segunda-feira, 17 de julho de 2023

Tempo/Hemisfério Norte com temperaturas recorde e outros fenómenos climáticos extremos

Bissau, 17 Jul 23 (ANG) - Desde este fim-de-semana que o hemisfério Norte está a enfrentar uma onda de calor com muitas cidades em Itália a registarem 40ºC, ao mesmo tempo que novos incêndios de grandes dimensões deflagram na Califórnia e na Coreia do Sul há fortes chuvas que têm causado cheias no país.

Estima-se que a Europa sinta duas vezes mais os efeitos do aquecimento global que o resto do Mundo este Verão, com as temperaturas e tornarem impossível usufruir das férias neste período de descanso escolar como até agora. Em muitas cidades italianas, os termómetros batem nos 40 graus, assim como em Espanha, com regiões como a Andaluzia, Catalunha ou as ilhas Baleares a chegarem mesmo aos 44ºC.

As elevadas temperaturas na Grécia levaram mesmo as autoridades a fecharem o Partenon, a maior atracção do país que se situa na capital do país, Atenas, entre o meio-dia e as 17h, já que se trata do período de maior calor. Também a Roménia se vê confrontada com temperaturas de 39ºC, enquanto o Sul de França e a Córsega serão visados pelas elevadas temperaturas na terça e quarta-feira, levando as autoridades a temerem uma vaga de mortes devido ao calor, tal como aconteceu em 2003.

Só no Verão passado, morreram na Europa cerca de 60 mil pessoas devido ao calor.

Devido a estas elevadas temperaturas, os Estados Unidos voltam também a ser ameaçados pelos grandes incêndios florestais com o Vale da Morte, na Califórnia, a registar 54ºC no Domingo. No Sul deste estado há já, pelo menos, três grandes incêndios activos que já levaram à evacuação da população. Ao mesmo tempo, na costa Oeste dos Estados Unidos, em Filadélfia, uma chuvada relâmpago levou a inundações causando quatro mortos e três desaparecidos.

Na Coreia do Sul as inundações estão também a causar grandes danos, com 33 mortos confirmados, nas maiores cheias dos últimos anos a terem tido lugar este fim-de-semana. O país vai estar sob fortes chuvas pelo menos até quarta-feira.ANG/RFI

 

Gabão/Ali Bongo concorre contra 26 candidatos a terceiro mandato nas presidenciais

Bissau, 17 Jul 23(ANG) – As presidenciais no Gabão, previstas para 26 de agosto próximo, receberam 27 candidaturas, incluindo apenas duas mulheres, com o Presidente, Ali Bongo, a concorrer novamente contra uma oposição dividida, que não conseguiu escolher um candidato de consenso.


O Centro Eleitoral Gabonês (CGE) anunciou que rejeitou quatro candidaturas por estarem incompletas e confirmou a candidatura de Bongo, assim como as de Paulette Missambo, presidente da União Nacional, e Victoire Lasseni Duboze, líder da União de Alianças para uma Nova África (UANA), as duas únicas mulheres que aspiram à presidência.

Entre os candidatos figuram ainda Jean Boniface Assélé, presidente do Centro de Reformadores Liberais (CLR) e tio de Bongo, bem como Alexandre Barro Chambrier, do Rassemblement pour la Patrie et la Modernité (RPM), que se perspetiva como um dos principais rivais do Presidente nas urnas, segundo o portal noticioso gabonês Gabon Actu.

Jean Ping, figura proeminente da oposição, anunciou na semana passada que não se candidataria, argumentando que os resultados das eleições "são preparados com antecedência".

Ping recusou-se ainda a apoiar outros candidatos da oposição e afirmou não ter "qualquer preferência nestas condições fraudulentas".

Ping, que foi ministro dos Negócios Estrangeiros do Gabão entre 1999 e 2008, concorreu às eleições de 2016 com o apoio de outros partidos e figuras da oposição, numa tentativa de derrotar Bongo, que acabou por vencer por cerca de 5.000 votos, num escrutínio a que apontou fraudes e cuja validade nunca reconheceu.

Bongo, de 64 anos, já tinha indicado que iria concorrer a um terceiro mandato nas eleições de 26 de agosto, que incluirão também eleições legislativas e autárquicas.

Será a primeira vez que o país realizará as três eleições em simultâneo.

O Presidente gabonês chegou ao poder em 2009, na sequência da morte do seu pai, Omar Bongo, que governou o país durante 41 anos, já nessa altura vencendo eleições que foram criticadas pela oposição.

Bongo foi reeleito em 2016, numa eleição cujos resultados não foram reconhecidos por Ping, que considerou "injusta" a decisão do Supremo Tribunal, que confirmou a sua vitória. ANG/Lusa

 

   Guerra na Ucrânia/ Ponte da Crimeia atacada, acordo de cereais suspenso

Bissau, 17 Jul 23 (ANG) - Pelo menos duas pessoas morreram e uma criança ficou ferida na sequência de um ataque à Ponte de Kerch, na Crimeia, na madrugada de segunda-feira.

