quarta-feira, 3 de novembro de 2021

COP26/ “Reduzir a fome em África em 80% está mesmo ao nosso alcance”, diz  presidente do BAD

Bissau,  03 Nov 21(ANG) – O presidente do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Akinwumi Adesina, disse que reduzir a fome em África em 80% “está mesmo ao nosso alcance”, destacando o conjunto de iniciativas na área da Agricultura que estão a ser lançadas.

“Estou neste ramo há muitos anos, e nunca estive tão apaixonado e tão convencido de que atingir a fome zero em África está mesmo ao nosso alcance”, disse Adesina durante uma intervenção na Cimeira de Aceleração da Adaptação em África, que decorre no âmbito da COP26, em Glasgow.

“O Programa de Aceleração da Adaptação em África [AAAP] foi lançado pelo BAD e pelo Centro Global de Adaptação para acelerar os recursos financeiros em África, e está a apoiar 30 milhões de agricultores com serviços digitais de aconselhamento sobre as alterações climáticas, disponibilizando tecnologias resilientes a 11,2 milhões de agricultores em apenas dois anos”, salientou o banqueiro.

“Com o AAAP esperamos atingir 40 milhões de agricultores, possibilitando a produção de 100 milhões de toneladas de comida, que será suficiente para alimentar 200 milhões de pessoas e com isso reduzimos a fome em África em 80%, acrescentou Adesina, que antes de ser escolhido para liderar o BAD, era ministro da Agricultura da Nigéria.

Durante a intervenção na Cimeira, Adesina abordou também a situação financeira do continente africano e a necessidade de aumentar o nível de financiamento para que o continente recupere dos efeitos da pandemia de covid-19, que originou uma recessão de 2% no ano passado, o primeiro crescimento negativo nos últimos 25 anos.

“Não precisamos de mais factos, precisamos é de mais financiamento”, exclamou.

“África perde a 7 a 15 mil milhões de dólares [6 a 12,9 mil milhões de euros] devido às alterações climáticas, mas o valor pode chegar a 50 mil milhões de dólares [43,1 mil milhões de euros] em 2040”, explicou.

O continente, continuou, precisa de 336 mil milhões de dólares [289 mil milhões de euros] para se adaptar às alterações climáticas, a que se juntam as verbas necessárias para recuperar da pandemia de covid-19.

“África pura e simplesmente não consegue respirar”, avisou, apontando que apesar de o continente “não contribuir com mais do que 3% para as emissões com efeito de estufa, é o mais vulnerável às alterações climáticas e só recebe 3% do financiamento global sobre o clima”, adiantou o banqueiro.

Na sua intervenção, Adesina vincou a intenção do banco de “duplicar o financiamento climático para 25 mil milhões de dólares [21,5 mil milhões de euros] até 2025 e canalizar 40% de todos os investimentos” para esta área.

Mais de 120 líderes políticos e milhares de especialistas, activistas e decisores públicos reúnem-se até 12 de Novembro, em Glasgow, na Escócia, na 26.ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP26) para actualizar os contributos dos países para a redução das emissões de gases com efeito de estufa até 2030.

A COP26 decorre seis anos após o Acordo de Paris, que estabeleceu como meta limitar o aumento da temperatura média global do planeta a entre 1,5 e 2 graus celsius acima dos valores da época pré-industrial.

Apesar dos compromissos assumidos, as concentrações de gases com efeito de estufa atingiram níveis recorde em 2020, mesmo com a desaceleração económica provocada pela pandemia de covid-19, segundo a ONU, que estima que, ao actual ritmo de emissões, as temperaturas serão no final do século superiores em 2,7 ºC.ANG/Inforpress/Lusa

 

Comunicação social/Sindicato dos Jornalistas pede fim da impunidade contra profissionais do setor

Bissau,03 Nov 21(ANG) - O Sindicato dos Jornalistas e Técnicos de Comunicação Social(Sinjotecs),  exigiu terça-feira o fim da impunidade contra os profissionais do setor e repudiou o “tratamento indigno manifestado” pelo Presidente da República Umaro Sissoco Embaló contra  membros da imprensa.

Em conferência de imprensa para assinalar o Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas, a presidente do Sindicato do Sinjotecs, Indira Baldé, salientou que a “liberdade de imprensa e a proteção dos jornalistas são essenciais para o exercício livre da democracia, do Estado de Direito e para a consolidação da paz”.

Nesse sentido, o Sindicato dos Jornalistas repudiou o “tratamento indigno manifestado pelo Presidente da República contra os jornalistas” e exigiu  “maior urbanidade possível na relação institucional”.

A presidente do Sindicato de Jornalistas lamentou também os “sucessivos discursos hostis” feitos por “altas instâncias nacionais” contra a comunicação social guineense.

Indira Baldé exigiu ao Governo a “criação de condições adequadas para o livre exercício” do jornalismo e apoios para o setor.

A presidente do Sinjotecs recordou também os ataques físicos registados contra jornalistas e a destruição da Rádio Capital para exigir ao Ministério Público o fim dos inquéritos aos ataques à rádio e aos profissionais da comunicação social e a responsabilização criminal dos autores morais e materiais.

