quinta-feira, 16 de junho de 2022

Sociedade/ FEC e   Cáritas da GB   inauguram    Sala de Estimulação   Sensorial do Jardim Bambaram, em Bôr


Bissau, 16 Jun 22(ANG) – A Fundação Fé e Cooperação (FEC) e a Cáritas da Guiné-Bissau inauguraram esta quinta-feira uma sala de Estimulação Sensorial para as crianças do Jardim Escola
  Inclusivo Bambaram(JEIB),em Bôr.

A informação expressa à imprensa, à que vem a necessidade de acesso, segundo o   qual, o JEIB garantirá a equipa pedagógica e de técnicos, e com hoje para intervir através de crianças, apoiando-as educativas de terapia ou sessões de desenvolvimento individual, para melhorem como suas competências motoras, cognitivas, de socialização e sua autonomia.

Segundo o projeto implementado pela FEC, bolas, tapetes pilates e materiais como um conjunto de materiais de estimulação como,  bolas, tapetes pilates e materiais como um conjunto de  materiais pedagógicos como geoplanos. instrumentos musicais, letras manipuláveis ​​e jogos da caritas Alemã.

“Esta evolução permitirá melhorar a sua qualidade de vida dos utentes e alargar os horizontes. Só foi   possível graças ao dinheiro angariado através de uma campanha de Crowdfunding, lançada em 2021, no âmbito do projeto IN: Escola Inclusiva: qualidade oferta e sustentabilidade”, lê-se no comunicado.

Segundo a  diretora da Casa de Acolhimento Bambaram, Maria Linda Lopes,  naquela instituição vivem cianças oriundas de todas as regiões do país, algumas abandonadas, órfãs e crianças ditas “irãs” .

Maria Linda Lopes considerou de  “muito importante” a nova sala de estimulação sensorial.

Por sua vez, a diretora do Jardim Bambaram, Já Fulé Injai  mostrou-se satisfeita  pelo trabalho que diz ser “ímpar”, da organização.

Declarou que, estando agora  o Jardim  equipado com materiais adequados,  vão poder trabalhar melhor com as crianças.ANG/JD/ÂC//SG

 

     RDCongo/General proclama que se o Ruanda "quer guerra, terá guerra"

 Bissau, 16 jun 22 (ANG) - O porta-voz do governador militar da província do Kivu do Norte, general Sylvain Ekenge, proclamou  quarta-feira perante milhares de manifestantes em Goma, capital regional da República Democrática do Congo (RDCongo), que se o Ruanda "quer guerra, terá guerra".

"Ruanda não gosta de nós. não temos medo dele e vamos combatê-lo Nós", o general, citado pela agência Associated Press, acrescentando que ninguém "irá ocupar um centímetro do nosso território".

Após estes comentários inflamados, Ekenge pediu à multidão, mas muitos forçaram a passagem nos postos de fronteira que separam Goma, no leste da RDCongo, e Giseny, cidade ruandesa adjacente.

A polícia anti-motim acabou por disparar gás lacrimogéneo contra estes manifestantes, registrando-se pelo menos um ferido.

Segundo a agência a France-Presse, a multidão do sexo masculino era majoritariamente composta por jovens masculinos que entoavam cânticos hostis ao Ruanda e ao seu Presidente, Paul Kagame.

Entre rua manifestante, os aplausos, um manifestante, Eric, pediu ao Governo "uniforme" e armas para lutar" contra os "em 23 de março".

Desde Novembro de 2021, o grupo rebelde M23 é acusado de realizar ataques contra posições do Exército congolês no Kivu do Norte, apesar do acordo de paz assinado com as autoridades de Kinshasa em Dezembro de 2013.

Esta trégua pôs fim aos combates registados desde 2012, nos quais o Exército da RDCongo recebeu o apoio de tropas da Organização das Nações Unidas (ONU).

Embora ambos o neguem, a ONU acusa o Uganda e o Ruanda de apoiarem os rebeldes, na sua maioria congoleses da etnia tutsi, a que também pertence o Presidente ruandês.

Na segunda-feira, os rebeldes tomaram a cidade de Bunagana, importante centro de trocas comerciais situado junto à fronteira com o Uganda.

Face a esta nova ofensiva, o Governo da RDCongo acusou o Ruanda de invadir o seu território.

Em resposta, o executivo ruandês culpou o Exército congolês de ferir vários civis em bombardeamentos transfronteiriços, transmitindo por comunicado que as suas forças armadas "continuarão a buscar garantias de que os ataques transfronteiriços ao território do Ruanda serão interrompidos".

