quinta-feira, 2 de outubro de 2025

Economia/”O Fórum de Investimento é uma oportunidade de reflexão para  futuro do país”, disse Lesmes Monteiro

Bissau, 02 Out 25 (ANG) – O secretário de Estado da Juventude afirmou que, o Fórum  de Investimento Internacional é uma oportunidade de reflexão sobre o futuro do país e que demonstra também um compromisso concreto para poder acelerar a transformação económica do país.

Lesmes Mutna Monteiro falava hoje no ato da abertura da 2ª  Edição do Fórum Internacional de Investimento sob lema "Acelerar a Transformação Económica" e que decorre entre os dias 01 à 03 de outubro em Bissau.

Na ocasião, o governante  disse que   o encontro constitui uma plataforma estratégica de partilha de experiências e espaço para poder criar oportunidades de investimento sobretudo no que tem a ver com sector privado.

“E que tudo passa para mobilização de recursos, reforços de credibilidades e criação de oportunidades sobretudo para mulheres e jovens”, frisou.

Destacou que, com a liderança do Presidente da República Umaro Sissoco Embalo, o governo da Guiné-Bissau tem estado a trabalhar arduamente para poder reforçar confiança dos investidores no país e melhorar ambiente de negócios  para avançar com reformas orçamentais e fiscais.

Adiantou que,  também visa criar um quadro de estabilidade e que vai permitir que sector privado empreender e investir para verem o fruto do seu investimento.

"Entre várias ações realizadas, gosto de destacar algumas que, para mim são essenciais, quando falamos de investimento e do sector privado, gosto de falar da melhoria das estradas na Guiné-Bissau, reabilitação e construção do Aeroporto Internacional no nosso país, projecto de OMVG que está a facilitar o acesso a energia para a nossa população, que até 2030, pode fazer com que a energia chegue por todo território nacional, disse.

Lesmes Monteiro, sublinhou que, cada vez mais com estabilidade e projeção da imagem internacional do país através de esforços do Presidente da República.

“Cada vez,  estamos a ver que o país está inserido no concerto das nações e que isso permite maior atração e confiança dos investidores para investirem no país”, disse.

Destacou os fóruns internacionais e conferências que foram realizados no país e a presidência da Guiné-Bissau na CEDEAO e  CPLP, sublinhando que acredita que o Fórum de Investimento vai ser um ponto de partida para ligação do sector privado com o Estado para dinamizar economia e impulsionar o desenvolvimento do país.   

Por seu turno, o secretário Geral de Câmara de Comércio, Indústria, Agricultura e Serviços(CCIAS), Mamadu Saliu Bá, disse que a Guiné-Bissau enfrenta desafios   estruturais em todos os contextos, uma economia excessivamente dependente de um produto, com a taxa de diversidade
de produção e informalidade persistente, limitação de infraestruturas em transporte, energia e logística, dificuldade de acesso a financiamento para pequenas e médias empresas.

"Apesar desses constrangimentos, o setor privado guineense continua resiliente, criativo e determinado a assegurar o emprego, rendimento, contribuindo para o estabilidade social, contudo, é igualmente importante reconhecer que sob a liderança do Presidente da República Umaro Sissoco Embalo, com seu empenho, o seu governo tem vindo a dar passos significativos para criar as bases de um novo ciclo do desenvolvimento económico," disse.

Afirmou que, os esforços em curso para estabilizar finanças públicas, promover a boa governação, reforçar as parcerias internacionais e atrair investimento estrangeiro, são sinais claros  de que há uma vontade política orientada por progresso e a modernização do país.

Disse acreditar que o futuro económico do país, passa pela valorização da enorme potencial, transformando totalmente os produtos agrícola, pesqueiros para gerar mais valor e criar o emprego, investir em fontes renováveis e em particular solar, hídrico para garantir um fornecimento sustentável e competitivo, explorando de forma sustentável as ilhas de Bijagós, a biodiversidade e a riqueza cultural.ANG/MI/ÂC

Economia/RMFI disponibiliza a trabalhar com AMAE para transformarem desafios em oportunidades

Bissau, 02 Out 25 (ANG) – A Rede Mundial das Mulheres de Impacto para Guiné-Bissau(RMFI) e Associação das Mulheres de Actividade Económica(AMAE), reiteram a disponibilidade de trabalhar em conjunto, para superar os obstáculos e transformar desafios em oportunidades para uma economia global mais inclusiva, inovadora e sustentável.

A revelação foi feita pela Presidente de RMFI, Mariama Danfa Viega Nanque no ato de abertura da 2ª  Ediçâo de Fórum Internacional de Investimento sob lema "Acelerar a Transformação Económica".

Na ocasião,  disse que, o Fórum Internacional de Investimento representa não apenas uma plataforma de debates, mas também uma chamada à ação.

Sublinhou que, apesar dos obstáculos, a determinação das mulheres guineenses tem sido admirável. Elas continuam a sustentar famílias, dinamizar mercados locais, investir em micro. pequenas e medias empresas, e contribuir de forma silenciosa mas essencial para o crescimento económico do país.

Aquela responsável disse esperar que o Fórum produza resultados que fazem com que os atores como o governo, os investidores, parceiros técnicos e o sector privado que trabalharem no sentido de aumento de fundos de investimento direcionados aos projetos liderados por mulheres, na criação de mecanismos de acompanhamento e monitoramento que garantam resultados concretos, e na promoção de programas de capacitação que respondam as necessidades atuais do mercado.

