sexta-feira, 12 de setembro de 2025

    França/Polícia interveio para desocupar campus universitários em Paris

Bissau, 12 set 25(ANG)  - A polícia interveio quinta-feira de manhã para desocupar vários campus universitários em Paris, incluindo o prestigiado Sciences Po, onde um número significativo de estudantes aderiu ao protesto que começou na quarta-feira com a intenção de bloquear a França.

O chefe da polícia de Paris, Laurent Núñez, afirmou em entrevista à CNews que o movimento “Vamos Bloquear Tudo!” foi “um fracasso" porque "não houve um único bloqueio", embora tenham existido "inúmeras tentativas", acrescentando que tal se deveu às ações da polícia.

Núñez citou, como exemplo, as ações policiais desta manhã nos campus universitários da capital francesa, sublinhando que, tal como na quarta-feira, a ordem do ministro do Interior, Bruno Retailleau, é que seja aplicada "a mesma determinação".

O chefe da polícia afirmou que, até hoje, foram detidos 280 pessoas na área metropolitana de Paris e insistiu que o Ministério Público pretende processar todas as detenções assim que as provas estiverem disponíveis. 

Em toda a França, pouco antes da meia-noite, o Ministério do Interior reportou 540 detenções em protestos em que, segundo as estimativas das autoridades, participaram 197 mil pessoas. Foram no total 596 manifestações e 253 bloqueios ou tentativas de bloqueio.

Núñez enfatizou que o movimento "Vamos Bloquear Tudo!” foi "capturado pela extrema-esquerda" e por grupos "ambientalistas radicais" e que os apelos a "ações muito violentas" circularam nas redes sociais.

O protesto visa denunciar especificamente os planos orçamentais do governo do ex-primeiro-ministro François Bayrou, destituído na segunda-feira.

Estes planos incluem um ajustamento para reduzir o défice em 44 mil milhões de euros até 2026, dada a delicada situação das finanças públicas francesas.

Na vertente política, o movimento social “Vamos Bloquear Tudo!” recebeu o apoio da La France Insoumise (LFI), de Jean-Luc Mélenchon.

Está marcado um dia de greves e manifestações para 18 de setembro, em França, mas neste caso organizado por todos os sindicatos, também para exigir a inversão dos planos de austeridade.

Tudo isto acontece em pleno agravamento da crise política em França, com a nomeação pelo Presidente francês, Emmanuel Macron, do atual Ministro da Defesa, Sébastien Lecornu, como novo primeiro-ministro. 

Neste momento, Lecornu não conta com uma maioria parlamentar, não havendo sinais de que a mantenha a longo prazo, dada a fragmentação da Assembleia Nacional. ANG/Inforpress/Lusa

 

Cooperação/PR Umaro Sissoco Embalo reafirma apoio “firme e inabalável” da Guiné-Bissau à Interpol

Bissau, 12 set 25(ANG) – O Presidente da República, reafirmou o apoio “firme e inabalável”, da Guiné-Bissau ao trabalho da Organização Internacional de Polícia Criminal(Interpol), tendo sublinhado o papel  “crucial” da instituição na proteção dos Estados e na construção de um mundo mais seguro.

De acordo com TV Voz de Povo, Umaro Sissoco Embalo deslocou-se quinta-feira à França para uma visita de contactos com a comunidade guineense residente naquele país europeu.

Antes de chegar a Paris, o Chefe de Estado Guineense efetuou uma paragem em Lyon, onde visitou a sede da Interpol.

“A Guiné-Bissau mantém uma cooperação ativa com esta organização internacional, sobretudo nas áreas da segurança e do combate ao crime transacional”, salientou.

O ponto alto da deslocação presidencial será no próximo sábado, 13 de setembro de 2025, em Mantes la Ville, onde Umaro Sissoco Embalo se reunirá com a comunidade guineense residente em França.

De acordo com o programa oficial divulgado pela Embaixada da Guiné-Bissau em Paris, a jornada terá início com uma receção e almoço no Château de Versailles, entre as 13h00 e as 15h00. Segue-se, a partir das 15h30, o acolhimento e instalação dos participantes na Sala Jacques Brel, em Mantes la Ville, local que acolherá o encontro oficial.

A sessão de abertura, marcada para as 16h00, contará com momentos de animação cultural e intervenções de representantes da diáspora, incluindo o Presidente do Conselho Departamental de Yveline, a Associação Mulheres de Pelundo na Diáspora, representantes das mulheres guineenses em França, bem como membros da comunidade.

O ponto central do encontro será a intervenção do Chefe de Estado, prevista para as 17h00, durante a qual Umaro Sissoco Embaló deverá dirigir-se à comunidade guineense em França.ANG/TV Voz Voz

 

quinta-feira, 11 de setembro de 2025

Regiões/Filhos e Amigos de Mansaba promovem a 3ª edição do “reencontro de confraternização”

Oio, 11 Set 25 (ANG) - Os filhos e amigos de setor de Mansaba, região de Oio, norte do país, promoveram quarta-feira, a 3ª edição do “reencontro de confraternização”, e análise geral, dos problemas que afetam a comunidade local, sob lema “No Pensa Mansaba”.

