terça-feira, 27 de setembro de 2022


Cooperação
/ PR  recomenda formação do pessoal para manejar os materiais doados pela China Popular

Bissau, 27 set 22 (ANG)- O Presidente da República  recomendou hoje  ao Estado-maior General das Forças Armadas a proceder a formação do pessoal para o melhor manejo dos  materiais  oferecidos pelo Governo da Republica Popular da China.

Umaro Sissoco Embaló que falava na cerimónia de entrega de  viaturas e materiais de utilidades diversas, doados pelo governo da República Popular da China, recomendou ainda a solicitação da vinda  de técnicos chineses para dar  formação  às pessoas que vão manejar os equipamentos doados.

“Não podemos  continuar com  forças armadas que fazem golpes”, disse o Presidente da República.

O chefe de estado agradeceu ao governo da Republica Popular da China, e pede a  colaboração  de todos para que os materiais  sirvam como ferramentas de progresso e desenvolvimento  do país.

Sissoco Embalo disse que as Forças Armadas beneficiaram  desse apoio por estarem a viver momentos de estabilidade e de paz.

Umaro Sissoco Embaló, que igualmente preside a CEDEAO, reiterou a necessidade  de reactivação da força ante-golpe da Sub-região e referiu que as forças armadas da Guiné-Bissau farão parte desse “braço armado” da organização sub-regional.

Segundo o   Encarregado de Negócios da Emabixada de China na Guiné-Bissau, Li Feng, os materiais fornecidos incluem equipamentos de engenharia, viaturas de construção  de grande porte e equipamentos de escritórios

Li Feng disse esperar que  possam contribuir para o desenvolvimento do campo militar e construção do país.

“A amizade entre a China e  Guiné Bissau é muito profunda e as relação entre as duas forças armadas vem de longa data, e tem sido sempre fortalecido.Mesmo   depois da independencia, a China continua a dar  apoio forte ao desenvolvimento sócio-económica da Guiné-Bissau”, disse .

Li Feng declarou que o seu país está disposto a trabalhar com a Guiné-Bissau, sob a hierarquia dos  chefes de Estados dos dois países, para aprofundar ainda mais as relações de cooperação bilateral em todas as áreas, inclusive a área militar, em beneficio dos dois povos. ANG/LPG//SG

Administração Pública/FMI considera de “inaceitável”  mobilização de mais de 80% das receitas fiscais para pagamento de salários

Bissau, 27 Set 22 (ANG)- O Fundo Monetário Internacional (FMI) considerou de inaceitável a situação de a Guiné-Bissau ter estado a  mobilizar mais de 80% das suas receitas fiscais para o pagamento de salários na Administração pública.

A revelação foi feita pelo  Gabinete de Assessoria de Imprensa do Ministério das Finanças em Nota  à que a ANG teve acesso hoje, segundo a qual a posição do FMI foi transmitida as autoridades financeiras da Guiné-Bissau num encontro com o ministro das Finanças, Ilídio Té .

“De acordo com o Orçamento Geral do Estado (OGE) 2022, a Educação e a Saúde consomem mais de metade da massa salarial, correspondente a 53%, sendo a educação 42% e a Saúde 11%”, refere a Nota.

 A missão técnica do FMI esteve em Bissau entre 14 e 26 do mês em curso, e inteirou-se das folhas salarais e  do resultado do recenseamento dos funcionários públicos entre outros assuntos.

“No termo da reunião, o Chefe da Missão Técnica do FMI Xiao YUAN traçou um quadro favorável na perspectiva de se estabelecer um acordo financeiro com a Guiné-Bissau, mas avisa que é necessário mobilizar mais receitas públicas com vista a debelar os desafios existentes no país",lê-se na Nota.

Ainda de acordo com a Nota, o  ministro das Finanças  reconheceu   que a  massa salarial continua  um desafio para a Guiné-Bissau devido ao incumprimento da lei na Administração Pública no que toca com o recrutamento ilegal do pessoal.

Ilídio Vieira Té prometeu prosseguir com as medidas correctivas, e  defendeu a necessidade de se verificar, minuciosamente, o recenseamento dos funcionários realizados recentemente na Administração pública.  ANG/AALS//SG



Tempo/Meteorologia prevê chuva fraca acompanhada de trovoadas nas  próximas 24 horas

Bissau 27 Set 22 (ANG) – O Instituto Nacional da Meteorologia(INM-GB), prevê para as próximas 24 horas  céu nublado com ocorrência de chuva fraca e moderada, acompanhada de trovoadas.

De acordo com o Boletim de previsão de tempo do  dia 26 com validade até 18 horas de hoje(27), à que a ANG teve acesso, durante este período haverá ventos variáveis  com a velocidade até os 15 quilómetros por hora no continente e com rajadas que podem atingir 30 quilómetros.

