadores da OMS (Organização Mundial da Saúde) considerou extremamente improvável a teoria de que o vírus (Sars-coV-2, que provoca a doença da covid-19) tenha escapado de um laboratório", apontou, sublinhando que essa "é uma conclusão oficial, formal e científica".

Os primeiros casos de covid-19 foram identificados, no final de 2019, na cidade chinesa de Wuhan, antes de o vírus se espalhar pelo mundo, tornando-se uma pandemia e provocando a morte de cerca de 3,5 milhões de pessoas.

A teoria, descartada pela OMS, de que o vírus vazou de um laboratório na cidade chinesa, voltou a vigorar nas últimas semanas no debate norte-americano, após os serviços de inteligência terem revelado que três pesquisadores do Instituto de Virologia de Wuhan adoeceram, no Outono de 2019, com sintomas semelhantes aos provocados pela covid-19.

Joe Biden lembrou que o trabalho da inteligência norte-americana, que se focou em duas hipóteses - origem animal ou vazamento de laboratório - não permitiu até agora chegar a "uma conclusão definitiva".

"Os Estados Unidos continuarão a trabalhar com os seus parceiros em todo o mundo para pressionar a China a participar de uma investigação internacional completa, transparente e baseada em evidências", acrescentou o presidente norte-americano, lamentando a atitude de Pequim sobre o assunto.

A embaixada chinesa nos Estados Unidos acrescentou que a decisão de Joe Biden constitui "manipulação política".

"Algumas forças políticas ficaram obcecadas com a manipulação política e o jogo da culpa, ignorando a necessidade urgente do seu povo de combater a pandemia e a procura internacional por cooperação nesta frente, que causou a trágica perda de muitas vidas", apontou a embaixada, em comunicado.

"A campanha de difamação e acusação está de volta e a teoria da conspiração sobre uma 'fuga do laboratório' está a ressurgir", observou.

A informação de que três investigadores chineses do Instituto de Virologia de Wuhan adoeceram no Outono de 2019 foi difundida esta semana pelo jornal norte-americano The Wall Street Journal, que citou um relatório entregue ao Departamento de Estado norte-americano pelos serviços de informações.

O documento ressalvou que os sintomas dos investigadores eram também consistentes com doenças sazonais comuns, segundo o jornal.

A China informou a OMS de que o primeiro paciente com sintomas semelhantes aos da covid-19 foi detectado em Wuhan em 8 de Dezembro de 2019.

No entanto, vários epidemiologistas e virologistas acreditam que o novo coronavírus começou a circular na cidade de Wuhan, no centro da China, em Novembro de 2019.

O jornal observou que o Instituto de Virologia de Wuhan não partilhou dados brutos, registos de segurança e laboratoriais sobre o seu extenso trabalho com novos coronavírus detectados em morcegos, que muitos consideram a fonte mais provável do vírus.

O relatório dos serviços de informações dos Estados Unidos considerou mais plausível a teoria de que o vírus terá tido origem natural, a partir do contacto entre animais e seres humanos. No entanto, não excluiu a possibilidade de que a sua disseminação em Wuhan tenha sido resultado de uma fuga acidental do Instituto de Virologia de Wuhan.

A China tem negado repetidamente que o vírus tenha escapado de um dos seus laboratórios.ANG/Angop

 

 

                      
                 Função Pública
/ UNTG entrega novo Pré-aviso de greve

Bissau, 28 Mai 21 (ANG) - A União Nacional dos Trabalhadores da Guiné-Bissau (UNTG) entregou ao Governo um novo pré-aviso de greve na Função Pública para o mês de junho, disse quinta-feira o secretário-geral da central sindical, Júlio Mendonça.

A UNTG tem convocado, desde Dezembro, ondas de greves gerais na função pública, reivindicando   melhoria de condições laborais e o aumento do salário mínimo dos atuais 50.000 francos cfa (76 euros) para o dobro.

O Ministério das Finanças  anunciou na semana passada que condicionou o pagamento de salários de funcionários de vários ministérios ao desconto de faltas dadas por funcionários que observam a greve desde Dezembro.

"Agora complicou-se, porque passamos também a exigir o pagamento de todos os salários em atraso devidos aos funcionários públicos", afirmou o secretário-geral da UNTG, salientando que em 2003, por exemplo, estiveram sem receber durante nove meses.

Segundo Júlio Mendonça, na adenda ao memorando de entendimento, assinada em Março de 2020 com o Governo está acordado o "pagamento dessas dívidas faseadamente e que nunca foram pagas".

O pré-aviso de greve compreende o período entre 01 e 20 de junho.ANG/Lusa

 

Era colonial/Alemanha admite pela primeira vez ter cometido genocídio na Namíbia

Bissau, 28 Mai 21(ANG) – A Alemanha admitiu hoje pela primeira vez ter cometido “genocídio” contra as populações de etnia herero e nama, na Namíbia, durante a era colonial e vai pagar ao país mais mil milhões euros em ajudas ao desenvolvimento.


