sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

            STP/Chefe do Estado-Maior  demite-se após ataque a quartel militar

 Bissasu, 02 Dez 22 (ANG) – O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de São Tomé e Príncipe pediu hoje a demissão, denunciando “actos de traição” e condenando os “factos horrorosos” que envolveram a morte de quatro detidos após um ataque ao quartel-general militar.

“Acabei de entregar a sua excelência o Presidente da República e comandante supremo [das Forças Armadas] o meu pedido de demissão”, anunciou hoje em conferência de imprensa o brigadeiro Olinto Paquete.

Citando o pedido de demissão que remeteu a Carlos Vila Nova, o responsável afirmou que, perante o assalto ao quartel-general militar por “um grupinho de indivíduos à paisana, com ajuda de militares do exército”, ocorrido na passada sexta-feira, a reacção das Forças Armadas “foi pronta, mas demorada”.

“O nosso objectivo era a preservação da vida, o que durante a operação foi conseguido. Os factos posteriores, inexplicáveis, horrorosos, comprometeram tudo de bom que foi feito”, adiantou.

“Parece-me que foi uma encomenda, pois obedeceu a um plano criteriosamente estabelecido, culminando com a publicação de imagens [quarta-feira], pelas 18:00 [locais, menos uma hora em Cabo Verde], de coisas que eu não sabia porque me informaram com dados falsos”, disse.

O brigadeiro reconheceu ter prestado “informações falsas à nação” sobre a morte dos quatro detidos, que tinha justificado antes com ferimentos causados por uma explosão, no caso dos três assaltantes, e, no caso do suposto mandante do ataque Arlécio Costa – detido após o ataque pelos militares – por se ter “atirado da viatura”.

“Peço desculpas. […] A minha educação e a minha formação não me permitem aceitar tal atrocidade e actos de traição que lesam a pátria”, afirmou ainda, justificando desta forma o seu pedido de demissão, que ocorre poucas horas depois de uma reunião convocada pelo chefe de Estado com as altas patentes do exército, e com o primeiro-ministro, Patrice Trovoada, e o ministro da Defesa e Ordem Interna, Jorge Amado.

Após o anúncio do brigadeiro Olinto Paquete, a Presidência da República são-tomense anunciou que Vila Nova convocou para esta sexta-feira, pelas 08:00, “o Conselho Superior de Defesa Nacional Extraordinário, com carácter de urgência”.

Esta quarta-feira foram divulgados nas redes sociais vídeos que mostram um detido – que viria a morrer –, deitado no chão, ensanguentado e com as mãos amarradas atrás das costas, a ser agredido por um militar com um pau, enquanto vários outros militares assistem. Outras imagens mostram detidos deitados ou ajoelhados no terreiro do quartel, com as mãos amarradas e com ferimentos.

No próprio dia do ataque e nos dias seguintes foram amplamente disseminadas imagens dos homens com marcas de agressão, ensanguentados e com as mãos amarradas atrás das costas, ainda com vida, e também já na morgue.

Hoje de manhã, o Governo são-tomense anunciou ter feito uma denúncia ao Ministério Público para que investigue a “violência e tratamento desumano” de militares contra detidos após o ataque ao quartel-general das Forças Armadas.

O assalto foi classificado pelas autoridades são-tomenses como “uma tentativa de golpe de Estado” e condenado pela comunidade internacional.

Nas primeiras horas após o ataque, os militares também detiveram, na sua casa, o ex-presidente da Assembleia Nacional Delfim Neves, alegadamente identificado pelos atacantes como outro mandante do assalto.

Delfim Neves foi libertado na segunda-feira, após ter sido presente à juíza de instrução criminal, com apresentação periódica às autoridades e termo de identidade e residência, negando qualquer envolvimento com este ato, que descreveu como “uma montagem” para o incriminar.

Portugal enviou, a pedido de São Tomé, uma equipa de investigadores e peritos da Polícia Judiciária e uma médica perita em patologia forense, que irá colaborar com as autoridades judiciárias são-tomenses nas investigações. ANG/Inforpress/Lusa

 

Burquina Faso/Presidente de transição denuncia tentativa de golpe

Bissau, 02 Dez 22(ANG) - O presidente da transição no Burkina Faso, capitão Ibrahim Traoré, líder do golpe de Estado de 30 de Setembro, disse a elementos da sociedade civil que o país sofreu recentemente uma tentativa de golpe de Estado.

Segundo a Rádio Ómega, hoje citada pela EFE, Ibrahim Traoré confirmou, assim, que houve uma tentativa de "desestabilizar" o governo no passado fim-de-semana.

O líder militar fez esta revelação quinta-feira, durante um encontro na capital do Burkina Faso, Ouagadouguo, com organizações da sociedade civil e religiosos, que contou com a presença de mais de mil pessoas.

O capitão, segundo disseram alguns participantes à Rádio Omega, pediu o apoio da sociedade porque há "forças" que pretendem sabotar a transição política em curso neste país da África Ocidental.

O presidente da transição disse conhecer os autores da "manobra", mas preferiu não os travar, porque quer promover o diálogo, garantindo que a situação está controlada. Mas alertou que há "dinheiro" que está sendo usado para apoiar a tentativa.

