terça-feira, 25 de outubro de 2011

Educação

Liceus de Bissau funcionam a “meia gás” por falta de comparencia de professores e alunos às aulas

Bissau, ANG – A falta de comparência de professores e alunos nas salas de aulas nos três maiores liceus do país estão a constringir o funcionamento em pleno das aulas, pelo menos, nas três primeiras semanas após abertura do ano lectivo 2011/12.

A ANG teve conhecimento desta realidade nos liceus Kwame Nkrumah, Agostinho Neto e Rui Barcelos Cunha junto dos seus respectivos Directores.

Para Sene Djau, Director do Liceu Agostinho Neto, minimizou os problemas que o estabelecimento enfrenta e sublinhou terem já publicado a lista nominal dos alunos, os horários dos professores e os livros de pontos.

“Tecnicamente, estamos preparados para funcionamento em pleno do novo ano lectivo. Hoje, encontramo-nos na terceira semana desde a abertura das aulas e tudo está alinhada para atacarmos o primeiro período”, prometeu Sene Djau.

Aquele responsável explicou que em relação ao ano transacto, esta época o número de alunos aumentou, tendo informado a título de exemplo que, se no ano passado havia dez turmas do nível de 12º ano, agora o número disparou para 12, enquanto o número de alunos passou de 35 para 50 em cada sala de aulas.

Perguntado sobre se a instituição que dirige possui corpo docente a altura para leccionar o nível de 12º ano, Sene Djau, respondeu que confrontam com falta de professores neste domínio, no entanto, explicou que recorrem as pessoas recém-licenciadas nas universidades e faculdade de direito de Bissau.

Apelou aos alunos e, principalmente, pais e encarregados de educação, para que deixem os alunos irem à escola.

 “Essa situação está a provocar-nos enormes transtornos porque existem alunos que só frequentam somente dois tempos e muitos ficam fora das salas de aulas”, vincou Sene Djau referindo-se mais uma vez a questão de falta de professores com que depara o “seu” liceu.

Para o seu colega do Liceu “Rui Barcelos Cunha”, Mário Benante as primeiras semanas de aulas foram fracas em termos de afluência de alunos e professores, tanto assim que a Direcção da escola lançou apelo nos órgãos de comunicação social para que os pais e encarregados da educação obrigassem os filhos a irem a escola.

Por coincidência ou não, parece que o facto surtiu efeito, pois segundo aquele responsável, a partir desta terceira semana, as aulas já estão a decorrer num ritmo normal.

 “As aulas já estão a funcionar normalmente. Os professores têm seus salários em dia e para tal não existe nenhuma situação anómala”, esclareceu o Director do Liceu Rui Barcelo Cunha.
 Tal como Agostinho Neto, o liceu Rui Barcelo Cunha também se vê confrontado com o problema de falta de professores, pois os professores que ali leccionaram no ano passado ainda não foram efectivados pelo Ministério da Educação, para que assim fossem facultados respectivos horários.

Finalmente, o Director do Liceu Nacional Kwame Nkrumah revelou a ANG que na primeira semana das aulas, houve falta de comparência dos alunos, que só começaram a aparecer já na segunda semana.
A verdade é que temos poucos alunos matriculados no período em causa”, esclareceu apontando a física, matemática e educação visual como disciplinas em que necessitam de professores.

Apelou aos alunos do 9º à 12º ano para comparecerem nas salas de aulas porque se não, e tal como no ano passado. “Quem semeia vento, colhe tempestade”, avisou, sublinhando que, o aluno que não estudar chega o fim do ano e chumba.

“Estou apelar aos pais e encarregados de educação para, os alunos que ainda não começaram a frequentar as aulas que o façam o mais brevemente possível, caso contrário serão anulados matrículas por excesso das faltas”, avisou José Júlio César.

O ano lectivo 2011/12 foi oficialmente aberto no passado dia 30 de Setembro na localidade de Quebo, sul do país e as aulas iniciaram no dia 3 de Outubro.