 As temperaturas máximas nas zonas Centro, Norte e Leste devem variar de 30 graus celsos em Bissau e 33 em Bafatá, Gabú, Pirada, Buruntuma e Madina de Boé, e as mínimas vão variar de 22 graus em Pirada e Buruntuma e 24 em Bissau.

De acordo com o boletim, nas zonas Sul e Ilhas, as temperaturas devem variar de 29 graus em Bubaque à 32 em Buba, a as mínimas  de 23 graus em Buba à 26 em Bubaque.

Durante as próximas 24 horas haverá, segundo as previsões da Meteorologia, pouca agitação no mar com ondulação do Sul até 1,5 m
etros de altura.ANG/MSC/ÂC//SG

Cooperação / República Popular da China  entrega  viaturas  e materiais diversos ás Forças Armadas   

Bissau, 27 Set 22 (ANG) - O Governo da República Popular da China procedeu hoje a entrega às  forças armadas guineenses de viaturas e materiais diversos orçados em dois mil milhões de francos cfa.

Os materiais diversos constituem-se de dez vagãos vasculantes, dez viaturas geep 4x4,equipados com aparelhos de  transmissão, dez camiões de carga, 12 camiões vasculantes, dois tractores de esteira, sete escavadores, seis retroescavadores,três motoniveladoras,, quatro rolo vibratório, dois rolos de pneus,seis empliadores e uma ambulância, entre outros.

A cerimónia de entrega dos referidos materiais foi presidida pelo Chefe de Estado, Umaro Sissoco Embaló, na presença do Encarregado de negócios da Embaixada da República Popular da China em Bissau que procedeu a entrega dos materiais.

Intervindo no ato, o ministro da Defesa e dos Combatentes da Liberdade da Pátria, Marciano Silva Barbeiro disse  que esses apoios irão permitir o reforço das capacidades de intervenção das forças armadas, neste tempo de paz e de estabilização, em diversas áreas de desenvolvimento do país.

“Os materiais oferecidos serão muito aproveitados e rentabilizados para o bem das forças armadas e do povo guineense”, disse.

Segundo o  porta-voz do Estado Maior Geral da Forças Armadas, Samuel Fernandes, nos ultimos anos, a relação  entre os exércitos da China e  da Guiné-Bissau se fortaleceu e se consubstanciou, não só na formação de quadros nas diferentes academias  da China,mas também em diferentes apoios instituicionais .

“Com este apoio as Forças Armadas guineense já têm condições e capacidades objectivas para o cumprimento, não só sua missão primaria de defender o seu territorio contra qualquer ameaça externa, mas também  a segunda que consiste  no apoio ao desenvolvimento do pais, e na participação em  missões de paz no ambito do comprisso internacional assumido pelo Estado da guiné-Bissau”, disse Fernandes. ANG/LPG/AC//SG



segunda-feira, 26 de setembro de 2022

        Rússia/ Dez anos de prisão para quem recusar combater na Ucrânia

 Bissau, 26 Set 22 (ANG) - O Presidente Vladimir Putin assinou  sábado, 24 de Setembro, um decreto que prevê uma pena de prisão - até dez anos- para todos os militares que desertarem ou recusarem combater ao lado do exército russo na Ucrânia. 

O decreto surge poucos dias depois do anuncio de mobilização de 300 mil reservistas para reforçar a ofensiva na Ucrânia. A decisão levou muitos russos a fugir do país e provocou várias manifestações na capital.

Ainda de acordo com o Kremlin, Vladimir Putin aprovou uma lei que facilita o acesso à nacionalidade russa para todos os estrangeiros que queiram combater, por um período de pelo menos um ano, ao lado do exército russo.

Em comunicado, o ministério da Defesa informou que o vice-ministro da Defesa russo, o general do Exército Dmitri Bulgákov, responsável pelo abastecimento e munições, foi demitido do cargo.

Para o cargo foi designado o general coronel Mijaíl Mizíntsev, que até agora desempenhava funções como chefe do Centro de Comando Nacional da Defesa.

O novo vice-ministro da Defesa, com 60 anos, comandou operações do Exército russo na Síria e dirigiu o assalto que em maio terminou com a captura da cidade de Mariupol.

Entretanto, os referendos de anexação, que começaram na sexta-feira, continuam no sábado e terminam na terça-feira, 27 de Setembro, nas regiões separatistas de Donetsk, Luhansk e nas áreas sob ocupação russa nas regiões de Kherson e Zaporizhia.

O Presidente norte-americano, Joe Biden, avisou que os Estados Unidos "trabalharão com os aliados e parceiros para impor sanções económicas adicionais rápidas e severas à Rússia", se Moscovo anexar territórios na Ucrânia. ANG/RFI

 

STP/Patrice Trovoada reclama maioria absoluta nas legislativas antes dos resultados da CEN

Bissau, 26 Set 22 (ANG) - A Comissão Nacional Eleitoral ainda não se pronunciou, mas o candidato às eleições legislativas de São Tomé e Príncipe pelo partido ADI, (oposição), Patrice Trovoada, reclamou, esta manhã, vitória com maioria absoluta, com um total de 30 deputados.

