sexta-feira, 17 de novembro de 2023


Reconhecimento
/Presidente da República condecora António Costa com a Ordem Nacional Colinas de Boé

Bissau, 17 Nov 23 (ANG) – O Presidente da República Umaro Sissoco Embaló, condecou o demissionário primeiro-ministro português, António Costa, com a Ordem Nacional Colinas de Boé, uma das mais altas condecorações do pais.

O chefe de Estado guineense distinguiu António Costa na cerimónia de comemorações dos 50 anos da independência da Guiné-Bissau, e os 59 anos da criação das Forças Armadas, que decorreu quinta-feira em Bissau com a presença de convidados de vários países.

O primeiro-ministro português assistiu à cerimónia na primeira fila da tribuna presidencial, na avenida Amílcar Cabral, onde se sentou também o Presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa.

Marcelo já tinha sido condecorado, em 2021, durante uma visita à Guiné-Bissau com outras das mais altas condecorações do país, a medalha Amílcar Cabral, o histórico guerrilheiro da independência.

Ainda na quinta-feira, o Presidente português foi surpreendido pelo homólogo guineense com a atribuição do nome Marcelo Rebelo de Sousa a uma rua da capital guineense.

Nas comemorações dos 50 anos da independência, o Presidente da Guiné-Bissau  condecorou ainda dois cubanos que estiveram na luta pela independência, nomeadamente o Comandante Moia e Embaixador Òscar,  o treinador nacional de futebol da Guiné-Bissau, Baciro Candé e o presidente do conselho de administração do grupo Lusófona, Manuel Damásio.

Todos receberam a medalha Ordem Nacional Colinas de Boé.

O evento foi marcado com duas fases de desfile, uma primeira parte reservada às entidades civis, nomeadamente a Associação das Mulheres das Atividades Económicas (AMAE), a Associação Nacional dos Agricultores da Guiné (ANAG), os Empreendedores Guineenses, os alunos do Liceu Nacional Kwame Nkrumah, os Escuteiros, o grupo cultural Netos de Bandim, a Igreja Adventista e as regiões do país foram representadas por diferentes grupos.

Na segunda parte desfilaram 16 companhias dos três ramos das Forças Armadas, nomeadamente Estado-Maior do Exército, regimento dos Comandos, Companhia das Mulheres do Exército, Marinheiros, Fuzileiros Navais, Força Aérea, Primeira e Segunda Companhias da Guarda Nacional, Companhia das Mulheres da Guarda Nacional, Comando da Proteção Civil (Bombeiros Humanitários), Primeira e Segunda Companhias da Polícia da Ordem Pública, Companhia das Mulheres da Polícia da Ordem Pública, Serviço de Migração, Búfalos da Guarda Nacional e dos Para-comandos (as Forças Especiais). ANG/Lusa

 


Comemoração do Dia da Independência
/Marcelo Rebelo de Sousa inaugura rua com o seu nome em Bissau

Bissau, 17 Nov 23 (ANG) – O chefe de Estado português, Marcelo Rebelo de Sousa, inaugurou quinta-feira uma rua com o seu nome em Bissau, juntamente com o Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, a meio da celebração oficial dos 50 anos de independência da Guiné-Bissau.

O primeiro-ministro, António Costa, acompanhou esta breve cerimónia de inauguração, ao lado de Marcelo Rebelo de Sousa. Questionado se é merecida esta homenagem, respondeu: "É, com certeza".

A Rua Presidente Marcelo Rebelo de Sousa é uma transversal à Avenida Amílcar Cabral, mesmo no centro da capital guineense, onde decorreu quinta-feira de manhã o ato solene comemorativo do cinquentenário da independência da Guiné-Bissau.

Interrogado se está orgulhoso por ter uma rua com o seu nome em Bissau, o Presidente português contrapôs que "Portugal é que está orgulhoso pelas relações fraternas com a Guiné-Bissau".

Umaro Sissoco Embaló, Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa caminharam juntos para esta inauguração, em que foi cortada uma fita e descerrada uma placa, e de seguida regressaram à tribuna de honra na Avenida Amílcar Cabral.

A cerimónia de inauguração da Rua Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, na qual também esteve presente o ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, durou cerca de cinco minutos.

Depois, foi retomado o ato solene de comemoração dos 50 anos de independência da Guiné-Bissau, com um discurso do Presidente guineense à nação.

Esta celebração coincide com uma crise política em Portugal, com o primeiro-ministro demissionário e eleições legislativas antecipadas anunciadas para 10 de março, mas com o Governo ainda em plenitude de funções.