Em comunicado, o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Heiko Maas, saudou um “acordo” com a Namíbia, após mais de cinco anos de duras negociações sobre os acontecimentos ocorridos neste território africano colonizado pela Alemanha entre 1884 e 1915.

Os colonos alemães mataram dezenas de milhares de herero e nama em massacres entre 1904 e 1908, considerados por historiadores como o primeiro genocídio do século XX.

“À luz da responsabilidade histórica e moral da Alemanha, vamos pedir perdão à Namíbia e aos descendentes das vítimas pelas atrocidades cometidas”, disse o ministro.

Num “gesto de reconhecimento do imenso sofrimento infligido às vítimas, a Alemanha vai apoiar na reconstrução e desenvolvimento da Namíbia através de um programa financeiro de 1,1 mil milhões de euros”, acrescentou.

O ministro especificou que não se trata de indemnização de base jurídica e que esse reconhecimento não abre caminho a qualquer “pedido judicial de indemnização”.

Esse valor será pago num período de 30 anos, segundo fontes próximas das negociações, e deve beneficiar principalmente os descendentes dessas duas etnias.

“Não podemos traçar um limite com o passado. O reconhecimento da culpa e o pedido de perdão são, porém, um passo importante para superar o passado e construir juntos o futuro”, disse o ministro.

Num desejo de reconciliação, em 2019 a Alemanha entregou à Namíbia os ossos de membros das tribos exterminadas herero e nama.

Um gesto considerado claramente insuficiente pelos descendentes e pelas autoridades namibianas que exigiram um pedido oficial de desculpas e indemnizações.

A Alemanha opôs-se repetidamente a isso, citando os milhões de euros em ajudas ao desenvolvimento concedidas à Namíbia desde a sua independência em 1990.

As tribos herero representam agora cerca de 7% da população da Namíbia, em comparação com os 40% no início do século XX.

A Alemanha e a Namíbia têm estado em conversações desde 2015 sobre a revisão das atrocidades cometidas pelo Império Alemão durante o período colonial e possíveis compensações.

A ocupação alemã de territórios actualmente pertencentes à Namíbia teve lugar entre 1884 e 1915.

A 12 de Janeiro de 1904 houve uma primeira revolta dos herero contra o domínio colonial alemão, seguida, em Outubro, pela revolta da população nama.

Estima-se que os soldados do imperador Guilherme II tenham exterminado 65.000 hereros de uma população de 80.000 e pelo menos 10.000 dos 20.000 nama.

Em Novembro de 2019, o parlamento alemão usou pela primeira vez a palavra “genocídio” para se referir a este massacre e o negociador alemão, Ruprecht Polenz, adiantou que o acordo com a Namíbia estava próximo.ANG/Inforpress/Lusa

 

 

 

Política/Quadros Técnicos do MADEM G15 exigem abandono do partido à coligação  governamental dentro de 72 horas

Bissau,28 Mai 21(ANG) – Os quadros técnicos do Movimento para Alternância Democrátrica(Madem G15), exigiram esta sexta-feira a Direcção Superior do partido que abandone a  actual coligação governamental  que suporta o Governo liderado por Nuno Gomes Nabiam dentro 72 horas.

A exigência foi feita através de uma conferência de imprensa, pelo secretário nacional dos quadros técnicos do Madem G15, Aliu Cassamá.

Na ocasião, Cassamá justificou a decisão com alegações de que o partido esta a perder, aos ,poucos, o espaço privilegiado que ocupa na aliança política que suporta a nova maioria na Assembleia Nacional Popular e no governo.

“Desde a formação do Governo  depois das eleições presidenciais de Dezembro de 2019,  o Madem G15, em nome de estabilidade política e paz social, aceitou o número de pastas ministeriais que lhe foi atribuído, em resultado dos acordos assinados para viabilizar o executivo de Nuno Nabiam”, referiu.

Aliu Cassama disse que, o Madem G15 sempre cumpriu as orientações do seu coordenador Braima Camará no sentido de  aceitar os sacrifícios de forma a salvaguardar a estabilidade da coligação.

“Mas, o que viemos a constatar é que, de facto, os representantes do Madem G 15 no Governo estão a perder espaços e protagonismo, na qualidade do maior partido dentro da coligação que sustenta o Governo”, disse.

Acrescentou que há bem pouco tempo, antes da remodelação governamental, os dirigentes do Madem G15 esperavam manter com as pastas governamentais anteriormente ocupadas, o que não veio a acontecer tendo sido subtraído ao partido dois pelouros.

“Como se isso não bastasse, constatamos a tomada de várias decisões ao nível do Governo sem uma prévia consulta ao partido, em particular ao seu coordenador Braima Camará”, disse.

