sexta-feira, 18 de maio de 2018

Presidenciais 2019



 
Bissau,17 Mai 18(ANG) - O antigo primeiro-ministro guineense, Umaro Sissoco Embaló, admite candidatar-se à presidência do país nas eleições de 2019 por acreditar ter "melhor capacidade de que muitos" que já desempenharam o cargo.

Em declarações aos jornalistas ao chegar à Bissau, após uma ausência no estrangeiro de três meses, Umaro Embaló, de 46 anos, afirmou que por ser cidadão guineense pode ser candidato à presidência sem qualquer problema.

"Tenho condições de ser Presidente da República melhor do que muitos que já desempenharam o cargo e outros candidatos que poderão aparecer", disse Embaló, que espera que as eleições legislativas, marcadas pelo atual chefe de Estado, José Mário Vaz, tenham lugar a 18 de novembro, como está fixado.

Ainda sobre a possibilidade de se apresentar às eleições presidenciais de 2019, o antigo primeiro-ministro guineense frisou que não confirma nada, mas também não desmente.

Umaro Embaló sublinhou que o mais importante neste momento é que as eleições legislativas possam decorrer na data prevista e que "a teimosia de ninguém" não coloque em causa a realização do pleito.

Sobre a situação atual do país, o antigo primeiro-ministro, que dirigiu a Guiné-Bissau entre novembro de 2016 a janeiro de 2018, lamentou que "esteja a ser administrada pela CEDEAO" o que, disse, desvirtualiza a luta armada pela independência.

"Hoje são cinco ou dez pessoas da CEEDEAO que gerem a Guiné-Bissau por correspondência", disse Sissoco Embaló para acrescentar "não ser digno" que um país seja administrado por uma organização sub-regional. ANG/Lusa

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Protecção Civil


Bombeiros sem condições para  exercício de suas missões

Bissau, 16 Mai 18 (ANG) – O Chefe de Departamento Táctico Operacional dos Bombeiros da Guiné-Bissau, Luís Quissonde, aponta falta de meios materiais como principal factor que dificulta as suas acções de combate aos incêndios e outros acidentes.

Em entrevista exclusiva à ANG, Quissonde, disse que actualmente o Corpo de Bombeiros dispõe apenas de uma única  viatura para cobrir o país.

Disse que  muitas das vezes a população fica revoltada com a falta de resposta rápida e dos serviços completos no momento de incêndios e outros casos da intervenção dos Bombeiros, 

Para o chefe de Operação de Bombeiros, esses factos acontecem por falta de viaturas em condições e devido a  dificuldade de acesso as certas zonas por falta de urbanização dos bairros. 

"Esta situação é lamentável para nós e para o país em geral e não podemos continuar a perder  vidas que podem ser salvas", afirmou.

Ainda disse de que o Corpo de Bombeiros se depara com outros problemas nomeadamente, a formação e reciclagem dos seus efectivos, kits completos de trabalho e a descentralização das suas corporações em todo o território nacional.

"Precisamos de instalações modernas iguais aos dos  outros países para albergar todos os departamentos dos Bombeiros, onde vamos preparar melhor os nossos homens para servir melhor a nação e salvar  vidas" disse Luís Quissonde.

Acrescenta que  Corpo Nacional de Bombeiros se depara ainda com a falta de colaboração do Estado, no que toca as condições de trabalhos do pessoal no terreno.

"Muitas vezes fizemos levantamentos dos materiais precisos e solicitamos ao governo através do Ministério do Interior mas não nos tem dado  o suficiente", lamentou.

Disse que a única viatura em operação, foi uma oferta de um  parceiro externo, mas que se encontra  em avançado estado de degradação e que necessita de reparação geral para o seu normal funcionamento.  