Na tribuna de honra, Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa estão separados por seis lugares, por motivos protocolares, e no jantar oficial de quarta-feira em Bissau também ficaram à distância, trocando apenas um aperto de mão.

A caminhada conjunta até à renomeada Rua Presidente Marcelo Rebelo de Sousa foi o primeiro momento em que estiveram lado a lado em público desde que António Costa apresentou a demissão, há nove dias.

Os dois deverão regressar a Portugal ainda na quinta-feira após um almoço oferecido pelo Presidente da Guiné-Bissau, no Palácio Presidencial, em voos separados.

A Guiné-Bissau foi a primeira colónia portuguesa em África a tornar-se independente. A independência foi proclamada unilateralmente em 24 de setembro de 1973, decorrida uma década de luta armada.

As Nações Unidas reconheceram de imediato a independência da Guiné-Bissau, e Portugal apenas um ano mais tarde, em setembro de 1974, após o 25 de Abril.ANG/Lusa

 

quinta-feira, 16 de novembro de 2023

Política/Guiné-Bissau assinala oficialmente 50 anos de independência e 59  de criação das FARP

Bissau, 16 Nov 23 (ANG) - A Guiné-Bissau assinalou oficialmente esta quinta-feira,  os 50 anos da independência e os 59/o aniversário das Forças Armadas,  com as cerimónias a terem lugar na Avenida Amílcar Cabral requalificada, em Bissau.

 O ato mais importante da cerimónia foi a apresentação de uma Mensagem à Nação, pelo Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, após a qual se seguiu o desfile civil e militar.

Terminada a fase de desfiles, o Presidente guineense deslocou-se com os  convidados para o Palácio da República, situado na Praça dos Heróis Nacionais, para um almoço oficial que encerra as cerimónias de celebração do cinquentenário da independência e do Dia das Forças Armadas.

A cerimónia ficou também marcada com a condecoração com a Medalha Colinas de Boé de diversas personalidades, nomeadamente, o primeiro-ministro demissionário de Portugal, António Costa, o selecionador nacional de futebol, Baciro Candé e o internacionalista cubano, Comandante Moia.

A cerimónia comemorativa dos 50 anos da independência e dos 59 anos da criação das Forças Armadas, foi marcada com a presença de sete chefes de Estado, dois vice-presidentes da República e quatro primeiros-ministros e cujo ato marcado ainda  com um desfile civil e militar na renovada avenida Amílcar Cabral, em Bissau.ANG//SG

Cultura/Exposição “Amílcar Cabral” viaja até Bissau nos 50 anos da independência

Bissau, 15 Nov 23(ANG) – A exposição “Amílcar Cabral”, organizada para as comemorações do 25 de Abril em Portugal, viajou até à Guiné-Bissau para assinalar os 50 anos da independência do país africano e abre ao público, na quinta-feira, no Palácio Presidencial.

Aquele que é considerado herói nacional na Guiné-Bissau é homenageado nesta exposição que já esteve patente no Palácio Baldaya, em Lisboa, e inicia agora uma itinerância pela Guiné-Bissau e, no próximo ano, Cabo Verde.

A mostra abre ao público no dia das comemorações dos 50 anos da independência da Guiné-Bissau, para a qual contribuiu decisivamente o histórico guerrilheiro, assassinado antes da proclamação unilateral da mesma.

A Guiné-Bissau prepara-se para assinalar, em 2024, o centenário do nascimento de Amílcar Cabral e a história do líder político, engenheiro agrónomo e ativista cultural poderá ser visitada nesta exposição.

Trata-se de uma nova edição de “Amílcar Cabral, Uma Exposição” organizada pela Comissão Executiva da Estrutura de Missão para as Comemorações do quinquagésimo aniversário da Revolução portuguesa, e que conta com o apoio do Camões, Instituto da Cooperação e da Língua, da Embaixada de Portugal em Bissau e das autoridades guineenses.
Comissariada por José Neves e Leonor Pires Martins, um dos responsáveis pelo projeto de arquitetura da mostra,

Ricardo Santos, explicou à Lusa que “a exposição passa um pouco por toda a vida de Amílcar Cabral, mas também toda a influência que a obra dele tem até aos nossos dias”.

Organizada de forma cronológica, a mostra começa nos anos 50, 60 do século passado e acaba com vídeos e instalações, mais recentes, da autoria de pessoas que continuam a trabalhar sobre a obra e a memória de Amílcar Cabral.