Disse também que, a iniciativa visa um investimento inclusivo, que considere as mulheres não apenas como beneficiarias, mas como protagonistas no desenvolvimento económico.

Afirmou que,  o referido espaço de diálogo e cooperação é fundamental para que possam refletir sobre o presente e projetar um futuro mais justo, inclusivo e sustentável.

Nanque realçou que, a RMFI presente em diferentes continentes, trabalha para fortalecer a liderança e a participação das mulheres nos setores-chave da economia, apoiando o empreendedorismo, a inovação em educação.

"O nosso compromisso é claro, no empoderamento das mulheres para transformar comunidades e contribuir para o desenvolvimento económico global, a Guiné-Bissau, apesar de ser um país pequeno, è rica em potencial agrícola, pesqueiro e florestal, turístico e humano, onde as mulheres desempenham papel central como agentes de transformação económica e social," disse,

Mariama Nanque conta que, enfrentam desafios importantes que não podem ser ignorados, nomeadamente acesso limitado ao financiamento, sobretudo para mulheres empreendedoras, falta de infraestruturas adequadas que dificultam o crescimento dos negócios liderados por mulheres, desigualdades persistentes no mercado de trabalho, que reduzem as oportunidades de liderança feminina e necessidade de formação técnica e digital para acompanhar a transformação tecnológica dos setores agroindustrial e produtivo.

"Acreditamos firmemente que quando investimos nas mulheres, investimos no presente e no futuro e que o impacto vai além das fronteiras individuais, ele fortalece famílias, comunidades, países e o mundo inteiro, "realçou.

Por seu turno, o membro organizador do evento, Mateus Cadjona disse que  investimento é cativado pelas pessoas que estão no país e fazem esforços para atrair investidores.

Frisou  que qualquer governo no mundo, o seu objectivo é facilitar  o quadro económico, impor regras e subvencionar as pessoas, nomeadamente empresários e empreendedores para terem oportunidades que saem de fora para ajudar o governo.

“Não se pode fazer do futuro para adaptar a população, mas sim, preparar a população para enfrentar o futuro e que quando se fala do investimento é para trabalhar e captar as oportunidades e potenciais existente
para criar um quadro ideal de partilha de trabalho entre sector privado nacional e os investidores”, disse.ANG/MI/ÂC

Saúde/Governo, PNUD e HGI lançam  Rede de Integridade para Saúde(RIS-GB) para combate a corrupção

Bissau, 02 Out 25(ANG) – O Governo através do Ministério de Saúde Pública(Minsap), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD e a organização Inteligência Geral em Saúde(HGI), lançaram hoje em Bissau, uma nova Rede de Integridade para a Saúde(RIS-GB), para o combate a corrupção no setor de saúde.

No ato de lançamento da referida Rede,  a coordenadora do Projeto Andreia Teixeira, em entrevista à ANG e Rádio Djumbay, disse que o projeto é financiado pelo governo de Japão e conta com parceria do MINSAP, a Sociedade Civil, Ministério Público, Jornalistas, Polícia Judiciária.

Teixeira informou ainda que o objetivo principal da criação da RIS-GB, é para implementação do combate à corrupção, com base numa estratégia  aprovada em 2022 e seu principal componente é a prevenção e a inclusão da Sociedade Civil nos processos da decisão.

Aquela responsável disse almejar que a RIS-GB, tivesse a coragem, a força, a vontade de monitorizar os casos  da corrupção no setor de saúde, frisando que já têm as ferramentas, os conhecimentos para o efeito.

Disse que,  continuarão  a trabalhar no sentido de criar ferramentas digitais, para que todos os cidadãos possam aceder a informação através de um futuro portal denominado o “Cidadão”.

Por sua vez, o Presidente da RIS-GB, Victor Insali disse que lutar contra a corrupção não é só a tarefa do Estado, mas sim, de todos, porque quem sofre com a corrupção é a população.

Adiantou que, o Governo do Japão e PNUD juntaram várias organizações para criar esta Rede que tem como missão desenvolver várias actividades ao longo da sua existência.

Insali, disse estar convicto
que a RIS-GB vai ter um impacto muito positivo na vida dos guineenses,  principalmente na diminuição das cobranças ilícitas nos centros de saúde e nos hospitais.

“Vamos desenvolver uma grande campanha de sensibilização com os agentes de saúde e a própria população, onde vamos ensiná-las como denunciar as práticas que põe em causa a sua saúde”, salientou.

O Presidente da RIS-GB, disse que a  corrupção no setor de saúde, impacta, e de que maneira, o acesso universal e igualitário a saúde porquanto, piora a qualidade dos serviços e qualidade de medicamentos e contribui para a desigualdade no acesso a esse bem.

Afirmou que, quem não tem dinheiro não tem acesso a tratamento adequado e medicamentos eficientes, podendo levar a perda de vidas dos pobres, acrescentando que a corrupção é um crime que mata lentamente.ANG/JD/ÂC

 

Regiões/Presidente da CRE de Cacheu pede esforços dos Animadores Cívicos para reduzir os votos nulos nas próximas eleições

Canchungo, 02 out 25(ANG) – O Presidente da Comissão Regional de Eleições (CRE) de Cacheu, norte do país, recomendou quarta-feira, aos 24 Animadores Cívicos, para redobrar os esforços no sentido de reduzir os votos nulos e abstenções naquela região, nas próximas eleições gerais de 23 de novembro.