Na noite de terça-feira, algumas centenas de pessoas manifestaram-se em Kinshasa, capital da RDCongo, para exigir o rompimento das relações diplomáticas com o Ruanda e pedir ao Presidente, Félix Tshisekedi, que quebrasse o silêncio.

Poucas horas mais tarde, o Governo congolês emitiu um comunicado condenando "a participação das autoridades ruandesas no apoio, financiamento e armamento desta rebelião" e prometendo defender "cada centímetro" do seu território.

As relações entre Kinshasa e Kigali são tensas há décadas, com ambos os países a acusarem-se de apoiar vários grupos armados rivais.

Além disso, o Ruanda alega que a RDCongo deu refúgio aos hutus que realizaram o genocídio de 1994 no Ruanda, onde morreram pelo menos 800.000 tutsis e hutus moderados. ANG/Angop

 

quarta-feira, 15 de junho de 2022

          Saúde/Governo decreta fim de testes RT-PCR para entrada no país

Bissau,15 Jun 22(ANG) – O Governo decidiu acabar com a obrigatoriedade de testes RT-PCR para a entrada no país, desde que o viajante esteja com comprovativo de vacinação completa, com aprovação do Projeto de Decreto que altera o Decreto relativo ao Estado de Alerta à saúde pública causado pelo SARS-SARS-COV-2, em vigor há vários meses.

A decisão consta no comunicado da primeira sessão do Conselho de Ministros do novo Governo, enviado hoje à ANG.

O Governo através do decreto número 13/2020, determina que, a entrada de pessoas no território nacional fica condicionada a apresentação de um certificado negativo à Covid-19, devendo o teste correspondente ser efetuado 72 horas no país de origem, antes do início da viagem.

Ainda nessa primeira reunião, o coletivo governamental, após análise e discussão, aprovou o documento intitulado “Orientações Gerais”, instrumento que regula o funcionamento da plenária governamental. ANG/ÂC//SG

 

Governação/Presidente da República  recomenda   solução para o Liceu Nacional Kwame N´krumah em degradação

Bissau, 15 Jun 22(ANG) – O Presidente da República recomendou  terça-feira a nova ministra da Educação Nacional para resolver a situação de degradação  do Liceu Nacional Kwame N´krumah, mas sublinhou  que é preciso o  apoio do Governo.

Úmaro Sissoco Embaló  falava na cerimônia de tomada de posse dos ministros dos Recursos Naturais Dionísio Cabi  e da Educação Nacional Martina Moreira Moniz, e da Energia e Indústria Augusto Poquena.

Sob  proposta do Primeiro-ministro, Nuno Gomes Nabiam, o Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, nomeou na terça-feira ministros para ocupar as pastas da Energia, Recursos Naturais e Educação, depois de ter exonerado os anteriores responsáveis, que falharam a tomada de posse na sexta-feira passada.

Sissoco avisou os recém-empossados que a tarefa do atual executivo é de segurar e organizar as eleições legislativas em Dezembro, mas, sem por de lado, a necesidade de  o Governo  funcionar em pleno.

Em relação  a  Educação Nacional, o Presidente da República disse que apesar de o  sector ser  o mais difícil, não só na Guiné-Bissau assim como  em todo o mundo, sendo dirigida por uma mulher , espera bons resultados da ministra Martina Moniz.

As novas nomeações foram feitas para a substituição de três outros ministros do PRS exonerados das funções.

O  presidente em exercício do Partido de Renovação Social (PRS), Fernando Dias,  Mário Fambé e Tcherno Baldé, mudados das suas anteriores funcões ministerais, não compareceram para a tomada de posse na sexta-feira passada e foram  exonerados das suas funções. ANG/JD/ÂC//SG

CEDEAO/Presidente da Comissão adverte sobre necessidade de combater o terrorismo que afeta a sub-região

Bissau,15 Jun 22(ANG) – O Presidente da Comissão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental(CEDEAO), advertiu terça-feira aos parlamentares comunitários que o perigo terrorista se acentua e deverá ser  combatido com meios financeiros, tecnológicos e humanos através de uma cooperação reforçada.

Jean Claude Kassi Brou, falava na apresentação do relatório sobre o estado da comunidade oeste africana, durante os trabalhos da primeira sessão do Parlamento da CEDEAO do ano 2022, a decorrer em Abuja(Nigéria).