Em março de 2020, o jornalista Serifo Tawel da Rádio Capital foi agredido por um grupo de homens fardados à saída das instalações da rádio, quatro meses mais tarde, em julho, a rádio foi ataca e destruída por homens armados.

Já em março de 2021, o jornalista Aly Silva foi sequestrado e espancado por um grupo de homens armados e o jornalista Adão Ramalho espancado por agentes das forças de segurança.

“Até à data, o Ministério Público não abriu nenhum inquérito para identificar e trazer à justiça os autores de nenhum destes casos abusivo”, sublinhou Indira Baldé.ANG/ Lusa

 

     
        Covid-19
/Holanda reforça restrições para travar subida de infecções

Bissau, 03 Nov 21(ANG) – O primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, anunciou hoje uma série de medidas restritivas para conter o aumento do número de infecções de covid-19, incluindo o regresso ao uso obrigatório de máscaras em lojas e outros espaços públicos fechados.


Numa altura em que o número de novas infecções está a aumentar a pressão sobre os hospitais, o governo decidiu reintroduzir várias medidas que já tinham sido descontinuadas, como a regra do distanciamento de um metro e meio, e alargar a locais como museus e esplanadas a exigência de apresentação de passe sanitário.

As novas medidas foram anunciadas pelo primeiro-ministro numa entrevista colectiva transmitida pela televisão, em que Mark Rutte aconselhou as pessoas a privilegiar o teletrabalho e a evitar a utilização os transportes públicos sobretudo nas horas de maior afluência.

“Ninguém vai ficar surpreendido que tenhamos uma mensagem difícil [para transmitir]. O Número de infecções e de internamentos hospitalares está a aumentar muito rapidamente”, precisou o primeiro-ministro holandês, sinalizando que as medidas entram em vigor a partir do próximo sábado.

A Holanda, onde cerca de 84% da população com 18 ou mais anos tem a vacinação completa, registou uma média de 7.711 novos casos de covid-19 por dia na semana passada, o que reflecte um aumento de 39% face à semana anterior.

A maioria das medidas de distanciamento social tinham sido retiradas em Setembro, mas o ritmo de novos casos atingiu na semana passada o nível mais alto desde Julho.

Esta situação já está a reflectir-se na prestação de cuidados de saúde, com os hospitais reduzirem o atendimento regular para abrirem mais espaço para os doentes covid-19.

Sublinhando a importância do cumprimento das regras básicas de higiene, Mark Rutte pediu às pessoas para ficarem em casa se apresentarem sintomas, sublinhando que o comportamento de cada um “é crucial” e que uma “grande parte” da luta contra a doença depende disso.

Na próxima semana, o Governo decidirá se amplia a exigência de apresentação do passe sanitário – prova de vacinação completa ou teste negativo à covid-19 – aos locais de trabalho.

Com 17 milhões de habitantes, a Holanda registou até agora 18.441 mortes por covid-19.

A toma de uma dose de reforço da vacina é aconselhada a todas as pessoas com mais e 60 anos.

A covid-19 provocou pelo menos 5.003.717 mortes em todo o mundo, entre mais de 247,03 milhões infecções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse. ANG/Inforpress/Lusa

 

 

 

Reorganização urbana/Câmara Municapal de Bissau anuncia que vai recuperar espaço verde para eventos culturais 

Bissau,03 Nov 21(ANG) - O presidente da Câmara Municipal de Bissau (CMB), Luís Simão Intchama, anunciou a intenção de recuperar o espaço verde do bairro de ajuda, segunda-fase, em Bissau, para eventos culturais, sobretudo para transmissão de jogos da seleção nacional de futebol “os Djurtus”, no Campeonato Africano das Nações.

“Esse espaço  fica no centro da cidade, por isso deve merecer uma outra visão, além de ser um local confortável para repouso de pessoas” disse.

O anúncio foi feito  depois de uma visita ao espaço verde do bairro de ajuda na segunda-feira, 01 de novembro de 2021, tendo Inchama considerado “anormal” o estado em que o local se encontra.

O responsável da edilidade prometeu intervenção, dentro de uma semana, para restaurar o espaço.

“Poucas pessoas que ainda persistem em vender seus produtos vão ser deslocadas para o espaço que fica em frente ao prédio Taiwan para de continuarem as suas atividades”, assegurou.

O presidente da CMB referiu que, se o governo, através do Alto Comissariado, declarar o fim da pandemia no país, os mercados improvisados, na sequencia da Covid-19, vão também acabar.

Devido a sistemática renovação de estados de calamidade na Guiné-Bissau, o governo, através da Câmara Municipal de Bissau, cedeu espaços, a título provisório, para mulheres que exercem pequenas atividades económicas como  mercados, para evitar aglomeração de pessoas e puder facilitar na materialização rigorosa das medidas preventivas adotadas pelas autoridades sanitárias.

“A CMB, no uso das suas prerrogativas, deslocou pessoas da subida de Cabana para o bairro de Ajuda. Neste momento, o espaço quase foi abandonado pelos vendedores, que preferiram voltar para a subida de Cabana, por falta de rendimento e ao facto de os produtos, muitas vezes, acabam por estragar-se”, referiu.

