quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

EUA/Trump descarta ação para derrubar regime, mas pede que Cuba “falida” conclua acordo com EUA

Bissau, 18 Fev 26 (ANG) - O presidente Donald Trump  segunda-feira (16) que Cuba é uma “nação falida” e pressionou Havana a concluir um acordo com os Estados Unidos.

Ele descartou uma operação para forçar a mudança do regime cubano, como ocorreu na Venezuela. A Espanha anunciou o envio de ajuda humanitária ao país, que enfrenta uma grave crise energética e económica agravada pela pressão norte-americana.

As declarações de Trump foram feitas a bordo do Air Force One. Questionado se os Estados Unidos derrubariam o governo de Cuba, como Washington fez ao capturar o presidente venezuelano Nicolás Maduro, ele respondeu que não acredita que “isso seja necessário”.

Cuba enfrenta uma crise energética severa desde o fim do fornecimento de petróleo pela Venezuela e também devido à pressão de Washington para impedir que outros países vendam combustível à ilha.

Trump admitiu que a escassez de petróleo representa “uma ameaça humanitária”.

O país, com 9,6 milhões de habitantes, deixou de receber petróleo de seu principal aliado após a queda de Maduro em uma ação militar norte-americana em Caracas em 3 de Janeiro. Havana acusa Washington de “asfixiar” a economia cubana, que está sob embargo dos EUA desde 1962.

Com o agravamento da falta de combustível e dos cortes de energia, o governo cubano anunciou medidas emergenciais, incluindo racionamento de gasolina, redução da jornada nas repartições públicas para quatro dias por semana, ampliação do teletrabalho e adoção de aulas universitárias à distância.

 

A Espanha anunciou  segunda-feira o envio de ajuda humanitária a Cuba. A entrega de alimentos e produtos sanitários de primeira necessidade será feita por intermédio da ONU, segundo o Ministério das Relações Exteriores espanhol, que não detalhou o cronograma nem o valor da assistência.

O anúncio ocorreu após uma reunião em Madri entre os chanceleres José Manuel Albares e Bruno Rodríguez. Eles discutiram a situação em Cuba após o endurecimento do embargo norte-americano. 

O presidente eleito do Chile, o ultradireitista José Antonio Kast, criticou a ajuda económica que o atual governo pretende enviar a Cuba. Ele afirmou que não concorda com o apoio a um governo que, segundo ele, mantém uma ditadura há mais de 60 anos e coloca o povo cubano em uma situação “degradada e desumana”. Kast fez as críticas em coletiva de imprensa na segunda-feira, no sul do Chile, após retornar de férias.

Kast, que assumirá o poder em 11 de março, acrescentou que "qualquer ajuda humanitária tem que passar, necessariamente, pela exigência de democracia, e isso eu não vi".

Na semana passada, o governo do presidente de esquerda Gabriel Boric anunciou que contribuiria com US$ 1 milhão para auxiliar a ilha, por meio do Fundo contra a Fome e a Pobreza da Agência de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento do Unicef.

México, Espanha e Rússia também anunciaram apoio para ajudar Cuba a enfrentar a crise. ANG/RFI/AFP

Sem comentários:

Enviar um comentário