segunda-feira, 22 de setembro de 2025

 Regiões/ Grupo Ndakoulaninhene da Região de Biombo organiza  atividade desportiva para promoção da  paz e igualdade de gênero

 Quinhamel, 22 set 25 (ANG) – O Grupo Ndakoulaninhene da Região de Biombo organizou no fim de semana, no sector de Quinhemel, em parceria com o Fórum de Paz e o Centro de Teatro do Oprimido Bissau (CTO), atividades desportivas  para promoção da paz e igualdade de gênero.

O evento, conforme o despacho do correspondente regional da ANG de Biombo, decorreu sob o lema “Jogo Golom Bissau”, envolvendo elementos do Grupo Ndakoulaninhene da Região de Biombo e representantes de diversas instituições, nomeadamente o Governo Regional,  Delegacia Regional de Educação,  Liceu Regional de Biombo em Quinhemel, Escola 17 de Fevereiro de Ondame e do Centro de Formação Juvenil de Quinhamel.

Para além de promoção da paz e igualidade de gênero,a iniciativa serviu também para fortalecer a amizade e a convivência entre jovens e comunidades da Região de Biombo.

A equipa de Fanados   do  Grupo Ndakoulaninhene, da Região de Biombo venceu por 1-0 a equipa Amarela, formada por elementos da Delegacia Regional de Educação, do  Liceu Regional de Biombo de Quinhemel e da Escola 17 de Fevereiro de Ondame

O jogo decorreu no campo da Missão Católica de Quinhamel, com  um formato especial, onde os  homens são obrigados a passar a bola as mulheres  para  marcarem golos.

O evento, de acordo com representante do delegado regional de educação Djone Cá, é uma  demonstração prática do princípio da igualdade de gênero, e transmite a mensagem de que “o que é possível para o homem também é possível para a mulher”.

Segundo Djone Cá,  ainda  serviu  para chamar a atenção sobre a necessidade de promover  o equilíbrio de gênero nas diferentes esferas da sociedade.

 “Veja no nosso Parlamento: a maioria ainda são homens”, lamentou Djone Cá.

ANG/MN/LPG//SG

 Regiões/ Grupo Kumpuduris de Paz” N´Nafa Sobia “ promove campanha de limpeza da cidade de Buba

Buba, 22 Set 25 (ANG) – A organização denominada de Kumpuduris de Paz”N`Nafa Sobia”,iniciou hoje, com duração de uma semana , ações  de limpeza de diferentes artérias da cidade de Buba, região de Quinará, sul da Guiné-Bissau, em colaboração com a administração local.

Em declarações ao correspondente da ANG naquela região,  a coordenadora da referida organização disse que a iniciativa visa manter Buba  limpa e saudável,realçando que o grupo não só faz a limpeza assim como planta árvores de difefentes espécies para o embelezamento da cidade.

Nene Gomes disse estar preocupada com lixos espalhados por toda a cidade de  Buba e a falta de um vazadouro ,bem como de meios de transportes para evacuação de lixos.

Segundo Gomes, o próximo passo da organização  passa pela realização de uma jornada desportiva, envolvendo  diferentes escolas  de Buba , a administração local e o  governo regional,devendo essa jornada desportiva culminar com a realização da  festa comemorativa do dia da independência nacional, 24 de Setembro, e  assinatura de um acordo entre o grupo Kumpuduris de Paz e a Escola Técnica de Sul.

ANG/RC/MSC//SG

 

 Guiné-Conacri/Referendo ao projecto de Constituição decorre com tranquilidade

 Bissau, 22 Set 25 (ANG) - Seis milhões e meio  de guineenses foram chamados no domingo  às urnas para se pronunciarem sobre a nova constituição.

O referendo pretende o regresso do país à ordem constitucional, com a promessa de eleições presidenciais e legislativas ainda antes do final do ano, pondo fim a um periodo de transição depois da chegada dos militares ao poder há quatro anos. 

Este escrutínio era esperado há muito tempo pela população e pela comunidade internacional, desde o golpe de estado de 2021, a Guiné-Conacri ficou suspensa da União Africana e foi excluída de participar em reuniões internacionais. 

O país, com 14 milhões e meio de habitantes, é considerado um dos mais pobres do mundo e tem sido dirigido com mão-de-ferro pelo general Mamadi Doumbuya, desde que este depôs o anterior presidente eleito, Alfa Condé. 

