terça-feira, 24 de julho de 2018

Cuba


Parlamento aprova novo projecto de Constituição
Bissau, 24 jul 18 (ANG) - O Parlamento cubano adoptou no domingo, um projecto de reforma da Constituição, que tem como  novidades , a eliminação de referências ao comunismo, o reconhecimento da propriedade privada, a instituição de um primeiro-ministro e a modificação da definição do casamento.
O projecto de 224 artigos reafirma o "carácter socialista" do sistema político cubano, reforça o papel do dirigente do partido comunista, partido único no país, porém retira a referência à futura sociedade comunista.
Com esta reforma, que modifica 113 artigos, acrescenta 87 e elimina 11 com relação à actual Carta Magna, o Governo cubano também quer dar cobertura constitucional às reformas promovidas pelo ex-presidente Raúl Castro para abrir a economia cubana, atrair investimento estrangeiro e permitir um desenvolvimento limitado e altamente controlado do sector privado.
A nível institucional, a futura constituição restabelece o título de Presidente da República e de primeiro-ministro e contrariamente à constituição de 1976, a nova lei fundamental define o casamento como uma união consentida entre duas pessoas, sem precisar o sexo, abrindo assim as portas ao casamento homossexual, uma das exigências da comunidade LGBT cubana.
O novo texto constitucional que foi aprovado por unanimidade durante a sessão ordinária da Assembleia Nacional vai agora ser objecto de debate popular, de 13 Agosto a 15 de Novembro, em seguida será organizado um referendo e depois disso será de novo discutido pelos deputados para a adopção final.ANG/RFI


Israel


Governo admite reabrir ponto de passagem de mercadorias para Gaza

Bissau,  24 Jul 18 (ANG) – Israel prevê reabrir parcialmente o terminal de Kerem Shalom, por onde passam mercadorias para a Faixa de Gaza, e que esteve encerrada desde o dia 09 de Julho em represália pelo lançamento de projecteis incendiários contra território israelita.
De acordo com um comunicado do Ministério da Defesa de Israel a decisão, tomada no domingo, deve ser posta em prática hoje e prevê a autorização de passagem mercadorias além de gás e combustíveis.
Para a reabertura da passagem, Israel punha como condição a verificação de “calma total”, depois do fim de semana marcado pela violência.
O posto fronteiriço de Kerem Shalom foi encerrado na primeira semana de Julho após o lançamento de projecteis e balões incendiários e que atingiram, sobretudo, zonas agrícolas de Israel junto a Gaza.
– Israel e o Hamas acordaram sabado um cessar-fogo, após a escalada de violência de sexta-feira, que provocou cinco mortos
Em comunicado, o porta-voz do Hamas, Fawzi Barhoum, atribuiu o cessar-fogo aos esforços do Egipto e das Nações Unidas.
Na sexta-feira, a escalada de violência em Gaza provocou a morte de quatro palestinianos e de um israelita.
Desde 30 de Março que os palestinianos protestam regularmente no sector fronteiriço para denunciar o bloqueio imposto em Gaza e exigir o regresso dos refugiados palestinianos expulsos ou que fugiram das suas terras em 1948, no decurso da formação do Estado de Israel.
Mais de 130 palestinianos, a maioria desarmados, foram mortos por fogo israelita desde o início dos protestos.
Entre israelitas há a registar a morte de um soldado sabado. ANG/Inforpress/Lusa
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Exploração conjunta


Cidadãos guineenses exigem nova partilha de recursos petrolíferos com Senegal 

Bissau,24 Jul 18 (ANG) - Cidadãos guineenses lançaram um manifesto dirigido ao Presidente José Mário Vaz para propor uma nova partilha de recursos petrolíferos e haliêuticos que existem na zona de exploração conjunta com o Senegal, cujo acordo deve ser renegociado entre os dois Estados.

O grupo integra, entre outras personalidades da sociedade civil, o ex-chefe da diplomacia, João José `Huco´ Monteiro, o escritor Fernando Casimiro, o sociólogo Miguel de Barros e a ativista cívica Francisca `Zinha´ Vaz.

 Os signatários querem que o Presidente guineense, José Mário Vaz, ordene o adiamento do início das negociações com o Senegal e sobretudo, que seja firme nas próximas conversações, «visando um novo realismo percentual face ao exagerado desequilíbrio que caracterizou a divisão de ganhos sobre os recursos petrolíferos e haliêuticos da zona comum, no anterior acordo».

 As negociações para o estabelecimento de um novo acordo de partilha dos recursos na zona de exploração marítima conjunta entre a Guiné-Bissau e o Senegal devem acontecer esta quarta-feira.

 O anterior acordo, rubricado há 20 anos, não teve a renovação automática porque José Mário Vaz o denunciou em 2014.

 Vários setores guineenses contestam o facto de a Guiné-Bissau ter ficado com 15 por cento dos recursos petrolíferos que possam ser encontrados na zona, cabendo ao Senegal os restantes 85 por cento.  

ANG/Lusa