terça-feira, 20 de setembro de 2022

Política/Sandji Fati reeleito para o cargo do Coordenador de MADEM-G15 para Setor Autónomo de Bissau

Bissau, 20 Set 22 (ANG) – O actual ministro de Agricultura e Desenvolvimento Rural, Sandji Fati, foi segunda-feira reeleito nas funções de  Coordenador do Movimento para a Alternância Democrática (MADEM-G15), para o Sector Autónomo de Bissau (SAB), com 334 votos num universo de 354 eleitores.

A escolha foi feita durante a Conferência Regional do partido no SAB, na qual o concorrente reeleito não teve adversário, devido ao consenso alcançado durante o processo.

Na ocasião, o Coordenador Nacional de MADEM-G15, Braima Camará deixou apelos ao trabalho, coesão interna e acolhimento a todos os que pretendem se juntar ao projecto do partido.

Satisfeito com a sua recondução, Fati prometeu trabalhar para defender os interesses do partido.

O MADEM-G15, terminou igualmente na segunda-feira os cíclos de Conferências Regionais que culminam com a  eleição dos delegados que concorrem para as Assembleias de Base, Secção, Sectores, e Zonas que farão parte no IIº Congresso do partido.

Sandji Fati foi reconduzido para o cargo do Coordenador do partido para SAB, com 334 votos num universo de 354 eleitores, 16 votos contra, 04 abstenção e 01 nulo.

O IIº Congresso do partido está  agendado para decorrer entre  30 de Setembro  à 2 de Outubro deste  ano.ANG/LLA/ÂC//SG

        TIC/Técnicos debatem relatório para validação da Economia Digital

Bissau,20 Set 22(ANG) – Técnicos de diferentes instituições públicas e privadas do país estão reunidos hoje numa jornada de validação técnica do relatório sobre o diagnóstico da Economia Digital no país.

Ao presidir a abertura do ato, o Diretor-geral da Economia Mussá Sambi disse que o estudo vai igualmente servir de fonte para identificação e hierarquização das ideias do projeto e que permitiu a identificação dos desafios do sector.

Aquele responsável sublinhou que a Guiné-Bissau inclui nas suas agendas de desenvolvimento os desafios de elaboração de um Plano Digital de Desenvolvimento Económico, inserido na reforma da Administração Pública e promoção do sector privado.

Ao falar dos ganhos que o país pode obter com a implementação da Economia Digital, o diretor de Gabinete de Estudos do Ministério dos Transportes e Comunicações  sublinhou ser um ramo de  ciência muito vasto.

“Se as tecnologias de informação forem muito bem exploradas, podem alavancar a economia de um país”, diz Iatanim Deivis.

Aquele responsável defendeu que as Tecnologias de Informação não devem ser vistas apenas na perspectiva de ganhos económicos, mas sim num contexto mais vasto, que começa no acesso às plataformas digitais e que passam por cima de todos os outros serviços.

Deivis acrescentou que a tecnologia de informação oferece diversas gamas de serviços que poderão trazer ganhos económicos para o país, dentre os quais o empreendedorismo digital.

 “Vamos elevar as competências dos jovens de forma a poderem ter acesso ao mercado e à nova dinâmica que se pretende no sector, em termos de mudança de paradigma”, referiu acrescentando que o estudo vai permitir o país sair dos trabalhos em formato papel para o mundo digital.

O relatório, segundo Iatanim Deivis assenta em cinco pilares nomeadamente, Infraestruturas Digitais, Serviços Digitais, Competências Digitais e Empresas Digitais. ANG/ÂC//SG

 

 

 

Forças Armadas/EMGFA reforça capacidade dos motoristas em matéria de Código de Estrada

Bissau, 20 Set 22 (ANG) – O Estado-maior General das Forças Armadas(EMGFA) iniciou hoje e durante três meses uma acção de formação de reforço de capacidade de mais 40 motoristas de diferentes unidades militares em matéria de Código de Estrada, por forma a reduzir os danos registados nas viaturas.

Segundo o responsável de Logística do EMGFA,  Mamadu Saliu Baldé, a formação irá decorrer em duas fases, sendo que na primeira fase vão participar 22 elementos e na segunda mais de 30 condutores.

Baldé disse que será administr
ada pelo instrutor e Director-Geral da Escola de Condução Moderna, Fernando Gomes.

Durante os três meses, os participantes vão abordar quatro categorias de informações de Código de Estrada, nomeadamente sinais de Informação, de Passagem, de Perigo, de Obrigação e de Proibição.

No acto de abertura dos trabalhos, o Chefe de Estado-maior General das Forças Armadas, Biaguê Na Ntan  revelou que a formação é destinada aos soldados rasos e sargentos, avisando que, qualquer  oficial que pretende participar da formação tem que assumir  as despesas.