"Reivindicamos a vitória nas eleições legislativas com maioria absoluta, totalizando 30 deputados, com 54,55% dos votos", declarou Patrice Trovoada, em conferência de imprensa, às 10h30 locais, antes da Comissão Eleitoral Nacional (CEN) anunciar os resultados. 

O candidato do ADI disse: "Com uma maioria absoluta assumirei a função de primeiro-ministro e chefe do próximo governo".

Aguarda-se a divulgação dos resultados preliminares da CEN que ainda não se pronunciou.

Patrice Trovoada regressou ao país no domingo passado, ao fim de quase quatro anos de ausência, após ter saído de São Tomé e Príncipe na sequência das eleições legislativas de 2018, quando não formou governo perante uma coligação pós-eleitoral entre MLSTP/PSD e PCD/UDD/MDFM. ANG/RFI

 

  São Tomé-Eleições/ UMPP festeja “grande vitória” com “maioria qualificada”

Bissau,26 Set 22 (ANG) – O presidente da União para Mudança e Progresso do Príncipe (UMPP), Filipe Nascimento, afirmou que o seu partido teve “uma grande vitória” e obteve “maioria qualificada” na eleição regional de domingo.

“De acordo com os resultados preliminares, a UMPP venceu as eleições e obteve uma maioria qualificada de dois terços dos deputados - dos nove temos seis”, afirmou o candidato da UMPP, Filipe Nascimento, por volta das 23 horas locais , antes mesmo da Comissão Eleitoral Nacional (CEN) são-tomense, que até ao momento não divulgou dados preliminares.

Filipe Nascimento agradeceu aos eleitores e “os elementos que compõem a equipa de gabinete de campanha” do partido, que “deram o máximo” numa campanha “bonita, pedagógica, ordeira”, que permitiu à UMPP “ter esta grande vitória”.

Juntos com as deputadas e deputados, com a vossa força, vamos estar na assembleia regional a defender a autonomia, a defender as medidas que temos no manifesto eleitoral e a trabalhar para um desenvolvimento harmonioso, sustentável e para o bem-estar de toda a população da ilha do Príncipe”, prometeu o líder da UMPP.

“A partir de hoje acabou a campanha, eu vou continuar a ser o Presidente de toda a população do Príncipe”, sublinhou o cabeça de lista da UMPP, que concorreu pela primeira vez na eleição regional.

Filipe Nascimento é um jovem quadro natural de Príncipe, de ascendência cabo-verdiana, formado em Direito em Portugal, que durante vários anos trabalhou na Câmara Municipal de Oeiras.

Nascimento regressou a São Tomé em 2019, tendo sido eleito presidente da UMPP e, por inerência de funções, assumido em 2020 a liderança do governo regional, sucedendo no cargo a José Cardoso Cassandra, que deixou o cargo a meio do quarto mandato.

O presidente da UMPP disse que vai “respeitar e aguardar serenamente para saber qual foi a opção da população” em relação ao governo de São Tomé, assegurando que a UMPP vai “trabalhar em cooperação leal com quem o povo ao nível nacional escolher para governar”, a fim de encontrar soluções para resolver “os problemas estruturantes da ilha do Príncipe”.

Sem avançar dados das legislativas no círculo regional, onde se elege cinco deputados para o parlamento nacional, Filipe Nascimento disse ter “uma noção” sobre vários indicadores, “e um deles diz claramente [que] a população da ilha do Príncipe é amiga de quem está do seu lado, de quem é seu amigo”.

“Se há uma melhor forma de ao nível nacional fazer o bem para a população da ilha do Príncipe, é respeitar, trabalhar em estreita colaboração e respeitar a autonomia, respeitar a assembleia regional, o governo regional, porque é a população da ilha do Príncipe que escolhe a assembleia regional e o governo regional, por isso quem colabora com as autoridades regionais, está a colaborar com o povo”, afirmou.

“Na ilha do Príncipe, a população disse claramente que é preciso colaborar com o Príncipe, o governo regional e a assembleia regional, para o bem da nossa população”, acrescentou Filipe Nascimento.

Diante de algumas dezenas de apoiantes na cidade de Santo António, Filipe Nascimento disse “olhar para o futuro”, garantindo que vai “liderar um projecto com a UMPP para uma nova fase de processo do desenvolvimento da ilha do Príncipe”.

“A primeira prioridade que queremos trabalhar com quem ficar no governo nacional é baixar o custo de vida da população do Príncipe e diminuir as desigualdades entre as duas ilhas. A segunda grande prioridade que queremos trabalhar determinadamente com as autoridades nacionais é melhorar o abastecimento dos produtos, sobretudo, da comida que alimenta aqui a população do Príncipe, do combustível e do material de construção”, indicou o presidente da UMPP.