ANG/ÂC/JAM

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

CREPA

CREPA lança iniciativa GLAAS na Guiné-Bissau

Bissau, ANG – A Analise e Avaliação Global de Saneamento e Agua Potável (GLAAS), uma iniciativa da ONU para o sector do líquido precioso, implementada pela OMS, para monitorar, ao nível global, a prestação dos serviços básicos de saúde, foi, no passado dia 20, lançado na Guiné-Bissau.
 
A avaliação deste conceito aborda especificamente a natureza e o impacto das políticas e instituições do governo ligadas ao sector de água, higiene e saneamento, os investimentos nele feitos em termos de recursos financeiros e humanos, o volume e a contribuição da ajuda externa. 

Enfim, ela avalia o estado do ambiente favorável a extensão do saneamento e da água potável ao nível global.

A cerimónia de lançamento foi presidida por Anita Djaló Sani, em representação do Ministro da Energia, Industria e dos Recursos Naturais (MEIRN), que na altura reconheceu os esforços dos parceiros como UNICEF, OMS, SNV e Plan Internacional na promoção e desenvolvimento do sector da água, higiene e saneamento.

Esta responsável sublinhou que a condução da iniciativa GLAAS no país pelo Centro de Aprovisionamento em Agua Potável Baixo Custo (CREPA), constitui um grande sinal da OMS e enorme desafio para aquela organização face aos objectivos fixados para os próximos 5 anos que é o de fornecer e permitir acesso durável aos serviços da água, higiene e saneamento a pelo menos 500 mil guineense dos 50 milhões de africanos previstos.

A questão de acesso a agua e saneamento persiste no continente como uma questão maior, essencial e vital, pois para muitos dos países africanos, quer no meio urbano ou rural regista-se um baixo nível de acesso a estes serviços de base, referiu Anita Djaló Sani.

“Em África as oportunidades para atingirem os Objectivos do Milénio para o Desenvolvimento (OMD) estão fortemente ameaçadas, se se tiver em conta que 500 milhões de pessoas vivem sem acesso a instalações sanitárias melhoradas, enquanto 300 milhões de outras não dispõem de pontos de água melhoradas”, advertiu a representante do MEIRN.

Por isso, esta quadro superior do MEIRN advogou que só melhorando a governação em matéria da água, saneamento e associada a durabilidade e equidade é que se pode levar o continente africano a sair da situação sombria acima descrita.

“Para a elaboração de políticas coerentes e pertinentes sobre o sector são necessárias informações fiáveis disponíveis, por isso se organizou este encontro para o lançamento da GLAAS, cujo objectivo é harmonizar, com os pontos focais, o processo de facilitação da recolha de dados ao nível do país” explicou.

GLAAS, avançou ainda, consolida informações sobre o país para o sector da água, higiene e saneamento, que posteriormente irão engrossar o relatório global que fornece dados sobre questões chaves e constitui também oportunidade de avaliação do esforço do Estado na implementação de um dos OMD que é “Assegurar um ambiente durável” no qual o fornecimento deste líquido precioso, higienes e saneamento.

“O impacto junto dos nossos parceiros foi enorme, uma vez que é a primeira vez que se organiza um ateliê deste género no país”, avaliou o Director nacional do CREPA no final dos trabalhos, tendo lamentado o facto de em 2009 a Guiné-Bissau não ter tido oportunidade de constar no então GLAAS.

Bernardino dos Santos confirmou que com a realização desta iniciativa este ano, vai permitir com que se tenha uma visão larga sobre os financiamentos existentes a escala mundial no domínio da água, higiene e saneamento, bem como determinar o montante até aqui absorvido pela Guiné-Bissau no quadro de projectos ligados a este sector.

“A filosofia da partilha de montantes destinados a sub-região é de atribuir maior fatias aos países como o nosso com maiores necessidades ligadas a agua, higiene e saneamento, para que possam atingir os Objectivos do Milénio para o Desenvolvimento”, frisou apontando a UNICEF, Plan Internacional, SNV, Direcção geral dos Recursos Hídricos entre outros foram convidados a tomar parte neste evento.