Biaguê Na Ntan pediu os formandos a prestarem atenção durante as aulas, por forma a poderem, no futuro, serem os primeiros a cuidarem dos veículos. Na Ntan disse  o Estado-maior regista número significativo de danos materiais, principalmente de veículos, e que esta situação não pode continuar.

“Às pessoas que beneficiam desta formação serão atribuídas uma Carta de Condução da categoria de ligeiro amador, ligeiro profissional e pesado profissional”, disse.

Acrescentou que depois da formação  cada condutor é responsável por qualquer dano da viatura que conduz.

O Chefe de Estado-maior anunciou na ocasião a realização, em  parceria com  Estado-maior General das Forças Armadas de Portugal, de uma acção de formação  destinada aos mecânicos militares de diferentes unidades, para que possam estar à altura de reparar os veículos avariados.

O chefe da Logística do Estado-maior General das Forças Armadas, Mamadu Saliu Baldé lamentou os danos de viaturas causados pelos condutores, por falta de cuidados  na condução .

Fernando Gomes prometeu transmitir  o seu conhecimento sobre Código de Estrada e os cuidados que um condutor deve ter com o veículo antes de iniciar a marcha.

“Um condutor deve controlar a água, óleo e pneumáticos do veículo todos os dias  de manhã,  antes de iniciar a marcha, porque são, entre outros, os elementos que provocam danos no veiculo”, disse.

Ensinou  que a falta de água no veiculo provoca o aumento da temperatura do óleo e danos na junta do motor. ANG/LPG/ÂC//SG

      Irão/Mulheres  desafiam leis islâmicas depois de morte de jovem detida

Bissau, 20 Set 22 (ANG) - São cada vez maiores no Irão as manifestações contra a obrigatoriedade das mulheres obedecerem a certas regras de vestuario, como o uso do véu islâmico.

Milhares de pessoas, em várias cidades do país, saiem às ruas após a morte de uma jovem, detida pelas autoridades por alegadamente usar de forma inadequada o hijab. 

Masha Amini, de 22 anos, originária do curdistão iraniano, morreu na passada sexta-feira, num hospital, 3 dias depois de na capital Teerão ter sido detida pela polícia dos costumes, que é responsavel por fazer cumprir o rigoriso código de vestuário das mulheres na República Islâmica. 

As autoridades disseram que Amini estava "vestida de forma inadequada" visto que no Irão é obrigatorio, por exemplo, cobrir o cabelo em público.

Embora as forças de segurança neguem qualquer contacto físico com a jovem, o facto de ter entrado em coma... e ter perdido a vida depois da detenção está a levantar suspeitas e uma verdadeira onda de indignação.

Por todo o país, desde a capital à cidade de Mashhad, conhecida por ser um importante local de peregrinação, milhares de pessoas saiem às ruas e clamam pelo "fim da Republica Islâmica". Há mulheres que inclusive retiram o véu islâmico da cabeça.

As autoridades já fizeram varias detenções e, em alguns casos, usaram gás lacrimogeneo para disperar os manifestantes. Pelo menos 5 pessoas perderam a vida.

As Nações Unidas vieram, entretanto, mostrar-se preocupadas pelo que consideram ser uma "violenta repressão" dos protestos. ANG/RFI

 

Fome no mundo/”A cada quatro segundos morre uma pessoa por falta de comida”, dizem ONGs

Bissau, 20 Set 22(ANG) – A cada quatro segundos morre uma pessoa de fome, denunciaram hoje mais de 200 organizações não-governamentais, pedindo aos líderes mundiais reunidos na 76.ª Assembleia Geral da ONU que “adoptem acções que travem a crise”.



As organizações não-governamentais (ONG), provenientes de 75 países, assinaram uma carta aberta dirigida aos líderes de Estados presentes em Nova Iorque para expressar indignação pela “explosão do número de pessoas famintas” e fazer recomendações para travar a crise global de fome.

“Actualmente, 345 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de fome aguda, número que mais do que duplicou desde 2019”, sublinham as 238 organizações em comunicado de imprensa.

A carta aberta foi publicada a propósito do início da Assembleia Geral das Nações Unidas, onde um grande número de líderes políticos, mas também representantes da sociedade civil se reúnem durante uma semana para aquele que é considerado o encontro diplomático mais importante do mundo.

“É inadmissível que, com toda a tecnologia agrícola (…) existente hoje, ainda estejamos a falar sobre fome no século XXI”, afirmou Mohanna Ahmed Ali Eljabaly, da Yemen Family Care Association, um dos signatários da carta.

