China/Brasileiras encontram oportunidades de negócios na China
Bissau,
24 Jun 26(ANG) – A cidade chinesa de Hangzhou, da Provincia de Zhejian, no
leste, tem atraído brasileiras que fizeram os seus estudos nesta cidade, pelo
menos em termos de negócios.
Segundo
a Agência Xinhua, a China segue de portas abertas para quem quer trabalhar e
empreender - e isso inclui, de forma cada vez mais evidente, as mulheres
brasileiras. “As empreendedoras
brasileiras na China compartilharam suas trajetórias de empreendedorismo,
liderança e experiências na China, para construir pontes entre os dois países
por meio de negócios, cultura e inspiração”, refere a Xinhua.
Para
Daniela Sena, que vive na China desde 2010, Hangzhou é muito mais do que uma
cidade pitoresca. Foi lá que ela estudou, abriu sua empresa e construiu sua
vida.
Como
organizadora do Dia Brasileiro, cuja a primeira edição foi inaugurada a 29 de maio passado, ela fez questão de
realizar o evento na cidade. "Não havia chance de fazê-lo em outro lugar.
Estudei aqui, comecei meu negócio aqui, então sinto que Hangzhou é como minha
casa", afirmou à Xinhua.
Daniela
Sena é fundadora da Continental Corporation, que fomenta a colaboração
transfronteiriça em negócios, cultura e inovação, e criadora da Shia, uma
comunidade de mulheres empreendedoras que hoje reúne mais de 3 mil membros de
65 nacionalidades. Para ela, os laços comerciais duradouros devem ter uma base
cultural sólida.
"A
cultura é uma ponte muito importante entre os dois países. Quando falamos de
cultura, falamos de música, comida, livros. Há muito o que aprender",
disse ela.
Ela
testemunhou a evolução da China ao longo de mais de uma década, destacando não apenas
as mudanças físicas e tecnológicas, mas principalmente a transformação mental.
"Quando
cheguei, muitos chineses valorizavam produtos estrangeiros. Mas a nova geração
tem muito orgulho do seu país e da sua cultura ", disse.
A
empresária brasileira Caroline Zura administra uma empresa de artigos
esportivos. Com formação em relações internacionais, ela se vê como uma
"ponte" entre culturas e empresas.
"Para
mim, o primeiro passo nunca é o negócio, mas construir o relacionamento",
disse. Ela visitou a Feira de Cantão em Guangzhou e uma feira de artigos
esportivos (China Sport Show) em Xiamen, a fim de abrir novas portas para sua
empresa na China. Após estas visitas, ela consolidou a opinião de que o futuro
de sua companhia só pode se basear em uma sólida relação de importação e
exportação entre o Brasil e a China.
Segundo a empresária, com esforço de ambos os lados, há muitas oportunidades em agropecuária, biotecnologia, infraestrutura, logística e comércio eletrônico no Brasil. Ela ressalta que os brasileiros precisam entender como a China chegou ao atual estágio: "Não foi instantâneo. Foi uma construção de 30 ou 40 anos. É importante falar sobre os planos quinquenais, toda a estrutura que promove esse desenvolvimento".
Marília
Meneses, vice-cônsul e subchefe do Setor de Diplomacia Pública do
Consulado-Geral do Brasil em Shanghai, destacou como o intercâmbio cultural
aprofunda os laços Brasil-China e abre portas para os negócios. Como 2026 foi
designado o Ano Cultural China-Brasil, Meneses vê a cultura como uma ponte
poderosa para diminuir a distância geográfica entre as duas nações. Ela
testemunhou uma mudança significativa no ambiente de negócios.
"O
ambiente na China oferece as mesmas oportunidades para estrangeiros serem
protagonistas como oferece para os cidadãos chineses", acrescentou.
Os
dados destacam a confiança contínua dos investidores estrangeiros no mercado
chinês. Em 2025, mais de oito mil empresas estrangeiras aumentaram seus
investimentos na China, um crescimento de mais de 10 por cento em relação ao
ano anterior, enquanto mais de três mil empresas estrangeiras aumentaram seus
investimentos nos primeiros quatro meses de 2026.
O
país promoverá um ambiente de negócios mais justo, transparente e não
discriminatório, permitindo que todos os participantes do mercado, incluindo
empresas estrangeiras, concorram em igualdade de condições.
Para
as brasileiras que consideram vir para a China, Meneses enviou uma mensagem
inequívoca: "A China está aberta a qualquer pessoa que realmente queira
trabalhar duro e ter sucesso, e isso inclui absolutamente as mulheres. Está
aberta àquelas mulheres que querem vir, fazer um bom trabalho, ser ativas e
trazer boas ideias."ANG/Xinhua

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