quarta-feira, 22 de novembro de 2023

Economia/Preços das moedas para quarta-feira, 22 de novembro de 2023

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 Fonte:BCEAO

Portugal/EUA e Rússia saúdam acordo Israel–Hamas para trégua e libertação de reféns

Bissau, 22 Nov 23(ANG) – Os EUA e a Rússia saudaram o acordo confirmado hoje entre Israel e o movimento islamita Hamas para uma trégua de quatro dias, que prevê a libertação de reféns em Gaza e de prisioneiros palestinianos.


O Presidente norte-americano, Joe Biden, disse que estava “extraordinariamente satisfeito” com a possível libertação de reféns sequestrados em Israel por militantes do Hamas em 07 de outubro, no âmbito de um acordo aprovado pelo governo israelita.

“Estou extraordinariamente satisfeito que muitas destas almas corajosas (…) se reúnam com as suas famílias assim que este acordo for totalmente implementado”, disse Biden num comunicado divulgado pela Casa Branca, a presidência dos Estados Unidos da América.

O líder norte-americano elogiou o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pelo seu “compromisso” com “uma pausa prolongada para garantir que este acordo possa ser plenamente executado e garantir o fornecimento de ajuda humanitária adicional para aliviar o sofrimento das famílias palestinianas inocentes em Gaza”.

“É importante que todos os aspetos deste acordo sejam totalmente implementados”, alertou Biden.

O Presidente do EUA indicou também que a “maior prioridade” é garantir a segurança dos reféns norte-americanos.

“Desde os primeiros momentos do ataque brutal do Hamas, a minha equipa de segurança nacional e eu temos trabalhado em estreita colaboração com os parceiros regionais (…) Não vou parar até que todos sejam libertados”, sublinhou Biden.

Também Moscovo demonstrou satisfação pelo acordo, resultado da mediação do Egito, dos EUA e do Qatar, sublinhando que “isto é exatamente aquilo a que a Rússia apelou desde o início da escalada do conflito”.

A Rússia “saúda o acordo entre Israel e o Hamas sobre uma pausa humanitária de quatro dias”, disse a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakarova, citada por agências de notícias do país.

O Qatar disse hoje que vai ser anunciado nas próximas 24 horas o início de uma “pausa humanitária”, que “terá a duração de quatro dias, sujeito a prorrogação”.

“O acordo inclui a libertação de 50 reféns, mulheres e crianças civis, atualmente detidas na Faixa de Gaza, em troca da libertação de um número de mulheres e crianças palestinianas detidas em prisões israelitas”, referiu o Ministério dos Negócios Estrangeiros catari.

“O número de pessoas libertadas irá aumentar em fases posteriores da implementação do acordo”, acrescentou o comunicado.

O Qatar sublinhou que o cessar-fogo “irá permitir a entrada de um maior número de comboios humanitários e ajuda humanitária, incluindo combustível designado para necessidades humanitárias”.

Israel aceitou na terça-feira o acordo, com todos os membros do executivo do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, a votarem a favor, exceto os três ministros do Partido do Poder Judaico (Otzma Yehudit), de extrema-direita, e o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir.

O Hamas saudou hoje o acordo, mas garantiu que a luta não terminou. “Confirmamos que as nossas mãos continuarão no gatilho e que os nossos batalhões triunfantes continuarão atentos”, alertou o grupo, num comunicado.

Esta trégua surge após semanas de pressão crescente por parte da comunidade internacional e dos principais organismos internacionais, como as Nações Unidas, para pôr termo aos ataques incessantes, que também já causaram mais de 1,5 milhões de deslocados.

Telavive declarou guerra ao Hamas depois de o grupo islamita ter lançado um ataque contra Israel a 07 de outubro, no qual morreram mais de 1.200 pessoas e 240 foram raptadas e levadas para Gaza. ANG/Inforpress/Lusa

 

  Fronteiras/Guiné-Bissau e Senegal vão rever marcos da fronteira terrestre

Bissau, 22 Nov 23 (ANG) - A Guiné-Bissau e o Senegal deram início esta terça-feira, 17 de Novembro, em Dacar, no Senegal, a conversações para a criação de uma comissão mista que vai rever os marcos da fronteira terrestre e delimitar a fronteira marítima entre os dois países.