A exposição é composta por documentos históricos, recortes de jornais, cartazes, fotografias e documentos, nomeadamente com o partido que fundou, o PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde), assim como por um mapa com todas as viagens que fez pelo mundo.

O adido para a cooperação e representante do Instituto Camões na Guiné-Bissau, António Nunes, disse à Lusa que o instituto financiou o transporte e a montagem por entender que “seria vantajoso que a população da Guiné-Bissau pudesse ter acesso à exposição para que vissem o impacto que Amílcar Cabral teve”.

A organização destaca que a história da Guiné-Bissau, a primeira colónia a declarar a independência, é indissociável do 25 de Abril e da liberdade em Portugal.

O académico Vítor Barros irá guiar os visitantes nesta mostra com o entusiasmo com que tem estudado e publicado em revistas e seminários internacionais sobre Amílcar Cabral.

Observou à Lusa que o homem ligado à independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde “continua ainda hoje em várias partes do mundo a despertar interesse e admiração” e gostava que “as ideias de Cabral fossem ensinadas nas universidades e em escolas de referência”. ANG/Inforpress/Lusa

 


Economia
/Preços das moedas para quinta-feira, 16 de novembro de 2023

MOEDA

COMPRAR

OFERTA

Euro

655.957

655.957

dólares americanos

601.750

608.750

Yen japonês

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4.025

Libra esterlina

746.250

753.250

Franco suíço

678.250

684.250

Dólar canadense

438.250

445.250

Yuan chinês

82.500

84.250

Dirham dos Emirados Árabes Unidos

163.250

166.250

 Fonte: BCEAO

ONU/Israel rejeita resolução do Conselho de Segurança que pede pausas humanitárias

Bissau, 16 Nov 23 (ANG) – O embaixador de Israel na ONU rejeitou na quinta-feira a resolução aprovada pelo Conselho de Segurança que apela a pausas e corredores humanitários urgentes e alargados em Gaza, argumentando que a medida “está desligada da realidade e sem significado”.

“Independentemente do que o Conselho decida, Israel continuará
a agir de acordo com a lei internacional, enquanto os terroristas do hamas nem sequer lerão a resolução, muito menos a cumprirão”, escreveu Gilad Erdan na plataforma X (antigo Twitter).

De acordo com o diplomata, Israel “continuará a agir até que o hamas seja destruído e os reféns sejam devolvidos”.

“É lamentável que o Conselho continue a ignorar, a não condenar, ou mesmo a mencionar, o massacre levado a cabo pelo hamas em 07 de outubro, que conduziu à guerra em Gaza. É realmente vergonhoso”, acrescentou Erdan.

A estratégia do hamas, de acordo com o embaixador de Israel, consiste “em deteriorar deliberadamente a situação humanitária na Faixa de Gaza e aumentar o número de vítimas palestinianas, a fim de motivar a ONU e o Conselho de Segurança a travar Israel”, mas “isso não vai acontecer”, assegurou.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou hoje uma resolução que “apela a pausas e corredores humanitários extensos e urgentes durante um número suficiente de dias” para permitir a entrega de ajuda humanitária aos civis em Gaza.

A resolução, da autoria de Malta, recebeu 12 votos a favor e três abstenções: Estados Unidos, Reino Unido e Rússia.

Os Estados Unidos e o Reino Unido justificaram a sua abstenção com o facto de a resolução não condenar claramente os ataques terroristas do hamas.

A resolução tem um forte ângulo humanitário, com especial destaque para a situação das crianças em Gaza.

O texto, que enfatiza a situação das crianças em quase todos os parágrafos, “exige que todas as partes respeitem as suas obrigações ao abrigo do direito internacional, especialmente no que diz respeito à proteção dos civis, em particular das crianças”.

Também “apela” à “libertação imediata e incondicional de todos os reféns detidos pelo Hamas e outros grupos, especialmente crianças”.

Apesar das resoluções do Conselho de Segurança serem vinculativas, isso não impede que alguns países as ignorem.

Em resposta à adoção desta resolução, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita instou o Conselho de Segurança e a comunidade internacional a exigir “a rápida libertação de todos os reféns israelitas, conforme estipulado na resolução”.

“Não há espaço para tréguas humanitárias prolongadas enquanto 239 raptados estiverem nas mãos de terroristas do Hamas”, argumentou o porta-voz, Lior Haiat, na plataforma X.

Para o analista Richard Gowan, do International Crisis Group (ICG), apesar de o Conselho de Segurança ter conseguido superar um bloqueio de 40 dias acerca da guerra em Gaza e adotar uma resolução sobre o assunto, a medida provavelmente não terá qualquer impacto significativo.

