quinta-feira, 5 de maio de 2022

10º Congresso Médicos CPLP/Ministro da Saúde defende que o país precisa de parceiros para colmatar  problemas que o sector enfrenta

Bissau, 05 Mai 22 (ANG) – O ministro da Saúde Pública (MSP) defendeu hoje  que país precisa de parceiros da comunidade lusófona, de que faz parte, para ultrapassar as dificuldades  que o  sector da Saúde Pública enfrenta.

Dionísio Cumba falava, hoje , na cerimónia de encerramento de 10º Congresso de Comunidade Médica de Lingua Portuguêsa que decorria sob o lema: “Saúde Lusofona No Pôs-Pandemia-2022, desde quarta-feira, em Bissau.

O governante disse que, apesar de a Guiné-Bissau ser  um país que precisa de apoio de seus parceiros do sector para evoluir, também tem trabalhado para acompanhar a evolução mundial da saúde pública.

“O país vai precisar de apoios dos médicos da comunidade para melhorar as diferentes áreas, e sobretudo para especialização dos seus técnicos”, disse Cumba.

Segundo o ministro da Saúde Pública, o Governo da Guiné-Bissau, está  a trabalhar num projecto para o reforço da capacidade humana, apos ter feito uma intervenção  na recuperação da estrutura do maior Centro Hospitalar do país, que entretanto, segundo Dionísio Cumba, ainda precisa ter serviços melhorados nas mesmas estruturas.

Cumba aproveitou o momento para convidar os técnicos de saúde da comunidade lusófona presentes no congresso para visitarem sempre o país e prestarem apoios necessários.

Por seu turno, o Alto Comissariado para a Covid-19, Tumane Baldé advertiu aos participantes que, constituindo uma família lusófona, uma das obrigatoriedades de todos é manter o espaço e unir os respetivos  povos, para o bem dos seus filhos, e para que a língua portuguêsa e a cultura lusófona sejam, daqui a mil anos,  presentes.

“E para que isso aconteça, os mais fortes dentro da comunidade, têm um papel importante de ajudar os mais fracos”, referiu Tumane Baldé.

Segundo  a médica cirurgiã, dentista e especialista em emplante dentária, Elizabete Augusto Lé,  as conclusões e recomendações adoptadas durante dois dias do congresso, têm a ver com a capacitação dos técnicos de saúde guineense , nos próximos tempos.

Decidiu-se, segundo ela, o reforço de treinamentos do pessoal médico, em diversas áreas em que a Guiné-Bissau se ressente de maiores carências.

Durante dois dias de congresso foram debatidos temas como saúde Lusófona-Pós-Pandemia, violência no exercício da medicina, língua como factor de coesão e a capacitação e o desenvolvimento do capital humano, entre outros.

Participaram no evento, Bastonários da Ordem de Médicos dos Países de Língua Portuguesa,  Directores dos hospitais e representantes de Organismos Internacionais.ANG/LLA/ÂC//SG  

       

CPLP/Processo de ractificação do acordo de mobilidade se espera concluído “muito em breve” – secretário executivo

Bissau, 05 Mai 22(ANG) – O Acordo sobre a Mobilidade na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) é um processo cujo ractificação se espera concluído em todos os Estados-membros “muito em breve”, prespectivou o secretário executivo da organização, Zacarias Costa.

À Inforpress, em Lisboa, no âmbito do Dia Mundial da Língua Portuguesa, hoje assinalado, sob o lema “Cultura, Língua, Economia, Ciência e Inovação para o Desenvolvimento Sustentável”, o responsável sublinhou que a língua portuguesa é a matriz fundacional da CPLP.

Segundo ele, o português afirma-se como uma língua comunicação global e está entre a quarta e a quinta línguas mais faladas no mundo, é a primeira língua no hemisfério Sul, a sua utilização na Internet está em “franca ascensão”, e é a língua oficial ou de trabalho em mais de 30 organizações internacionais.

“É igualmente importante referir que a adopção do Acordo sobre a Mobilidade na CPLP, cujo processo de ratificação se espera concluído em todos os Estados-membros muito em breve, permite estabelecer mecanismos facilitados de circulação para determinadas categorias de pessoas, como estudantes, docentes, empresários ou agentes culturais, contribuindo para o reforço do sentimento de pertença e para a circulação de pessoas e de ideias”, assegurou.

Para Zacarias Costa, a pertença dos Estados-membros a regiões geográficas distintas, em processos de integração económica, oferece também à CPLP a possibilidade de se estabelecer como uma plataforma estratégica de concertação pluricontinental, que se estende do Atlântico ao Pacífico, propiciando mais oportunidades de cooperação, de negócios e investimento.

A par com motivações diplomáticas, culturais e até por via das comunidades na diáspora, o secretário executivo entende que os observadores associados veem a CPLP como uma “potencial plataforma facilitadora” de parcerias económicas, cabendo também à organização, desenvolver os instrumentos que permitam “tirar maior partido dessa atractividade” da organização.

Zacarias Costa lembrou que na Cimeira de Luanda, em Julho de 2021, a CPLP decidiu a criação de um novo objectivo geral, de cooperação económica, assumindo este sector como uma prioridade para o mandato da presidência angolana (2021-2023), juntando-se aos objectivos gerais consagrados da concertação político-diplomática, da promoção e difusão da língua portuguesa e da cooperação.