Este acontecimento coincide com o término do acordo de cereais entre os dois países.

O ataque ocorreu primeiramente da noite de domingo para a segunda por volta das 03h04 e depois às 03h20 do horário local, quando duas explosões atingiram a ponte de Kerch, que liga a Federação Russa à Península da Crimeia.

Durante a noite, Serguei Aksinov, governador da Crimeia infirmou que o “tráfego na Ponte da Crimeia foi interrompido” devido a uma “emergência perto do pilar 145 do lado do Território de Krasnodar”. O dirigente instalado por Moscovo acrescentou que “as forças da ordem e todos os serviços responsáveis estão a trabalhar”. “Falei com o Ministro dos Transportes da Federação Russa, Vitaly Savelyev, e estão a ser tomadas medidas para restabelecer a situação. Estamos em contacto com os nossos colegas da região de Krasnoda”, disse.

Estima-se que um casal morreu e a filha ficou gravemente ferida, informou a agência estatal russa TASS, citando as autoridades locais, acrescentando que foi criado um centro de coordenação num ministério da Crimeia e os investigadores estão a caminho do local”.

Segundo o Ministério da Saúde da Rússia, “o diagnóstico preliminar é de uma lesão crânio-encefálica fechada, um estado de gravidade moderada”.

Num comunicado publicado esta manhã o governo russo afirma que mais detalhes sobre os danos na ponte serão disponibilizados em breve. Esta afirmação foi feita na sequência de uma reunião da comissão governamental de resposta a crises, que também avançou que “recursos adicionais foram canalizados para os esforços de restauração”.

Embora o ataque tenha interrompido o tráfego na ponte, o serviço ferroviário e marítimo estão a ser gradualmente estabelecido, enquanto os serviços de transportes, como autocarros, já estariam a funcionar normalmente. Rotas secundárias para os camionistas foram abertas.

Em reacção a estes acontecimentos, a diplomacia russa responsabilizou a Ucrânia pelo ataque à ponte de Kerch. Numa mensagem publicada no Telegram, a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, diz que o “regime de Kiev é um regime terrorista sob a administração secreta de Washington e Londres”.

"O ataque de hoje à ponte da Crimeia foi levado a cabo pelo regime de Kiev. Este regime é terrorista por natureza e tem todas as características de um grupo internacional de crime organizado. As decisões são tomadas por funcionários governamentais e militares ucranianos com a participação directa de agentes dos serviços secretos americanos e britânicos e de figuras políticas. Os Estados Unidos e o Reino Unido dirigem [efectivamente] esta estrutura terrorista de tipo estatal", sublinhou.

A autoria ucraniana foi confirmada pela Agência France-Presse (AFP), que cita fontes de Kiev para confirmar que os ataques foram perpetrados pelos serviços especiais ucranianos e a Marinha de Guerra.

"O ataque de hoje contra a ponte da Crimeia é uma operação especial do SBU e da Marinha", indicou a mesma fonte dos Serviços Ucranianos de Segurança (SBU), que não quis ser identificada.

De acordo com agências de notícias ucranianas, como a Ukrinform, teriam sido utilizados “drones marítimos” no ataque à ponte, que se deslocaram à superfície da água e danificaram a estrutura.

Um inquérito para apurar a situação foi aberto pelas autoridades, que qualificam este ataque como sendo um “ato terrorista”. Vladimir Dzhabarov, primeiro vice-presidente do Comité do Conselho da Federação para os Assuntos Internacionais, chegou a afirmar que a Ucrânia deveria ser privada do acesso ao Mar Negro devido ao ataque à ponte, e pediu que Odessa e Nikolaev voltem a ser regiões russas.

Os acordos de cereiais do Mar Negro foram efectivamente suspensos na segunda-feira, disse o porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, aos jornalistas. O representante estima que a parte do acordo relativa à Rússia não foi cumprida.

"Os acordos do Mar Negro já não estão em vigor. O prazo, como o Presidente russo disse anteriormente, é 17 de julho. Infelizmente, a parte do acordo do Mar Negro que diz respeito à Rússia ainda não foi cumprida. Por conseguinte, foi rescindido", afirmou.

"Assim que a parte russa [do acordo] for cumprida, o lado russo voltará imediatamente à implementação deste acordo", acrescentou Peskov. De acordo com o mesmo, a suspensão do acordo não está relacionada ao ataque à ponte da Crimeia. "Não, estes acontecimentos não têm qualquer relação entre si. O Presidente russo Vladimir Putin declarou a posição [da Rússia relativamente ao acordo sobre os cereais] mesmo antes deste ataque terrorista".

Segundo Maria Zakharova, a Rússia notificou oficialmente a Turquia, a Ucrânia e o Secretariado da ONU de sua objeção à extensão do acordo.

O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, estima que Putin quer que o acordo de cereais continue. Ancara espera poder discutir sobre este acordo, incluindo a exportação de fertilizantes russos, com o seu homólogo russo durante um encontro que está marcado para Agosto. 