“Não se trata apenas de um país ou de um continente e a fome nunca tem uma causa única. Trata-se da injustiça de toda a humanidade”, acrescentou.

A crise alimentar, a par da crise de segurança causada pela invasão russa da Ucrânia e das crises energética e climática são as principais questões que estarão em debate na Assembleia Geral da ONU, que hoje começa.

Na semana passada, o Fundo Monetário Internacional (FMI) referiu que mais de 12% dos africanos enfrentem insegurança alimentar e apelou aos governos da África subsaariana para serem criteriosos na definição das políticas e da despesa pública. ANG/Inforpress/Lusa

 

 

   Angola/Novo ministro da comunicação social  diz ter "maior abertura à crítica"

Bissau, 20 Set 22 (ANG) - O novo ministro das telecomunicações, tecnologias de informação e comunicação social de Angola, Mário de Oliveira,  disse ser aberto à crítica mas ressalvou que são "as organizações que precisam de produzir actos que façam com que haja cobertura dos órgãos”.

O Governante respondia à questões  sobre
as críticas da oposição sobre o desequilíbrio de tratamento das actividades políticas na comunicação social pública, e  deu conta das suas prioridades, logo após ser empossado segunda-feira no seu cargo.

A crítica "é uma actividade que não nos assusta, ela nos ajuda a melhorar e quando construtiva para o progresso é sempre uma actividade salutar considerou Mário de Oliveira que, em declarações à imprensa nesta segunda-feira, também vincou que “é preciso termos em atenção que não vai ser a comunicação social que vai organizar e produzir actividades para serem difundidas".

O ministro argumentou ainda que Angola conheceu no mandato anterior, uma “subida significativa” no ranking da transparência na comunicação social. “Essa subida é consequência da abertura que foi havendo durante a legislatura anterior, que é para continuar”, indicou ainda Mário de Oliveira respondendo desta feita às críticas que têm sido feitas por vários sectores da sociedade e nomeadamente pelos partidos de oposição em particular durante a campanha eleitoral sobre o tratamento mediático desigual reservado às actividades das formações de oposição em relação ao MPLA no poder.

Em conversa com os jornalistas, o novo titular da pasta das telecomunicações, tecnologias de informação e comunicação social evocou igualmente os projectos que pretende implementar na sua área de acção. “Queremos aumentar a cobertura dos serviços em todo o território nacional, que é uma actividade que já vem sendo desenvolvida no executivo anterior, queremos apostar muito seriamente na formação dos nossos quadros”, indicou o governante referindo ainda que pretende “apostar muito seriamente na questão da expansão das telecomunicações em todo o país, nesse momento temos uma cobertura de telefonia móvel na ordem dos 49%, é preciso subir este patamar para níveis mais elevados”.

Noutro aspecto, Mário de Oliveira mencionou ainda que tenciona investir no reforço da cibersegurança e também na formação dos jovens “para o aumento da literacia digital para a utilização racional e consciente as redes sociais em benefício da sociedade”.ANG/RFI

 

ONU/ 150 dirigentes debruçam-se sobre os desafios mundiais na Assembleia Geral

Bissau, 20 Set 22 (ANG) - Esta semana, todos os olhares estão voltados para Nova Iorque onde decorre a 77ª Assembleia Geral da ONU, com 150 líderes mundiais a tomar a palavra sobre um mundo dilacerado pela guerra na Ucrânia, a insegurança alimentar, a urgência climática e a crise da covid-19. 

Depois de uma cimeira nesta segunda-feira sobre a educação, os chefes de Estado e de governo da ONU vão suceder-se a partir de amanhã na tribuna das Nações Unidas em modo presencial pela primeira vez desde a pandemia.

Com efeito, nestes últimos dois anos, devido à covid-19, boa parte dos discursos dos representantes de cada país foram proferidos através de gravações vídeo.

Única excepção à regra será o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, que na impossibilidade de sair do seu país, foi autorizado por uma votação especial a expressar-se numa gravação.

Outras ausências notáveis, a do Presidente russo e do seu homólogo chinês, numa altura em que acabam na semana passada de participar na 22ª Cimeira da Organização de Cooperação de Xangai, entidade que reúne vários países hostis aos Estados Unidos e seus parceiros.

Ainda antes da Assembleia geral da ONU, o secretário-geral da organização denunciou este fim-de-semana as divisões geoestratégicas que a seu ver “nunca foram tão importantes pelo menos desde a Guerra Fria” Referindo-se nomeadamente à questão da Ucrânia, António Guterres apelou à "união" para encontrar soluções aos "desafios dramáticos" enfrentados pelo mundo. Neste sentido, uma reunião do Conselho de Segurança da ONU está desde já agendada para esta quinta-feira.