Vários países membros da organização sofrem, diariamente, de ações terroristas, cujos autores para além de ocuparem parte dos território desses países têm estado a provocar, cada vez mais, perdas de vidas humanas.

Kassi Brou disse   que os Estados membros já envidaram esforços consideráveis para assegurar a resiliência da comunidade na sequência das diferentes crises nomeadamente as de segurança e saúde, e reconheceu haver vários desafios para a reconquista da paz social global.

Sobre a vigilância sanitária, o Presidente da Comissão da CEDEAO disse que deve ser reforçada para melhorar a capacidade de reação da subregião face às próximas ameaças. “Devem ser  desenvolvidas as capacidades de investigação e de produção farmacêutico”, acrescentou.

Jean Claude Kassi Brou concluiu dizendo que o crescimento econômico da sub região mantém-se e que a CEDEAO continua a ser um instrumento único da integração regional.

Os deputados do Parlamento da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental(CEDEAO), encontram-se reunidos na 1ª Sessão Ordinária do ano 2022, que decorre entre os dias 9 de junho e  2 de julho, em Abuja(Nigéria).

Durante a referida sessão os deputados vão debater  questões da governação, de mudanças constitucionais, da consolidação da democracia e os impactos da Crise Russo-Ucrania nos países membros, entre outros assuntos. Mamadu Candé da TGB, em serviço especial para a ANG

Reino Unido/Governo britânico prepara novos voos de deportação para o Rwanda

Bissau, 15 Jun 22 (ANG) - O Governo britânico já começou preparativos para novos  voos de deportação de migrantes ilegais para o Rwanda, apesar de um primeiro voo ter sido cancelado por decisão do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, revelou hoje a ministra do Interior.

"Embora esta decisão do Tribunal de Estrasburgo de intervir tenha sido decepcionante e surpreendente, dadas as várias decisões ponderadas em contrário nos nossos tribunais nacionais, continuamos empenhados nesta política", afirmou no Parlamento Priti Patel.

A ministra disse aos deputados que acções judiciais para travar voos de deportação são normais, mas que acredita que o Governo está a "respeitar plenamente os compromissos nacionais e internacionais" e adiantou que "os preparativos para os próximos voos já começaram".

"Somos um país generoso e acolhedor (...) Mas a nossa capacidade de ajudar os necessitados está gravemente comprometida por aqueles que vêm ilegalmente" vincou, alegando que a despesa com migrantes ilegais ronda os cinco milhões de libras (seis milhões de euros) por dia.

A deputada do Partido Trabalhista, Yvette Cooper, replicou, alegando que o plano é "confuso e vergonhoso, e a ministra do Interior não tem mais ninguém a culpar senão ela própria". 

No avião para o Rwanda, disse, iam viajar "vítimas de tortura", país cujo regime é criticado devido à falta de respeito da liberdade de expressão, direitos dos LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgénero) e violência contra civis. 

"Se ela fosse séria no combate à migração ilegal, estaria a trabalhar noite e dia para conseguir um melhor plano conjunto com França para reprimir os bandos e impedir que os barcos entrem na água. Mas não o faz porque a relação com os ministros franceses foi totalmente quebrada", lamentou.

O deputado do SNP Stuart McDonald considerou a medida do Governo uma "política impraticável, imoral e ilegal" que "não faz nada para impedir os traficantes", causa danos às vítimas e representa um desperdício de dinheiro dos contribuintes.

"Não foram os advogados que causaram o cancelamento deste voo, ou qualquer tribunal", mas "ilegalidade governamental", apontou. 

O Reino Unido cancelou na terça-feira à noite o seu primeiro voo de deportação para o Rwanda após uma intervenção de última hora do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, que considerou haver "um risco real de danos irreversíveis" aos requerentes de asilo.

Nos últimos dias, advogados e activistas dos direitos humanos conseguiram reduzir de 37 para sete um número de passageiros graças a uma série de acções judiciais, apesar de os tribunais britânicos terem por várias vezes recusado impedir a realização do primeiro voo.

Uma avaliação mais ampla à política do Governo será feita pelo Tribunal Superior [High Court] de Londres em Julho.

Organizações defensoras dos direitos humanos, partidos da oposição e líderes religiosos condenaram a política do executivo de Boris Johnson. 

O jornal Daily Mirror calculou que o custo do voo cancelado terá rondado entre as 200 mil e 500 mil libras (230 mil e 580 mil euros).