“A outra grande prioridade que queremos levar avante neste novo mandato será a saúde — melhorar o sistema de saúde do Príncipe para o bem-estar de toda a população”, sublinhou Filipe Nascimento.

Além da UMPP, concorreu na eleição regional o Movimento Verde para o Desenvolvimento do Príncipe (MVDP), de Nestor Umbelina, apoiado pelo Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP/PSD) do primeiro-ministro são-tomense, Jorge Bom Jesus.

Cerca de 5.964 eleitores da ilha do Príncipe estavam inscritos para a escolha dos novos deputados à Assembleia Regional no mesmo dia em que 123.301 eleitores foram chamados às eleições legislativas. ANG/Angop

 


         Angola
/Marcha da UNITA em Luanda decorreu de forma pacífica

Bissau, 26 Set 22 (ANG) - A marcha convocada  sábado, 24 de Setembro, pela UNITA decorreu de forma pacífica e em entrevista à RFI, Timóteo Miranda, activista angolano, descreveu uma forte adesão popular nas ruas de Luanda e defendeu que a manifestação serviu para definir os objectivos para os próximos anos.

 “A manifestação correu bem. Houve uma adesão popular, uma demonstração da orientação política. Dizer que é necessário que estejamos unidos para que juntos possamos concretizar um ideal que favoreça o povo”, explicou.

O jovem activista referiu que esta manifestação não saiu à rua para discutir o passado, mas para definir os objectivos para os próximos anos, nomeadamente a questão das autarquias.

“Quais são as estratégias a seguir para conseguirmos a libertação dos presos políticos, para que as instituições dos Estado funcionem, da melhor maneira. Na realidade, o que devemos agora discutir é o pós-Angola”, referiu.

A manifestação foi acompanhada por um forte dispositivo policial, “mas isso não intimidou a força do povo”, reconheceu Timóteo Miranda.

Esta semana, o presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, denunciou que no período pós-eleitoral foram detidos em bairros de Luanda e outras províncias, jovens, activistas cívicos e membros de partidos políticos, nomeadamente da UNITA, alguns dos quais terão sido espancados e alvo de tortura física.

De referir, que apesar dos partidos de oposição se terem solidarizado inicialmente com o protesto, acabaram por se afastar da iniciativa convocada pelo partido do Galo Negro.

A UNITA, o principal partido da oposição em Angola, não aceita os resultados definitivos das eleições gerais de 24 de Agosto, anunciados pela Comissão Nacional Eleitoral.ANG/RFI

 

   Desporto-futebol/Selecção Nacional  empata 1-1 com congénere  de Martinica

Bissau,26 Set 22(ANG) - A seleção nacional de futebol, Djurtus, empatou na noite de sábado, (24.09) a uma bola diante da sua congénere da Martinica, num jogo particular

.

De acordo com o site “O Jogo GB”, numa partida disputada no Estádio Municipal Pierre-Aliker em Fort-de-France, capital da Martinica, foram os donos da casa a marcar primeiro, logo na primeira parte do encontro, saindo para o intervalo em vantagem.

Segundo o site, Martinique 1, o golo da Martinica surgiu através do jovem Davy Singama que aproveitou uma bela ação de Christof Jougon para marcar de cabeça, aos 25 minutos.

Na  segunda parte tudo mudou,e a Guiné-Bissau  obrigou a barra defensiva martinicana a se curvar sob os ataques incessantes dos Djurtus a ponto de cometerem erros. 

As investidas dos Djurtus fizeram  com que o defesa Davy Singamia recebesse o segundo cartão amarelo, que resultou num cartão  vermelho  consequente   expulsão imediata.

Davy Singama (Leão de Ouro) que estreia na seleção da Martinica, marcou o único do seu país neste jogo, mas retornou-se mais cedo aos balneários.

Aproveitando-se dessa vantagem numérica a Guiné-Bissau acelerou até chegar a igualdade numa bela jogada coletiva, bem concluída por João Mário (Jamari), aos 65 minutos, fazendo [1-1]. ANG/ÂC//SG

 

Justiça/STJ exorta partidos políticos a actualizarem seus órgãos e confirmar posse de uma sede num prazo de 30 dias

Bissau 26 Set 22 (ANG) O Supremo Tribunal de Justiça(STJ), exorta à todos os partidos políticos inscritos no Livro Próprio existente naquela instituição a provarem a atualização dos seus órgãos nacionais e a existência da sede que possuem.

De acordo com o comunicado divulgado na sexta-feira, à que ANG teve acesso,  o STJ ainda pede aos  partidos políticos  a apresentação dos  seus  endereços oficiais e para comprovarem a existência de pelo menos 1000 militantes seus no prazo de 30 dias.