“O Conselho de Segurança levou um mês para adotar uma resolução (…), mas temo que isto seja principalmente um dispositivo para aliviar tensões”, escreveu o analista, também na plataforma X.

Gowan recordou que o Conselho de Segurança também apelou a um cessar-fogo em guerras desde os Balcãs à Síria “com pouco ou nenhum impacto”.

“A resolução foi redigida de uma forma que não coloca nenhuma pressão política real sobre Israel, mas os Estados Unidos provavelmente instarão Israel a mostrar mais flexibilidade nas questões de ajuda para satisfazer a opinião global”, disse Gowan à agência Associated Press (AP).

“O conselho não passará deste texto para um apelo a um cessar-fogo, a menos que os factos mudem significativamente no terreno”, avaliou ainda.

ANG/Inforpress/Lusa

 

Bélgica/Novas sanções à Rússia limitam exportações de diamantes e petróleo

Bissau, 16 Nov 23 (ANG) - A Comissão Europeia anunciou na quarta-feira um novo pa
cote de sanções da União Europeia (UE) à Rússia, o 12.º, que inclui um reforço das sanções às exportações de petróleo russo, já em vigor, e abrange ainda os diamantes.

"Em conformidade com a decisão do Conselho Europeu de Outubro de enfraquecer ainda mais a capacidade da Rússia de prosseguir a sua agressão contra a Ucrânia, o Alto Representante, juntamente com a Comissão, apresentou terça-feira ao Conselho uma proposta para o 12º pacote de sanções", no qual se propõe "a adopção de novas proibições de importação e exportação, bem como de medidas destinadas a reforçar o limite máximo do preço do petróleo e a combater a evasão às sanções da UE", indica o Serviço Europeu de Ação Externa em comunicado hoje divulgado.

Fontes europeias confirmaram à agência Lusa que neste pacote está incluído um limite a "todas as exportações de diamantes russos", sendo que o 12.º pacote de sanções da UE contra a Rússia pela invasão da Ucrânia estará em discussão na sexta-feira entre os embaixadores dos Estados-membros junto da União.

Os diamantes russos são importantes para a economia do país já que a sua exportação (principalmente para países europeus como Bélgica) vale quase cinco mil milhões de dólares (4,6 mil milhões de euros).

De acordo com as fontes europeias ouvidas pela Lusa, trata-se de uma limitação direta aplicada à Rússia e indireta para países terceiros que importam da Rússia.

No que toca ao petróleo, no sexto pacote de sanções, adoptado em Junho de 2022, a UE proibiu a quase totalidade de importação de petróleo bruto transportado por mar e de determinados produtos petrolíferos da Rússia para a UE e impôs um teto máximo, visando limitar os aumentos de preços provocados por condições de mercado extraordinárias e reduzir drasticamente as receitas da Rússia.

Estes limites de preço eram de 60 dólares por barril para o petróleo bruto, de 45 dólares por barril para produtos petrolíferos comercializados com desconto e de 100 dólares por barril para produtos petrolíferos comercializados a prémio, mas estas margens serão agora revistas no novo pacote de sanções.

Além disso, com as novas medidas restritivas, passarão a ser abrangidas "mais de 120 pessoas e entidades pelo papel que desempenharam na ameaça à soberania e à integridade territorial da Ucrânia", de acordo com a nota do Serviço Europeu de Ação Externa.

Acresce que "das propostas de inclusão nas listas constam intervenientes dos sectores militares, da defesa e das tecnologias de inovação russos, bem como outros operadores económicos importantes", é indicado.

O objetivo é, de acordo com a diplomacia comunitária, "reforçar o quadro de sanções em geral".

A UE impôs sanções maciças sem precedentes contra a Rússia em resposta à guerra de agressão contra a Ucrânia.

A ofensiva militar russa no território ucraniano mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial. ANG/Angop

 


                             
Médio Oriente/Conflito Israel-Hamas

Bissau, 16 Nov 23 (ANG) - O exército israelita reivindicou hoje ter o "controlo operacional" do porto de Gaza, uma infraestrutura fundamental no norte do território palestiniano que Israel alega ter sido usada pelo grupo islamita Hamas para planear ataques terroristas.

Uma operação conjunta de forças blindadas e navais permitiu nos últimos dias "assumir o controlo operacional do porto de Gaza, que era controlado pela organização terrorista Hamas", afirmou o exército israelita em comunicado hoje divulgado.

O movimento islamita usava a infra-estrutura "como centro de treino das suas forças de comando naval para planearem e executarem ataques terroristas navais", acrescentou.

