terça-feira, 16 de setembro de 2025

ONU/Comissão de investigação independente  acusa Israel de genocídio em Gaza

Bissau, 16 Set  25(ANG) – Uma comissão internacional independente de investigação da ONU acusou hoje Israel de cometer genocídio na Faixa de Gaza desde o início da guerra, em 07 de Outubro de 2023, com a "intenção de destruir" os palestinianos.

"Nós chegamos à conclusão que um genocídio acontece em Gaza e vai continuar a acontecer, sendo que responsabilidade cabe ao Estado de Israel", disse a presidente desta comissão, Navi Pillay, ao apresentar hoje o relatório da investigação da Comissão da ONU sobre os crimes cometidos nos territórios palestinianos ocupados.

Israel "rejeita categoricamente" este "relatório tendencioso e mentiroso e pede a dissolução imediata" da Comissão, afirmou hoje, em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita.

Os mais altos dirigentes israelitas "orquestraram uma campanha genocida", acrescentou Navi Pillay, de 83 anos, antiga alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

A Comissão "concluiu que o Presidente israelita, Isaac Herzog, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o ex-ministro da Defesa, Yoav Gallant, incitaram o genocídio e que as autoridades israelitas não tomaram qualquer medida contra estas pessoas para punir essa incitação".

As investigações, que têm como ponto de partida os ataques do grupo islamita palestiniano Hamas contra Israel, em 07 de Outubro de 2023, demonstraram que as autoridades e as forças de segurança israelitas cometeram "quatro dos cinco actos genocidas" definidos pela Convenção para a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio de 1948.

Estes crimes são, nomeadamente, "matar membros de um grupo; causar danos físicos ou mentais graves a membros de um grupo; impor deliberadamente ao grupo condições de vida calculadas para causar a sua destruição física, total ou parcial; e medidas destinadas a impedir nascimentos dentro de um grupo".

"A comunidade internacional não pode permanecer em silêncio perante a campanha genocida lançada por Israel contra o povo palestiniano em Gaza. Quando surgem sinais e provas claras de genocídio, a omissão em agir para o impedir equivale a cumplicidade", segundo a Comissão.

A Comissão não é um órgão legal, mas os seus relatórios podem aumentar a pressão diplomática e servir para reunir provas para serem utilizados pelos tribunais. A comissão tem um acordo de cooperação com o Tribunal Penal Internacional (TPI), com o qual é partilhado "milhares de informações", segundo a presidente da Comissão da ONU.

A campanha de represália militar no território palestiniano fez quase 65 mil mortos, segundo dados do Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, que a ONU considera fiáveis. Pelo menos 41 residentes de Gaza morreram entre a noite de segunda-feira e hoje devido aos bombardeamentos israelitas na Faixa de Gaza, numa das noites mais mortíferas desde que Israel lançou a sua operação terrestre na Cidade de Gaza.

O Exército israelita lançou hoje uma ofensiva em grande escala para tentar capturar a Cidade de Gaza, localizada no norte da Faixa de Gaza, após semanas de intensos bombardeamentos e ordens de retirada para expulsar a população da zona. Anteriormente, o ministro da Defesa israelita, Israel Katz, afirmou que "Gaza está em chamas" diante dos ataques do Exército israelita.

"As Forças de Defesa de Israel (FDI) estão a destruir a infra-estrutura terrorista com mão pesada e os soldados das FDI estão a lutar bravamente para criar as condições necessárias para a libertação dos reféns e para a derrota do Hamas", declarou Katz.

ANG/Inforpress/Lusa

 

              Malawi/ Dezassete candidatos para as eleições presidenciais

Bissau, 16 Set 25 (ANG)Os eleitores são chamados às urnas para escolher o novo Presidente do país, num  escrutínio que conta com 17 candidatos, inclusive o Presidente cessante Lazarus Chakwera.

No Malawi, mais de 7 milhões de eleitores podem participar na eleição do próximo Presidente do país que está num contexto económico complicado com uma inflação de quase 30% e o preço do milho que foi multiplicado por seis em apenas quatro anos.

 O Presidente cessante, Lazarus Chakwera, de 70 anos, pastor evangélico que acabou por ser Presidente, pede “mais cinco anos para terminar o trabalho que iniciou.