Herculano Biaguê, falava quarta-feira em Canchungo, no ato de lançamento oficial da Campanha da Educação Cívica Eleitoral, tendo pedido a colaboração dos habitantes da região de Cacheu para que possa ser mais uma vez, uma região de referência nas próximas eleições gerais de 23 de Novembro de 2025.

Por sua vez, a Representante da Sociedade Civil da região de Cacheu, Jaqueline Cabral Barreto, apela aos Animadores Cívicos, no sentido de terem a paciência e persistência na transmissão das mensagens às populações eleitores sobre a importância do voto para o desenvolvimento harmonioso e sustentável da Guiné-Bissau ANG/AG/ÂC

Regiões/Quinhamel acolhe acto de lançamento da campanha de Educação Cívica na região de Biombo

Biombo, 02 out 25(ANG) - A cidade de Quinhamel, região de Biombo, norte do país,  foi palco quarta-feira do lançamento da campanha de Educação Cívica, visando as eleições gerais de 23 de novembro do ano em curso.

Ao presidir o acto, o Presidente da Comissão Regional de Eleições(CRE) de Biombo,  José Filomeno de Lacerda, disse que Educação Cívica é para informar e preparar as populações para saber como votar no escrutínio de novembro.

“Vamos sensibilizar as populações para votarem de uma forma certa, para que não haja grandes quantidades de votos nulos, votos de reclamação e votos de protesto”, salientou.

José Filomeno disse que, já têm pronto a equipa de animadores com ferramentas para entrar no terreno, tendo aconselhado as pessoas de que os cartões de eleitores de que dispõe não são para luxo, mas sim, de enorme peso para afirmação da soberania.

O governador da região de Biombo, Fernando Dju pediu a colaboração da comunidade com as equipas de animadores que irão ao terreno.

Dju disse que,  a fraca aderência da população nas mesas de votos, verificadas nas eleições passadas, prende-se com o não cumprimento de promessas por parte  dos políticos.

O Delegado Regional da Educação na região de Biombo, Francisco Có, aproveitou a ocasião da abertura da campanha de Educação Cívica
, para anunciar a abertura do novo ano letivo 2025/2026 á na próxima segunda-feira naquela localidade.

Có disse que, todas as escolas já estão em condições para dar o início ao novo ano letivo, frisando que algumas já estão a distribuir os horários para os professores.ANG/MN/ÂC

     Regiões/CPDC sensibiliza populares de Buba sobre saneamento básico

Buba, 02 out 25(ANG) – A Célula de Promoção para o Desenvolvimento Comunitário(CPDC),  promoveu quarta-feira um encontro de sensibilização que juntou os comités de diferentes bairros de cidade de Buba, região de Quinara, sul do país, no quadro do projeto de dinamização do sistema de saneamento básico na referida cidade.

Em declarações ao correspondente da ANG na região de Quinara, no final do encontro, o coordenador da Célula Sana Mané, disse que o encontro visa sensibilizar citadinos de Buba para uma boa prática de saneamento básico naquela cidade.

Por outro lado falou da necessidade do  Comitê de Estado do sector de Buba, para se engajar no projeto enquanto entidade responsável para evacuação de lixo da cidade.

Aquele responsável pediu a camada juvenil para trabalhar no componente de sensibilização, tendo pedido a Direção Regional de Saúde de Quinara para apoiar a iniciativa.

Sana Mané enfatizou que este projeto não vem substituir outras iniciativas no domínio do saneamento de lixo, mas sim, para reforçar o vazio existente.

O Projeto de Dinamização do Sistema de Saneamento Básico na cidade de Buba, enquadra-se no âmbito do projeto de fortalecimento das Organizações da Sociedade Civil (OSC) para boa governação e desenvolvimento na Guiné-Bissau financiado pela União Europeia através do Instituto Camões e é implementada pelo Instituto Marquês Vale Flor (IMVF) e Jiga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) que visa apoiar Governo regional de Quinara no plano de desenvolvimento regional.ANG/RC/ÂC


Médio Oriente/Um navio da flotilha está a menos de uma hora da costa de Gaza

Bissau, 02  out 25(ANG - O navio Mikeno, da Flotilha Global Sumud, está a menos de uma hora da Faixa de Gaza, segundo a página de rastreio da missão, que indica a geolocalização da embarcação a sete milhas náuticas (11 quilómetros) da costa palestiniana.

Um total de 21 navios, dos 44 registados no rastreador da flotilha, foram intercetados até às 07h00 de hoje, após uma noite de interceções pelas forças israelitas numa operação que ainda está em curso. Outros 23 navios da flotilha estão a caminho.

A Marinha israelita abordou três navios nas últimas horas: o Oxigono, o All-in e o Captain Nikos.

Anteriormente, foram intercetados o Alma, o Adara, o Sirius, o Aurora, o Dir Yassine, o Grande Blu, o Hio, o Huga, o Morgana, o Otaria, o Seulle, o Spectre e o Yulara, transportando cerca de 200 pessoas cujo paradeiro e estatuto, segundo a iniciativa, são desconhecidos.