"Tem que pegar o dinheiro, comer, mas não cair na armadilha", afirmou o capitão, segundo os participantes ouvidos pela estação de rádio, pedindo aos presentes que fiquem atentos porque o caminho de transição não será fácil.

No último fim-de-semana circularam rumores nas redes sociais sobre uma tentativa de desestabilização no país, mas o governo não se tinha pronunciado publicamente sobre o assunto.

Traoré, de 34 anos, foi empossado em Outubro passado como presidente de transição na sede do Conselho Constitucional em Ouagadougou, capital do Burkina Faso.

Aquele militar aceitou o cargo depois de ter sido nomeado presidente transitório, chefe de Estado e chefe supremo das Forças Armadas por uma conferência nacional.

O líder militar, o mais jovem chefe de Estado do mundo, foi nomeado presidente transição por pelo menos 300 delegados (representantes políticos, militares, religiosos e da sociedade civil) das treze regiões do Burkina Faso, que se reuniram para acordar um roteiro que permita um regresso à ordem constitucional.

Assim, Ibrahim Traoré deverá liderar a transição política por 21 meses e cumprir a palavra, passando depois o poder para os civis.

O capitão reuniu-se em Outubro em Ouagadougou com uma delegação da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e garantiu que vai respeitar o calendário que aquela organização acordou com o seu antecessor, o tenente-coronel Paul-Henri Sandaogo Damiba.

Esse calendário prevê o retorno da ordem constitucional a 1 de Julho de 2024, o mais tardar.

O Burkina Faso teve um segundo golpe de Estado no espaço de um ano a 30 de Setembro, após o que tinha sido liderado em 24 de Janeiro por Damiba. ANG/Angop

 

Portugal/Japão e Coreia do Sul anunciam novas sanções contra a Coreia do Norte

Bissau, 02 Dez 22 (ANG) – O Japão e a Coreia do Sul anunciaram hoje novas sanções contra a Coreia do Norte, numa resposta à intensificação dos ensaios de mísseis de Pyongyang.

O Japão incluiu as empresas norte-coreanas Haegumgang e Namgang, e o grupo de piratas informáticos Lazarus.

O indivíduo a ser acrescentado à lista nipónica
é o cidadão norte-coreano Kim Su-il, que se encontra no Vietname a assumir funções de representante do Departamento da Indústria de Munições, indicou o Ministério dos Negócios Estrangeiros japonês em comunicado.

Já a Coreia do Sul adiantou que as sanções afetam oito indivíduos e sete empresas ligadas a operações de aquisição para o desenvolvimento de armas de destruição maciça, de acordo com uma nota do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Sul.

Entre as oito pessoas sancionadas, seis deles (Ri Myung-hun, Ri Jeong-won, Choi Seong-nam, Ko Il-hwan, Baek Jong-sam e Kim Chol) são norte-coreanos “envolvidos em transações financeiras relacionadas com os desenvolvimentos nucleares e de mísseis da Coreia do Norte” ligados ao Korea Trade Bank, Daesong Bank, Kumgang Banking Group e Tongil Baljun Bank, todos já alvo de sancões pelas Nações Unidas.

Os outros dois são Kwak Kee Seng, de Singapura, e um taiwanês, Chen Shih Huan, acusados de se envolverem em trocas de mercadorias em alto mar, também já alvo de sanções da ONU.

Entre as empresas sancionadas, quatro são norte-coreanas (Chosun, Namgang, Chosun Eunpa e Pocheon) e as outras três (New Eastern Shipping, Anfasar Trading e Swanseas Port Services) ligadas a Singapura. ANG/Inforpress/Lusa

 

Vaticano/Papa visita República Democrática do Congo e Sudão do Sul entre Janeiro e Fevereiro

Bissau, 02 Dez 22(ANG) – O Papa visitará a República Democrática do Congo (RDCongo) e o Sudão do Sul entre 31 de Janeiro e 05 de Fevereiro de 2023, uma viagem inicialmente planeada para o Verão passado, anunciou quinta-feira o Vaticano.

Francisco visitará Kinshasa de 31 de Janeiro a 03 de Fevereiro de 2023, depois irá a Juba entre 03 e 05 de Fevereiro, informou o diretor do serviço de imprensa do Vaticano, Matteo Bruni, num comunicado à imprensa.

Esta viagem, inicialmente marcada para julho, foi adiada pelo Vaticano devido a problemas de saúde do Papa, que completará 86 anos em dezembro, nomeadamente dores no joelho.

Entretanto, informações divulgadas pela imprensa relataram riscos de segurança do Papa, especialmente em Goma.

Ao contrário do programa inicial, esta visita já não inclui escala em Goma, principal cidade da província de Kivu do Norte, no leste da RDCongo, palco há mais de 25 anos de violência por grupos armados.

Nestes dois países, regularmente abalados pela violência, a segurança do Papa promete ser um grande desafio para o seu serviço de proteção e para os organizadores.

Desde a sua indicação em 2013, Francisco viajou quatro vezes para África, nomeadamente para o Quénia, Uganda e República Centro-Africana, Egito e Marrocos. A sua última viagem para África data de setembro de 2019, altura em que passou por Moçambique, Madagáscar e depois pelas Ilhas Maurícias.