Em 2020, tinha prometido relançar a economia e lutar contra a corrupção. No entanto, o mandato foi marcado pela inflação recorde e pelo escândalo Sattar, nome de um homem de negócios acusado de ter corrompido vários responsáveis do país, levando à demissão do vice-presidente do Malawi.

Uma eleição com um segundo ex-Presidente, Peter Mutharika, de 85 anos, que esteve à frente do país de 2014 a 2020. O principal opositor promete restabelecer a disciplina orçamental. No entanto, o antigo Presidente também tem tido problemas com apoiantes que são acusados de intimidação e violência.

Estes são os dois favoritos para as eleições presidenciais, legislativas e autárquicas desta terça-feira, 16 de Setembro, num país que está numa crise económica marcada pela falta de combustíveis e de divisas.

Num país com 21 milhões de habitantes, 11 milhões de pessoas podiam votar, no entanto apenas sete milhões se inscreveram nas listas eleitorais.

O Malawi é um dos países mais pobres do mundo com ¾ da população a viver com menos de 2,15 dólares por dia.ANG/RFI

 

   Bélgica/Comissão Europeia propõe na 4.ª feira suspensão de acordo UE-Israel

Bissau, 16 Set  25(ANG) – A Comissão Europeia vai propor quarta-feira a suspensão parcial do acordo de associação entre União Europeia e Israel em questões comerciais, anunciou hoje a chefe da diplomacia comunitária, esperando que este “elevado custo” pare a ofensiva em Gaza.

“Vamos apresentar amanhã [quarta-feira] diferentes propostas para o Conselho [Estados-membros] para aumentar a pressão sobre o governo israelita e forçá-lo a mudar de rumo porque o que está a acontecer é realmente insustentável”, anunciou a Alta Representante da União Europeia (UE) para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Kaja Kallas, em entrevista à agência Lusa em Bruxelas.

No dia em que o exército israelita confirmou ter tropas no interior da cidade de Gaza, Kaja Kallas salientou que a proposta de suspensão parcial do acordo de associação da UE com Israel em questões comerciais “teria um custo financeiro muito pesado” para Telavive, estando em causa a cessação das disposições comerciais do acordo, nomeadamente a revogação do princípio da nação mais favorecida para alguns produtos.

Em cima da mesa têm vindo a estar também sanções contra colonos violentos, mas haverá uma nova proposta também na quarta-feira para os abranger, juntamente com ministros extremistas, com a responsável a admitir bloqueios às propostas por parte dos países europeus reunidos no Conselho.

 

A UE é o maior parceiro comercial de Israel, representando 32% do comércio total de mercadorias de Israel, e os dois blocos têm as relações regidas por um acordo de associação datado de 2000.

“Não vejo um verdadeiro movimento do lado do Conselho porque os Estados-membros continuam com posições diferentes” sobre o conflito, admitiu, porém, a chefe da diplomacia da UE nesta entrevista à Lusa, cuja segunda parte será divulgada na quarta-feira.

E exemplificou: “Mesmo nas matérias em que precisamos de maioria qualificada [como comércio] ou conseguimos que alguns grandes Estados-membros mudem ou precisamos que todos os pequenos mudem”.

Estas propostas serão discutidas na reunião do colégio de comissários da Comissão Europeia de quarta-feira, após a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, as ter anunciado na semana passada.

No discurso sobre o Estado da União, na sessão plenária na cidade francesa de Estrasburgo, Ursula von der Leyen defendeu que a fome provocada por Israel em Gaza “não pode ser uma arma de guerra” e “tem de acabar”, divulgando medidas para aumentar a pressão sobre Telavive.

Depois de ter sido bastante criticada pelo silêncio sobre Gaza e por ser próxima de Israel, a responsável alemã anunciou a suspensão parcial do Acordo de Associação da UE com Telavive no que diz respeito a questões comerciais, a introdução de sanções contra os ministros extremistas e os colonos violentos, a suspensão do apoio bilateral e a interrupção dos pagamentos sem afetar o trabalho com a sociedade civil.

Pendente no Conselho da UE, por falta de consenso entre os Estados-membros, está a proposta da Comissão Europeia para suspender partes do financiamento a Israel no âmbito do projeto Horizonte Europa.

Depois de ter estado sete vezes no Médio Oriente, mais do que noutro território desde que iniciou funções em dezembro passado, a chefe da diplomacia da UE vai voltar à região (Síria, Líbano e outros países) em Novembro.