Este ataque contribui para intensificar a escalada retórica entre as duas capitais, nomeadamente devido à conclusão da cimeira da NATO em Vílnius, na Lituânia, que terminou com a confirmação por parte de Washington, sobre o fornecimento de bombas de fragmentação a Kiev.

O uso destas bombas, que foi proibido em cerca de 120 países, está a gerar uma onda de reacções até mesmo por parte dos aliados de Washington, como o Reino Unido e o Canadá.

Em reacção a este acontecimento, o Presidente Russo, Vladimir Putin, afirmou no domingo que o seu exército tem “uma boa reserva” de bombas de fragmentação” e ameaçou usá-las na Ucrânia caso Kiev utilize este armamento fornecido pelos Estados Unidos. ANG/RFI

            Bangui/Chegada de centenas de mercenários do Grupo Wagner

Bissau, 17 Jul 23 (ANG) - Várias centenas de "experientes" combatentes do grupo de mercenários russo Wagner chegaram à República Centro-Africana para "garantir a segurança" antes do referendo de 30 de Julho, anunciou domingo um grupo ligado àquela formação paramilitar, citado pela Reuters.

“Um outro avião chegou a Bangui com instrutores para trabalhar na República Centro-Africana (RCA). A rotação prevista prossegue. Várias centenas de profissionais experientes da companhia Wagner juntam-se à equipa que trabalha no país", declarou a Comunidade de Oficiais para a Segurança Internacional (COSI) na rede social Telegram.

"Os instrutores russos continuarão a ajudar os militares das Forças Armadas Centro-Africanas e as forças da ordem da RCA a garantir a segurança durante a preparação do referendo constitucional previsto para 30 de Julho", lê-se no comunicado.

Juntamente com o comunicado, a COSI publicou uma fotografia que mostra pelo menos trinta pessoas mascaradas e com uniforme militar em fila, no que parece ser uma pista de aterragem de um aeroporto.

Segundo os Estados Unidos, a COSI é uma empresa de fachada do grupo Wagner na República Centro-Africana. É dirigida por um russo, Alexandre Ivanov, que se encontra sob sanções americanas desde Janeiro.

Num comunicado de imprensa publicado no domingo, o COSI declarou que os seus instrutores estavam a treinar as forças de segurança centro-africanas há "mais de cinco anos" e que tinham assim ajudado a "melhorar o nível geral de segurança" no país.

No início de Julho, várias fontes estrangeiras afirmaram que um número desconhecido de mercenários do Wagner estava a deixar a República Centro-Africana, uma afirmação firmemente negada pelo governo do país africano.

O estatuto da empresa paramilitar privada e a continuação das suas operações são incertos desde o seu motim abortado na Rússia, a 23 e 24 de Junho.

Mas as suas intervenções no estrangeiro, nomeadamente na Síria e em vários países africanos (Sudão, República Centro-Africana, Mali), não foram até agora publicamente postas em causa.

Logo que foi anunciado o fim do motim, Bangui declarou que as actividades de Wagner "continuariam". ANG/Angop

 

Espanha/Direita e extrema-direita à beira da maioria absoluta nas últimas sondagens das eleições legislativas

Bissau, 17 Jul 23 (ANG) - As últimas sondagens das eleições legislativas antecipadas espanholas confirmam, com uma única exceção em dezenas de estudos, a vitória do Partido Popular (PP) e colocam à beira da maioria absoluta o conjunto da direita e da extrema-direita.

A lei espanhola proíbe a publicação de sondagens nos cinco dias anteriores às eleições, pelo que as que foram conhecidas hoje serão as últimas antes das legislativas de 23 de julho, no próximo domingo.

Só uma sondagem dá a vitória ao Partido Socialista (PSOE), do atual primeiro-ministro, Pedro Sánchez: é a do organismo público Centro de Investigações Sociológicas (CIS).

O CIS anteviu hoje que o PSOE será no domingo o mais votado com 32,6% dos votos, seguido do PP (direita) com 30,8%, da plataforma de extrema-esquerda Somar com 14,9% e do VOX (extrema-direita) com 11,8%.

Este organismo não estimou números de deputados eleitos por cada partido.

As sondagens do CIS, organismo liderado por um militante socialista, estão envoltas em polémica, por darem sistematicamente vantagem ao PSOE, ao contrário dos estudos feitos por empresas privadas, e por, nas eleições mais recentes, não se terem confirmado as projeções que fez.

Ao contrário do CIS, todas as outras sondagens conhecidas hoje dão a vitória ao PP, mas sem maioria absoluta, tal como aconteceu ao longo de toda a pré-campanha e campanha.

O PSOE será a segunda força mais votada, coincidem as sondagens que, no entanto, se dividem em relação ao terceiro lugar, que pode ficar com o VOX ou com o Somar.

As sondagens coincidem também em que o VOX terá este ano menos deputados do que os 52 que conseguiu nas eleições anteriores, em 2019, mas o resultado do partido de extrema-direita será decisivo, pela possibilidade de formar uma maioria absoluta no parlamento com a bancada do PP e, assim, vir a entrar no Governo central espanhol ou evitar uma 'geringonça' entre partidos de esquerda e regionais.