Entre os detidos por Israel estão a coordenadora do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, a atriz portuguesa Sofia Aparício e o ativista Miguel Duarte e também 30 cidadãos espanhóis, 22 italianos, 21 turcos, 12 malaios, 11 tunisinos, 11 brasileiros e dez franceses. Há ainda cidadãos dos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, México e Colômbia.

"O estatuto dos participantes e da tripulação permanece por confirmar", disseram hoje os organizadores, classificando a operação israelita como um "ataque ilegal contra trabalhadores humanitários desarmados".

"Instamos os governos e as instituições internacionais a exigirem a sua segurança e libertação imediatas", exigiu a flotilha.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel anunciou hoje que alguns dos ativistas da flotilha Sumud Global, presos nas últimas horas, vão ser transferidos para território israelita.

De acordo com um comunicado da diplomacia israelita divulgado através das redes sociais, os membros da flotilha humanitária que foram presos "estão seguros e de boa saúde".

O mesmo documento indica que Israel vai iniciar os procedimentos de deportação para a Europa depois de os detidos serem transferidos para território israelita.

A nota não especifica a identidade dos primeiros detidos a serem transferidos para Israel.ANG/Lusa

 

    Médio Oriente/Sánchez exige respeito por flotilha e Meloni critica ativistas

Bissau, 02 out 25(ANG) -O primeiro-ministro de Espanha exigiu hoje a Israel que respeite os direitos dos integrantes da flotilha humanitária, enquanto a homóloga de Itália considerou que a missão que tentou chegar à Faixa de Gaza prejudica a população palestiniana.

 

"A flotilha não representa nenhum perigo para o Governo de Israel, esperemos que [o Governo de Israel] não represente um perigo para a flotilha", disse Pedro Sánchez à entrada para uma reunião da Comunidade Política Europeia, em Copenhaga, capital da Dinamarca.

 O Governo espanhol exigiu a Israel que faça o que "é necessário para proteger não só os direitos dos compatriotas [espanhóis], mas de todos os integrantes da flotilha" detidos na noite de quarta-feira e madrugada de hoje, quando já estavam aproximar-se da Faixa de Gaza.

"O que esta flotilha estava a fazer era colmatar algo que Israel impediu", ou seja, o bloqueio de apoio humanitário no enclave palestiniano, argumentou Pedro Sánchez.

Já a primeira-ministra de Itália, Giorgia Meloni, foi crítica e disse que "não acredita que isto beneficie a população palestiniana, pelo contrário, trará mais dificuldades para a população" que está cercada por Israel há meses no enclave.

A primeira-ministra italiana ressalvou que "obviamente, vai fazer todo o que é possível para assegurar que estas pessoas regressam a Itália o quanto antes".ANG/Lusa

 

     Filipinas/Novo balanço aponta para 72 mortos em sismo que atingiu o país

Bissau, 02 out 25(ANG) - O número de mortos no sismo que atingiu as Filipinas na terça-feira subiu para 72, anunciaram hoje os serviços de emergência, que se concentram agora em ajudar centenas de feridos e milhares de desalojados.

 Os bombeiros e as equipas de resgate disseram ter removido os corpos de uma mulher e de uma criança dos escombros de um hotel que desabou na cidade de Bogo, perto do epicentro do sismo de magnitude 6,9 na escala de Richter.

 O corpo de outra mulher também foi encontrado no local na quarta-feira, avançaram os jornalistas da agência de notícias France-Presse.

O anterior balanço apontava para 69 vítimas mortais.

O epicentro do sismo foi localizado no mar, perto da ilha de Cebu, na parte central do arquipélago, na terça-feira às 21:59, na hora local (14:59 em Lisboa), de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.

Mais de 300 tremores secundários já atingiram a região, de acordo com o Instituto Filipino de Vulcanologia e Sismologia, abrandando os esforços de resgate.

O Governo informou que 294 pessoas ficaram feridas e cerca de 20 mil fugiram de casa, tendo sido destruídas quase 600 habitações no norte da ilha de Cebu, obrigando muitos residentes a dormir ao relento.

A governadora da província de Cebu, Pamela Baricuatro, lançou hoje um apelo por ajuda para milhares de famílias que necessitam de água potável, alimentos, roupa e abrigo.

"Muitas casas foram destruídas e muitas famílias precisam de ajuda para recuperar (...) Precisam da nossa ajuda, das nossas orações e do nosso apoio", escreveu Baricuatro, na rede social Facebook.

O Presidente filipino, Ferdinand Marcos Jr., visitou hoje Cebu para inspecionar os danos e coordenar os esforços de ajuda.

O chefe de Estado apresentou "sinceras condolências às famílias enlutadas" e prometeu ajuda rápida aos atingidos.

De acordo com a proteção civil de Cebu, mais de 110 mil pessoas em 42 comunidades afetadas pelo sismo necessitam de assistência, principalmente para reconstruir as casas e recuperar os meios de subsistência.

A recente passagem da tempestade Bualoi e do tufão Ragasa já tinha provocado cerca de 40 mortos nos últimos dias no arquipélago filipino.

