quarta-feira, 6 de setembro de 2023

         Suíça/António Guterres avisa que “colapso climático começou”

 Bissau, 06 Set 23(ANG) – O secretário-geral da ONU, António Guterres, ale
rtou hoje que “o colapso climático começou”, numa reação ao anúncio do verão deste ano como o mais quente jamais registado no Hemisfério Norte.

“Os cientistas há muito que alertaram para as consequências da nossa dependência dos combustíveis fósseis”, disse Guterres, citado pela agência francesa AFP.

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) e o serviço climático europeu Copérnicos anunciaram hoje que a Terra viveu este ano o verão mais quente jamais registado no Hemisfério Norte.

No Hemisfério Sul também foram batidos muitos recordes de calor em pleno inverno austral.

Ondas de calor, secas, inundações e incêndios atingiram a Ásia, a Europa e a América do Norte durante este período, em proporções dramáticas e muitas vezes sem precedentes, segundo os cientistas.

Os extremos meteorológicos custaram vidas humanas e danos para as economias e o ambiente.

“O nosso clima está a implodir mais depressa do que conseguimos aguentar, com fenómenos meteorológicos extremos a atingir todos os cantos do planeta”, lamentou Guterres.

ANG/Inforpress/Lusa

 

   Suíça/Alterações climáticas agravam crise alimentar e conflitos em África

Bissau, 06 Set 06(ANG) – África, onde os desastres climáticos afetaram 110 milhões de pessoas e causaram 5.000 mortes em 2022, sofre desproporcionalmente os efeitos do aquecimento global, que agravará a crise alimentar e os conflitos no continente, advertiu hoje a Organização Meteorológica Mundial.

A região, que apenas emite 10% dos gases com efeito de estufa, poderá enfrentar perdas devido às alterações climáticas entre 290.000 a 440.000 milhões de dólares nas próximas décadas, revelou hoje um estudo elaborado pela agência das Nações Unidas.

No documento, a OMM adverte que África é o continente onde a produtividade agrícola mais baixou, cerca de 34% desde 1961, devido à mudança do clima, algo preocupante num continente onde cerca de 55% da população ainda se dedica ao sector primário, escreve a agência EFE.

Cada vez mais dependente das importações de alimentos – que a converteram numa das zonas mais afetadas pelos efeitos da guerra na Ucrânia no mercado mundial de bens de primeira necessidade, África poderá triplicar essas compras nos próximos anos, até ter de gastar 110.000 milhões de dólares em 2025, alerta a organização no trabalho agora publicado.

A publicação coincide com a realização, esta semana em Nairobi, capital do Quénia, da Cimeira do Clima de África, e conta também com a colaboração da União Africana (UA) e da Comissão Económica para África das Nações Unidas (UNECA, na sigla em inglês).

Segundo os peritos, se for alcançado um aumento das temperaturas de quatro graus (o Acordo de Paris insta a não ultrapassar 1,5 graus), África poderá – mesmo com mecanismos de adaptação – sofrer perdas anuais equivalentes a três por cento do Produto Interno Bruto (PIB) continental.

Tudo isto poderá aumentar os conflitos por terras produtivas cada vez mais escassas, em alguns países onde os confrontos entre agricultores e fazendeiros, por esta razão, cresceram nos últimos 10 anos, frequentemente misturados com fatores étnicos e religiosos, em zonas como o Sahel ou o Corno de África.

O estudo indica que o ritmo de subida das temperaturas acelera em África, como noutras regiões: se foi de 0,2 graus por década no período 1961-1990, em comparação com a era pré-industrial (1850-1900), foi de 0,3 graus entre 1991 e 2022.

O continente também assiste a um aumento do nível do mar de 3,4 milímetros por ano, um valor semelhante às restantes regiões do planeta, apesar de a média ser superior nas costas do mar Vermelho (3,7 milímetros) e do oceano Índico (3,6).

Cerca de 43% das vítimas das alterações climáticas no ano passado, em África, foram pessoas afetadas pelas inundações e 48% pelas secas que atingiram especialmente a região do Corno de África, onde cinco estações consecutivas de más colheitas causaram fome na Somália, com vagas de 1,2 milhões de deslocados, aos quais há a somar outro meio milhão na vizinha Etiópia.

A mudança do clima não só se fez sentir recentemente na pior seca em 40 anos no Corno de África, como também nos graves incêndios que assolaram os países do Magreb, como a Argélia ou a Tunísia, nas inundações do Sahel (Nigéria, Níger, Chade e Sudão) ou nos efeitos dos ciclones tropicais em Madagáscar.

