quarta-feira, 27 de abril de 2016

FMI



Países africanos entre os que mais crescem no mundo
 
Bissau, 27 Abr 16 8ANG) - Três países africanos figuram na lista dos dez países que registaram maior crescimento económico no mundo, anunciou ontem o Fundo Monetário Internacional (FMI).

No relatório de Abril, o FMI precisou que sete destes dez países se situam na Ásia  e que a média de crescimento destes países varia entre 6,6 por cento e 8,6 por cento.

Myanmar ocupa o primeiro lugar dos países com forte crescimento em 2016 com uma taxa de 8,6 por cento graças às reformas políticas e económicas que apoiaram o crescimento económico no país, seguido pela Costa do Marfim com uma taxa de 8,5 por cento e pelo     com 7,4 por cento. 

Os dois outros países africanos,  a Tanzânia e o Senegal, ocupam o 8.º e 10.º lugares com 6,9 por cento e 6,6 por cento de taxa de crescimento. 

O FMI diz que os países desenvolvidos têm um crescimento mais sólido que os emergentes, mas dentro de ambos os grupos também há diferenças. 

Para o FMI, os Estados Unidos fazem melhor que a Europa e o Japão, enquanto a Ásia goza de melhores condições que a América Latina. 

Enquanto os EUA já começaram a elevar taxas, uma receita que os especialistas acreditam que o Reino Unido vai copiar nos próximos meses, Europa e Japão mantém as suas políticas expansivas pelo menos até 2017.

“Essa divergência cíclica representa um grave risco económico  em todo o mundo para o qual não existe um remédio óbvio” adverte Janwillem Acket, economista-chefe do Bank Julius Baer. 

ANG/JA

Crise Política


Jordanas de busca de solução promovidas pela ONU abertas em Bissau

Bissau, 27 Abr 16 (ANG) – O Presidente da Assembleia Nacional Popular disse hoje que é preciso encontrar, o mais depressa possível, uma solução para que os guineenses possam viver numa estabilidade douradura.

Cipriano Cassamá que falava na cerimónia de abertura da jornada de reflexão que decorre sob “lema: Nô Mistida i Estabilidade”, sobre a estabilidade no país felicitou o representante da ONU pela iniciativa e promete dar a sua contribuição para encontrar uma saída para a crise.

Na ocasião, o Representante do Secretário-geral das Nações Unidas na Guiné-Bissau, Miguel Trovoada revelou que ao  longo dos 20 meses que está no país, a questão da  instabilidade estava no centro de atenção dos seus interlocutores tanto nacional como internacional. 

Acrescentou que nos encontros mantidos, a exortação para a salvaguarda da paz e estabilidade como condições incontornáveis para o desenvolvimento da Guiné-Bissau têm sido constante.

 Miguel Trovoada informou que, com o aparecimento dos primeiros sinais precursores de alguma crispação político institucional várias entidades se pronunciaram sobre a necessidade de elaboração de um pacto de estabilidade ou de regime para a criação de uma plataforma de entendimento susceptível de propiciar um quadro de relacionamento político entre as instituições, assente nos pilares do Estado de Direito e no respeito da Constituição e demais leis da Republica. 

Apesar das diferenças no entendimento sobre o conteúdo do pacto que cada uma das partes preconiza em certos casos é possível identificar convergência que podem constituir ponto de consenso alargado.

Miguel Trovoada avisou que sem a estabilidade a vida decorre num ambiente de imprevisibilidade e de incertezas permanentes, incapaz de transmitir a confiança a população em geral e os agentes do desenvolvimento. 

“Neste contexto o carácter aleatório dos empreendimentos reduz a iniciativa, receia a criatividade e paralisa o país, por isso a estabilidade é uma exigência fundamental para sobrevivência dos cidadãos”, referiu.

