sexta-feira, 14 de julho de 2023

China Popular/Governo pede aos EUA que sejam “racionais” e “pragmáticos” para melhorar relações

Bissau, 14 Jul 23 (ANG) – O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, pediu hoje ao secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, que Washington atue de forma “racional” e “pragmática”, para melhorar as relações com Pequim.

Ambos estão em Jacarta a participar num encontro entre os ministros dos Negócios Estrangeiros da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), que reúne 10 países, e parceiros externos.

O diretor do Gabinete da Comissão para as Relações Externas do Partido Comunista da China exortou os Estados Unidos a não interferirem nos assuntos internos da China, numa referência a Taiwan, e a deixarem de atacar a China nas áreas de economia, comércio ou tecnologia, através da imposição de “sanções ilegais”.

Em comunicado, Wang Yi explicou que a reunião foi realizada a pedido dos EUA e que ambos os lados concordaram que foi honesta, pragmática e construtiva.

Entre as principais questões de atrito, destaca-se a ilha autónoma de Taiwan, que a China reivindica como parte do seu território, a ser reunificada, através da força, caso seja necessário.

Os EUA são o principal aliado e fornecedor de armamento de Taiwan.

A China aumentou a escala e frequência dos exercícios militares próximo de Taiwan e assumiu maior assertividade nas suas reivindicações territoriais no Mar do Sul da China, enquanto os Estados Unidos colocaram barreiras ao acesso de Pequim a ‘chips’ semicondutores, componentes essenciais no fabrico de alta tecnologia.

A reunião aconteceu dois dias depois de a Microsoft ter denunciado um ataque a partir de um computador alegadamente localizado na China contra a correspondência eletrónica de várias agências estatais dos EUA.

As negociações em Jacarta acontecem quase um mês depois de Blinken se ter deslocado a Pequim, a primeira visita do principal diplomata dos EUA em quase cinco anos.

Blinken reuniu-se com o Presidente chinês, Xi Jinping, com o chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, e com o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Qin Gang.

A secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, também esteve em Pequim, na semana passada, visando melhorar as relações.

A guerra na Ucrânia, a crise no Myanmar (antiga Birmânia), a ameaça nuclear da Coreia do Norte e as disputas territoriais pela soberania do Mar do Sul da China, entre Pequim e vários países vizinhos, são algumas das questões que estão a ser debatidas na reunião da ASEAN, que termina hoje.

Wang e Blinken, bem como os altos representantes estrangeiros da União Europeia e de países como a Rússia, Índia, Japão, Coreia do Sul e Austrália, entre outros, participam também em reuniões multilaterais.

Fundada em 1967, a ASEAN é composta pelas Filipinas, Brunei, Camboja, Indonésia, Laos, Malásia, Singapura, Tailândia, Vietname e Myanmar e estabeleceu já um roteiro para a inclusão de Timor-Leste. ANG/Lusa

 

         EUA/Planeta vive mês de junho mais quente desde que há registos

Bissau, 14 Jul 23 (ANG) – Uma Terra, cujo clima está a aquecer, registou o seu junho mais quente desde que há registo, superando a marca anterior em 0,13 graus Celsius (º.C) com os oceanos a registarem temperaturas recorde pelo terceiro mês consecutivo.

O anúncio foi feito na quinta pela agência norte-americana para a Atmosfera e os Oceanos (NOAA, na sigla em Inglês).

Os 16,55 º.C de média global verificados em junho estiveram 1,05 º.C acima da média do século XX. Esta foi a primeira vez que uma média mensal superou em mais de um grau centígrado a temperatura normal, apontou a NOAA.

Outros sistemas de monitorização do clima, como o da NASA, o Berkeley Earth e o europeu Copernicus, já tinham apontado que junho último tinha sido o mais quente desde que há registo, mas a NOAA é considerada o padrão dos registos, com dados que remontam a 1850.

O aumento no último mês de junho é “um considerável grande salto”, porque normalmente os registos mensais globais têm uma base de recolha de informação tão alargada que permitem detetar variações de centésimos de grau, e não apenas de décimas, salientou o cientista climático do NNOAA, Ahira Sanchez-Lugo.

“O recente registo de temperaturas, bem como os incêndios extremos, a poluição e as inundações que estamos a ver este ano são os que esperamos ver em um clima quente”, apontou a cientista climática Natalie Mahowald, da Universidade de Cornell. “Estamos apenas a ter uma pequena amostra do tipo de impactos que são esperados com as alterações climáticas”, reforçou. ANG/Lusa

 

Genebra/"É possível" acabar com a sida como ameaça à saúde pública até 2030”- OMS

Bissau, 14 Jul 23 (ANG) - As Nações Unidas consideraram que "é possível" acabar com a sida como ameaça à saúde pública até 2030, mas que um crescente défice de financiamento está a travar a progressão para esta meta.


Esta consideração foi proferida pela Diretora Executiva da OMS,Winnine Byanyima, por ocasião da divulgação de um novo relatório sobre a evolução da sida no mundo.

 

O roteiro da Onusida que conduz a acção global para acabar com esta ameaça à saúde pública até 2030, no âmbito dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável, "mostra que o sucesso é possível durante esta década", sublinhou hoje em Genebra a directora executiva da organização, Winnie Byanyima, para quem se trata acima de tudo de uma escolha política e financeira.