Estão igualmente previstas discussões sobre a pandemia, a crise energética que ameaça a Europa assim como as mudanças climáticas, a dois meses da COP27 no Egipto, depois de várias semanas em que os Estados Unidos e outros países industrializados sentiram na pele várias ondas de forte calor, incêndios e secas inabituais. Na quarta-feira, está precisamente marcada uma mesa redonda sobre o aquecimento climático.

Igualmente em cima da mesa, estará a questão do nuclear iraniano cujas negociações continuam por desbloquear. Ainda antes de viajar rumo a Nova Iorque, o Presidente iraniano Ebrahim Raisi reclamou “garantias” de que os Estados Unidos não iriam voltar atrás em caso de acordo, como já aconteceu durante a era Trump.

Respondendo de forma indirecta, a chefe da diplomacia da França, país que também participa nas negociações, considerou que a “oportunidade de relançar o acordo parece estar prestes a encerrar”. Catherine Colonna  não excluiu contudo a possibilidade de se organizar um encontro entre o Presidente francês e o seu homólogo iraniano sobre esta questão.

À margem da Assembleia Geral da ONU, deverá também decorrer a cimeira da CEDEAO, com a situação do Mali a ser um dos pratos fortes.

Entretanto, apesar da ausência de uma parte substancial dos responsáveis mundiais que hoje foram prestar uma última homenagem à Rainha Isabel II cujo funeral foi organizado esta segunda-feira em Londres, o secretário-geral da ONU manteve a sua cimeira sobre educação.

No âmbito da abertura deste encontro no qual estão presentes 50 líderes mundiais, António Guterres considerou que actualmente os sistemas de educação "não estão à altura" e que "muitas vezes aprofundam as desigualdades", tornando-se fonte de "grande divisão”.

Ao sublinhar que nos países pobres, 70% das crianças de 10 anos não sabem ler textos elementares, o dirigente da ONU observou ainda que “numa era de desinformação desenfreada, de negação do desafio climático e ataques contra os Direitos Humanos, precisamos de sistemas de educação que façam a distinção entre os factos e as teorias da conspiração, incutam respeito pela ciência e celebrem a humanidade em toda a sua diversidade”.ANG/RFI

 

       Guiné Equatorial/ Vice-presidente anuncia fim da pena de morte no país

Bissau, 20 Set 22(ANG) - O vice-presidente equato-guineense, Teodoro Nguema Obiang Mangue, anunciou  segunda-feira na sua página na rede social Facebook que a "Guiné Equatorial aboliu a pena de morte", considerando este como um passo "histórico" para o país.

"Histórico e memorável para o nosso país na gestão do respeito dos Direitos Humanos. Escrevo com letras maiúsculas para selar este momento único: A GUINÉ EQUATORIAL ABOLIU A PENA DE MORTE", referiu o vice-presidente, filho do Presidente Teodoro Obiang, no poder desde 1979.

A medida - divulgada a cerca de dois meses das eleições locais, legislativas e presidenciais - era reclamada interna e externamente há vários anos e foi prometida para "breve" pelo chefe de Estado equato-guineense no início de Março último.

Teodorín Obiang, nome por que é conhecido o vice-presidente equato-guineense publicou igualmente uma imagem do novo Código Penal do país, cujo artigo 26.º do capítulo I, relativo às penas em geral, determina que "na aplicação das penas, fica totalmente abolida a pena de morte na Guiné Equatorial".

O novo código penal, Lei n.º 4/2022, assinado pelo chefe de Estado no passado dia 17 de Agosto, entra em vigor 90 dias depois da respectiva publicação em diário oficial.

O compromisso de abolição da pena de morte constava do roteiro que a Guiné Equatorial, cujo regime é acusado por organizações internacionais de violação dos direitos humanos, se comprometeu a aplicar aquando da adesão à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em 2014.ANG/Angop

 

segunda-feira, 19 de setembro de 2022


Sociedade
/ONGs e Casa de Direitos alertam sobre possibilidades de suspensão  de apoios  de serviços sociais básicos às populações

Bissau, 19 Set 22 (ANG) – O Coletivo de Organizações Não-governamentais nacionais e internacionais e a Casa dos Direitos alertam ao governo sobre a iminência de suspenção dos apoios das ONG's de serviços sociais, nomeadamente, saúde  e educação, às populações guineenses.

Num comunicado à imprensa, de  16 do mês corrente, à que a ANG teve acesso hoje, alertam ainda de que as iniciativas de desenvolvimento  que dependem, quase  exclusivamente, de apoios das organizações humanitárias não devem ser punidas.