A RDCongo, país com cerca de 90 milhões de habitantes, terá 40% de católicos, 35% de protestantes e pentecostais, 9% de muçulmanos e 10% de kimbanguistas (igreja cristã nascida no Congo), segundo estimativas.

O país é um Estado laico, mas a religião está omnipresente no quotidiano dos congoleses. A Igreja Católica, em particular, já desempenhou um papel de liderança na política da RDCongo.

A última visita de um Papa a Kinshasa data de agosto de 1985, quando João Paulo II passou dois dias neste país que, então, se chamava Zaire.

Esta será a 40ª visita internacional do Papa Francisco desde a sua indicação ao papado em 2013 e a primeira de 2023. ANG/Inforpress/Lusa

Fim


              RDC
/Retomam os combates entre M23 e o exército congolês

Bissau, 02 Dez 22 (ANG) - Os combates entre o grupo rebelde do M23 e os soldados congoleses retomaram esta quinta-feira, 1 de Dezembro, em Bambo, Kisheshe, cinco dias depois do início do cessar-fogo.

As autoridades acusam o M23 de ter massacrado 50 civis, o grupo rebelde nega as acusações e pede a abertura de um inquérito independente. 

Num comunicado, o porta-voz das forças armadas da Republica Democrática do Congo, o general Sylvian Ekenge, acusou o M23 de ter massacrado 50 civis, em Bambo, Kisheshe, a 70 km de Goma, e de ter violado o cessar-fogo ao atacar posições do exército congolês. O M23 já veio desmentir as acusações, pedindo a abertura de inquérito independente.

O fim dos combates tinha sido acordado em Luanda, capital angolana, com os líderes políticos a instar os rebeldes a cessar as hostilidades, a partir do dia 25 de Novembro, acordo aceite pelas partes. Para além do fim dos combates, o documento exigia a retirada dos rebeldes do M23 das zonas ocupadas e a retoma do diálogo bilateral entre Kinshasa e Kigali. 

Ambos os lados, o movimento rebelde como os líderes africanos da Comunidade da África Oriental, ameaçaram igualmente fazer uso de força, caso o acordo não fosse respeitado.

Cinco dias após o início do cessar-fogo, os combates voltaram ao país e a perspectiva da chegada dos rebeldes está a levar a população a abandonar a região.

O grupo M23, antigo grupo rebelde tutsi, derrotado em 2013, voltou a pegar nas armas em 2021, acusando as autoridades de Kinshasa de não ter respeitado os compromissos de desmobilização e reintegração dos combatentes em organismos como o exército e a polícia.  

As autoridades congolesas acusam o Ruanda de apoiar o movimento rebelde, acusações confirmadas pelas Nações Unidas, mas que Kigali nega categoricamente.

Por sua vez, o Ruanda acusa Kinshasa de apoias as FDLR, rebeldes hútus ruandeses, que permanecem em território congolês desde o genocídio Tutsi em 1994. Acusações sem qualquer fundamente aos olhos da RDC. ANG/RFI

 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2022

Dia Mundial da Sida/”Governo está determinado a se associar à estratégia global para que o país possa viver livre do HIV/Sida”, diz Augusto Gomes

Bissau, 01 Dez 22 (ANG) – O representante do Primeiro-ministro Nuno Gomes Nabiam na cerimónia de celebração do Dia Mundial de Luta contra Sida, Augusto Gomes, disse que o Governo está determinado a se associar as estratégias globais para que o país possa viver livre do HIV/Sida.

Segundo Augusto Gomes, o Governo nunca poupou e não vai poupar esforço nos trabalhos  a favor das entidades que lutam dia-à-dia para o combate da pandemia no HIV/Sida.

Gomes agradeceu  aos parceiros internacionais que apoiam a Guiné-Bissau nesta luta, apelando-os a continuarem com a iniciativa, para juntos lutarem para a redução mundial da doença.

“Nós estamos emanados nesta luta, é uma luta global, e não só do Fundo Mundial, da OMS, da UNICEF, ENDA, PLAN Internacional e todas as ONGs que trabalham nas nossas comunidades dando o seu tudo para combater a doença Sida”, declarou o representante do Primeiro-ministro na cerimónia.

A Secretária-executivo do Secretariado Nacional de Luta Contra Sida (SNLS) Fatumata Djaray Dialló recomendou a sociedade guineense sobretudo a camada juveníl o uso de preservativo no momento de relação sexual para  se protegerem da doença.

Para Djaray Djaló  só seguindo as orientações dos técnicos de saúde é que os guineenses podem se escapar do flagelo Sida.

“A ignorância de certos individuos tem aumentado o número de casos no país  assim como no mundo, mas quero vos deixar claro que devemos proteger porque a doença existe na verdade, e até hoje o mundo está a lutar para encontrar a sua verdadeira cura”, alertou a Secretária Executiva da SNLS.

A presidente da Rede Nacional de Pessoas Viventes com o HIV/Sida, Maria Fátima Lopes Machado, reiterou na ocasião a determinaão da  sua organização de continuar a sensibilizar os serepositivos para evitar que suas situações se piorem.