Ao pedir que se tomem medidas para combater a desigualdade, apoiar as comunidades e organizações da sociedade civil neste sentido e garantir um financiamento adequado e sustentável, a directora executiva da Onusida não deixou de apontar alguns dados encorajadores.

Segundo a ONU, os progressos no combate à sida foram mais importantes nos países e regiões que mais investiram financeiramente, como foi o caso na África Oriental e Austral, onde as novas contaminações diminuíram 57% desde 2010.

As Nações Unidas referem nomeadamente que países como o Botsuana, Essuatíni, Ruanda, Tanzânia e Zimbabué já atingiram os chamados objectivos "95-95-95", ou seja 95% das pessoas que vivem com o HIV conhecem o seu estado serológico, 95% dessas pessoas seguem um tratamento anti-retroviral e 95% das pessoas em tratamento têm uma carga viral igual a zero e, por conseguinte, não transmitem a doença.

Ainda segundo a ONU, 16 outros países, 8 dos quais na África subsariana, estão prestes a atingir este objectivo.

O número de pessoas em tratamento anti-retroviral no mundo passou de 7,7 milhões em 2010 para 29,8 milhões em 2022, enquanto as novas contaminações diminuíram 59% desde o seu pico em 1995.

Em 2022, a cada minuto ainda morria uma pessoa devido à Sida, e cerca de 9,2 milhões de pessoas continuam ainda sem tratamento, incluindo 660 mil crianças seropositivas.

Segundo a Onusida, vários obstáculos travam a eliminação desta ameaça à saúde pública, nomeadamente leis que discriminam populações de risco, mas também a diminuição de financiamentos para o combate efectivo à doença a nível global.

Depois de ter aumentado significativamente no início de 2010, no ano passado voltou ao mesmo nível de 2013, com cerca de 20 mil milhões de dólares disponíveis, ou seja 2,6% a menos do que em 2021 e muito menos do que os cerca de 29 mil milhões considerados necessários até 2025.  ANG/RFI

 

       Rússia/Altas patentes militares  detidas pelas autoridades de Moscovo

 Bissau,14 Jul 23 (ANG) – Altas patentes militares russas, incluindo o general Sergei Surovikin, ex-comandante das forças de Moscovo na Ucrânia, foram presas, no âmbito da rebelião do Grupo Wagner, informou hoje o Wall Street Journal (WSJ) citando fontes próximas do processo.

O general, que comandou as forças russas na Síria e depois na invasão da Ucrânia, iniciada em 24 de Fevereiro do ano passado, foi detido e interrogado, segundo as mesmas fontes, juntando-se a outras altas patentes que foram presas, suspensas ou demitidas.

Surovikin, conhecido como “General Armagedão” pelas campanhas de bombardeamentos que empreendeu na Síria, não era acusado de nenhum crime, mas estava a par alegadamente dos planos de rebelião do líder do grupo mercenário Wagner.

Yevgeny Prigozhin abandonou a Ucrânia, onde as suas tropas terão sido supostamente atacadas por forças russas, e, na noite de 23 para 24 de junho, os seus soldados tomaram sem resistência a cidade estratégica de Rostov (sul da Rússia), tendo depois empreendido uma marcha para Moscovo para depor as chefias militares, iniciativa travada apenas quando as suas colunas estavam a pouco mais de 200 quilómetros da capital, num acordo mediado pelo Presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko.

A detenção de Surovikin, sem confirmação oficial e agora noticiada pelo WSJ, estará inserida numa campanha do Kremlin para afastar oficiais suspeitos de deslealdade.

Com o general, indicou o WSJ, pelo menos 13 altos oficiais foram detidos para interrogatório, tendo alguns deles sido libertados posteriormente, e cerca de 15 foram suspensos do serviço ou demitidos.

Nem o Kremlin nem o Ministério da Defesa da Rússia responderam aos pedidos de confirmação do jornal.
Andrei Kartapolov, líder do comité de defesa do parlamento russo, disse num vídeo que circulou nas redes sociais russas esta semana que Surovikin estava apenas a descansar e que não se encontrava “disponível”.

Segundo uma das fontes do jornal, o coronel-general Andrey Yudin e o vice-chefe da secreta militar, tenente-general Vladimir Alexeyev, também foram detidos e a seguir colocados em liberdade, após terem sido suspensos e os seus movimentos restringidos e sob observação.

Entre outras figuras detidas está o ex-coronel general Mikhail Mizintsev, que foi vice-ministro da Defesa, e conhecido como “o carniceiro de Mariupol”, e que ingressou no Grupo Wagner de Prigozhin.

Surovikin foi visto pela última vez num vídeo divulgado em 23 de junho, parecendo angustiado e com uma arma com na mão direita, enquanto pedia a Prigozhin e aos seus mercenários para cancelarem a sua rebelião.

Desde o final de junho, o Kremlin começou a desmantelar o Grupo Wagner, que tem tido um papel relevante na Ucrânia, responsável pela recente captura de cidade ucraniana de Bakhmut, na província de Donetsk (leste), e um instrumento de projeção de poder russo no Médio Oriente, em concreto na Síria, no continente africano. ANG/Inforpress/Lusa

 

Angola/Polícia afirma que recurso à força resulta de excessos dos manifestantes

Bissau, 14 Jul 23 (ANG) - O director de Segurança Pública da Polícia Nacional (PN), Orlando Bernardo, afirmou, esta sexta-feira, que a corporação tem um papel didáctico nas manifestações e o recurso ao uso da força acontece, de forma proporcional, quando está em causa a violação de outros direitos.


