OTAN/ lançada nova missão para
reforçar segurança no Ártico
Bissau,12
Fev 26 (ANG) - A Otan anunciou na quarta-feira (11) o
lançamento de sua nova missão para reforçar a segurança no Ártico, uma medida
destinada a acalmar Donald Trump e seus planos de tentar anexar a Groenlândia.
A missão, intitulada "Arctic
Sentry" (Sentinela Ártica), reforça o compromisso da Otan de "manter
a estabilidade em uma das regiões mais estratégicas", afirmou o comandante
supremo da organização, o general americano Alexus Grynkewich, em comunicado.
A missão visa "explorar o poder da
Otan para proteger nosso território e garantir que o Ártico e o Grande Norte
permaneçam seguros", acrescentou Grynkewich.
A
Rússia reagiu anunciando, nesta quarta-feira, que tomaria
"contramedidas", incluindo ações "de natureza militar",
caso os países ocidentais aumentem sua presença militar na Groenlândia..
A
Arctic Sentry, uma nova "atividade" no vocabulário da Otan, foi
decidida após um encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,
e o secretário-geral da organização, Mark Rutte, em Davos, na Suíça, no mês
passado. Na ocasião, "os dois líderes concordaram que a Otan deveria assumir
colectivamente mais responsabilidades”na região em resposta às ações
russas e ao "crescimento do interesse" da China, conforme comunicado
do Shape, o comando supremo das forças aliadas na Europa.
A missão consistirá, principalmente, em
uma melhor coordenação, agora no nível da Otan, de operações já existentes,
como o exercício "Arctic Endurance", que já é realizado pela
Dinamarca, e o exercício planejado pela Noruega, chamado "Cold
Response".
"Pela primeira vez, vamos reunir
todas as nossas atividades no Ártico sob um único comando", destacou o
secretário-geral da Otan, Mark Rutte, à imprensa.
"Vamos
fazer uma contribuição significativa e devemos manter essa dinâmica para
garantir que o Ártico seja incluído de forma permanente nos planos e exercícios
da Otan", afirmou o ministro dinamarquês da Defesa, Troels Lund Poulsen.
Outras operações, incluindo navais ou
terrestres, inclusive no solo groenlandês, poderão ser realizadas, mas nada foi
decidido até o momento, explicaram diplomatas da organização.
Essa nova atividade da Otan, no modelo
das operações lançadas no Mar Báltico ou na frente oriental da Aliança, foi uma
das opções discutidas para reforçar a segurança no Ártico. Essa iniciativa está
entre as razões pelas quais Donald Trump manifestou interesse em anexar a
Groenlândia. Desde então, ele desistiu da ideia de tomar o território da
Dinamarca, membro da Otan, à força.
As ameaças do presidente americano sobre essa vasta ilha ártica provocaram uma das crises mais sérias da história da Aliança Atlântica, fundada em 1949.ANG/RFI/AFP

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