quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Desporto/futebol



Paulo Torres pede máximo apoio aos “ Djurtos”
 
Bissau, 19 Ago 15 (ANG) – O Seleccionador  Nacional de Futebol, pediu esta quarta-feira o máximo de apoio aos “Djurtos” no encontro, em casa, com a República de Congo,  no próximo dia 05 de Setembro.

Paulo Torres falava na cerimonia de  divulgação da lista dos 23 convocados para a primeira mão da eliminatória do Campeonato Africano das Nações (CAN).

 Dos 23  convocados, apenas três  actuam no campeonato nacional de futebol: Domingos jogador da União Desportivo de Bissau (UDIB), Sumaila Djassi ,ao serviço de Sport Bissau Benfica e Buara também do  Sport Bissau Benfica.

Para o encontro com a República de Congo, o seleccionador português convocou Jonas Mendes do Vianense, Ivanildo da Académica de Coimbra, Eridson  do Freamunde, Jaime Seide de Pinhalnovense, Bocundji Cá, de Paris Football Clube, Agostinho Soares de Sporting Covilhã, Ansu Seidi Fati de Freamunde, Sami do Akhisar (Turquia), Amido Baldédo  Metz (França), Basile de Carvalho de  Louhans Cuiseaux FC (França), Ibraima Cassamá do Inter Clube de Luanda, Arnold Mendy de Lincoln (Inglaterra), Germano Mendes Nelson FC (Inglaterra), Cicero Semedo de Paços de Ferreira, Mamadu Candé de Portimonense, Zezinho Lopesdo Sporting Clube de Portugal, Sambinha também de Sporting Clube de Portugal, Edson Silva Oriental (Portugal), Da Silvade de Tourizense e Braima Só de Famalicão. 

“ Espero que no dia cinco de Setembro o Estádio Nacional 24 de Setembro esteja cheio de adeptos para darem forças à Selecção Nacional de Futebol”, disse Paulo Torres.

  De acordo com o orientador dos Djurtos, a referida convocatória foi baseada na equipa que empatou com a Zâmbia no primeiro jogo que a turma nacional realizou para esta eliminatória.  
ANG/LLA/SG

Ajuda Humanitária



“Mais de 100 milhões de pessoas precisam de assistência”, diz SG da ONU
 
Bissau, 19 Ago 15 (ANG) -O Secretário-geral das Nações Unidas afirmou esta quarta-feira que  este ano, mais de 100 milhões de mulheres, homens e crianças precisam de assistência humanitária que pode salvar as suas vidas.

Na sua mensagem alusiva ao dia Mundial de Ajuda Humanitária que hoje se assinala, enviado à ANG,   Ban Ki-mon acrescentou que o número de pessoas afetadas por conflitos alcançou “níveis nunca vistos desde a Segunda Guerra Mundial, enquanto o número de pessoas afetadas por desastres naturais e induzidas pelo homem continua a ser significativo”.

“Cada um de nós pode fazer a diferença. Num mundo que está cada vez mais conectado digitalmente, cada um de nós tem o poder e a responsabilidade de inspirar os nossos companheiros, seres humanos, a agir para ajudar os outros e criar um mundo mais humano”, encorajou Ki-mon.

Sobre a Cimeira Mundial da Ajuda Humanitária que se realiza no  próximo mês de Maio, em Istambul, na Turquia, Ban Ki-mon diz esperar que a mesma proporcione “uma plataforma para os Chefes de Estado e de Governo e líderes da sociedade civil, setor privado, as comunidades afectadas pela crise e organizações multilaterais, anunciarem novas parcerias ousadas e iniciativas que irão reduzir muito sofrimento e ao mesmo tempo reforçar a agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável”.

O Secretário-geral da ONU  disse ainda contar com o apoio de todos os setores da sociedade para tornar este encontro mundial, um sucesso, para  construir  “um mundo mais humano com um compromisso mais forte a vida de poupança e de acção humanitária”.  

ANG/QC/SG

Crise política

 
"A crise vigente no país é normal e prevista na Constituição da República", diz líder da UPG

 
Bissau,19 Ago 15(ANG) - O líder do partido União Patriótica Guineense(UPG), afirmou que a crise politica que assola ao país com a demissão do Governo de Domingos Simões Pereira “é absolutamente normal e prevista na Constituição da República”.