A sondagem publicada hoje pelo jornal El Pais, da empresa 40dB, dá 32,9% dos votos ao PP e 13,5% ao VOX, com os dois partidos a puderem eleger juntos entre 173 e 179 deputados, sendo que a maioria absoluta se alcança com 176.

Já a sondagem do El Mundo, da empresa Sigma Dos, estima que PP e VOX juntos terão precisamente os 176 deputados mínimos para uma maioria absoluta.

"A possibilidade de bloqueio após o 23-J [23 de julho] ganha terreno", escreve hoje o El Mundo, enquanto o El Pais conclui que o resultado da sondagem que hoje publica "deixa o cenário [pós-eleições] em aberto".

Segundo o estudo do El Mundo, há 16 círculos eleitorais pequenos que serão decisivos, por a eleição dos últimos deputados por essas províncias depender de 4.000 votos e tanto puderem acabar num partido de esquerda como num de direita.

Vários jornais espanhóis, entre eles, os dois maiores (El Pais e El Mundo) publicaram sondagens ao longo da pré-campanha e depois estudos diários desde o início oficial da campanha eleitoral, em 06 de julho.

A vitória do PP nunca esteve em dúvida nestes estudos e até se consolidou, com o partido, aliás, sempre à frente das sondagens desde há mais de um ano, com a chegada à liderança de Alberto Núñez Feijóo.

Na pré-campanha, as sondagens tinham dado uma recuperação da esquerda que, porém, parou e se inverteu há uma semana, após o único debate frente-a-frente entre Feijóo e Sánchez.

As sondagens de hoje voltam a mostrar alguma recuperação dos socialistas.

Com a impossibilidade de novas sondagens a partir de hoje, "a grande incógnita é se essa recuperação" dos socialistas "continuará até às eleições", escreve hoje no El Pais a diretora da empresa de sondagens 40DB, Belén Barreiro, socióloga que já foi diretora do organismo público CIS.

"Não se pode descartar que haja fenómenos similares aos das eleições de 1993 e 1996, nas quais o PSOE foi capaz de recuperar durante os últimos dias, quando já não se podiam publicar sondagens. Em 1993, ganhou o PSOE contra todos os prognósticos e em 1996 a vitória do PP foi, como se diz coloquialmente, à justa", acrescenta Belén Barreiro, que esteve ligada a governos socialistas no passado.

No El Mundo, jornal normalmente mais alinhado com a direita enquanto o El Pais está mais próximo da esquerda, a análise das últimas sondagens é, porém, também de que "direita e esquerda chegam à semana das eleições com tudo por decidir", sobretudo pela tendência de descida do VOX.

Se não houver maioria absoluta entre PP e VOX, que já formaram coligações de governo em três regiões autónomas, a chave do próximo executivo de Espanha deverá ficar de novo nas mãos de partidos de âmbito regional, incluindo nacionalistas e independentistas da Catalunha e do País Basco, que viabilizaram a atual coligação do PSOE e do bloco de extrema-esquerda Unidas Podemos.

ANG/Lusa

 

Cooperação/"As áreas de cooperação entre China e países da Língua Portuguesa cresceram de sete para mais de 20 " diz  Fang Fen

China, 17 Jul 23 ANG- A vice-Diretora do Instituto de Estudos Internacionais e Formação Avançada, Fang Fen disse que atualmente as áreas de cooperação entre a China e os países da Língua Portuguesa cresceram de sete para mais de 20 .

 Fen falava, em Pequim, sábado, na cerimônia de abertura do Seminário para os Ofíciais do Jornalismo e Jornalistas dos Países da Língua Portuguesa, nomeadamente  Angola, Cabo Verde, Brasil,Guiné-Bissau,Moçambique,Portugal e  São Tomé e Príncipe.

Referiu que a China e os países da Língua Portuguesa são bons amigos e parceiros e levam a cabo  cooperações práticas em muitas áreas incluindo comércio , economia, ciência e tecnologia.

"Em 2020 iniciamos o fórum de cooperação económica e comercial entre a China e Países da Língua portuguesa e este ano culmina com 20º aniversário da criação desse fórum que tem sido continuamente aperfeiçoado no desempenho do papel insubstituível de promoção de intercâmbio, salientou."

Para aquela responsável, o intercâmbio humanístico entre a China e países da Língua portuguesa tem sido rico e colorido com mais de três mil pessoas dos países da língua portuguesa participando nas acções de formação e estudos no exterior da China e Macau.

Fen defende que, com os esforços da China e os países da Língua portuguesa a cooperação entre as partes vai ter mais resultados.

Sublinhou que embora as duas partes tenham alcançado muitos objetivos da cooperação, os povos da China e dos países da Língua Portuguesa continuam anciosios para conhecerem e aprender melhor a cultura chinesa, a forma mutua para compreender o ponto de vista da China sobre assuntos internacionais.