O ministro guineense da Administração Territorial, José António Almeida, chefia a delegação de Bissau, que ontem viu o parlamento aprovar os trabalhos sobre as fronteiras com o Senegal.

O Parlamento guineense deu a sua anuência para a criação da comissão que está reunida em Dacar, no Senegal.

A comissão mista vai discutir os marcos da fronteira terrestre e confirmar se as placas das fronteiras terrestres, instaladas por Portugal e França, ainda estão nos mesmos lugares. 

Há relatos de que em várias localidades da parte guineense foram construídas casas nos marcos da fronteira. O colonialismo tinha deixado mais de 100 placas a assinalar a fronteira terrestre entre a Guiné-Bissau e o Senegal e cerca de 90 placas entre a Guiné-Bissau e a Guiné-Conacri. Algumas dessas placas foram arrancadas, relatam populares.

A comissão mista entre a Guiné-Bissau e o Senegal vai, ainda, analisar os marcos da fronteira marítima que nunca existiram, de acordo com fontes do governo guineense.

A criação da comissão entre a Guiné-Bissau e o Senegal, ao exemplo da já existente com a Guiné-Conacri, faz parte de uma recomendação da União Africana, que pediu a todos os países fronteiriços para que analisem os marcos deixados pelo colonialismo.

A União Africana quer evitar que a questão das fronteiras possa ser foco de conflito entre países.

 Disputas fronteiriças motivaram altercações armadas entre a Guiné-Bissau e o Senegal em 1992, por causa da localidade guineense de Sucudjake. ANG/RFI

 

        Israel/ Governo aprova o acordo de cessar-fogo com o Hamas

Bissau, 22 Nov 23 (ANG) - Israel aprovou na madrugada desta quarta-feira, 22 de Novembro, o acordo de cessar-fogo com o Hamas que prevê a libertação de reféns em Gaza e de prisioneiros palestinianos.

Depois de cinco semanas de difíceis negociações, o governo israelita aprovou o acordo que prevê a liberação de 50 reféns em troca da libertação de 150 prisioneiros palestinianos e uma trégua de quatro dias entre Israel e o movimento Hamas.  

Num comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Qatar descreveu as conversações que produziram o acordo para uma “pausa humanitária” como o resultado de uma mediação do Egito, dos EUA e do Qatar.

“O início da pausa será anunciado nas próximas 24 horas e terá a duração de quatro dias, sujeito a prorrogação”, referiu o comunicado.

O Qatar referiu que o cessar-fogo vai permitir a entrada de um maior número de ajuda humanitária, incluindo combustível.

O Presidente de Israel, Isaac Herzog, disse apoiar o acordo assinado com o movimento islamita Hamas e disse esperar que a trégua “seja o primeiro passo para devolver todos os reféns a casa”.

O Presidente dos Estados Unidos Joe Biden mostrou-se “extremamente satisfeito” e a Rússia, através da porta-porta voz da diplomacia russa, Maria Zakharova, sublinhou que esta trégua vai permitir o fim da escalada do conflito.

Os presidentes da Comissão Europeia, do Parlamento Europeu e do Conselho Europeu saudaram o acordo sobre a anunciada trégua em Gaza e a libertação dos reféns, indicando que a pausa deve ser aproveitada para “intensificar” a ajuda humanitária.

Por seu lado, o ministro da Defesa israelita, Yoav Gallant, avisou que esta trégua não representa o fim da guerra na Faixa de Gaza. O Hamas saudou o acordo, mas garantiu que a luta não terminou.

Esta trégua surge após semanas de pressão crescente por parte da comunidade internacional e dos principais organismos internacionais, como as Nações Unidas, para pôr termo aos ataques incessantes, que também já causaram mais de 1,5 milhões de deslocados. ANG/RFI

 

Vaticano/Papa diz que o que está a acontecer "não é uma guerra, é terrorismo"

Bissau, 22 Nov23 (ANG) - O Papa Francisco disse hoje que o que se passa em Israel e na Palestina "não é uma guerra, mas terrorismo", depois de ter recebido familiares dos reféns israelitas detidos pelo Hamas e de palestinianos presos, segundo a agência Reuters.

"Não esqueçamos de rezar na oração por aqueles que sofrem por causa das guerras em tantas partes do mundo, especialmente pelo querido povo da Ucrânia, de Israel e da Palestina", apelou o Papa no final de uma audiência geral realizada na Praça de São Pedro.