Os especialistas recordam, no relatório, que as nações africanas precisam de 2,8 biliões de dólares para poderem cumprir as obrigações de redução de emissões para o cumprimento do Acordo de Paris, para o que contam com a ajuda de instituições como o Banco Africano de Desenvolvimento.

ANG/Inforpress/Lusa

 

terça-feira, 5 de setembro de 2023

Sociedade/Federação de Associações das Pessoas com Deficiência apresenta projeto “No Mati” ao governo

Bissau, 05 Set 23 (ANG) – A Federação de Associações das Pessoas com Deficiência apresentou ao Governo, através do Ministerio da Acção Social, Familia e Promoção da Mulher, no âmbito de um encontro, um projeto denominado “No Mati”, que visa a integração de  pessoas com deficiência na vida pública do país.

A informação foi publicada na pâgina oficial de feceboock do Ministério da Acção Social, Família e Promoção da Mulher .

O projecto tem duração de seis meses e é financiado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento PNUD.

O projecto prevê a construção de cinco rampas de acesso para as pessoas com deficiência na região de Biombo, a realização de colóquios, palestras e djumbai de sensibilização e conciencialização de  decisores políticos sobre a necesside de inclusão dos deficientes na vida pública do país.

No encontro, os membros do Conselho Diretivo do Ministério da Acção Social, Família e Promoção da Mulher,representada pela Cadi Seidi e os da Federação de Associações das Pessoas com Deficiência discutiram questões relacionadas com a inclusão e a participação das pessoas com deficiência no processo de desenvolvimento da Guiné-Bissau e também a divulgação de instrumentos internacionais ratificados pelo Estado guineense.

ANG/LPG/ÂC//SG

 


Comércio
/”Revisão da lista de engajamento da ZLECAF é um exercício que o país não pode ignorar”, diz Jaimentino Có

Bissau,05 Set 23(ANG) – O Inspector-geral do Comércio, disse que a revisão da lista de engajamento da Guiné-Bissau relacionado ao  sector de serviços no âmbito da Zona de Livre Comércio Continental Africana(ZLECAF), é um exercício que o país não pode dar ao luxo de ignorar.

Jaimentino Có, falava hoje, em representação do ministro do Comércio, na cerimónia de abertura da reunião destinada a  Revisão da Lista de Engajamento da Guiné-Bissau no Comércio de Serviços, no âmbito da ZLECAF.

Aquele responsável salientou que essa revisão e adequação da lista de engajamentos da Guiné-Bissau havia sido recomendada na 12ª Reunião do Comité do Comércio de Serviços da ZLECAF, assim como no Relatório da Auditoria Regulamentar.

“O exercício da revisão da lista de engajamento deve permitir aos diferentes setores, pronunciarem-se sobre as ofertas que lhes são relacionadas, de acordo com as respectivas legislações para, consequentemente, proporcionar maior atração ao investimento neste setor”, sublinhou.

Jaimentino Có acrescenta  que será igualmente uma oportunidade para os setores onde prevalecem alguma restrição, refletissem sobre a necessidade da revisão ou não do seu quadro legal, a fim de permitir uma maior abertura, em conformidade com as prioridades do país, no quadro do seu programa de desenvolvimento.

“Por estas e demais razões, apelamos aos participantes dos diferentes setores aqui presentes, a se engajarem, energicamente, nas discussões e propor contribuições que tendem a melhorar a lista inicial revista”, frisou.

Có, reforçou que a iniciativa pode resultar numa  lista consolidada que reflita as reais necessidades do país, no domínio de serviços e que tenha igualmente em consideração as recomendações da 12ª Reunião do Comité do Comércio de Serviços e do Relatório da Auditoria Regulamentar.

“Os desafios que a ZLECAF nos impõem é de andar a mesma volocidade com os outros e quiça, mais ainda, pois, se quisermos chegar a meta juntos ou antes, temos de redobrar os esforços”, destacou.

O Inspector-geral do Comércio alertou  que o Setor Privado deve melhorar estrutural e organizacionalmente as suas ações, reforçar a capacidade dos seus associados, preparar-se para os desafios da concorrência, porque segundo diz, “é mais que evidente que, nos próximos anos, haverá uma invasão de empresas estrangeiras ao país”.

