quinta-feira, 15 de junho de 2017

Política



Primeiro-ministro quer no país jornalistas de órgãos estrangeiros para informar melhor

Bissau,15 Jun 17(ANG) - O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, anunciou que vai solicitar que jornalistas de "outros órgãos internacionais" se instalem no país para "melhor informarem" a sociedade guineense.

As declarações de Sissoco Embaló, foram feitas na terça-feira, quando regressava de uma viagem ao estrangeiro, e transmitidas na rádio privada Bombolom FM de Bissau.

Em reação à presença no país de uma missão do Comité de Sanções das Nações Unidas, que Embaló desdramatizou por não ter nada que ver com o momento político atual, o primeiro-ministro guineense considerou que os órgãos de comunicação social estão a tratar de forma errada aquele assunto.

"Infelizmente temos uma sociedade muito desinformada", defendeu o líder do governo guineense.

Para trazer maior pluralidade e abertura à sociedade guineense, Umaro Embaló adiantou ter solicitado já a "órgãos de comunicação estrangeiros" para que se venham instalar na Guiné-Bissau.

"Pedi aos meus amigos da France 24, Africa 24, Africable, para virem cá. Brevemente, vou mandar o meu ministro da Comunicação Social para que aqueles órgãos se venham cá instalar", declarou Embaló.

Os três órgãos são televisões com conteúdos em língua francesa.

Em resposta aos comentários do primeiro-ministro, o bastonário da Ordem dos Jornalistas, António Nhaga, considerou a ideia "surreal".

"Ele até pode trazer jornalistas da BBC, da Voz da América, só nós aqui é que podemos informar melhor do que ninguém o que se passa no país", sublinhou António Nhaga, que só acredita na mudança "se a democracia funcionar".

O bastonário da Ordem dos Jornalistas da Guiné-Bissau considerou que antes de se pensar em trazer jornalistas de fora, o Governo devia era mudar a forma de comunicar as suas políticas públicas.

"A sociedade política comunica mal as políticas públicas. É por isso que a sociedade está dividida", notou António Nhaga, lembrando que o país tem um Ministério da Comunicação Social, mas não tem uma política para o setor.

Em tom de ironia, o bastonário da Ordem dos Jornalistas considerou que talvez venha a ser necessário trazer de fora políticos para ocuparem o lugar dos da Guiné-Bissau.

"Nós também vamos fazer a mesma coisa: vamos trazer políticos de outros países para virem cá fazer política", defendeu António Nhaga.
ANG/Lusa

Ensino



INEP promove Jornadas de reflexão sobre ensino superior e investigação científica

Bissau, 15 Jun 17 (ANG) - O Instituto Nacional de Estudos e pesquisas (INEP) em colaboração com o Ministério de Educação e as Universidades do País iniciaram hoje os trabalhos de uma  jornada de reflexão para   avaliar  o  Sistema de Investigação Científica e do Ensino Superior na Guiné-Bissau.
Vista da Universidade Lusófona da Guiné

Em declarações à imprensa após a cerimónia de abertura o Presidente da Comissão Organizadora da referida jornada Carlos Cardoso, assegurou que pretende-se com a iniciativa promover um dialogo franco que possa levar a identificação de pistas de solução para os problemas que afectam o ensino superior  e a investigação científica.

“Durante as jornadas iremos debater os principais problemas que afectam o Ensino Superior, bem como os constrangimentos que se colocam à investigação científica na Guiné-Bissau de modo a suscitar uma reflexão sobre as ligações entre Ensino Superior e a Investigação Científica”, explicou Carlos Cardoso.

Segundo Cardoso, que vai ser um dos oradores da jornada, a questão da qualidade no Ensino Superior bem como os desafios que a integração no espaço da CEDEAO e UEMOA coloca ao Ensino Superior Guineense, serão igualmente objecto de debates.

Presidindo  a abertura oficial dos trabalhos, o  ministro  Sandji Fati reiterou que o sector educativo e um dos motores do desenvolvimento economico e humano.

“No nosso entender, as missões das universidades evoluem, não se trata mais de dotar elite de uma cultura geral, mas sim de preparar os futuros profissionais”, referiu Sandji Fati.

Aquele responsável disse que estão conscientes de que as universidades devem se adoptar aos novos desafios com um espírito de empreendedorismo e de novas iniciativas no sentido de tornar um estudante um actor que possa desenvolver conhecimentos e competências desejados pelo mercado de trabalho.