Maria Fátima Lopes pede ao Presidente da República e ao primeiro-ministro para darem mais atenção às organizações que combatem a propagação da doença no país.

Ainda no quadro da comemoração do dia mumdial de luta contra Sida, o Governo promoveu uma marcha nas ruas de Bissau sob o lema: “Igualdade no acesso ao Serviço de HIV/Sida para celebrar o dia”.ANG/LLA/ÂC//SG


Ensino
/Presidente da República anuncia construção de um Liceu de referência em Bafatá

Bissau,01 Dez 22(ANG) –O Presidente da República anunciou a construção de um Liceu de referência na cidade de Bafatá, leste do país, projeto a ser financiado pelo seu homólogo argelino.

“Aquando da minha visita à Argélia, apresentei ao meu homólogo daquele país duas preocupações, para me apoiar em hospital e escola e ele prontificou em financiar as duas infraestruturas na Guiné-Bissau”, disse Umaro Sissoco Embaló,  na visita efetuada, quarta-feira, às obras de reabilitação do Liceu Nacional Kwameh Nkrumah.

O chefe de Estado salientou que foram as autoridades argelinas que escolheram o local para a construção da referida infraestrutura escolar e calhou com a cidade de Bafatá.

“O referido liceu vai acolher os alunos oriundos de todos os sectores que compõem a região de Bafatá e até ,mesmo os da região vizinha de Gabu”, sublinhou.

O Presidente da República defendeu a necessidade de se ir ao encontro do conhecimento e não o contrário.

“A equipa técnica argelina já esteve no país para fazer o levantamento do projeto e penso que, em Janeiro do próximo ano, vão arrancar as obras do referido liceu, que será dotado de estrutura de um estabelecimento do ensino moderno”, disse.

Umaro Sissoco Embaló disse que, no próximo ano, o país vai dispor igualmente de uma escola onde será lecionada as línguas francesa e portuguesa.

Em relação as obras de reabilitação do Liceu Nacional Kwameh Nkruma, o chefe de Estado sublinhou que que o seu edifício se encontrava numa situação lamentável, com sérios riscos de vida para os alunos e professores.

“Por isso entendemos que é urgente fazer uma intervenção no referido liceu, aliás, como estão a constatar há uma dinâmica nos trabalhos de sua reabilitação total”, frisou.

O Chefe de Estado assegurou que os trabalhos de reabilitação das infraestruturas escolares irão prosseguir em todos os cantos do país, porque “se há algo de que os guineenses precisam é a escola”.

Kwameh Nkruma construído na época colonial e que foi o único liceu de todo o período colonial, sofre obras de reabilitação que só serão concluídas no próximo ano. ANG/ÂC//SG

 


Caso Intupé
/Movimento da Sociedade Civil condena espacamento do advogado

Bissau, 01 Dez 22 (ANG) – O porta-voz do Movimento Nacional da Sociedade Civil para Paz, Democracia e Desenvolvimento (MNSCPDD) diz ter “condenado com veemência” o espacamento do advogado Marcelino Intupé e pede que os  atores sejam levados à justiça.

Mamadú Queta falava hoje em exclusivo à ANG, em jeito de reação ao espancamento de Marcelino Intupé, ocorrido na, terça feira, na sua residência em Bissau, ato que se diz ter sido praticado por um grupo de homens fardados não identificados.

Queta disse que tomou  conhecimento do espancamento através dos órgãos da comunicação social e na rede social, com “muita tristeza, revolta e indignação”.

Defende  que é preciso um redobrar de esforços por parte das autoridades judiciais, sobretudo da Polícia Judiciária, para  identificar e levar à justiça os autores, porque, diz, “está situação coloca a população numa situação de insegurança”.

“Num Estado de Direito não deve acontecer situações de género, onde a pessoa é perseguida, maltratada, pelo facto de estar a dar a sua opinião pública”, disse.

Instado a falar das inconclusões  de inquéritos sobre  vários outros casos de violência ocorridos no país, Mamadú Queta disse esperar que a justiça seja feita, desta vez, para pôr fim à prática, alegando ser uma situação recorrente, pelo que é preciso que o inquérito instaurado pelas autoridades sejam conclusivas.

“Por isso, exortou as autoridades judiciais, sobretudo a Policia Judiciária no sentido de evidenciarem esforços para o esclarecimento, e que as pessoas sejam efetivamente responsabilizadas.

O porta voz do MNSCPDD disse que o ato coloca a sociedade numa  situação de insegurança permanente, porque o espancamento, independentemente da pessoa estar a dar ou não a sua opinião, fará com que os cidadãos e aqueles que vivem no país se sintam  inseguros. 

“É preciso que todos nós, independetemente das nossas posições, façamos alguma coisa para que casos de género não voltem a acontecer”, disse o Mamadú Queta.  ANG/LPG/ÂC//SG

 

 

Política /Líder do PAIGC manifestou “profunda indignação” a PR guineense com ataque a cidadão

Bissau,01 Dez 22(ANG) - O líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, disse ter anifestado, quarta-feira,  a sua "profunda indignação" ao Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, pelo ataque contra o advogado Marcelino Ntupé.