As Filipinas, um dos países mais propensos a desastres no mundo, são frequentemente atingidas por sismos e erupções vulcânicas devido à sua localização no "Anel de Fogo" do Pacífico, um arco de falhas sísmicas no oceano. O arquipélago é também atingido por cerca de 20 tufões e tempestades por ano.ANG/Lusa

 

    RDC/Condenação de Kabila à pena de morte "vai agravar divisão na RDC”

Bissau, 02 out 25(ANG) - O antigo Presidente da República Democrática do Congo foi condenado, nesta terça-feira, 30 de Outubro, à pena de morte pelo Tribunal Militar do país.

Joseph Kabila, que não compareceu ao julgamento, foi considerado culpado de crimes de guerra, traição e de ser o líder do grupo armado M23, apoiado pelo Ruanda e que tem estado em conflito desde 2022. O analista político angolano Albino Pakisi considera que esta condenação vai "agudizar" os problemas de um país profundamente dividido.

Que acusações são feitas ao antigo Presidente da República Democrática do Congo, Joseph Kabila, condenado à pena de morte?

As acusações que pesam sobre o antigo Presidente Joseph Kabila são de que ele, efectivamente, está a patrocinar o grupo M23, que está no leste da República Democrática do Congo. A segunda, dizem os advogados da acusação, é que ele não seria congolês, mas ruandês, com o nome verdadeiro de Hyppolite Kanambe, e que estaria ao serviço do Ruanda, por isso mesmo é condenado à pena de morte.

Outra acusação é de que Kabila estaria a patrocinar outros grupos de insurreição. A RDC tem mais ou menos cerca de 100 grupos rebeldes. Portanto, não é apenas o M23, mas existem muitos grupos rebeldes dos quais se desconfia que o antigo Presidente seja também um dos patrocinadores.

Joseph Kabila, enquanto esteve no poder, teve acesso às minas de diamantes e pedras preciosas, e, portanto, desconfia-se que terá retirado riqueza do país, que está agora a usar para patrocinar esses grupos rebeldes, com grande incidência para o grupo M23, com a acusação a afirmar que ele é o cabecilha político deste grupo.

Face a um país extremamente dividido, o Presidente Félix Tshisekedi tem estado a apelar à união. Esta condenação não pode tornar essa união mais difícil?

Torna-se muito complicada, e penso que nunca se chegará a essa união. A RDC é um território bastante vasto e, portanto, existem vários povos e várias etnias na República Democrática do Congo, à semelhança de Angola. Porém, em Angola somos vários povos, uma nação dentro de várias nações, mas entendemo-nos.

Na República Democrática do Congo existem vários povos: ruandeses, ugandeses, tanzanianos, zambianos, centro-africano, mas não existe a capacidade política para unir essas várias sensibilidades e formar uma República Democrática do Congo una. Embora o Presidente apele à união do povo congolês, com esta condenação ele divide as águas, fazendo com que aqueles que apoiam Joseph Kabila continuem a apoiar o M23, enquanto Félix Tshisekedi ficará com os seus próprios apoiantes.

Esta condenação mostra que a aliança que existia no passado entre Joseph Kabila e Félix Tshisekedi chegou ao fim?

Inicialmente, o que se pretendia era que o Presidente Tshisekedi fosse uma espécie de “pau mandado” de Joseph Kabila, que, apesar das eleições, poderia continuar a ter poder sobre ele. Não é o que está a acontecer, porque, efectivamente, o grupo M23 está tão forte que ocupou províncias, com o apoio da população, precipitando esta ruptura. Joseph Kabila foi condenado, mas não está em Kinshasa; ele está em Goma, onde existem forças rebeldes. Isto provoca um problema não só de ruptura, mas também um problema em que o próprio Joseph Kabila pode contribuir para a divisão do Congo. Este é o grande receio de muitos analistas, que reconhecem que Kabila tem um poderio financeiro - está a ser financiado pelo Ruanda - podendo levar até mesmo à criação de dois Congos.

Inicialmente era pedido prisão perpétua. Com a sentença de pena de morte, está-se aqui a tentar enviar também uma mensagem a outros dirigentes com ambições políticas?

Vimos, quando foi a tentativa de golpe de Estado, que muitas figuras foram condenadas. É preciso lembrar que na RDC existe a “pena de morte”, mas Kabila pode recorrer da sentença. A meu ver, está a passar-se uma mensagem aos dirigentes, mas não podemos esquecer que as influências existem. Joseph Kabila foi presidente durante 18 anos e, para além das influências, existe também o problema da corrupção. A RDC é um país onde existe muita corrupção, portanto, mesmo que seja condenado, ele pode recorrer da decisão. (...) Na República Democrática do Congo, vários chefes de Estado que não são congoleses possuem minas de diamantes. Isto demonstra o nível de corrupção que existe no país, levando muitos analistas a afirmar que esta acusação não é para ser levada a sério.

Joseph Kabila pode recorrer do veredito do Supremo Tribunal Militar, diante de um Tribunal de recurso, mas apenas para tentar alegar uma irregularidade no procedimento?

Naturalmente. Porém, há quem diga que se trata de um processo político, ou seja, que é mais político do que factual. Dizem que ele não está, de facto, a apoiar estes grupos. Daí que ele possa recorrer dessa decisão. Até agora, Joseph Kabila não se pronunciou. Vamos esperar que os advogados se pronunciem efetivamente, e pronto. Depois, veremos como é que isso corre.