Luís Simão Intchama condenou o abate de cabras no espaço verde, porque “o local não dispõe de condições para ser um matadouro”.

“Eles sabem que não podem matar cabras neste local, mas disseram-nos que são cabras que chegaram com febre. Uma coisa que não deveria ter acontecido, sem antes uma autorização prévia de um médico veterinário para o consumo humano”, lamentou e revelou que vai ser construída nova feira na estrada de volta, um espaço com maior e melhor condições.

Intchama disse que a CMB pretende inspirar no modelo urbanístico de Dacar para construir um parque de estacionamento na cidade de Bissau, enfatizando que o assunto é urgente.

“CMB ponderará utilizar espaço atrás do estádio Lino Correia para estacionamentos de carro”, indicou.ANG/O Democrata

             Etiópia/ Autoridades pedem população para defender a capital

Bissau, 03 Nov 21 (ANG) - As autoridades etíopes já pediram aos habitantes para registarem as suas armas de fogo e se prepararem para ajudar a defender a capital.

"Todos os residentes devem organizar-se em blocos e bairros para proteger a paz e a segurança nas suas áreas, em coordenação com as forças de segurança", referiu Kenea Yadeta, chefe do departamento de paz e segurança da Etiópia.

A Etiópia declarou  estado de emergência no país após tropas da região do Tigray terem conquistado duas cidades próximas da capital, Adis Abeba. 

Os guerrilheiros separatistas da Frente Popular de Libertação do Tigray reivindicaram, nos últimos dias, a tomada de duas importantes cidades, Dessie e Kombolcha, segundo avançou a agência de notícias France Press, no entanto, esta informação ainda não foi confirmada oficialmente pelo governo etíope.

No caso de se confirmar este avanço dos líderes rebeldes, abre-se uma nova etapa nesta guerra civil que dura há mais de um ano no país e que, segundo a ONU, já levou cerca de 400 mil pessoas a uma situação de fome.

A violência do conflito no Tigray já levou mesmo a Organização das Nações Unidas a admitir que existem "crimes contra a humanidade", de que são exemplos ataques contra civis, actos de tortura, sequestros e violência sexual.

"Existem razões para acreditar que todas as partes em conflito na região do Tigray cometeram, em vários níveis de gravidade, violações contra o direito internacional, direito humanitário e direito internacional dos refugiados, o que pode constituir crimes de guerra ou crimes contra a humanidade", pode ler-se no relatório da ONU. 

O documento é relativo ao período compreendido entre 3 de Novembro de 2020, altura em que se desencadeou o conflito no país e 28 de junho, data do cessar-fogo assumido por Adis Abeba.

De salientar que as Nações Unidas têm tido muita dificuldade em enviar ajuda humanitária para Tigray e já acusaram o governo central de bloquear o processo, o que levou Adis Abeba a expular 7 quadros da ONU que trabalhavam na Etiópia.

António Guterres, secretário-geral da ONU, já pediu a "cessação imediata das hostilidades e acesso humanitário sem obstáculos, para fornecer ajuda vital urgente" ao país, segundo avançou o seu porta-voz, Stephane Dujarric, em comunicado.

António Guterres está "extremamente preocupado com a escalada da violência na Etiópia e a recente declaração de estado de emergência, uma vez que "a estabilidade da Etiópia e da região está em jogo".

Recorde-se que o conflito na região do Tigray começou em Novembro de 2020 quando o chefe do executivo etíope, Abiy Ahmed, decidiu enviar as tropas governamentais para destituir o governo local liderado pela Frente Popular de Libertação do Tigray.

Esta guerra provocou uma das maiores crises humanitárias de sempre, que já deixou milhares de refugiados e deslocados.ANG/RFI

 

 

Revisão constitucional/Governo  quer regime presidencial para “resolver tensões políticas

Bissau,03 Nov 21(ANG) - O porta-voz do Governo guineense defendeu terça-feira uma revisão constitucional que consagre um regime presidencial e disse esperar que a vizinha Guiné-Conacri realize rapidamente eleições livres para normalizar a situação após o recente golpe de Estado.

“Penso que o regime presidencialista  serve melhor os interesses dos guineenses e da Guiné-Bissau. Isto porquê? Porque nós somos aprendizes da democracia, somos democratas apenas desde 1994”, e hoje “aceitar estar na oposição ou ter um Governo que não tem a mesma cor que o Presidente é sinónimo de conflito”, disse, em entrevista à Lusa, Fernando Vaz, que subscreve a vontade do atual Presidente, Umaro Sissoco Embaló, de alterar a constituição.

A atual Constituição guineense prevê um regime semipresidencial, que concede ao Presidente o poder de chefiar o Conselho de Ministros ou de dissolver o Parlamento, (em caso de grave crise política/ artigo 69).

O novo ano legislativo da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau arranca a 04 de novembro com o debate e aprovação de vários projetos de lei e ainda a apresentação, discussão e votação do projeto de lei da revisão da Constituição da República guineense.