O acordo com o Rwanda permite às autoridades britânicas enviar para o país africano os migrantes ilegais que atravessem o Canal da Mancha, onde ficarão enquanto os pedidos de asilo são avaliados.

O Governo prometeu pagar 120 milhões de libras (144 milhões de euros) ao Rwanda, que vai receber principalmente homens solteiros que chegam ao Reino Unido através de embarcações ou camiões.

As sondagens mais recentes mostram que os britânicos estão divididos quanto a esta política, tendo um estudo da YouGov concluído que 44% apoiam e 40% são contra, enquanto outra sondagem da Savanta ComRes indica que 41% são favoráveis e 28% são contra. ANG/Angop


 
EAGB/
Nova campanha de instalação de contadores pré-pago arranca em Agosto

Bissau, 15 Jun 22 (ANG) -  A Empresa de Eletricidade e Águas da Guiné -Bissau (EAGB) em colaboração com a Sociedade Togolesa de Assistência ao Serviço (TAS), lança em Agosto nova campanha de instalação de contadores pré-pago.

A informação vem expressa no comunicado à imprensa da EAGB, à que a ANG teve hoje acesso.

A campanha de distribuição e instalação dos referidos contadores vai incidir sobre os clientes que até então possuem contadores analógico/mecânico.

De acordo com o comunicado, em caso de ausência do cliente na residência ou estabelecimento comercial, a empresa pede a colaboração de todos  no sentido de alguém seja indigitado para apresentar o contrato e o último recibo de pagamento de luz aos agentes da EAGB envolvidos na campanha.

ANG/MI/ÂC//SG

         Guerra/Bombardeamentos na Ucrânia estão a matar e mutilar crianças

 Bissau, 15 Jun 22(ANG) – O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) denunciou que os bombardeamentos na Ucrânia estão a matar e mutilar crianças e a impedi-las de regressar a “qualquer tipo de vida normal”.

Segundo os últimos números do Gabinete do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, um total de 277 crianças morreram e 456 ficaram feridas desde o início da guerra, principalmente devido à utilização de explosivos em áreas urbanas.

Em resposta, a Unicef apelou na terça-feira para o fim dos ataques a infraestruturas civis e do uso de armas explosivas em áreas povoadas.

“[O seu uso] está a matar e mutilar crianças e a impedi-las de regressar a qualquer tipo de vida normal nas cidades e vilas que são as suas casas”, disse a organização em comunicado.

“Passei a última semana na Ucrânia, encontrando-me com crianças e famílias afetadas pela guerra, vendo a resposta humanitária crítica da Unicef. Pude visitar Kiev, Irpin, Bucha, Yitomir e Lviv, e o meu tempo no país deu-me uma imagem clara do enorme impacto que a guerra na Ucrânia continua a ter nas crianças”, disse o diretor regional da Unicef para a Europa e Ásia Central, Afshan Khan.

“Estamos cada vez mais preocupados com a situação de acesso a água potável, com pelo menos 1,4 milhões de pessoas no leste do país sem acesso a água corrente”, acrescentou Khan, observando que pelo menos 256 instalações da Unicef na Ucrânia foram atacadas, e uma em cada seis “escolas seguras” apoiadas pela Unicef no leste do país foram danificadas ou destruídas.

Khan disse que a guerra na Ucrânia “é uma crise de direitos da criança”, e que a Unicef está a trabalhar para apoiar as crianças e as suas famílias “onde quer que se encontrem no país.

“Este papel crítico da Unicef na Ucrânia reflete-se no recente acordo alcançado com o Governo para prolongar o programa nacional da Unicef até ao final de 2023, como parte do quadro de transição das Nações Unidas”, acrescentou.

A Rússia lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia, que mereceu a condenação de grande parte da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e a imposição de sanções à Rússia. ANG/Inforpress/Lusa

 

terça-feira, 14 de junho de 2022

   
 Mercado de Empantcha
/Presidente da CMB satisfeito com avanço das obras

Bissau,14 Jun 22(ANG) – O Presidente da Câmara Municipal de Bissau(CMB), manifestou a sua satisfação pelos avanços das obras de reabilitação do Mercado de Empantcha tendo prometido a sua entrega dentro de um mês.

“Devo dizer que estou muito contente pelo que constatei porque é a segunda vez que estou a visitar esta obra. A primeira vez foi depois do lançamento da primeira pedra e naquela altura os trabalhos estavam muito atrasados”, disse à imprensa, Luís Enchama no final da visita  hoje a referida obra.