Israel está em guerra contra o Hamas desde que este grupo lançou um ataque sem precedentes no território israelita, em 07 de Outubro.

O ataque provocou, segundo Israel, mais de 1.200 mortos, na maioria civis, e mais de 200 reféns, que o Hamas mantém em cativeiro na Faixa de Gaza.

Em retaliação, Israel tem bombardeado Gaza e bloqueou a entrada de bens essenciais como combustível, água e medicamentos.

Segundo o Hamas, o conflito provocou na Faixa de Gaza pelo menos 11.500 mortos, na sua maioria civis, e entre os quais se encontram cerca de 4.700 crianças.

Depois de ter garantido que cercou o norte do território, o exército israelita afirma estar a travar combates no coração da cidade de Gaza e anunciou, nos últimos dias, ter assumido o controlo de várias instituições do movimento islamita: o parlamento, edifícios governamentais e a polícia militar.

O Hamas minimizou este anúncio, referindo que os edifícios tomados "estavam vazios".

Os militares israelitas também têm intervindo em hospitais de Gaza, acusados por Israel de serem usados pelo Hamas para esconder armas e centros de comando.

O exército israelita continua hoje a sua incursão no principal hospital da Faixa de Gaza, al-Shifa, onde se encontram milhares de civis palestinianos, o que está a causar sérias preocupações e críticas a nível internacional.

A morte de mais dois soldados nos combates na Faixa de Gaza, elevando para 50 o número total de soldados mortos no território palestiniano desde o início da guerra contra o Hamas, foi hoje anunciado pelo exército israelita.

Em 07 de Outubro, o Hamas levou a cabo um ataque contra o território de Israel, matando cerca de 1.200 pessoas, na maioria civis, segundo as autoridades israelitas.

Desde então, em represália, Israel tem bombardeado Gaza sem tréguas, matando 11.500 palestinianos, segundo o governo do Hamas.

Em 27 de Outubro, os tanques israelitas entraram em Gaza no âmbito de uma operação terrestre destinada a "aniquilar" o Hamas que controla o enclave.

O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, de extrema-direita, afirmou hoje que a Autoridade Nacional Palestiniana (ANP) "deve ser tratada da mesma forma" que o movimento islamita Hamas.

Numa mensagem publicada na conta pessoal na rede social X, anteriormente conhecida como Twitter, Ben Gvir sustentou a afirmação depois de um ataque terrorista ainda por reivindicar, ao início do dia, a um posto de controlo a sul de Jerusalém, que feriu sete pessoas.

"O ataque em Gush Etzion prova mais uma vez que o conceito falha não só em Gaza, mas também na Judeia e Samaria [o nome bíblico para a Cisjordânia usado pelas autoridades israelitas para se referirem ao território]", disse Ben Gvir.

"Temos de confrontar o Hamas e a Autoridade Nacional Palestiniana, que tem uma visão semelhante à do Hamas e cujos dirigentes simpatizam com o massacre perpetrado pelo Hamas [nos ataques de 07 de outubro], da mesma forma que o fazemos em Gaza", afirmou.

Ben Gvir disse que confiar no Presidente da ANP, Mahmoud Abbas, que descreveu como "um negacionista do Holocausto", é um ato de "ilegalidade". 

"A contenção vai rebentar-nos na cara, tal como aconteceu em Gaza. É altura de agir", afirmou.

Ben Gvir é um dos elementos mais extremistas do governo israelita, chefiado por Benjamin Netanyahu e constituído por partidos de extrema-direita e ultraortodoxos.

Desde que foi nomeado ministro, Ben Gvir fez uma série de declarações que suscitaram críticas, incluindo a sua defesa de que a mobilidade dos colonos na Cisjordânia, região controlada pela ANP, associada à organização Fatah, deve prevalecer sobre a dos palestinianos.

Além disso, descreveu os colonos responsáveis por ataques a aldeias palestinianas na Cisjordânia como "crianças doces" e fez visitas à Esplanada das Mesquitas, conhecida pelos judeus como Monte do Templo, ações fortemente criticadas pelas autoridades palestinianas e pelos países muçulmanos da região.

O ataque de hoje perpetrado por três indivíduos armados, todos eles "neutralizados" pelas forças de segurança, e deixou sete feridos, um dos quais em estado crítico. 

Até ao momento, nenhum grupo reivindicou a autoria do tiroteio, que ocorreu quando o veículo foi interceptado num posto de controlo.