Segundo o oficial, que falava à ANGOP a propósito de uma  petição da Amnistia Internacional Portugal, para pôr fim ao suposto "uso da força excessiva, desproporcionada e letal pelas forças de segurança angolanas", essa acção da Polícia só acontece quando há excessos dos manifestantes.

Conforme a fonte, a Polícia não impede manifestações que estão consagradas na Lei, mas intervém quando as mesmas perigarem a ordem e a integridade dos cidadãos.

Segundo Orlando Bernardo, as forças de defesa e segurança têm o papel de repor a ordem pública, em caso de violação desta. "Do nosso lado, temos que ter em atenção a Lei e o dever de proteger as pessoas, os seus bens e o Estado de Direito e Democrático", afirmou. 

Nos termos da Lei angolana, o agente da PNA pode usar os meios coercivos de que dispõe, entre outras circunstâncias, para suster ou impedir atentados contra instalações do Estado, de utilidade pública, sociais, ou contra aeronave, navio, comboio, veículo de transporte colectivo de passageiros ou veículo de transporte de bens perigosos.

Nos últimos anos, Angola registou algumas manifestações ditas pacíficas, que resultaram em actos de arruaça e vandismo de bens públicos, por parte dos manifestantes, reprimidas pelas forças de defesa e segurança. ANG/RFI

 

quinta-feira, 13 de julho de 2023

Comunicação Social/ Bastonário da Ordem dos Jornalistas da Guiné-Bissau lamenta fecho das emissões da RTP e RDP/África no país

Bissau, 13 Jul 23 (ANG) – O Bastonário da Ordem dos Jornalistas da Guiné-Bissau (OJGB),  António Nhaga  lamentou hoje o fecho das emissões da Rádio Televisão Portuguesa (RTP) e Rádio Difusão Portuguesa (RDP/África), que segundo diz,  “não abona em nada para a imagem do país”.

Em entrevista exclusiva concedida esta quinta-feira à ANG, António Nhaga sustentou que a liberdade de expressão é fundamental para o exercício democrático, acrescentando que não é benéfico para o país se os órgãos de comunicação social estão sendo fechados.

“Estou convencido de que tudo o que a Guiné-Bissau podia ganhar com a realização da Cimeira da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) está manchada. Porque, de fato, sair da realização da Cimeira da CEDEAO e Sessão Extraordinária da UEMOA digamos que ganhamos uma imagem, mas a seguir fecharmos a Rádio e a Televisão. Isso não abona para realização da democracia”, frisou.

O Governo guineense exigiu,  em comunicado, tornado público no passado dia, 09 do corrente mês, a reposição da verdade sobre  todas as injúrias, difamações e acusações, termologias que diz serem “levianamente proferidas” nos canais da RTP e RDP/África contra o Chefe de Estado  Umaro Sissoco Embaló, sob pena de tomar “medidas retificadoras”.

Na quarta-feira a noite , segundo uma fonte da RTP/Africa,  os dois serviços  de comunicação social portugueses receberam ordem de fecho das suas emissões. A fonte da RTP/Africa disse que foram-lhe dito que o fecho das duas emissões teria sido decidida   por “Ordem Superior”.

Para o Bastonário da Ordem de Jornalistas da Guiné-Bissau, a democracia exige liberdade de expressão, exige ainda ter órgãos de comunicação social onde as pessoas possam exprimir, e Nhaga salienta  que se uma pessoa exprimir num programa da RTP ou RDP isso não pode impedir o Presidente da República e nem ninguém de exercer as suas funções.

O fecho dos órgãos de comunicação social, de acordo com o Nhaga, não dignifica o Estado Democrático que se quer construir no país, e sobretudo órgãos internacionais, porque a decisão vai ter efeitos  na imagem externa do país.

António Nhaga sublinhou que nesse momento “quer queiramos ou não as pessoas vão dizer que não há democracia porque fecham rádios,  e questiona se a RDP e RTP/África não estão noutros países dos PALOP, e diz que estão, mas nunca são fechadas e que de fato, os Presidentes tomam medidas caso necessário.

Para o comunicólogo, esse tipo de decisões  pode comprometer as relações entre a Guiné-Bissau e Portugal.

 “ Portugal é um país que tem grande influência no mundo, é ouvido quendo cada vez que há problemas nos PALOP. Dizem que  é quem colonizou e conhece melhor as suas colónias. Não é por acaso que dissemos que tudo que é nosso que vai passar pelo plano internacional passa por Portugal”, salientou. 

António Nhaga adverte  que  Portugal pode ajudar o país a fazer corredores nas Nações Unidas, União Europeia, mas se houver mal-estar pode também bloquear, sustentando que o Portugal pode não fazer esse bloqueio direto, mas há tentáculos onde pode contornar e fazer o que quer.      

Lamentou ainda que no país as pessoas não têm a noção de que a imprensa é fundamental para a democracia e para a construção de boa imagem  de um país. ANG/DMG/ÂC//SG     

Comunicação Social/Diamantino Lopes considera “errada” a decisão do Governo de suspender o funcionamento da RTP e RDP-África no país

Bissau, 13 Jul 23 (ANG) – O sociólogo e analista político Diamantino Domingos Lopes considerou hoje de “errada e vazia”, a decisão tomada,quarta-feira, pelo  Governo, que ordena a suspensão das emissões  da Rádio Televisão Portuguêsa (RTP) e  da Rádio Difusão Portuguesa (RDP/África) no país.