Doumbuya dominou, de resto, a campanha pelo SIM neste referendo, fazendo espalhar por todo o país cartazes a alimentarem o culto da personalidade. Pelo contrário, a campanha pelo NÃO, praticamente não se fez ouvir. Desde que a junta militar assumiu o poder, vários partidos políticos e meios de comunicação social foram suspensos, as manifestações proibidas e dirigentes da oposição presos e empurrados para o exílio. 

Esta manhã, de acordo com a agência FrancePress, o referendo decorria com aparente tranquilidade no centro e arredores de Conacri, onde se observam longas filas de espera à porta das salas de voto. Um impressionante dispositivo de segurança, com 45 mil policiais e militares no terreno, faz o controle das ruas e de veículos.

Os resultados do referendo só devem ser conhecidos a partir da próxima terça-feira.ANG/RFI

 

 Roménia/Violação de espaço aéreo da NATO gera onda de desinformação 'online'

Bissau, 22 Set 25 (ANG) - O Observatório Europeu dos Meios de Comunicação Digitais (EDMO) identificou, pelo menos, quatro narrativas desinformativas dominantes nas redes sociais sobre o incidente que envolveu a entrada de drones russos no espaço aéreo da NATO.

No dia 13 de setembro, um drone (aeronave pilotada remotamente) russo violou o espaço aéreo romeno durante um ataque russo à infraestrutura ucraniana do Danúbio, levando as autoridades romenas e emitir avisos de alerta sobre possíveis destroços, instando a população a procurar abrigo, situação semelhante que já aconteceu também na Polónia.

 

"O contraste entre abordagem contida da Roménia e o envolvimento da Polónia criou uma lacuna de perceção que mais tarde seria explorada em várias narrativas", começa por ler-se na informação divulgada.

Segundo o observatório, vários atores desinformativos utilizaram o acontecimento para questionar as "capacidades de defesa da NATO [Organização do Tratado do Atlântico Norte] e o compromisso de proteger os membros do leste Europeu".

Algumas das narrativas identificadas passam por alegar que a Ucrânia foi a responsável pelos incidentes, com o objetivo de manipular a NATO e extrair financiamento ocidental, enquanto outros afirmam a expansão calculada de Moscovo do conflito em território da aliança atlântica.

"Mensagens que minam a credibilidade da NATO ao retratar a aliança como fraca e incapaz de proteger os membros" e "uma contranarrativa descartando os incidentes como propaganda exagerada", também fazem parte da desinformação sobre o acontecimento.

"Estas narrativas de desinformação contribuíram para discussões cada vez mais polarizadas sobre questões de segurança", alertam os investigadores.

A análise a 18.316 publicações em redes sociais como o Telegram, X, Facebook, BlueSky e vários 'sites' de notícias, permite identificar, no total, 326 narrativas contendo alegações controversas e desinformativas sobre o incidente. 

Mais de metade das publicações detetadas (52,5%) são referentes à narrativa de que a Rússia expandiu a guerra para a Roménia, seguindo-se a narrativa que afirmava que os drones eram da Ucrânia (17,79%), 15,95% refere-se a desinformação sobre a NATO que não protege os seus membros e 13,8% sobre a contranarrativa que desvaloriza o incidente.

A violação do espaço aéreo na NATO tem dado espaço para a desinformação e especulações, sendo que na sexta-feira, a Estónia denunciou a entrada de três caças russos no espaço aéreo do país por 12 minutos. ANG/Lusa

 

 ONU/A França e outros países reconhecem o Estado da Palestina nesta segunda-feira na ONU

Bissau, 22 Set 25 (ANG) – A 80ª Assembleia Geral da ONU começa nesta segunda-feira,  em Nova Iorque  sob o signo da conflitualidade, com a guerra na Ucrânia, a violação do espaço aéreo da Estónia que vai estar no centro de uma reunião de urgência do Conselho de Segurança nesta segunda-feira, e sobretudo a situação no Médio Oriente, com o reconhecimento hoje do Estado da Palestina por uma série de países, nomeadamente a França.

Neste primeiro dia de Assembleia Geral, a França preside juntamente com a Arábia Saudita uma cimeira juntando vários líderes mundiais para evocar uma solução a dois Estados entre palestinianos e israelitas. No âmbito desta reunião boicotada por Israel e pelos Estados Unidos, o Presidente francês vai oficializar o reconhecimento pelo seu país do Estado palestiniano.