Por seu lado, o chefe da polícia israelita, Kobi Shabtai, citado pelo diário 'Haaretz', afirmou que os atacantes "tinham o objetivo de perpetrar um massacre".

"Não sei qual era o objetivo do ataque, mas a quantidade de munições e o que transportavam indicam que tencionavam ficar durante muito tempo", afirmou.

O incidente ocorreu no meio de um escalar da violência que se intensificou este ano após os ataques do Hamas em território israelita, a 07 de Outubro, que causaram cerca de 1.200 mortos, tendo o movimento islamita feiro mais de 240 reféns.

As autoridades da Faixa de Gaza, controlada pelos islamitas, informaram que mais de 11.200 pessoas foram mortas na ofensiva israelita contra o enclave, enquanto mais de 180 palestinianos foram mortos na Cisjordânia e em Jerusalém pelas forças de segurança israelitas e em ataques de colonos. ANG/Angop

 


    
Togo/Dois jornalistas  detidos sob acusação de difamação de ministro

Bissau, 16 Nov 23 (ANG) - Dois jornalistas togoleses, acusados de difamarem um ministro de sobrestimar o valor de um furto em sua casa, deram entrada,  quarta-feira, numa prisão em Lomé, segundo revelaram familiares dos detidos.

Os dois jornalistas, que estavam detidos à ordem da polícia desde segunda-feira, são Loïc Lawson, diretor do jornal Flambeau des Démocrates, e Anani Sossou, jornalista independente, e estão a ser acusados de "difamação e ataque à honra do ministro e incitamento à revolta".

Os detidos publicaram nas redes sociais que o ministro do Urbanismo, Habitação e Reforma Agrária, Kodjo Adedze, tinha sido vítima de um roubo de 400 milhões de FCFA (cerca de 605 mil euros) em sua casa.

O ministro, que participou o roubo à polícia sem que o montante fosse tornado público, apresentou uma queixa contra eles.

Na segunda-feira, os jornalistas desmentiram as suas afirmações, explicando na rede social Facebook que "investigações pormenorizadas" tinham demonstrado que "o montante comunicado estava sobrestimado e não atingia a soma de 400 milhões de FCFA".

Em Março passado, outros dois jornalistas togoleses foram condenados à revelia a três anos de prisão pelo Tribunal Superior de Lomé por "insulto à autoridade" e "difusão de informações falsas nas redes sociais", na sequência de queixas de dois ministros, entre os quais Adedze. ANG/Angop

 

Espanha/Amnistia garante convivência e trava extrema-direita em Espanha, diz Sanches

Bissau, 16 Nov 23 (ANG) - O socialista Pedro Sánchez justificou esta quarta-feira a amnistia de independentistas catalães como a via para recuperar a convivência entre os espanhóis e também a forma de garantir um governo "de progresso" em Espanha face à ameaça da "direita reacionária".

"A convivência foi um dos princípios norteadores da Constituição e da transição [espanhola da ditadura para a democracia]. E agora nós devemos fazer o mesmo e impulsionar a convivência e o perdão.

"Não apenas para conquistar uma legislatura de progresso, embora também, mas para apostar num futuro de reconciliação e de concórdia", disse Pedro Sánchez, na abertura do debate parlamentar de dois dias para a sua reeleição como primeiro-ministro de Espanha.

Sánchez prepara-se para ser reeleito com o apoio de partidos independentistas da Catalunha, com quem negociou uma amnistia para os envolvidos na tentativa de autodeterminação da Catalunha durante uma década e que teve como auge uma declaração unilateral de independência em 2017.

O líder do partido socialista espanhol (PSOE) realçou que há independentistas em várias regiões do país e considerou que ficou provado, no caso catalão, que a melhor forma de garantir uma Espanha unida não é com "a receita do Partido Popular", que então governava e optou pela "imposição e crispação social", levando à fratura de 2017, "com as ruas de Barcelona incendiadas" e as "pontes políticas destruídas".

"A receita do Partido Popular conduziu ao desastre", defendeu, para justificar aquela que considerou ser a outra possibilidade para lidar com o independentismo: o diálogo.

Sánchez insistiu que desde que o PSOE assumiu o governo, em 2018, o caminho do "reencontro e do diálogo", que já passou por indultos a separatistas condenados que estavam presos, provou dar frutos e não houve nestes cinco anos incumprimento da Constituição em qualquer região de Espanha.