O parlamento da Guiné-Bissau deveria ter iniciado em maio o debate do projeto de revisão constitucional, mas o ponto foi retirado da agenda, após os líderes parlamentares de todas as bancadas terem questionado sobre a pertinência do assunto ser debatido naquele momento e nos moldes em que foi proposto.

Em julho, o Presidente em exercício da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental e chefe de Estado do Gana, Nana Akufo-Add, anunciou o envio para a Guiné-Bissau de peritos daquela organização para dar assistência à revisão constitucional, defendida por Sissoco Embaló.

“Temos um Presidente eleito por todos, não aceite por todos, mas eleito pela maioria do povo guineense”, disse Fernando Vaz.

“Para um regime semipresidencial, como transparece da atual Constituição”, é necessária uma “maior maturidade democrática” do que aquela que o povo guineense tem hoje, considerou o porta-voz do Governo, que compara a Guiné-Bissau com outros países vizinhos ou com a própria tradição africana.

“Na própria estrutura social das tribos africanas existe um chefe, não existem dois chefes. Quando existem dois chefes é uma série de problemas”, sublinhou Fernando Vaz, que abordou também a situação na Guiné-Conacri, palco de um golpe de Estado que depôs o ex-Presidente Alpha Conde, adversário político do Umaro Sissoco.

“Não é segredo para ninguém que o nosso Presidente não morre de amores pelo antigo Presidente da Guiné- Conacri, nem ele morria de amores pelo nosso Presidente”, admitiu.


Mas o Presidente da Guiné-Bissau, frisou o porta-voz, “sempre soube separar as águas e as suas relações pessoais não têm nada a ver com a relação entre os Estados”.

“Sendo republicano, o nosso Presidente defende a alternância do poder pela via das eleições” e irá “exercer a sua esfera de influência para uma saída airosa da Guiné-Conacri”, com um “Governo legítimo eleito pelo povo”, acrescentou Fernando Vaz.

O coronel Doumbouya derrubou o antigo Presidente Alpha Condé num golpe de Estado em 05 de setembro e foi depois empossado como presidente por um período de transição indefinido naquele país da África Ocidental, que faz fronteira com a Guiné-Bissau.

Em 06 de outubro nomeou como primeiro-ministro de transição Mohamed Béavogui.ANG/ Lusa

 

   COP26/UE anuncia mais 4,3 mil milhões de Euros para países vulneráveis

Bissau,03 Nov 21 (ANG) - A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, prometeu segunda-feira, na 26.ª conferência do clima das Nações Unidas (COP26), em Glasgow, mais 4,3 mil milhões de euros de financiamento a países vulneráveis.

Numa intervenção na Cimeira de Líderes Mundiais, a
dirigente europeia destacou a importância de mobilizar o financiamento para apoiar os países vulneráveis a adaptarem-se e avançarem para energias renováveis.

Os países desenvolvidos têm sido criticados por não terem cumprido o objetivo de mobilizar 100 mil milhões de dólares por ano a partir de 2020, montante que só deverá ser alcançado em 2023.

Além dos 27 mil milhões de dólares (23 mil milhões de euros) mobilizados em 2020 para medidas de adaptação, a presidente da Comissão Europeia anunciou cinco mil milhões de dólares (4,3 mil milhões de euros) adicionais até 2027 do orçamento da UE, e uma duplicação do financiamento para a biodiversidade, especialmente em países vulneráveis.

"A Equipa Europa já é o maior fornecedor de financiamento climático. Quase metade do nosso financiamento é para adaptação", vincou.

A presidente do executivo comunitário falava numa sessão de declarações abertas a todos os chefes de Estado ou chefes de governo presentes em Glasgow, sobre as suas metas e planos para combater as alterações ambientais.

As intervenções, que começaram com cerca de uma hora de atraso e estão a ultrapassar os três minutos previstos, decorrem paralelamente em duas salas, prolongando-se até terça-feira.

Mais de 120 líderes políticos e milhares de especialistas, ativistas e decisores públicos reúnem-se até 12 de novembro, em Glasgow, na Escócia, na 26.ª Conferência das Nações Unidas (ONU) sobre alterações climáticas (COP26) para atualizar os contributos dos países para a redução das emissões de gases com efeito de estufa até 2030.

A COP26 decorre seis anos após o Acordo de Paris, que estabeleceu como meta limitar o aumento da temperatura média global do planeta entre 1,5 e 2 graus celsius acima dos valores da época pré-industrial.

Apesar dos compromissos assumidos, as concentrações de gases com efeito de estufa atingiram níveis recorde em 2020, mesmo com a desaceleração económica provocada pela pandemia de covid-19, segundo a ONU, que estima que, ao atual ritmo de emissões, as temperaturas serão no final do século superiores em 2,7 ºC.ANG/Angop

 

segunda-feira, 1 de novembro de 2021

 Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)

      
      Covid-19
/ Lançado hoje em Bissau certificado digital de vacinação

Bissau, 01 Nov 21(ANG) – O Alto Comissariado da Covid-19, lançou hoje o certificado digital da vacinação contra os vírus da Covid-19, que irá faciclitar a mobilidade das pessoas nas suas viagens.