Em entrevista exclusiva à Agência de Notícias da Guiné (ANG), Diamantino Domingos Gomes começou por recordar que há alguns tempos, a“Reporter Sem Fronteiras” divulgou um artigo que retratava a subida da Guiné-Bissau para 14ª lugar no índice da Liberdade de imprensa de 2023, e diz que a referida notícia deixou satisfeito os atuais governantes, porque tudo parecia para o mundo fora, que a liberdade de imprensa na verdade funcionava na sua plenitude no país.

“Enquanto que na altura, os profissionais da comunicação social, viviam momentos difíceis, associados aos ataques contra os próprios profissionais do setor”, disse Diamantino Lopes.

Segundo o analista político, parece que o atual regime não aprendeu ainda com a lição expressa pelo povo nas legislativas  do dia 04 de Junho, e continuou a criar situações que não tem enquadramentos e nem fundamentos.

“A RTP e tanto a RDP-África são orgãos credíveis que há muitos anos no quadro de acordo que Portugal e a Guiné-Bissau rubricaram no domínio da comunicação social, têm funcionado sem interferir inclinadamente para qualquer formação partidária.  Qualquer órgão de comunicação social é livre de procurar e difundir informações que intender que é de interesse público, uma vez que não viola as regras diontologicos profissionais da classe”, disse o responsável.

Considerou por outro lado que, o encerramento das portas da RTP e RDP-África na Guiné-Bissau é só mais uma demonstração de  força do atual regime à siciedade guineense.

“Este regime sabe que recentemente foi derrotado nas urnas, e pretende criar situações, para dificultar o próximo governo , sabendo que a tomada de posse dos novos deputados da nação, está para breve, e o novo elenco governamental irá tomar posse seguidamente, sendo assim, o atual regime pretende criar situações que futuramente irá dificultar o próximo Governo”,sustentou o sociólogo e analista político.

Para Diamantino Domingos Lopes não é tarde reconsiderar da decisão que considera de “sem cabimento”, tomada pelo Governo, como forma de preservar a relação de velhos tempos, cultivada entre dois países irmãos, ordenando  a retomada das duas emissões  da comunicação social portuguesa no país, para o bem dos dois povos.

No passado dia 09 de Julho,o Governo guineense exigiu, em comunicado,  a reposição da verdade sobre  todas as “injúrias, difamações e acusações, termologias que diz serem “levianamente proferidas” pela RDP e RTP/África contra o Chefe de Estado  Umaro Sissoco Embaló, num debate televisivo, sob pena de tomar “medidas retificadoras”.

Segundo disse à ANG,  uma fonte da RTP/África, os dois serviços portugueses receberam a ordem de fecho das emissões, quarta-feira à noite.

A fonte acrescentou que ao querer saber  quem deu a ordem a resposta foi de que a decisão saiu de “Ordem Superior”. ANG/LLA/ÂC//SG        

Tribunal de Contas/Sindicato de base pede exoneração urgente do Presidente da instituição

Bissau, 13 Jul 23(ANG) – O  presidente do Sindicato de Base dos Funcionários do Tribunal de Contas  (TC) pede a exoneração urgente do Presidente desta instituição, para, alegadamente “salvaguardar a boa imagem da instituição  fiscalizadora das contas públicas guineense.

Foto funcionários de Tribunal de Contas

Alexandre Aliu Gomes falava em conferência de imprensa, realizada, quarta-feira, na qual denunciou  o que diz ser   “clima de mal-estar” que está a ser vivida nos últimos tempos, entre a Direção e o sindicato de base dos funcionários.

Aliu Gomes disse  que o  Presidente do Tribunal de Contas, Amadú Tidjane Baldé não reúne condições aceites para continuar a dirigir esta instituição.

Acusou Tidjane Baldé de estar a fazer nomeações ilegais de novos ingressos no lugar de um técnico com mais de sete  e de até 15  anos de exercício, além da falta de trasparência na gestão do  cofre da instituição, que compete ao  Secretário-geral, recentemente  exonerado da sua função, e substituido pela  secretária pessoal do Presidente do TC, que passou a gerir o cofre. 

“O atual Presidente não tem condições de continuar a dirigir esta instituição, porque se notarmos na cara dos funcionários, os seus espíritos demostram claramente que este não reúne as condições aceites, por isso, pedimos a sua exonoração, o mais rápido possível, como forma de salvaguardar a boa imagem desta casa ”, afirmou.

Os trabalhadores  do Tribunal de Contas estão em processo eleitoral para a renovação do mandato de Alexandre Aliu Gomes, visto que nenhum candidato adversário se apresentou.

 O vice-presidente da mesa de Assembleia-geral dos trabalhadores, Zaías José Ramalho instou  o Presidente do Tribunal de Contas a evitar interferências que possam favorecer  a legitimação de nova direção  do sindicato de base dos funcionários.

“ Quero só pedir ao Presidente que deixe de lado o processo eleitoral e quem vier a ser o vencedor deste embate que o chame no seu gabinete para conversar e para que possamos prosseguir, até porque ele não é parte neste processo eleitoral”, aconselhou.

 As eleições para a confirmação ou não do presidente cessante do sindicato de base dos trabalhadores do Tribunal de Contas deverão ocorrer na sexta-feira.