A França, assim como Andorra, a Bélgica, o Luxemburgo, Malta e San Marino vão juntar-se hoje ao Reino Unido, Portugal, o Canadá e a Austrália que formalizaram ontem o reconhecimento da Palestina, fazendo ascender a mais de 145 o número de países, sobre um total de 193, que reconhecem a Palestina como Estado.

Este movimento encetado em 1988 pela Argélia que foi o primeiro país do mundo a reconhecer a Palestina, foi acompanhado por uma série de outros países africanos, com excepção dos Camarões que continuam a não a reconhecer esse território, sendo que a Rússia, os países do antigo bloco de leste e uma parte significativa dos países europeus também reconhecem a Palestina.

Excepções notáveis, para além de Israel e dos Estados Unidos que se opõem a esse reconhecimento, a Alemanha e a Itália não encaram essa eventualidade no imediato, vários países asiáticos, como o Japão ou a Coreia do Sul, a maioria dos países da Oceânia e ainda o Panamá, na América Latina, não reconheceram até ao momento a Palestina.

Ainda antes da abertura da Assembleia Geral da ONU, tanto Telavive como Washington disseram encarar a possibilidade de represálias contra os países que reconhecem a Palestina, nomeadamente a França, o chefe do governo israelita reiterando que "nunca haveria um Estado palestiniano" e que poderia expandir ainda mais a colonização já em curso na Cisjordânia.

"Não devemos sentir-nos intimidados pelo risco de represálias, porque seja o que for que façamos, essas acções vão continuar", retorquiu o secretário-geral da ONU, António Guterres, referindo-se à guerra em Gaza e ao que qualificou de "anexação insidiosa da Cisjordânia", numa altura em que -recorde-se- peritos da ONU acabam na semana passada de acusar o governo de Netanyahu de "genocídio" em Gaza.

É neste contexto que, apesar de nem ele, nem os restantes representantes palestinianos terem obtido visto para Nova Iorque, o Presidente da alta Autoridade Palestiniana deveria intervir por videoconferência na Assembleia Geral. Comentando essa onda de reconhecimentos, Mahmud Abbas considerou que se trata de "um passo importante e necessário para concretização de uma paz justa e duradoura".

Há também muita expectativa em torno do discurso do Presidente americano amanhã na Tribuna da ONU, sendo que Netanyahu deve expressar-se na sexta-feira, praticamente dois anos depois de lançar uma guerra que matou mais de 65 mil palestinianos, essencialmente civis, na Faixa de Gaza, após o ataque do Hamas a 7 de Outubro de 2023, durante o qual morreram 1.219 pessoas em Israel.ANG/RFI

 

 Sudão/ União Europeia prolonga regime de sanções por mais um ano

 Bissau, 22 Set 25 (ANG) - O Conselho da União Europeia (UE) decidiu hoje prolongar, por mais um ano, até outubro de 2026, o regime de sanções aos responsáveis pela desestabilização do Sudão e por impedir a transição política.

Em comunicado dando conta desta aprovação, a instituição que junta os Estados-membros da UE explica que, "como consequência, o regime de sanções relativas à situação no Sudão permanecerá em vigor até 10 de outubro de 2026, abrangendo 10 indivíduos e oito entidades".

Os visados estão sujeitos a uma proibição de viajar em toda a UE, ao congelamento de bens e à proibição de disponibilizar fundos ou recursos económicos a seu favor, direta ou indiretamente.

"Nos últimos dois anos, a guerra no Sudão afetou brutalmente a vida de milhões de civis, sendo atribuída a responsabilidade às forças de apoio rápido, às forças armadas do Sudão e às respetivas milícias associadas", justifica o Conselho da UE.

Precisamente há dois anos, em outubro de 2023, a UE adotou um quadro específico de medidas restritivas em resposta a atividades que comprometiam a estabilidade e a transição política do Sudão.

Posteriormente, foram adotados sucessivos conjuntos de medidas contra pessoas e entidades pertencentes ou associados às forças armadas do Sudão e às respetivas milícias associadas.

A diplomacia da UE tem vindo a apelar às partes em conflito para um cessar-fogo imediato e duradouro, bem como para negociarem de boa-fé uma paz sustentável, em que a integridade territorial, a unidade e a soberania sejam respeitadas.