"Manifestamos a nossa profunda indignação com a ocorrência de mais um caso de um cidadão nacional ter sido agredido na sua residência por, presumivelmente, emitir opiniões", disse Domingos Simões Pereira.

O líder do PAIGC falava na sede do partido, em Bissau, depois de um encontro entre o chefe de Estado guineense e os partidos com assento parlamentar, que decorreu na Presidência da República, mas onde não foram feitas declarações à imprensa.

"É inconcebível e inaceitável e nós estamos aqui a repudiar isso com todas as letras de que não se pode permitir que as pessoas sejam agredidas por terem emitido opiniões que não sejam do agrado de alguém, qualquer que seja essa pessoa", declarou Domingos Simões Pereira.

O líder do PAIGC salientou que todos os guineenses fazem parte do mesmo país, "de uma cidadania", e que os "tribunais existem e outros órgãos existem para se fazer um recurso".

"A situação ainda é mais grave e fizemos questão de o anotar ao Presidente, o facto de familiares e vizinhos afirmarem categoricamente terem identificado um dos elementos que participou nesse assalto na pessoa do tal famoso Tcherninho", disse o líder do PAIGC, referindo-se a um elemento da segurança do Presidente guineense.

"Eu digo aqui claramente que não estive lá, não assisti, mas quando isso é afirmado por vizinhos e familiares, isso aumenta a responsabilidade do Presidente da República e nós levantámos essa questão, esperando que haja um esclarecimento o mais rapidamente possível", acrescentou.

O advogado e comentador numa rádio de Bissau foi espancando, na noite de terça-feira, alegadamente por homens fardados e armados.

O advogado encontrava-se na sua residência quando foi surpreendido por cinco homens com uniformes militares que o agrediram fisicamente, na presença da sua mulher grávida de oito meses, que terá tentado impedir a agressão.

Augusto Mário da Silva, presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, disse ter tomado conhecimento do caso "com indignação, apreensão e com repúdio".

"Nós não podemos continuar neste ambiente de violência. Neste ambiente de insegurança. Não podemos continuar nesta situação. Já são vários episódios de violência e parece-nos que a violência é institucional", considerou Augusto Mário da Silva.

Em comunicado, divulgado na rede social Facebook, o Presidente guineense condenou o "ato bárbaro de violência contra advogado".ANG/Lusa

 

Caso Intupé/PRS considera “vergonhoso”  rapto e espancamento do advogado

Bissau, 01 Dez 22 (ANG) - O Partido da Renovação Social (PRS) diz que “condena com veemência” o rapto e espancamento do advogado e analista político da Rádio Bombolom FM, Marcelino Intupé, ato que o  partido  considerou de “vergonhoso”.

A informação consta no Comunicado à Imprensa do PRS sobre o  espancamento de  Marcelino Intupé por um grupo de cinco homens armados na noite do dia 29 de Novembro,   que o abandonaram  na rua com ferimentos graves.

“Este ato é  ignóbil, vergonhoso e inaceitável. Exigimos  às autoridades competentes no sentido de identificar e apresentar os seus autores, o mais breve possível, para serem traduzidos à justiça como forma de restabelecer a paz,  ordem e o equilíbrio social, condição sine qua non para a convivência pacífica entre os guineenses e para o progresso social”, refere o comunicado.

Ainda no comunicado, o PRS  destaca  que já é uma realidade  que no país existe um comando de milícias que apresentam encapuzadas com  o único propósito de raptar, espancar e aterrorizar as vozes que se erguem contra o regime instalado no país.

“Não obstante, o povo guineense continua a ser atormentado pela escalada de violência traduzida em agressões, raptos, e espancamentos, invariavelmente qualificados de casos isolados, sem que nenhum deles tenha sido traduzido em justiça, apesar de existir várias exortações e condenações destas práticas”, lê-se no comunicado .

O PRS chama a atenção às autoridades nacionais de que o país não pode continuar na constante situação de violência, e dirigiu-se à comunidade internacional para exortar sobre o que diz ser “persistência de atentados contra os Direitos Humanos na Guiné-Bissau na tentativa de silenciar as vozes incomodas ao regime”.

 O terceiro maior partido da Guiné-Bissau sustenta que a  Guiné-Bissau é uma República democrática em que as estruturas de persuasão e repressão são legais e actuam segundo os princípios da necessidade, da proporcionalidade e da adequação, razão pela qual, segundo esta formação política,  não é autorizado à  ninguém  “criar e fomentar milícias para prática de atos de violência”.

Marcelino Intupé , após exames médicos voltou a sua residència na terça-feira. É comentador na rádio privada “Bombolom FM e   advogado de um grupo de militares detidos por alegado envolvimento no caso 01 de Fevereiro, uma falhada tentativa de golpe de Estado ocorrida ao princípio deste ano.

ANG/AALS/ÂC//SG

Cooperação/União Europeia anuncia subvenção de 360 milhões de euros à Guiné-Bissau

Bissau, 01 Dez 22(ANG) – O novo embaixador da União Europeia(UE) no país, anunciou, terça-feira,em Bissau, que a instituição vai conceder à Guiné-Bissau uma subvenção direta de 360 milhões de euros,  num período de 15 anos.