O STJ refere  no comunicado que a notificação em causa  se deve ao  aproximar das eleições legislativas marcadas para Dezembro próximo, e a constatação de que muitos dos partidos não têm uma sede oficializada ou sequer endereço onde possam ser notificados de qualquer decisão do Supremo.

 “Compulsados os livros de Registos de Inscrição de Partidos Políticos existentes na Secretaria-geral, do Supremo Tribunal de Justiça ,constatou-se que um grande número de partidos  não registou qualquer actividade cuja anotação se impõe nos termos da Lei Quadro dos partidos políticos”, refere o comunicado.

As eleições legislativas antecipadas foram marcadas para o dia 18 de Dezembro do ano em curso,  após o derrube do Parlamento pelo Chefe de Estado, Umaro Sissoco Embaló.

A lista de partidos políticos legalizados disponibilizada pelo Supremo Tribunal de Justiça, em 2018 confirmava a existência de 43 partidos, e na semana passada mais quatro partidos procederam a apresentação pública em Bissau.ANG/MSC/ÂC//SG



Política/Presidente da República  reafirma realização de eleições legislativas na data prevista - 18 de Dezembro

Bissau, 26 Set 22 (ANG) – O Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló diz que não vai passar nem dia em relação a data fixada para a realização das eleições legislativas de Dezembro do corrente ano.

Segundo a Rádio Televisão Bantaba, que emite “on line”, Embaló fez estas declarações à chegada ao Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, após a sua participação na 77ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas.

 “O Presidente já decretou, mas quem organiza as eleições é o governo. O que é verdade é que não vai passar nem dia em relação a data que fixamos para eleições. Penso que dois meses que ainda temos, e num mês pode ser feito o recenseamento  e calendarização”, reafirmou Umaro Sissoco Embaló.

Disse que não há nada que pode impedir a realização destas eleições, e diz saber que, como político democrata, quem decide é o povo.

Em relação a Assembleia Geral finda, Sissoco Embaló disse que  foi acordado que essa seria  a última vez que os governos de juntas militares discursam nas Nações Unidas.

O Chefe de Estado defendeu  a reativação de força de “ECOMOC”, braço armado da CEDEAO,para se pôr cobro à golpes de Estado.

“Na minha estada em Nova Iorque, o último Chefe de Estado com quem tive uma reunião  foi  o da Nigéria. Já  está sobre a mesa a reativação da ECOMOC, que era o braço armado da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), disse.

Em relação a sub-região,Umaro Sissoco Embaló disse que  a semana em curso vai ser crucial porque vai ser realizada, de 13 à 14 Outubro, em Dacar, uma reunião de Chefes de Estados da CEDEAO e parceiros  bilaterais, entre os quais, França, Alemanha, Espanha, Portugal, Mauritânia e Tchad.

“Decidimos fazer esta reunião em Dacar tendo em conta que é um lugar que pode permitir a presença de toda a gente e a questão logística também”, salientou.

Questionado se vai ser individual ou coletiva as sanções que os Chefes de Estados da CEDEAO decidiram aplicar à Junta Militar no Poder na Guiné Conacri, Umaro Sissoco Embaló informou que brevemente haverá reunião de Chefias de Estados das Forças Armadas, “porque devem ser implementadas todas as sanções decididas  pela CEDEAO”. ANG/DMG//SG

sábado, 24 de setembro de 2022

Dia da Independência/”Vale a pena lançarmos um olhar crítico sobre o caminho que já foi percorrido”, avisa o Presidente da República

Bissau,24 set 22(ANG) – O Presidente da República afirmou que na verdade, vale a pena lançarmos um olhar crítico sobre o caminho que já foi percorrido, medir os sucessos que foram alcançados, e aprender com os erros cometidos.

Umaro Sissoco Embalo em mensagem à Nação por ocasião da celebração dos 49 anos da Independência do país que se assinala hoje, 24 de setembro, disse sobretudo que os guineenses têm de saber construir uma visão ambiciosa, mas realista do futuro que  queremos ter, e concentrar os esforços na sua concretização.

O chefe de Estado, salientou que, enfrentar e começar a resolver problemas e atrasos que o País acumulou, exigia, primeiro, que, fosse reabilitado o próprio Estado: na sua soberania e credibilidade internacional e na sua capacidade de falar e de ser ouvido, enfim, na imagem que devia voltar a transmitir no seio da comunidade das Nações.

Frisou que, nesta perspetiva, seguir a via de uma diplomacia realista e ambiciosa era crucial para reposicionar o Estado guineense no respeito pela sua soberania e pelas suas instituições legítimas.

“Em pouco mais de dois anos de mandato presidencial, a Guiné-Bissau conseguiu fazer um percurso internacional notável. De facto, nós restauramos plenamente a imagem do nosso País em África, e no conjunto da comunidade internacional”, sublinhou.

Umaro Sissoco Embalo disse que, paralelamente aos esforços da diplomacia, cedo começou a concretizar-se uma ampla e diversificada programação do Governo para mudar o nosso País no bom sentido, mas que representam tendências robustas de um futuro já em construção.