“Estamos a dar passos importantes para consolidar uma acção concertada e estratégica nesse sentido, pois, a implementação do objectivo geral de cooperação económica requer a afirmação da CPLP enquanto um espaço de convergência ao nível do quadro regulatório, mais competitivo na atração de investimento e dinâmico ao nível das trocas comerciais”, frisou.

Desde logo, Zacarias Costa apontou a constituição do Fórum das Agências de Promoção do Comércio e Investimento da CPLP, em Fevereiro, e também, mais recentemente, no dia 29 de Abril, a Reunião Ministerial Tripartida Economia, Comércio e Finanças, que aprovou a “Agenda Estratégica para a consolidação da cooperação económica na CPLP 2022-2027”.

Neste documento, conforme o secretário executivo da CPLP, os ministros apontaram novos caminhos para a acção multilateral com vista a reforçar iniciativas já em curso em matéria de promoção do comércio e investimento, da capacitação institucional e empresarial, da melhoria dos mecanismos de financiamento e de apoio à internacionalização, bem como do reforço da competitividade e dos sistemas de propriedade industrial.

O Acordo sobre a Mobilidade define que a mobilidade na CPLP abrange os titulares de passaportes diplomáticos, oficiais, especiais e de serviço e os passaportes ordinários.

A questão da facilitação da circulação tem vindo a ser debatida na CPLP há cerca de duas décadas, mas teve um maior impulso com uma proposta mais concreta apresentada por Portugal na cimeira de Brasília, em 2016, e tornou-se a prioridade da presidência rotativa de Cabo Verde, de 2018 a 2021.

O acordo de mobilidade já foi ratificado por Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Portugal, Moçambique, Timor-Leste e São Tomé e Príncipe. O processo está por concluir em Angola – onde já foi aprovado pelo parlamento -, e Guiné Equatorial.

ANG/Inforpress/Fim

 

Saúde/”A Inspecção Geral de Saúde não interfere na fixação de preços de medicamentos”, diz Benjamim Lourenço Dias

Bissau,05 Mai 22(ANG) – A Inspecção Geral de Saúde Pública não tem competência para  determinar os  preços de medicamentos que se comercializam nas farmácias, afirnou Benjamim Lourenço Dias, Inspector-geral.

Em entrevista exclusiva à ANG, sobre a falta de uniformização de preços de medicamentos em diferentes farmácias do país,Benjamim Dias  disse que essa competência é do Governo.

Aquele responsável disse que a missão da Inspecção Geral é de controlar e fiscalizar o que foi decidido pelo Governo ou qualquer outro serviço público ligada ao sector de saúde.

“É o Governo a quem compete definir a política de margem de preços, mas trata-se, de facto, de  uma preocupação da Inspecção Geral tendo em conta, as várias queixas que recebemos”, sublinhou.

A título de exemplo, Benjamin Lourenço Dias revelou que receberam queixa de um cidadão, que  comprou um medicamento no Senegal, no valor de três mil francos CFA e quando o referido medicamento esgotou, recorreu à uma farmácia aqui no país e disseram-lhe que o mesmo medicamento custa 15 mil francos CFA.

“Essa situação é lamentável, mas não existe nenhuma instituição para controlar os preços de medicamentos, porque não existe a política de margem de preços no país, à semelhança do que muitos países fazem”, disse.

O Inspector Geral da Saúde Pública afirmou que, é urgente adoptar uma  política de preços de medicamentos que se pratica nas famácias, frisando, a título de exemplo, que o preço de compra de um Paracetamol em Dacar é o mesmo que em Ziguinchor.

“Por isso entendemos que é urgente a harmonização de preços de medicamentos em todas as farmácias do país para o bem das populações”, disse Benjamin Lourenço Dias.ANG/ÂC//SG

Covid-19/Linhagens BA.4 e BA.5 da Ómicron na origem de nova vaga na África do Sul

Bissau,05 Mai 22(ANG) – As linhagens BA.4 e BA.5 da variante Ómicron, cuja virulência ainda está a ser determinada, estão a causar a nova vaga da pandemia de covid-19 na África do Sul, informou quarta-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Os cientistas sul-africanos que identificaram a Ómicron no final do ano passado reportaram duas outras linhagens, BA.4 e BA.5, como causadoras de um pico de casos na África do Sul”, disse o director-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em conferência de imprensa.

Segundo os últimos dados do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), a BA.5 regista uma frequência crescente em Portugal, tendo atingido os 4% nas amostras analisadas a nível nacional, circulando com maior intensidade nas regiões Norte, Centro e Alentejo, não tendo sido detectado qualquer caso BA.4 em Portugal.

“É muito cedo para saber se estas novas subvariantes podem causar formas mais graves da doença do que outras” já conhecidas, mas os primeiros dados sugerem que a vacina contra a covid-19 continua a oferecer uma boa protecção contra formas graves da doença e a reduzir o risco de morte, adiantou Tedros Adhanom Ghebreyesus.

A África do Sul, o país mais afectado pela covid-19 no continente africano, entrou numa nova onda de pandemia, alertou no final de Abril o Centro de Inovação e Resposta Epidémica (CERI).

O país, onde menos de 45% da população adulta está totalmente vacinada, tinha registado no início de Março um período de 48 horas sem mortes relacionadas com covid-19, o primeiro desde 2020.