De acordo com este responsável, GLAAS é uma iniciativa da ONU-agua que mandatou a OMS que, por sua vez, responsabilizou o CREPA, enquanto parceiro privilegiado, para sua execução ao nível de 26 Estado em África.

Entretanto, na mesma ocasião, aprovou-se o programa de actividades do CREPA para os próximos tempos, facto que o seu Director enalteceu lembrando que isso vai constituir como que “bússola orientadora” na prossecução dos objectivos preconizados por esta organização.

JAM/ANG



quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Cooperação Guiné-Bissau/Luxemburgo

PR recebe vice-primeiro-ministro de Luxemburgo

Bissau, ANG – O Vice Primeiro-ministro de Luxemburgo que se encontra de visita no país, afirmou hoje que a Guiné-Bissau está num bom caminho, mas aconselhou as autoridades nacionais a prosseguirem na implementação da reforma no sector da Defesa e Segurança e no combate a pobreza.

Jean Asselborn que falava a imprensa após audiência com o Presidente da república, Malam Bacai sanha, informou que a sua visita no país se enquadra no Conselho da União Europeia para a Edificação da Paz, órgão de que o seu país é membro, e visa acompanhar a situação sociopolítica do país.

Paralelamente, o também Ministro dos Negócios estrangeiros do Luxemburgo, assegurou que durante a sua estada na Guiné-Bissau, constatou uma situação de precariedade na área de saúde. Por isso, prometeu que o seu país vai, nos próximos tempos, equacionar as possibilidades dar apoios material e financeiro ao sector.

Relativamente a educação, Jean Asselborn, admitiu que os alunos guineenses poderão vir a estudar nas escolas superiores de Luxemburgo no futuro.

Reino de Luxemburgo conta neste momento com seis por cento da população lusófona residente no seu território.

ANG/QC

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Cooperação: Guiné-Bissau/EUA

Diplomacia: Novo Embaixador dos EUA entrega cartas credenciais

Bissau, ANG – O novo Embaixador dos Estados Unidos de América na Guiné-Bissau entregou, esta quarta-feira em Bissau, as suas cartas credenciais ao Presidente da república.

Embaixador dos EUA
A saída da audiência com Malam Bacai Sanha, Alan Lewis Lukens disse a imprensa que durante a sua missão, de dois anos, vai reforçar a cooperação do seu país com o governo da Guiné-Bissau, concretamente na implementação da reforma no sector da Defesa e Segurança e relação civil/militar no país.

Abordado sobre a questão do narcotráfico na Guiné- Bissau, Alan Lewis Lukens assegurou que o fenómeno continua a merecer atenção do seu  país. Por isso, Washington irá trabalhar com as autoridades nacionais na capacitação das instituições ligadas ao seu combate.

Embaixador da Bélgica
O Embaixador norte-americano, com residência em Dakar, e que substituiu no cargo Márcia Bernicat, afirmou que não está prevista, pelo menos por ora, a reabertura da Embaixada dos Estados Unidos na Guiné-Bissau.

Alan Lewis Lukens, antes da sua nomeação como embaixador, desempenhou função do Director do Secretariado Executivo do Departamento de Estado norte-americano.

Na mesma ocasião o novo Embaixador do Reino da Bélgica, Johan Verkammer, também com residência em Dakar, entregou os seus certificados credenciais ao Presidente Malam Bacai Sanha.

ANG/QC

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Segurança Pública


Ministério do Interior reforça parcerias com Associações de Moradores de Bissau

Bissau, ANG – O Ministério do Interior está disponível em fortalecer parcerias existentes com todas as Associações de Moradores dos Bairros de Bissau com vista a garantir segurança às populações.