O Papa disse que recebeu "duas delegações, uma de israelitas que têm familiares mantidos como reféns em Gaza e outra de palestinianos que têm familiares presos em Israel".

"Eles sofrem muito e ouvi como sofrem uns e outros. As guerras fazem isso, mas aqui fomos além das guerras. Isto não é uma guerra, é terrorismo", sublinhou.

"Rezem muito pela paz. Que o Senhor nos ajude a resolver os problemas e a não continuar com as paixões que no final matam a todos. Rezem pelo povo de Israel para que a paz chegue", disse.

A reunião com o Papa aconteceu depois de o governo de Israel ter aceite o acordo com o Hamas para a libertação de 50 pessoas raptadas na Faixa de Gaza, em troca da libertação dos prisioneiros palestinianos e de uma trégua de quatro dias.

O Qatar disse hoje que vai ser anunciado nas próximas 24 horas o início da trégua de quatro dias entre Israel e o movimento islamita Hamas que prevê a libertação de reféns em Gaza e de prisioneiros palestinianos.

Telavive declarou guerra ao Hamas depois de o grupo islamita ter lançado um ataque contra Israel a 07 de Outubro, no qual morreram mais de 1.200 pessoas e 240 foram raptadas e levadas para Gaza. ANG/Angop

 

França/Presidente do Quénia pede fim de relações UE-África de "ciclos de dívida e dependência"

Bissau, 22 Nov 23 (ANG) - O Presidente do Quénia, William Ruto, pediu hoje à União Europeia que "redefina" a cooperação internacional e deixe de assentar as relações com África em "ciclos de dívida e dependência".

William Ruto fez o apelou num discurso proferido no plenário do Parlamento Europeu, em Estrasburgo (França), ao fim das políticas europeias baseadas em dependências, que acabam por promover a "fragilidade económica" dos países africanos. "O Ocidente contra o Oriente é contraproducente", alertou.

Na opinião do líder queniano, é necessária uma "nova era de cooperação e colaboração", centrada nos desafios globais, porque "há ameaças que transcendem as fronteiras e os mares".

"É altura de adoptarmos uma abordagem comum às alterações climáticas, à desigualdade e aos conflitos", afirmou.

Observando que o aumento do custo de vida, a tensão orçamental e os desafios migratórios estão a enfraquecer a solidariedade internacional, o estadista queniano apelou à UE para que colabore com os países africanos na gestão da migração, abordando as causas profundas da migração ilegal.

O Presidente queniano disse ainda aos eurodeputados que as decisões tomadas agora irão moldar o século XXI, pelo que os instou a serem "visionários" e a investirem num futuro marcado pela "colaboração, solidariedade e compromisso".

“África não pode cair na dependência energética e deve apanhar o comboio da energia sustentável, seguindo esse caminho com o resto do mundo, para o que precisa de financiamento que não gere encargos a longo prazo ou relações baseadas na extração de matérias-primas”, sublinhou ainda o chefe de Estado queniano.

“Financiar um país africano custa cinco vezes mais do que um país ocidental, o que é "indefensável, tanto económica como moralmente", afirmou.

A arquitetura financeira global que gera "ciclos de dívida" para os países em desenvolvimento "pode ser mudada", disse William Ruto, "mas é necessária vontade coletiva e novas formas de cooperação baseadas em estratégias mutuamente benéficas", acrescentou. ANG/Angop

 

 

Alemanha/Scholz promete 4.000 milhões em investimentos verdes em África até 2030

Bissau, 22 Nov 23 (ANG) - O chanceler alemão prometeu hoje 4.000 milhões de euros até 2030 para a iniciativa sobre energia verde entre a União Europeia e África, afirmando que vai importar do continente africano "uma grande parte" do seu hidrogénio verde.


"Isto não é sobre ajuda ao desenvolvimento segundo os desatualizados padrões de doadores e beneficiários, é sobre investimentos que são benéficos para ambos os lados", disse Olaf Scholz durante o fórum Compacto do G20 com África, que decorreu segunda-feira em Berlim.

No discurso, citado pela agência de informação financeira Bloomberg, o líder alemão exemplificou que "rumo à neutralidade climática em 2045, a Alemanha vai importar grandes quantidades de hidrogénio verde e uma grande parte virá de África".