Durante quatro dias, os cerca de 40 participantes do seminário irão debater temas sobre “Lista dos Sectores 1, que compreende as empresas, “Sector 2, concernente a serviços de comunicação, Sector 3, relativos ao serviços financeiros, Sector 4 que aborda o Turismo e Viagens, o Sector 5 que trata de Transportes entre outros. ANG/ÂC//SG

 


Saúde pública
/Banco Islâmico de Desenvolvimento doa materiais para reforçar combate a Covid-19 no país

Bissau 05 Set 23 (ANG) – O Banco Islâmico de Desenvolvimento (BID),através da Organização Mundial de Saúde (OMS), doou esta terça-feira um conjunto de materiais entre os quais nove viaturas Toyota todo terreno, duas câmaras mortuária e 12 aparelhos de RX ao Governo guineense.

Os referidos equipamentos foram entregues à Cédula de Apoio a Gestão Ligada à Covid-19 que posteriormente os entregará  ao Ministério da Saúde Pública para a sua distribuição a entidades recomendadas, com o objetivo de reforçar o Sistema Nacional de Saúde.

Falando no acto, o responsável da Cédula de Apoio a Gestão Ligada a Covid-19, Plácido Cardoso agradedeu ao Chefe de Estado que tutela a estrutura.

“Hoje estamos a testemunhar este acto que é uma das fases deste processo com vista ao reforço do nosso Sistema Nacional de Saúde, uma vez que a pandemia de Covid-19 serviu como oportunidade para se reforçar o sistema nos seus diferentes eixos “,disse Cardoso.

Salientou que uma parte da ajuda é um  donativo e a outra foi disponibilizada sob forma de crédito doado ao Estado da Guiné-Bissau.

Plácido Cardoso acrescentou que  estão a trabalhar na aquisição de mais meios para fortalecer o sistema sanitário do país, não só em termos de meios, mas também na reabilitação e construção de  infraestruturas.

Disse que, para breve, vão ter um serviço de tomografia computarizada cujos os equipamentos já foram adquiridos.

 “Está-se na fase da construção do edifício para instalação deste importante meio de diagnóstico que vai complementar os outros esforços já realizados”, disse.

Falando dos aparelhos de RX móveis e fixos, Plácido Cardoso contou que  grande parte já se encontram nas diferentes estruturas de saúde aguardando as suas instalações, através de  uma firma que ganhou o concurso internacional para o efeito.

“Estes meios não são, na totalidade, destinados ao Ministério da Saúde e as suas estruturas. Uma pequena  parte será destinada as ONGs entre as quais a Cruz Vermelha Nacional e a Cáritas,que  são parceiros neste projecto “,vincou.

A cerimonia contou com a presença  da Representante Residente Adjunta da OMS no país, Mary Channel.ANG/MSC/ÂC//SG

Saúde pública/UNICEF doa 60 motorizadas para reforço de prestação de serviço comunitário    

Bissau, 05 Set 23 (ANG) – O Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF) doou, segunda-feira, 60 motorizadas ao Ministério de Saúde Pública, com a finalidade de reforçar o serviço comunitário que presta em diferentes pontos do país.

Na ocasião, o ministro de Saúde Domingos Malú disse que o país tem problemas sérias e que o atual Executivo pretende resolvê-los  aos poucos e  na base de “grandes” estratégias. 

“Os nossos parceiros compreenderam as dificuldades do país em termos da comunicação, pois não há estradas que ligam aldeias entre si. Com as motorizadas que acabamos de receber tornarão mais fáceis o processo de recolha de dados suscetíveis de compreender as necessidades do sistema de saúde guineense”, assegurou o governante.     

Malú manifestou sua satisfação pelo apoio recebido, tendo considerado que o mesmo constitui um balão de oxigénio para o Ministério que dirige e diz que , agora,  os técnicos da saúde conseguirão atingir zonas de difícil acesso.

No que concerne a recolocação dos técnicos de saúde retirados do sistema pelo anterior governo, Domingos Malú  afirmou que vão ser reintegrados mediante nomeações legais conforme orientam as regras da Função Pública.  

Por sua vez, a representante da UNICEF no país, Etona Ekole sublinhou que o donativo de 60 motorizadas vai reforçar a capacidade institucional do Governo para implementar e monitorar a promoção das 18 (dezoito) práticas familiares essenciais ao nível comunitário, com atenção especial para as famílias residentes em áreas  mais remotas.