O mesmo coletivo considera de ilegal  o Despacho nº66/GMF/2022, do ministro das Finança sustenta que  traduzir uma violação da letra e o espírito do Regime Geral das Isenções, regido pela Lei nº02/95 de 24 de maio.

“ O  mencionado Despacho colide frontalmente com o artigo 46º da Lei nº 02/95 de 24 de Maio, cujo nº 1 consagra que “ As Organizações Não Governamentais gozam de isenção de direitos e demais imposições aduaneiras para viaturas, equipamentos e materiais importados no quadro de projetos de desenvolvimento”, refere o documento.

 

O referido coletivo e Casa dos Direitos acrescentam ainda que este “lamentável despacho”, entrou em vigor numa altura em que várias ONG's importaram toneladas de bens essenciais de apoio humanitário ao povo guineense, nomeadamente, medicamentos de uso gratuito para o Sistema Nacional de Saúde, equipamentos agrícolas, viaturas de uso exclusivo no quadro da execução dos diferentes projetos de desenvolvimento.

 

De acordo com o documento, o coletivo manifesta a sua firme e inequívoca vontade de estabelecer pontes de diálogo  com o Governo e demais autoridades nacionais, “com vista à resolução dessa crise, cujas consequências negativas são incalculáveis para o povo guineense”.

Reafirma ao povo guineense a determinação das ONGs, no quadro das suas ações de complementaridade, de continuar a trabalhar em prol da paz e bem estar social no país. ANG/DMG//SG

 

 


Comunicações/
Trabalhadores dos Correios prevêm vigília em frente ao Ministério dos Transportes e Comunicações

Bissau, 19 Set 22 (ANG) - Os funcionários dos Correios  vão fazer amanhã, (terça-feira) uma vigília vestidos de luto a frente do Ministério dos Transportes e Comunicações.

A iniciativa foi revelada esta segunda-feira pelo Presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios(SITRACORREIOS)Tefna Tambá, numa conferência de imprensa.

Segundo Tambá,  os referidos trabalhadores exigem que o Governo continue a atribuir-lhes o subsídio suspenso em Janeiro deste ano e que assine a carta de conforto para que a banca possa conceder empréstimo aos Correios.

 Os funcionários dos Correios estão  sem salários há 149 meses e os subsídios que recebiam do Estado correspondem a 60 por cento dos salários.

Tefna Tambá  disse   que o encontro com  jornalistas visa denunciar vários aspectos que tocam com a instituição nomeadamente a falta de pagamentos de salários, situação da Carreira dos funcionários,  a possibilidade  da banca  conceder empréstimo aos Correios no valor de três bilhões de francos CFA, para  financiar programas de reestruturação da instituição, inativa há vários anos por falência.

O lider sindical  referiu  que o Ministério das Finanças tinha disponibilizado um  subsídio mensal de 16 milhões de francos aos funcionários,  que correspondem a  60 por cento do salários dos mesmos.

Informou que o referido subsídio devia continuar a ser disponibilizado  até a obtenção do financiamento do projeto de reestruturação da instituição.

“Apartir de Janeiro deste ano, o Ministério das Finanças suspendeu o referido subsídio, alegando  o atraso do arranque do projeto de reestruturação dos Correios,”disse Tefna .

Tambá disse que os equipamentos eletrónicos trazidos desde 2015 não funcionaram até ao momento e que já estão a estragar, acrescentando  que  no Centro de Tratamento  das Correspondências existem mais de 35  mil malas e que na Secção de Encomendas em Trânsito há  mais de 25 mil  que devem ser entregues aos clientes. ANG/JD/ÂC//SG

 

Política/“Se as eleições legislativas forem livres e justas, o PAIGC terá uma maioria absoluta”, diz Domingos Simões Pereira

Bissau, 19 Set 22 (ANG) - O líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-Verde (PAIGC) Domingos Simões Pereira (DSP) disse este fim-de-semana de que o seu partido terá uma maioria absoluta nas legislativas prevista para Dezembro do ano em curso, caso o esccrutíneo decorrer de forma livre e justa.

Simões Pereira em declarações à DEUTSCHE WELLE(DW), admitiu que, para as eleições antecipadas previstas para 18 de dezembro, o PAIGC poderá fazer coligações com outros partidos devido os grandes desafios que os esperam e que com certeza vão precisar de uma frente unida.


"Penso que se hoje houvesse eleições livres, justas e transparentes, o PAIGC ganhava com maioria absoluta. Não há nenhuma dúvida sobre isso", reforçou DSP. 

Por outro lado, o líder do PAIGC disse que o actual  regime  liderado pelo Presidente Umaro Sissoco Embaló não está apostado em realizar eleições "que forneçam ao povo a oportunidade de escolher livremente os seus representantes".