Desde abril de 2023, o Sudão vive uma guerra devastadora entre as forças armadas do Sudão, lideradas pelo general Abdel Fattah al-Burhan, e as Forças de Apoio Rápido (RSF, na sigla em inglês), comandadas por Mohamed Hamdan Dagalo.

O conflito, originado por uma disputa de poder após o golpe militar de 2021 que interrompeu a transição democrática, mergulhou o país numa crise humanitária de enormes proporções.

Estima-se que milhões de pessoas estejam deslocadas internamente ou tenham sido forçadas a fugir para países vizinhos, à medida que a fome, a violência étnica e as violações de direitos humanos se intensificam.

A comunidade internacional tem multiplicado apelos a um cessar-fogo duradouro e a um processo político inclusivo, mas até agora as tréguas têm sido frágeis e de curta duração.ANG/RFI

 ONU/África quer dois assentos permanentes no Conselho de Segurança

Bissau, 22 Set 222225 (ANG) - O continente africano “reivindica” dois assentos permanentes e cinco não permanentes no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, para ter representação justa e equitativa naquela organização mundial. 

A posição foi manifestada neste Domingo pelo líder da União Africana e de Angola, João Lourenço, durante a 7ª cimeira do Comité de Chefes de Estado e de Governo da União Africana sobre a reforma do Conselho de Segurança.

Ao discursar neste Domingo na 7ª cimeira do Comité de Chefes de Estado e de Governo da União Africana sobre a reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas, realizada na sede da ONU, em Nova Iorque, o Presidente em exercício da União Africana, João Lourenço, lembrou que, passados cerca de 20 anos sobre a declaração de Sirte, África continua a ser excluída das decisões da maior montra da diplomacia mundial.

“Ao adoptar o consenso de Ezulwini, em Março de 2005, e a Declaração de Sirte em Julho do mesmo ano, o nosso continente mostrou claramente ao mundo a sua vontade de romper com a exclusão histórica de que é vítima desde a criação do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Contudo, passados estes anos, quase ou nada foi feito no sentido de se responder às reivindicações dos povos da África, uma vez que o continente africano, que representa mais de 1,4 mil milhões de pessoas, cerca de 17% da população mundial e que ocupa quase um terço dos assentos na Assembleia Geral, continua excluído da tomada de decisões centrais no Conselho de Segurança das Nações Unidas”, recordou o estadista angolano.

Face à exclusão, o também Presidente de Angola espera que a reforma do Conselho de Segurança da ONU venha a beneficiar de dois assentos permanentes e de cinco não permanentes para a África dentro da Organização.

“Por este facto, a União Africana, na base destes dois documentos e por via deste órgão que se reúne aqui, defende com firmeza que a reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas deve incluir a atribuição de pelo menos dois assentos permanentes para a África, com todos os direitos e prerrogativas, incluindo o direito de veto, enquanto este continuar a existir, e cinco assentos não permanentes adicionais para os Estados africanos, garantindo assim uma representação justa e equitativa e um compromisso claro de que o continente africano deixará de ser objecto das decisões do Conselho para passar a ser sujeito activo dessas mesmas decisões”, defendeu João Lourenço, líder da União Africana.ANG/RFI

 

Ambiente/Governo e PNUD promovem  formação sobre impacto das mudanças climáticas no país

Bissau, 22 Set 25 (ANG) – O Governo  e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento(PNUD),realizam no âmbito do projeto “Estabelecimento do Plano Nacional de Adaptação para a Guiné-Bissau “,(NAP),um ateliê de formação sobre impacto das mudanças climáticas no país.

A formação que irá decorrer de 22 à 26 de Setembro  em curso ,tem como objectivo reforçar as capacidades institucionais e técnicas dos membros do Comité Nacional das Mudanças Climáticas, visando a  integração dos riscos e impactos das mudanças climáticas nos processos de planeamento nacional e setorial ,sobretudo nos setores mais vulneráveis da Guiné-Bissau.

Ao intervir no ato da abertura dos trabalhos, o Director-geral do Ornamento do Território, Vladmir Vieira Fernandes, em representação do Ministro do Ambiente,da Biodiversidade e Ação Climática salientou que os sinais das alterações climáticas estão em toda a parte .

Vieira Fernandes destacou  o calor excessivo ,secas prolongadas,enchentes devastadoras ,derretimento de calotas polores, como exemplos de consequências de mudanças climáticas  mais evidentes.