Segundo relatou o correspondente da ANG para a região de Oio, o Presidente da Comissão Organizadora do evento Braima Seide, recordou que, a iniciativa surgiu, através de um dos filhos do Setor de Mansaba de nome António Gomes, e foi abraçado por todos, até a presente data.

De acordo com as explicações do Administrador local Nhalin Sano, em 10 de Setembro de 1974, os colonialistas portugueses, izaram pela primeira vez, a Bandeira Nacional no setor de Mansaba, e para ele, o acto, ficou registado, na história dos filhos e amigos daquele sector.

Sublinhou por outro lado que, o mesmo acto, tem grande importância para todos os populares de Setor de Mansaba, uma vez que permitirá com que os que ainda não se conheciam, através deste reencontro, farão que com passam a se conhecerem-se.

“Neste Fórum do encontro que tivemos, discutimos vários assuntos sociais que dificultam a nossa comunidade, desde a falta de infraestruturas, escolas, água potável, estradas, centros de saúde e apelo ao Governo, a dar a maior atenção, aos jovens”, descreveu o Administrador.

Considerou de positivo o balanço do encontro, realçando que através dele, foram registrados vários pontos, que futuramente serão combatidos com os esforços dos filhos e amigos do Setor, e também com o apoio do Governo.ANG/AD/LLA/ÂC



Regiões/Movimento “Cidadania Ativa” de província norte pede maior investimento para sector educativo

Mansaba, 11 set 25 (ANG) –  O Movimento “Cidadania Ativa” de província norte pediu, esta quarta-feira, ao governo no sentido de promover maior investimento para o sector da educação.

De acordo com o despacho do correspondente regional da ANG na região de Oio, norte do país, o pedido foi feito no ato de encerramento da IIª Edição de “Campo de Férias” promovido pelo referido movimento e que  decorreu de 03 à 10 de setembro do ano em curso.

O evento juntou cerca de 20 jovens provenientes  da região de Cacheu, do Sector Autónomo de Bissau e de alguns sectores da região de Oio, nomeadamente, os sectores de Mansaba, Bissorã e Farim.

Durante uma semana, os participantes na IIª Edição de “Campo de Férias” do movimento “Cidadania Ativa” de província norte debateram os seguintes temas; Educação para Saúde, Técnicas de Gestão e Resolução de Conflito, Gestão Ambiental e sustentabilidade, Associativismo voluntariado e Liderança, o  papel dos jovens no desenvolvimento da comunidade, vantagens e desvantagens do uso das redes sociais.

O Coordenador do Movimento “Cidadania Ativa” de província norte, Tchotchi Quintino Intchama disse que o “Campo de Férias” vai contribuir na mudança de comportamento dos jovens, sobretudo na prestação do primeiro socorro, em caso de acidente de viação nas suas respectivas zonas.

Porque, segundo Tchotchi Quintino Intchama receberam treinamento para o efeito, por isso recomendou os jovens aplicar na prática os conhecimentos adquiridos durante o “Campo de Fèrais.

Exortou aos jovens no sentido de multiplicarem ainda os conhecimentos sobre prática de higiene pessoal e coletiva, por forma a tornar as cidades regionais cada vez mais saudáveis.

Em nome dos formandos, Djilam Queita ressaltou o papel dos jovens no desenvolvimento local.

Disse que, as oficinas de formação reforçaram o espírito de inclusão e a importância dos jovens  contribuírem para o progresso do sector de Mansaba.

ANG/AD/LPG/ÂC

Regiões Ambiente/UN-Habitat entrega 3 mil plantas de espécies de elevado valor ao IBAP

Quebo, 11 Set 25 (ANG) – O Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (UN-Habitat), entregou quarta-feira, cerca de 3 mil plantas de espécies de elevado valor ao Instituto da Biodiversidade e das Áreas Protegidas (IBAP), no quadro do projeto, “Gestão Pacífica dos Recursos Naturais, na Bacia do Rio, Koliba-Corubal.

Segundo  uma nota do IBAP, a que ANG teve acesso hoje, as referidas plantas entregue ao IBAP, pelo UN-Habitat, destinam-se ao repovoamento florestal nas margens de Bacia do Rio Koliba-Corubal, e também do Parque Nacional de Delombi, nos arredores de Cuntabane, tabanca de “Sintchan Manga, no setor de Quebo, região de Tombali, sul do país.