“A melhor forma de proteger a população continua a ser a vacinação, bem como as medidas sociais e de saúde pública comprovadas”, reafirmou o responsável da OMS, adiantando que a organização registou mais de 6,2 milhões de mortes em todo o mundo desde o início da pandemia.

Na conferência de imprensa de hoje, Tedros Adhanom Ghebreyesus avançou que, globalmente, o número de casos e mortes de covid-19 continua a diminuir, com os óbitos semanais a registarem o nível mais baixo desde Março de 2020.

No entanto, a nível regional, a OMS alertou que se está a assistir a um aumento dos casos nos continentes africano e americano, impulsionado pelas linhagens da variante Ómicron do coronavírus SARS-CoV-2.

O director-geral da OMS lamentou ainda a redução da testagem em alguns países que impede a monitorização da evolução do vírus e obriga a OMS a avaliar “cegamente” a pandemia.

“As subvariantes BA.4 e BA.5 foram identificadas porque a África do Sul ainda está a realizar a sequência genética (do vírus) que outros países deixaram de fazer”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus.

ANG/Inforpress/Lusa

 

      Desporto-futebol/ Benfica assume comando isolado da Guinees-Liga

Bissau, 05 Mai 22 (ANG) – O Sport Bissau e Benfica, derrotou por 1-0, os Portos de Bissau e beneficiou do  empate a 0-0, do seu perseguidor directo o Sporting Clube da Guiné-Bissau contra a UDIB para se isolar do comando da Guinees-Liga,na 16ª jornada da 2ª volta.

Eis os resultados dos restantes encontros da mesma jornada:

Cupelum FC -4/SC de Bafatá-1, AR. de Nhacra-2/FC de Pelundo-2, Académica de Bissorã-0/Flm de Pefiné-0, Massaf de Cacine-2/Os Balantas de Mansoa-3, FC de Sonaco-2/FC de Canchungo-0, Binar FC-0/FC de Cuntum-2.

Eis a tabela classificativa após a 16ª jornada:

1º - Sport Bissau e Benfica- 34 pts

2º - Sporting Clube da Guiné-Bissau – 32 pts

3º - FC de Canchungo- 28 pts

4º - FC de Sonaco- 28 pts

5º -FC de Cuntum – 27 pts

6º - UDIB – 25 pts

7º - AC Bissorã – 24 pts

8º - Mas.Cacine – 19 pts

9º - Flam de Pefine – 18 pts

10º - Bal. Mansoa – 17 pts

11º - FC de Pelundo – 17 pts

12º - AR.de Nhacra – 16 pts

13º - Cupelum FC – 16 pts

14º – Sporting Clube de Bafatá – 16 pts

15º - Portos de Bissau – 13 pts

16º- Binar – 12 pts

Para a 17ª jornada, estão previstos os seguintes encontros: Sporting Clube da Guiné-Bissau/Atletico de Bissorã, FC de Pelundo/UDIB, SC de Bafatá/Arados de Nhacra, CF Os Balantas de Mansoa/Cupelum FC, FC de Cuntum/FC de Sonaco, Flamengo de Pefine/Sport Bissau e Benfica, FC de Canchungo/Binar FC, Portos de Bissau/Massf de Cacine.ANG/LLA//SG

 

 

    Moscovo/Kremlin diz que novas sanções da UE são "faca de dois gumes"

Bissau, 05 Mai 22 (ANG) - O Kremlin comentou quarta-feira o novo pacote de sanções que a União Europeia (UE) procura impor a Moscovo nos próximos dias, que prevê deixar progressivamente até final do ano de comprar petróleo russo, afirmando que se trata de "uma faca de dois gumes".

"Em geral, se falarmos de sanções, tanto norte-americanas como europeias e de outros países, elas são uma faca de dois gumes", afirmou o porta-voz da Presidência russa, Dmitry Peskov, na sua conferência de imprensa diária.

Acrescentou que os países ocidentais são obrigados a "pagar um preço elevado" por tentativas de "prejudicar" a Rússia através das restrições impostas.

"O custo destas sanções para os cidadãos europeus aumentará a cada dia", sublinhou.

O representante do Kremlin assinalou que "neste momento, tratam-se de planos" e que "a discussão continua", adiantando que Moscovo está "atento e avaliará várias opções" para responder ao sexto pacote de sanções.

Depois do embargo ao carvão que já está em curso, Bruxelas aponta desta vez para o petróleo, que a UE compra à Rússia, no valor de 74 mil milhões em 2021, e que os 27 querem deixar de importar progressivamente até ao final do ano.

A UE pretende também desligar do sistema de mensagens financeiras SWIFT o banco russo Sberbank, a mais importante entidade bancária do país que representa 37% do sistema financeiro russo, e outros dois bancos de média dimensão.

Além disso, está a ser estudada a suspensão das emissões na União Europeia de três canais de televisão russos que, segundo Bruxelas, se dedicam a replicar "desinformação e mentiras" do Governo russo sobre a Ucrânia.

A Comissão Europeia (CE) propôs quarta-feira um sexto pacote de sanções contra a Rússia, que inclui pela primeira vez deixar de comprar petróleo russo, embora considerando aplicar este corte gradualmente até final do ano e podendo haver excepções para a Hungria e à Eslováquia.