Artis Bertulis que falava quarta-feira aos jornalistas após a  entrega da sua carta credencial  ao Chefe de Estado Umaro Sissoco Embaló, acrescentou  que  a UE tem uma ação muito concreta e ativa no apoio ao desenvolvimento da Guiné-Bissau num conjunto de setores-chave como a educação, a saúde ou o agro-negócio.

O diplomata adiantou que à  este valor acrescenta as subvenções dadas através de programas regionais, num valor também muito significativo. 

Bertulis referiu   que a UE  têm um acordo com o Governo guineense na área das pescas com desembolso na ordem  de cerca de 16 milhões de euros por ano. 

O novo respresentante da UE em Bissau disse que tambem debateu com  chefe de Estado guineense, que atualmente preside a CEDEAO, questões de interesse sub-regional, tendo em conta que a UE e a CEDEAO são “parceiros estratégicos que trabalham ativamente em conjunto sobre questões de interesse comum”.

A  parceria entre a Guiné-Bissau e a UE vigora há mais de 40 anos e é descrita como duradoura e sólida.

“Nestes últimos 46 anos estivemos sempre cá para apoiar a Guiné Bissau em todos os momentos da sua história. No futuro, cá estaremos para a apoiar”, salientou. ANG/JD/ÂC//SG

 

 

 

 


Política
/"Atual CNE não tem condições de promover o processo eleitoral" diz líder do PAIGC

Bissau, 01 Dez 22 (ANG) – O Presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde disse que a atual Comissão Nacional das Eleições(CNE) não tem condições para promover o processo eleitoral, porque está caduco e  atngiu seu período de mandato.

Domingos Simões Pereira falava, esta quarta feira,  na sede dos libertadores, em Bissau, após a reunião conjunta dos partidos com assento parlamentar com o Presidente da República.

Diz achar  “muito curiosas” as leituras que dizem que não havendo condições de reunir a plenária da Assembleia Nacional Popular, pode, eventuamente, incumbir-se o Presidente da República dessa decisão.

"Quem dissolveu o parlamento foi o Presidente da República, e  é o primeiro responsável pela Assembleia não ter de cumprir esse desiderato, não pode chamar a si essa competência, isso é viciar o jogo e pôr em causa a transparência do processo”, disse.

O líder do PAIGC disse esperar a solução para a CNE resulte de algo que o Presidente da ANP seja incumbido, em diálogo com a Comissão Permanente de ANP, que  possa convocar todos os partidos políticos legalmentes estabelecidos e tentar encontrar bases de entendimento que favoreça a “criação de uma CNE credível com legitimidade para conduzir todo o processo”, disse.

Para Simões Pereira, a CNE não tem Presidente, não tem um dos  secretário-executivo adjunto, e sustenta que esses orgãos não são eleitos por cargos mas sim  individualmente.

“José Pedro Sambu foi eleito para Presidente da CNE, esse  cargo não é transmissível a outro como algumas identidades pretenderam fazer crer”, disse.

Quanto ao encontro com o Presidente da República, Simões Pereira disse que sairam convencidos de terem deixados apontamentos necessários, se a intenção for de fato criar um quadro de normalidade para que a ida as urnas possa realmente tranquilizar todos.     

O líder do PAIGC frisou que a conversa com o presidente da República foi bastante positiva e acreditam na boa vontade que foi expressa de o Presidente ouvir todos os partidos e poder criar os consensos necessários para a criação duma nova CNE e assim reunir todas as condições necessárias à fixação da nova data das eleições legislativas.

Defendeu que, quando se fala em audiência coletiva ou colegial envolvendo os partidos políticos com assento parlamentar deviam estar todos e não estavam todos. “Nós não pensamos que seja normal haver este tipo de avaliação e ouvimos a resposta que foi dada na altura. Mais isto não é a resposta que aceitamos”, disse. ANG/MI//SG

                EUA/Macron defende  reforma do FMI e Banco Mundial

Bissau, 01 Dez 22 (ANG) - O presidente francês, Emmanuel Macron, promoveu quarta-feira, em Washington, a sua intenção de reformar o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial para se prepararem para desafios como as alterações climáticas.

“Já não estamos no mundo dos 80 e dos 90. O mundo mudou, mas as nossas regras não", disse Mácron, durante um encontro sobre biodiversidade com vários congressistas dos EUA.

Macron disse que a vulnerabilidade climática deve ser tida em conta nas regras colectivas, o que não é o caso, defendendo uma mudança de modelo "em profundidade", em vez que apostar em novos fundos, "que não vão ser financiados ou se o vierem a ser não o serão de forma adequada".

A solidariedade e as alterações climáticas são dois conceitos que estão associados, defendeu.

A realização em Junho de uma cimeira em Paris vai ser o pontapé de saída da construção de uma agenda "concreta" que permita obter resultados, acrescentou o presidente francês.