O ministro da Educação Nacional disse que espera da jornada propostas de  saída eficaz e pertinente para resolver os problemas que afectam o Ensino Superior  e a Investigação Científica guineense.

Nas jornadas de dois dias tomam parte representantes das universidades: Colinas de Boé,  Lusófona da Guiné, Amílcar Cabral e Jean Piaget.  
ANG/AALS/SG

EUA



          Donald Trump está a ser investigado por possível obstrução à justiça

Bissau, 15 Jun 17 (ANG) - O Presidente norte-americano, Donald Trump, está a ser investigado por eventual obstrução à justiça, noticiou na quarta-feira o jornal Washington Post.
A investigação está a ser feita pelo procurador especial que lidera o inquérito sobre a possível ingerência russa nas eleições presidenciais norte-americanas, em 2016, Robert Mueller.
 
Este procurador tinha sido nomeado para o caso russo depois da demissão fulminante, em Maio, do então director da polícia federal (FBI, na sigla em Inglês), James Comey, que depois garantiu que Trump, antes de o destituir, lhe tinha pedido que “deixasse passar” as investigações sobre os vínculos do seu ex-assessor de Segurança Nacional, Michael Flynn, com Moscovo.

Saber se Trump tem feito obstrução à justiça na investigação sobre a alegada interferência russa é uma questão que passou a fazer parte do inquérito de Mueller, segundo o jornal de Washington.

O procurador independente Robert Mueller, antigo chefe do FBI, está a interrogar os chefes dos serviços de informações para determinar se Trump tentou travar ou bloquear o inquérito que até agora incidia sobre aquela interferência, bem como sobre um possível conluio entre os próximos de Trump e os dirigentes russos, segundo o jornal, que cita fontes anónimas.

Este alargamento da investigação é um “ponto de viragem”, sublinha o Washington Post, que acrescenta que os investigadores também procuram eventuais delitos financeiros entre os colaboradores do milionário norte-americano.

Trump tinha-se congratulado na semana passada pelas declarações de Comey, que afirmou que o Presidente norte-americano não estava a ser objecto de inquérito pelo FBI no quadro da questão russa, enquanto esteve a dirigir a polícia federal.

Mas, ainda segundo as fontes da publicação, a situação mudou “rapidamente depois da demissão de Comey”, em 09 de Maio.

Robert Mueller foi nomeado procurador especial para este assunto para garantir a independência do inquérito na semana seguinte, em 17 de Maio.
ANG/Lusa/Inforpress

Pescas



                           Guiné-Bissau e União europeia ainda sem acordo

Bissau,15 Jun 17(ANG) - A Guiné-Bissau e a União Europeia não chegaram a acordo sobre o acordo de pesca na terceira ronda de negociações, anunciou quarta-feira o ministro das Pescas guineense, Orlando Viegas.

"A grande questão do impasse reside na proposta guineense e no montante da compensação financeira que a União Europeia deve pagar à Guiné, como contrapartida dos direitos de acesso aos recursos pesqueiros", afirmou, em conferência de imprensa, o ministro guineense.

Orlando Viegas explicou que a "parte europeia estima que a proposta guineense sob o novo modelo de gestão por quotas é prematura e solicitou uma moratória de dois anos para se adaptar ao modelo proposto pela parte guineense".

Segundo Orlando Viegas, a Guiné-Bissau, por uma "questão de equidade" está a pedir que lhe seja atribuída o mesmo tratamento em termos de benefícios dados a outros países da África Ocidental.

"Um tratamento não discriminatório", sublinhou o ministro.
Orlando Viegas disse também que a quarta ronda de negociações vai decorrer entre 26 e 28 de junho, em Bruxelas.

"A proposta guineense está em cima da mesa, compete à União Europeia decidir sobre essa proposta. Não chegando a acordo sobre o que se está a discutir é evidente que não haverá acordo", afirmou o ministro, questionado pelos jornalistas.

O acordo de parceria no setor da pesca entre a União Europeia e a Guiné-Bissau foi concluído em junho de 2007, prevendo a sua renovação por períodos de quatro anos.