Aquele responsável sublinhou que após uma ronda de auscultações levadas a cabo junto das estruturas de base do partido, no Sector Autónimo de Bissau, constaram que os militantes do partido estão com mágoa e a sofrer com essas situações, “porque o Madem G15 nem sequer conseguiu dar bolsas de estudos para a sua juventude”.

Disse que o conjunto dessas situações
está a criar um mal estar dentro do partido, acrescentando que não podem fazer parte de uma estrutura tão importante no partido, para estarem calados e impávidos a verem situações do género a acontecer.

Cassamá acusou a Direcção Superior do Madem G15, e o  seu coordenador, Braima Camará de  serem os culpados por tudo o que estão a enfrentar nesse momento, acrescentando que “as pessoas estão a abusar da passividade e bom senso de Braima Camará”.

Perguntado  se já informaram aos órgãos superiores do partido sobre a exigência de abandonar a coligação que suporta o  executivo de Nuno Gomes Nabiam, o secretário nacional dos Quadros do Madem G15, disse que sim, e que já esgotaram todas as formalidades nesse sentido.ANG/ÂC//SG

 

 

 

 

Comunicação social/Ministro promete encaminhar os processos da efetivação dos estagiários para a Função Pública

Bissau, 28 Mai 21 (ANG) – O ministro da Comunicação Social (MCS), prometeu encaminhar brevemente os processos de efectivação dos  estagiários afectos aos órgãos públicos ao Ministério da Função Pública.

Fernando Mendonça, falava  à imprensa após uma visita que efectuou hoje à Televisão da Guiné-Bissau (TGB) e a Rádio Difusão Nacional (RDN).

Mendonça mostrou-se satisfeito com a nova dinâmica que o actual Director Geral daquela estação televisiva Amadu Djamanca está a levar a cabo, e aproveitou o momento também para elogiar um bom entendimento constactado entre a actual Direcção e o Sindicato de Base dos Trabalhadores da TGB..

O governante  aconselhou aos Sindicatos de Base da TGB e RDN  para evitarem da greve como forma de  bloquear
as instituições.

“Não digo que os funcionários não têm direito de ir à greve para chamar atenção ao patronato, caso algo não esteja a andar bem., Aí compreenderemos  que há necessidade sim de vocês irem à greve. A nossa responsabilidade é negociar e tentar cumprir  as vossas exigências”, disse o ministro da Comunicação Social.

Segundo Fernando Mendonça  as greves estão ser utilizadas de forma exagerada para prejudicar o país. ANG/LLA/ÂC//SG  

   

 

quinta-feira, 27 de maio de 2021

   Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)


Dia Nacional da Música/Músico João Cornélio diz que a efeméride deve servir para pensar José Carlos Schwars

Bissau 27 Mai 21 (ANG) – O músico nacional João Cornélio Gomes Correia afirmou hoje que o Dia Nacional da Música, 27 de Maio, data em que faleceu o pioneiro da música moderna guineense, José Carlos Schwarts deve servir de reflexão para todos os músicos da Guiné-Bissau.

O ex-Director-geral da Cultura, numa entrevista exclusiva à ANG, no dia em que o país assinala mais um ano do desaparecimento físico do músico, disse que, o que José Carlos e os colegas nomeadamente Ernesto Dabo, Aliu Bari e outros fizeram para a revolucionar a musica guineense mereciam uma grande homenagem por parte dos músicos e não só .

“O José não era apenas o músico, mas também poeta, politico e combatente da liberdade da pátria, daí que deve, sempre, ser recordado com grandes eventos para fazer os mais jovens saber quem foi este grande homem e segui-lo como sendo uma referência”, sublinhou.

Cornélio Gomes Correia disse que José Carlos morreu tão novo, com 27 anos de idade, mas que deixou grandes obras ou seja “como dizia o poeta Fernando Pessoa,  o homem morre a obra nasce”.

Para o músico, o sentido das composições musicais de José Carlos não correspondia com a de alguém com a  sua idade, e  o exemplo dele deve servir para inspirar os mais novos.

Gomes Correia frisou que deve-se fazer um esforço para se voltar às origens ou seja aos anos 70 e 80 , em que a música estava no seu apogeu, uma vez que, diz Cornélio, existia orquestras musicais por todos os lados do país e possuíam a sua autonomia financeira, sem depender do Estado.

João Cornélio considerou José Carlos de um génio e que os seus feitos deviam ser ensinados nas escolas, enquanto património cultural e material para orientar os mais novos.

Segundo ele, apesar de a força dos músicos não ser relevante, está-se a  tentar  criar uma Escola de Música, como no passado.

Correia considera uma vergonha o facto de o país não dispor   de nenhuma sala de espetáculos, salientando que o Espaço Lenox  e outros locais onde fazem shows representam uma alternativa e não espaços próprios.