Segundo o chefe do programa de investigação, do Conselho para Desenvolvimento em Ciências Sócias em África, Carlos Cardoso, a crise política que o país está a viver nesta altura, é caracterizada pelo défice de diálogo no seio da classe político, ausência de confiança das populações nas instituições do Estado e na classe política, pela tentativa de instrumentalização do sistema judicial para fins políticos, e falta transparência na gestão da coisa pública.

 Cardoso considera que chegou o momento de se reflectir sobre os constrangimentos para o desenvolvimento do país, indicando o pacto de estabilidade como caminho para alcançar a tranquilidade governativa e social. 

De salientar que nesta jornada participaram representes de todos partidos políticos, da sociedade cível, do Poder Tradicional e confissões Religiosa.

Durante dois dias os participantes vão debater os Mecanismos de Concertação Operacionalização da Independência dos Poderes na Constituição, de Geradores de Confiança e Esforços de Reconciliação Nacional/Dialogo e de Seguimento e Apropriação Nacional.

ANG /LPG/SG

UNIOGBIS


Trovoada considera de positivo balanço de 20 meses de serviço prestado na Guiné-Bissau

Bissau, 27 Abr 16 (ANG) - O Representante Especial do Secretário-geral da ONU no país considerou hoje de positivo o balanço dos 20 meses de serviço  prestado à Guiné-Bissau.

Em declarações à imprensa, a saída do encontro com o Presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP), Miguel T
rovoada disse que aproveitou o momento para agradecer todo o apoio que o parlamento tem prestado a missão da ONU no país e despedir-se do Cipriano Cassamá, porque o seu mandato  termina no fim do mês em curso.

“Nós tentamos fazer o nosso melhor dando apoios às actividades parlamentares e outras instituições sob sua tutela. Espero  que o meu  sucessor dê continuidade aos projectos contemplados da ANP,  para que a estabilidade seja uma realidade na Guiné-Bissau”, almejou o diplomata São- tomense.

Afirmou que fazer o balanço de uma acção não seria apenas aquilo que é salutar mas também dos aspectos menos bom que não foram concretizados.

Miguel Trovoada explicou ainda que apesar das dificuldades e dos constrangimentos deparados durante a sua missão ainda existem boa vontade  das partes desavindas no sentido de alcançarem um entendimento.

Esclareceu que é necessário aprofundar os caminhos da estabilidade e do consenso nacional para o progresso do país.

O representante especial do SG da ONU, disse esperar que as dificuldades encontradas pelo caminho,  serva de incentivo para que todos redobrassem esforços para ultrapassar e tirar as ilações dessas instabilidades para que não sejam repetidos os  mesmos erros. 

ANG/JD/SG   

Saúde


Governo e sindicatos assinam quinta-feira memorando para suspensão da greve no sector

Bissau, 27 Abr 16 (ANG) – O Governo e os três sindicatos do sector da saúde nomeadamente, o Sindicato de Técnicos de Saúde (STS), Sindicato Nacional de Quadros Superiores de Saúde (SINGUASA), e Sindicato Nacional de Enfermeiros Técnicos de Saúde e Afins (SNETSA), assinam quinta-feira, em Bissau, um acordo que ponha a greve  em curso no sector, há mais de uma semana.

Em declarações à ANG sobre o resultado do encontro mantido terça-feira com o Chefe do governo, o porta-voz dos grevistas disse  que as partes vão sentar-se a mesma mesa na quinta-feira para avaliar e apreciar as propostas e ver o que o executivo  pode cumprir no agora e os pontos que vão ficar pendentes por enquanto, ou seja até a aprovação do Orçamento Geral de Estado.

“Da nossa parte podemos dizer que o encontro com o governo valeu a pena e vamos esperar que amanha haja bons resultados, porque o governo garantiu que todos os pontos da reivindicação vão  entrar no Orçamento Geral de Estado/ 2016", informou.

Garcia Baticã Sampaio adiantou que o encontro decorreu num ambiente de grande moderação tendo as partes decidido elaborar um memorando que visa a suspensão da greve no sector de saúde. 