A guerra na Ucrânia expôs a excessiva dependência energética da UE face à Rússia, que é responsável por cerca de 45% das importações de gás e de carvão europeias e também de 25% do petróleo importado pelos 27.ANG/Angop

 

        Política/Líder do PAD manifesta solidariedade ao Presidente Sissoco

Bissau, 05 Mai 22(ANG) – O líder do Partido Africano de Desenvolvimento(PAD) manifestou  quarta-feira ao predidente da República a  solidarieade desta formação política  devido a tentativa de golpe de Estado, ocorrida no pasado dia 01 de Fevereiro.

“Também vim solidarizar e  condenar  a  alegada tentativa de golpe de Estado de 1 de fevereiro deste ano, que é considerado como um ato anti-democrático,”, disse Adulai Pate Jaló à saída do encontro como Umaro Sissoco Embaló.

Adulai Paté afirmou que seu partido pugna pela alternância democrática nas urnas não pela via das armas e apelou à todos para se pautarem pela democracia e civismo.

Enalteceu o emprenho de Umaro Sissoco Embaló no combate ao narcotráfico na Guiné-Bissau e nas movimentações diplomáticas a nível internacional. ANG/JD/ÂC//SG

 

 

 

Burundi-Rwanda/ Normalização das relações deve incluir entrega de golpistas a Bujumbura

Bissau, 05 Mai 22 (ANG) – O governo do Burundi anunciou na quarta-feira,  que o processo de normalização das relações com o Rwanda avança normalmente.

Aspecto de manifestação em Burundi

A declaração foi feita por Albert Shingiro, ministro burundes dos Negócios estrangeiros, cooperação e desenvolvimento, quando apresentava o balanço das realizações trimestrais.

No entanto, precisou que o único ponto de discórdia é o contencioso de 2015. “ Queremos, num espírito de compromisso e  confiança mútua, liquidar definitivamente este problema”, disse, citado pela AA.

Sublinhou a questão do repatriamento dos golpistas que fugiram para Kigali, devendo ser entregues a Justiça burundesa, como pendendo ser o catalisador e uma viragem na normalização da cooperação entre os dois países.

As relações entre o Rwanda e o Burundi deterioraram-se desde Abril de 2015, na sequência da contestação contra o terceiro mandato do então Presidente Pierre Nkurunziza, falecido em 2020.

O Burundi acusava o Rwanda de albergar os seus opositores, dos quais os golpistas autores da tentativa de 13 de Maio de 2015, enquanto Kigali acusa Bujumbura de colaborar com os rebeldes das Forças Democráticas de Libertação do Ruanda (FDLR) conhecidos como tendo cometido genocídio contra os tutsis, em 1994. ANG/Angop

 

Política/"CEDEAO foi induzida à tomar decisão de enviar forças de segurança à Guiné-Bissau", diz o presidente do PAIGC

Bissau, 05 Mai 22 (ANG) ˗ O líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) disse que a CEDEAO foi induzida a tomar a decisão de enviar tropas à Guiné˗Bissau porque comprou a versão de que o acontecimento do passado dia 01 de Fevereiro, do ano corrente, tratava˗se, de fato, de um golpe de Estado.

Domingos Simões Pereira falava quinta-feira à imprensa após a conferência de imprensa do Espaço de Concertação dos Partidos Democrático.

"Tratando-se de um golpe de Estado eventualmente estária a envolver militares guineenses e por isso a CEDEAO venha garantir a estabilização interna e como é que isso se combina com o pronunciamento do próprio Umaro Sissoco Embaló, dizendo que isso não tinha envolvimento de nenhum militar, ou seja estamos num carocel de hipóteses, de teses, de afirmações e de contra informações que não pacificam o espírito do povo guineense”, disse.

Simões Pereira acrescentou: “sentiram na necessidade de não só pronunciamos para que os guineenses compreendam o que está em causa, mas chamar atenção de CEDEAO para necessidade de parar e repensar o seu posicionamento e em função disso corrigir seu erro que já está a cometer”.

Segundo salientou , o erro crucial que está a acontecer é já ter a presença de forças no território da Guiné-Bissau sem que tenham um mandato.

Para o presidente dos libertadores, este fato à luz do direito internacional configura uma invasão e Simões Pereira diz não querer  acreditar que a CEDEAO quer ser reconhecida como um invasor dentro da Guiné-Bissau.

Questionado se a vinda de forças tem a ver com algum interesse no país, disse que é evidente e que todos acompanharam quando o ministro senegalês afirmou que havia um acordo entre dois presidentes para exploração dos recursos minerais, nomeadamente do petróleo, afirmação que o presidente da República dissera que não corresponde à verdade.

ʺQuando o documento foi apresentado na Assembleia da República senegalesa já não havia como esconder e o presidente da República vinha a dizer que não tinha obrigação de apresentar o acordo  a Assembleia Nacional Popular, que depois reuniu-se, e de forma unânime, os deputados rejeitaram esse acordo”, explicou.

Domingos Simões Pereira disse que o povo guineense tem que considerar que a criação de um cordão de segurança no território da Guiné-Bissau pode estar relacionada   a intenção de proteger quem quer, à força, aplicar uma lei que a Assembleia Nacional Popular rejeitou.

“Todos os partidos, em conjunto, devem exigir que essa decisão da ANP seja respeitada e aplicada”, disse. ANG/MI/ÂC//SG

Moscovo/Rússia realiza exercício militar com disparo simulado de mísseis nucleares – governo

Bissau, 05 Mai 22 (ANG) – O Exército russo realizou um exercício militar onde simulou o disparo de mísseis com capacidade nuclear no enclave russo de Kaliningrado, entre a Polónia e a Lituânia, revelou na quarta-feira o Ministério da Defesa da Rússia.