Sobre a ajuda humanitária em Gaza, Kaja Kallas apontou melhorias: “Antes de julho, eram zero camiões e depois de julho foram milhares”.

Ainda assim, “menos do que o que tinha sido acordado”, concluiu a chefe da diplomacia da UE, defendendo que se mantenham “canais abertos para realmente pressionar o governo israelita a fazer mais para ajudar as pessoas no terreno e para melhorar a situação”.

A posição surge quando se assinalam quase dois anos de guerra na Faixa de Gaza. ANG/Inforpress/Lusa

 


Febre Lassa
/Segunda Conferência termina com apelo a práticas seguras de armazenamento de alimentos para reduzir exposição a roedores

Bissau, 16 Set 25 (ANG) -  A 2.ª Conferência Internacional da CEDEAO sobre a Febre de Lassa  terminou  quinta-feira,(11), em Abidjan, Côte d’Ivoire, com um apelo às comunidades para adotarem práticas seguras de armazenamento de alimentos a fim de reduzir a exposição a roedores, um vetor-chave da febre de Lassa.

Segundo o Comunicado final da Conferência, os participantes concordaram sobre a importância da partilha de dados e de investigações conjuntas de surtos para travar a propagação de doenças através de fronteiras porosas.

A conferência reafirmou a urgência de enfrentar a febre de Lassa como uma prioridade de segurança sanitária regional, posicionando a África Ocidental na linha da frente da preparação epidémica mundial.

O comunicado refere que com os compromissos assumidos em Abidjan, os Estados-Membros da CEDEAO e os parceiros visam acelerar os progressos rumo à implementação da Agenda de Controlo da Febre de Lassa, que inclui o desenvolvimento e lançamento de uma vacina licenciada contra a febre de Lassa, o alargamento do acesso ao diagnóstico e tratamento, e o reforço da resiliência comunitária face a futuros surtos.

Após quatro dias de debates de alto nível e partilha de conhecimentos e compromissos estratégicos, o papel crucial dos meios da comunicação social e da sociedade civil foi destacado para colmatar lacunas de confiança e combater a hesitação relativamente às vacinas na região.

No encontro que reuniu mais de 800 decisores políticos, cientistas, profissionais de saúde e parceiros de desenvolvimento de toda a África Ocidental  para enfrentar uma das ameaças epidémicas mais persistentes da região, centrou-se em seis pilares temáticos: coordenação regional, avanço das medidas médicas, vigilância e deteção precoce, inovações tecnológicas, envolvimento comunitário e financiamento sustentável.

Antes da cerimónia de abertura, os Ministros da Saúde dos Estados-Membros da CEDEAO reuniram-se numa Mesa-redonda  sobre a Aceleração da Preparação da

vacina contra a Febre de Lassa, do encontrou saiu os compromissos de se avançar no desenvolvimento e garantia do acesso equitativo às vacinas contra a febre de Lassa para as populações em risco, de reforçar a colaboração regional em vigilância, investigação e resposta a surtos, de mobilização de financiamento sustentável e vontade política para assegurar uma preparação epidémica de longo prazo.

Esses compromissos , indica o comunicado , representam um marco significativo para a solidariedade e liderança regionais, e um reconhecimento de que nenhum país pode enfrentar sozinho a febre de Lassa.

O Ministro da Saúde da Nigéria, Mohamad Ali Pate sublinhou , na ocasião, a necessidade de haver soluções lideradas por africanos para combater a febre de Lassa, enfatizando que a investigação, o desenvolvimento de vacinas e a resposta a epidemias devem estar enraizados nas realidades da região.

“Esta conferência demonstrou o poder da solidariedade regional. Juntos, estamos a

passar da discussão para a ação, construindo uma África Ocidental unida e preparada para enfrentar a febre de Lassa e futuras epidemias”, afirmou o Dr. Melchior Athanase J. C. Aïssi, Diretor-Geral da Organização Oeste Africana da Saúde (OOAS).

“O nosso compromisso coletivo em avançar numa agenda de preparação, resposta  e controlo da febre de Lassa, incluindo o desenvolvimento de vacinas e outras medidas médicas, marca um ponto de viragem na África Ocidental. É um momento estratégico de liderança regional conjunta para elevar a saúde das nossas populações”, declarou o Dr.Abdourahmane Diallo, Diretor de Gestão de Programas, Escritório Regional da OMS para África.