Aquele responsável disse que foi igualmente processado todas as dívidas que entraram no OGE e que serão pagas este ano, pelo que, segundo disse, está esperançado de  que os melhores dias virão.

Questionado se os sindicatos, em greve na saúde vão desconvocar a greve em curso dando benefício de dúvida ao Governo, o sindicalista respondeu que tudo vai depender do entendimento a que vão chegar na reunião do próximo dia 28 com o executivo de Carlos Correia. Salientou,  contudo, que esperam obter bons resultados para o bem de todos.

No encontro de terça-feira participaram para além dos sindicatos de saúde, o Sindicato Democrático dos Professores(Sindeprof) que igualmente observa uma greve no sector do ensino.

ANG/MSC/JAM/SG










Saúde pública


Hospital Militar assina acordo de cooperaçao com Federaçao Portuguesa de Dadores de Sangue 

Bissau, 27 Abr 16 (ANG) - A Direcão do Hospital Militar assinou esta terça-feira um acordo de cooperaçao com a Federaçao Portuguesa de Dadores de Sangue de modo a evitar a falta de sangue na referida instituçao hospitalar do país.
No acto, o director do Hospital Militar, Quinhin na N’toti disse que nenhum hospital deve funcionar sem um centro de transfusão de sangue. 

“O Hospital Militar optou-se por fazer uma parceria com a Confederação Portuguesa de Dadores de Sangue  de forma a ter sempre sangue para pacientes necessitados”, explicou o Director do hospital.

Por sua vez, o Presidente de Associação Nacional de Dadores de Sangue ,Januário José Biaguê pediu empenho de todos na doação de sangue, sublinhando que dar sangue significa salvar vidas.

“A Associação de Dadores de Sangue não exclui ninguém desde  que a pessoa esteja em condições de dar sangue, disse Januário Biaguê .

ANG/AALS/SG

Crise política


Parlamento acusa oposição de querer chegar ao poder sem passar pelas urnas

Bissau,27 Abr 16(ANG) - O Parlamento da Guiné-Bissau acusou terça-feira o PRS, principal partido da oposição, e outras formações políticas de pretenderem assumir o poder sem ser por via das urnas.

Através de um comunicado, o Parlamento guineense respondeu a uma série de ataques por parte do Partido da Renovação Social (PRS) e de cerca de duas dezenas de partidos sem representação parlamentar.

Estes partidos acusam Cipriano Cassamá, presidente da Assembleia Nacional Popular  (ANP), de, entre outros,  pretender promover um golpe de Estado, visando assumir-se como chefe de Estado, o que, segundo dizem, poderia pass
ar pelo assassinato do Presidente guineense, José Mário Vaz.

O comunicado refere que Cipriano Cassamá foi eleito pelo Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) que venceu eleições legislativas de 2014 com maioria absoluta.

Assinado pelo assessor de imprensa do presidente da ANP, o referido comunicado ainda acusa o PRS e os sem assento parlamentar de estarem a promover "inverdades" no sentido de "afogar a Guiné-Bissau", com o recurso à comunicados.

"Tendo mergulhado o país há mais de oito meses numa profunda crise politica, eis que o Partido da Renovação Social (PRS) e mais alguns partidos sem expressão popular pretendem agora afogar a Guiné-Bissau com recurso a comunicados de imprensa repletos de deturpações e calúnias", lê-se no comunicado.

O Parlamento guineense diz que o seu líder, Cipriano Cassamá, não fez mais do que cumprir com o regimento do órgão antes de convocar uma sessão extraordinária, conforme sugeriu o chefe de Estado, José Mário Vaz - que discursou no hemiciclo há uma semana.

O PRS e os partidos sem representação parlamentar afirmam nos seus comunicados que Cipriano Cassamá está a tentar furtar-se à convocação de uma sessão extraordinária do Parlamento na qual será feita um debate de urgência sobre o estado do país.

No comunicado, a direcção do Parlamento salienta ainda que Cipriano Cassamá está a tentar encontrar uma solução de compromisso que possa viabilizar um acordo de incidência parlamentar sobre o qual possa ser formado um novo Governo para funcionar até ao término da actual legislatura, em 2018. 