As manobras militares neste enclave no mar Báltico, entre a Polónia e a Lituânia, países membros da União Europeia (UE), consistiram numa simulação de “lançamentos eletrónicos” de sistemas de mísseis balísticos móveis Iskander, com capacidade nuclear.

Em comunicado, o Ministério da Defesa russo referiu que as forças russas realizaram ataques únicos e múltiplos contra alvos que simulavam zonas de lançamento de sistemas de mísseis, aeródromos, infraestruturas protegidas, equipamento militar e postos de comando de um inimigo fictício.

Após terem efetuado os disparos “eletrónicos”, os militares realizaram uma manobra de mudança de posição, de forma a evitar “um possível ataque de retaliação”, pode ler-se.

As unidades de combate também praticavam “operações em condições de radiação e contaminação química”.

O exercício militar envolveu mais de 100 soldados, acrescentou Moscovo.

O anúncio deste teste militar ocorreu no 70.º dia da invasão russa da Ucrânia, que já resultou em milhares de mortos e causou a maior crise de refugiados na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, com mais de 13 milhões de pessoas deslocadas.

Desde o início da “operação militar” que o Presidente russo, Vladimir Putin, tem produzido ameaças onde sugere estar disposto a implantar armas nucleares táticas.

A Rússia colocou, de resto, as suas forças nucleares em alerta máximo logo após enviar tropas para a Ucrânia, em 24 de fevereiro.

Putin alertou para uma retaliação “rápida como um relâmpago” em caso de intervenção direta do Ocidente no conflito ucraniano.

Segundo observadores, nos últimos dias a televisão estatal russa tentou tornar o uso de armas nucleares mais aceitável para o público.

“Há duas semanas que ouvimos na televisão que os silos nucleares devem ser abertos”, sublinhou na terça-feira Dimitri Muratov, editor de um jornal independente russo e Prémio Nobel da Paz 2021.

A Rússia iniciou na madrugada de 24 de Fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar o país vizinho para segurança da Rússia -, condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e a imposição à Rússia de sanções que atingem praticamente todos os setores, da banca ao desporto.

Cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia, e a guerra, que entrou hoje no 70.º dia, causou até agora a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, mais de 5,5 milhões das quais para os países vizinhos, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que a classifica como a pior crise de refugiados na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A ONU confirmou hoje que 3.238 civis morreram e 3.397 ficaram feridos, sublinhando que os números reais poderão ser muito superiores e só serão conhecidos quando houver acesso a cidades cercadas ou a zonas até agora sob intensos combates.

ANG/Inforpress/Lusa

 

quarta-feira, 4 de maio de 2022

 Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)

Importação de medicamentos/Inspector Geral da Saúde Pública adverte que  o país está a beira de escassez de medicamentos

Bissau,04 Mai 22(ANG) – O Inspector Geral da Saúde Pública afirmou que o país está a beira de escassez de medicamentos devido o termino do prazo  das licenças de importação, atribuídas à duas empresas com base num concurso público, lançado em 2018.

“O Governo lançou em 2018, um concurso público, onde saíram vencedores, dois grossistas de venda de medicamentos, nomeadamente a Guifarma e Saluspharma e neste momento, os prazos das suas licenças de operação terminaram ou seja o concurso é feito de 4 em 4 anos”, explicou Benjamin Lourenço Dias, em entrevista exclusiva hoje à ANG.

Aquele responsável informou que, neste momento, o Ministério de Saúde está a diligenciar para o lançamento de novo concurso e cujo o processo já está muito avançado, restando apenas ultimar os procedimentos normais, de forma a comunicar os interessados em concorrer para o efeito.

“Já estámos perante a escassez de medicamentos no país, por isso deve ser de caracter de urgência, o lançamento do referido concurso de forma a preencher as duas vagas existêntes em termos de importação de medicamentos”, saliento
u.

Benjamin Lourenço Dias frisou que, actualmente, só está a operar no mercado de importação de medicamentos a empresa Aliance Pharma , cuja licença foi emitida em 2021, válida por três anos.

O Inspector Geral da Saúde afirmou que existe ainda a situação da Farmácia Sónia, que não está inserida no grupo de grossistas de venda de medicamentos, mas que foi atribuída uma autorização provisória para importar 20 contentores, acrescentando que essa licença já está na fase final.

“A Farmácia Sónia pode livremente concorrer para prencher as duas vagas de empresas grossistas de importação de medicamentos, assim como a Sofargui e outras”, disse.

Solicitado a reagir ao anúncio de escassez de medicamentos no país, o responsável das Relações Públicas da Farmácia Sónia disse que só dispõe de stock por um período de um à dois meses.

Abdul Malick Camará sublinhou que outro estrangulamento para a importação de medicamentos tem a ver com a guerra na Ucrânia, tendo em conta que a maioria de grossistas adquire os seus produtos na India, China e na Europa.