A nota salienta ainda que, o repovoamento florestar naquela localidade, está a ser conduzida pelo IBAP, em colaboração com a ONG “Remsecao”, e o projetos foi financiado pelo o Fundo das Nações Unidas para a Consolidação da Paz (PBF), e implementado pelo Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (UN-Habitat), em parceria com o Fundo das Nações Unidas para o Desenvolvimentos de Capital (UNCDF) e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) e que decorre de 10 à 11 de corrente mês.ANG/LLA/ÂC

Israel /Benjamin Netanyahu condenou o assassinato do norte-americano Charlie Kirk

Bissau, 11 set 25(ANG) - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, condenou hoje o assassinato do ativista norte-americano Charlie Kirk, ocorrido na quarta-feira na universidade do Utah, Estados Unidos.

Netanyahu enfatizou a amizade de Kirk para com Israel e o empenho na defesa dos valores "judaico-cristãos".

Através das redes sociais, o primeiro-ministro israelita disse que Charlie Kirk foi assassinado por falar a verdade e defender a liberdade.

"Um amigo corajoso de Israel, lutou contra as mentiras e manteve-se firme na defesa da civilização 'judaico-cristã'. Falei com ele há apenas duas semanas e convidei-o a vir a Israel", escreveu Benjamin Netanyahu.

O ataque a tiro ocorreu num auditório da Universidade de Utah Valley, onde Kirk participava num evento perante cerca de três mil estudantes e apoiantes.

Segundo as autoridades, um atirador disparou, possivelmente a partir de um telhado, um único tiro que atingiu o ativista no pescoço, causando-lhe a morte pouco depois de ter sido transportado para o hospital.

Nas últimas horas, alguns dos principais ministros do governo israelita também se juntaram à condenação do assassinato.

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, Gideon Saar, afirmou que Kirk foi assassinado por ser um "bravo" guerreiro pela verdade e pela liberdade.

"A conspiração entre a esquerda global e o islamismo radical é o maior perigo que a humanidade enfrenta hoje. Charlie Kirk viu o perigo e alertou sobre os perigos. As balas de um assassino desprezível atingiram-no. Obrigado, Charlie, pelo apoio a Israel e pela luta por um mundo melhor", escreveu nas redes sociais o ministro da Segurança Interna israelita, Itamar Ben Givir.

O ativista conservador, voz de um podcast influente e porta-voz da juventude pró-Trump, foi morto esta quarta-feira durante uma reunião pública numa universidade em Utah. Chegou a ser detido um suspeito, mas foi entretanto libertado.

Charlie Kirk, de 31 anos, foi o fundador da Turning Point USA, uma organização conservadora concentrada no ativismo universitário.

Nascido em Arlington Heights, um subúrbio de Chicago, Kirk era oriundo de uma família da classe média e desde jovem demonstrou interesse pela política.

Kirk, que apoiava o porte de armas de fogo, tornou-se numa das vozes mais conhecidas do movimento jovem conservador nos Estados Unidos próximo do Presidente Donald Trump.ANG/Lusa

Conflito Médio Oriente/Funerais de vítimas dos ataques israelitas no Catar realizam-se hoje

Bissau, 11 set 25(ANG)  - O Catar anunciou que os funerais das pessoas mortas nos ataques israelitas contra líderes do grupo islamita palestiniano Hamas, na terça-feira, serão hoje realizados em Doha.

"As cerimónias fúnebres pelos mártires dos ataques israelitas, incluindo um mártir em serviço, o cabo Badr Saad Mohammed Al-Humaidi Al-Dosari, membro das Forças de Segurança Interna qataris (Lekhwiya), serão realizadas na tarde hoje, 11 de setembro de 2025, na mesquita Sheikh Mohammed bin Abdul Wahab", declarou o Ministério do Interior do Catar.

Os mortos serão enterrados no cemitério de Musiemer, acrescentou o Ministério qatari.

O Qatar também vai acolher uma cimeira regional de países árabes e islâmicos entre domingo e segunda-feira para abordar os ataques israelitas em Doha, segundo a agência de notícias estatal qatariana QNA.

Israel realizou ataques sem precedentes no Qatar na terça-feira, visando um complexo em que se encontravam autoridades do movimento islamita palestiniano Hamas, em Doha.

O Hamas alegou que os líderes do movimento sobreviveram ao ataque, mas reportou seis mortos: o filho do negociador-chefe Khalil al-Hayya, o chefe do gabinete de Al-Hayya, três guarda-costas e um agente de segurança qatari.

Segundo fontes do Hamas, seis líderes do Hamas, incluindo Khalil al-Hayya, Khaled Meshaal, o antigo número um, e Zaher Jabarin, chefe do movimento na Cisjordânia, estavam no edifício no momento do ataque. Entretanto, a agência de notícias AFP não conseguiu contactá-los deste o ataque em Doha.

Questionado pelo canal de televisão CNN na quarta-feira à noite, o primeiro-ministro do Qatar, Mohammed bin Abdulrahman Al-Thani, não se pronunciou sobre a atual situação de Khalil al-Hayya.

O chefe de Governo do Qatar criticou fortemente os atos de Israel e sublinhou que o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, "matou qualquer esperança" de libertar os reféns ainda mantidos na Faixa de Gaza.

