sexta-feira, 8 de abril de 2016

Futebol



Guiné-Bissau subiu 45 lugares no ranking da FIFA

Bissau,08 Abr 16(ANG) - A Guiné-Bissau subiu 45 lugares no ranking da FIFA divulgado quinta-feira pelo organismo que gere o futebol mundial, ocupando agora 102 lugar a frente das selecções como Angola, África de Sul, Gâmbia, Níger e Togo.

Ao nível de África os “Djurtos” ocupa a 27ª posição do ranking da Confederação Africana de Futebol (CAF), e em relação aos países africanos da expressão portuguesa, é a selecção que mais lugares subiram, tendo saído de 147 para 102, seguido de São Tomé e Príncipe, que passou de 174 para 150.

Angola caiu 12 lugares, de 109 para 121, enquanto Moçambique teve uma queda mais ligeira, de apenas uma posição, para o 101.º posto, Timor-Leste desceu cinco lugares, para 175º.

A subida nacional foi graças as duas vitorias frente ao Quénia a contar para qualificação para a taça das nações africanas em 2017,no Gabão.

De acordo com os dados estatísticos da FIFA, desde 1993, esta é a melhor posição da selecção da Guiné-Bissau no ranking da FIFA.

Os “Djurtos” têm dois últimos jogos da fase de qualificação agendados para Junho, com a Zâmbia, e outro em Setembro com o Congo. Caso vença a Zâmbia e o Congo perca com o Quénia na próxima partida, a Guiné-Bissau qualifica-se automaticamente para fase final do campeonato africano em futebol.

A selecção da Guiné-Bissau não possui grandes jogadores de renome internacional, os mais conhecidos são Ivanildo Soares Cassama, que milita na Académica de Portugal, Bocundji Cá, que joga no Paris Futebol Club de França, lecisio Sami, na Turquia e Zezinho que milita no Sporting B de Portugal.

A selecção da Guiné-Bissau nunca participou da copa do mundo nem do campeonato africano em futebol.

O maior feito da selecção nacional ocorreu na Taça Amílcar Cabral, disputada na Mauritânia, em 1983, onde conquistou o segundo lugar, ao perder na final com o Senegal por 3-1. ANG/R. Jovem

Greve na Saúde


Pacientes abandonam Simão Mendes a procura de assistência noutros serviços hospitalares

Bissau,08 Abr 16 (ANG) – Alguns doentes estão a abandonar o Hospital Nacional Simão Mendes em greve desde segunda-feira, por falta de assistência médica.

A constatação é do repórter da Agência de Notícias da Guiné ANG que efectuou uma ronda ao Hospital Simão Mendes para se inteirar do impacto da greve.

Nos três serviços que compõem o referido Hospital, nomeadamente Maternidade, Pediatria e Serviços de Urgência, constatou-se que havia pelo menos dois técnicos da saúde a prestar serviços mínimos como tinha sido anunciado pelo porta voz de greve dos três sindicatos no início da paralisação.

A ANG auscultou opiniões de familiares dos doentes internados nos diferentes serviços do Hospital Simão Mendes, ambos partilharam a mesma opinião, pedindo ao governo para sentar-se à mesa de negociação com os sindicatos para encontrar uma solução que possa permitir o suspensão de greve e consequentemente o retorno ao normal funcionamento do Hospital.

Abulai Sadjo, doente internado no serviço de Oftalmologia disse que o executivo deve fazer tudo para resolver alguns pontos que os técnicos de saúde exigem, como é o caso do pagamento de subsídio de isolamento e reclassificação dos mesmos.

Rosa Cá, internada na Maternidade disse que continuam a beneficiar do assistência médica apesar da greve em curso, informando que algumas grávidas estão à ser enviadas para o Hospital Militar para fazerem as suas consultas mensais.

“Aqui na Pediatria há dois médicas e técnicos que acompanham diariamente os doentes”, explicou Isabel Cá.

No serviço de Cuidados Intensivos, António da Costa informou que a assistência médica é garantido por dois técnicos da saúde 24 sobre 24 horas, acrescentando contudo que o governo deve procurar solução para acabar com a greve no sector da saúde pública guineense, porque nesta situação o povo é que sofre mais.

Nota-se um vazio nos diferentes serviços do Hospital, nomeadamente na Urgência, Maternidade e na Pediatria, porque os serviços mínimos só recebem casos considerados graves, e outros são enviados para Hospital Militar ou a Clínica de Bôr.

Os três sindicatos do sector de saúde exigem entre outros, o pagamento de 15 meses de subsídio de isolamento, dez meses à novos ingressos e a reclassificação dos técnicos promovidos.ANG/LPG/ÂC/SG

Greve na saúde


Ministra afirma que satisfação das reivindicações depende de aprovação do OGE

Bissau, 08 Abr 16 (ANG) - A ministra de Saúde Publica afirmou esta quinta-feira que a resolução das reivindicações dos profissionais da área não depende do seu Ministério, mas sim de aprovação pelo parlamento do Orçamento Geral do Estado (OGE).

Cadi Seide falava à imprensa a saída da cerimónia de lançamento de nova Subvenção doado por Fundo Mundial para apoiar na diminuição dos casos de paludismo verificados no país sobretudo nas epocas da chuva que se avizinha.

“Os sindicatos reivindicam entre outras a colocação dos novos ingressos, questao da carreira e o pagamento de subsídios de vela. O Ministério de Saúde não tem condições de satisfazer essas reivindicações sem que fosse aprovado o Orçamento Geral do Estado”, explicou a governante.

Cadi Seide explicou que já assinou o contrato para a resolução do subsídio de vela aos novos ingressos e que mesmo assim os profissionais de saúde pretendem prosseguir com a greve.

"Não percebo o porquê de insistência de continuar com a greve uma vez que os funcionários da saúde são cientes que o Ministério não tem condições para tal", lamentou Seide.

A governante manifestou a vontade de dialogar sempre que possível com os sindicatos do sector, sublinhando que jamais recusará o diálogo como a via para resoluçao de qualquer que seja o problema.

Apelou os profissionais de saúde a se optarem pelo diálogo como forma de resoluçao dos seus problemas, acrescentando que a situação actual do país não facilita a satisfação dos pontos que constam do Caderno Reivindicativo.

Os profissionais de saúde observam uma paralisação de sete dias iniciada segunda-feira. 

A aprovação do OGE do corrente ano esta agendada para a sessão parlamentar prevista para decorrer entre 13 de Maio e 14 de Junho. ANG/AALS/SG