ANG/Lusa

Política


PRS DECLARA-SE DISPONÍVEL PARA ASSUMIR GOVERNAÇÃO DO PAÍS

Bissau, 27 Abr 16(ANG) - O líder da bancada parlamentar do Partido da Renovação Social (PRS) disse segunda-feira que seu partido está disponível para assumir a governação da Guiné-Bissau. 

Certório Biote revelou  esta posição,  numa conferência de imprensa, poucos minutos depois do término das reuniões da mesa da Assembleia Nacional Popular e da Cimeira dos Líderes,  nas quais fora analisada a mensagem à Nação do Presidente da Republica, José Mário Vaz, proferida recentemente no parlamento,  e a proposta de convocação ou não de uma sessão ordinária.

Segundo o jornal “O Democrata”, este dirigente político disse que o seu partido foi fundado, precisamente, com a finalidade de governar por isso não vai desprezar qualquer oportunidade de assumir o poder.

Durante o referido encontro com os media, o líder da bancada da maior formação política na oposição revelou que o Presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP), Cipriano Cassamá indeferiu o requerimento entregue na passada sexta-feira, na qual o PRS solicitara a convocação duma sessão extraordinária para o dia 26 de Abril, para se debater o “Estado na Nação”.

Segundo Biote, o requerimento  indeferido fora assinado por 55 deputados, num universo de 102 que compõem o hemiciclo guineense, o que, no seu entender ,demonstra que o “PAIGC perdeu a maioria parlamentar que tinha antes’’.

O líder da bancada do PRS, diz desconfiar que a sessão prevista para o dia 3 de Maio próximo vai , mais uma vez,  ser adiada com outros “argumentos ou desenhos” do PAIGC, para inviabilizar os trabalhos dos deputados. 

Apela, por outro lado, ao cumprimento da decisão do Supremo Tribunal de Justiça que considerou inconstitucional a retirada de mandatos aos 15 deputados expulsos do  PAIGC.

Certório Biote, disse que o seu partido está a trabalhar para iniciar o processo de destituição do presidente da ANP que acusa de “servir apenas agenda política e interesses do PAIGC". 

ANG/O Democrata

Finanças públicas


Governo vai financiar-se com emissão de títulos do tesouro 

Bissau,27 Abr 16(ANG) - O Governo da Guiné-Bissau vai emitir na sexta-feira títulos do tesouro no valor de 12 mil milhões de francos CFA (18 milhões de euros) para suprir um défice na tesouraria pública, disse terça-feira à Lusa o diretor-geral do Tesouro guineense, Wilson Cardoso.

De acordo com aquele responsável, a emissão, a ser feita junto da banca comercial de países da União Económica e Monetária da Africa Ocidental (UEMOA) "é um exercício normal" de gestão do tesouro público que é usado pela quinta vez pela Guiné-Bissau.

Wilson Cardoso, que é também o responsável pela contabilidade pública do país, lembrou que em 2015 o país emitiu títulos do tesouro por duas vezes, tendo obtido "bons ganhos", frisou.

O empréstimo a ser contraído agora será reembolsável dentro de dois anos, com uma taxa de juro de cinco por cento, de acordo com as regras de funcionamento do mercado obrigacionista da UEMOA.

O Ministério da Economia e Finanças guineense acredita que estará em condições de, em seis meses, pagar o empréstimo, indicou Wilson Cardoso.

O diretor-geral do Tesouro guineense notou que "de forma sazonal" as finanças públicas "são obrigadas" a recorrer aos empréstimos sobretudo em períodos de baixa em termos de coleta de receitas, entre os meses de janeiro a abril.

A situação volta a normalidade entre maio a agosto, período considerado alto na recolha de receitas por coincidir com a campanha de comercialização da castanha do caju, principal produto de exportação da Guiné-Bissau.

ANG/Lusa