Macron disse querer convencer os seus interlocutores norte-americanos da necessidade de estabelecer acções concretas, acelerar o trabalho em favor dos países menos desenvolvidos e de os desenvolvidos cumprirem os seus compromissos. ANG/Angop

 

São Tomé e Príncipe/ Ex-presidente do parlamento nega envolvimento em golpe

Bissau, 01 Dez 22 (ANG) - Delfim Neves, deputado do Movimento Basta, encontra-se sob Termo de identidade e residência (TIR) desde que foi libertado na terça-feira por ordem da justiça são-tomense por inexistência de "indícios fortes e sólidos" do seu envolvimento na suposta tentativa de golpe de Estado.

O também antigo presidente da Assembleia Nacional afirma ter sido levado de sua casa na sexta-feira por militares, tendo sido transferido no dia seguinte para as instalações da Polícia judiciária.

Delfim Neves falou à imprensa são-tomense na tarde de terça-feira recusando algum dia poder pactuar com a política com manchas de sangue, descartando, desta feita, qualquer envolvimento na susposta tentativa de golpe de Estado que as autoridades do arquipélago denunciam ter-se registado aquando do ataque a 25 de Novembro do quartel da capital.

Na altura acabariam por falecer 4 pessoas, incluindo Arlécio Costa, antigo membro do "batalhão Búfalo", tratar-se-iam de civis que teriam tentado entrar à força naquela instalação militar.

Antes da conferência de imprensa de Delfim Neves o seu advogado Hamilton Vaz denunciou uma "tramóia" para aniquilar o deputado do movimento Basta cuja imunidade parlamentar não teria sido respeitada.

O advogado lembra que só as autoridades policiais podem efectuar detenções, ora ele afirma ter sido levado de casa por militares para o quartel.

Hamilton Vaz assumia também a sua preocupação relativamente aos militares detidos, num contexto em que surgiram várias denúncias de torturas, com a circulação de fotografias alusivas nas redes sociais.

Ao todo 17 pessoas tinham sido detidos, sobretudo militares de baixa patente que alegam temer pela sua vida no quartel, para onde teriam sido entretanto transferidos, não obstante a justiça ter-lhes confirmado ordem de prisão.

Hamilton Vaz denuncia uma "inventonapara aniquilar Delfim Neves, antigo líder do PCD, Partido da convergência democrática, e ex presidente do parlamento, figura crítica da ADI, Acção democrática independente.

Este é o partido do primeiro-ministro Patrice Trovoada que acaba de assumir as rédeas do poder, na sequência da sua vitória com maioria absoluta nas eleições legislativas de 25 de Setembro.

O Tribunal de primeira instância em São Tomé e Príncipe decidiou, pois, nesta terça-feira colocar Delfim Neves em liberdade.

Reagindo às leituras do suposto favorecimento de que o ex presidente do parlamento podia ter beneficiado por parte da juiza, tida como próxima da sua pessoa, Hamilton Vaz, o seu advogado, alega que ela se limitou a aplicar a justiça em função dos factos que tinha em sua posse.

"A juíza não faz milagre. Juíza deve actuar com base nos factos que têm à frente e os factos de que ela dispunha não há indícios do envolvimento dele nesse processo. O termo golpe de Estado é a apelidação que o primeiro ministro deu ao assalto ao quartel. Nenhum órgão de soberania foi beliscado é um assalto a quartel feito por um grupo de cidadãos, quatro civis fracos, sem nenhuma preparação que foram introduzidas dentro do quartel naquilo que eu chego também a chamar um "teatro", uma "inventona" senão "tramóia" para aniquilar o Delfim Neves e o Arlécio Costa. Não faltava muito para que o Delfim Neves, ex-presidente da Assembleia, também fosse abatido." ANG/RFI

 

                      Saúde Pública/SIDA matou 650 mil pessoas em 2021

Bissau, 01 Dez 22 (ANG) - Cerca de 650 mil pessoas morreram de SIDA e um milhão e meio foram infectadas pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH) em 2021.

Os dados são do relatório anual do Programa das Nações Unidas de Combate ao VIH/SIDA. Esta quinta-feira assinala-se o Dia Mundial de Combate à SIDA.

No ano passado, 38 milhões e 400 mil pessoas tinham VIH em todo o mundo, 1,5% a mais do que em 2020, quando a doença afectava cerca de 37 milhões e 800 mil pessoas. Cerca de 650 mil morreram, um número que caiu 5,79% relativamente ao ano anterior. No total, em 2021, um milhão e meio de pessoas foram infectadas, um registo semelhante ao de 2020.

A taxa de mortalidade é alarmante entre as crianças. De todas as mortes no ano passado, 15% foi entre crianças com menos de 14 anos, apesar de representarem menos de 15% das pessoas a viver com o VIH no mundo.

Em 2021, 28 milhões e 700 mil pessoas tiveram acesso à terapia anti-retroviral, um aumento de 5,2%. Desde o pico da doença, em 1996, as novas infecções caíram para metade e, desde 2004, quando morreram dois milhões de pessoas, as mortes diminuíram 32%.

A África Oriental e Austral representam praticamente metade do total de casos de SIDA no mundo: 20,6 milhões, dos quais 78% têm acesso ao tratamento anti-retroviral. Já no norte de África e na Ásia Central apenas metade da população afectada tem a terapia.