O Presidente do Tribunal de Contas prometera reagir esta quinta-feira às acusações de que é alvo.ANG/JD/ÂC//SG

                          Tragédia/Raio mata sete pessoas em Boé

Bissau,13 Jul 23(ANG) - Uma descarga elétrica(raio) matou sete pessoas e feriu 17 outras no último fim de semana, numa aldeia na linha fronteiriça com a Guiné Conacri, no Setor de Boé, regão de Gabu, leste do país.

Segundo uma fonte da Guarda Nacional, a ocorrência foi registada numa festa de casamento na localidade de “Porô” à mais de 60 quilómetros da povoação deTchetche.

As sete vítimas mortais terão sido atingidas pelo raio enquanto comiam em torno de uma tigela de aço ao som de música de uma coluna conectada a um telefone via Bluetooth. ANG/Rádio Jovem

  Genebra/ONU denuncia valas comuns com pelo menos 87 mortos no Darfur

Bissau, 13 Jul 23 (ANG) - Pelo menos 87 pessoas foram enterradas em duas valas comuns na região de Darfur, no Sudão, depois de mortos pelos paramilitares das Forças de Apoio Rápido (RSF), anunciaram hoje as Nações Unidas.

"Os habitantes locais foram obrigados a desfazer-se dos corpos em valas comuns
, negando aos mortos um enterro decente num dos cemitérios da cidade", diz a ONU num comunicado emitido hoje a partir de Genebra.

Segundo a mesma fonte, 87 pessoas de etnia Masalit, incluindo sete mulheres e sete crianças foram enterradas em duas valas comuns, depois de terem sido mortas em junho pelas RSF e pelas milícias que apoiam este grupo paramilitar que tem combatido o exército desde que a violência eclodiu neste país africano, em 15 de abril.

"Condeno, nos termos mais fortes, a morte destes civis, e estou ainda mais chocado pela maneira desrespeitosa como os mortos, juntamente com as suas famílias e comunidades, foram tratados", disse o alto-comissário para os Direitos Humanos, Volker Türk, citado no comunicado.

"Tem de haver uma investigação independente, rápida e exaustiva a estas mortes, e os mandantes têm de ser responsabilizados", acrescentou.

De acordo com os relatos recolhidos pela ONU, que os considera credíveis, os corpos dos combatentes mortos são deixados nas ruas e os familiares são proibidos de os recolher pelas RSF, por vezes durante mais de uma semana, ao mesmo tempo que os feridos são impedidos de receber assistência médica.

As regras humanitárias internacionais e de direitos humanos definem que todas as partes num conflito têm de garantir que os feridos recebem assistência médica, lembra a ONU, concluindo que a liderança das RSF tem de imediata e inequivocamente condenar e parar a matança de pessoas, a violência e o discurso de ódio com base na sua etnicidade.

O conflito no Sudão, marcado por intensa ferocidade e acentuar da crise humanitária na região, iniciou-se em 15 de abril e opõe o exército regular, liderado pelo “homem forte” do país, general Abdel Fattah al-Burhan, ao grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido (RSF, na sigla em inglês), comandado pelo também general Mohamed Hamdane Daglo.

O conflito fez, até agora, mais de 1.100 mortos, segundo o Ministério da Saúde sudanês, mas os números reais podem ser muito mais elevados, dada a violência intercomunitária desencadeada nas regiões do Darfur e do Cordofão.

De acordo com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), mais de 2,9 milhões de pessoas foram deslocadas, incluindo cerca de 700.000 que fugiram para países vizinhos. ANG/Lusa

 


    Guerra
/Rússia vai considerar presença de F-16 ameaça de âmbito nuclear

 Bissau,13 Jul 23 (ANG) - O ministro dos Negócios Estrangeiros russo advertiu hoje que a Rússia considerará uma ameaça de âmbito nuclear a presença na Ucrânia de caças F-16, provavelmente no final do primeiro trimestre de 2024.

"Informámos as potências nucleares dos Estados Unidos, do Reino Unido e da França que a Rússia não pode ignorar a capacidade destes aviões para transportar armas nucleares. Não há garantias que ajudem", declarou Sergei Lavrov, numa entrevista ao diário Lenta.ru.

Lavrov advertiu que, em plena guerra, os militares russos não determinarão se cada avião F-16 está ou não equipado para transportar armas nucleares.

"O próprio facto de existirem tais sistemas nas Forças Armadas ucranianas será considerado por nós como uma ameaça do Ocidente na esfera nuclear", sublinhou o ministro.

Na terça-feira, 11 países parceiros ucranianos assinaram um memorando que define as condições de formação dos pilotos ucranianos nos caças F-16.

"Os F-16 protegerão os céus da Ucrânia e o flanco oriental da NATO. A força aérea ucraniana está pronta para os dominar o mais rapidamente possível", afirmou o ministro da Defesa ucraniano, Oleksy Reznikov.

A formação, que vai durar entre seis a oito meses, começa no final do verão - agosto ou início de setembro - e os primeiros caças F-16 ocidentais são entregues a Kiev no final do primeiro trimestre de 2024, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano. ANG/Lusa

 


       Nova Iorque
/Manuel Chang vai comparecer hoje no tribunal dos EUA

Bissau, 13 Jul 23 (ANG) - O antigo ministro das Finanças de Moçambique Manuel Chang deverá ir hoje a tribunal em Nova Iorque, na primeira sessão do julgamento relativo ao escândalo das dívidas ocultas, depois da extradição da África do Sul.