Disse esperar que os amigos da China e países da Língua Portuguesa possam reforçar a cooperação para, em conjunto, contarem a história de amizade entre a China e países africanos de língua portuguesa.

Fang Fen  realçou que a Comunicação Social tem um papel muito importante no processo de promoção da cooperação entre as duas partes, e destacou que   o Centro de Formação de Educação e de Informação da China é a maior instituição de comunicação com uma história de mais 70 anos.

Por sua vez, Henrique Gomes Batista, em representação dos participantes, sublinhou que as necessidades de diversificação de fontes torna o intercâmbio mais interessante, e que os desafios tecnológicos são urgentes e precisam ser debatidos.

"A experiência chinesa tem sido enriquecedora, e conhecer um país dinâmico é uma bagagem extra para os jornalistas, enfatizou."

(despacho de  Mariama Iafa, representante da ANG nessa formação)


Caju
/Embaixador Serifo Embaló confirma diligências para Guiné-Bissau exportar para China, no futuro.

Bissau, 17 Jul 23  (ANG) -  O Embaixador da Guiné -Bissau na República Popular da China  confirmou sábado estarem em curso trabalhos técnicos para, no futuro, o mercado chinês possa receber a castanha de caju da Guiné-Bissau.

António Serifo Embaló, falava em entrevista à jornalistas da Agência de Notícias da Guiné, Rádio Difusão Nacional e do Jornal o Democrata que se encontram na China para um seminário de Oficiais de Jornalismo e Jornalistas de países de Lingua Oficial Portuguesa.

“Estão  em curso  trabalhos  técnicos com as autoridades competentes chinesas para que, no futuro, possam ser criadas as condições para que a Guiné-Bissau passe a  exportar castanha de caju para a China.

António Embaló disse que a Guiné -Bissau tem aproveitado muito pouco a cooperação com a China sobretudo no setor privado, pelo que sugere que  o setor privado  seja  mais agressivo,  para ter acesso ao mercado chinês que diz ser  um mercado grande onde as oportunidades não faltam.

Serifo Embaló  acrescentou que a China é um mercado grande que  precisa da matéria prima dos países africanos, em particular da Guiné –Bissau, em que a castanha de caju figura em primeiro lugar , pelo que deve  ser aproveitado.

Sublinhou que a cooperação  Guiné –Bissau/ China está no bom caminho, porque nós últimos anos a China tem investido em infraestruturas no país e também na formação de quadro guineenses na China, onde há grande número de quadros,  para licenciatura, pós graduação, doutoramento e outros níveis.

"Estão bem integrados e a Embaixada tem respondido as demandas dos estudantes não apenas na China  mas também noutras áreas de sua  jurisdição, nomeadamente na Índia e Macau , frisou."

O embaixador  destacou que na exposição mundial de Xanghai o pavilhão da Guiné-Bissau foi apresentada no topo dos países que participaram no evento e recebeu visitas de  milhares de pessoas sobretudo de chineses que adquiram todos os produtos nacionais da Guiné-Bissau, o que, diz Serifo, demonstra o grande interesse da China e dos chineses aos  produtos da Guiné –Bissau, em particular, a castanha de caju e outros produtos apresentados na feira.

"Foi bem sucedida a ida das mulheres e homens que fizeram uma exposição linda e espetacular com muita procura do que é da Guiné-Bissau, o que abriu  possibilidades de o setor privado avançar aqui na República Popular da China”, disse o Embaixador António Serifo Embaló."

(Despacho de Mariama Iafa, representante da ANG na formação, em Pequim)

sábado, 15 de julho de 2023

Comunicação social/Governo nega ter havido suspensão das emissões da RTP e RDP-África no país

Bissau,15 jul 23(ANG) – O Governo vem informar ao Público em Geral através de uma Nota de Esclarecimento que  as emissões da RTP e RDP-África não estão cortadas no País.

Porta Voz do Governo
Na Nota divulgada hoje e assinada pelo Porta Voz do Governo Fernando Vaz, a que ANG teve acesso, o executivo alega que as emissões da RTP e RDP-África não se encontram acessíveis as pessoas devido à problemas técnicos, provocados pelas intensas chuvas e ventos que ocorreram no País.

No entanto, a ANG sabe que até hoje, sábado, 15 do corrente mês, as duas estações emissoras portuguesas não estão a emitir.

Na pasada quarta-feira a noite, segundo uma fonte da RTP-África,  os dois serviços  de comunicação social portugueses receberam ordem de fecho das suas emissões.

A fonte da RTP/Africa disse que foram-lhe dito que o fecho das duas emissões teria sido decidida   por “Ordem Superior”.

Na Nota de Esclarecimento, o Governo informa que a Guiné-Bissau é um Estado de Direito democrático, onde as liberdades de imprensa e de expressão estão garantidas e estando em normal funcionamento todas as rádios nacionais e as outras internacionais que não têm acordos específicos para emissão nas antenas nacionais.

Frisou que, refira-se assim como a RTP e RDP-África nesse mesmo contexto.