Líder da UPG Fernando Vaz
Fernando Vaz, em declarações à ANG, disse que a Constituição da República prevê crises e que a solução para as mesmas podem ser encontradas dentro dessa Lei Magna.

"Com a declaração pública do chefe de Estado e do Primeiro-ministro demitido, segundo as quais  era impossível a coabitação entre os dois, a única solução era de facto a demissão do Governo", referiu o político.

Disse  que não se pode compreender que  haja um Governo  que anda de costas viradas com o Presidente da República tendo em conta  os poderes constitucionais do chefe de Estado.

"No fundo, isso seria marcar passos no mesmo sítio. Seria prolongar a crise e não dar a cara por forma a encontrar soluções e viabilizar o país", sustentou.

O Presidente da UPG disse que depois da demissão do Governo,  e com base naquilo que está previsto na Constituição da República, o partido mais votado, neste caso o PAIGC, deve indicar outro nome para chefiar o executivo.

"A partir desse pressuposto que a Constituição prevê, o PAIGC só tem que mandar outro nome para que o Presidente da República viabilize, e voltarmos ao curso normal das nossas vidas", explicou.

Fernando Vaz disse não fazer sentido que quando se demita um governo, se abra uma guerra em todo o pais, se tenta criar revolta  tira-se as pessoas às ruas e se agrava a crise.

"A demissão do Primeiro-ministro está prevista na Constituição e não entendo essa atitude de Domingos Simões Pereira", frisou.

Perguntado sobre se o Presidente da República recusar o nome de Domingos Simões Pereira que o PAIGC lhe propõe de novo, Fernando Vaz disse,  “eles querem é a confusão e mais nada”.

"Aconselhamos ao PAIGC que não existe somente uma pessoa no partido capaz de liderar o Governo e para que envie um outro nome ao Presidente da República", disse a concluir. ANG/ÂC/SG

Crise politica/ MDG

Silvestre Alves pede PAIGC para ser flexivel nas propostas de futuro Primeiro-ministro

Bissau, 19 Ago. 15 (ANG) – O líder do Movimento Democrático Guineense (MDG) na oposiçäo,  disse hoje que o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) tem que assumir as suas responsabilidades, na busca de soluçoes para tirar o país da situaçao em que se encontra.
Líder do MDG Silvestre Alves

Em entrevista exclusiva à ANG, Silvestre Alves sublinhou que o partido dos libertadores deve servir de mediador entre as partes no sentido de encontrar soluções que viabilizem à resolução da actual crise política.

“Todo o sofrimento acrescido que desta crise resultar é da responsabilidade do PAIGC enquanto o primeiro partido no nosso panorama político-partidário nacional”, disse o político.

O líder do MDG afirmou que até ao momento, a Constituição da República está a ser respeitada pelo Presidente da República e que tem usado os seus poderes que a Lei Magna o confere.

Alves apela ao PAIGC para que, em caso do Presidente da República,recusar de novo o nome de Domingos Simões Pereira que esteja disposto a propostar uma outra pessoa para o cargo de futuro Primeiro-ministro.

O lider do MDG defendeu ainda que, face a esta situação, caberá ao PAIGC a decisão de indigitar um quadro do partido ou arranjar outra figura que não tenha o vínculo político com o partido.

Na opinião do político, o facto da vida pública estar parada por causa da crise vigente no país, não se pode excluir a existência de uma incompatibilidade de fundo, como já foi anunciado pelo Presidente da República, acrescentando que o mais sensato é evitar problemas futuros.

ANG/FGS/PFC/SG

Saúde pública

Missão médica militar marroquina  assistiu mais de 17 mil pacientes em três meses

Bissau, 19 Ago 15 (ANG) - A Missão médica militar marroquina que se encontrava em Bissau desde Maio prestou assistência médica e medicamentosa a mais de 17 mil  pacientes , tendo efectuado cerca de 300 intervenções cirúrgicas.
Medico marroquino assiste um paciente guineense

A informação foi revelada terça-feira pelo chefe da Missão,  Khalid Sair no jantar de despedida oferecido pelo Presidente da República, José Mário Vaz, após três meses de assistência médica e medicamentosa gratuita às populações na Guiné-Bissau.

Khalid Sair informou ao chefe de Estado guineense sobre os dados de atendimento por especialidade, faixa etária e género.