A Conferência Internacional da CEDEAO sobre a Febre de Lassa foi organizada pela Organização Oeste Africana da Saúde (OOAS) em parceria com a Organização Mundial da Saúde [Região Africana], a Coligação para Inovações na Preparação para Epidemias (CEPI), o Banco Mundial, o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e outros intervenientes regionais.

Estima-se que a febre de Lassa infecta entre 100.000 a 300.000 pessoas anualmente na região das quais cerca de 5 mil morrem.

 A doença é endémica  na  Libéria, Gana, República da Guiné, Nigéria e Serra Leoa.

A edição de 2025 da Conferência internacional sobre Lassa realizou-se em Abidjan, Côte d’Ivoire, de 8 a 11 de setembro. ANG//SG

Saúde/GAVI doa materiais informáticos ao Ministério de Saúde para  reforço do Sistema Nacional de Saúde

Bissau, 16 Set 25 (ANG) - A Unidade de Gestão e Coordenação de Projetos, em parceria com a Aliança Global para Vacinas e Imunização (GAVI) entregou segunda-feira ao Ministério da Saúde Pública materiais informáticos e de escritório, orçado em 80 milhões de francos CFA.

De acordo com a RSM, a Coordenadora da Gavi na Guiné-Bissau disse que a doação dos respetivos materiais tem como objetivo reforçar o Sistema Nacional de Saúde, permitindo uma gestão de dados mais eficiente, uma monitorização rigorosa das atividades e um planeamento mais eficaz das campanhas de vacinação.

Lizandra Mariza Gomes Cabral dos Reis destacou que estes equipamentos vão melhorar a recolha e análise de dados e tornando o acompanhamento das ações mais fiáveis.

O ministro da Saúde Pública, Augusto Gomes, afirmou que esta contribuição vai reforçar a boa governação do Ministério e aumentar a confiança no trabalho conjunto.

Entre os equipamentos entregues estão 37 computadores portáteis, 19 de mesa, impressoras, uma maquina fotocopiadora multifuncional, aparelhos de ar condicionado, 81 cadeiras, seis  secretárias, entre outros materiais essenciais para o setor. ANG/MSC/ÂC//SG

Ambiente/Fórum de Canhabaque recomenda  sensibilização sobre proteção do Estatuto do Arquipélago de Bijagós como Património Mundial

Bissau, 16 Set 25 (ANG) – Os participantes do fórum de jovens bijagós, realizado no último fim de semana, na ilha de Canhabaque, sector de Bubaque, recomendaram o envolvimento dos mais novos nas estruturas comunitárias de fiscalização e  maior proteção do Estatuto do Arquipélago de Bijagós como Património Mundial da Humanidade.

De acordo com a publicação da ONG Tiniguena na Facebook, consultada pela ANG, o evento foi organizado no quadro do projeto Ação Climática Feminista na África (ACF-AO) e visa a   sensibilização dos  jovens sobre suas responsabilidades face ao reconhecimento do Arquipélago de Bijagós como Património Mundial pela UNESCO.

No encontro os participantes debateram desafios locais relacionados á conservação ambiental, identificação de caminhos para o engajamento juvenil na governança dos recursos naturais, promoção de  iniciativas de educação ambiental e climática baseadas nos saberes tradicionais e nas realidades locais.

Os jovens concluíram que existe necessidade de uma sensibilização sobre o estatuto das ilhas bijagós, bem como uma advocacia que proteja a caça de Cephalopus Silvicultor (cabra grande do mato) e Cricetomys (Djiquindor -rato gigante de Gâmbia).

A  abertura do Fórum contou com a presença dos representantes locais do Ministério da Saúde, da Educação e representantes das comunidades locais.

O Projeto ACF-AO, é financiado pela Global Affairs Canada e implementado pela Tiniguena em parceria com a ONG canadiana Inter Pares e visa aumentar as respostas comunitárias á adaptação das mudanças climáticas com o foco nas mulheres rurais, jovens, e das comunidades indígenas, consideradas as mais vulneráveis aos impactos destas mudanças.

O Fórum que decorreu em Canhabaque reuniu 133 jovens vindos de diferentes ilhas do Arquipélago de Bijagós, nomeadamente de Orango, Uno, Soga, Formosa. Nago e Cheiã.ANG/MSC/ÂC//SG

segunda-feira, 15 de setembro de 2025

Eleições Gerais/Presidente da República pede renovação de confiança à comunidade guineense residente em França para exercer o II mandato

Bissau, 15 Set 25 (ANG) – O Presidente da República (PR) Umaro Sissoco Embaló pediu, sábado, à comunidade guineense residente em França para votar nele nas próximas eleições presidenciais, marcadas para 23 de Novembro, para exercer o segundo mandato.