O acordo permite que navios de Espanha, Portugal, Itália, Grécia e França pesquem nas águas guineenses e inclui a pesca de atum, cefalópodes (polvos, lulas, chocos), camarão e espécies demersais (linguados e garoupas).

Com o golpe militar de 12 de abril de 2012, a União Europeia suspendeu o acordo, voltando a aplicá-lo em 2014, com a restauração da ordem constitucional na Guiné-Bissau, mas só até novembro de 2017.

A primeira ronda negocial foi realizada em Bruxelas entre 06 e 08 de março, a segunda ronda de negociações decorreu em Bissau entre os dias 08 e 11 de maio e a terceira em Lisboa a 01 e 02 de junho.
ANG/Lusa

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Reforço de capacidades



Ministério de Defesa Nacional organiza seminário sobre política ambiental

Bissau, 14 Jun 17 (ANG) – O Ministério da Defesa promoveu hoje o segundo encontro sobre a política nacional do ambiente e desenvolvimento sustentável.
Foto Arquivo

Intervindo no  encontro, o Presidente do Instituto da Defesa Nacional (PIDN) Augusto Mário Có, disse que a Guiné-Bissau é um pais costeiro e exposta aos fenómenos naturais e antrópicos destrutivos e de efeito catastrófico.

segundo aquele responsável, este flagelo coloca em evidência a necessidade do Estado  assegurar as funções vitais assim como a segurança e o bem-estar das  populações.
Augusto Mário Có assegurou  que a  adequada eficiência na gestão dos recursos naturais do pais permite manter o equilíbrio ambiental de que depende a maioria da população para a sua sobrevivência.

“Por isso, quero aqui sublinhar que a política nacional do Ambiente para o Desenvolvimento Sustentável, deve ser assumida pelo governo através da definição da política de Defesa Nacional, como sendo  documentos condicionantes de mais alto nível do planeamento das acções destinadas a Defesa Nacional, coordenadas pelo Ministério da Defesa”, disse.

De acordo com Mário Có, o Instituto de Defesa Nacional,  a União Internacional da Conservação de Natureza e o Instituto da Biodiversidade e das Áreas Protegidas elaboraram um projecto de repovoamento florestal denominado “Projecto de 10 milhões de árvores”, que tem como  objectivo  dar um significado suplementar a presença dos militares e paramilitares no terreno, através da sua implicação na restauração do património florestal e ambiental.  

Por seu turno, o Consultor Nacional do Ministério de Ambiente, Mamadu Bandje, reiterou que as gerações vindouras deste pais também precisam de usufruir de tudo o que a natureza  oferece, razão pela qual apela a todo os cidadãos guineenses a salvaguardarem a natureza ambiental para  amanhã servir os mais novos.

Mamadu Bandje realçou, por outro lado, que o potencial natural de que o pais se depõe, deve ser convertido de uma forma equilibrada em beneficio de  todos os guineenses.
 ANG/LLA/SG  
     

   

  

Desporto

Três membros da Federação de Futebol ouvidos pelo Ministério Público

Bissau,14 Jun 17 (ANG) -   Três membros do Comité Executivo de Federação Nacional de Futebol (FFGB) foram ouvidos esta quarta-feira no Ministério Público,no âmbito de suspeitas de alegada corrupção na Federação de Futebol da Guine-Bissau.


A saida da audiencia, Bonifácio Malam Sanha, António Patrocínio Barbosa e Bacar Camara, bem como o advogado que os representa recusaram prestar declarações a imprensa.

Os  Três  são acusados de terem recebido subsídio de viagem ao Gabão, palco do Campeonato Africano de Futebol-CAN 2017, no valor de um milhão de fcfa cada, sem que, no entanto, o tenham feito.

As audições realizam-se no âmbito de uma denúncia de desvio de fundos doados pela CAF,  feita por um ex-membro da direcção da FFGB. 

O presidente , Manuel Nascimento Lopes e a Secretaria-geral da FFGB, Virgínia da Cruz já haviam sido ouvidos pelo MP no quadro do mesmo processo.  

ANG/JAM


Mercados



                              Revendedoras queixam-se de falta de peixe

Bissau,14 Jun 17 (ANG) - As mulheres da associação de revendedoras de peixe da Guiné-Bissau queixaram-se terça-feira no Ministério das Pescas de falta do produto no mercado guineense e de serem impedidas de o comprar no vizinho Senegal.