De acordo com os dados do Chefe da Missão Marroquina, das mais de dezassete mil pessoas atendidas em diferentes especialidades medicas, 7.487 são mulheres, 7.174 homens e 3.202 crianças.

Acrescentou que, na especialidade da cirurgia foram atendidas 6.952,pacientes sendo 2.435 da oftalmologia, 994 em ortopedia, 1.108 de víscera, 788 de laringologia, 420 de odontologia e 1.207 de ginecologia obstétrica, tendo efectuado igualmente 262 intervenções cirúrgicas.

O Presidente José Mário Vaz manifestou a sua gratidão aos profissionais marroquinos e pediu ao chefe da missão que transmita a sua mensagem de agradecimento ao Rei Mohamed VI .

José Mário Vaz manifestou a disponibilidade total da Guiné-Bissau de cooperar  com Marrocos em diversas áreas.

Mareio Vaz disse esperar  que seja retomada a cooperação entre Marrocos e Guiné-Bissau no domínio de formação Técnico-Militar.

O Presidente da República entregou as tradicionais presentes de pano de pente aos 30 oficiais técnicos da saúde, em retribuição recebeu algumas lembranças oferecidas pelos marroquinos.

A Missão médica militar marroquina é composta por 22 médicos e 18 enfermeiros.

Encontrava-se em Bissau um total de 108 efectivos militares das forças armadas marroquinas no quadro da visita efectuada pelo rei do Marrocos ao país no Maio último.

ANG/AALS/SG

terça-feira, 18 de agosto de 2015


 

Demissäo do governo

Inspector Geral do Trabalho lamenta fraca produtividade nas instituições do Estado

Bissau 18 Ago. 15 (ANG) – o Inspector Geral do Trabalho,Adäo Adama Baldé disse hoje haver  fraca presença dos trabalhadores no serviço, numa entrevista à ANG.

Movimento de pessoas em Bissau
Baldé pede que haja entendimento entre o Presidente da República e o PAIGC para que um Primeiro-ministro possa ser nomeado, o mais depressa possivel.

Falando do Ministério da Funçäo Pública e Reforma Administrativa, disse que os funcionários têm feito o máximo no sentido de prestarem o serviço mínimo naquela instituição pública.

Por seu lado, Eufrásia Milaco, funcionária estagiària do Ministério da Função Pública considerou  que a queda do Governo vem atrasar mais  o desenvolvimento do país, e particularmente o processo de efetivação de novos  funcionários.

Eufrásia  considerou complicada a situação de impasse político vigente no país, por isso exorta aos políticos a pautarem pelo entendimento através de um diálogo aberto e pacifico.

 Bruno Francisco Rodrigues, sindicalista do Ministério da Economia e Finanças, disse que a prestação dos serviços por parte dos funcionários está a meio gás, devido a situação política vigente no país que culminou com a queda do Governo.

Defendeu  que é urgente ultrapassar a crise política que tem reinado na Guiné-Bissau durante as duas últimas semanas, e que disse estar a degradar a economia nacional.

Por seu lado, a funcionária da mesma instituição Domingas Fernandes pediu para que haja um entendimento entre as partes em conflito.

Disse que a crise política que culminou com a queda do Governo tem afectado o funcionamento dos diferentes departamentos dos serviços no Ministério das  Finanças, havendo fraca presença dos trabalhadores nos seus postos de serviços.

Apos a demissäo na quarta-feira passada do governo de inclusäo liderado pelo PAIGC, aguarda-se uma resposata da Presidência da República sobre a reconduçäo de Domingos Simöes Pereira nas funces de chege do executivo. ANG/FGS/PFC/SG

 
 
Demissão do governo

Centrais sindicais pedem Presidente da República para concordar com qualquer nome proposto pelo PAIGC

Bissau,18 Ago 15 (ANG) - O Secretário-geral da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné(UNTG) pediu ao Presidente José Mário Vaz para aceitar qualquer nome que o PAIGC lhe indicar para o cargo de Primeiro-ministro.

Estevão Gomes Có
A revelação foi feita à imprensa pelo próprio, Estêvão Gomes Co, à saída de uma audiência com o Presidente da República.

"Pedimos ao José Mário Vaz , para fazer tudo o que estiver ao seu alcance para garantir a paz e estabilidade no país", informou.