Al-Thani, que fez estas declarações antes de participar hoje numa reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas, sublinhou a indignação generalizada entre os países árabes do Golfo em relação ao ataque israelita no Catar.ANG/Lusa

França/Quase 300 manifestantes detidos nas mobilizações e bloqueios em França

Bissau, 11 set 25(ANG)  - Cerca de 300 pessoas foram quarta-feira detidas em diferentes pontos de França, num dia marcado por mobilizações de protesto antigovernamentais, indicou o Governo francês.

Pelo menos quatro membros das forças de segurança ficaram ligeiramente feridos, enquanto seguiam as diretrizes do ministro do Interior francês em funções, Bruno Retailleau, para intervir rapidamente e tentar impedir os manifestantes do movimento, noticiou a cadeia de televisão BFMTV.

Para o ministro do Interior francês, estes são "bloqueios inaceitáveis", uma vez que implicam tomar os cidadãos "como reféns" das reivindicações.

"A mobilização não é uma mobilização cidadã. Foi monopolizada pela extrema-esquerda", disse aos jornalistas Retailleau, referindo-se à posição de apoio do partido França Insubmissa (LFI, esquerda radical).

O antigo candidato presidencial da LFI Jean-Luc Mélenchon acusou Retailleau de incentivar "as provocações", pelo que pediu aos manifestantes prudência e vigilância perante as ações da polícia, na rede social X.

As autoridades estimaram que cerca de 100.000 pessoas se juntariam aos protestos, pelo que prepararam um dispositivo de segurança de cerca de 80.000 polícias e gendarmes em Paris e na região metropolitana da capital francesa.

Centenas de ações de protesto estavam previstas em grandes e pequenas cidades, incluindo bloqueios de estradas. 

A Direção-Geral da Aviação Civil francesa (DGAC) previu perturbações e atrasos "em todos os aeroportos franceses".

As mobilizações são precedidas pela queda do Governo de François Bayrou, que perdeu uma moção de confiança no parlamento, e pela nomeação do até então ministro da Defesa, Sébastian Lecornu, como novo primeiro-ministro na terça-feira à noite, numa manobra do Presidente francês, Emmanuel Macron, que não agradou à oposição.

O coordenador nacional da LFI, Manuel Bompard, já anunciou que o partido vai promover uma moção de censura, na sequência de uma nomeação que também não agradou ao outro extremo do espetro político, onde se situa a União Nacional (RN, sigla em francês).

O líder do Partido Socialista francês, Olivier Faure, propôs a Lecornu que renunciasse a invocar o artigo 49.3 da Constituição para levar adiante as suas propostas sem necessidade de serem submetidas a votação na Assembleia Nacional (câmara baixa do Parlamento francês).

"Seria a demonstração de que o método muda", disse Faure, que numa entrevista à rádio Franceinfo, pediu para romper com a política dos últimos anos.

Sébastien Lecornu é o quarto primeiro-ministro em apenas 12 meses, depois de Gabriel Attal (2024), Michel Barnier (2024) e Bayrou (2024-2025), e terá de lidar com um novo movimento de greves e paralisações, organizado pelos sindicatos e apoiado pelos partidos de esquerda daqui a nove dias, enquanto tenta compor o futuro Governo que não seja censurado pelo menos pelo PS e aprovar um orçamento do Estado para 2026.ANGInforpress/Lusa

Qatar/ “Benjamin Netanyahu deverá ser julgado pela justiça", disse PM do Qatar

Bissau, 11 set 25(ANG) - O primeiro-ministro do Qatar, Mohammed bin Abdulrahman Al-Thani, afirmou que o homólogo israelita deverá ser levado à justiça após o ataque israelita aos líderes do Hamas em Doha, acrescentando que a decisão de Benjamin Netanyahu, " deitou por terra toda a esperança" de libertar os reféns em Gaza.

Numa entrevista ao canal de televisão norte-americano CNN, Al-Thani declarou que o Qatar está a "reavaliar tudo" em relação ao papel de mediador nas negociações, até agora sem resultado, visando um cessar-fogo no conflito desencadeado pelo ataque do Hamas a 7 de Outubro.

"Tenho reflectido sobre todo o processo nas últimas semanas e cheguei à conclusão de que Netanyahu está apenas a fazer-nos perder tempo", disse.

Na terça-feira, a Força Aérea israelita atacou os líderes do Hamas reunidos num complexo em Doha, capital do país aliado dos EUA que acolhe regularmente negociações. O primeiro-ministro do Qatar considera que o ataque acabou com “toda a esperança para os reféns”, sublinhando ainda que Benjamin Netanyahu "deverá ser julgado "por este acto.

Este ataque sem precedentes foi igualmente condenado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, um aliado próximo de Israel. Recentemente, o chefe do executivo israelita veio avisar as autoridades do Qatar e a todas as nações que abrigam terroristas que deveriam devem expulsá-los ou levá-los à justiça.