“As atividades humanas sobretudo as queimadas de combustiveis fósseis ,o desmatamento e a poluição também têm acelerado o aquecimento global e o mais preocupante é que as populações mais vulneráveis são asque mais sofrem com estes fenóminos “,disse.

Fernandes frisou que o seminário vai permitir aos técnicos reforçarem as suas capacidades, uma vez que serão munidos de  ferramentas que vão  ajudar a superar os desafios que vão enfrentar e  ajudar ao governo a adoptar medidas concretas para a prevenção das calmidades.

Participam no ateliê técnicos dos Ministérios da Administração Territorial  ,das Pescas,da Agricultura e Desenvolvimento Rural,dos Recursos Naturais, que no  fim do encontro irão adoptar  um Plano de Ação  para  se fazer  face   à mudanças climáticas.

“E tudo isso só será possível com o envolvimento das nossas comunidades principalmente os que vivem nas zonas rurais que são depositários de conhecimentos ancestrais sobre como combater as alterações uma vez que estes fenómenos não são de agora,apesar de na nossa era são mais frequentes”,disse Nelvina Barreto,  a responsavel da Unidade do Ambiente do PNUD.

Durante os cinco dias dos trabalhos, os participantes irão abordar entre outros, os temas : “ Como é que as mudanças climaticas estão a  afetar a agricultura e quais são os mecanismos que podem ser utilizados para combater os efeitos negativos das mudanças climáticas no cultivo;como as orietações dos ventos e marés afetam os recursos halieuticos  e como a exploração desenfreada  dos recursos naturais podem agravar ainda mais o estado de desregulamentação climática que se está a viver”.

O projeto “Estabelecimento do Plano Nacional de Adaptação para a Guiné-Bissau” foi criado  pelo Governo da Guiné-Bissau com  apoio do PNUD  e é financiado pelo Fundo Verde para Clima. ANG/MSC//SG

 

 

 

 

 

Regiões/ Responsável dos Comités das tabancas do setor de Farim região de Oio preocupados com  falta de meios para polícias locais

Bissorã, 22 Set 25 (ANG) – O responsável dos Comités das Tabancas do setor de Farim, região de Oio, diz estar preocupado com a falta de meios para polícias de Farim e ainda com a situação da esquadra de polícia local.


Lassana Baio manifestou essas preocupações em entrevista  ao Correspondente Regional da ANG de Oio, em que  afirmou que, cada vez que haja um caso de roubo , os agentes pedem emprestado as motorizadas de privados  para se deslocarem ao local .

“Essas dificuldades de agentes de polícia só encoraja os a malfeitores nas suas ações”, disse.

Baio lamentou igualmente a situação da estrada que liga a vila da Farim à Candjabare, que segundo diz, é,   intransitável neste periodo das chuvas, o que dificulta  a  movimentação  das populações sobretudo nos dias de Lumo (feiras -populares).

O chefe dos Comités de Oio lamentou as condições precárias do mercado central de Farim onde  mulheres vendedeiras comercializam seus produtos agricolas ao ar livre .

ANG/AD/MSC//SG

sexta-feira, 19 de setembro de 2025

Forças Armadas/CEMGFA reafirma que os militares estão comprometidos com a paz, tranquilidade e estabilidade no país

Bissau, 19 Set 25 (ANG) – O  Chefe de Estado-maior General das Forças Armadas(CEMGFA), reafirmou, hoje,  que os militares estão comprometidos com a paz, tranquilidade e estabilidade do país.

Biague Na Ntan que  falava à imprensa , á saída  do encontro com o primeiro-ministro Braima Camará,  disse que a presença dos  diferentes chefes de Ramos das Forças Armadas no palácio de Governo serve para expressar as suas solidariedades ao Braima Camará, que recentemente regressou ao país vindo do Senegal, onde recebeu tratamento médico no Hospital Principal de  Dakar.

Biaguê Na Ntan defendeu que a paz e estabilidade são  condições essenciais para o desenvolvimento do país.

“Encorajamos ao primeiro-ministro a fazer tudo o que é possível com  apoio das Forças Armadas. Todas as chefias militares aqui presentes e, em meu nome pessoal, garantimos que haverá paz e tranquilidade para qualquer investimento na Guiné-Bissau”, declarou o CEMGFA.