Gomes co disse que o Presidente da República pediu às centrais  sindicais para continuarem a cumprir as suas obrigações laborais.

“Nos dissemos ao Presidente da República que só pode haver  aumento de produtividade na função publica com a estabilidade sócio-politica”.

José Mário recebeu no mesmo dia elementos de representações diplomáticas de países membros não permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas, nomeadamente de Angola , Espanha e Nigéria, tendo lhes exposto a situação politica vigente.

ANG/ÂC/SG

Análise Politico

“Presidente da República deve readmitir Domingos Simões Pereira para preservar a sua dignidade" diz Pedro Milaco

Bissau, 18 Ago 15 (ANG) - O analista político, Pedro Morato Milaco disse que o Presidente da República deve readmitir Domingos Simões Pereira nas funções de  chefe do Governo para  preservar a sua própria dignidade como primeiro magistrado da nação.
Analista político Pedro Milaco

 Milaco que falava hoje em entrevista à ANG, frisou que o Presidente da República deve aceitar a decisão do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-verde (PAIGC) com o objectivo de evitar as”consequências negativas que possam advir”, e construir um clima de paz e de estabilidade no país.

“Se eventualmente o Presidente da República recusar o nome de Simões Pereira as consequências podem ser bem pior, porque não temos condições de realizar as eleições antecipadas dentro em breve, aliás a Guiné-Bissau nunca realizou as eleições com meios próprios”, avisou o analista político.

Acrescentou que o Presidente da República não tem direito de constituir nenhum governo sob a sua iniciativa, segundo diz a Constituição da República, sublinhando que igualmente qualquer eventual Governo de Unidade Nacional não está plasmado na Lei magna do país.

“Muito embora na circunstância do derrube do Governo e dissolução do parlamento a constituição não estabelece o período para realização das eleições legislativas, mas podemos calcular o vazio que existe na Constituição no prazo de 60 ou 90 dias no máximo para fazer o novo escrutínio”, explicou Pedro Milaco.

Sublinhou que não existe motivo suficiente para demitir o Governo e que o Presidente da República só o fez  porque tinha a intenção de o fazer, acrescentando que assim sendo, ele nem sequer preocupou em procurar os argumentos fortes para justificar a sua accão.

Milaco disse que o argumento do Presidente da República evocado no Decreto Presidencial não lhe convence, reafirmando que,  de acordo com a Constituição da República da Guiné-Bissau, o chefe de Estado só tem o direito de demitir o Governo em caso de graves crises que põe em causa o normal funcionamento das instituições.

Pedro Milaco disse que ele, no lugar do José Mário Vaz, não tomaria a posição de derrubar o governo, sublinhando que a Guiné-Bissau para a realização das  últimas eleições gerais teve apoio de Timor-Leste e que nunca realizou eleição com  fundo próprio.

O analista político disse que a Guiné-Bissau está a caminho de sofrer  novos bloqueios por parte da Comunidade Internacional se não ouve um entendimento entre as partes na resolução da crise política que abala o país.

O presidente Jose Mario Vaz demitiu o governo quarta-feira passadatendo de seguida solicitado o PAIGC, vencedor das ultimas eleições a indigitar um novo Primeiro-ministro. A escolha dessa formação politica voltou a cair no seu líder, Domingos Simões Pereira, Primeiro-ministro demissionário.

O partido libertador sustenta a sua decisão com o facto dos seus estatutos determinarem que, em caso de vitoria eleitoral, é o presidente do partido o candidato ao cargo de Primeiro-ministro.

ANG/AALS/SG


Cidadãos guineenses exigem  recondução  de Simões Pereira nas funções de  Primeiro-ministro

Bissau, 18 Ago 15 (ANG) – Centenas de militantes e simpatizantes do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-Verde(PAIGC), vindos de todas as regiões do país, participaram segunda-feira num "Mega Comício" de solidariedade para com demissionário Primeiro-Ministro Domingos Simões Pereira.
Presidente do PAIGC

Num ambiente de festa, ao som de tambores, danças de diversos grupos folclóricos nacionais, os populares exibiram dísticos com os dizeres "Jomav queremos de volta o Domingos Simões Pereira no cargo de Primeiro-Ministro", "Jomav respeite a vontade do povo", entre outros.

