quinta-feira, 18 de maio de 2017

PAIGC



Dissidentes condicionam negociações com presença de

Luís Oliveira Sanca

Bissau, 18 Mai 17 (ANG) – O secretário Nacional do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), disse que os dissidentes do partido condicionaram o início das negociações convista a reintegração do grupo no partido com a  presença em negociações de Luís Oliveira Sanca, dirigente igualmente suspenso do partido.

Em declarações à RTP-África, Aly Hijazi afirmou que  os deputados expulsos alegam ainda que só voltam as negociações  se o local das negociações não for a sede do PAIGC.

“Para o partido, desta forma, o Acordo de Conacri estaria a ser protelado”, disse Hijazi tendo reafirmado que o problema do PAIGC tem de ser resolvido dentro da sede do partido, pois “reuniões clandestinas não abonam em nada”. 

Afirmou que o ex-Primeiro-ministro, Baciro Djá foi o único do grupo dos 15 dissidentes que compareceu no encontro com a direcção do partido.

 “Os restantes endereçaram uma carta ao PAIGC colocando várias exigências para continuar a participar nas reuniões visando a reconciliação interna a luz do acordo de Conacri”, disse.

O acordo de Conacry determinou que os 15 deputados expulsos do partido fossem reitegrados de acordo com os estatutos do partido. 

ANG/JD/ÂC/JAM/SG

Óbito



Faleceu jornalista da ANG, Fernando Mané

Bissau, 18 de Mai 17 (ANG) – O jornalista da Agência Noticiosa da Guiné-Bissau – ANG, Fernando Emiliano Silva Mane faleceu esta manhã em Bissau, vítima de uma doença prolongada que o vinha consumindo.
 
Bubo Mane, como carinhosamente era chamado no seio da classe jornalística e entre colegas da ANG, sucumbiu num dos hospitais da capital, depois de ter sido internado com urgência na terça-feira passada , na sequência do  agravamento do seu estado de saúde.

Nascido a 7 de Marco de 1961, Fernando Emiliano Silva Mané ingressou na ANG a 12 de Outubro de 1983, apos ter  beneficiado de uma bolsa de formação na república Socialista de Cuba.

Após o seu regresso, exerceu durante vários anos na redacção central em Bissau, para, posteriormente, vir a ser indigitado como correspondente residente da ANG, primeiro, na então província sul, concretamente em Bolama e depois na província do norte, em Cacheu.
O funeral se realiza em data e hora a indicar pelos familiares.

ANG/JAM/SG



Política


“É chegado a hora do PAIGC passar de partido revolucionário para o de desenvolvimento”, diz Baciro Djá

Bissau 18 Mai 17 (ANG) - O ex-primeiro-ministro e militante do Partido Africano da independência da Guine e Cabo-verde (PAIGC), disse  quarta-feira que a crise que se vive no país é uma lição para que o partido deixe de ser uma organização revolucionária e virar-se para o desenvolvimento.

Em Carta Aberta dirigida ao Comité Central dos libertadores, Baciro Djá disse que estas mudanças devem ser alicerçadas numa visão estratégica  sólida por via de planos de transformação económica, programas e projectos de progressos bancáveis.

“A  sua implementação vai proporcionar um elevado índice de crescimento económico inclusivo resultando assim na criação de postos de emprego , no aumento da renda per capita  e na melhoria da vida dos cidadãos guineenses , incluindo os militantes e simpatizantes do nosso grande partido “, sublinhou Baciro Djá.

De acordo com o ex. 3º vice-presidente do PAIGC e um dos 15 deputados expulsos desta formação política, estes serão os únicos caminhos a trilhar para ajudar o partido a desobrigar-se de crises cíclicas que o tem abalado nas ultimas décadas.

Djá aconselhou ainda sobre a necessidade de salvaguardar um clima sã e transparente entre os órgãos da soberania, isto é, o Presidente da República, o Governo e a Assembleia Nacional Popular, como condições indispensáveis para preservar a paz e estabilidade no país.