Aquele responsável disse estar mais encorajado de que os trabalhos de reabilitação do Mercado de Empantcha irão concluir o mais rápido possível, aliás como todos desejaram.

“Pelos indicadores que vimos, penso que as obras serão concluídas dentro de um mês, para que as nossas mães possam voltar aos seus lugares de venda, um pouco mais cômodo e sentirem que estão num lugar, cidade e país onde são lhes dadas a atenção”, sublinhou.

Perguntado sobre quanto é que a CMB injetou para a edificação da Feira de Empancha, Luís Enchama respondeu que as obras foram financiadas por uma ONG, denominada ENGEN.

Explicou que a ideia era para construir a Feira de Cabaceira em Antula mas que  devido a falta de consenso entre a CMB e o dono do terreno, o projeto foi transferido para Empantcha.

Confrontado com a acusações do Presidente do Sindicato de Base da CMB, segundo as quais ele (presidente da CMB) terá  desviado  41 milhões de francos CFA, Luís Enchama respondeu que ele não é uma pessoa de “palavrões”, e diz que   ações justificam tudo.

“Fui sindicalista há vários anos e fiz o meu papel de sindicalismo com todo o êxito e na altura não lançava aberrações como os atuais dirigentes sindicais da CMB”, disse.

Luís Enchama disse que o sindicalismo é um trabalho de grande responsabilidade  não  para se lançar “boatos”, como os claques nos estádios.

Acrescentou  que os membros do Sindicato, enquanto funcionários da instituição, os seus papeis deviam ser  de fiscalizar as ações do patronato.

Aquele responsável pediu ao Ministério Público para assumir as suas responsabilidades na investigação  da denúncia de desvio de mais de quatro mil milhões de francos CFA, na CMB, para a construção do Mercado Central.

“Fui nomeado em Março de 2020, no período de vigência da Covid-19 e com todos os sacrifícios que o país enfrenta,  nunca tiveram salários em dívida”, explicou. ANG/ÂC//SG

 

 

Pescas/Ministro cessante exalta  instalação de “Tanque Flutuante” para abastecimento de navios no alto mar como uma das suas maiores realizações

Bissau,14 Jun 22(ANG) – O ministro cessante das Pescas, sublinhou que durante um  ano de funções naquela instituição conseguiu, entre outros projetos realizados, a instalação de um “Tanque Flutuante”, para o abastecimento de navios nas águas territoriais da Guiné-Bissau.

Mário Siano Fambé falava hoje no ato de entrega do gabinete e dos dossiês da instituição ao  novo titular do Ministério das  Pescas, na pessoa de Orlando Mendes Viegas.

Afirmou que todos os navios com licenças para pesca nas  águas territoriais guineenses fazem descargas no Senegal, fato que  diz não ser coreto porque acarreta grandes perdas financeiras para o país.

 “Foi nessa base que lançamos um concurso público internacional para a instalação de um Tanque Flutuante para abastecimento de navios de pesca industrial, visando o aumento de receitas ao tesouro público”, explicou.

Disse que durante o seu mandato conseguiu ainda adquirir cinco viaturas, que foram  afetas à diferentes estruturas daquela instituição, bem como o lançamento do concurso público para aquisição de camiões frigoríficos para transporte de pescado e criação de unidades de conservação do pescado.

Mário Siano Fambé sublinhou que a sua direção realizou um facto inédito na história das Pescas, que é a observação do período biológico, que permitiu  o aumento de biomassa ou regeneração dos recursos haliêuticos.

Ao nível legislativo, Mário Fambé disse que procederam a revisão pontual da Lei Geral das Pescas, introduzindo entre outras medidas, o agravamento de multas aplicadas aos navios que praticam a pesca ilegal, não declarada ou não autorizada.

No que tange aos protocolos de acordos, o ministro cessante destacou  a renovação do Protocolo de Acordo entre a Guiné-Bissau  e a União Europeia e a renovação do Protocolo de Acordo de Pescas entre a Guiné-Bissau e o Senegal.

Disse estar em  processo de negociações,  a Renovação do Protocolo de Acordo de Pesca entre a Guiné-Bissau e a República Popular de China.

Em relação as atividades levadas a cabo, Mário Fambé enumerou a elaboração do plano de gestão dos recursos haliêuticos que já se encontra na sua fase final, o processo em curso de regularização do pessoal em situações irregulares, há vários anos.

Por sua vez, o novo ministro das Pescas disse que é a segunda vez que está a passar naquele pelouro tendo pedido o apoio e colaboração dos funcionários locais para que possam atingir os objetivos preconizados.