Joseph Kabila foi ainda condenado a pagar 30 mil milhões de dólares por danos provocados ao Estado. O que representa esta condenação para a população?

Bem, não nos podemos esquecer que ele foi Presidente durante 18 anos, com muita contestação. Aliás, é difícil e aqui, vale a pena fazer referência a isso, a República Democrática do Congo é um país extenso e, se olharmos para o mapa, 2 mil km separam Kinshasa, a capital, de Goma. As populações no interior, no centro e na zona Leste da República Democrática do Congo estão completamente empobrecidas e, muitas vezes, acabam por se juntar aos rebeldes, sem que a capital tenha qualquer tipo de controlo sobre o resto do território nacional. Este é um dos grandes problemas. Mais do que condenar o Presidente Joseph Kabila, o Presidente Félix Tshisekedi deveria apelar à união da República Democrática do Congo. Mas os factos demonstram que ele não está a conseguir fazê-lo, e esta condenação vai agudizar os problemas da República Democrática do Congo.ANG/RFI

Guerra da Ucrânia/“Os drones que violem território europeu devem ser destruídos”, disse Macron

Bissau, 02 out 25(ANG) - O Presidente francês defendeu esta quinta-feira, 2 de Outubro, que “os drones que violem o território europeu e que representem um risco significativo devem ser destruídos”. Emmanuel Macron participa na cimeira de líderes europeus reunidos, em Copenhaga, para discutir o futuro financiamento à Ucrânia e o reforço da defesa comum, depois da invasão de caças e drones no espaço europeu.

A Dinamarca considera que a recente vaga de drones russos a violar o espaço aéreo europeu configura uma "guerra híbrida" que ainda está na fase inicial e alerta para o agravamento da ameaça que se tem vindo a intensificar no último mês.

Face à ameaça, o chefe de Estado francês insistiu na importância de enviar uma mensagem “clara”, reiterando que os drones que violem o espaço europeu devem ser destruídos. Emmanuel Macron pediu ainda aos parceiros europeus que se organizem “em estreita coordenação” com a NATO para “aumentar a pressão” sobre a frota de navios clandestinos que permite à Rússia exportar petróleo, contornado as sanções ocidentais.

Os líderes europeus estão reunidos, em Copenhaga, para discutir o futuro financiamento à Ucrânia e o reforço da defesa comum, depois da invasão de caças e drones no espaço europeu.

Esta semana, a Dinamarca proibiu todos os voos de drones até sexta-feira, em Copenhaga, onde estão reunidos os líderes europeus para discutir uma resposta a Moscovo e arquitetar um reforço da segurança, que pode passar por erguer muros.

Um muro anti-drones, plano apoiado por 10 Estados-membros, que tem como objectivo detectar e destruir drones russos.

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, reconheceu que “é tempo de a União Europeia cumprir os seus compromissos". No entanto, alcançar este objectivo é difícil quando é necessária a unanimidade entre os 27 para fazer avançar as negociações, que foram completamente bloqueadas pelo veto da Hungria. O primeiro-ministro Viktor Orban reiterou que o voto continua a ser "nãoà adesão da Ucrânia.

O futuro financiamento e apoio militar à Ucrânia será outro tema fracturante desta reunião informal, que implica decidir sobre os activos russos, que estão depositados numa instituição europeia, imobilizados desde o início da guerra e que poderiam ser usados como empréstimo à Ucrânia até ao final do conflito.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, vai reunir-se hoje com os líderes europeus, incluindo os da União Europeia, em Copenhaga. Trata-se de uma oportunidade para reafirmar o apoio à Ucrânia mais uma vez no meio das múltiplas incursões russas nos céus europeus.ANG/RFI

Saúde e Educação/Governo compromete pagar dívidas e Frente Social suspende a greve

Bissau, 02 out 25(ANG) - O Governo da iniciativa presidencial comprometeu-se, esta quarta-feira, liquidar em breve uma parte significativa das dívidas acumuladas há vários meses com os técnicos da educação e da saúde.


A garantia foi transmitida por Sene Djassi, presidente da Comissão Negocial da Frente Social, organização que integra os sindicatos da educação e saúde com destaque para SINDEPROF, FRENAPROF, SINETSA e SINQUASS, à saída de um encontro mantido com o primeiro-ministro, Braima Camará.

Segundo sindicalista, a reunião teve como objetivo analisar os principais problemas candentes que afetam os setores da educação e da saúde, num contexto marcado pela greve previamente anunciada para os dias 13 a 17 do corrente mês.

Face à promessa do Executivo, Sene Djassi anunciou a suspensão da paralisação que estava projetada para todas as escolas públicas e centros de saúde do país.

Por sua vez, o primeiro-ministro Braima Camará sublinhou a importância da estabilidade social e apelou a professores, pais, encarregados de educação e alunos para se prepararem para o início do ano letivo, previsto para a próxima segunda-feira, 06 de outubro, nas escolas públicas.