Dr. Fernando Gomes
A vontade foi expressa pelo titular desta instituição que falava à imprensa após um encontro que manteve dia 18, com o Presidente da Associação dos Moradores do Bairro Militar.

“Nós, enquanto responsáveis do Ministério do Interior e as Associações dos Moradores, vamos em conjunto estudar mecanismos de como podemos trabalhar para garantir a segurança aos citadinos da cidade de Bissau”, prometeu o governante.

Alias, Fernando Gomes elegeu como prioridade das prioridades a frente do Ministério do Interior a garantia de segurança aos cidadãos e seus bens.

“Não há condições, mas esperamos que serão criadas. Entretanto, não podemos ficar de braços cruzados a espera que tudo caia de Céu. Nós é que devemos trabalhar no sentido de criar as condições necessárias”, exortou.

Por sua vez, Sabana Embaló, Presidente da Associação dos Amigos e Moradores do Bairro Militar salientou que o encontro com o titular da pasta do Interior enquadra-se nas boas relações e parceria existentes entre as duas instituições.

Disse que o ministro do Interior foi nomeado recentemente e daí urge cumprimentá-lo e informá-lo igualmente sobre o ponto de situação da segurança no referido Bairro.

Embaló revelou que abordaram com o governante questões relacionadas com a nova Esquadra Modelo, inaugurada recentemente no seu bairro, o qual está a precisar de ser apetrechada com os meios materiais e humanos para que possa funcionar de forma condigna.

ANG/ÂC

Empresariado Nacional


27 Empresas exportaram castanha de caju sem pagar FUNPI

Bissau, ANG – Vinte e sete empresas, entre as quais está a Geta-Bissau de Victor Mandinga, exportaram um volume superior da castanha de caju, que ultrapassaram os limites autorizados pelo Ministério do Comercio e não pagaram os 50 francos por quilograma exportado e destinado a financiar o Fundo de Promoção à Industrialização (FUNPI).

O Ministro do Comércio confidenciando com o PM
A denúncia foi feita pelo Presidente da Comissão Instituída pelo Ministro do Comercio, Turismo e Artesanato, quando procedia a esclarecimentos de questões levantadas numa conferência de imprensa organizada por um grupo de operadores económicos que questionavam a gestão do FUNPI.

Malam Djaura que falava num encontro entre os intervenientes no sector de caju com Botche Candé afirmou que no exercício das suas actividades a Comissão registou até ao momento cerca 162 mil toneladas da castanha exportadas, o que equivale em termos monetários, pouco mais de oito biliões de francos CFA, provenientes dos descontos do FUNPI.

O Presidente da Comissão informou que ao contrário do que dizem os operadores económicos liderados por Victor Mandinga, quanto a existência de empresas que não pagaram o FUNPI, esclareceu que dispõe de uma lista com vinte e sete empresas que já exportaram, mas que no momento de pesagem na báscula, a Inspecção Geral do Comercio descobriu uma soma de 3.372 toneladas exportada sem fossem descontados o FUNPI.

“Por exemplo, alguém foi autorizado para exportar 7.250 toneladas e exportou mais 100 toneladas, tal constitui uma diferença ligeira, mas mesmo assim não deixa de ser uma quantidade exportada fora das normas”, exemplificou Malam Djaura.

Declarou que dentre as empresas que exportaram para além da quantidade autorizada, constam entre outras, as empresa Geta-Bissau, Djabi & filhos, SK-Bissau, Cheta-Guiné Lda., Car-Silva.

Para deitar água na fervura, Botche Candé frisou que deve-se evitar sempre as contradições no seio da classe empresarial guineense, referindo-se a denúncia pública de Victor Mandinga sobre alegado desvio de parte do FUNPI pelo Presidente da Câmara do Comercio Industria, Agricultura e Serviços.

“É uma vergonha estarmos a discutir na praça pública com insultos e difamações. É pena”, lamentou aquele governante que exortou aos empresários mais idosos a saberem contemporizar nas suas relações e saberem entender-se uns aos outros.