Segundo Mariama Djaló e Antónia Djaló, que representaram a associação no Ministério das Pescas, o mercado regista falta de peixe nos últimos três meses sem que haja uma explicação sobre o que se passa.

Antónia Djaló, revendedora de peixe desde 1992, afirmou compreender as dificuldades do Governo, mas observou que apenas com a criação de uma frota nacional poderá ser ultrapassada a falta de peixe no mercado.

As revendedoras - mulheres que compram o peixe aos armadores privados e estatal para venda nos mercados - dizem que o mercado guineense necessita mensalmente de entre 75 e 100 toneladas de peixe para "cobrir" os 12 mercados da associação.

Como aquela quantidade raras vezes é atingida, as revendedoras deslocam-se a Ziguinchor, região do sul do Senegal, que faz fronteira com o norte da Guiné-Bissau, para se abastecerem de peixe para o mercado guineense.

"Agora ouvimos que o Governo proibiu a entrada do peixe do Senegal para o nosso país. Não compreendemos essa medida", observou Mariama Djaló, que espera uma explicação do Ministério das Pescas.

As duas mulheres lembraram ao Governo que é através do negócio do peixe que "muitas mulheres" conseguem pagar a alimentação familiar e os estudos dos filhos "em Portugal, na Rússia ou no Brasil".

"Graças à venda do peixe, muitas mulheres têm agora filhos formados", salientou Antónia Djaló.

O representante do Ministério das Pescas no encontro com as mulheres revendedoras de peixe prometeu transmitir as preocupações ao ministro das Pescas, Orlando Viegas.
ANG/Lusa

Caso Manecas


    “Seria triste que o Comandante Manecas fosse detido”, diz líder do PAIGC

Bissau,14 Jun 17(ANG) - O líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, disse que seria triste que o Comandante Manecas dos Santos, ex-guerrilheiro e actual dirigente do PAIGC, fosse detido pela Procuradoria na sequência das suas afirmações de que o país poderia vir a ter um golpe de Estado dado o impasse político.
Manuel dos Santos Manecas

Manuel dos Santos, comandante histórico do PAIGC, mais conhecido como "Manecas" dos Santos afirmara numa entrevista ao jornal português "Diário de Notícias" a 27 de Abril que a Guiné-Bissau estaria na iminência de um golpe de Estado.

A polícia teria envidado diligências na sexta-feira passada para o deter pelo sucedido.
"Manecas" dos Santos estava, porém, hospitalizado desde a véspera pelo que a detenção não fora levada por diante, e isto de acordo com declarações de Carlos Pinto Pereira, o respectivo advogado, ao órgão de comunicação social português .

Assim que a entrevista fora publicada, o comandante em causa fora convocado pelo Ministério Público. O caso fora arquivado numa primeira fase e posteriormente reaberto.
Voltaria a ser convocado no passado dia 2, tendo porém o visado apresentado atestado médico.

Um mandado de detenção fora posteriormente emitido no passado dia 5, ordem que a polícia procurara cumprir no passado dia 9 na sua residência.

Do crime de "incitamento ao golpe" entretanto arquivado a justiça guineense investigá-lo-ia agora por "simulação de crime", arriscando-se a ter que cumprir dois anos de cadeia.

O seu advogado alega que dos Santos está disponível para todos os esclarecimentos.
Este está também a coordenar a convenção do PAIGC, partido mais votado nas últimas eleições legislativas. Em causa está a orientação dessa força política, dilacerada pela dissidência de 15 deputados.

O movimento de Domingos Simões Pereira visaria o próximo escrutínio guineense, agendado para o próximo ano. O actual líder do PAIGC alega não ter ficado surpreendido com a iminência da prisão de "Manecas" dos Santos.

Por isto corresponder totalmente ao "padrão comportamental do regime que o presidente José Mário Vaz quer implementar". "Um regime de ameaças, de perseguição, de pôr em causa as liberdades fundamentais dos cidadãos".

O antigo primeiro-ministro alega que o chefe de Estado num comício popular pormenorizara um suposto golpe de Estado em preparação.

O também ex-secretário executivo da CPLP acrescentou que também o secretário-geral do PRS, primeiro partido da oposição, teria feito acusações sobre uma possível golpe de Estado.