O chefe de Estado que falava, em Mantla Ville, num encontro de mais de uma hora, com a comunidade guineense residente em França, disse que os seus cinco anos de mandato foram marcados por realizações que estão  a contribuir, positivamente, para o desenvolvimento da Guiné-Bissau.

“A famosa problemática da energia elétrica que ao longo dos anos vinha afetando  o país já está resolvida, e quase 70 por cento do país já não se queixa de falta de energia elétrica. Só resta agora a zona norte para concluir este desafio”, disse o PR.

Destacou que nos  cinco anos do seu mandato, a imagem de cidade de Bissau, mudou completamente, e que agora é vista como uma verdadeira capital.

O Presidente da República ainda destacou a construção de cerca de 5.000 furos de águas, em  diferentes regiões do país, e disse que daqui a nada, a Guiné-Bissau terá um Aeroporto de referência, comparado  ao do Senegal.

“As estradas de algumas regiões do país já foram contruídas, e o mesmo percurso será feito nas  regiões que ainda não beneficiaram”, declarou Embaló.     

O Presidente Umaro desse ter dedicado  a medalha de condecoração recebida da Interpol à todos os guineenses e aos africanos em geral .ANG/LLA/ÂC//SG

  

Regiões/ Médico Clínico Geral considera positiva  campanha de consultas no setor de Calequisse

Canchungo, 15 Set 25 (ANG) – O Médico Clínico Geral considerou de positivo o balanço da campanha de consultas médicas e ofertas gratuitas dos medicamentos à pessoas carenciadas no setor de Calequisse, região de Cacheu, norte do país,  realizada nos dias 11, 12, 13 e 14 de Setembro do ano em curso.

Segundo o despacho do Correspondente regional da ANG para região de Cacheu, Luís Mendes  disse que durante a campanha foram atendidas 821 pacientes, dos quais 541 mulheres e 280 homens, sublinhando que graças as consultas descobriram várias patologias como hipertensão, gastrite, cataratas e lipoma, nos doentes entre os adultos e as crianças.

O médico disse que deu  orientações aos doentes que não foram atendidos em Calequisse, no sentido de recorrerem ao Hospital Regional de Cacheu em Canchungo, para o tratamento médico e medicamentosa. ANG/AG/MI/ÂC//SG

Eleições Gerais/ CNE inicia formação de formadores de animadores cívicos eleitorais

Bissau, 15 Set 25 (ANG) - A Comissão Nacional de Eleições (CNE) iniciou esta segunda-feira o processo de formação de formadores de animadores cívicos eleitorais, no âmbito dos preparativos para as eleições legislativas antecipadas e presidenciais de 23 de novembro próximo.

Esta ação de formação tem a duração de dois dias e conta com 25 técnicos eleitorais vindos de todas as comissões regionais de eleições (CRE), elementos da sociedade civil e da Federação de Pessoas com Deficiências.

Ao presidir a cerimónia de abertura do seminário, o Secretário Executivo Adjunto da CNE, Idrissa Djaló apelou aos formandos para se empenharem  para mais tarde puderam fazer com que  cada cidadão, com apenas um gesto simples, possa colocar a cruz no boletim de voto e decidir o futuro da nação.

Acrescenta que para que  esse futuro seja construído da melhor forma é preciso que cada voto seja válido, claro e consciente.

Por isso, Idrissa Djaló afirmou que o trabalho dos animadores cívicos não é apenas ensinar como se vota mas também motivar, despertar o interesse e mostrar às pessoas que o voto de cada uma conta.

“Muitas vezes os eleitores pensam que os seus votos não vão fazer a diferença. A verdade é que fazem. Cada voto é uma voz e quando alguém vota em branco ou anula o voto por erro, essa voz perde-se. No passado, cerca de 1% dos votos acabaram nulos ou em branco e pode parecer pouco, mas são milhares de pessoas que quiseram participar e não conseguiram porque não souberam ou não tiveram a atenção devida. É aqui que o vosso papel se torna decisivo”, disse.