No encontro que manteve com vários líderes africanos, incluindo o presidente da Comissão Africana e da União Africana, Moussa Faki e Azali Assoumani, respectivamente, Scholz defendeu que o continente devia acelerar os esforços relativamente à implementação da zona africana de comércio livre continental (AfCFTA, na sigla em inglês), considerando que isso "iria aumentar enormemente o potencial de mercado para os investidores" internacionais.

"Queremos continuar a apoiar de perto este projeto virado para o futuro, e é por isso que estamos a apoiar as negociações e a implementação do acordo, enquanto maior doador", concluiu.

O fórum Compacto do G20 com África, dedicado à promoção do investimento privado neste continente, é uma iniciativa lançada pela Alemanha em 2017, durante a sua presidência do G20, e decorreu na segunda-feira em Berlim. ANG/Angop

 

 

terça-feira, 21 de novembro de 2023

Desporto Futebol/Jogo da Supertaça  “Bawer” marcado para próximo sãbado

Bissau, 21 Nov 23 (ANG) – O jogo da Supertaça  “Bawer” que porá frente à frente as equipas de FC Canchungo e FC Cupelum está marcado para o próximo sábado(25), revela o portal de desporto “O Golo GB”.

A partida assinala a abertura da época desportiva 2023/24  e vai ser disputada no estádio Lino Correia , em Bissau, a partir das 16H00 TMG.

FC de Canchungo venceu o primeiro título de campeão, na época passada 2022/23, com 57 pontos, mais dois que o Benfica de Bissau, que ficou com 55 pontos, e o FC Cupelum foi o vencedor da Taça da Guiné-Bissau.ANG/LLA//SG

  

 

 

 

   

Homenagem/ANP aprova  resolução sobre a celebrações em 2024 do centenário Amilcar Lopes Cabral

Bissau, 21 Nov 23 (ANG) – Assembleia Nacional Popular aprovou hoje uma  resolução sobre as celebrações, em 2024, do centenário de nascimento de Amicar Lopes Cabral, sem votos da bancada parlamentar do MADEM-G15.

Em declarações à imprensa após apresentação, discusão e aprovação do respetivo projeto, o líder da bancada da Coligação PAI-Terra Ranka, Califa Seidi lamentou a ausência da bancada do Madem G-15 mas reconhece ser um direito que assiste ao partido.

“Para nós,  Amilcar Cabral continua a ser um património, não só da Guiné-Bissau e Cabo-Verde,mas sim  do mundo. O mundo que conheceu a sua dimensão está  disposto a participar nas celebrações do centenário de Amilcar Cabral”, disse.

“A Guiné-Bissau está de parabens,porque a ANP aprovou uma resolução que engaja todo o Estado, desde  o Presidente da República, passando por diferentes órgãos de soberania até o ultimo cidadão. O  Estado guineense assumiu que a partir do dia 01 de Janeiro de 2024 será o ano do centenário de Amilcar Cabral”, disse.

Para a celebração da data, segundo o líder da Bancada parlamentar da Coligação PAI-Terra Ranka, várias atividades vão ser realizadas em homenagem àquele que foi o líder imortal e principal obreiro da independência e da liberdade  da Guiné e Cabo Verde. ANG/LPG//SG

 

 

 

Justiça/Guarda Nacional deteve dois indivíduos com mais de 100 mil francos CFA em notas falsas

Bissau, 21 Nov 23 (ANG) - O Serviço de Investigação do Comando Geral da Guarda Nacional deteve recentemente em flagrante delito, em Bissau, dois indivíduos com 102 mil francos CFA em notas falsas.

A informação foi divulgada na página oficial do Ministério do Interior e da Ordem Pública da Guiné-Bissau, consultada hoje pela Agência de Notícias da Guiné.

Os suspeitos, segundo a mesma publicação, serão apresentados ao Ministério Público para o primeiro interrogatório e consequente aplicação de  medidas de coação.

Os suspeitos apanhados com notas falsas, um é de nacionalidade guineense e  outro de nacionalidade nigeriana.

“Depois de denuncia sobre a tentativa de uso deste dinheiro, a operação foi possível graças a cooperação com o Serviço de Inteligência Militar guineense”, refere a pãgina oficial do Ministério do Interior e da Ordem Pública.