Disse que a Fármacia Sónia tem  capacidade para  abastecer o país de medicamentos de qualidade e em grande quantidade, se o Governo lhe conceder a licença para o efeito.ANG/ÂC//SG

Política/ECPD exorta CEDEAO ao respeito dos princípios fundamentais que sustentam a organização

Bissau, 04 Mai 22 (ANG) – O Espaço de Concertação dos Partidos Democráticos (ECPD) exortou a CEDEAO o respeito aos princípios fundamentais que sustentam a organização, proclamados no artigo 4º do tratado, nomeadamente a igualdade e interdepedência dos Estados membros, resolução pacífica dos diferendos e respeito, promoção e proteção dos direitos dos povos.

A informação consta no comunicado do ECPD, constituiídos pelo Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde(PAIGC), União para Mudança(UM), Partido da Convergência Democrática(PCD), Partido Socila Democrática(PSD) Movimento Democrático Guineense(MDG) e Movimento Patriótico Guineense(Partido Manifesto de Povo(PMP), à que a ANG teve hoje acesso.

 Na missiva, o Espaço exige que a Assembleia Nacional Popular(ANP) seja ouvida e a sua resolução levada em conta na determinação  do mandato e constituição de qualquer eventual força a estacionar no território nacional.

No comunicado, o ECPD condena o que diz serem sinais de  desprezo e desconsideração à soberania da República da Guiné-Bissau, por parte das entidades promotoras da decisão.

Refere  que a soberania da Guiné-Bissau resulta de sacrefícios  consentidos, incluindo a perda de vidas humanas, por mulheres e homens conscientes do valor da sua liberdade.

Acrescenta que, em consequência e caso a ANP aprove a intenção de enviar uma força de estabilização, que seja excluida a integração de militares dos países limítrofes, para prevenir todos os riscos de interpretação duvidosa dos propósitos e não beliscar  a preservação da boa vizinhança, fraternidade e cooperação  que se deve desenvolver para o reforço das relações propícias  à manutenção da paz, da estabilidade e da segurança na Região.

Por outro lado, o ECPD exorta as instâncias da comunidade internacional, parceira da Guiné-Bissau nomeadamente a CEDEAO, UA, UE, CPLP e a ONU, a consagrarem uma maior atenção à este quadro disponibilizando assistência possivel e necessária para o esclarecimento de todas as situações  prevalecentes.

Ainda em comunicado, o ECPD saudou as Forças Armadas Revolucinárias do Povo manifestando-lhes todo o apoio e solidariedade e encoraja-as a manterem firmes e vigilantes , em defesa da sua honra e do seu juramento.

Encoraja a população guineense no país e na diáspora a se manter vigilante e mobilizada em torno das organizações políticas e da sociedade civil para exigir continuamente a consolidação do Estado de direito Democrático, na Guiné-Bissau, através da preservação das liberdades civis e dos direitos políticos de cidadãos.

Segundo o  ECPD, a primeira entrada de militares estrangeiros no território nacional ocorreu em 1998, por solicitação do então presidente João Bernardo Vieira (Nino) aos vizinhos do Senegal e da Guiné-Conacri, ao abrigo de um presumível acordo para o efeito.

Acrescenta que tal acordo era do desconhecimento geral e que não colheu o aval da Assembleia Nacional Popular (ANP), o que o levou ao  repúdio generalizado da população, e aos “acontecimentos de muito má memória” para o povo guineense, denominados " Guerra de 7 de Junho". ANG/MI/ÂC//SG

Senegal/Presidente Macky Sall diz que redes sociais são um cancro das sociedades modernas

Bissau, 04 Mai 22(ANG) – O Presidente do Senegal, Macky Sall, declarou na terça-feira que “as redes sociais se tornaram um verdadeiro cancro das sociedades modernas” e apelou à sua regulamentação através de uma lei, noticiaram hoje os meios de comunicação locais.

“O próprio Estado empreendeu uma reforma, mas quisemos esperar pelas conclusões [dos assessores de imprensa] para integrar tudo numa lei que terá de ser aprovada para regular as redes sociais e a internet de uma forma séria”, disse Sall durante a cerimónia tradicional de entrega dos cadernos de reclamações dos trabalhadores ao Presidente senegalês.

Argumentou que a regulamentação das redes sociais é necessária por “razões de segurança nacional”, mas também por “respeito pela harmonia nacional” e “pela dignidade do povo”, referindo-se aos insultos “gratuitos” que são feitos através deste canal “sob anonimato”.

“Nenhuma sociedade organizada pode aceitar o que está a acontecer aqui hoje [no Senegal]”, acrescentou.

Coincidindo com o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, Sall, que na sua conta do Twitter prestou homenagem aos jornalistas que promovem a liberdade de expressão, advertiu que 29 jornais e 450 portais de notícias num “pequeno país como o Senegal” é “simplesmente anarquia”, argumentando que ninguém tem tempo para os ler a todos.

As observações do Presidente surgem quando se aproximam as próximas eleições legislativas, marcadas para julho, e as eleições presidenciais de 2024, após a realização de eleições locais em janeiro último, há muito aguardadas após sucessivos adiamentos desde 2019.

O Senegal é conhecido pela sua estabilidade política e alternância democrática e é o único país da África ocidental que não sofreu um golpe de Estado.

Segundo a organização Repórteres Sem Fronteiras, “a consolidação democrática do país e as leis em vigor garantem a liberdade de imprensa”, mas “o pluralismo dos media senegaleses é contrariado pela predominância da política no tratamento da informação, especialmente nos jornais.