“Porque se não o fizerem, nós faremos”, reiterou Benjamin Netanyahu

O Hamas, que está em guerra com Israel na Faixa de Gaza, afirmou que os seus altos funcionários visados ​​sobreviveram, mas que os ataques israelitas fizeram seis mortos.

Apesar da pressão internacional para terminar a guerra na Faixa de Gaza, o exército israelita continuou a ofensiva e de acordo com a Defesa Civil local, mais de 40 pessoas foram mortas nas últimas horas. O exército declarou que iria intensificar "os seus ataques na Cidade de Gaza" nos próximos dias, considerada um dos últimos bastiões do Hamas no território, "com o objectivo de desmantelar a infra-estrutura terrorista do Hamas, prejudicar a sua capacidade operacional e reduzir a ameaça às tropas".

O ataque de 7 de Outubro resultou na morte de 1.219 pessoas do lado israelita, a maioria civis, de acordo com uma contagem da AFP baseada em dados oficiais. Das 251 pessoas raptadas nesse dia, 47 ainda estão detidas em Gaza, incluindo 25 que morreram, segundo o exército.

Por seu lado, a resposta de Israel já fez pelo menos 64.656 mortos em Gaza, segundo o Ministério da Saúde do Hamas em Gaza, cujos números são considerados fiáveis ​pelas Nações Unidas que declarou o estado de fome em Gaza, uma alegação que Israel nega.ANG/RFI

Conflito israelo-palestiniano/OMS garante que vai manter equipas em Gaza apesar de ordem de evacuação

Bissau, 11 set 25(ANG) - "A OMS e os seus parceiros vão permanecer na Cidade de Gaza", garantiu o diretor-geral, que apelou à comunidade para agir.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) criticou a ordem de Israel para evacuação da Cidade de Gaza, onde vivem quase um milhão de pessoas, afirmando que as suas equipas permanecerão apesar da intensificação da ofensiva israelita.

"A OMS está consternada com a última ordem de evacuação [da Cidade de Gaza], que exige que um milhão de pessoas se desloquem para a chamada 'zona humanitária', no sul, designada por Israel", disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em comunicado.

"A área não tem a dimensão ou o tipo de serviços necessários para apoiar os que já lá estão, muito menos os recém-chegados. Isto inclui a proteção da saúde", observou, antes de destacar que "quase metade de todos os hospitais em funcionamento [na Faixa de Gaza] está na Cidade de Gaza".

Isso "inclui 36% de todas as camas hospitalares e 50% das camas de unidade de cuidados intensivos", especificou.

"O sistema de saúde, que está em dificuldades, não se pode dar ao luxo de perder nenhuma das restantes instalações", acrescentou Tedros Adhanom nas redes sociais.

"Com a escalada da violência, os hospitais da Cidade de Gaza estão sob imensa pressão. Tornaram-se novamente uma enorme ala de trauma, sobrecarregados pelo fluxo de feridos e pela escassez de camas e de mantimentos essenciais", lamentou.

Apesar disso, o responsável comunicou à população civil que "a OMS e os seus parceiros vão permanecer na Cidade de Gaza" e apelou à comunidade para agir.

"Exijam um cessar-fogo imediato. Exijam o respeito pelo direito internacional humanitário, incluindo a libertação de reféns e detidos arbitrariamente", incitou.

"Exijam o acesso irrestrito a ajuda vital e aos serviços essenciais à escala necessária", acrescentou, referindo-se às severas restrições impostas pelo Governo israelita à entrega de ajuda humanitária aos palestinianos no enclave como parte da sua ofensiva.

O bloqueio total que Israel impôs à entrada de ajuda humanitária entre março e o final de maio levou a uma situação de fome, oficialmente declarada pela ONU em agosto no norte do território, mas negada pelas autoridades israelitas.

Israel está atualmente a aplicar um novo plano militar para o enclave, que prevê a ocupação da Cidade de Gaza, a região apontada pela ONU como a mais afetada pela fome, e a deslocação forçada de centenas de milhares dos seus habitantes, gerando uma vaga de críticas internacionais e dentro do próprio país.

Israel afirma pretender eliminar as últimas bolsas de resistência do Hamas e recuperar os 48 reféns que o Hans ainda detém, antes de entregar a gestão do território a entidades civis que não sejam hostis a Telavive.

A guerra em curso na Faixa de Gaza foi desencadeada por um ataque liderado pelo Hamas em 07 de outubro de 2023 no sul de Israel, onde fez 1.200 mortos, na maioria civis, e 251 reféns.

Em retaliação, Israel lançou uma ofensiva em grande escala no enclave palestiniano, que provocou acima de 64 mil mortos, na maioria mulheres e crianças, segundo as autoridades locais controladas pelo grupo islamita, destruiu a quase totalidade das infraestruturas do território e provocou um desastre humanitário sem precedentes na região.ANG/Lusa

 

Côte d´Ivoire /Conferência internacional sobre  Lassa prossegue trabalhos com partilha de experiências de estudos  sobre a doença

Abidjan, 11 Set 25 (ANG) -  Os trabalhos da Conferência Internacional sobre a Febre de Lassa preenche os dias subsequentes a abertura dos trabalhos, segunda-feira, com  debates em painéis temáticos, que resultam em partilha de experiências de estudos sobre  doenças, dificuldades de financiamentos,  políticas de vigilância sanitária, e aplicação de fundos disponibilizados.