De acordo com a agência de informação financeira Bloomberg, Manuel Chang chegou a Nova Iorque na quarta-feira ao final do dia, depois de ter sido entregue pela África do Sul às autoridades norte-americanas ao início do dia, após ter estado preso desde 29 de dezembro de 2018 neste país africano.

A acusação dos EUA diz que Chang fez parte um grupo de dirigentes corruptos moçambicanos, que terão conspirado com banqueiros do Credit Suisse para garantir um empréstimo avalizado pelo Estado para projetos marítimos que acabaram por não se concretizar, e avolumaram a dívida pública moçambicana.

Moçambique entrou em incumprimento financeiro relativamente a esta dívida de cerca de 2,7 mil milhões de dólares (2,5 mil milhões de euros), da qual parte serviu apenas para pagar aos promotores do processo, o que desencadeou um corte no financiamento externo e na ajuda dos doadores internacionais, além de ter arrastado o país para uma grave crise económica e financeira, da qual ainda está a recuperar.

Em 2021, o Credit Suisse pagou quase 475 milhões de dólares, cerca de 425 milhões de euros, para resolver várias investigações sobre a sua participação neste escândalo que colocou em evidência a má preparação dos países pobres para negociar grandes projetos internacionais.

Três banqueiros do Credit Suisse consideraram-se culpados neste caso, e Jean Boustani, um comercial da Privinvest acusado de pagar 200 milhões de dólares, quase 180 milhões de euros, em subornos a dirigentes e banqueiros moçambicanos, foi absolvido em 2019 pelo tribunal de Brooklyn, onde Chang comparecerá hoje.

A acusação norte-americana argumenta que Boustani canalizou pagamentos ilícitos para responsáveis como Chang e, com isso, defraudou os investidores norte-americanos ao ajudar a organizar e esconder os subornos nas transações financeiras oferecidas a investidores em Nova Iorque e Los Angeles.

Chang e Najib Allam, o antigo diretor financeiro do Grupo Privinvest, enfrentam acusações que incluem conspiração para cometer fraude bolsista e lavagem de dinheiro.

Allam está no Líbano, país com o qual os Estados Unidos não têm acordo de extradição, e as autoridades norte-americanas vão procurar trazê-lo à justiça caso saia do país e seja detido noutro país, disse o procurador norte-americano Hiral Mehta no mês passado.

Para o advogado de Chang, Adam Ford, o caso devia ser arquivado não só devido ao tempo que já passou até o cliente ser ouvido em tribunal, mas também devido às "péssimas condições" em que o antigo ministro das Finanças estava na prisão sul-africana, em isolamento.

Chang foi ministro das Finanças de Moçambique durante a governação de Armando Guebuza, entre 2005 e 2010, e terá avalizado dívidas de 2,7 mil milhões de dólares (2,5 mil milhões de euros) secretamente contraídas a favor da Ematum, da Proindicus e da MAM, empresas públicas referidas na acusação norte-americana, alegadamente criadas para o efeito nos setores da segurança marítima e pescas, entre 2013 e 2014.

A mobilização dos empréstimos foi organizada pelos bancos Credit Suisse e VTB da Rússia.

Os empréstimos foram secretamente avalizados pelo Governo da Frelimo, liderado pelo Presidente da República à época, Armando Guebuza, sem o conhecimento do parlamento e do Tribunal Administrativo. ANG/Lusa

 

Guerra/NATO promete continuar a armar a Ucrânia, mas Zelensky diz que não chega

Bissau, 13 Jul 23 (ANG) - Volodymyr Zelensky, Presidente da Ucrânia participou quarta-feira na jornada final da Cimeira da NATO que decorreu em Vilnius, na Lituânia, e agradeceu as garantias de segurança com as novas doações de armamento anunciadas, mas lembrou que nada substitui uma verdadeira adesão à NATO.

A Ucrânia recolheu o apoio dos 31 países que constituem a NATO, mas não conseguiu uma adesão a esta organização de segurança e defesa. Esta era a esperança do Presidente Volodymyr Zelensky quando se deslocou até Vilnius, na Lituânia, para participar na Cimeira da NATO. Face a estas expectativas, os membros da Aliança responderam em uníssono: não, enquanto "as garantias de segurança não estão reunidas para a integração". 

Entretanto, Zelesnky disse hoje que a melhor garantia para a Ucrânia "é fazer parte da NATO", enquanto esperava um calendário preciso para a integração do país nesta organização. Mesmo que isso não tenha acontecido, esta reunião despertou a ira da Rússia, com o Kremlin a condenar o apoio dado à Ucrânia.

Entre as vitórias que o Presidente ucraniano leva de Vilnius está o reforço das doações de armamento, com os países do G7 - Estados Unidos da América, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Canadá e Japão - a oferecerem um apoio de longo prazo com equipamento militar moderno quer seja em terra, ar ou no mar.

Na Lituânia, Zelensky teve encontros bilaterais com Joe Biden, mas também com o primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak. Muitos analistas estão a comparar este plano apresentado pelo G7 com o apoio dado pelos Estados Unidos a Israel, que corresponde a cerca de 3,8 mil milhões de dólares em armamento durante uma década.ANG/RFI

quarta-feira, 12 de julho de 2023

Tempo/ Serviço Meteorológico  prevê para até 18h00 desta quarta-feira Céu  nublado com chuva fraca moderada por vezes forte

Bissau, 12 Jul 23 (ANG) - O Instituto Nacional da Meteorologia da Guiné-Bissau(INM-GB), prevê  Céu nublado e ocorrência de chuva fraca à moderada por vezes forte, acompanhada de trovoadas ocasionais entre terça-feira e 18h00 desta quarta-feira.