ANG/CP/ÂC/SG


terça-feira, 15 de maio de 2018

Timor-Leste/Eleições


 AMP vence legislativas antecipadas com maioria absoluta

Bissau, 14 Mai 18 (ANG) - A Aliança de Mudança para o Progresso (AMP) venceu as eleições legislativas antecipadas de sábado em Timor-Leste com mais de 305 mil votos, ou 49,56 por cento do total, segundo os dados praticamente finais do Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE).
Os dados dizem referência a um escrutínio de quase 99 por cento, faltando apenas nove dos 85 centros de votação do município de Bobonaro, onde a AMP lidera com ampla vantagem (mais de 51,29 por cento dos votos).
Com este apoio eleitoral, a AMP, liderada pelos ex-Presidentes Xanana Gusmão e Taur Matan Ruak obtém 34 dos 65 mandatos do Parlamento Nacional, o que lhe permite formar o VIII Governo constitucional sem necessitar de qualquer apoio adicional.
Em segundo lugar ficou a Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin), que liderou a coligação minoritária do anterior Governo, e que obteve cerca de 211 mil votos, ou 34,27 por cento do total, mantendo o mesmo número de deputados, 23.
No Parlamento estará também o Partido Democrático (PD) – parceiro da Fretilin no VII Governo, que perde dois deputados para cinco, tendo obtido quase 49 mil votos ou 7,95% do total.
Pela primeira vez no parlamento estará a Frente de Desenvolvimento Democrático (FDD) – uma coligação de quatro pequenos partidos – que terá três lugares e que obteve quase 34 mil votos ou 49,56 por cento do total.
Nenhuma das outras oito forças políticas conseguiu chegar à barreira dos 4% de votos válidos que é necessária para conseguir eleger deputados.
Os dados mostram um aumento da taxa de participação, que em 2017 foi de 76,74 por cento (584 mil votantes num universo de 760 mil) e este ano aumentou para quase 80% (626.500 num universo de 784 mil.
Os três partidos que integram a AMP conseguiram aumentar, em conjunto, a sua vantagem sobre a Fretilin, de cerca de 84.500 em 2017 para mais de 90 mil.
Globalmente, a AMP teve mais de 94 mil votos que a Fretilin (a diferença era de cerca de 83.600), tendo aumentado o seu apoio total em cerca de 52.500 votos, enquanto a Fretilin viu crescer o seu apoio eleitoral em quase 41 mil votos.
De referir ainda o aumento de cerca de 5.700 votos da FDD.
Os piores resultados foram dos partidos que integram a coligação MSD, que perderam mais de 10 mil votos, e do PD que perdeu quase seis mil.
Até ao momento ainda nenhuma das forças políticas fez qualquer declaração pública sobre o resultado eleitoral.
Os dados têm agora que ser reconfirmados na Comissão Nacional de Eleições (CNE), numa tabulação nacional – não se trata de uma nova contagem, apenas de uma verificação das atas.
É nessa fase que é decidida, com a presença dos partidos, a distribuição dos quase 600 votos “reclamados”, ou seja, votos em que, no momento de contagem, houve disputa sobre a quem deveriam ser atribuídos.
Os resultados finais terão depois que ser confirmados pelo Tribunal de Recurso, o que se prevê ocorra até final de maio, devendo os deputados tomar posse em junho.
Só depois deverá ocorrer a formação do Governo que deverá ser liderado, como o próprio disse à Lusa, por Xanana Gusmão, que regressa assim ao cargo que abandonou em 2015.
De referir que a AMP venceu na maioria dos municípios, em concreto Aileu, Ainaro, Bobonaro, Covalima, Dili, Ermera, Liquiçá, Manatuto, Manufahi e ainda na Região Administrativa Especial de Oecusse-Ambeno (RAEOA) e no centro instalado na Coreia do Sul.
A Fretilin, por seu lado, venceu em todos os municípios do leste do país, Baucau, Lautem e Viqueque e ainda na Austrália, Portugal e Reino Unido. ANG/Inforpress/Lusa