O antigo Presidente da Organização Oeste Africana da Saúde, Plácido Cardoso, presidiu, terça-feira uma dessas sessões, dedicada aos estudos feitos sobre a febre de Lassa em diferentes países, dificuldades encontrados , políticas de financiamento aplicados e sistemas de vigilância sanitária recomendados.

Os sete oradores que animaram o painel  puderam apresentar as suas experiências  e dificuldades enfrentadas,  e cada um destacou os objetivos do estudo, a metodologia aplicada, os resultados alcançados e as recomendações que achar pertinentes.

No resumo sobre o que ficou retido como  conclusões  da sessão, Plácido Cardoso, sublinhou que a sessão permitiu  aprender muito,  e que se chegou a conclusão de que a saúde de que  muito se fala é mais do que os três setores: ambiente, saúde humana e saúde animal.

“Comunicação de risco e engajamento comunitário é um pilar muito importante que deve ser tomado em conta para prevenção e gestão da febre de Lassa. Aprendemos que  o terreno que utilizamos na lavoura tem o seu impacto na transmissão da doença. Quando mais terreno trabalhamos encontramos os pequenos ruminantes, que são fatores de riscos e  transmissores  de  doenças, pois  lidamos com roedores, ratos etc”, disse.

Segundo estudos comparados apresentados,  zonas menos trabalhados têm menos  contaminação, e Plácido Cardoso diz ser para ele um aspeto novo.

 ”Quando se fala de implicação do  setor da agricultura mas se vê a saúde animal mas é mais que isso, ultrapassa a questão da fauna”, disse.

Cardoso sustenta que por essa razão os agricultores devem ter  informações  sobre os riscos que enfrentam nos seus trabalhos, para se prevenirem, assim como os magarefes que lidam com sangue,  fezes , carne de animais  e líquidos corporais  que podem ser foco de transmissão de doenças.

Os oradores  recomendaram o reforço do sistema de vigilância sanitária no espaço da CEDEAO, no sentido de ser mais abrangente e robusto.

“Devemos reforçar a vigilância epidemiológica e entomológica para saber  que tipo de vetores circulam, o nível laboratorial, e os diagnósticos devem ser mais apurados, para se saber quais são as espécies e subespécies de vetores e vírus que estão  em causa”, referiu.

Plácido Cardoso que desempenhou as funções de DG da OOAS durante seis anos destacou que foi uma sessão que vai permitir que se faça mais trabalho de pesquisas, concluir os estudos em curso para se criar uma melhor compreensão  da situação de outras doenças, nomeadamente, a febre de Lassa e de arboviroses de forma geral, no espaço CEDEAO.

 Alguns oradores lamentaram não puder terminar os seus estudos devido a dificuldades de financiamentos, e  Plácido Cardoso diz  que os recursos financeiros têm sido  sempre um problema complicado.

“Exige mais de organização, coordenação e sensibilização a todos os níveis, tantos das autoridades políticas administrativas assim como de  parceiros, Tem que se definir as prioridades., para se ser mais claro”, disse.

A experiencia camaronesa apresentada na sessão destaca o envolvimento das comunidades na gestão da prevenção sanitária,  Cardoso concorda puder ser um modelo a replicar noutros países.

“O envolvimento de líderes comunitários  de líderes religiosos é essencial. Devem ser integrados em  programas que chamamos de “engajamento  comunitário e comunicação de riscos”, assim teremos mais ganhos porque a população deve ser informado dos riscos que enfrentam nos trabalhos diários. Há o risco sanitário.”, sublinhou. ANG

(Despacho de Salvador Gomes, jornalista convidado pela CEDEAO para cobertura da conferência)

Côte d´Ivoire/ Lassa representa ameaça a saúde pública nos Camarões, diz especialista em doenças infeciosas deste país

Abidjan, 11 Set 25 (ANG) – A febre de Lassa, muito presente na Nigéria e  nos seus vizinhos, representa igualmente uma ameaça à saúde pública nos  Camarões.

A revelação foi feita pela bióloga camaronesa, Ntyan Mbo Marie-Lumiére, na apresentação  , terça-feira, de suas experiências sobre estudos de pandemias que fustigam diferentes partes dos Camarões.

“Estudos feitos desde 2012  demonstraram a circulação de tipos diferentes de vírus
mas o sistema de vigilância sanitário do país não permite a confirmação de muitos. Reúne essa  documentação   para apresentar a comunidade científica os problemas com que deparamos em termos de pandemias com as quais  confrontamos.