Este ano, o tema do Dia Mundial do Combate à SIDA é “acabar com as desigualdades, acabar com a SIDA”, mas a ONU revela a desigualdade de género na luta contra o vírus. Por exemplo, na África subsaariana, as adolescentes entre os 15 e os 19 anos têm duas vezes mais probabilidades de serem infectadas do que homens da mesma faixa etária. Nesta região, cerca de 63% das novas infecções são em mulheres. ANG/RFI

 

                 
              Iraque/Estado Islâmico anuncia a morte de seu líder

Bissau,01 Dez 22 (ANG) - O líder do grupo extremista Estado Islâmico, o iraquiano Abu Hassan al-Hashimi al-Qurashi, foi morto, enquanto lutava contra os inimigos, anunciou quarta-feira o porta-voz do grupo jihadista, numa mensagem de áudio publicada no Telegram.

É o segundo líder do Estado Islâmico morto neste ano 2022.

Segundo informações da agência Reuters, Hashimi era o irmão mais velho do ex-califa do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, morto em 2019 após um ataque dos Estados Unidos.

Hashimi se juntou ao terrorismo em 2003 após a ação norte-americana que derrubou o ditador Saddam Hussein e levou ao surgimento do EI.

O Estado Islâmico descrevia Hashimi como um líder "erudito", um conhecido "combatente" e "emir da guerra", que lutou contra as forças americanas e sabia como combatê-las.

O seu nome verdadeiro é Juma Awad al-Badri, segundo a Reuters. "Badri é um radical conhecido por sempre acompanhar Baghdadi como companheiro pessoal e conselheiro jurídico islâmico", disse um dos oficiais de segurança iraquianos à Reuters no início de 2022.

Hashimi (ou Badri) também foi chefe do chamado shura, conselho que orienta a estratégia do EI e decide a sucessão da liderança quando um califa é morto ou capturado.

No áudio divulgado quarta-feira, o porta-voz do Estado Islâmico acrescentou que o novo "califa dos muçulmanos" será Abu al-Husayn al-Husayni al-Quraishi.

O sobrenome al-Quraishi está associado a famílias que se declaram descendentes de Maomé, o que é essencial para ser considerado "califa".

Em Fevereiro, o então líder do grupo extremista Estado Islâmico, Abu Ibrahim al-Hashimi al-Qurayshi, foi morto na Síria, após uma acção militar dos Estados Unidos.

Foi a maior operação das forças norte-americanas na Síria desde Outubro de 2019.

Na época, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden disse que al-Qurayshi "escolheu  explodir-se" durante a acção militar que tentou capturá-lo.

A operação aconteceu em Idlib, região que está fora do controlo do governo sírio, e terminou com 13 mortos, inclusive sete civis, quatro crianças e três mulheres.

Os EUA ofereciam até USD 10 milhões (R$ 52 milhões – 1 USD equvale a Kz 506.7780) como recompensa para quem tivesse informações que levassem à captura dele.

A complexa guerra da Síria provocou quase 500 mil mortes desde 2011 e deixou o país fragmentado com a presença de vários grupos. ANG/Angop

 

Egito/Mais de mil detidos  por manifestações que não chegaram a acontecer

Bissau, 01 Dez 22 (ANG) - Mais de mil pessoas foram detidas no Egipto desde o início de Outubro, devido a uma convocatória de manifestações que não se chegaram a realizar durante a Cimeira do Clima COP27 em Sharm el Sheik, segundo uma organização não-governamental.

De acordo com fonte não identificada, por motivos de segurança, da Comissão Egípcia para os Direitos e Liberdades (ECRF, na sigla inglesa), disse à agência EFE que até ao momento as equipas legais da organização documentaram a detenção de um total de 1.062 pessoas, entre as quais 29 mulheres, desde o início de outubro em todo o Egipto.

Quase todos os detidos estão em prisão preventiva ou sob custódia policial, apenas cinco pessoas foram libertadas e outras quatro foram absolvidas de todas as acusações, segundo a fonte.

Foram também contabilizados 36 casos de "desaparecimentos forçados".

Esta nova onda de detenções começou em princípios de outubro, após uma convocatória anónima de protesto programado para 11 de Novembro, durante a COP27, mas que não se realizou.

De facto, enquanto o país africano celebrava a cimeira climática entre 06 e 19 de Novembro, as autoridades detiveram cerca de 420 pessoas, de acordo com a fonte.

A maioria dos detidos foram acusados de "difundir notícias falsas" ou de "pertença a um grupo terrorista", acusações que as autoridades egípcias usam habitualmente contra activistas, dissidentes e críticos do Governo.

As manifestações foram convocadas perante o crescente descontentamento da população egípcia com o Governo do presidente Abdelfatah Al Sisi, e perante a aguda crise económica que atravessa o país, marcada pela inflação e pela desvalorização da moeda local, que desde Março já perdeu quase metade do seu valor.

Milhares de pessoas permanecem presas no Egipto por expressar as suas opiniões, de acordo com ONG como a Amnistia Internacional, enquanto a Human Rights Watch estima que até 60 mil pessoas tenham sido detidas por razões políticas no Egipto desde que Al Sisi chegou ao poder em 2013. ANG/Angop