Ao presidir a cerimonia, em representação do ministro da Saúde, Mamadu Mudjataba Baldé disse que o ato se reveste de uma importância particular, tendo em conta que a digitalização do sistema de saúde é uma ambição do governo e que em todo o processo de condução de casos da Covid-19, o digital sempre esteve no centro desse processo.

De acordo com Mamadu Mudjataba Baldé, o certificado digital está ao serviço do processo de certifcação da vacinação.

“ A digitalização está ao serviço do desenvolvimento e o certificado digital,  agora lançado, irá facilitar a mobilidade das pessoas, porque até aqui o nosso processo de vacinação interna não era  reconhecido, por falta de um processo digital de vacinação, em conformidade com as normas da Organização Mundial da Saúde”, disse.

Mamadu Mudjataba Baldé acrescentou que, agora, todo o cidadão guineense, e não só, tem a garantia de mobilidade tanto para o espaço sub-regional como para o  internacional.

Acrescentou que o certificado irá permitir monotorizar, com maior precisão e rigor técnico, a situação da imumização da população.

“Lançamos a campanha de vacinação há uma semana, estamos a fazer um esforço no processo de imunização da população.Entretanto é preciso garantir que a população imunizada tenha  garantias de mobilidade no espaço externo e este certificado vem reforçar e confrontar todas essa estratégia”, assegurou.

O Director-Geral da empresa da nova tegnologia “Inolab”, responsavel para digitalização de certificados individuais das pessoas que já tomaram duas ou uma dose da vacina, dependendo da vacina, Adulai Bari revelou que já conseguiram digitalizar mais de 90 mil fichas individuais.

“No início houve uma campanha de vacinação, com um processo um pouco híbrido onde as fichas das pessoas  vacinadas são preenchidas manualmente, e para emitir os certificados é preciso digitalizar primeiro essas fichas e com a mobilização do Alto Comissariado e dos parceiros conseguiu-se digitalar mais de 90 mil fichas”, informou.

Segundo Adulai Baldé, o trabalho foi feito em 30 dias, por 38 digitalizadores, que agora estão em situação de poder  emitir   mais 40 mil certificados dos 46 mil pessoas que tomaram a dose única de vacina e aqueles que tomaram as duas doses, mais 5 mil individuos.

Adulai Baldé afirmou que o certificado foi feito com base nas normas da Organização Mundial de Saúde(OMS).

Explicou que o certificado contêm os dados pessoais e de vacinação e um  código acessível para comprovar a validade ou não do certificado através de um dispositivo movel digital em qualquer parte do mundo.

O certificado digital  é emitido  em três línguas, português, francês e o Inglês.

Contudo, disse que nesta fase ainda não é possivel requerer o certificado via on-line e que os interessados devem deslocar-se  as instalações da Inolab acompanhado de cartão de vacina,  Bilhete de Indentidade ou Passaporte  e pode ser entregue em versão papel ou eletronica.ANG/LPG/ÂC//SG   

 


Política
/PUN apela a populaçao guineense para não se envolver em situações que podem levar o país ao “caos”

Bissau, 01 Nov 21 (ANG) – O líder do Partido da Unidade Nacional(PUN) apelou a populaçao guineense para  não se deixar  ser levada  para o “caos” , tal como  acontecera no  conflito militar de 7 de Junho do 1998.

Idriça Djalo falava esta segunda-feira em conferência de impensa sobre diversos assuntos de atualidade de interessse nacional .

Disse que o Partido da Unidade Nacional está preocupado com o rumo que os acontecimentos estão a tomar, porque no passado, situações idênticas  criaram tempestades que acabaram por  precipitar o país para o caos.

ʺEstou a falar de 7 de Junho de 1998, um coflito politico militar que distruiu o nosso paÍs. A classe politica dirigente se tornou especialista em escolher um problema falso e transformá-lo em  pesadelo para distruir o nosso paÍs”, disse.

Djaló afirmou que  foi de novo trazido um problema em torno da revisão constituicional que não serviu ninguém e que foi fonte de problema desde que o país se enveredou pela  democracia.

O lider do PUN referiu que o Presidente da República criou a sua comisssão e tentou resolver,  à sua maneira, o problema e a Assembleia Nacional Popular levantou e disse que isso é da sua prorogativa, e que depois a sociedade viu ser envolvida em todas as consequências deste ato.

Acrescentou que o Presidente da Republica disse claramente que, se a sua proposta da revisao constitucional não passar vai dissolver o parlamento e convocar  novas eleições.

“Todos ouviram a resposrta da ANP. Arranca claramente aquilo que vai ser nova crise no paÍs”, frisou.

Idriça Djalo sublinhou que, o PUN quer alertar a populaçao tal como em 7 Junho de 1998, quando a ANP forjava uma comissão da alegada venda de armas e envolvia  a população.

 ʺA constituiçao é clara e disse que a iniciativa da revisão constitucional, não hâ dúvida, é da competência dos deputados”, afirmou.