Informou que, num setor verdadeiramente estratégico como é o da energia, a Guiné-Bissau vai conhecer, dentro de poucos meses, um salto qualitativo de largo alcance.

“A Rede Elétrica sub-regional que vai concretizar o “Projeto Energia da OMVG”, é uma obra ímpar. As suas implicações no tecido económico e social do nosso País serão estruturantes”, revelou.

O chefe de Estado disse que a recente crise no mercado internacional da energia, desencadeou um processo inflacionário global., acrescentando que esta chamada “crise da inflação” desestabilizou os cenários macroeconómicos de muitos países e, na verdade, a Guiné-Bissau não poderia ser exceção.

O Presidente da República sublinhou que, o Governo, por via de medidas fiscais, está a perder parte de receitas que deveria arrecadar, procurando, assim, na medida do possível, regular os preços dos produtos alimentares de primeiras necessidades, bem como o custo de serviços que são essenciais para o dia-a-dia dos guineenses.

“Para além dessas medidas fiscais do Governo, espera-se que a intensificação da produção agrícola de alimentos pelas próprias famílias, contribua para atenuar o impacto social da inflação no mercado de produtos alimentares”, disse.

Umaro Sissoco Embalo salientou que, na área dos Desportos, queria destacar a Seleção Nacional de Futebol “Djurtus”, pelo seu desempenho desportivo e pela alegria que têm dado aos guineenses.

Adiantou que, na Luta Livre, os  atletas nacionais conquistaram duas medalhas de Ouro no Campeonato de Africa e na modalidade de Boxe Francês, os pugilistas guineenses ganharam seis medalhas de Ouro.

“A todos eles, transmito o reconhecimento do Povo Guineense e muitos parabéns”, desejou.ANG/ÂC

sexta-feira, 23 de setembro de 2022

Tempo/Meteorologia prevê chuva fraca acompanhada de trovoadas nas próximas 24 horas

Bissau, 23 set 22 (ANG) – O Serviço Nacional da Meteorologia prevê para as próximas 24 horas,  chuva fraca à moderada, por vezes forte e acompanhada de trovoadas.

A informação consta no Boletim meteorológico produzido quinta-feira, 22 de Setembro, e válido até 18 horas de hoje, 23.

O mesmo boletim refere que haverá vento fraco de Sul com a velocidade até 16 km/h,  no continente, e  rajadas que podem atingir 38 km/h e moderado no mar até 30 km/h, e aponta ainda que a visibilidade será reduzida no momento da chuva.

As temperaturas máximas nas zonas Centro, Norte e Leste, segundo o mesmo Boletim, devem variar de 31˚C (em Bissau, Cacheu, Bissorã e Farim), a 22 ˚C (em Bafata, Gabu, Pirada, Buruntuma e Madina de Boé).

As temperaturas mínimas vão variar de 22˚C (em Buruntuma), a 25˚C (em Bissau), e nas zonas Sul e Ilhas temperaturas máximas vaiam de 29˚C (em Bubaque), a 31˚C (em Buba), e as mínimas variam de 23˚C (em Buba), a
25˚C (em Bolama e Bubaque). ANG/DMG/ÂC//SG

 

Migração E Fronteiras/Mais de 200 reclusos na Alemanha com documentos falsos da Guiné-Bissau

Bissau,23 Set 22(ANG) - O diretor-geral dos Serviços de Migração, Estrangeiros e Fronteiras, Lino Leal da Silva, revelou quinta-feira que mais de 200 pessoas detidas na Alemanha foram apanhadas com documentos falsos emitidos no país.

Em conferência de imprensa, Leal da Silva anunciou que uma delegação de diferentes ministérios se deslocou à Alemanha, a convite do Governo daquele país, para certificar se 241 reclusos em duas prisões alemãs seriam nacionais da Guiné-Bissau.

“Entre 30 de agosto e 07 de setembro estivemos na Alemanha e apresentaram-nos 241 reclusos como sendo guineenses, mas na verdade apenas 29 é que eram cidadãos da Guiné-Bissau”, afirmou Leal da Silva.

O dirigente disse que os 29 reclusos falam o português, crioulo e dialetos da Guiné-Bissau, os restantes apresentam-se como naturais de Bafatá e Gabu, localidades do leste do país, “mas nem sequer sabem os nomes dos bairros” daquelas cidades, notou.

“São cidadãos da Gâmbia, Guiné-Conacri, Senegal e Serra Leoa munidos com documentos falsos da Guiné-Bissau”, disse o diretor-geral dos Serviços de Migração, Estrangeiros e Fronteiras.

“São os próprios reclusos guineenses que os ajudam a obter o registo de nascimento, cédula pessoal da Guiné-Bissau, que chegam até às prisões através [da plataforma social] de WhatsApp”, explicou Lino Leal da Silva.