A informação consta no Boletim Meteorológico de Previsão do Tempo à que a ANG teve acesso hoje, que sai com frequência para situar as pessoas do estado de tempo num período de 24 horas.

O boletim de previsão de tempo do Instituto Nacional de Meteorologia indica que deve haver durante esse período  visibilidade boa mas reduzida no momento da chuva.

“Haverá igualmente chuva com vento variável fraco do quadrante norte com a velocidade de até 17 km/h no continente, e no mar prevê  rajadas de vento que pode atingir 26 km/h e  até 25 km/h”, refere o Boletim Meteorológicos de Previsão do Tempo.

 As temperaturas máximas nas zonas centro, Norte e Leste devem variar de 30º c (Madina de Boé) à 32ºc ( em Bissau, Farim, Bissorã, Gabú , Bafatá, Buruntuma) e as mínimas vão variar de 23ºC ( em Farim, Bissorã, Gabú , Bafatá, Buruntuma e Madina Boé) à 25ºC em Bissau.

O serviço meteorológico revelou ainda que nas zonas sul e ilhas, as temperaturas máximas variam de 29ºC (em Bubaque e Cacine) a 30ºC  (em Bolama e Buba) e as mínimas variam de 23ºC (em Buba) a 26ºC (em Bubaque e Bolama).

“No periodo da manhã com as temperaturas mínimas, Bissau com  25ºc, Bolama 26 e Bafatá 23 e ao passo que no período da tarde com as temperaturas máximas Bissau terá 30ºC, Bolama 30 e Bafatá 32ºC”, refere o boletim.  ANG/LPG/ÂC//SG


 

 

UNTG/Júlio Mendonça denuncia impedimento dos elementos da sua direcção de participar no ateliê promovido pela CEDEAO em Bissau

Bissau, 12 Jul 23 (ANG) – O Secretário-geral da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné, da ala  expulsa da sede da organização, Júlio Mendonça, denunciou hoje o impedimento de elementos da sua direcção de tomar parte no ateliê de capacitação dos técnicos da Administração Pública e dos parceiros sociais sobre as Normas Internacionais do Trabalho, promovido pela CEDEAO em parceria com a OIT, em Bissau.

“A Delegação da CEDEAO formulou convite especial à nossa direção para tomar parte no referido ateliê que teve o seu inicio na terça-feira, dia 11 de corrente mês, e termina hoje dia 12. Tomamos parte do evento e para  nosso espanto fomos informados de que não podíamos continuar na sala, porque o ministro da Administração Pública, Trabalho, Emprego e Segurança Social, Cirilo Mamasaliu Djaló ordenou que abandonássemos a sala, ou caso contrário chamaria as forças de segurança para nos expulsar”, disse Mendonça.

Em conferência de imprensa, Júlio Mendonça diz  a atitude do ministro da Administração Pública  envergonha o país, acrescentando que Cirilo Mamasaliu Djaló  é dos piores ministros que o referido ministério teve durante  toda a sua existência.

Segundo Júlio Mendonça, o ministro não está em função para resolver o             interesse dos funcionários guineenses, mas, pelo contrário, está lá para trabalhar com as orientações das suas agendas que não têm nada a ver com o interesse dos funcionários públicos.

“Durante um ano em função, nunca reuniu com qualquer que seja sindicato, e isso demonstra  que a sua prioridade, não é trabalhar para dignificar a função pública, mas sim para satisfazer anseios e capricho de certas pessoas”,  diz aquele responsável sindical.

Júlio Mendonça sustenta  que o actual ministro da da Administração Pública  não tem legitimidade para indicar qual  a Direção legal da UNTG, tal como está a dizer que a direção reconhecida é a de Laureano Pereira, esquecendo que o Supremo Tribunal de Justiça já tinha dado razão a sua direção.

Confrontado pela imprensa  sobre o abandono da sala do ateliê por  parte dos elementos da ala da UNTG liderada por Júlio Mendonça, o ministro da Administração Pública Cirilo Mamasaliu Djaló disse que não tem conhecimento sobe o sucedido.

“Sei que houve um congresso realizado por uma das listas da UNTG liderado por Laureano Pereira e que elegeu uma nova direcção da organização que está em funcionamento. Do resto não posso imiscuir nos assuntos internos da UNTG”, disse o governante.

Abordado se os elementos da ala de Júlio Mendonça foram ou não mandados a abandonar a sala do ateliê sob as suas ordens, Cirilo Mamasaliu Djaló salientou que pela ética, para participar em qualquer fórum deve ser mediante  convite, frisando que, se a pessoa não é convidada, naturalmente não tem que participar.

Mendonça dissera que receberam da CEDEAO um convite para p
articipar no evento.ANG/ÂC//SG


Dia Mundial da População/ “A desigualdade de género ainda limita muitas mulheres das capacidades de tomar decisões sobre sua vida sexual e reprodutiva”,diz DG do Plano

Bissau, 12 Jul 23 (ANG) – O Diretor-geral do Plano, Issa Jandi afirmou que a desigualdade de género ainda mantém muitas mulheres e meninas fora das escolas, dos cargos de liderança e muitas das vezes limita as suas capacidades de tomar decisões sobre a sua saúde e vida sexual reprodutiva.

As afirmações do DG do Plano foram feitas , terça-feira, na cerimónia de  celebração do Dia Mundial da População assinalado terça-feira, 11 de julho,  uma data proclamada pelas Nações Unidas em 1987.