Aquele governante criticou o empresário Carlos Silva por ter exportado grande quantidade de castanha sem pagar os 50 francos CFA do FUNPI.
“Da última vez, pediu aos inspectores que o deixassem exportar para não perder o barco tendo em conta que aquele período coincidiu com um fim-de-semana”, disse.
Relativamente ao dinheiro do FUNPI depositados quatro Bancos, Botche Candé esclareceu que o que foi acordado no início é as contas teriam dupla assinaturas ou seja do Presidente da Câmara de Comércio, Indústria, Agricultura e Serviços e o ministro do Comércio em nome do governo.

“Devo reafirmar aqui, na presença de todos de que, desde altura que a conta bancária foi aberta nos referidos Bancos, ninguém autorizou um único cheque para retirar qualquer montante em dinheiro”, garantiu Botche Candé que desafiou todos a provarem o contrário.

ANG/ÂC

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Alfandegas da CPLP

Inicia 26ª Reunião do Conselho dos Directores Gerais da CPLP

Bissau, ANG – A Vigésima sexta Reunião do Conselho dos Directores Gerais das Alfândegas da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, que hoje iniciou em Bissau, servirá para fortalecer os laços entre as administrações presentes no domínio do desenvolvimento e uso do português no seio da Organização Mundial das Alfandegas (OMA).
A posição foi defendida pelo Director Geral das Alfandegas no seu discurso de abertura e que acrescentou que os participantes iriam debruçar na questão do combate a contrafacção e pirataria, males que na sua opinião lesam o comércio internacional e, consequentemente, as economias dos países da CPLP.

“A assistência da OMA a CPLP tem sido uma realidade e será aprofundada, através de proposta de financiamento de projectos aduaneiros”, informou Doménico Sanca que exortou para a necessidade de implementação das convenções aduaneiras no âmbito da comunidade.

O DG das Alfandegas da Guiné-Bissau reafirmou o engajamento da sua administração aduaneira no acompanhamento de melhores práticas internacionais, pois, sublinhou, a isso obriga a crescente globalização do comércio internacional.

“A nossa adesão a OMA e implementação do SIDONYA ++, em dois anos, são exemplo d que queremos fazer mais e melhor”, lançou o DG que defende como apanágio da sua instituição a arrecadação de receitas, através do uso de métodos, sistemas e procedimentos eficientes que promovam o comércio legítimo.

Defendeu que apesar das limitações, os serviços alfandegários guineenses encaram como desígnio a protecção da sociedade e o ambiente face a mercadorias prejudiciais a saúde, o combate ao crime organizado, tráfico ilícito de divisas, narcóticos e de pessoas.

Os temas em debates durante este encontro que termina no próximo dia 21, trata-se de auditoria pós-desalfandegamento, a contrafacção e pirataria, o combate a fraude e defesa de competitividade, o controlo de entrada e saída de dinheiro líquido nos países da CPLP.

A integração da Guiné-Bissau no espaço CEDEAO e UEMOA, as isenções aduaneiras, o impacto da implementação do Sidónia ++ no país, a reforma do contenciosos aduaneiro, são outros dos assuntos a serem debatidos durante o evento e os quais o Secretario de Estado do Tesouro qualificou de pertinentes e de extrema actualidade no contexto internacional em que a CPLP se encontra inserida.

José Casimiro Varela anunciou que a aposta do governo nas alfândegas levou-o a encetar uma serie de reformas profundas em todo o tecido aduaneiro nacional, através de introdução de inovações no seu funcionamento e criação de condições de trabalho para os funcionários para que possam estar a altura dos imperativos da modernidade, rapidez, eficácia compatíveis aos desafios da “nossa” integração na CPLP, CEDEAO e UEMOA.

Depois de elogiar o DG das alfândegas e respectiva equipa pelo desempenho, dedicação e rigor na gestão dos assuntos aduaneiros do país, o secretário de Estado do Tesouro lembrou que os desafios actuais do contexto económico e financeiro mundial obrigam a mais cooperação entre os países da comunidade e com os parceiros internacionais, nomeadamente FMI e Banco Mundial.