ANG/Inforpress/Lusa

 

Vº Congresso UNTG/Candidato Laureano Costa acusa a Comissão Organizadora de estar com rostos virados à candidatura de Júlio Mendonça

Bissau, 04 Mai 22 (ANG) – O candidato ao cargo de  Secretário Geral da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG), acusou hoje a Comissão Organizadora do Vº Congresso da referida organização, de estar a favorecer o candidato cessante Júlio Mendonça.

Laureano Costa que falava à imprensa no acto de lançamento da sua candidatura para o mais alto cargo de Central Sindical UNTG, disse que a Comissão Organizadora do evento, marcado para o dia 10 de mês em curso, tem marcado reuniões secretas com o Secretário-geral Cessante.

Acrescentou  que a mesma Comissão Organizadora atribuiu maior número de delegados aos sindicatos próximos ao candidato Julio Mendonça, em detrimento dos sindicatos que acreditaram no seu projecto,que beneficiaram de menor número de delegados.

“Queremos deixar claro à Comissão Organizadora, que estamos acompanhar de perto todas as manobras que estão tentando fazer neste preciso momento, para facilitar a candidatura de Júlio Mendonça. Pertencemos todos a mesma casa, por isso queremos que tudo corra na base de tranquilidade e honestidade, porque, caso contrásrio, a nossa candidatura não vai reconhecer nenhum resultado fabricado e que não veio de vontade dos delegados”, disse Laureano Costa.

O candidato as funções de SG da UNTG concorre sob o lema: “Lutar para Construir a Dignidade da Classe Trabalhadora”.

“Sendo assim, o meu foco será virado ao aumento de salário na Função Pública, onde  o salário mínimo para todos os operários tanto servidores de Estado, assim como privados, passarão a receber 117 mil fca”, prometeu.

Laureano prometeu  que vai emepenhar-se no combater às injustiças e desigualidades,que vai  exigir justiça na distribuição da riqueza e valorizar o impacto do aumento dos rendimentos e do crescimento do emprego na vida dos trabalhadores.

“Uma das razões que obriga a inflação dos produtos de primeira necessidades no mercado, e outros problemas que também afectam a sociedade em geral, tem a ver com o abandono do Fórum de Concertação que envolve o Governo, Central Sindical e os Comerciantes. Neste fórum, as três entidades discutiam ao ponto de tentarem se entender, a fim de evitar qualquer prejuízo que possa por em causa o dia-à-dia dos trabalhadores guineenses” referiu o sindicalista.

A outra prioridade  de Laureano, caso ganhar as eleições, é reativar o referido fórum, para que a Central Sindical e o patronato, assim como outros parceiros possam reunir, de vez em quando, para evitar qualquer situação que possa prejudicar a classe e a sociedade guineense nos aspectos comerciais.

Em resposta as acusações feitas pelo candidato Laureano Costa, a Vice-Presidente da Comissão Organizadora do Vº Congesso da UNTG, Maria Oliveira Ferrage de Brito e assim como o candidato Cessante Júlio Mendonça disseram que tudo que o candidato revelou não coresponde, minimamente, a verdade.

Segundo Júlio Mendonça, o candidato Laureano devia  demonstrar aos seus associados o que pretende fazer para a defesa dos trabalhadores, e não fazer “acusações infundadas” contra a sua pessoa e a Comissão Organizadora do Vº congresso.

Maria Ferrage de Brito disse que a Comissão Organizadora está a trabalhar na base de legalidade e nega que esteja a apoiar o candidato Mendonça.

Laudelino Costa, concorre pela segunda vez ao cargo de Secretário Geral da UNTG, no  congresso que irá juntar 251 delegados, e que terá lugar no próximo dia 10 do mês em curso.ANG/LLA/ÂC//SG   

CPLP/Quadros informáticos dos parlamentos partilham práticas de gestão administrativa

Bissau, 04 Mai 22(ANG) – Quadros de informática dos parlamentos dos países de língua portuguesa encontram-se reunidos, na Cidade da Praia, para a partilha de práticas de gestão administrativa em tempos de crise.

Este XVI encontro dos quadros de informática dos parlamentos dos Países de Língua Portuguesa, que decorre entre terça e quarta-feira, na Assembleia Nacional cabo-verdiana, realiza-se sob o lema: “Os desafios e as oportunidades das TIC na administração parlamentar em tempos de crise”.

Em declarações à imprensa, a presidente da Associação dos Secretários-Gerais dos Parlamentos de Língua Portuguesa (ASG -PLP), Paula Lima, esclareceu que o encontro serve para troca de experiências entre os técnicos dos respectivos países, tendo como enfoque as novas tecnologias de informação no âmbito administrativo.

De acordo com Paula Lima, o maior desafio que se impõem tem a ver com a cibersegurança, apesar dos grandes avanços a nível das tecnologias.

No caso de Cabo Verde, referiu que, não obstante o parlamento cabo-verdiano contar com uma base de dados independente, há que sempre se precaver contra os crimes cibernéticos.

“Portanto, o desafio agora é sobretudo a nível da cibersegurança, que é fundamental para Cabo Verde assim como para os parlamentos dos países da comunidade”, notou Paula Lima, reiterando que este encontro servirá para a partilha de práticas e experiências entre os países para o aperfeiçoamento das tecnologias da informação em âmbito legislativo.

Neste particular, Paula Lima avançou que Cabo Verde quer se inteirar das técnicas de teletrabalho e das transcrições de áudios utilizadas nos outros países.