A delegação militar solidária ao PM integrava os chefes dos três ramos das Forças Armadas e ainda  elementos do gabinete do Chefe de Estado-maior General Forças Armadas. ANG/RSM

  Moçambique/ "Uma mulher é assassinada a cada dois dias" - sociedade civil

Bissau, 19 Set 25 (ANG) - O Observatório das Mulheres lançou nesta sexta-feira na Faculdade de Medicina da Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo, um ciclo de reflexões sobre a eficácia e as lacunas da resposta à violência com base no género, numa altura em que o fenómeno tem vindo a ganhar maiores dimensões a nível nacional.

A impunidade contra o feminicídio preocupa a Secretária Executiva da Organização da sociedade civil moçambicana, Quitéria Guirengane.

 “Entre casos mediatizados e assassinatos de mulheres de 1 de Janeiro a 11 de Setembro, registaram-se 43 casos de mulheres assassinadas e mais 42 casos de violação sexual e é importante referir que estes são apenas os casos mediatizados de assassinatos. Dados da Procuradoria-Geral da República em relação ao ano 2024 mostram-nos uma estatística de uma mulher assassinada a cada dois dias", começa por esclarecer a activista moçambicana.

"Tivemos um caso de maior dimensão em Maputo-província, de Sofala, mas também temos muitos casos que foram levantados ao nível de Gaza, temos muitos casos agora documentados ao nível de Milange, temos ao nível de Nhamatanda, temos ao nível de Lichinga, está haver um recrudescimento de casos, estamos a ter casos ao nível de Cabo Delgado que também são bastante sensíveis, casos mediatizados de assassinatos de mulheres", detalha Quitéria Guirengane.

"Este cenário de impunidade é, sem dúvidas, uma das causas que contribui. A outra causa que nós levantamos hipoteticamente é que nós noticiamos o assassinato, mas há pouca resposta do judiciário para publicar as sentenças e a punição de forma a desencorajar a prática. Então, há uma ideia de que todos os dias há um caso mas nunca se fala da sentença, nunca se fala de quem foi punido. Então o crime compensa. Para nós, esta ideia de levar ao nível nacional um estudo mas também um diálogo é justamente para trazer estas vozes", refere a representante da sociedade civil.

Igual preocupação foi expressada pelo Governo Moçambicano que ao qualificar o fenómeno de "afronta à humanidade", apelou ontem à sociedade para se juntar à luta contra o feminicídio.

De referir que num âmbito mais geral, dados oficiais indicam que Moçambique registou mais de 9 mil casos de violência baseada no género e 4 mil casos de violência doméstica no primeiro semestre deste ano. Durante o ano passado, segundo dados divulgados pelo governo no passado mês de Março, Moçambique registou mais de 20 mil casos, maioritariamente casos de violência doméstica contra mulheres.

Uma situação perante a qual o executivo de Moçambique anunciou recentemente que vai apresentar a violência contra mulheres e raparigas, bem como a luta contra a pobreza, como prioridades nacionais na Assembleia Geral da ONU.ANG/RFI

 

         EUA/Polícias assassinados   estavam a lidar com caso de assédio

Bissau, 19 Set 25 (ANG) -  Três polícias foram mortos a tiro por um jovem de 24 anos enquanto realizavam buscas na sequência de uma denúncia de perseguição, assédio e invasão de propriedade privada, na Pensilvânia, Estados Unidos.


Os três polícias que foram mortos durante um tiroteio na quarta-feira, no sul da Pensilvânia, estavam a responder a uma denúncia e preparavam-se para deter o suspeito pelos crimes de perseguição, assédio e invasão de propriedade

Em conferência de imprensa, na quinta-feira, o procurador do distrito de York, Tim Barker, explicou que o suspeito - Matthew Ruth, de 24 anos - escondeu-se em casa da ex-namorada, numa quinta no condado de Northern York, e emboscou os polícias. Três morreram e dois ficaram em estado grave.

Os agentes começaram a investigar o suspeito na noite anterior ao incidente, após a ex-namorada e a mãe terem alertado a polícia que Ruth estava escondido à porta de casa, camuflado, a olhar pelas janelas com binóculos.

A jovem disse também que suspeitava que o ex-namorado tinha incendiado a sua carrinha no mês passado.

As duas mulheres decidiram sair de casa por motivos de segurança após os agentes não terem conseguido localizar o suspeito.