O Serviço de Investigação da Guarda Nacional, contabilizou sete notas de 10.000 francos CFA e 16  de 2000  francos CFA, o que corresponde 102.000  notas falsas.ANG/LPG/ÂC//SG

 

 

Economia/Preços das moedas para terça-feira, 21 de novembro de 2023

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 Fonte: BCEAO


                    Angola/Bienal de Luanda congrega 850 participantes

Bissau, 21 Nov 23 (ANG) – Oitocentos e cinquenta participantes são esperados para, durante os dias 22, 23 e 24 deste mês, a III edição do Fórum Pan-Africano para a Cultura da Paz e Não-Violência - Bienal de Luanda.

Entre os convidados, consta três (3) Chefes de Estados, chefes de governo, responsáveis da UA, UNESCO, ONU, entre outras individualidades da diáspora africana, de 63 países, 80 parceiros, bem como jovens africanos.

Durante três dias, os participantes vão abordar, em seis painéis, os temas “Jovens, atores na promoção da cultura de paz e transformações sociais do continente-Diálogo de alto nível”, “Tecnologia e Educação como ferramentas para alcançar a igualdade de género”, “O papel da mulher nos processos de paz, segurança e desenvolvimento”, “O processo de transformação dos sistemas educativos: Práticas inovadoras e financiamento no contexto africano”, “Os desafios e oportunidades da integração do continente africano e as perspectivas de crescimento económico” e “Alterações climáticas desafios éticos, impactos, adaptação e vulnerabilidade”.

O evento, uma coorganização de Angola, da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) e da União Africana (UA), inclui, também, o Diálogo Intergeracional, que vai congregar Chefes de Estado e de Governo com jovens africanos.

Durante o encontro, os participantes vão focar-se nos desafios de construir pontes entre gerações dedicadas a uma África pacífica, bem como cativar os jovens a contribuir, de forma efetiva, a médio e longo prazo, para o Movimento Pan-Africano para uma Cultura de Paz e Não-Violência.

Bienal de Luanda, que se realiza em cada dois anos na capital angolana, visa promover a prevenção da violência e a resolução pacífica de conflitos, incentivando a educação, o intercâmbio cultural em África e o diálogo intergeracional.

O evento reúne chefes de Estado e de Governo, representantes de Organizações Internacionais e de Instituições Financeiras do mundo, investidores, comunidades artísticas e científicas, jovens, mulheres e membros da sociedade civil, tendo sido concebido como espaço de reflexão sobre os principais desafios de desenvolvimento sustentável do continente Africano e da importância das artes na consciencialização sobre o valor da cultura da paz, ideias e boas práticas relacionadas com o progresso social e económico no continente.

É uma plataforma de implementação do "Plano de Ação para uma Cultura de Paz em África/Atuemos pela paz", adoptado em Março de 2013, em Luanda, no Fórum Pan-Africano "Fontes e Recursos para uma Cultura de Paz".

Serve ainda como um espaço de fomento do compromisso dos líderes africanos e da sociedade civil do continente com fundamento nas aspirações da Agenda da União Africana 2063, nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU e, finalmente, na “Estratégia Operacional da UNESCO para a Prioridade África 2022-2029”. ANG/Angop

 

      Espanha/Calor causou 70 mil mortes na Europa em 2022 – estudo

Bissau, 21 Nov 23(ANG) – Um estudo divulgado hoje pelo Instituto de Saúde Global de Barcelona (ISGlobal) indica que cerca de 70 mil pessoas podem ter morrido em toda a Europa, em 2022, na sequência das temperaturas de calor extremo.

Em comunicado, o ISGlobal explicou que a investigação, publicada na revista The Lancet Regional Health-Europe, revê em alta as estimativas feitas até agora sobre as mortes associadas às temperaturas recorde registadas no verão do ano passado no continente europeu.

Os autores reconhecem que, num estudo publicado anteriormente na revista Nature Medicine, a metodologia utilizada, baseada em médias semanais de temperatura, subestimava a mortalidade atribuída ao calor, uma vez que são necessários dados diários para estimar com precisão o impacto dos picos de temperaturas extremas.

Publicada em julho, essa primeira investigação estimava a morte de 62.800 pessoas no ano passado.

Os investigadores aplicaram agora uma análise exaustiva dos dados, recolhendo séries diárias de temperatura e mortalidade em 147 regiões de 16 países europeus entre 1998 e 2004, e compararam depois as estimativas de mortalidade relacionadas com o calor e o frio a diferentes níveis de classificação: semanas, quinzenas e meses.