Etona Ekole recomendou a adequada utilização dos meios logísticos  doados, tendo manifestando a sua convicção concernente a continuidade da colaboração entre o Governo  e parceiros de desenvolvimento, de modo a reforçar o sistema de saúde nacional, por forma a torná-lo cada vez mais eficaz e capaz de prestar serviços básicos de qualidade, satisfazendo as necessidades de crianças e mulheres da Guiné-Bissau.

A doação de 60 motorizadas foi possível graças ao apoio financeiro do Programa das Nações Unidas para D
esenvolvimento (PNUD) / Fundo Global.
ANG/AALS/ÂC//SG

Diplomacia/Representante do Secretário-geral da ONU insta autoridades nacionais a continuarem a trabalhar para estabilização do país

Bissau, 05 Set 23(ANG) – O Representante  Especial do Secretário  Geral da ONU  e Diretor do Escritório para África  Ocidental e Sahel, instou, segunda-feira, as autoridades nacionais a continuarem a trabalhar para a estabilização do país a fim de atrair mais investimentos.

Leonardo Santos Simão que falava aos jornalistas depois do encontro com Chefe de Estado guineense, disse que a  Guiné-Bissau deu um passo na normalização da vida política com a criação das instituições tais como  a Assembleia Nacional Popular e o Governo, frisando que o país teve  momentos difíceis no passado.

“Para a ONU este é um primeiro passo que vai depois criar condições para que haja mais investimentos interno e externo que cria riqueza, emprego sobretudo para os jovens” sublinhou.

Informou que Umaro Sissoco lhe transmitiu os esforços que estão em curso e a prática democrática existente  entre as instituições das diferentes forças políticas, todas elas unidas com o mesmo objetivo de tornar o país mais próspero.

Questionado sobre a sua tarefa durante os dois dias de permanência na Guiné-Bissau, respondeu que terá encontros com diferentes atores políticos com a mesma mensagem para que continuem a trabalhar para tornar o país mais estável a fim de atrair mais investimentos.

Em relação aos sucessivos golpes de Estado que estão a acontecer em África Ocidental, Santos Simão respondeu que há países que estão bem, nomeadamente, Cabo Verde, Togo, Libéria e Costa de Marfim mas que outros  estão a ter desafios: o Mali, Burkina Faso e Níger.

Simão disse que estas situações são preocupantes, mas que  já visitou todos os países com problemas de golpes sempre com a mesma mensagem de encorajamento as partes envolvidas, para que através do diálogo encontrem o caminho  para ultrapassar os problemas existentes.

Durante os dois dias de visita à Guiné-Bissau Leonardo Simão deverá ainda realizar encontros com lideres de partidos políticos  com assento no parlamento e como  Corpo Diplomático Acreditado  na Guiné-Bissau.ANG/JD/ÂC//SG

 

            Rússia/Vladimir Putin rejeita novo acordo sobre cereais

Bissau, 05 Set 23 (ANG) - O Presidente turco quer reconquistar confiança do líder russo, depois de algum distanciamento, mas Moscovo exige contrapartidas.

Vladimir Putin voltou a rejeitar novo acordo sobre cereais, enquanto Ocidente não "cumprir exigências".

Este foi um dos maiores testes à destreza diplomática de Recep Tayyip Erdogan. O

 Presidente turco que chegou a anunciar que Putin viajaria durante o mês de Agosto para a Turquia, deslocou-se até à residência de verão do Presidente russo para o tentar convencer a retomar o acordo para o escoamento dos cereais ucranianos, que a Rússia abandonou no passado dia 17 de Julho.

No entanto, o Presidente russo, Vladimir Putin, rejeitou firmar um novo acordo para o transporte de cereais através do Mar Negro enquanto o Ocidente "não cumprir exigências" de Moscovo.

Desde então, o preço dos cereais nos mercados internacionais já aumentou entre 15 a 20%, e a insegurança no Mar Negro cresceu, com ataques russos frequentes a infraestruturas portuárias ucranianas, e com ataques de drones navais ucranianos a navios de guerra russos. Mesmo cargueiros civis têm sofrido – há duas semanas um cargueiro turco foi inspecionado pela marinha russa sob ameaça de armas a escassos 50 quilómetros da costa turca do Mar Negro.

Moscovo diz há meses que as contrapartidas incluídas no acordo original – que a Rússia também poderia exportar os seus cereais e fertilizantes – nunca foram concretizadas, porque as sanções internacionais limitam as transações com bancos russos e as companhias seguradoras recusam-se a trabalhar com transitários russos.