Contudo, os sindicatos não descartam a possibilidade de reativar as paralisações nas duas áreas sociais, alertando que o país precisa de pelo menos 4 mil novos professores para atender às necessidades básicas do sistema educativo guineense.ANG/R.Jovem

quarta-feira, 1 de outubro de 2025

Telecomunicações/Empresa “Orange-Bissau” comemora 13ª edição do Dia da “Ética e Conformidade 2025”

Bissau, 01 Out 25 (ANG) – A empresa de Telecomunicações “Orange-Bissau”, comemorou hoje, a 13ª Edição do Dia da “Ética e Conformidade 2025” , que visa reforçar o compromisso da empresa, com os parceiros, colaboradores e comunidade.

Ao presidir a cerimónia de abertura da 13ª edição do Dia da Ética e Conformidade, a Diretora Geral da empresa de Telecomunicação “Orange-Bissau” Themese Tounkara destacou que, durante o evento, os participantes, terão a oportunidade de debater sobre a palavra “procedimentos e regras profissionais”.

“Viemos também aqui recordar, uma convicção profunda que partilhamos, onde a integridade e a ética não é apenas uma opção, mas sim, um lema designado a transparência, responsabilidade e tolerância zero a corrupção”, frisou a Diretora-Geral da empresa Orange-Bissau.

Segundo a mesma, a corrupção não é apenas uma culpa moral, mas sim, um travão ao desenvolvimento e injustiça, para os mais vulneráveis, ao mesmo tempo, pode ser visto como uma calamidade que desrespeita o contrato social.

No seu entender, cada franco desviado, significa uma escola, que não pode ser construída, e cada suborno pago, é um tratamento que não se pode dar a uma criança, e todo o abuso do poder, significa, uma sociedade que perde um pouco mais de confiança e liderança.

“Costuma-se dizer que, a corrupção faz com que, os mais vulneráveis paguem um preço duplo, porque os recursos desaparecem, em vez de serem usados como pretendido, e também sofrem toda a vida com a qualidade inferior dos serviços prestados”, alertou Themese Tounkar.

Para o Vice-presidente da Associação Guineense de Anti-Corrupção (AGAC-GB) Vitor Insali, é evidente que a Guiné-Bissau, em semelhança com outros  países do mundo, vive o flagelo de corrupção, que considerou um mal criado pelo próprio Estado, e que o mesmo não se engaja pelo o seu combate.

“Porque se o Estado é que tem o próprio meios de fazer face a corrupção, e porquê, que ele, está-se expandir a olhos nú de todos os cidadãos guineenses, e não pode ser travada”, questionou Vitor Insali.

De acordo com aquele responsável, quem vive e sofre da corrupção são os cidadãos, e são eles mais de que nunca, podem denunciar a prática.

Durante o festejo da 13ª edição do Dia da Ética e Conformidade 2025, os funcionários da empresa de Telecomunicação “Orange-Bissau”, juntamente com os parceiros, terão a oportunidade de abordar  com o Vice-presidente da Associação Guineense de Anti-Corrupção (AGAC-GB) Vitor Insali, sobre o quê a “Convenção disse sobre a corrupção”, e o que o Estado da Guiné-Bissau fez sobre a matéria de combate a corrupção, e o que está-se a verificar na Guiné-Bissau, sobre a matéria da corrupção.ANG/LLA/ÂC

Sociedade/Governo e Unicef lançam projeto U-Report visando participação juvenil  na construção de soluções nas comunidades

Bissau, 01 Out 25 (ANG) – O Governo através do Ministério da Cultura, Juventude e Desportos, e o Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef), procederam esta terça-feira o lançamento oficial do projeto denominado U-Reportou, uma plataforma digital que fornece a participação ativa dos adolescentes e jovens na construção de soluções para os desafios que enfrentam nas suas comunidades.

Ao discursar no evento, o secretário de Estado da Juventude Lesmes Mutna Monteiro, em representação do ministro da Cultura, Juventude e Desportos,  disse que o acto  tem grande importância na construção de soluções para os desafios que a país enfrenta enquanto Nação.

Monteiro salientou que, a Guiné-Bissau é um país jovem sendo a sua maior riqueza, por isso, devem ser motor na transformação social, económica e cultural que todos desejam, realçando que os desafios como abandono escolar, gravidez precoce, práticas nefastas casos da mutilação genital feminina, barreiras do acesso a educação, a internet e as novas tecnologias, realçando que com tudo isso é urgente dar voz a juventude guineense.

“E através desta plataforma os jovens guineenses podem trocar opiniões, partilhar preocupações, aceder as informações e influenciar as politicas públicas nas áreas da saúde, educação, proteção, igualdade de género e na luta contra as mudanças climáticas e o U-Report irá ajudar os jovens a participar no planeamento no futuro da nossa pátria", disse.

O governante reafirmou o total compromisso da sua instituição em apoiar e promover o projeto U-Report, frisando que apostar nos jovens dando-os oportunidades, é um investimento do presente e do futuro do país.

Por seu turno, o representante do Unicef no país,  Inoussa Kabore, disse que é com enorme alegria que a sua instituição colabora com o governo da Guiné-Bissau, a empresa de telecomunicação Telecel,  jovens e diversos outros parceiros para o lançamento oficial do U-Report no país.

Kaboré explicou que o U-Report é uma plataforma digital de engajamento juvenil que permite aos jovens expressarem suas opiniões sobre os temas que afetam suas vidas e comunidades através de SMS e redes sociais casos de WhatsApp, Facebook.