Os dados revelaram diferenças nas estimativas epidemiológicas consoante a escala temporal de classificação e confirmaram que o resumo dos dados diários em períodos de tempo superiores a um dia subestima o impacto das temperaturas na mortalidade.

Concretamente para o período entre 1998 e 2004, o modelo de dados diários estimou a mortalidade relacionada com o frio e o calor em 290.104 e 39.434 mortes prematuras, respetivamente, enquanto o modelo semanal apresentou valores 8,56% e 21,56% inferiores para estas duas estimativas.

ANG/Inforpress/Lusa

        China/Pequim e Moscovo assinam acordos de investimentos

Bissau, 21 Nov 23 (ANG) - O vice-primeiro-ministro chinês, Ding Xuexiang, e o seu homólogo russo, Andrei Belousov, acordaram em Beijing aumentar a cooperação em matéria de investimento entre os dois países e "reforçar a coordenação e elaborar planos a longo prazo".

Segundo a agência noticiosa oficial Xinhua, Ding, que recebeu Belousov segunda-feira, propôs o "aprofundamento da cooperação em matéria de investimento" entre os dois países para "implementar o consenso alcançado pelos dois chefes de Estado" nas suas recentes reuniões.

As propostas de Ding incluem "aumentar o planeamento e a direção da cooperação bilateral em matéria de investimento", "reforçar o apoio e a orientação para as empresas dos dois países".

Assim, vão promover a complementaridade regional, coordenar melhor o comércio, investimento, canais e construção de plataformas.

"Trata-se igualmente de aprofundar a cooperação prática nos domínios da agricultura e das infraestruturas de transportes", frisou o vice-primeiro-ministro chinês.

Ding disse ainda que precisam de oferecer em conjunto uma nova visão para a cooperação a longo prazo, reforçando as sinergias, de modo a criar um ambiente de investimento bilateral saudável,  citado pela Xinhua.

Em Fevereiro de 2022, pouco antes do início da invasão russa da Ucrânia, o Presidente russo, Vladimir Putin, e o seu homólogo chinês, Xi Jinping, proclamaram em Beijing uma "amizade sem limites" entre as suas nações.

Desde então, Moscovo e Beijing têm afirmado que os seus laços "não ameaçam nenhum país" e que visam "promover um mundo multipolar".

A China tem mantido uma posição ambígua no conflito. Beijing apelou ao respeito pela "integridade territorial de todos os países", incluindo a Ucrânia, e atenção às "preocupações legítimas de todos os países" com a segurança, em referência à Rússia.

Beijing tem procurado contrariar as críticas de que apoia a Rússia e apresentou um plano de paz de 12 pontos que foi recebido com cepticismo pela Ucrânia e pelos seus aliados ocidentais.

A China continuou a aprofundar os seus intercâmbios com a Rússia, incluindo a nível militar, comercial e de investimento. ANG/Angop

 

 


  
Libéria/Dez mortos após atropelamento de apoiantes do presidente eleito

Bissau, 21 Nov 23 (ANG) - Pelo menos dez pessoas morreram após um automóvel ter avançado segunda-feira à noite contra uma multidão de apoiantes de Joseph Boakai, disse o partido do veterano político, declarado vencedor das eleições presidenciais na Libéria horas antes, anunciou a AFP.

Dez pessoas morreram, disse o porta-voz do Partido da Unidade, Mohammed Ali, à agência de notícias France-Presse (AFP), acrescentando que tinha poucas dúvidas de que tinha sido um acto deliberado do motorista que fugiu.

"Achamos difícil acreditar que o carro teve um problema mecânico ou que o travão falhou, pois disseram-nos que estava estacionado perto, acendeu os faróis e acelerou em direção" à multidão, lamentou Mohammed Ali.

O porta-voz disse que o ataque aconteceu depois das 21:00 (22:00 em Angola) quando apoiantes de Boakai comemoravam a vitória em frente aos escritórios do Partido da Unidade, no centro da capital, Monróvia.

Um oficial da polícia da Libéria, Melvin Sacko, disse que o veículo se incendiou após atingir a multidão e indicou que pelo menos 16 pessoas, 12 homens e quatro mulheres, foram transportadas para o mesmo hospital.

