França/ Confirmado primeiro caso de ébola em médico
que retornou da República Democrática do Congo
Bissau, 24 Jun 26 (ANG) - Pela primeira vez, um caso de ébola foi identificado em território francês, em um médico que retornou da República Democrática do Congo, palco de uma grave epidemia da doença.
Segundo as autoridades sanitárias
francesas, o paciente está isolado.
Em comunicado, o
Ministério da Saúde da França confirmou "a identificação de um primeiro
caso positivo de doença pelo vírus ébola no território nacional". Segundo
as autoridades sanitárias do país, a contaminação foi registada no território
francês. A situação está sendo acompanhada "de perto" pelo primeiro‑ministro
francês, Sébastien Lecornu, reitera a nota.
Essa é a primeira vez
que um caso de ébola é diagnosticado na França. Em 2014, durante uma grande
epidemia na África Ocidental, dois pacientes haviam sido acolhidos em
território francês, mas depois de terem sido diagnosticados no exterior. Na
mesma época, algumas contaminações foram detectadas em solo americano e
britânico.
Segundo o Ministério
da Saúde da França, todas as medidas de precaução foram adotadas desde a volta
do médico ao país. Ele foi levado a um hospital em condições seguras e colocado
sob isolamento "para evitar qualquer risco de contaminação".
Além disso, uma
investigação está em andamento para identificar possíveis contatos próximos ao
paciente. De acordo com o comunicado, eles serão instruídos a cumprir
isolamento domiciliar por 21 dias.
A República Democrática do Congo, de onde retornou o médico diagnosticado,
enfrenta no momento uma grande epidemia de ébola, que se manifesta por uma
febre hemorrágica frequentemente fatal. Mas especialistas em saúde pública
consideram amplamente que o risco de transmissão do vírus permanece baixo em
escala global, devido ao caráter relativamente pouco contagioso.
"O Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças avaliou como baixo o risco de infecção para os residentes europeus e para os viajantes que se deslocam a zonas de circulação ativa, e muito baixo para a população europeia em geral’, lembra o Ministério da Saúde da França.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) havia indicado, em meados de Junho,
que a transmissão da epidemia estava se acelerando na República Democrática do
Congo , apesar do reforço das medidas de resposta sanitária.
No total, a doença contaminou 1.048 pessoas e provocou 267 mortes no país, um dos mais pobres do mundo. Mas muitos especialistas consideram provável que esses números estejam subestimados, já que a epidemia atinge regiões extremamente remotas.
A atual epidemia é causada pela rara cepa Bundibugyo, para a qual não existe tratamento específico. As vacinas atualmente disponíveis contra o ébola, desenvolvidas entre 2018 e 2019, são eficazes apenas contra a cepa Zaire, que provocou grandes surtos no passado.
A OMS declarou uma
emergência de saúde pública de importância internacional e advertiu que as
contaminações poderão continuar sendo detectadas por vários meses. ANG/RFI/AFP

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