Putin queixou-se ainda de que a maior parte dos cereais ucranianos exportados para os mercados internacionais ao abrigo do acordo, 33 milhões de toneladas em 2022, acabaram por ir para os países europeus (70% disse o Presidente russo) e apenas 3% destinaram-se aos países mais necessitados de África. 

As Nações Unidas e a Turquia têm desenvolvido uma intensa atividade diplomática para tentar ultrapassar o impasse – António Guterres, o secretário-geral da ONU, enviou na semana passada uma carta a Putin com novas propostas, e o chefe da diplomacia turca esteve recentemente em Kiev e em Moscovo para tentar encontrar uma saída negocial.

Moscovo fez, entretanto, uma contraproposta: disse que poderia colocar um milhão de toneladas de cereais russos na Turquia para os mercados internacionais, mas a Turquia e a ONU teimam em restaurar o acordo original – que, durante um ano, escoou 33 milhões de toneladas de cereais ucranianos, ajudando a estabilizar o preço.

Kiev tem explorado também outras rotas de exportação – por ferrovia através da Polónia, ou através de uma rota marítima costeira, através de águas nacionais da Roménia, Bulgária e Turquia, fora do alcance da marinha russa. Mas nenhuma destas é viável a longo prazo.

Erdogan quererá também desanuviar a tensão recente entre a Turquia e a Rússia, depois de Ancara ter dado o seu apoio à entrada da Ucrânia da NATO, e de ter retribuindo a visita do Presidente Ucraniano Zelensky a Istambul com a libertação de alguns prisioneiros de guerra ucranianos, que deveriam permanecer na Turquia até ao fim da guerra, nos termos de um acordo de troca de prisioneiros mediado por Ancara.

Turquia e Rússia têm importantes relações comerciais, incluindo avultados contratos de exportação de gás natural russo. Uma empresa russa está também a construir a primeira central nuclear turca.

Erdogan e Putin exploraram ainda uma série de outros temas, nomeadamente outros conflitos regionais e uma série de temas bilaterais, do comércio ao turismo. ANG/RFI

 

África do Sul/Inquérito  conclui como infundadas alegações dos EUA sobre envio de armas à Rússia

Bissau, 05 Set 23(ANG) – O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, disse que um inquérito independente concluiu que as alegações dos Estados Unidos sobre o envio de armas e munições para a Rússia para a guerra na Ucrânia são infundadas.

“Na sua investigação, o painel não encontrou evidência de que qualquer quantidade de armas tenha sido carregada para exportação no navio Lady R”, afirmou o líder sul-africano ao anunciar os resultados de um inquérito público sobre o caso do alegado armamento a bordo do navio russo Lady R que atracou no país africano há cerca de oito meses.

“O painel [de investigação] concluiu que não havia provas que apoiassem a alegação de que o navio transportava armas da África do Sul com destino à Rússia”, sublinhou.

Em maio, o embaixador dos Estados Unidos (EUA) na África do Sul, Reuben Brigety, alegou publicamente que Pretória tinha carregado armas e munições no navio russo Lady R, que atracou na base naval de Simonstown, próximo da Cidade do Cabo, em dezembro de 2022.

As acusações do representante diplomático de Washington em Pretória, a capital do país, desencadearam uma crise diplomática com a África do Sul, provocando a desvalorização da moeda nacional sul-africana, o rand, e um possível cancelamento da reunião anual dos chefes de Estado e de Governo dos países BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul) no país africano, o que acabou por não acontecer.

Na altura, as alegações do embaixador norte-americano colocaram também o foco na insistência da África do Sul em se manter “não-alinhada” com os países da Europa e do Ocidente que prestam apoio militar a Kiev como resposta à guerra da Rússia na Ucrânia, optando por encetar esforços diplomáticos de paz para a resolução do conflito.

“As alegações levantadas contra o nosso país tiveram um efeito prejudicial na nossa moeda, na economia e na nossa posição no mundo”, considerou o presidente sul-africano numa comunicação ao país na noite deste domingo.

Ramaphosa divulgou poucos detalhes das conclusões da investigação às acusações de Washington, afirmado que o painel liderado pelo juiz reformado, Phineas Mojapelo, visitou a base naval de Simonstwon, situada na província do Cabo Ocidental, sudeste do país, onde “obteve provas sob juramento de cerca de 50 pessoas em todos os setores relevantes do Governo, e mais de 100 documentos foram submetidos ao painel para análise”.

