Saúde Pública/Primeiro-ministro promete tomar medidas para acabar com comercialização de combustível em contentores improvisados
Bissau, 16 Fev 26 (ANG) – O Primeiro-ministro prometeu hoje tomar medidas para pôr fim a comercialização clandestina de combustível no país, em barracas e contentores improvisados, como bombas, devido a um incidente ocorrido no último fim-de-semana na Bairro-04 em Bafatá e que vitimou 167 pessoas entre os quais, um óbito.
Ilídio Vieira Té falava à imprensa, após uma visita de poucas horas efetuada às vitimas de um incêndio provocado pela explosão de uma bomba de combustível, ocorrido em Bafatá, internados no Hospital Nacional Simão Mendes (HNSM), em Bissau
O Primeiro-ministro lamentou
o incidente e garantiu que será
responsabilizado o dono da bomba improvisada assim como as pessoais de Proteção Civil e das
Forças da Ordem Pública local.
“Será feito um reconhecimento
no terreno, para apurar quem emitiu licença ao dono da bomba improvisada. Pela informação que temos, a bomba funciona clandestinamente,
e os agentes da Proteção Civil assim como da Ordem Pública deviam isolar o
local para manter afastado dos populares, a fim de evitar a tragédia. Falharam
neste aspecto, por isso, serão todos responsabilizados”, disse Vieira Té.
“Sabemos na verdade que estes
servidores do Estado naquela localidade, carecem de materiais à altura para
efetuarem os seus trabalhos, mas isso não
pode pôr em causa o afastamento dos cidadãos do local do incêndio, para evitar
a tragédia”, acrescentou Vieira Té.
De acordo com o Chefe do
Governo, não é de hoje, que já vinham alertar sobre o perigo da construção de
bombas de combustíveis clandestinas no país, sobre o perigo que pode causar em
caso de qualquer incêndio.
“Não podemos permitir mais
que a mesma situação repita, e para tal, ninguém será mais permitido a criar
bombas de gasolinas improvisadas em todo o território nacional”, garantiu o Chefe do Governo.
O chefe do Governo de
Transição deve visitar o hospital de
Bafatá, na terça-feira, com o mesmo objectivo de saber em que estado estão os feridos internados
localmente, assim como das suas necessidades.
“O que aconteceu hoje, não
só trouxe sofrimento para os familiares, mas também um grande encargo para o Estado”, disse o PM.
O incêndio ocorrido em Bafatá provocou uma
vitima mortal, entre os feridos evacuados para o Hospital nacional Simão Mendes
de Bissau.ANG/LLA/ÂC//SG

Sem comentários:
Enviar um comentário