A polícia está a tentar localizar outras vítimas em outros hospitais, disse Sacko à AFP por telefone.

Questionado sobre a causa do incidente, o oficial respondeu que "a investigação ainda está em curso". "Não sabemos onde está o motorista", admitiu.

Vídeos publicados nas redes sociais mostram muitas pessoas ensanguentadas caídas no chão, algumas a receber assistência, outras com dificuldades em andar.

Joseph Boakai foi na segunda-feira declarado vencedor das eleições presidenciais contra o atual presidente George Weah, pela Comissão Eleitoral Nacional, depois de terem sido contados os boletins de todas as assembleias de voto.

Boakai, de 78 anos, venceu com 50,64% dos votos, contra 49,36% de Weah, declarou à imprensa a presidente da Comissão Eleitoral Nacional (CNE), Davidetta Browne Lansanah.

O veterano ficou à frente de Weah por apenas 20.567 votos, num universo de pouco mais de 1,6 milhões de eleitores.

George Weah, uma antiga estrela do futebol eleita em 2017, reconheceu a vitória do adversário, num discurso difundido na emissora pública na sexta-feira à noite.

Os observadores da União Europeia e da Comunidade dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) tinham felicitado a Libéria pelo desenrolar "largamente pacífico" da segunda volta das presidenciais.

No entanto, a CEDEAO indicou ter registado incidentes isolados nas províncias de Lofa, Nimba, Bong e Montserrado que resultaram em "ferimentos e hospitalizações".

Este foi o primeiro ato eleitoral realizado sem a presença da missão da ONU (2003-2018), criada para garantir a paz após as guerras civis que causaram mais de 250 mil mortos entre 1989 e 2003.

Os confrontos durante a campanha causaram várias mortes antes da primeira volta e fizeram temer uma vaga de violência pós-eleitoral. ANG/Angop

 


                   
Israel
/Ajuda médica começa a chegar em Gazza

Bissau, 21 Nov 23 (ANG) - O exército israelita afirmou hoje "estar a estender as suas operações em novos pontos de Gaza", nomeadamente em Jabaliya, no norte do território.

A extensão das operações acontece  depois de ter tomado o controlo, há dias, do hospital de Al-Chifa, o maior hospital de Gaza, e depois de ter apresentado o que afirma serem provas de que existiam instalações militares e armas nessa unidade de saúde.

Perante as destruições, nomeadamente no que tange às estruturas de saúde, a vizinha Jordânia informou ter enviado 170 médicos e enfermeiros juntamente com material para a Faixa de Gaza, o Koweit tendo igualmente anunciado a entrada em Gaza de seis ambulâncias. Também foi anunciada hoje a evacuação para o Egipto de 28 bebés prematuros que se encontravam no hospital de Al-Chifa.

Depois do ataque do Hamas em Israel em que morreram 1200 pessoas no passado 7 de Outubro, a ofensiva lançada pelo exército israelita na faixa de Gaza, causou pelo menos 13 mil mortos, segundo um novo balanço estabelecido hoje pelo Hamas.

É sobre esta situação que deveriam discutir amanhã os países membros do BRICS, numa cimeira virtual presidida pela África do Sul, um dos países que no final da semana passada reclamou um inquérito do tribunal penal internacional sobre a guerra na Faixa de Gaza.

Esta reunião decorre numa altura em que aumentam as críticas pouco veladas à atuação de Israel. Ainda hoje a França teceu advertências sobre o número importante de vítimas civis do conflito, enquanto o chefe de estado das Comores que atualmente preside a União Africana considerou que a resposta israelita "não tem desculpa".

 Israel continua as suas operações na faixa de Gaza nomeadamente a ocupação do hospital de Al-Chifa, o maior daquele território, mas também no hospital indonésio, no norte da cidade de Gaza, onde a ofensiva do exército israelita terá causado 12 mortos esta segunda-feira, segundo o Hamas que controla o território.

"O exército israelita está a cercar o hospital indonésio e receamos que possa acontecer o que se passa no hospital de Al-Chifa", disse Ashraf al-Qidreh, porta-voz do ministério da saúde do Hamas, ao referir-se à ofensiva hoje do exército israelita contra esta unidade de saúde do norte da cidade de Gaza onde se encontram, segundo o Hamas, 700 pacientes e membros do pessoal de saúde. ANG/RFI