A ANP incia no próximo dia 04 mais uma sessão parlamentar com a revisão da Constituição agendada.ANG/MI/ÂC//SG  

 

             
                  Função Pública
/ UNTG  entrega  novo pré-aviso de greve

Bissau, 01 Nov 21 (ANG) – A União Nacional dos Trabalhadores da Guiné(UNTG), a maior central sindical guineense,  entregou novo pré-aviso de greve ao Governo para  o corrente mês.

A paralisação parcial da Função Pública por mais 22 dias, segundo a Central Sindical, decorre de forma alternada, até ao final do mês de Novembro e, no decurso da greve, a UNTG convoca uma mega manifestação no dia 17, para exigir aumentos salariais, pagamento das dívidas, efectivação dos novos ingressos de saúde e educação, e implementação efectiva dos Estatutos das Carreiras Docente e Médica.

Depois de cerca de um ano de conflito, a situação parecia oferecer condições negociais, com o pico na detenção e posterior libertação dos dirigentes sindicais de saúde.

O Emissário do Presidente da República, o Ministro de Estado Botche Candé, conseguiu baixar a temperatura com a sua deslocação à sede da central sindical, onde obteve garantias do fim do boicote e prestação dos serviços mínimos nos hospitais, criação de condições para o presente ano escolar e, em troca a UNTG exigiu o pagamento da carga horária, reposição dos descontos e salários na sequência da greve.

Mas tudo, a UNTG volta com uma carga implacável e desta vez, a greve abrange até o dia dos defuntos, dia de todos os Santos.

Alternadamente, a greve decorre de 2 a 30 de Novembro e, pelo meio, a UNTG convoca uma mega manifestação que recebe já o apoio do Espaço da Concertação das Organizações da Sociedade Civil.

O Espaço ameaça apresentar uma queixa-crime contra o Governo da Guiné-Bissau junto ao Tribunal de Justiça da CEDEAO, por reiteradas violações dos Direitos Humanos.

Adama Baldé, da Rede Nacional das Associações Juvenis - RENAJ, porta-voz do Espaço anuncia a criação da Comissão de Facilitação de Diálogo entre o Governo e os Sindicatos, para pôr fim à onda de greve no âmbito do apoio à consolidação da paz, diálogo inclusivo e fortalecimento de Estado de Direito.ANG/RFI

 

Covid-19/“A vacina continua a ser nossa melhor arma contra a pandemia”, diz Alta Comissária, Magda Robalo

Bissau, 01 Nov 21 (ANG) – A Alta Comissária para a Covid, Magda Nely Silva Robalo defendeu que a vacina continua a ser a melhor arma contra a pandfemia.

A Magda Robalo falava esta segunda-feira na cerimónia de lançamento de Certificado Digital de Vacinação contra Covid-19.

Acrescentou  que enquanto houver um país com um cidadão que não esteja protegido, o mundo inteiro estará ameaçado por esta pandemia.

“Por isso, é importante dizer aos guineenses que devem fazer-se vacinar”, disse Robalo, convidando às populações guineenses de 18 anos ou mais a se vacinar.

Magda Robalo disse que ainda não estão a ser vacinadas pessoas com menos de 18 anos de idade e disse esperar que isso seja possível até próximo ano.

Considerou o ato de muito singelo e de grande importância para o país, para os guineenses e para a luta contra a Covid.

“Desde que surgiu as vacinas contra a Covid-19, surgiu também um outro desafio que é aceitar que as pessoas vacinadas possam viajar ao nível internacional sem necessidade de fazer testes e apresentar resultados  negativos”, salientou.

A Alta Comissária disse que é necessário que o país tenha  um sistema interno operativo que possa conhecer a validade dos certificados de vacinação, sustentando que também permite que todos os países do mundo caminhassem em direção ao fim da Covid-19.   

Disse que, há um trabalho de diplomacia a fazer-se, nomeadamente, através do Sistema das Nações Unidas e a Organização Mundial da Saúde (OMS) para que os certificados das vacinas utilizadas nos difererntes países possam ser aceites ao nível dos outros países.

Por sua vez, o Representante Residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Tjark Marten Egenhoff disse que a criação e lançamento desse Certificado Digital de Vacinação contra Covid demonstra o potencial da inovação da Guiné-Bissau e a vontade de todos os parceiros de trabalharem juntos e demostrar resultados.

Tjark Egenhoff considerou o ato de um passo importante, afirmando que o país está a surprender a região porque está em cima de muitos que talvez esperavam que esteja no começo, com 10 por cento da população já completamente vacinada e com 17 por cento, com a primeira dose.

Disse estar orgulhoso de ver os resultados até aqui alcançados sobretudo os referentes aos testes e a testagem, acrescentando que a Guiné-Bissau é um exemplo na região,de como se pode rastrear, visualizar e fazer uso de testes digitais para  poder não só viajar, mas também ter vigilância que o país sempre quer.