O esquema, referiu o dirigente, passa pelo pagamento a um recluso guineense que, por sua vez, manda o dinheiro para um familiar na Guiné-Bissau que vai a uma conservatória e faz o registo civil do cidadão como sendo natural do país.

O diretor-geral dos Serviços de Migração, Estrangeiros e Fronteiras disse que em várias prisões europeias existem pessoas que se apresentam como naturais da Guiné-Bissau, mas que na realidade possuem documentos falsos do país.


Lino Leal da Silva chamou a atenção o Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos sobre a necessidade de reforçar o controlo nas conservatórias onde é feito o registo civil de cidadãos guineenses, lembrando que registar uma pessoa sem ser de forma presencial “é um crime”.
ANG/Lusa 

 

Dia da independência/“A luta pela independência do país do jugo colonial não faz sentido”, dizem alguns guineenses

Bissau, 23 Set 22 (ANG) -  Alguns cidadãos guineenses dizem que deixou de ter sentido a libertação do país do  jugo colonial, “porque os objectivos da luta pela independencia não foram cumpridos”.

Ouvidos hoje pela ANG, por ocasião de celebração do quadragésímo nono  aniversário da independência da Guiné-Bissau, que se assinala amanhã, dia 24 de Setembro, os cidadãos Helder Nanque, Edmeusa João Pessy, Ludi da Silva e Jaquelina Santos Moreira, foram unânimes em dizer que a independência só fazia sentido se as pessoas que dirigem o país fossem capazes de cumprir com o que  Amilcar Cabral chamou de “Programa Maior”, que passa pelo desenvolvimento do país.

O estudante Universitário Hélder Nanque disse o país está numa situação de retrocesso, pelo que  não era necessário  lutar pela independência, porque “desde a sua proclamação até esta parte, nada, mas nada foi feito para avanço da Guiné-Bissau”.

Acrescentou que os dirigentes preocupam-se apenas  em viajar e levar os seus filhos para estudarem na Europa,  nas melhores escolas ou receberem tratamento médico também em melhores condições.

Nanque diz entretanto que  isso tem que ver com falta de visão da parte da população, e sustenta,  “os guineenses não têm o hábito de reclamar, resignam-se  com todo o que acontece, apercebendo-se disso, os politicos  não  fazem nada para além do que querem”.

“Imagina só hoje em dia, escolas públicas até ao momento não está a funcionar, enquanto que os privados estão a funcionar”, referiu Nanque.

Acusou que  os politicos estão a fomentar o “tribalismo” cada vez mais para alcançarem o poder, situação que diz ser grave.

Por essas razões,  Hélder Nanque  diz preferir  que o país continuasse nas mãos dos colonialistas português, “porque mesmo com todo o sacrifício que se consentia , pensava-se no  bem comum, ao passo que os actuais dirigentes só pensam em intereeses pessoais”.

Hélder interroga como é possivel um país com 49 anos de independência não dispôr de um hospital de referência, nem tão pouco uma universidade pública que funciona normalmente.

Critica que  a  Universidade Amical Cabral está a inscrever estudantes, enquanto que os privados se preparam para iniciar as aulas. “Isto  é injusto”, diz.

Para além disso, justificou  a sua opinião com o estado avançado da degradação das  infraestruturas rodoviárias e diz ser  uma  demostração clara de que nada foi feito de novo a não ser as construções deixadas pelos colonialistas.

Instado a falar sobre o que deve ser feito para mudar a situação  Helder  Nanque defendeu a aposta deve ser  investimento forte no sector da educação, porque, segundo ele, nenhum país no mundo se desenvolveu sem um bom sistema de ensino”.

A Cidadã   formada em Turismo, Edneusa João Pessy   parabeniza os 49 anos da independência, devido ao sacrifício consentido  para que hoje a Guiné-Bissau possa ser livre.

Acrescenta que  a situação é, realmente, de muita tristeza, porque há 49 anos o país continua a ter estradas danificadas, falta de infra-estruturas escolares e  sanitárias, razão pela qual diz, “sendo assim, não faz sentido a luta pela libertação do país”.

Criticou que  que há falta de quase tudo, sobretudo de oportunidade para os jovens.

Edmeusa João Pessy  disse que a independencia só valeria a pena se os objectivos da luta fossem cumpridos.

Interrogado sobre quais são os objectivos da luta pela independencia, Edmeusa Pessy disse que são a construção do país e garantia de uma educação e saúde para todos.

“O  executivo mandou suspender admissão de novos ingressos nos sectores considerados chaves para qualquer país”, referiu.

Ludi da Silva por seu lado diz  que a situação do país, há 49 anos da independencia, está cada vez pior, devido ao não funcionamento normal do ensino público, por causa das sucessivas greves, motivadas por várias exigências dos sindicatos do sector.

Para além disso, disse que nos últimos tempos registou-se um  aumento significativo do preço dos produtos alimenticios e de transportes.