Simões Pereira, para sustentar essa afirmação  apontou como exemplo  de algumas irregularidades e atropelos à Constituição,  o facto de o mandato da Comissão Nacional de Eleições (CNE)  ter já terminado sem que o parlamento, entretanto dissolvido, tivesse nomeado novos membros, e o incumprimento dos prazos em relação ao recenseamento eleitoral.

"Temos uma CNE caduca. Para legitimar uma nova CNE, é preciso a plenária da Assembleia Nacional Popular, que já não existe", também tenho as minhas dúvidas sobre a  viabilidade de realizar um recenseamento de raiz em plena época das chuvas na Guiné-Bissau”, referiu.

Segundo Simões Pereira,  a falta de recenseamento coloca também em causa a elaboração das listas dos partidos que pretendem concorrer às eleições, o que segundo diz,  deveria acontecer até 18 de outubro próximo.

Questionado sobre as principais propostas eleitorais do PAIGC, referiu que "na Guiné-Bissau, é preciso começar pelo básico". "O PAIGC entende que primeiro é preciso consolidar as instituições democráticas, porque o grande problema da maioria dos países africanos é a questão do Estado. O Estado não funciona. Às vezes até não existe", disse.

DSP sublinhou que é preciso que o cidadão guineense faça confiança nas instituições como representantes de uma entidade de bem, numa entidade que faz com que a justiça seja aplicável, que faça com que aquilo que é prioridade para o povo seja igualmente prioridade para os governantes.

 

Perguntado ainda se  considera ter a confiança do seu partido, impedido pela justiça de realizar o congresso devido à interposição de uma acção de um militante?  Simões Pereira respondeu que sim,  uma vez que o Comité Central do partido continua a aprovar as suas proposta por uma maioria superior a 90 por cento.

 "Eu penso que todo o mundo já compreendeu que há uma estratégia de criar esta imagem de desgaste para ver se isso me convence a sair, porque me reconhecem como eventualmente o último reduto de resistência à essa tentativa de impôr o absolutismo na Guiné-Bissau", disse. ANG/DW

Óbito/Primeiro-ministro assiste exéquias  da Raínha do Reino Unido Elizabeth II

Bissau, 19 Set 22 (ANG) - O Primeiro-ministro  Nuno Gomes Nabiam está em Londres para  assistir as cerimónias  fúnebres da Rainha Elizabeth II, em representação do Presidente da República  Umaro Sissocó Embaló.

Segundo uma nota do Gabinete de Comunicação do Primeiro-ministro(GCPM) à que ANG teve acesso hoje, o Chefe do Governo vai participar no funeral de Sua Majestade que se realiza esta segunda-feira, à convite do Estado britânico, “representando a Nação guineense, numa clara manifestação de amizade e profunda solidariedade para com os britânicos” que neste momento choram a morte da Rainha.

Informa que  Nuno Gomes Nabiam assinou esta manhã em Lancaster House, London, o livro oficial de condolências pela morte da Rainha Elizabeth II.

A ocasião serviu também para o Chefe do Governo guineense apresentar as condolências à família Real Britânica e à todas as 53 Nações da Commonwealt pelo falecimento da Rainha.


“A sua chegada à estação de comboios de London St Pancras, Nuno Gomes Nabiam foi recebido pelas autoridades Inglesas que o aguardavam”, revela a nota.

 

Isabel II , Rainha do Reino Unido e dos outros Reinos da Commonwealth faleceu a 08 de Setembro com 96 anos, no Castelo de Balmoral, em Aberdeenshire, na Escócia. Ela foi sucedida por seu filho mais velho, Carlos III.

ANG/LPG/ÂC//SG

 

Nigéria/ 19 mortos em acidente de viação envolvendo autocarros e caminhão - polícia

Bissau, 19 Set 22(ANG) – Pelo menos 19 pessoas morreram e outras oito ficaram gravemente feridas em um acidente rodoviário envolvendo três veículos na capital da Nigéria, Abuja, no domingo, informou a polícia de trânsito.


A tragédia aconteceu quando dois autocarros colidiram com um caminhão ao longo da estrada Yangoji-Gwagwalada, nos subúrbios de Abuja, disse Dauda Biu, chefe nacional interino do Corpo Federal de Segurança Rodoviária, que informou os jornalistas durante uma visita ao local.

Após a colisão, todos os três veículos pegaram fogo, disse Biu, culpando o acidente fatal pela velocidade excessiva e ultrapassagens excessivas, o que acabou levando à perda de controlo, escreve a Xinhua.