"A convivência voltou às ruas da Catalunha" e "o diálogo voltou às instituições", destacou, sublinhando o argumento do PSOE de que a amnistia é a forma de levar de novo os independentistas catalães a fazerem políticas dentro das instituições e da moldura constitucional.
Sánchez destacou ainda que os resultados eleitorais das legislativas de 23 de Julho demonstram o apoio dos catalães ao Governo da última legislatura e ao PSOE, a quem deram a vitória.

A amnistia é pedida por 80% dos catalães e defendida por uma maioria absoluta de representantes dos espanhóis no parlamento, realçou Sánchez, que admitiu de novo estar a fazer "da necessidade, virtude", numa referência aos apoios que teve de reunir para continuar a ser primeiro-ministro.

Sánchez lembrou ainda que o PP também negociou no passado acordos com nacionalistas bascos e catalães para assegurar o Governo de Espanha e sublinhou que o Partido Popular concedeu centenas de indultos, incluindo a elementos de organizações da Catalunha já extintas que tinham sido condenados por terrorismo.

"Não insultem a memória dos espanhóis, não aproveitem a situação para incendiar mais e questionar a legitimidade de qualquer governo que não seja do PP", afirmou, dirigindo-se às bancadas da direita.

Sánchez acusou o PP de, como noutros países do mundo, se ter deixado parasitar pela direita radical e de ter unido "o destino" do partido ao do Vox (extrema-direita) em coligações em cinco governos regionais e 135 municipais nos últimos anos, pactuando na concretização de políticas "de ódio", de cortes de direitos e de retrocesso nos serviços públicos.

"Estamos a escolher algo muito importante: ou levantamos um muro perante estes ataques recorrentes aos valores da Espanha democrática e também constitucional ou damos-lhe um salvo conduto", afirmou.

Sánchez acrescentou que face "às direitas reacionárias e retrógradas" do PP e Vox, que querem "meter as mulheres na cozinha, as pessoas homossexuais  nos armários e os migrantes em campos de refugiados", a opção é um novo governo apoiado por partidos "com diferenças importantes", mas que partilham o desejo de fazer o país avançar.

O PSOE foi a segunda força mais votada nas legislativas de 23 de Julho e Sánchez prepara-se para ser reconduzido chefe do Governo com o apoio de oito partidos de esquerda e direita, regionalistas, nacionalistas e independentistas.

Os socialistas vão assumir o governo em coligação com o Somar, uma plataforma de 15 partidos e movimentos à esquerda dos socialistas, liderada pela atual ministra do Trabalho, Yolanda Díaz.ANG/Angop

Alemanha/ Realizadas buscas a vários edifícios em operação contra o Hezbollah

Bissau, 16 Nov 23 (ANG) – A polícia alemã levou a cabo uma operação nacional de grande envergadura nesta quinta-feira contra o Centro Islâmico de Hamburgo (IZH), uma organização suspeita de apoiar o grupo militante Hezbollah, apoiado pelo Irão, noticiou o site Notícias ao Minuto.

Segundo  o jornal Bild, mais de 500 polícias e investigadores de segurança do Estado realizaram buscas em 54 edifícios em toda a Alemanha. A operação teve início pelas 6h desta manhã.

De acordo com o Ministério do Interior alemão, o grupo é suspeito de desrespeitar a "ordem constitucional" da Alemanha e de apoiar as atividades do Hezbollah - que é proibido na Alemanha.

"As suspeitas contra o 'Centro Islâmico de Hamburgo' são graves", declarou a ministra do Interior alemã, Nancy Faeser, que fez saber que "há muito que (o grupo) é monitorizado pelo Gabinete Federal para a Proteção da Constituição e classificado como islamista".

"Temos a cena islamista na nossa mira", acrescentou a governante. "Especialmente agora, numa altura em que muitos judeus se sentem particularmente ameaçados".

Hamburgo foi a cidade onde estiveram envolvidos mais agentes, com um total de 200 polícias, a confiscar 32 edifícios. Entres eles, o Centro Islâmico de Hamburgo, a associação Academia Islâmica Alemã (IAD) e a Associação dos Apoiantes de uma Mesquita Islâmica Iraniana em Hamburgo.

Numa mensagem partilhada na rede social X (antigo Twitter), o Ministério Federal do Interior esclarece que na origem da investigação estão em causa "suspeitas sérias" e que a Alemanha "não tolera propaganda islâmica". ANG/Angop

 

Celebração do  Dia da Independência/Presidente da República destaca que o país ganha de novo  visibilidade internacional nos últimos três anos

 Bissau,16 Nov 23(ANG) – O Presidente da República destacou que, nos últimos pouco mais de três anos, a Guiné-Bissau conseguiu ganhar, de novo, uma visibilidade internacional positiva, reposicionando-se no concerto das nações.