De acordo com Egenhoff, o certificado de vacinação é para todos os guineenses que já receberam as duas doses ou uma dose dependendo de vacina, sustentando que isso é importante porque além de permitir o indivíduo acessar aos serviços, de viajar com mais facilidade,  também permite o controle de quem, efetivamente, já foi vacinado. ANG/DMG/ÂC//SG

         
       Cooperação
/UE e União Africana realizam cimeira em Fevereiro

Bissau, 01 Nov 21 (ANG) - A União Europeia e a União Africana realizam uma cimeira em Bruxelas em 17 e 18 de Fevereiro, anunciou sábado o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, noticiou a Lusa.

“Lançaremos uma série de iniciativas de transformação emblemáticas, com procedimentos de via rápida” que incluirão o sector privado, escreveu Michel a partir de Roma, onde se encontra a participar na reunião do G20, na sua conta da rede social Twitter.

O responsável indicou que hoje falou desse assunto e, em particular das “prioridades comuns mais importantes”, com o Presidente francês, Emmanuel Macron, cujo país presidirá ao Conselho da UE no primeiro semestre de 2022, e com a presidência da União Africana.

Também a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que se encontra igualmente em Roma a participar na reunião do G20 (grupo das 19 maiores economias do mundo mais a UE), se referiu à cimeira agendada para o próximo ano com a União Africana.

“Vamos unir forças com os nossos parceiros africanos para encontrar soluções para os desafios comuns: enfrentar a pandemia de covid-19, a recuperação económica e as alterações climáticas”, disse a responsável máxima do executivo comunitário.ANG/Angop

Bombeiros/Filhos e esposas de antigos funcionários pedem apoios do Governo para mudarem para  outras residências

Bissau, 01 Nov 21 (ANG) – Os filhos e esposas dos antigos funcionários dos Bombeiros Humanitários de Bissau apelaram hoje ao Governo, no sentido de criar  condições de mudança aos moradores das mediações daquela Iinstituição, antes de se iniciar  o processo de despejo para um lugar que dizem desconhecer.

No Domingo, um tractor(Pá carregador), iniciou os trabalhos de remoção de murros das casas situadas nas mediações dos Bombeiros de Bissau, com a intenção de desalojar  os moradores do local.

Contactado hoje pelo repórter da Agência de Notícias da Guiné (ANG),  Benedito da Costa, um dos moradores dos Bombeiros  contou que, desde Setembro do ano passao que as autoridades competentes  entregaram uma notificação aos moradores locais, pedindo que abandonassem o local porque se pretende reabilitar as instalações dos Bombeiros.

Acrescentou que, na altura, o pedido não foi aceite e que os moradores protestaram, e recorreram à outras intâncias, o que terá levado  à estagnação do processo.

Disse que , depois de um ano , a Direcção-geral dos Bombeiros de Bissau convocou uma reunião com os moradores, avisando-os, outra vez, para procurarem novas residências porque o corpo dos Bombeiros, conseguiu um financiamento através de seus parceiros, para a reabilitação da sua instalação.

“Nós enquanto moradores, não recusamos mudar sabemos bem que a residência pretence ao Estado, só que apelamos ao mesmo Estado que como todos sabem, que é uma entidade que está para resolver problemas do povo, para, pelo menos, arranjasse residências onde vamos ficar ou subvencionando-nos com um montante simbólico para podermos procurar onde se   residir”, disse Costa.

Um antigo funcionário dos Bombeiros Humanitários de  Bissau, Joquim Cardoso alega que enquanto jovem, serviu ao corpo daquela corporação com todo o amor, ganhando na altura um salário que não chegava para materializar todas as suas necessidades.

“Sou morador deste sítio antes da independência e até hoje. Tenho mais de  60 anos de idade, e na época participei em muitas operações de combate ao incêndio, tanto na antiga Capital Bolama assim como em Bissau, mas, o que está à acontecer conosco hoje é uma situação lamentavel. O governo não pode chegar repentinamente e mandar  os moradores  procurarem outros sítios para  morar, sem criar lhes condições  para se mudarem ”, disse Cardoso.

O ex-funcionário de Bombeiros de Bissau disse  que o futuro dos moradores está nas mãos de Estado, e diz  que nenhum deles tem onde ir.


A
 filha de um antigo funcionário dos Bombeiros de Bissau, Elizabete da Luz Soares considerou  a demolição de “abuso e o uso de força” por parte das autoridades competentes, e acusa o  o Estado da Guiné-Bissau de não ter criado  condições aos seus pais no passado, enquanto serviam  o corpo de Bombeiros.

 “Não temos para onde ir, caso sairmos daqui teremos que ir alugar outra residência. Estamos sem dinheiro, e sem uma explicação clara do Governo. Nem sabemos se as referidas residências vão ser construidas para depois regressarmos ou não porque nada nos disseram”, disse.

Alciana Vitória Dias, moradora e igualmente filha de antigo funcionário dos Bombeiros de Bissau, confirmou ter participado duas vezes em reuniões convocadas pela direção dos Bombeiros de Bissau.

 “Na primeira reunião  foram entregues aos moradores um documento para assinarem e que  informava  que o Estado pretende reabilitar a residência. Na  segunda reunião a Direcção passou a mensagem de que os moradores deveriam se mudar  sem explicar em  que condições”, disse.