As identidades das vítimas são desconhecidas, devido ao estado em que ficaram os corpos, disse a mesma fonte, acrescentando que a polícia abriu uma investigação sobre o incidente.

Biu alertou os motoristas contra a desobediência às directrizes de segurança rodoviária, bem como outros usuários da estrada, incluindo os passageiros, para sempre alertar os motoristas de veículos comerciais contra o excesso de velocidade.

Segundo a Xinhua, acidentes rodoviários fatais são frequentemente relatados na Nigéria, muitas vezes causados ​​por sobrecarga, más condições das estradas e condução imprudente. ANG/Inforpress/Xinhua

 

                             Angola/PR empossa ministros e governadores

Bissau, 19 Set 22 (ANG) – O Presidente da República, João Lourenço, conferiu posse, esta segunda-feira, aos ministros de Estado, ministros e governadores provinciais nomeados na semana finda.

Foram empossados o ministro de Estad
o e Chefe da Casa Civil, Adão de Almeida, o ministro de Estado e Chefe da Casa Militar, Francisco Furtado, o ministro de Estado para a Coordenação Económica, Manuel Nunes Júnior, e a ministra de Estado para a Área Social, Dalva Ringote Allen.

João Lourenço conferiu também posse a 23 ministros, grande parte deles reconduzidos do anterior mandato.

Entre os novos rostos constam a ministra da Juventude e Desportos, Palmira Barbosa, das Pescas e Recursos Marinhos, Carmen Sacramento Neto, o ministro da Administração do Território, Dionísio Manuel da Fonseca, e Mário Augusto da Silva Oliveira, ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social.

Ana Paula Chantre Luna de Carvalho, antiga governadora de Luanda, foi empossada no cargo de ministra do Ambiente, e Marcy Cláudio Lopes, ex-ministro da Administração do Território, como ministro da Justiça e dos Direitos Humanos.

Para o Ministério das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação, foi empossado o antigo secretário de Estado do sector, Carlos Alberto Gregório dos Santos.

Durante a cerimónia, tomaram ainda posse a ministra das Finanças, Vera Esperança dos Santos Daves de Sousa, Mário Caetano João, da Economia e Planeamento, Teresa Rodrigues Dias, da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, António Francisco de Assis, da Agricultura e Florestas, Victor Francisco dos Santos Fernandes, da Indústria e Comércio, Diamantino Pedro Azevedo, dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Ricardo Daniel Sandão Queirós Viegas D´Ábreu, dos Transportes, João Baptista Borges, da Energia e Águas, e Carlos Alberto Gregório dos Santos, das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação.

O Chefe de Estado conferiu, igualmente, posse a Maria do Rosário Bragança Sambo, no cargo de ministra do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Luísa Maria Alves Grilo, da Educação, Sílvia Paula Valentim Lutucuta, da Saúde, Ana Paula do Sacramento Neto, da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, Felipe Silva de Pina Zau, da Cultura e Turismo, João Ernesto dos Santos, da Defesa Nacional e Veteranos da Pátria, Eugénio César Laborinho, do Interior, e Téte António, das Relações Exteriores.

A cerimónia serviu também para o Chefe de Estado conferir posse aos 18 governadores nomeados. ANG/Angop

 

ONU/”Crises globais deixam Objetivos de Desenvolvimento Sustentável fora de alcance”,diz Guterres

Bissau, 19 Set 22 (ANG) – O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse hoje que as crises globais “atiram os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) para fora de alcance” e pediu unidade aos líderes internacionais para “recolocar o mundo nos eixos”.

O pedido de Guterres foi feito em Nova Iorque, na abertura do “Momento ODS”, um dos eventos mais importantes da 77.ª sessão da Assembleia-Geral da ONU e visto como uma oportunidade para reorientar a atenção para os objetivos da Agenda 2030 das Nações Unidas.

Guterres avaliou que os ODS estão cada vez mais longe de serem atingidos, com o mundo em “grande perigo”, afetado por “conflitos e catástrofes climáticas, “desconfiança e divisão”, “pobreza, desigualdade e discriminação”, “aumento dos custos de alimentos e energia”, “desemprego e rendimentos em declínio”, “deslocamentos em massa”, “efeitos contínuos de uma pandemia global” e “falta de acesso a financiamento para os países em desenvolvimento recuperarem da maior crise numa geração”.

“Diante de tais perigos, é tentador deixar de lado as nossas prioridades de desenvolvimento de longo prazo, deixá-los para tempos mais favoráveis. Mas o desenvolvimento não pode esperar”, frisou, apontando para a urgência de avanços na Educação, emprego digno, igualdade total para mulheres e meninas, Saúde, ação climática significativa e proteção da biodiversidade.