Em mensagem à Nação, por ocasião da celebração dos 50 anos da independência do país e dos 59 anos da criação das Forças Armadas, Umaro Sissoco Embaló, acrescenta que, diante desta nova realidade, uma conclusão impõe-se: “a Guiné-Bissau realmente mudou, e mudou claramente pela positiva”.

“Hoje, depende de todos nós guineenses, em especial das nossas Forças Armadas Republicanas, o respeito pelo compromisso com a Guiné-Bissau, para a concretização dos objetivos da Independência proclamada nas Colinas de Boé, à 24 de Setembro de 1973”, salientou.

Sissoco Embaló saudou a  presença   convidados  e diz ser um prazer enorme, para ele e todos os guineenses celebrar  os 50 anos da Proclamação da nossa Independência e os 59 anos das Forças Armadas”, salientou.

O chefe de Estado sublinhou que, tal como ontem, na Luta pela Independência, também hoje, nos esforços para desenvolver o nosso país, a grande importância da solidariedade internacional é reconhecida por todos. 

“Desde os finais da década de 1990, e durante pouco mais de duas décadas, a Guiné-Bissau "estava fora do mapa" na comunidade internacional. Praticamente, só era referida por maus motivos: pelos golpes de Estado que se sucediam e, consequentemente, por uma instabilidade política persistente”, frisou.

Úmaro Sissoco Embalo afirmou que, ao celebrar estas duas datas históricas no mesmo dia, está-se a homenagear, duplamente, as  Forças Armadas, que de forma heroica e gloriosa, lutaram para alcançar a Independência. 

“A todos os que servem a Pátria nas fileiras das nossas Forças Armadas, como eu próprio também servi, os meus parabéns por este dia, 16 de Novembro”, disse. 

Acrescentou que  falar hoje das origens das  Forças Armadas faz todo o sentido, acrescentando que, menos de um ano após o início da Luta Armada - em Janeiro de 1963 -, as primeiras unidades de guerrilha do PAIGC, dispersas pelo território, revelaram-se aguerridas, mas com perigosas manifestações de indisciplina no seu seio, de desrespeito pela hierarquia e de abuso de poder no relacionamento que mantinham com as populações.

Disse que, foi a clara consciência da gravidade dessa situação que levou Amílcar Cabral a convocar uma Conferência de Quadros, logo transformada em Congresso. Essa reunião magna reuniu-se na localidade de Cassacá, sul da Guiné-Bissau, de 13 a 17 de Fevereiro de 1964.

Frisou que, foi precisamente para resolver aquela situação grave, a resposta do Congresso de Cassacá foi precisamente orientar no sentido de se reformar as estruturas da guerrilha, que acabou por  resultar na criação das Forças Armadas Revolucionárias do Povo (FARP), fruto de uma reorganização completa do anterior dispositivo de guerra.

O Presidente da República sublinhou que, dez anos após uma vitoriosa Luta Armada pela Independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde, que Amílcar Cabral liderou, que só viria a ser concluída em 1974, o povo guineense erguia o seu Estado Soberano.

 
“O Comandante João Bernardo Vieira “Nino”, eleito Presidente da Assembleia Nacional Popular, procedeu à Proclamação unilateral do Estado da Guiné-Bissau, na manhã do dia 24 de Setembro de 1973, em Madina do Boé, região Leste do país”, salientou. 

O chefe de Estado, informou que, o amplo reconhecimento internacional do novo Estado, revelou a sua verdadeira implicação estratégica: o Império Colonial deixou de poder sobreviver.

“Essa “mensagem” de Madina do Boé tinha de chegar, e realmente chegou ao seu verdadeiro destinatário: o Estado português, em particular as suas Forças Armadas. De facto, sete meses depois, o Movimento dos Capitães, em Lisboa, proclamava o fim do Império Colonial, no dia 25 de Abril de 1974”, frisou. 

Úmaro Sissoco Embaló acrescentou que, estava assim aberto o caminho da Descolonização, base histórica renovada para o desenvolvimento das relações de amizade e cooperação entre os povos outrora colonizados e a antiga potência colonizadora.

A cerimónia comemorativa dos 50 anos da independência e dos 59 anos da criação das Forças Armadas, foi marcada com a presença de sete chefes de Estado, dois vice-presidentes da República e quatro primeiros-ministros e cujo ato marcado ainda  com um desfile civil e militar na renovada avenida Amílcar Cabral, em Bissau.ANG/ÂC//SG