Rússia/Moscovo afirma que Washington deixou de ser “mediador imparcial”
Bissau,
24 Jun 26(ANG) – Moscovo considera que os Estados Unidos se afastaram do
seu
papel de “mediador imparcial” nas negociações destinadas a pôr termo a mais de
quatro anos de conflito na Ucrânia, afirmou hoje o ministro dos Negócios
Estrangeiros russo.
“Quanto aos Estados Unidos, a julgar pelas suas acções, parecem renunciar a qualquer pretensão de desempenhar o papel de mediador imparcial e seguir, pelo contrário, uma via que consiste em intensificar a pressão das sanções sobre a Rússia”, declarou Serguei Lavrov perante diplomatas estrangeiros em Moscovo.
Desde o regresso de Donald Trump ao poder, em 2025, os Estados Unidos têm-se apresentado como mediadores nas negociações entre Kiev e Moscovo.
As conversações, que até agora não permitiram qualquer avanço concreto, encontram-se num impasse desde o início da guerra no Médio Oriente, no final de Fevereiro.
Habitualmente relutante em apoiar Kiev, o Presidente norte-americano, Donald Trump, considerou, durante a cimeira do G7 em França, na semana passada, que a Rússia “deveria chegar a um acordo” e que Washington poderia voltar a impor sanções anteriormente levantadas.
A posição assumida por Trump durante a cimeira do G7 foi interpretada como uma mudança inesperada em favor da Ucrânia.
À
margem do encontro, o Presidente norte-americano reuniu-se com o homólogo
ucraniano, Volodymyr Zelensky, e assinou um documento que promete firmeza face
a Moscovo.
No final de Maio, na sequência de uma ofensiva russa de grande escala contra Kiev, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, indicou que os Estados Unidos continuavam disponíveis para assumir um papel de mediadores neste conflito, o mais mortífero na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
Hoje, Lavrov afirmou que, ao prestar apoio militar a Kiev, “a Europa volta a ser a principal ameaça à paz e à segurança mundiais”.
O chefe da diplomacia russa denunciou igualmente as declarações da União Europeia (UE) e do Reino Unido sobre o fornecimento de armamento à Ucrânia. ANG/Inforpress/Lusa

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