Djaló acrescentou que a missão dos animadores cívicos é ensinar de forma simples e prático e explicar como se deve assinalar corretamente apenas uma opção no boletim, mostrar os erros mais comuns que levam à anulação e reforçar sempre a importância de ler as instruções com calma.

Disse que é preciso convencer cada pessoa que o seu voto é importante e que votar é mais do que um direito,  é um dever para com o pais, para com os filhos e para com as gerações futuras.

Outro ponto essencial, de acordo com o Secretário Executivo Adjunto da CNE, tem a ver com a confiança, tendo em conta  que muitos cidadãos têm dúvidas, alguns até desconfiança em relação às eleições.

“Cabe a vocês explicar, com palavras simples, como funciona o processo, tranquilizar as pessoas e combater boatos que possam confundir os eleitores”, disse Idrissa Djaló.

Sustentou  que um cidadão informado é um cidadão confiante, e que  um cidadão confiante vai às urnas, vota corretamente e sente-se parte do futuro do país.

“Lembrem-se de que a democracia não se constrói apenas no dia da eleição, mas todos os dias, com pequenas ações de cada um. E vocês são protagonistas nesse processo. Estamos a poucos meses de um momento decisivo. As eleições de 23 de novembro de 2025 vão marcar a história do nosso país. E o sucesso deste processo vai depender muito da vossa dedicação”, frisou.

O presidente do Movimento Nacional da Sociedade Civil para Paz, Democracia  e Desenvolvimento, Fode Carambá Sanhá exortou aos formadores de animadores cívicos para partilharem os conhecimentos que vão adquirir durante dois dias  com os  eleitores para se assegurar uma participação  massiva da população no acto eleitoral.ANG/LPG/ÂC//SG

Rússia/Kremlin acusa Ucrânia de "abrandar artificialmente" conversações de paz

Bissau, 15 Set 25 (ANG) - O Kremlin acusou hoje a Ucrânia de "abrandar artificialmente" as conversações de paz e reiterou que os países europeus estão a "interferir" nas mesmas, lamentando a falta de atenção às causas da invasão russa iniciada em 2022.

"Do lado de Kyiv, o processo está a ser artificialmente abrandado. Ninguém quer abordar a essência do conflito. Os europeus estão a interferir no assunto e não vão prestar atenção às causas subjacentes da crise, abrindo caminho para a discussão de formas de as resolver", argumentou o porta-voz presidencial russo, Dmitri Peskov.

O porta-voz reiterou que "a Rússia continua aberta e pronta para o diálogo", bem como "interessada e disposta a resolver a crise ucraniana por meios políticos e diplomáticos".

Peskov insistiu que há uma pausa nas negociações, denunciando que "não há flexibilidade na posição ucraniana e nenhuma disposição por parte do regime de Kyiv para realmente iniciar discussões sérias".

"Estas reuniões e qualquer contacto ao mais alto nível devem ser bem preparados para que tal diálogo e os acontecimentos - que devem ocorrer antecipadamente, a nível de peritos - possam ser concretizados. Nem o regime de Kyiv nem os europeus estão prontos para isso", concluiu Peskov.

Moscovo tem acusado os países europeus de contribuírem para que o conflito se arraste com os apoios que dão à Ucrânia.

Recentemente, 26 países concordaram em enviar tropas para a Ucrânia como parte das garantias de segurança pedidas por Kyiv aos aliados no caso de um cessar-fogo.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, que assumiu o papel de mediador entre Moscovo e Kyiv, quer a todo o custo obter um rápido fim da ofensiva ataque russo em grande escala lançada em 2022.

Mas as posições das duas partes parecem, por enquanto, irreconciliáveis.

A Rússia exige a desmilitarização e a rendição da Ucrânia, bem como a cessão das regiões ucranianas cuja anexação reivindicou, embora sem as controlar totalmente.

Por seu lado, Kyiv considera estas condições inaceitáveis e exige garantias de segurança dos aliados ocidentais, por recear um novo ataque da Rússia, mesmo que fosse alcançado um acordo de paz.

A Rússia invadiu e anexou a Crimeia em 2014 e, desde a invasão de 2022, declarou como anexadas as regiões de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia.

Moscovo e Kyiv realizaram este ano três rondas de negociações diretas em Istambul, em maio, junho e julho, nas quais apenas concordaram com a troca de prisioneiros de guerra e de corpos de soldados.