De acordo com o ex-primeiro-ministro português, os jovens – e as gerações futuras – exigem ação por parte dos líderes internacionais e “não podem ser dececionados”.

Num momento em que chefes de Estado e de Governo de todo o mundo se encontram reunidos na sede da ONU, em Nova Iorque, Guterres tem nessa reunião “esperança de que possam colocar a mão na roda do progresso e seguir um novo rumo”.

Numa longa lista de necessidades e objetivos, o líder da ONU advogou ser preciso um maior financiamento e investimento dos setores público e privado; uma arquitetura financeira reformada que beneficie os países em desenvolvimento através de financiamento crítico e alívio da dívida; que Governos invistam fortemente na saúde, educação e bem-estar de todas as pessoas – incluindo refugiados e migrantes; assim como uma proteção social universal expandida para proteger os cidadãos contra choques económicos, ao mesmo tempo em que aumenta a criação de empregos.

Em relação ao clima, uma das maiores prioridades de Guterres, este exortou para que seja travada a “dependência suicida de combustíveis fósseis e iniciada a transição de energia renovável em todos os países”.

“Precisamos de salvar o nosso planeta – que está literalmente a arder. Isso significa enfrentar a tripla crise planetária de colapso climático, perda de biodiversidade e poluição”, sublinhou.

Sem referir diretamente a guerra da Rússia na Ucrânia, António Guterres salientou que “acima de tudo, não pode haver futuro sustentável sem paz”.

“A tarefa diante de nós é imensa. (…) Vamos ao trabalho. Vamos colocar o nosso mundo de volta nos eixos”, conclui o chefe das Nações Unidas, apontando a necessidade de unidade perante “os perigos que enfrentamos”.

Também o presidente da 77ª Assembleia-Geral, Csaba Korosi, discursou no “Momento ODS”, avaliando que este não é um evento político comum, mas um alerta anual, um “lembrete para todos nós do que deveríamos ter feito e, mais importante, o que devemos fazer para tornar realidade a visão da Agenda 2030”.

Com um discurso mais duro do que o de Guterres, o diplomata húngaro recordou que quando os ODS foram criados, foi alcançada uma “união entre o sul e o norte do globo para um acordo histórico”, mas advogou que os Estados-Membros estão hoje a falhar nos seus objetivos.

“Aceito que tivemos a covid-19 a varrer o mundo, mas isso não pode ser desculpa para a inação nos restantes ODS”, disse.

“Precisamos de iniciativas da sociedade civil, da voz e da paixão da juventude, do apoio do setor privado, mas, sobretudo, a vós, Estados-Membros, para cumprir as promessas feitas. Os 17 Objetivos Globais são a nossa ‘Lista de Tarefas’. Eles devem ser a lista de tarefas de todos os líderes nesta sala. Nós somos as pessoas que podem fazer isso”, concluiu Korosi.

ANG/Inforpress/Lusa


Moçambique/Ministra da Justiça reconhece que lotação das prisões é três vezes superior à capacidade

Bissau, 19 Set 22 (ANG) - As cadeias moçambicanas estão superlotadas em todo o país, com mais de 15 mil reclusos acima da sua capacidade instalada. A ministra da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Helena Mateus Kida, reconhece o problema que viola de forma grave os direitos humanos.   

"Neste momento temos cerca de 23 mil reclusos em todo o país e ainda não perguntou, mas eu vou-lhe responder, a capacidade que nós temos no país é de cerca de 8 mil então estamos com mais de 3, portanto, três vez mais da capacidade dos nossos estabelecimentos", disse a ministra.

A solução do problema, segundo Helena Kida, passa pela construção de novos estabelecimentos prisionais  

"Eu penso que isto vai resolver os problemas de congestionamento dos nossos estabelecimentos penitenciários, mas não só, vai também dar espaço para que os novos tribunais que estão a ser construídos a nível dos distritos possam efectivamente desempenhar o seu papel em tempo útil sem ter a necessidade de esperar em algumas vezes para que os reclusos que estão em estabelecimentos penitenciários provinciais sejam transportados para alguns distritos para serem julgados e depois até para o cumprimento da pena. Eu penso que é um desafio", declarou Helena Mateus Kida.

De acordo com a ministra moçambicana, o Governo vai implementar a iniciativa presidencial de "um distrito, uma cadeia", aumentando assim o número de estabelecimentos prisionais no país.

Já em 2017, o então Provedor de Justiça, José Abudo, tinha denunciado que havia falta de espaço e falta de alimentação nas cadeias moçambicanas. A falta de cuidado médicos na prisãofoi também uma situações constatadas nas deslocações de Abudo a várias províncias do país. ANG/RFI