 A cooperação multilateral entre alfândegas da CPLP teve inicia de forma sistemática com a 1ª reunião do género realizado em Lisboa em 1983. A cooperação evoluiu depois através de elaboração de programas integrados de cooperação e assistência técnica (PICAT) no ano 2004, com uma duração de 3 anos. Encontra-se em franco desenvolvimento o PICAT III e que vai terminar em 2012, isto depois do PICAT II ter terminado em 2009.
 
A reunião conta com presença do representante da OMA, na pessoa de Alan Harrison, o que na opinião do Secretario Geral da Conferencia dos Directores Gerais das Alfandegas da CPLP, Francisco Curinha, confirma o crescendo de atenção e apoio desta organização os serviços aduaneiros da comunidade.

Os tais apoios, segundo ainda Francisco Curinha, consubstanciam-se na possibilidade de intervenção da língua portuguesa nas reuniões do Conselho da OMA, na tradução de documentos dos principais encontros, inclusão de textos na língua lusa no site da organização e na admissão de um representante da CPLP junto do organismo mundial das alfândegas.

Participam no encontro cujo lema é “Alfandegas: na protecção da economia nacional e da comunidade”, países como Angola, Brasil, Cabo-verde, Guiné-Bissau (anfitrião), Moçambique, Portugal, São tomé e Príncipe e Timor-Leste.

ANG/JAM

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Estradas

GB e Portugal celebram acordo de utilização recíproca de carta de condução este ano

DG Viação e Transportes Terrestres
Bissau, ANG - O Director Geral da Viação e Transportes Terrestres admitiu dia 11, a possibilidade de assinatura, ainda no decurso deste ano, de um Memorando de Entendimento entre a Guiné-Bissau e Portugal com vista a utilização recíproca da carta de condução.

Helder Romano Vieira garantiu que, contrariamente aos anos transactos, em a Guiné-Bissau emitia cartas de condução fáceis de falsificar, actualmente o país possui condições para chegar a um entendimento com Portugal em matéria de reciprocidaded do uso deste documento nos respectivos territórios.

Para justificar esta posição, alegou que agora na Guiné-Bissau são emitidas cartas de condução biométricas, a semelhança do que é feito em Portugal, alem do facto das estradas guineenses terem sinais modernos e outras inovações.

O DG que falava a ANG a propósito da detenção, na semana passada em Portugal, de um cidadão guineense que alegadamente conduzia com a carta de condução da Guiné-Bissau, afirmou que brevemente uma delegação do seu departamento vai deslocar a Portugal para discutir, com a sua congénere, o conteúdo dum eventual acordo.

Este responsável assegurou que, apesar da Guiné-Bissau não rubricar qualquer acordo de reciprocidade na utilização de carta de condução, entretanto, um guineense quando viaja para Portugal, pode durante cento e oitenta e cinco dias conduzir com o documento da Guiné-Bissau.

“Em seguida, se passar este período, a pessoa em causa deve apresentar-se junto ao Instituto da Mobilidade Portuguesa, para pedir a troca da sua carta de condução”, explicou, para acrescentar que muitos guineenses já com residência fixa neste país da União Europeia continuam, a margem da lei, a utilizar a carta da Guiné-Bissau.

Por isso, justificou Hélder Romano Vieira, as autoridades da Guiné-Bissau se sentem limitadas em intervir neste caso da detenção de um cidadão da Guiné-Bissau.

Afirmou ainda que o governo da Guiné-Bissau, através da secretaria de Estado dos Transportes e a Direcção Geral da Viação, nunca poupou esforços com vista ao entendimento com as autoridades lusas no sector.

Por isso, prosseguiu o DG, a diáspora guineense em Portugal deve ter “compreender e respeitar” as leis portuguesas em matéria de viação.