Quanto ao resto, limitaram-se a apresentar as respetivas posições sobre qual devia ser a fórmula para resolver o conflito.

O Presidente russo, Vladimir Putin, endureceu ainda mais as posições desde a cimeira de meados de agosto com Trump no Alasca, após a qual recusou reunir-se com o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Também recusou declarar um cessar-fogo e o envio de tropas ocidentais para a Ucrânia. ANG/Lusa

 

Suíça/ONU deplora saída da Lituânia de convenção sobre munições de fragmentação

Bissau, 15 Set 25 (ANG) - A ONU reiterou hoje que os governos devem reforçar a proibição global das munições de fragmentação, lamentando que a Lituânia se tenha tornado o primeiro país a retirar-se da convenção internacional que proíbe estas armas.

No lançamento do relatório de 2025 de "monitorização de munições de fragmentação", o 16º relatório anual, hoje apresentado em Genebra, Suíça, o Instituto das Nações Unidas para a Investigação sobre o Desarmamento (UNIDIR) salienta que a Convenção (de 2008) "está hoje em boa situação, com 112 Estados-membros", mas lamenta a saída inédita de um país.

No corrente mês de setembro, um país juntou-se à convenção, Vanuatu, mas durante o último ano, em março passado, "a Lituânia tornou-se o primeiro Estado a retirar-se da convenção", o que a ONU classifica como "um grande revés, apesar dos progressos em matéria de desarmamento humanitário noutros locais", tendo merecido a condenação de pelo menos 47 países.

A decisão de saída da convenção foi justificada pela Lituânia com a ameaça vinda da Rússia, face à sua guerra de agressão na Ucrânia, e que, de resto, levou também Vílnius, assim como os outros dois Estados bálticos, Letónia e Estónia, e ainda Polónia e Finlândia, a anunciarem igualmente este ano o abandono da convenção de Otava que proíbe o uso, o armazenamento, a produção e a transferência de minas antipessoal.

Entre as principais do relatório anual hoje apresentado, é apontado que "os países que não são signatários do tratado que proíbe as munições de fragmentação, incluindo a Rússia e a Ucrânia, continuaram a usar essas munições em 2024 e 2025", tendo a Ucrânia registado, pelo terceiro ano consecutivo, o maior número anual de vítimas.

"A Rússia tem usado stocks de munições de fragmentação antigas e modelos recém-desenvolvidos na Ucrânia desde 2022. Entre julho de 2023 e outubro de 2024, os Estados Unidos, que não são membros do tratado, anunciaram pelo menos sete transferências de munições de fragmentação para a Ucrânia", lê-se no documento de mais de 100 páginas.

Apontando que, "desde fevereiro de 2022, foram registadas na Ucrânia mais de 1.200 vítimas de munições de fragmentação", o relatório indica que, "em 2024, foram comunicados cerca de 40 ataques com munições de fragmentação, sem que o número de vítimas tenha sido registado".

"A nível global, 314 pessoas foram registadas como mortas ou feridas por munições de fragmentação em 2024. No entanto, o número real é provavelmente muito maior, uma vez que muitas vítimas não são comunicadas", indica o relatório.

Por outro lado, é apontado que "o novo uso de munições de fragmentação durante o período abrangido pelo relatório (meados de 2024 a meados de 2025) também foi documentado em Myanmar e na Síria, embora não pareça ter sido utilizado na Síria desde a queda do governo de Assad em dezembro de 2024".

"Em julho, as forças armadas tailandesas pareciam admitir que tinham usado munições de fragmentação no conflito fronteiriço com o Camboja. Um mês antes, as forças armadas israelitas alegaram que um ataque com mísseis balísticos iranianos no centro de Israel tinha envolvido munições de fragmentação", acrescenta o relatório.

O UNIDIR congratula-se por, desde a convenção em 2008, nenhum dos países que a ratificaram terem usado munições de fragmentação, "salvando inúmeros civis desta arma indiscriminada", mas salienta que, "embora o número anual de vítimas de munições de fragmentação tenha diminuído substancialmente desde a adoção da convenção, essas armas continuam a causar danos a civis e permanecem perigosas por anos, até que sejam removidas."

"Os governos devem reforçar a proibição global das munições de fragmentação e exortar aqueles que ainda utilizam ou produzem estas armas indiscriminadas a aderirem prontamente ao tratado que as proíbe", insiste então a ONU, repetindo o apelo deixado em abru«il passado pelo secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.