Já na quarta-feira, uma equipa de seis polícias regressou à casa e, com recurso a um drone, realizou buscas em toda a propriedade, até reparar que a porta da casa estava destrancada.

Quando abriram a porta, os polícias foram imediatamente alvejados pelo suspeito, que transportava uma espingarda AR com silenciador.

Segundo Barker, o suspeito disparou vários tiros contra os quatro polícias à porta, matando três deles. Seguiu-se um tiroteio entre Ruth e os outros dois polícias, que estavam do lado de fora da casa, que resultou na morte do atirador. 

"Cada um destes homens representava o melhor do policiamento. Serviam com profissionalismo, dedicação e coragem. Eram líderes na nossa agência, empenhados em proteger esta comunidade e ao lado dos seus seguidores", destacou o chefe do Departamento de Polícia Regional do Condado de Northern York, David Lash, onde pertenciam os polícias.  

Os polícias mortos foram identificados como Mark Baker, de 53 anos, Isaiah Emenheiser, de 43 anos, e Cody Becker, de 39 anos.

Na noite de quarta-feira, o governador da Pensilvânia, Josh Shapiro, defendeu que é necessário "ajudar as pessoas que pensam que pegar em armas é a resposta para resolver disputas".

"Lamentamos a perda de três almas preciosas que serviram este condado, serviram esta comunidade, serviram este país. Este tipo de violência não é aceitável. Precisamos de melhorar enquanto sociedade", sublinhou, após um encontro com as famílias das vítimas. 

Também a procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, descreveu a "violência contra as autoridades policiais" como um "flagelo" da sociedade norte-americana. "Nunca é aceitável", destacou.

Segundo a agência de notícias The Associated Press (AP), este foi um dos dias mais mortíferos para as forças policiais neste século, igualando o número de mortos por um tiroteio em 2009, quando três polícias foram emboscados por um suspeito de violência doméstica que usava um colete à prova de bala.

Três polícias foram mortos a tiro e outros dois ficaram feridos hoje, no sul da Pensilvânia, tendo o atirador sido morto pela polícia, disseram as autoridades.ANG/Lusa

 

Gana/ Prestes a se tornar primeiro país africano  a certificar suas exportações de madeira para UE

Bissau, 19 Set 25 (ANG) – O Gana deve começar a exportar madeira para a União Europeia (UE) em breve, tornando-se o primeiro país da África e o segundo do mundo, depois da Indonésia, a poder emitir a certificação FLEGT (Forest Law Enforcement, Governance and Trade), garantindo a legalidade da madeira exportada para o mercado europeu.

Com o objetivo de limitar a exploração madeireira ilegal, uma das principais causas do desmatamento na África, Ásia e América do Sul, a certificação "FLEGT" garante que a madeira exportada para países europeus foi colhida de acordo com a legislação vigente no país exportador.

Esta "primeira iniciativa no continente, que pode encorajar outros países africanos a empreender reformas ambientais" nessa direção, é o resultado de uma série de reformas realizadas por Gana ao longo de vários anos, relata a mídia local.

Citado pela imprensa local, o Ministro de Terras e Recursos Naturais de Gana, Emmanuel Armah-Kofi Buahcette, indicou que esse status excepcional obtido por Gana reflete seu compromisso com a legalidade, transparência e sustentabilidade no comércio global de madeira.

Por sua vez, o vice-chefe da Delegação da União Europeia (UE) em Acra, Jonas Claes, lembrou que a concessão desta certificação não é o "fim do caminho", explicando que Gana está empenhada em respeitar a aplicação das regras ambientais a longo prazo.

Enfatiza-se que esta certificação, que tem múltiplos benefícios ambientais e econômicos positivos, provavelmente catalisará reformas mais amplas nos países africanos exportadores de madeira e estimulará a indústria madeireira em Gana. ANG/FAAPA

    

           
           Ucrânia/ Queniano diz ter sido recrutado à força pela Rússia

Bissau, 19 Set 25 (ANG) - Um cidadão queniano capturado pelas forças ucranianas, na frente de batalha na região de Kharkiv, diz ter sido recrutado à força por Moscovo para lutar na guerra após uma visita à Rússia. 

Num vídeo, divulgado pela 57.ª Brigada Motorizada da Ucrânia, o homem, identificado como Evans, de 36 anos, contou que foi para a Rússia "como turista para ver lugares diferentes", mas acabou por ser enganado e assinou, sem saber, um contrato com o exército russo.