Para a professora de Inglês,Jaquelina Santos Morreira,  de facto, não era preciso lutar pela independencia do país, porque os anseios dos combatentes de ver uma Guiné próspero fora abaixo, por causa da luta constante pelo poder da parte dos politicos.

“Essa divergência prolongará por muito tempo, pois, a cada dia, surge mais formações politicas, o que não é bom para um país como a Guiné-Bissau, onde quase tudo está em falta”, diz Jaquelina.

Dos Santos serviu-se do  anormal funcionamento do sector do ensino e de saúde, bem como das péssimas condições das estradas e ainda o aumento de preço dos produtos da primeira necessidade como exemplos de maus desempenhos das autoridades dirigentes do país, e acusa-os de não se preocupar  em aumentar o salário dos funcionários públicos para que estes possam estar a altura do atual contexto do país.

Para superar está situação, Jaquelina disse que é preciso trabalhar para reconquistar a união e confiança que existiam entre os guineenses  outrora para juntos se desenvolver o país. ANG/LPG/ÂC//SG


Dia da Independência
/Ex. Combatente Carlitos Barros defende que o país tinha  necessidade de ser independente dos colonos

Bissau, 23 Set 22 (ANG) – O Ex-Combatente da Liberdade da Pátria, Carlitos Barros, defendeu hoje que o país tinha a necessidade de ser independente dos colonialistas portugueses, porque  o povo vivia na base de submissão e humilhação.

Em entrevista exclusiva à Agência de Notícias da Guiné (ANG), alusiva a celebração dos 49 anos da independência, que se assinala amanhã(sábado),Barros disse que  os Combatentes da Liberdade da Pátria por tanto sofrimento de injustiça, submissão e  humilhação do então regime colonial, a dado altura, chegou a conclusão de que essa stuação não podia continuar, por isso foi desencadeado o prcesso de luta armada que durou 11 anos e culminou com a proclamação da independência, em Setembro de 1973, em Madina Boe.

Sobre as falhas cometidas durante os 49 anos da independência da Guiné-Bissau, Carlitos Barros diz “demos a nossa juventude para libertar a Guiné-Bissau, fizemos o nosso trabalho, como Cabral dizia, o próximo passo seria  entregar o destino do país às pessoas que vão dar continuidade a nossa luta feita durante 11 anos nas matas”.  

Barros, Arquiteto de profissão acrescenta  que apôs a independência, o país foi mal gerido por sucessivos Governos que passaram, e até hoje continuaram na mesma situação.

Barros considera que os próprios governantes não têm espirito patriotica.

“O que aconteceu e está a acontecer até hoje, é que os Combatentes da Liberdade da Pátria vivem  numa situação de abandono pelas sucessivas autoridades competentes do país e até então, muitos não recebem as sua pensões, outros não têm onde dormir e comer, é triste”, considerou Carlitos Barros.

Questionado sobre o que deve ser feito para fazer face a situação,  Barros disse que  um governante deve ter amor a sua pátria, deve lembrar que foi confiado o poder pelo povo, e que a sua missão é dar resposta positiva àquele povo, deixar de olhar mais pelo dinheiro e trabalhar para afincadamente desenvolver o país. ANG/LLA/ÂC//SG   

    

Ucrânia/Início de referendos sobre anexação parcial pela Rússia

Bissau, 23 Set 22(ANG) – Os referendos sobre a anexação pela Rússia começaram hoje em partes da Ucrânia, total ou parcialmente controladas por Moscovo, noticiaram as agências russas, com Kiev e o Ocidente a apelidarem estas consultas de “uma farsa”.

A votação, que começou às 05:00 TMG, vai decorrer até terça-feira nas regiões separatistas pró-russas de Donetsk e Lugansk (leste) e  nas áreas sob ocupação russa nas regiões de Kherson e Zaporijia (sul), enquanto decorre a ofensiva militar de Moscovo contra a Ucrânia.

Os parlamentos das autoproclamadas repúblicas populares de Donetsk e Lugansk, reconhecidas pelo Kremlin a 21 de fevereiro passado, convocaram um referendo de integração na Rússia entre hoje e 27 de setembro, ao qual se juntaram as regiões de Kherson e Zaporijia, parcialmente sob domínio russo.

O anúncio oficial de realização dessas consultas populares para anexação dos territórios ucranianos sob ocupação russa foi feito num discurso à nação proferido na quarta-feira pelo Presidente russo, Vladimir Putin, juntamente com o da mobilização de 300 mil reservistas russos para combater na Ucrânia e de uma ameaça velada de utilização de armas nucleares contra o Ocidente.

Em 2014, as autoridades russófonas na Crimeia convocaram um referendo de adesão à Rússia, cujo resultado legitimou a anexação da península por Moscovo.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,4 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa – justificada por Putin com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 5.916 civis mortos e 8.616 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

ANG/Inforpress/Lusa