O Governo informa ainda na Nota que estão em curso diligências no sentido da reparação, o mais rápido possível das avarias, por forma a retomar-se as normais emissões.ANG/ÂC

 

 

sexta-feira, 14 de julho de 2023

Tempo/Serviço meteorológico prevê para até ao fim da tarde desta sexta-feira ocorrência de chuva fraca à moderada acompanhada de trovoadas

Bissau, 14 Jul 23 (ANG) – O Serviço Meteorológico prevê para até as 18h00 de hoje  ocorrência de chuva fraca a moderada por vezes forte acompanhada por trovoadas.

A informação consta no boletim meteorológico produzido as 18 horas do dia 13 (quinta-feira)  válido até 18 horas de hoje (14 de Julho), refere que nesse período  vai haver vento variável, moderado com a velocidade de até 19 km no continente, com rajadas que podem atingir 47 km/h e de Sudoeste, no mar, até 25 km/h.

O mesmo  boletim indica que vai ser registada  visibilidade boa, mas reduzida no momento da chuva.

As temperaturas máximas previstas nas zonas Centro, Norte e Leste devem variam de 31ºC (em Bissau e Madina de Boé), à 33ºC (em Pirada) e as mínimas variam de 23ºC (em Bafatá, Gabu, Pirada, Buruntuma e Madina do Boé)  à 25ºC (em Bissau).

Nas zonas Sul e Ilhas, as temperaturas máximas, de acordo com a previsão, variam de 28ºC (em Bubaque), a 30ºC (em Buba) e as mínimas variam de 23ºC (em Buba), à 25ºC (em Bolama e Bubaque). ANG/DMG//SG  

 

Pescas/Técnicos de diferentes instituições de inspeção do pescado recebem certificado de formação

Bissau,14 Jul 23(ANG) – Mais de 20 técnicos de diferentes instituições ligadas a inspeção das pescas receberam hoje os seus certificados de participação num seminário de formação e capacitação sobre o Memorando de Entendimento com a União Europeia relativo aos Controlos Oficiais dos Produtos da Pesca, que decorreu entre os dias 12 e 14 do corrente mês, em Bissau.

Em declarações à imprensa na cerimónia do enceramento do ato, o diretor de Serviços de Inspeção do Pescado, Carlos Bissamin Ntchama disse tratar-se do  início de ciclos de formação que vão ser realizados  em todo o território nacional.

“No controlo oficial de produtos de pesca, intervém muitos atores, de forma direta e indireta”, salientou.

Aquele responsável acrescenta que as referidas ações de formação vão  permitir a capacitação de  técnicos com  conhecimentos ligados ao regulamento, higiene e as normas da União Europeia para a exportação do pescado, como sendo um dos principais parceiros do Governo no setor.

“A exportação do pescado para o mercado europeu será feita pelos operadores de pesca artesanal e industrial, e para o efeito devem conhecer as normas exigidas pela União Europeia para essa atividade”, frisou.

Durante os três dias de ateliê, foram transmitidos aos participantes conhecimentos sobre  as condições de exportação de pescado para o mercado europeu, procedimentos de colaboração dos parceiros, técnicas de inspeção e higiene geo-sanitária dos produtos de pescas, regulamento de inspeção entre outros. ANG/ÂC//SG

 

Sociedade/ Mulheres dizem que paridade de género não foi cumprida nas legislativas

Bissau, 14 Jul 23 (ANG) - O conselho das mulheres guineenses considera que não foi cumprida a paridade de género nas legislativas do 4 de Junho visto que dos  102 deputados, apenas 11 sao mulheres.

O Conselho das Mulheres lamenta que a lei que estabelece uma quota mínima de 36% de mulheres no Parlamento não esteja a ser aplicada.

Diz o Conselho num comunicado que nas ultimas eleições legislativas, de 04 de junho passado, foram eleitas apenas 11 parlamentares num universo de 102 deputados.

Nas eleições legislativas de 2019, 13 mulheres foram eleitas deputadas. 

O Conselho das Mulheres vê isso como um retrocesso no cumprimento da lei e pede ao próximo Governo, a ser formado pela coligação PAI Terra Ranka, que retifique "esse erro histórico".

Liderado pela antiga diretora-geral da Polícia Judiciária, a magistrada jubilada do Ministério Público, Lucinda Barbosa Aukarié, o Conselho das Mulheres quer ver mais mulheres no Governo e noutras instâncias em que as pessoas são nomeadas.

O órgão foi criado em 2018 pela extinta UNIOGBIS, gabinete integrado das Nações Unidas para a consolidação da paz na Guiné-Bissau, para ser um consórcio de organizações da sociedade civil para promover a igualdade de género sobretudo na política.

O Conselho das Mulheres começou por aproximar as partes então desavindas, nomeadamente o Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, ao líder do partido PAIGC, Domingos Simões Pereira, mas depois alargou a sua intervenção para outras esferas de mediação entre a classe política.

O Conselho começou por ser dirigido por Francisca “Zinha” Vaz, veterana dirigente política, mas que ultimamente retirou-se da política para se dedicar ao associativismo.