"Eu não fui para a Rússia pelo serviço militar. Fui lá como turista para ver lugares giros. Passei lá duas semanas", começou por referir. 

"No dia anterior ao meu regresso ao Quénia, o tipo que me recebeu na Rússia perguntou-me: 'Evans, gostaste da Rússia?'", acrescentou.

Depois de ter respondido que a viagem tinha sido "boa", o homem questionou-o se "gostaria de ficar" na Rússia e "arranjar um bom emprego".

Evans queria ficar, mas tinha "um problema": "O visto estava a expirar". O homem disse que podia ajudar e que tinha um emprego" disponível para o queniano.

"Perguntei que tipo de emprego, mas ele não me disse. Nessa noite, veio com alguns papéis escritos em russo e mostrou-me onde assinar. Não sabia que era um contrato de serviço militar", revelou Evans aos soldados ucranianos.

"Depois de eu assinar, ele levou o meu passaporte e o meu telefone, dizendo que os devolveria. A partir desse momento, outras pessoas vieram buscar-me. Disseram-me para entrar no carro", acrescentou.

No próprio dia, Evans foi levado para um acampamento militar para começar a treinar antes de ir para a linha da frente. O treino durou apenas uma semana e só aprendeu a usar uma espingarda.

"Falavam russo e eu não entendia nada. Eles vinham e agarravam-me. 'Vai! Vem!' - era assim que faziam", contou.

Quando percebeu que tinha sido recrutado para o exército russo, tentou recusar, mas foi-lhe dito que não tinha outra escolha. "Disseram que eu ou lutaria por eles ou seria morto", afirmou.

Depois foi "largado na floresta" e foi nessa altura que conseguiu fugir. "Não queria lutar. Eles largaram-me e eu tirei todo o equipamento militar. Passei dois dias na floresta à procura de soldados ucranianos para que pudesse salvar a minha vida". 

"Se tivesse corrido para os russos, teria sido morto.  Os ucranianos deram-me água, comida. Trataram-me bem", disse, entre lágrimas.

Confrontado sobre a possibilidade de integrar uma troca de prisioneiros com a Rússia, Evans respondeu: "Para a Rússia, não. Para qualquer país, mas não para a Rússia. Não quero ir para a Rússia. Morrerei lá".

Sublinhe-se que, no mês passado, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, alertou para a presença de combatentes de países africanos e asiáticos nas fileiras do Exército russo, após uma visita à frente de Vovchansk, na região nordeste de Kharkiv.

"Os nossos combatentes neste setor relatam a participação de mercenários da China, Tajiquistão, Uzbequistão, Paquistão e países africanos na guerra. Responderemos", escreveu Zelensky nas redes sociais, após visitar soldados do 17.º Batalhão de Infantaria Motorizada Separado na frente de Vovchansk.

A guerra na Ucrânia, causada pela invasão da Rússia em fevereiro de 2022, tem assentado num combate intenso nas regiões do leste e do sul, com frequentes bombardeamentos de infraestrutura civil, deslocamentos de populações e elevado número de baixas.

Neste verão, houve múltiplas tentativas diplomáticas para estabelecer um cessar-fogo, incluindo uma proposta dos Estados Unidos de suspensão das hostilidades por 30 dias, mas apesar de tais esforços não houve avanço significativo real.ANG/Lusa

 

   Espanha/MP espanhol vai investigar violação de Direitos Humanos em Gaza

Bissau, 19 Set 25 (ANG) – O Ministério Público espanhol vai investigar "violações dos Direitos Humanos em Gaza", colaborando com o Tribunal Penal Internacional (TPI), por suspeita de crimes contra a Humanidade por parte das Forças de Defesa de Israel.

Segundo comunicado oficial, "o Procurador-Geral [Álvaro García Ortiz] emitiu um decreto que cria uma equipa para investigar violações do Direito internacional em Gaza", com o objectivo de "recolher provas e disponibilizá-las ao órgão competente, cumprindo assim as obrigações da Espanha em relação à cooperação internacional e aos Direitos Humanos".

A decisão foi tomada após a procuradora encarregada dos Direitos Humanos e Memória Democrática, Dolores Delgado, ter analisado um relatório sobre o assunto enviado pela comissária-geral de Informações do Corpo Nacional de Polícia espanhol. ANG/Inforpress/Lusa