Orlando Mendes Viegas lamentou o fato de o país possuir enormes potencialidades no sector das pescas, mas que não estão a contribuir, de forma desejada, para o desenvolvimento do país, devido a falta de políticas adequadas para o aproveitamento desse potencial. ANG/ÂC//SG

      
Política
/PAIGC continua sem data  para realização do seu X Congresso

Bissau, 14 jun22(ANG) – O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) continua sem data para a realização do seu X Congresso ordinário “devido aos problemas judiciais”.

A revelação é do Presidente da Comissão  Organizadora do X Congresso daquela formação politica, Manuel dos Santos, em declarações hoje à imprensa.

“Como sabem depois do acordão do Tribunal regional de Bissau, o ex militante Bolom Conté  recorreu ao Tribunal de Relação e como esta instância judicial se depara com falta de juízes não pode analizar o recurso e eventual pronunciamento. Isto quer dizer que estamos dependentes deste processo judicial, mas  nós esperamos que esta situação seja resolvida”, disse Manuel dos Santos.

Em relação as declarações proferidas pelo porta voz da Presidência da República Óscar Barbosa (Kankan)  segundo as quais o líder do PAIGC teria condicionado a participação do Governo de Iniciativa Presidencial com a intervenção do Presidente da República no sentido deste mandar parar os processos judiciais que pendem sobre ele, Manuel dos Santos disse que as referidas informações não correspondem a verdade.

“Apresentamos várias proposta ao Chefe de Estado  durante as negociações, para que seja assumido um compromisso claro com vista a observância dos princípios de pleno exercício da Liberdade de Reunião e de Manifestação, conforme estabelecido na Constituição da República”, disse.

 Segundo um comunicado do Secretariado Nacional do PAIGC lido hoje na voz do seu Secretário Nacional para Informação e Comunicação, Muniro Conté, o partido apresentou ainda outras condições para integração no Governo.

Dentre as condições apresentadas constam o respeito aos direitos humanos, a adopção de medidas tendentes a consolidação do Estado de Direito Democrático, sobretudo em matéria dos diretos de liberdades fundamentais como as de expressão e de reunião, bem como a criação de condições políticas que permitam a realização de eleições livres, justas e transparentes.

Como proposta para eventual integração do partido no governo, conforme o comunicado, o PAIGC solicitou, entre outras, o respeito pelas decisões da Assembleia Nacional Popular, em matéria de levantamento de imunidade dos Deputados, sobretudo à decisão concernente a Domingos Simões Pereira, que, segundo o PAIGC, está a ser vítima de uma perseguição política, através de uma “medida de coação injusta e ilegal”, imposta pelo Ministério Público.

Apesar disso, de acordo com o documento, o PAIGC continua aberto ao diálogo e reitera a sua disponibilidade em participar e contribuir no processo que deverá conduzir a realização de eleições legislativas livres e justas, num ambiente de paz e de estabilidade política, com pleno respeito às liberdades e garantias dos cidadãos e das organizações civis e políticas.

O partido, refere o comunicado, repudia o facto de a sua posição devidamente clarificada nas resoluções do Bureau Político estar a ser alvo de uma tentativa de distorção, considerando que posições desta natureza não contribuem para um clima de diálogo e de confiança institucional que deve nortear o relacionamento entre as entidades com responsabilidades na gestão política do país. ANG/LPG/ÂC//SG

 

 

   

RDC/ Exército acusa Rwanda de invasão após movimento rebelde tomar localidade

Bissau, 14 Jun 22 (ANG) - O exército da República Democrática do Congo (RDCongo)
acusou o Rwanda de invasão após o grupo rebelde Movimento 23 de Março (M23) ter tomado, na segunda-feira, o controlo da localidade de Bunagana, perto da fronteira com o Uganda.

"As Forças de Defesa do Rwanda decidiram, desta vez de forma flagrante, violar a intangibilidade da nossa fronteira e a integridade do nosso território ao ocupar a cidade fronteiriça de Bunagana", no leste da RDC, denunciou o exército congolês em comunicado, após reiteradas acusações de Kinshasa contra Kigali por suposto apoio ao M23 durante os combates dos últimos dias.

"Isto constitui uma invasão da RDC, nem mais nem menos, e as Forças Armadas congolesas exigirão todas as consequências e defenderão a pátria", disse o porta-voz do governador militar da província de Kivu Norte, Sylvain Ekenge, em comunicado recolhido pelo portal congolês de notícias 7sur7.