Os novos deputados tomam posse no próximo dia 27 deste mês de julho.ANG/RFI

 


Religião/
“O fenómeno de radicalismo e extremismo violento é um dos maiores  desafios que a humanidade enfrenta” diz ministra da família

Bissau, 14 Jul 23(ANG) – A ministra da Mulher, Família e Solidariedade Social afirmou na quinta-feira que o fenómeno de radicalismo e  extremismo violento constitui um dos maiores desafios que a humanidade enfrenta atualmente.

Maria da Conceição Évora  falava  na cerimónia de abertura de uma formação destinada aos líderes Islâmicos, no domínio da prevenção do radicalismo e extremismo violento, organizado pela Liga Guineense dos Direitos Humano (LGDH) em parceria com o Instituto Marquês do Valle Flor, no âmbito do projeto “Observatório da Paz”.

Aquela governante disse que este fenómeno tem como consequência a desestruturação dos tecidos económicos, sociais e culturais das nações.

Maria da Conceição Évora assegurou que a luta pelo reforço da coesão nacional  deve passar por  um  diálogo construtivo como estratégia de resolução de conflitos, também constitui uma ferramenta poderosa para criar as barreiras às iniciativas desestabilizadoras seja de que proveniência for.

Por sua vez, o  presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Augusto Mário da Silva afirmou  que o país é conhecido pelo grau de tolerância, mas isso não impede a adoção e mecanismo de prevenção para evitar eventualidades futuras .

“O nosso país é conhecido pelo grau de tolerância, pelo nível da convivência pacífica entre deferentes grupos étnicos e confissões religiosas, mas isto não nos impede de começar a adoptar medidas e mecanismos de prevenção para evitar que, no futuro, esta situação, que já está a afetar alguns países aqui próximo, também possa vir a ter alguns efeitos  aqui na Guiné-Bissau”, disse.

Silva referiu que a região do Shael tem vindo a sofrer com a crescente insegurança que agravou certas fragilidades existentes e diz que a situação espalhou-se para além das fronteiras do Shael e que hoje assiste-se  uma situação regional multidimensional, com vertentes económico, social, política e humana que se estendem para o Mali, Burkina Faso e Níger.

Segundo o Chefe da Secção Política da União Europeia na Guiné-Bissau, Pedro Saraiva essa extensão  também afeta outros  países costeiros da África Ocidental.

“A situação também afeta atualmente os países costeiro da África Ocidental, correm o risco de ver esse conflito se alastrar a essa geografia, situação  que devemos monitorizar com maior cuidado e proximidade para conter as repercussões da insegurança, apoiando assim um arco de estabilidade na vizinhança do Shael, incluindo os países da costa atlântica ocidental”, asseverou

O vice-presidente da União Nacional dos Imames, Mussa Buaro, avisou que “não existe espaço na religião Islâmica para o extremismo violento, porque a religião Islâmica é como o seu próprio nome, uma religião de paz, da harmonia e do humanismo”.

No entender do Secretário-geral do Conselho Nacional Islâmico, Sene Sissé os políticos sãos os principais responsáveis pelo conflito étnico no país.

O encontro do género já foi organizado com os líderes católicos e jornalistas com o mesmo propósito, que é de capacitá-los no domínio de  prevenção do radicalismo e extremismo violento no âmbito do projecto “Observatório da Paz”. . ANG/JD//SG

 

 

Desporto/Selecção Feminina defronta congénere de Benin em casa para pré-eliminatória dos jogos Olímpicos de França (Paris-2024)

Bissau, 14 Jul 23 (ANG) – A Seleção Feminina de Futebol da Guiné-Bissau, defronta hoje em casa, a sua congénere do Benin, partida a contar para a primeira mão da eliminatória de acesso aos jogos Olímpicos de França (Paris-2024).

A turma nacional feminina realizou o seu último treino na tarde de quinta-feria, no relvado do Estádio Nacional 24 de Setembro, onde o encontro será realizado, e no final do treino, o técnico adjunto das “Djurtinhas”, Domingos Fernandes disse à imprensa desportiva que está confiante na vitória, devido a qualidade que os seus jogadores apresentam.     

Para uma das capitãs da turma nacional, Safiatu Baldé, vulgo  “Gatuso”, a equipa precisa de apoio dos adeptos para ter mais motivação dentro do retângulo do jogo.

“Estamos focados na conquista de  três pontos, mas com o apoio dos adeptos, estaremos mais motivadas . O grupo tem trabalhado  para a conquista dos três pontos em casa”, disse a capitã.

Se a Guiné-Bissau vencer as duas mãos com  Benin (14-18 de julho de 2023),  a Benin ficará fora dos jogos Olímpicos, e a turma nacional terá como próxima adversária  a seleção da Guiné-Conacri ou do Gana.ANG/LLA//SG     

       
Mundial 2026
/ Seleção de futebol da Guiné-Bissau integra grupo A

Bissau, 14 jul 23 (ANG) – A seleção Nacional de futebol da  Guiné-Bissau integra o grupo A, juntamente com as seleções de Egipto, Burquina Faso, Serra-Leoa, Etiopia e Djibute.