Alciana Dias disse que encerraram a reunião com a unica informação de que deveriam  procurar outro sitio de morar porque, em breve, as obras de construção de um  prédio vão arrancar, acrescentando que, não têm por onde ir e que o Estado, em primeiro lugar, deve previdenciar onde os alojar antes de lhes mandar emboa ”como se fossem lixos”. ANG/LLA/ÂC//SG

Cop26/G20 estabelece consenso sobre aquecimento global mas incógnita persiste

Bissau, 01 Nov 21 (ANG) -  Os líderes do G20 encerraram a cimeira de Roma  sob pressão para  chegaram a um consenso, no que toca à redução de gases com efeito de estufa,uma das principais causas do aquecimento climático.

Pressionados,de forma a chegarem a um consenso sobre a implementação das metas definidas na  Cop de Paris  em 2015, os dirigentes do G20, encerraram a  cimeira de Roma sob a incerteza, não obstante terem  estabelecido  um acordo , no que diz respeito ao futuro da luta  contra o aquecimento global.

As economias dos 20 países mais ricos do mundo representam cerca de 80% das emissões de gases poluentes no mundo.

Segundo os analistas, o que se espera dos chefes de Estado e de Governo presentes em Roma é  que eles enviassem uma mensagem positiva aos povos do mundo inteiro, no que toca à sua real vontade de combater o aquecimento  climático.

As negociações  destinadas a concluir um acordo na matéria, decorreram durante toda a noite  de  30 de Outubro de 2021, mas segundo fontes europeias em Roma, as mesmas revelaram-se  difíceis.

De  acordo com  os especialistas,  o objectivo de uma  redução de  1,5°  grau centígrado, no respeitante às  emissões  poluentes, poderá quando muito, ser atingido dentro de 10  anos.

Em matéria de  fiscalidade, o G20 aprovou o imposto mínimo de 15%  que deverá ser  pago pelas firmas multinacionais.

Considerado  o mínimo, o acordo entre  os países do G20  para lutar contra o aquecimento climático, repercutiu-se  sobre o texto  do comunicado final  da cimeira de Roma, qualificado  de menos ambicioso na matéria.

Contudo o comunicado  do G20 reconheceu  finalmente a importância de atribuir aos países em desenvolvimento  os  100 mil milhões de dólares  por ano a  partir  de 2020, prometidos  há 12 anos pelas nações ricas, para ajudar os referidos  Estados a lutar contras a consequências das mudanças climáticas.    

Tradicionalmente uma ocasião para reuniões bilaterais, o segundo e último dia da cimeira do G20 foi marcado pelo encontro entre o Presidente Francês, Emmanuel Macron e o Primeiro-ministro  britânico, Boris Johnson, que abordaram o conflito das zonas de pesca entre a França e o Reino Unido.

Macron e Johnson apelaram ao desanuviamento da recente escalada que marcou o diferendo, nomeadamente com a abordagem de uma traineira britânica  pelas autoridades marítimas francesas.  

Todavia, o chefe de Estado francês afirmou que,  o Reino Unido deve respeitar o estabelecido no acordo do Brexit e conceder as autorizações de pesca,  em águas britânicas, aos navios franceses que ainda não as possuem.  ANG/RFI     

 

Transporte marítimo/Presidente da República oferece piroga aos habitantes da ilha de Caravela nos Bijagós

Bissau,01 Nov 21(ANG) - O Presidente da República Umaro Sissoco Embaló, ofereceu no sábado uma piroga para transporte de pessoas e cargas, aos habitantes de Caravela, última ilha do arquipélago dos Bijagós, num gesto considerado como “ato extraordinário”, pelo governador local.

Para o governador de Bolama Bijagós, Quintino Rodrigues, o apoio de Umaro Sissoco Embaló vai colmatar uma falta que os habitantes das ilhas de Carache, Caravela e Nago tinham “desde sempre”.

“Nunca existiu uma embarcação de carreira que servisse de transporte para as populações destas três ilhas para  o resto do país. As viagens eram feitas através de pirogas dos pescadores que passam por aquelas ilhas”, explicou à Lusa Quintino Rodrigues.

O governador salientou o gesto de Umaro Sissoco Embaló na “diminuição dos riscos de viagem” para os habitantes das três ilhas, de cada vez que tentam viajar para outras localidades.

No passado dia 18 de maio, seis habitantes da ilha de Caravela, que seguiam numa piroga de pesca, morreram afogados quando tentavam atravessar para a ilha de Unhocome, onde iriam cultivar arroz. A partir daquele naufrágio, os habitantes pediram apoio às autoridades guineenses.

O presidente da República disponibilizou na altura 13,5 milhões de francos CFA  para a construção de uma piroga de 80 lugares que no sabado entregou em Bissau aos habitantes de Caravela, mas o governador anunciou que irá servir para outras ilhas.

No seu discurso, Sissoco Embaló afirmou que, se pudesse, dava um barco aos habitantes das ilhas, mas acredita que um dia vai conseguir aquele meio de transporte para ajudar “pessoas que há cinquenta anos estão sem nada”.

A piroga, a ser gerida pela população, deve iniciar o transporte de pessoas e cargas no próximo mês de novembro.ANG/ Lusa