Um porta-voz do Exército congolês, N'Djike Kaiko Guillaume, argumentou que as tropas se retiraram da cidade e cruzaram a fronteira com o Uganda "para não causar baixas entre a população civil, como os ruandeses queriam".

"Garantimos à população que as Forças Armadas da RDC estão na zona e contêm o inimigo. Actuamos de forma incessante para conseguir que os ruandeses e os seus filhos [em referência ao M23] sejam expulsos do território nacional", disse.

O M23, por seu lado, sublinhou em comunicado que o controlo de Bunagana não estava entre os seus objectivos e ofereceu ao Presidente da RDC, Félix Tshisekedi, a possibilidade de diálogo para "procurar uma resposta às reivindicações por vias pacíficas".

"Pedimos uma vez mais ao Presidente que aproveite esta oportunidade para pôr fim à violência que provoca esta guerra inútil e para abrir negociações directas com o nosso movimento para pôr fim ao conflito de forma definitiva", disse.

As relações entre o RDC e o Rwanda estão tensas desde a chegada em massa ao leste da RDC de hutus ruandeses acusados de massacrar os tutsis durante o genocídio ruandês de 1994.

Após uma fase de relaxamento diplomático, o conflito voltou a intensificar-se no final do mês passado, quando o Governo congolês convocou o embaixador ruandês para denunciar o suposto apoio do país ao M23.

O ministro dos Negócios Estrangeiros rwandês, Vicent Burita, rejeitou recentemente as acusações "infundadas" da RDC e sublinhou que é necessário resolver os problemas para evitar "um círculo vicioso de conflitos indesejados e destrutivos", acusando Kinshasa de albergar membros do grupo armado Forças Democráticas para a Libertação de Rwanda (FDLR), fundado e formado principalmente por hutus responsáveis pelo genocídio.

O M23 é acusado desde Novembro de 2021 de realizar ataques contra posições do Exército no Kivu do Norte, apesar de as autoridades congolesas e o M23 terem assinado um acordo de paz em Dezembro de 2013 após os combates registados desde 2012 com o Exército, que foi apoiado por tropas das Nações Unidas.

Especialistas da ONU acusaram o Uganda e o Rwanda de apoiarem os rebeldes, acusações refutadas por ambos os países.

Angola tem procurado mediar a tensão entre os dois países, no âmbito de um mandato atribuído a Luanda pela União Africana na recente cimeira realizada em Malabo.

A 31 de Maio, o Presidente angolano, João Lourenço, abordou com o Presidente Tshisekhedi "questões relativas à crescente tensão" entre a RDC e o Rwanda, tendo discutido "vários aspectos que podem contribuir para a resolução pacífica do diferendo entre os dois países". ANG/Angop

 

                   
Ensino
/Polícia  dispersa manifestação de professores

Bissau, 14 Jun 22 (ANG) - A polícia de Ordem Pública dispersou segunda-feira uma manifestação de um grupo de professores junto à sede do Governo, em Bissau, numa acção considerada de "violência desnecessária e excessiva" pelo porta-voz da Frente Comum dos Sindicatos dos Docentes, Sene Djassi.

Os professores recentemente admitidos no sistema do ensino público estavam a manifestar o seu desagrado por terem nove meses de salários por receber, observou o sindicalista.

Sene Djassi adiantou aos jornalistas que a carga policial resultou no "ferimento grave" de dois professores e na detenção de um docente levado para o Ministério do Interior.

"Com este tipo de actuação da polícia estão a afugentar os investidores no nosso país", disse o porta-voz dos sindicatos dos professores, que responsabiliza o ministro do Interior pelo sucedido.

"A responsabilidade é inteiramente do ministro do Interior, Botche Candé, que é curiosamente presidente do Partido dos Trabalhadores que hoje saíram à rua e foram barbaramente agredidos", notou Sene Djassi.

O sindicalista afirmou ainda que a violência utilizada pela polícia, que se defende dizendo que a manifestação não tinha sido autorizada, demonstra o "nível de degradação" do Estado em que se encontra a Guiné-Bissau.

Sene Djassi prometeu para quarta-feira o anúncio público de novas formas de luta, que disse, não passarão pelas manifestações de rua, mas, por exemplo, reter as fichas de avaliação dos alunos ou uma greve geral dos professores.

"Estamos num Estado de direito, não estamos num Estado selvagem", notou Djassi, para frisar que a manifestação dos trabalhadores ou de cidadãos não carece de qualquer autorização prévia por parte da polícia "ou de quem quer que seja", disse.