A especialista  em doenças infeciosas disse com as epidemias registadas em 2023, o pais reforçou o seu sistema de vigilância epidémica e de capacidade de preparação de respostas, com a realização, em 2024, da diretiva de vigilância de arboviroses, nomeadamente a Dengue.

“Em 2024 tivemos um caso importado de Dengue e em 2025 voltamos a ter outro caso de Dengue”, disse.

Marie-Lumiére disse que também se confrontam com dificuldades de fundos para dar respostas à epidemias que se registam no país.

Camarões dispõe de um quadro regulamentar que implica as comunidades regionais na gestão da saúde pública.

Segundo Ntyan Mbo, o Estado adota o chamado Documento Estratégico Setorial e o Plano Nacional de Desenvolvimento Sanitário mas a aplicabilidade destes instrumentos ainda enfrente dificuldades.

“Ainda não existe uma linha orçamental para a viabilização prática desses  dois mecanismos de gestão da saúde pública”, disse.

Ntyan Mbo Marie -Lumiére  apresentou a experiência camaronesa no painel sobre Políticas de Financiamentos e Programas de Pesquisas, que possibilitou a partilha de  experiências nesses domínios com peritos no domínio da saúde da  Libéria, Nigéria, Serra Leoa e República da Guiné. ANG

(Despacho de Salvador Gomes, jornalista convidado pela CEDEAO para a cobertura da conferência)

Côte d´Ivoire/”África regista 150 epidemias cada ano e o CEO do Instituto Pasteur de Dacar disse ser um “fardo pesado” para o continente

Abidjan, 11 Set 25 (ANG)- A África regista anualmente 150 epidemias, revelou quarta-feira em Abidjan, o CEO do Instituto Pasteur de Dacar, Senegal, Ibraim Socé Fall, na conferência internacional sobre a febre de Lassa que decorre na Côte d´Ivoire, desde segunda-feira.

“Efetivamente, é muito para o continente. Por essa razão, a nossa estratégia é desenvolver as capacidades ao nível dos países. Mesmo no momento de epidemia de Ébola na África Ocidental, fizemos tudo para recrutar jovens, médicos e colocá-los no terreno. Normalmente cada vez que há epidemias são os europeus e americanos que vêm ajudar”, disse Fall em declarações à ANG.

O CEO do Instituto Pasteur de Dacarfez a revelação  no âmbito de um dos painéis da Conferência  sobre  Lassa, dedicado aos temas, ”Detetar Respostas, Vigilância Sanitária e Arquitetura de Combate as Epidemias”.

Fall disse que o reforço de capacidades permitiu  , no espaço de alguns anos,  a realização da cooperação  Sul/Sul, com movimentação de especialistas africanos de um país para outro, e  ainda ter uma massa crítica  de quadros com competências de epidemiologia para prevenção de infeções e criação de logísticas, para fazer face as epidemias.

Os ministros da Saúde do espaço CEDEAO assumiram segunda-feira o compromisso de financiamento da preparação de respostas à epidemias que afetam a comunidade, e Fall destaca que o laboratório é um componente extremamente importante no combate as epidemias.

“Devemos ter a capacidade de fazer diagnósticos mesmo em locais mais longínquas. É por isso que trabalhamos  no diagnóstico de testes rápidos para as doenças que existem em África. Se não se investir nas pesquisas os outros não vão as fazer por nós, porque são  doenças que estão connosco”.

Falando de Lassa, Ibraim Fall  sublinhou que a doença virou um grande problema de saúde pública na Nigéria, Serra leoa e Libéria e que pode chegar a mais países. “Devemos agir agora com diagnósticos rápidos e vacinas”, disse.

No painel em que interveio Ibraima Fall, a implicação animal como fator de contaminação humana também foi  tema dominante, e Daniel Ogom Okomah, um dos  oradores demonstrou os desafios latentes e as dificuldades de combate às epidemias relacionadas a aspetos culturais, por exemplo, o consumo de carne de animais selvagens e realização de alguns rituais.

Na Nigéria, em algumas comunidades,  ainda se organiza  o “Festival de Caça”. “Essa prática só reforça a possibilidade de contaminação”, disse. Egom Okomah. ANG

(Despacho do jornalista  Salvador Gomes)

quarta-feira, 10 de setembro de 2025

IMP / PCA Gualdino Afonso Té disse estar em curso elaboração de estratégias para reforço da segurança marítima no país

Bissau, 10 set 25 (ANG) – O Presidente do Conselho de Administração(PCA) do Instituto Marítimo Portuário (IMP) Gualdino Afonso Té revelou hoje que está em curso  o processo de elaboração de estratégias para reforço da segurança marítima, combate a pesca ilegal e atividades ilícitas nas águas territoriais do país

A revelação foi feita, numa entrevista exclusiva à ANG, sobre o processo de resinalização do Canal de Geba.

Disse que, o documento denominado “Estratégia do Mar”, conta com participação de todas entidades nacionais que intervém no domínio marítimo, nomeadamente o próprio  Instituto Marítimo Portuário,  Estado Maior da Armada, Brigada Costeira, Ministério das Pescas, através de FISCAP, Policia Judiciária e Proteção Civil, a União Europeia e a Embaixada de Portugal na Guiné-Bissau.