“Este é um marco importante para o país, pois simboliza o reconhecimento de que a juventude não é apenas o futuro, mas também o presente e que os jovens precisam e merecem espaços reais de expressão, de escuta e de participação nos programas e decisões que os afetam", disse.

Segundo ele, o U-Report é uma plataforma global já implementada em mais de 104 países, com mais de 38 milhões de utilizadores, mas a sua força não está nos números, mas sim,  na capacidade de dar voz a causa juvenil, na recolha de opiniões, de gerar debates e de transformar informação em ação concreta, através de simples mensagens gratuitas”, disse.

O representante do Unicef disse que qualquer jovem guineense pode agora participar em inquéritos, dar sugestões e alertar para problemas da sua comunidade.

Para Unicef segundo Kabore o momento é mais do que o lançamento de uma ferramenta digital, mas sim o início de uma nova fase no diálogo entre jovens ,instituições e comunidades, é um passo rumo ao fortalecimento e criação de um futuro onde ninguém fica para trás.

“Estamos convictos de que a juventude guineense tem a energia, a inteligência e a determinação necessária para transformar a Guiné-Bissau e o Unicef reafirma hoje o seu compromisso de caminhar convosco, em parceria com o Governo, a sociedade civil, o setor privado e os parceiros internacionais, para apoiar uma Guiné-Bissau mais justa, mais inclusiva e mais sustentável”, garantiu Inoussa kabore.ANG/MSC/ÂC 

Política/”A decisão do STJ de excluir a candidatura da PAI Terra Ranka.  mina a credibilidade do processo eleitoral”, considera o MNSCPDD em comunicado

Bissau, 01 Out 25 (ANG) - O Movimento Nacional da Sociedade Civil para a Paz, Democracia e Desenvolvimento(MNSCPDD),  manifesta a sua profunda preocupação com a decisão do Supremo Tribunal de Justiça(STJ), de excluir a candidatura da coligação Pai Terra Ranka, das próximas eleições gerais de 23 de novembro do ano em curso.

A posição do Movimento da Sociedade Civil, consta num comunicado à imprensa, datado do dia 29 de setembro e assinado pelo seu Presidente Fodé Caramba Sanhá a que ANG teve acesso hoje.

No comunicado o MNSCPDD considerou que situações da referida natureza podem minar a credibilidade, idoneidade e confiança no processo eleitoral, colocando em causa os princípios da igualdade, transparência e inclusão que devem nortear o pleito eleitoral previsto para o próximo mês de novembro.

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) indeferiu antecipadamente, antes do fim do prazo de 25 de setembro, estipulado para o fim da entrega das candidaturas para as pretensões de participação no escrutínio de 23 de novembro próximo, das coligações Plataforma de Aliança Inclusiva – Pai Terra Ranka  e Aliança Patriótica Inclusiva (API) "Cabas Garandi", alegando impossibilidade objetiva de apreciação da mesma.

A nota mostra que, na sua perceção, o STJ  agiu com o excesso de zelo, por precipitar na prática dos atos técnicos e administrativos concomitantemente no pleno momento reservado apenas para o período das receções, entradas e deposição dos processos relativos ao manifesto de interesse às eleições gerais materialmente, determinado até as 16 horas do último dia impreterivelmente, sob a atenção máxima dos cidadãos atentos à vida

O Movimento apela ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ) para que, no exercício das suas nobres funções, proceda a uma interpretação e aplicação corretas do conteúdo e do espírito da Lei Eleitoral, em conformidade com os prazos legalmente estabelecidos.

Aquele organização pediu ainda o STJ a observação desta feita, ao direito ao pleno gozo do exercício da cidadania ativa à participação politica dos cidadãos no pais e na diáspora, a igualdade de tratamento a granjear pelas formações politicas nos processos eleitorais legislativas antecipadas e as presidenciais entre os partidos, as coligações e os cidadãos candidatos unipessoais.

Apela ainda no comunicado, o encorajamento na consolidação da paz e tranquilidade social, ancoradas na unidade nacional, coexistência pacífica e a coesão do povo guineense no exercício do pluralismo democrático.

O Movimento insta as partes em contenda para a busca de resolução dos seus desavindos por via pacifica, ordeira e observarem os aspetos legais, quer dizer nos ditames das leis em vigor no país.

Pediu a sociedade guineense a calma e serenidade para com os problemas eleitorais, fazendo fé nas suas instâncias políticas e as entidades encarregues do processo eleitoral as quais devem  agir em em conformidade com as leis nacionais.

Pediu a atenção e o acompanhamento da comunidade internacional no contexto sociopolítico nacional guineense.

"É, certo que todos nós pretendemos que o processo eleitoral se conheça as boas práticas pelas lições aprendidas, tendo em conta o passado recente da nossa jovem democracia que tem demonstrado exemplarmente na região e no mundo como sempre tem realizado as eleições, sem sobressaltos e marcadas por um clima pacifico, do respeito mútuo e a cordialidade entre os adversários políticos, tantos dos dirigentes, militantes como simpatizantes, preservando a festividade no pluralismo das ideologias e as convicções que se quer no Estado de Direito e contribua para a consolidação da paz, estabilidade rumo ao desenvolvimento almejado para a Guiné-Bissau, "Lê-se
no comunicado.ANG/MI/ÂC