O sindicalista observou que os professores saíram à rua  devido ao "incumprimento de promessas" de pagamento dos salários, alegadamente feitos pelo Presidente  Umaro Sissoco Embaló, e pelo primeiro-ministro, Nuno Nabiam.

"Prometeram que iam pagar até dia 10 do mês Maio dois meses de salário em atraso e agora em Junho outros dois meses", sublinhou Sene Djassi. ANG/Angop

 

Brasil/Bolsonaro diz que foram encontrados restos do jornalista e do activista brasileiro

Bissau, 14 Jun 22 (ANG) - O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, afirmou  segunda-feira que vísceras humanas foram encontradas na região onde um jornalista britânico e um activista brasileiro que desapareceram na Amazónia brasileira, no meio da crescente confusão sobre o paradeiro de ambos.

Bolsonaro garantiu que há indicações de que grupos ilegais que actuam na Amazónia cometeram o que ele classificou como 'maldade' contra o jornalista Dom Phillips e o indigenista Bruno Araújo, desaparecidos há uma semana no Vale do Javari, uma das regiões de floresta mais remotas do país.

"Os indícios levam a crer que fizeram alguma maldade com eles, porque já foram encontrados boiando no rio vísceras humanas que já estão em Brasília para fazer DNA", disse Bolsonaro numa entrevista à rádio CBN Recife.

"E, por causa do clima, já temos oito, nove dias aqui, vai ser muito difícil encontrá-los vivos. Peço a Deus que os encontrem vivos, mas as indicações levam ao contrário no momento", acrescentou Bolsonaro, sem se referir à informação dada pela esposa de Phillips sobre a possível descoberta de dois corpos numa mata na região das buscas.

O jornalista André Trigueiro, da Rede Globo, que é amigo pessoal de Alessandra Sampaio, esposa de Dom Phillips, informou que a embaixada britânica e a Polícia Federal relataram a ela na manhã de segunda-feira a descoberta de dois corpos.

Segundo informações de Alessandra Sampaio, devido ao avançado estado de decomposição, os corpos seriam encaminhados a Manaus, capital regional, ou a Brasília para passarem por perícia para confirmar a identificação das vítimas.

Já outra notícia publicada pelo jornal The Guardian referia que o embaixador brasileiro no Reino Unido também terá telefonado hoje para a família de Dom Phillips para comunicar que as equipas de busca encontraram dois corpos.

O jornal britânico, que citou como fonte o cunhado de Phillips, Paulo Sherwood, relatou que a família foi informada pelo embaixador brasileiro que dois corpos foram encontrados amarrados a uma árvore no meio da mata.

Na sequência da divulgação destas informações nos 'media' locais e do Reino Unido, a Polícia Federal brasileira divulgou uma nota frisando que "não procedem as informações que estão sendo divulgadas a respeito de terem sido encontrados os corpos do Sr. Bruno Pereira e do Sr. Dom Phillips."

"Conforme já divulgado, foram encontrados materiais biológicos que estão sendo periciados [examinados] e os pertences pessoais dos desaparecidos. Tão logo haja o encontro, a família e os veículos de comunicação serão imediatamente informados", acrescentou a autoridade policial brasileira.

Phillips, colaborador do jornal The Guardian, e o indigenista Araújo, activista pelos direitos indígenas, estão desaparecidos desde domingo, cinco de Junho, no Vale do Javari, região remota e de selva na Amazónia brasileira próxima à fronteira com Peru e Colômbia, onde foram realizar uma investigação sobre ameaças contra povos indígenas.

No domingo, o Comité de Gestão de Crise, criado para coordenar as buscas e chefiado pela Polícia Federal, informou que o Corpo de Bombeiros havia encontrado uma mochila com um computador e outros itens pessoais dos desaparecidos.

Segundo a comissão, composta também pelas Polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros do estado do Amazonas, Secretaria Regional de Segurança Pública, Exército e Marinha, além da mochila - que pertenceria à Phillips e que também continha livros e algumas roupas - foi encontrado um cartão de saúde em nome de Araújo e outros pertences do indigenista.

O material foi encontrado em um local próximo à casa de Amarildo da Costa de Oliveira, mais conhecido como "Pelado", até agora o único suspeito dos desaparecimentos e que foi preso na sexta-feira depois que as autoridades encontraram vestígios de sangue em um de seus barcos.ANG/Angop