Abordado sobre as críticas de vários residentes de Bissau sobre o alegado mau funcionamento dos semáforos colocados na reabilitada estrada da avenida dos Combatentes da Liberdade da Pátria, o que, em consequência, estaria a dificultar a circulação de viaturas e peões, o DG da Viação apelou a calma da população, esclarecendo que estes engenhos estariam ainda na fase de teste, ou seja, funcionam de forma experimental.
 A Guiné-Bissau é o único país do PALOP que até a data não possui um acordo de utilização recíproca de carta de condução com Portugal, país que acolhe a maior comunidade Bissau-guineense no estrangeiro.

ANG/QC  

Cooperação: Guiné-Bissau/Arabia Saudita

  Princesa da Arábia Saudita Visita Guiné-Bissau

Bissau, ANG – A Princesa da Arábia Saudita, acompanhada do marido, o irmão mais novo do Rei Abdula, chegou ontem a Guiné-Bissau para uma visita de 24 horas à convite da Fundação Ninho da Criança, organização presidida pela esposa do presidente guineense.

A princesa saudita ladeada da 1ª dama guineense
A sua chegada ao Aeroporto Internacional de Bissau, Noura Nardeza disse à imprensa que veio a sua “segunda pátria” para ajudar as crianças guineenses e manifestou sua disponibilidade em estabelecer parcerias com a Fundação Ninho das Crianças.

Quanto as áreas em que pensa apoiar a Fundação, a Princesa afirmou que primeiramente te vai tentar conhecer a realidade do país, auscultar informações para, posteriormente, identificar os aspectos que necessitam de apoios
.
Questionado sobre que apoios vão prestar a Comissão Organizadora da Conferência das Primeiras Damas de África prevista para o mês de Dezembro próximo na Guiné-Bissau, a Princesa da Arábia Saudita prometeu dar grande contribuição para a materialização do evento.

Agradeceu a forma como ela e a comitiva foram recebidas em Bissau.

Posteriormente, Noura Nardeza e o marido Sulaiman Al Fahin foram recebidos em audiência pelo Presidente da República Malam Bacai Sanha.

A saída do encontro, Sulaiman Al Fahin esclareceu que vieram a ao país para fortificar as “boas relações” existentes entre o mundo árabe, em particular a Arábia Saudita, com a Guiné-Bissau, bem como implementar alguns projectos que o país necessita, os quais não especifico.

Abordado sobre as áreas em que vão apoiar a Guiné-Bissau, Suleiman Al Fahin, disse que como foi a primeira vez que estão de visita ao país, ainda não têm mínimas noções das áreas em podem intervir, acrescentando contudo que no final da visita já vão poder decidir sobre os domínios em que eventualmente irão intervir.

Apesar de tudo revelou que a construção de um Centro Social para Acolhimento de Crianças poderá vir a constitui prioridade nos futuros projectos de intervenção na Guiné-Bissau.

ANG/ÂC  

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Diplomacia/Angola

Novo Embaixador de Angola Entrega Cartas Credenciais

Bissau, ANG – O novo Embaixador da República Popular de Angola para a Guiné-Bissau, entregou ao Presidente da República, quinta-feira, as cartas que lhe acreditam como representante do seu país junto do Estado guineense
.
A saída da audiência com Malam Bacai Sanha, Feliciano António dos Santos disse aos jornalistas que a sua prioridade vai assentar-se na continuação dos trabalhos do seu antecessor.

O diplomata angolano garantiu que vai trabalhar na reforma do sector de defesa e segurança, tendo adiantado que sem a mesma não haverá paz na Guiné-Bissau.

Feliciano António dos Santos acrescentou ainda que sem paz não há desenvolvimento, pois o ambiente conflituoso desencoraja eventuais investidores. “Nós queremos o bem para o povo da Guiné-Bissau” rematou.

O novo Embaixador substitui nestas funções António Brito Sozinho, que foi nomeado para mesmas funções num dos países da União Europeia.

ANG/FESM