"Civis em todo o mundo continuam a perder a vida e membros devido às munições de fragmentação, mesmo de armas utilizadas há décadas», afirmou Mark Hiznay, diretor associado para crises, conflitos e armas da Human Rights Watch editor do relatório de monitorização de 2025, que exorta assim os membros da convenção a "cumprir as disposições do tratado e incentivar outros governos a parar imediatamente de usar munições de fragmentação".

As munições de fragmentação, que podem ser disparadas a partir do solo (por artilharia, foguetes, mísseis ou morteiros) ou lançadas por aeronaves, normalmente abrem-se no ar, dispersando várias submunições explosivas ou bombas sobre uma vasta área, o que leva a muitas vítimas civis, sobretudo em áreas povoadas.

Além disso, nota o UNIDIR, muitas submunições não explodem no impacto inicial, deixando resíduos não detonados que podem ferir e matar indiscriminadamente como minas terrestres durante anos, até serem encontrados e destruídos. ANG/Lusa

 

EUA/ Companhias aéreas suspendem trabalhadores que festejem morte de Kirk

Bissau, 15 Set 25 (ANG) - Empresas norte-americanas estão a suspender funcionários que demonstrem regozijo com a morte do ativista norte-americano, afirmando que estes atos se enquadram na promoção de violência.

Várias companhias aéreas norte-americanas estão a suspender funcionários que expressem regozijo, nas redes sociais, com o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk.

Empresas como a Delta Airlines, a United Airlines e a American Airlines anunciaram as suas decisões, condenando atitudes que consideram que promovem o debate violento.

Em causa está a morte do ativista conservador Charlie Kirk, na passada quarta-feira, durante uma palestra no Utah, baleado mortalmente por um espetador.

A Delta Airlines fez saber que "tem conhecimento de funcionários" que fizeram publicações sobre a morte de Charlie Kirk que "vão para lá do debate respeitoso e saudável". 

"Estas publicações vão contra os nossos valores e as nossas políticas nas redes sociais, pelo que estes funcionários foram suspensos e estão sob investigação", afirmou o CEO da empresa, Ed Bastian. 

Já a American Airlines, em comunicado, assume que alguns funcionários partilharam conteúdos que "promovem violência" e por isso foram afastados do serviço.  

Segundo a CNN Internacional, estas decisões vão de encontro à pressão feita pela administração Trump para castigar todos os que celebrem o assassinato de Charlie Kirk.

Recorde-se que o secretário dos Transportes Sean Duffy disse, no sábado, que "qualquer companhia responsável pela segurança do público não pode tolerar comportamentos destes".

Charlie Kirk foi morto a tiro enquanto discursava numa palestra com alunos da Utah Valley University, na passada quarta-feira.

Amplamente conhecido por ter fundado a organização conservadora Turning Point USA, Charlie Kirk era um aliado próximo de Trump, que anunciou a atribuição, a título póstumo, a Medalha Presidencial da Liberdade, a mais alta condecoração civil do país.

Kirk, de 31 anos, liderou também a 'Students for Trump' e promoveu uma campanha para recrutar um milhão de estudantes para a reeleição de Donald Trump em 2020. Era casado e pai de duas crianças.

Era um dos mais proeminentes ativistas pró-Trump e personalidades conservadoras dos Estados Unidos, tendo conquistado milhões de fãs.

O detido e suspeito da morte de Charlie Kirk é Tyler Robinson, um jovem branco de 22 anos, que disparou uma espingarda a partir do telhado de um edifício perto do local onde acontecia o debate.

O suspeito do assassinato de Charlie Kirk tem "28 ou 29 anos", de acordo com o presidente dos Estados Unidos, que espera que este condenado à pena de morte.

O suspeito terá confessado o crime ao próprio pai, tendo este acabado por partilhar essa informação com um amigo próximo. Este último acabou por contactar as autoridades e denunciá-lo.

 "Em menos de 36 horas - 33, para ser mais preciso - graças ao peso total do governo federal e à liderança dos parceiros aqui no estado de Utah e do governador Cox, o suspeito foi detido num período de tempo histórico", disse o diretor do FBI, Kash Patel, citado pela CNN.

Até ao momento, as autoridades não forneceram detalhes sobre as acusações que Robinson vai enfrentar, embora possa ser acusado de homicídio qualificado, um crime passível de pena de morte.ANG/RFI