Para Cornélio Correia entre os sectores que mais evoluíram no país está a área da música, não obstante a inexistência de uma escola, nem lojas de venda de  de instrumentos musicais.

“Mesmo com essas vicissitudes houve uma revolução e os músicos da nova geração estão a revelar-se muito bem, não ficamos para trás em relação aos cantores de outras paradas do mundo”, disse .

Cornélio Correia disse que tudo isso já foi demostrado e confirmado com a recepção de  músicos estrangeiros que fizeram shows no Estadio 24 de Setembro onde houve muita presença do público, mas que nenhum deles encheu aquele lugar como os artistas nacionais,  casos de Charbel Pinto, As One, Klash, Justino Delgado, Rui Sangara, Eric Daro, o que, segundo Correia, demonstra  que o público guineense está com os artistas nacionais.

“Têm qualidades e valores por isso merecem apoio e atenção do Governo, que deve criar instrumentos que protegem as obras dos artistas, e leis sobre a pirataria ajudando artistas a viverem do seu trabalho como acontece em outros países do mundo”, enalteceu.

Para o músico a importância da área da cultura e desportiva deve passar de discursos à prática e como sendo elementos fundamentais da unidade nacional devem ser priorizados com investimentos sérios, porque “quando a cultura e o desporto nos une só há uma Nação, um povo, todos comem num só cabaz ninguém lembra se é do partido azul ou branco”.

O antigo DG da Cultura diz que  apesar da sua importância, a cultura é simplesmente posta de lado, acrescentando que exemplo disso é que até agora não existe uma sede da Cultura, volvidos vários anos de  independência.

Disse que não foi por isso que José Carlos e seus camaradas batalharam enquanto Combatentes da Liberdade da Pátria, uma vez que usaram a música como arma de mobilização ou seja, o crioulo em que cantavam, para passar as mensagens não era compreendida pelos colonialistas portugueses, o que terá ajudado na consciencialização da população sobre a necessidade de se lutar para se obter a liberdade.

Gomes Correia referiu que já se passaram 44 anos anos desde a  morte de José Carlos mas que a sua música  se mantém actual como nunca  e que, se estivesse vivo, teria 71 anos de vida e obra daquele que foi músico, poeta, politico e Combatente da Liberdade da Pátria.

“Apesar de morrer muito novo a sua maturidade não tinha nada a ver com a sua idade. Ele era um Génio", vincou João Cornélio Gomes Correia.ANG/MSC/AC//SG

 

 

 

Saúde pública/ANAPROFARM aconselha associados para não adquirirem medicamentos junto das entidades não autorizadas para a venda

Bissau,27 Mai 21(ANG) – O Presidente da Associação Nacional dos Proprietários das Farmácias aconselhou aos seus associados a se abdicarem de adquirir medicamentos na posse de instituições  não autorizadas para a sua venda.

Abdalla Hi Salum em declarações exclusivas à ANG, disse que é condenável pela lei, uma empresa que não é grossista de venda de medicamentos estar a importar e a comercializar  medicamentos.

“Existe o caso da Farmácia SS que nunca chegou de concorrer para a licença de operadora grossista de comercialização de medicamentos e que agora é permitida exercer actividades de venda de medicamentos de proveniência e qualidade duvidosa”, revelou.

Perguntado sobre em que circunstâncias a Farmácia “SS” entrou como grossista de venda de medicamentos sem passar por um concurso, Abdalla Salum disse que a Anaprofarm pediu  explicações às autoridades competentes e a resposta que tiveram é de que  a referida Farmácia teve  autorização para importar apenas 20 contentores de medicamentos.

“Mesmo assim ficamos indignados com a situação porque não podem conceder autorização para importar essa quantidade de medicamentos. No mínimo, podiam autorizar apenas um ou dois contentores para o seu consumo, mas a quantia superior significa permitir-lhe fazer a venda a grosso, o que não é normal”, criticou.

O Presidente da Anaprofarm disse contudo estar esperançado de que o novo ministro de Saúde irá tomar medidas para sanear essa situação que diz ser ilegal.

Adiantou  que existem outras instituições que importam medicamentos utilizando as licenças da  Central de Comercialização de Medicamentos Essenciais(CECOMES), que já deixou de operar como grossista de medicamentos, há muitos anos.

Abordado sobre o que essa situação pode acarretar para a saúde das populações, Abdalla Salum disse que, em muitas ocasiões, as pessoas queixam-se de ter tomado um certo medicamento e não surtiu efeitos na sua saúde, acrescentando que isso é motivada pela venda de medicamentos duvidosos, cujos nomes são falsificados.

Disse  que os medicamentos a serem vendidos no país devem ser idênticos
aos do   Senegal, Gâmbia, Guiné-Conacri ou  outros países.ANG/ÂC//SG