Ora quando um combatente da liberdade da pátria alega que neste momento se voltaram a criar "condições propícias para um golpe de Estado esse "sim é ameaçado, é perseguido e acaba vendo a sua liberdade posta em causa, precisamente por ter feito essas análises." ANG/RFI

ONU



                               Pedida mais ajuda para Estados africanos

Bissau, 14 Jun 17 (ANG) - O subsecretário-geral da ONU para as Operações de Manutenção da Paz, Jean-Pierre Lacroix, elogiou terça-feira em Kinshasa o papel “fundamental” dos países africanos na resolução de conflitos, numa entrevista à ONU News na qual esclareceu que apesar de os países do Continente serem “os maiores contribuintes de tropas” precisam de apoio financeiro e técnico.

Lacroix está em território congolês para constatar o funcionamento da Missão das  Nações Unidas na República Democrática do Congo (Monusco) e explicou que  os países africanos têm um papel importantíssimo nos nossos esforços nas áreas política e económica: “Nós temos as operações mais importantes em tamanho no continente africano. Precisamos de ajuda e da cooperação com os países do continente para fazer avançar os processos de paz e também para contribuir neles. Mas para isso, os países africanos precisam de mais ajuda financeira e também de ajuda técnica.” 

Sobre as prioridades das operações de manutenção de paz da ONU, Jean-Pierre Lacroix informou que incluem esforços para fazer avançar processos políticos, para o foco das missões para as necessidades no terreno e para a sua modernização para que sejam “mais eficazes e reactivas”. 

O responsável da Organização das Nações Unidas disse ser importante cooperar com parceiros como a União Africana (UA) e  progredir na colaboração ente as partes. E pediu que os intervenientes na estabilização na República Democrática do Congo trabalhem “em colaboração e de boa-fé” para permitir que as tarefas da transição sejam implementadas “de forma rápida e total”. 

A agenda de trabalho de Jean-Pierre Lacroix na RDC prevê visitas às cidades de Kinshasa, Kananga, Goma e Beni e manter encontros com autoridades congolesas, forças políticas e sociedade civil.

África representa cerca de 58 por cento das forças de manutenção de paz globais e acolhe nove das 16 missões da organização. Com mais de 18,3 mil homens, a Monusco é a maior operação de paz do mundo.

Responsáveis da Agência das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) e o Programa Mundial de Alimentação (PAM) estão a realizar viagens ao continente destinadas a complementar o reforço de assistência a países africanos no combate à fome.

Em declarações à ONU News, o director-geral da FAO, Graziano da Silva, disse que as viagens ao Sudão do Sul e ao Quénia com o chefe do PAM, David Beasley, beneficiam ambas as agências: “Nós sabemos que não basta dar o peixe, tem de se ensinar a pescar. A FAO e o PAM estão a dar o peixe e a ensinar a pescar. O PAM aparece com a ajuda alimentar, às vezes em espécie, às vezes com dinheiro que tem sido vital para acudir as populações nas regiões mais difíceis. Mas nós vamos  com o PAM para restabelecer as condições de vida da população.” 

Uma das grandes preocupações do Fundo da ONU para Agricultura e Alimentação e do Programa Alimentar Mundial prende-se com as áreas isoladas ou que estão sob controlo de grupos rebeldes, disse Graziano da Silva, para acrescentar que as agências humanitárias das Nações Unidas continuam a precisar de recursos urgentes  e que com o início da estação de chuvas, a situação pode piorar no próximo ano. 
ANG/JA

Cultura Portuguesa


         Domingos Simões Pereira vai integrar a Academia Internacional

Bissau,14 Jun 17 (ANG) - Domingos Simões Pereira, presidente do PAIGC, antigo primeiro-ministro da Guiné-Bissau e antigo secretário-executivo da CPLP foi convidado para integrar a Academia Internacional da Cultura Portuguesa. 
 
Segundo a Rádio France Internacional, Domingos Simões Pereira será o segundo guineense a integrar a AICP. O outro é Carlos Lopes, ex-secretário geral adjunto das Nações Unidas.

O antigo secretário-executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa sublinha que recebeu o “convite como um sinal de confiança, de apreço, uma manifestação das autoridades, do povo português e de todos os que partilham a língua portuguesa.

“Talvez algum reconhecimento do trabalho que tenho desenvolvido no passado e talvez, de alguma forma, no presente. Mas recebo esta indicação sobretudo como um sinal de esperança que se quer dar ao povo guineense”, explicou.