Esta estratégia, de acordo com o PCA do Instituto Marítimo Portuário, vai permitir o combate não só a pesca ilegal, mas também atividades ilícitas, entre outras o contrabando, imigração clandestina e corte de mangal ou tarrafe.

Além disso, segundo Gualdino Afonso Té a Estratégia vai  estabelecer as competências de cada uma das entidades, apesar de serem instruturas que pertencem aos diferentes Ministérios, mas detém o poder ou vocação em trabalhar pela defesa a integridade do território marítimo nacional e própria soberania da Guiné-Bissau no domínio do mar.

Anunciou por outro lado, a existência de um projeto, ainda em discussão com os parceiros, para requalificação do Porto de Pindjiguiti, devido ao seu passado histórico  para o país.

“É preciso preservar essa memória, mas também  por questões económicas e ambientais. Porque está numa zona vulnerável a subida do nível do mar e no momento está completamente assoreado e se a situação continuar pode no futuro comprometer atividades económicas e sociais que são desenvolvidos nessa zona”, frisou.

Aquele responsável reconheceu ser um  desafio enorme, mas com colaboração interna e dos parceiros é possível resolver paulatinamente algumas situações.

Quanto ao projecto de resinalização de Canal de Geba, o Presidente do Conselho de Administração do Instituto Marítimo Portuário Gualdino Afonso Té disse que a sinalização marítima é um dos pilares de segurança  e de eficiência à navegação.

“Porque, quando um canal  está bem sinalizado, significa que há condições para navegabilidade e também permite os próprios pilotos navais identificar zonas de obstáculos e onde podem navegar com segurança”, disse.

Informou que, há muito tempo que os faróis ou melhor as estações de sinalização ao longo de Canal de Geba não funcionam.

Mas, afirmou que internamente estão a implementar algumas reformas, que vão desde o reforço de quadro legal do IMP, dos recursos humanos e melhoria de condições de infraestruturas para  garantir a prestação de serviço de qualidade, bem como na recuperação de alguns faróis de sinalização.

A título de exemplo, o  Torre de Pontão já está reabilitada e a funcionar com normalidade.

Ainda neste quadro, informou que chegou está terça-feira, dia 09 do corrente mês ao país, uma missão portuguesa, no âmbito do projeto Costa Segura, na sequência da cooperação militar entre o Ministério da Defesa de Portugal e da Guiné-Bissau, através do Estado Maior da Armada.

“Este  projeto perspectiva reestabelecer o funcionamento de cinco estações ao longo do Canal de Geba, entre os quais uma estação em Bissau, uma na Ponta de Caió no ilhéu de Galo, Bubaque e no sector de Uno”, informou Gualdino Afonso Té.

Acrescentou que, até finais de 2025, será instalada na estação de Caió, uma câmara de vigilância para permitir o controlo dos navios de pequenas e de grande porte que circulam no Canal de Geba para garantir uma intervenção mais rápida em caso de situação de emergência.

“Para além da sinalização, há também um outra questão, que tem a ver balizagem, que é muito importante, porque permite os pilotos identificar zonas navegáveis ou rotas mais seguras e zonas de riscos, onde existem bancas de areias e obstáculos e quando o canal é sinalizado a navegação é feita com mais segurança”, afirmou.

Disse que, apesar de ser um processo longo, por causa de recursos financeiros que requer, mas como o levantamento já foi feito no ano passado, por uma missão do Instituto Hidrográfico de Portugal, acompanhado com elementos da Associação Internacional para Sinalização e Navegação, o que permitiu identificação dos problemas que existem no Canal de Geba e acredita que  haverá solução

Para o efeito, disse que conta com parceiros, nomeadamente a União Europeia e Embaixada de Portugal que está acompanhar o IMP neste processo.

Tanto assim que, o PCA do IMP informou que amanhã, dia 11 do mês em curso, a ida de  uma missão à Ilha de Pontão, composta por elementos do Estado Maior da Armada, Instituto Maritimo Portuário, União Europeia e  Embaixada Portugal para fazer o levantamento das necessidades.

Por outro lado, Gualdino Afonso Té reconheceu existência de desafios, desde reforço de capacidade dos recursos humanos para facilitar no cumprimento das suas respectivas tarefas, mas também do ponto de vista do quadro legal.

Porque, segundo o PCA é necessário produção de regulamentos e mais instrumento para melhorar o funcionamento do Instituto.

Além disso, informou que o país ratificou várias convecções internacionais do domínio marítimo e é precioso trabalhar na sua implementação, relativamente a segurança marítima e poluição.

Informou que, está a trabalhar para melhorar condições de infraestruturas do Instituto Marítimo
Portuário, prevendo a construção de uma instalação no sector de Bubaque, Região de Bolama Bijagós.ANG/LPG/ÂC