As informações constam no portal desportivo Fut 245 consultada hoje pela ANG, segundo o qual o sorteio para o efeito foi realizado quinta feira, a margem da 45ª Assambleia-geral ordinária da Confederação Africana de Futebol (CAF).

Os Djurtus vão defrontar o Egipto, Burquina-Faso, Serra-Leoa, Etiópia e Djibute e o primeiro lugar do grupo garante uma vaga no campeonato a disputar no Canada,Mexico e Estados Unidos de America.

 Os cinquenta e quatro países africanos divididos em nove grupos, composto por seis países cada, vão disputar 10 lugares, onde o primeiro de cada grupo apura-se diretamente para o mundial, e os quatro melhores segundos classificados terão que realizar jogos de play-of, onde o vencedor se juntará aos 09 primeiros classificados dos respectivos grupos, completando as 10 selecções africanas na copa do mundo.

O Mundal 2026 será o primeiro a ser disputados por 48 seleções, dos quais 10 são do continente africano.

Os jogos de qualificação vão começar em Novembro deste ano.

Na mais recente campanha de apuramento para o mundial 2022, a Guiné-Bissau ficou na segunda posição do grupo atrás de Marrocos, o país que chegou as meias finais da prova que decorreu no Qatar. ANG/LPG//SG

Quénia/Pelo menos nove pessoas foram mortas em protestos da oposição  - ONG

Bissau, 14 Jul 23 (ANG) – Pelo menos nove pessoas foram mortas em protestos da oposiç
ão no Quénia na quarta-feira devido ao aumento dos impostos sobre produtos básicos, anunciou hoje a Comissão Nacional de Direitos Humanos do Quénia (KNCHR, na sigla inglesa).

Os protestos foram fortemente reprimidos e "resultaram na perda de pelo menos nove vidas quenianas", nas cidades de Mlolongo, Kitengela e Emali, perto de Nairobi, a capital queniana, bem como em Sondu e Busia (oeste), disse hoje Roseline Odede, presidente da KNCHR, uma instituição autónoma mas financiada pelo Estado, através de um comunicado.

Segundo a organização, foram registados "numerosos ferimentos em membros do público e agentes da autoridade" e "houve casos de uso excessivo da força por parte da polícia na detenção de manifestantes".

"Embora a manutenção da lei e da ordem seja crucial, nunca deve ser feita à custa dos direitos humanos e das liberdades fundamentais dos indivíduos", bem como do seu direito à vida, sublinhou Odede.

A KNCHR manifestou-se ainda "horrorizada" com os "disparos irresponsáveis e não provocados de gás (lacrimogéneo) por parte dos agentes", gás que acabou por invadir uma sala de aula de uma escola do bairro de Kangemi, na zona oeste de Nairobi, e que obrigaram a que mais de cinquenta alunos fossem transportados para o hospital.

O organismo condenou igualmente o saque e a destruição de bens privados e públicos por parte de manifestantes, que ergueram barricadas e vandalizaram lojas.

Embora a polícia tenha declarado os protestos ilegais, o KNCHR recordou que estes foram "organizados no quadro (...) da Constituição queniana e do direito de reunião pacífica".

As manifestações tiveram lugar em Nairobi e em várias cidades vizinhas, bem como em Mombaça (sul do país), Kisumu e Kisii (oeste), e as forças de segurança utilizaram munições reais e gás lacrimogéneo para as dispersar.

Embora não tenha confirmado o número de mortos, o ministro do Interior queniano, Kithure Kindiki, afirmou em comunicado na quinta-feira que os “protestos violentos" provocaram "a morte de pessoas e ferimentos em civis e agentes de segurança", bem como "a perturbação de muitos negócios e a destruição de propriedade pública e privada".

"A pilhagem é um ato de ilegalidade, que não pode ser aceite ou tolerado", acrescentou Kindiki, referindo que, pelo menos, 312 pessoas foram detidas, incluindo um deputado.

Ao longo do último ano, o líder da oposição Raila Odinga convocou vários protestos contra o Governo do Presidente queniano, William Ruto, a quem acusa de manipular os resultados das eleições de agosto de 2022.

Odinga, um antigo primeiro-ministro - que obteve 48,85% dos votos -, não reconhece os resultados eleitorais, apesar de o Supremo Tribunal ter rejeitado o recurso que interpôs contra a vitória de Ruto, que obteve 50,49% dos votos, segundo a comissão eleitoral do país.

A tensão e o descontentamento social também aumentaram nas últimas semanas, depois de o Presidente ter aprovado, em 26 de junho, uma nova lei das finanças que, entre outras medidas, duplica o imposto sobre os combustíveis para 16%.

Apesar de a justiça ter suspendido temporariamente a aplicação da lei dias após a sua aprovação, enquanto se aguarda a determinação da sua constitucionalidade, as autoridades mantiveram a implementação do aumento dos impostos sobre a gasolina. ANG/Lusa