“Todos, sem excepção, militantes , responsáveis e dirigentes do partido, devem tornar mais vantajosa esta oportunidade de reintegração dos camaradas, fazendo dela uma autêntica coesão com o pensamento virado para o futuro próximo e longínquo do PAIGC ”,disse.

Djá apelou a todos os outros “camaradas”, envolvidos na desavença com o partido para virarem a página de dor e mágoa com a qual ninguém saiu vitorioso, mas que apenas contribuiu para o fracasso do partido.

Exortou-os a acudirem o chamamento do PAIGC, o qual qualificou de passo “histórico” a fim de reintegrarem e, assim, dar corpo ao Acordo de Conacri e aos apelos da Comunidade Internacional.

Na missiva Baciro Djá felicitou o Presidente do PAIGC, Domingos Simões Pereira  por esta abertura assumindo a paz e a estabilidade no seio dos libertadores .

“ A crise política que estamos a vencer neste momento, leva-nos a aferir de que perdemos algum tempo ou seja cerca de dois anos ,o que nos interpela como desafio para que nos próximos dois anos  façamos tudo para colocar o partido  no pelotão da frente do xadrez político nacional”, lê-se na carta.

Baciro Djá revelou que a sua conduta durante este período nunca serviu de afronta ao PAIGC , quer como simples militante, quer como primeiro-ministro do Governo da Guiné-Bissau.

Confessou que na altura viu-se confrontado com opções difíceis na tomada de decisões tais como a exoneração dos governadores regionais e directores-gerais dos diferentes Ministérios e instituições públicas.

“Não aceitei, porque não sou inimigo do partido”.


ANG/MSC/ÂC/JAM/SG

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Recursos Naturais



Inspector-geral considera projecto de energia da OMVG  “alavanca para combater a pobreza”

Bissau, 17 Mai 17 (ANG) – O inspector-geral do Ministério dos Recursos Naturais considerou hoje que o projecto da energia de que a Guiné-Bissau vai beneficiar no quadro da Organização para a Valorização do Rio Gâmbia (OMVG) constitui “alavanca para o desenvolvimento e o combate a pobreza“.

Seco Buía Baio fez esta observação na cerimónia de abertura do Atelier Nacional de Sensibilização e Reforço de Capacidades sobre o processo de indemnização de pessoas que serão afectadas pela instalação de cabos eléctricos no âmbito do Projecto Energia da OMVG. 

O evento reúne membros do Conselho Nacional de Seguimento (CNS) e Comités Locais de Coordenação e Seguimento (CLCS) da aplicação do projecto de energia da OMGV
Buía Baio disse que o projecto vai permitir ao país regular e melhorar a sua produção e prestação de serviços comerciais no mercado comum e concorrencial a nível interno e sub-regional.

Seco  Baio apelou aos decisores do país, beneficiários e membros do Conselho Nacional de Seguimento (CNS) para contribuírem para a execução deste projecto e dos seus resultados.

“Os seminaristas devem aproveitar no máximo esta oportunidade para aplicarem os conhecimentos adquiridos no processo de implementação do projecto”, aconselhou.
Por sua vez, o director-geral do Ambiente e Desenvolvimento Durável da OMVG, Kabir Silla Sonko disse que o CNS e o CLCS têm um papel importante à desempenhar nesta fase do projecto, pois são responsáveis na facilitação dos processos administrativos, técnicos, ambientais e sociais do mesmo.

“Serão supervisores a níveis nacional e local nos diferentes países membros da OMVG, nas questões relacionadas com a indeminização, instalação, e a gestão do ambiente, entre outros aspectos”, afirmou.

A OMVG integra para além da Guine-Bissau, a Guiné-Conacri, Gâmbia e o Senegal. Implementa um projecto energético que através de uma baraggem na Guiné-Conacri vai fornecer energia electrica para a Guiné-Bissau e os restantes países membros.
 
ANG/FGS/ÂC/JAM