“Precisamos melhorar a nível das transcrições porque temos actas em atraso há vários anos, portanto é uma matéria importante para aperfeiçoar”, observou.

Antes da abertura do evento, que é organizado pela ASG – PLP, os quadros informáticos parlamentares foram recebidos pelo presidente da Assembleia Nacional de Cabo Verde, Austelino Correia.

ANG/Inforpress/Fim

 


Comunicação social
/Organizações da Sociedade Civil debatem à liberdade de imprensa e de expressão na Guiné-Bissau

Bissau, 04 Mai 22(ANG) – Os membros das Organizações da Sociedade Civil guineense e internacionais promoveram, esta quarta-feira, uma jornada de debate sobre  liberdade de imprensa e de expressão na Guiné-Bissau, no quadro do dia da Liberdade de Imprensa,celebrado terça-feira.

No inicio dos trabalhos, o vice-presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Bubacar Turé  disse que a iniciativa surge  na sequência das  tentativas de limitar a liberdade de imprensa pelo atual poder politico.

 Disse que essas tentativas visam  acabar com o Estado de direito na Guine Bissau,  e diz que, se isso acontecer significa que o país caminhará para o abismo, pondo em causa os objectivos e os propósitos da luta de libertação consagrados na Constituição.

“É neste contexto, que organizamos esta conferência para demonstrar a sociedade e ao poder que a liberdade de imprensa é um valor, um direito com dignidade constitucional, e que nós não estamos disposto a abdicar dela, e estamos determinado a lutar pela sua consolidação e  sua permanência na ordem juridica guineense, e sobretudo no seu exercício”,disse.

Segundo Turé,  o relatório da Repórter Sem Fronteiras sobre a liberadade de imprensa, a nivel mundial, publicado recentemente,  confirmou aquilo que as organizações da sociedade civil guineense vem dizendo nos últimos momentos: o actual poder politico é incensível à liberdade de imprensa ou seja “tem feito tudo o que estiver ao seu alcance para restringir, cortar, limitar o livre exercicio da liberdade de imprensa na Guine Bissau”.

Perguntado  se acha que as pessoas têm medo de falar, Turé disse que sim, porque sem a liberdade de imprensa não se pode falar da liberdade de expressão, daí que é importante que todos os guineense compreendam que as ameaças e as tentativas de limitar a liberdade de imprensa  visam acabar com o áEstado de Direito na Guine Bissau, e diz que isso é “inaceitável”.

Painelistas, Salvador Gomes(Jornalista) e Lucinda Eukarie(Magistrada) apresentaram temas sobre a liberdade de Imprensa e responsabilidades jornalística e a legislação sobre a Imprensa na Guiné-Bissau respectivamente.

As comunicações ainda contaram com  apresentações  das situações de ameaças à liberdade imprensa na Sub-região Oeste -Africana e os efeitos da Rádio Comunitária Voz de Quelelé.

No final da palestra, de acordo com Bubacar Turé, vai ser criada um Observatório da liberdade de imprensa na Guiné-Bissau para acompanhar a situação da liberdade de imprensa no país.

Perguntado se sente que os jornalistas guineenses estão sensibilizados com a questão de liberdade de imprensa, disse que sim, apesar de concordar com os sindicatos do sector, qunado dizem que a instabilidade politica mina a liberdade de imprensa, devido a divisão que existe entre os profissionais,  e do “ fenômeno “jornalismo-militante”,  que de uma  forma ou  outra,  presta serviço ao poder politico, renunciando-se a missão primordial e publica que lhes é incumbida relativamente a promoção da liberdade de imprensa e de expressão.

“O importante é que os orgãos de comunicação sicial estão ao lado do Estado de Direito,  da Democracia e ao lado da promoção e defesa da liberdade de imprensa”, afirmou o vice-presidente da LGDH.  

Assegurou que os orgãos de comunicação social têm o direito de contestar o poder politico,  e que isso segnifica dar voz ao cidadão para escrutinar e acompanhar a atuação do poder, “porque as pessoas foram eleitas pelo povo e têm o direito de acompanhar as suas atuações”.

A Directora-Geral  da Associação para a Cooperação Entre os Povos ACEP, Fátima Proença disse que, depois de  a Casa dos Direitos ter estado 10 anos com o foco sobre a defesa e promoção dos Direitos Humanos, vai este ano focalizar-se na defesa e promoção da liberdade de imprensa e de expressão.

 “Porque não se trata só do direito de ter acesso à informação, do jornalista poder exercer livremente a sua profissão, mas também de ter  uma informação verdadeira, que não divide as pessoas, que não seja um factor  de ódio entre as pessoas, mas sim de um papel de serviço público, em favor da democracia e do estado de direito”, salientou.

Fátima Proença acrescentou que é sector da vida social e democratica que se sente que está em risco no país, neste momento .

“Vivemos tempos dificeis na Guiné-Bissau, em que os jornalistas estão a ser atacados, as rádios  estão a ser assaltadas, as rádios que funcionam a dezenas de anos e que foram pedidas as licenças em 72 horas para legalizar um processo para as quais as regras ainda não estão claras”, lamentou Fatima Proença.

A Directora da ACEP disse ser um debate que acontece no momento em que a Guiné-Bissau se depara com “grave” retrocesso, no dominio da liberdade de imprensa. ANG/LPG/ÂC//SG