quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Comércio/ACOBES denuncia incumprimento do novo preço do arroz e alerta para sanções aos comerciantes

Bissau, 12 Fev 26(ANG) - A Associação dos Consumidores de Bens e Serviços (ACOBES) denunciou o incumprimento do novo preço do arroz, adoptado pela empresa ADG Comercial Albarka, que baixou o arroz de 24.500fcfa/ saco de 50 quilogramas para 22.500fcfa.

A denúncia foi feita , quarta-feira, pelo secretário-geral da organização, Bambo Sanhá,  numa entrevista à Rádio Sol Mansi.

Segundo o responsável, vários comerciantes continuam a vender o produto pelo antigo preço, prejudicando os consumidores.

Bambo Sanhá  diz estar preocupado com a   situação e afirmou que não existem motivos para a manutenção dos preços anteriores, uma vez que a redução já foi oficialmente anunciada pela empresa fornecedora.

“Temos vindo a receber muitas denúncias sobre a especulação do preço do arroz grosso, que continua a ser praticado ao valor antigo. Contudo, não há motivos para que o produto continue a ser vendido à esse preço”, disse Bambo.

Questionado sobre o que poderá estar a falhar para o não cumprimento do novo preço, o Secretário-geral da ACOBES alertou os comerciantes para as consequências legais. Segundo explicou, qualquer comerciante apanhado a desrespeitar os preços estabelecidos poderá ser sancionado e até pode perder os seus bens.

“É preciso cumprir as decisões para não correr riscos desnecessários, porque qualquer comerciante que for apanhado a vender  ao preço anterior poderá perder os seus produtos”, advertiu Bambo Sanha.

Em relação à escassez de cebola no mercado nacional, o responsável apelou igualmente aos comerciantes para evitarem a especulação dos preços. Lembrou que a especulação constitui crime e que as autoridades competentes devem agir para proteger os consumidores.

“Qualquer especulação é crime, por isso não deve haver razão para aumentar injustificadamente os preços da cebola devido à sua escassez no mercado”, salientou Sanha.

O Secretário-geral da ACOBES apelou ainda à população para denunciar casos de especulação ou aumento injustificado dos preços,  tendo em conta a aproximação do mês sagrado do Ramadão.ANG/RSM

 

Sem comentários:

Enviar um comentário