A data foi celebrada este ano sob o tema: “Libertar o poder da igualdade de género:envolvendo as vozes das mulheres e meninas para desvendar as infinitas possibilidades do nosso mundo”.

Issa Jandi acrescentou que a desigualdade de género existe quase em todos os países do mundo, particularmente, em países em vias de desenvolvimento, sustentando que na Guiné-Bissau é mais visível e notória em todos os setores, entre os quais, social, político e económico.

Justificou que no setor social, apesar dos esforços empreendidos pelo governo, em parceria com os Parceiros Técnicos e Financeiros (PTFs), em matéria de saúde reprodutiva, a mulher continua a não ter poder de decisão sobre a sua saúde sexual e reprodutiva, na maioria das comunidades do país.

“No domínio político, apesar do aumento da quota de paridade nas listas eleitorais para 36 por cento, a representatividade de mulheres nos órgãos de tomada de decisão continua baixa e insignificante”, frisou.

Jandi citou o relatório síntese sobre o emprego e setor informal produzido em 2017/2018, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) que demonstra que as mulheres constituem 50,4 por cento da principal força no setor informal e na agricultura contra 49,6 dos homens, mas que continuam a não ter poder económico sólido sobre os seus rendimentos, para criar uma resiliência e sustentabilidade económica.

“É necessário promover a igualdade de género para ajudar a realizar os sonhos e desejos de 8 bilhões de pessoas”, disse.

Jandi encorajou a continuidade dos esforços do governo e seus diferentes parceiros na elaboração e implementação de várias políticas sociais a favor da família, proteção da infância, equidade e igualdade de género, estratégia nacional de inclusão das pessoas com deficiência e albinos, salientando por outro lado que as mulheres desempenham um papel preponderante na estabilização e busca de consenso para a paz e segurança à todos os níveis.

Para o Representante do Fundo das Nações Unidas para População (FNUAP), Jocelyn Fenard, capacitar as mulheres e as raparigas através da educação e do acesso à métodos contracetivos modernos, ajuda a apoiá-las nas suas aspirações e a traçar o caminho da sua própria vida.

Disse que  mais de 40 por cento das mulheres em todo o mundo não podem exercer o seu direito de tomar decisões tão fundamentais como a de ter ou não ter filhos, quantos filhos e com quem querem ter filhos.

Jocelyn Fenard avançou que a taxa de prevalência de contracetivos modernos no país é de 21,2 por cento, enquanto a necessidade não satisfeita de planeamento familiar é de 22 por cento, e com diferenças significativas nas regiões.

Para este diplomata, a solução para reconhecer os direitos das mulheres e das raparigas como fundamentais para o desenvolvimento global é clara,  e visa  acelerar o avanço da igualdade de género  através do acesso à saúde e aos direitos sexuais e reprodutivos, a melhoria da educação, de políticas laborais adequadas e de normas equitativas no local de trabalho e em casa.

Fenard exorta os políticos e  meios de comunicação social a abandonarem narrativas, segundo diz, “exageradas” sobre aumento da população.

“Em vez de perguntar a que velocidade as pessoas se reproduzem, os líderes deveriam perguntar se os indivíduos, especialmente as mulheres, são capazes de fazer livremente as suas próprias escolhas reprodutivas. Uma pergunta cuja resposta, demasiadas vezes, é não”, referiu o Representante do Fundo das Nações Unidas para População no país, Jocelyn Fenard.

O evento alusivo à comemoração do Dia Mundial da População, organizado pelo governo através do Ministério da Economia, Plano e Integração Regional, em parceria com o FNUAP contou com a presença da ministra da Educação Nacional, representantes de algumas Embaixadas e outras personalidades.

Na ocasião foi apresentado, em resumo, o relatório dos inquéritos feitos pelo FNUAP nas diferentes localidades sobre a situação das mulheres, e também uma peça teatral sobre o casamento precoce e forçado, em que as opiniões das mulheres são ignoradas. ANG/DMG/ÂC//SG

   Moçambique/África do Sul entrega e extradita Manuel Chang para os EUA

Bissau, 12 Jul 23 (ANG) – O antigo ministro das Finanças de Moçambique Manuel Chang foi entregue hoje de manhã a agentes policiais norte-americanos em Joanesburgo e extraditado em jacto particular para os Estados Unidos da América (EUA), disse à Lusa fonte governamental sul-africana.


"O Ministério da Justiça pode confirmar que o senhor Manuel Chang foi entregue às agências da lei dos Estados Unidos da América, onde se espera que seja julgado por uma variedade de assuntos relacionados com fraude, entre outros", avançou à Lusa Chrispin Phiri, porta-voz do ministro da Justiça da África do Sul.

"O senhor Chang saiu do país esta manhã", adiantou.

A extradição de Manuel Chang para os Estados Unidos foi comunicada às partes pelas autoridades sul-africanas a 30 de Junho, segundo uma comunicação do Ministério Público de Joanesburgo ao qual a Lusa teve acesso.

Manuel Chang, de 63 anos, foi detido a 29 de Dezembro de 2018 no Aeroporto Internacional O. R. Tambo, em Joanesburgo, quando estava a caminho do Dubai, com base num mandado de captura internacional emitido pelos Estados Unidos a 27 de Dezembro, pelo seu presumível envolvimento no processo das chamadas dívidas ocultas.  ANG/Angop