Os manifestantes que nem a chuva que caía  na capital fez dispersar, exigiam  com gritos,  a reposição de Domingos Simões a testa do executivo.

Na ocasião o Presidente do PAIGC e ex - Primeiro-Ministro, Simões Pereira, numa intervençao  apelou ao Presidente da República para respeitar a vontade do  povo.

Por sua vez, o  Coordenador do Mega Comício o ex-ministro da Administração Interna, Botche Cande agradeceu a presença de todas as pessoas que foram  solidariedade com o Presidente dos libertadores.

Candé apelou ao Presidente da República, José Mário Vaz a dar ouvido as pessoas que desde a primeira hora pediram-lhe para voltar atrás com a sua posição.

Aspecto da população
“O Governo derrubado,  esta, de facto, na mente de todos pelo bom trabalho que estava a fazer, e merece a nossa confiança”, afirmou.

Botche Candé acrescentou, por outro lado, que, dos governos que passaram no país nenhum deles conseguiu convencer a Comunidade Internacional a dar uma promessa de ajuda no montante de mais de um milhão de Euros.

"Convido ao Presidente da República a olhar pela ansiedade do seu próprio povo que o elegeu voltando a nomear Simoes Pereira  como  chefe de governo", referiu.

Simões Pereira foi de novo indicado pelo PAIGC, vencedor das últimas eleições legislativas do pais para chefiar o novo governo, depois de ter sido demitido nas funções pelo Presidente da República, na semana passada.

Aguarda-se a resposta do Presidente Mário Vaz sobre a recondução solicitada pelo PAIGC.

ANG/LLA/SG

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Relação Civil-Militar

Ex-Ministra da Defesa elogia neutralidade de militares guineenses na actual crise política

Bissau, 17 Ago 15 (ANG)- A ex-Ministra da Defesa Nacional  disse que o actual “comportamento de neutralidade” de militares face a crise política no país, no respeito à Constituição da República, “deve servir de exemplo aos políticos guineenses” .

Cadi Seidi que falava hoje, em Bissau, no acto de abertura da conferência sobre a relação Civil-Militar, afirma que o futuro da Guiné-Bissau depende dos seus filhos. Por isso, alerta que os desafios com que se depara o país, só serão vencidos com o diálogo “franco” e a união “pela causa nacional”, onde se deve trabalha sem “sentimentos negativos, como ódio e vigança que possam travar o país”.

Sobre a relação civil-militar, a antiga governante disse que a mesma tem melhorado “considerávelmente”, fruto de várias conferências realizadas, depois do conflito político-militar de 1998, sobre a temática.

Parafraseando várias vezes Amilcar Cabral, no que tange ao papel das forças da defesa, Cadi Seidi lembrou aos militares do seu papel constitucional de “servir o povo. E  agradece ao governo dos Estados Unidos de América  pelos apoios dados à Guiné-Bissau e em particular, ao sector de Defesa e Segurança.

Por sua vez, Gregory Garland, o Encarregado para os Assuntos Políticos da Embaixada dos Estados Unidos de América para a Guiné-Bissau, com sede em Dakar, Senegal, manifestou  a abertura do seu país em continuar a apoiar as autoridades de Bissau e considerou de essencial para a democracia, a submissão dos militares ao poder civil.

 Com a assistência de um perito norte americano e durante cinco dias, os conferencistas  irão abordar temas como, Papéis e Missões das Forças Armadas e Melhores Práticas nas relações Civil-militar.

Durante a sua intervenção, o Presidente do Instituto da Defesa Nacional, Terêncio Mendes  também assegurou que nos ultimos anos a relação civil-militar conheceu progressos notáveis.

Contudo, chamou a atenção para se fazer mais com vista a “submissão incondicional e induscutível  das forças da defesa e segurança ao poder legalmente instituido,” de acordo com a Constituição da República.

O Instituto de Defesa Nacional (IDN) é uma estrutura sob  tutela do Ministério da Defesa guineense, cuja missão é de servir de elo de ligação entre o governo, as Forças de Defesa e Segurança e a Sociedade Civil, no debate das questões de vida nacional.


Nesta conferência participam sessenta personalidades de didefrentes instituições civis, paramilitares e  militares e, é  financiada pelos Estados Unidos de América, através do seu Centro de Relações Civil-Militar de monterey no Estado de Califórnia. 

ANG/QC/SG