Domingos Simões Pereira acrescentou, ainda, que vai “querer utilizar essa competência de membro da academia para levar uma apresentação positiva daquilo que a academia faz virada para os povos que partilham a língua portuguesa”.

Domingos Simões Pereira será o segundo guineense a integrar a AICP. A Academia é presidida pelo académico e político português, Adriano Moreira.

Domingos Simões Pereira toma o assento na AICP no próximo dia 26 deste mês em Lisboa.
ANG/RFI

África do Sul



                                Ex-combatentes apoiam Dlamini Zuma

Bissau, 14 Jun 17 (ANG) – A Associação dos Veteranos Militares do Mkhonto WeSizwe (MKMVA), depois da Liga das Mulheres e da Juventude do ANC, manifestou em Joanesburgo “total apoio” a uma eventual candidatura de Nkosazana Dlamini-Zuma à presidência do Congresso Nacional Africano (ANC).

O  partido que governa na África do Sul  escolhe o seu próximo líder na conferência marcada para Dezembro deste ano.

“Os órgãos do ANC são os que decidem sobre quem vai ser o presidente do partido. Respeitamos o vice-presidente Cyril Ramaphosa como um dos líderes da organização, mas a nossa preferência para suceder ao presidente Jacob Zuma é Nkosazana Dlamini-Zuma”, declarou o presidente da MKMVA, Kebby Maphatsoe, à margem da 5.ª conferência eleitoral da associação, realizada em Ekurhuleni, a Leste de Joanesburgo.

Os membros desta organização, acrescentou, estão confiantes que as estruturas do mais antigo movimento de libertação em África vão eleger Nkosazana Dlamini-Zuma para o cargo de presidente do ANC.

Em Janeiro deste ano, a Liga das Mulheres do ANC abriu a corrida à sucessão de Jacob Zuma e defendeu que a sua ex-esposa, Nkosazana Dlamini-Zuma, deve ser a futura líder do partido e candidata à Presidência do país em 2019.
 “Ela é uma figura de liderança no ANC”, disse a presidente da Liga das Mulheres do ANC, Bathebile Dlamini, ao justificar o apoio a antiga presidente da Comissão da União Africana.

Além da Liga das Mulheres e da Associação de Veteranos, também a Liga da Juventude do ANC e os ministros de pelo menos três das nove províncias já manifestaram apoio à candidatura.

Nkosazana Dlamini-Zuma tem 67 anos e durante o Governo de Nelson Mandela foi ministra da Saúde. De 1999 a 2009, no Governo do então Presidente Thabo Mbeki, ocupou o cargo de ministra das Relações Exteriores e, em seguida, até 2012, foi ministra do Interior do Governo de Jacob Zuma.

Analistas afirmam que a sua experiência pode ser uma mais-valia para o ANC. “Esta é a vantagem que ela tem sobre qualquer outro candidato: é leal ao ANC, tem desempenhado altas posições e importantes cargos ministeriais. É conhecida dentro do próprio partido e no seio da população e não tem sido envolvida nos escândalos políticos recentes, já que ocupa um cargo na União Africana”, afirma o jornalista e editor do “Mail & Guardian” na África do Sul, Phillip Wet. Para jornalista, o facto de ter sido esposa de Jacob Zuma não é um empecilho para a candidatura, pois Nkosazana “é vista como uma mulher independente e isso pode ser uma vantagem decisiva”, argumenta.

Entretanto, na 5.ª conferência da MKMVA, o presidente cessante do ANC, Jacob Zuma, apelou aos veteranos para consolidarem a unidade nacional e mobilizarem a sociedade. “Devemo-nos unir e purificar as fileiras. Vimos nos últimos dias a mobilização da sociedade civil contra o ANC e a sua liderança e alguns de nós caíram nesta manobra. Juntaram-se a estes grupos, para aparecerem como intelectuais e vozes da moral”, afirmou o também Chefe do Estado.

Jacob Zuma advertiu que “os que tomaram parte nestas campanhas para destruir o ANC estão a comportar-se de maneira anti-revolucionária” e desafiou os antigos guerrilheiros para mobilizarem e se envolverem com o povo, com vista a permitir que o partido continue a desenvolver a sua capacidade. ANG/JA