“Várias entidades e pessoas que afirmaram publicamente terem informações sobre este assunto foram convidadas a depor perante o painel. Muitos dos convidados não o fizeram ou afirmaram não ter conhecimento independente dos factos relevantes”, adiantou.

O Presidente Ramaphosa referiu ainda que o navio russo atracou na base naval sul-africana para descarregar equipamento militar destinado à Força de Defesa Nacional Sul-Africana (SANDF, na sigla em inglês).

“O painel estabeleceu que o navio atracou em Simonstown para entregar equipamento que tinha sido encomendado para a Força de Defesa Nacional da África do Sul em 2018 pela empresa de aquisição de armamento ARMSCOR, do nosso país”, explicou.

“Nos termos do contrato de fornecimento das armas, nem a Armscor nem a Força de Defesa Nacional Sul-Africana tinham qualquer controlo sobre os meios através dos quais o fornecedor do equipamento encomendado as transportaria para a África do Sul”, frisou o líder sul-africano.

Todavia, Ramaphosa salientou que não divulgaria o relatório completo da investigação do painel independente às alegações norte-americanas por motivos de segurança nacional.

“Dado que as provas apresentadas ao painel foram confidenciais e que a revelação dos detalhes do equipamento descarregado poderia pôr em risco o trabalho e a segurança das forças da África do Sul em vários destacamentos no continente, decidi não divulgar o relatório”, sublinhou.

“Revelar os detalhes dos equipamentos descarregados comprometeria importantes operações militares e colocaria em risco a vida dos nossos soldados. Nestas circunstâncias, quando vidas estariam em risco devido à revelação do tipo de equipamento utilizado pelas nossas forças armadas, a necessidade de confidencialidade é necessária e justificada”, vincou.

“O painel entregou-me um resumo executivo do relatório, que decidi divulgar publicamente”, afirmou Ramaphosa.

Em maio, ao assinalar o Dia de África, o Presidente da República da África do Sul afirmou também que os países ocidentais ameaçaram com sanções os Estados africanos que não se alinharam contra a Rússia na guerra na Ucrânia.

“Alguns países, inclusive o nosso, estão a ser ameaçados com sanções por seguirem uma política externa independente e por adotarem uma posição de não-alinhamento”, referiu Ramaphosa.

O embaixador dos EUA em Pretória, Reuben Brigety, não divulgou publicamente as provas do alegado fornecimento sul-africano de armas e munições à Rússia para a guerra na Ucrânia.

No mês passado, o Presidente da Federação Russa, Vladimir Putin, decidiu não comparecer à 15ª Cimeira dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul), em Joanesburgo, devido ao mandado de prisão emitido em março pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) de Haia, nos Países Baixos, por alegados crimes de guerra na Ucrânia, e do qual a África do Sul é signatária.

A invasão da Ucrânia pela Rússia tem sido condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

ANG/Inforpress/Lusa

 

Quénia/Comunidade Económica da África Central dá ao Gabão um ano para restaurar “ordem constitucional”

Bissau, 05 Set 23(ANG) – A Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC) deu aos autores do golpe de Estado no Gabão de 30 de agosto um ultimato de um ano para restaurar a “ordem constitucional”.

“Foi dado um prazo de um ano para que o processo político seja reativado para um rápido regresso à ordem constitucional”, anunciou na segunda-feira à noite o vice-presidente da Guiné Equatorial, na rede social X (antigo Twitter).

Teodoro NguemaObiang confirmou ainda que o país passará a assumir a Presidência e a sede da CEEAC na capital, Malabo, considerando que o Presidente do Gabão, Ali Bongo, que era o presidente em exercício da organização desde fevereiro, foi deposto pelos autores do golpe de Estado.

A decisão saiu de uma reunião extraordinária da CEEAC, realizada na segunda-feira na Guiné Equatorial.

Por outro lado, a CEEAC designou o presidente da República Centro Africana como facilitador das negociações, devendo se deslocar “imediatamente para Libreville para contatos, não só com o poder estabelecido, mas também com a oposição, sociedade civil e todas as partes envolvidas” na base de orientações previamente definidas na reunião, disse o primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe.

Patrice Trovoada disse que participaram na reunião extraordinária da CEEAC os Presidentes de Angola, da República do Congo, da República Centro Africana, da Guiné Equatorial, um representante do Chade e o representante especial do Secretário-Geral das Nações Unidas para a África Central.

Fazem parte da CEEAC Angola, Burundi, Camarões, República Centro-Africana, Chade, Congo, Guiné Equatorial, Gabão, Ruanda, São Tomé e Príncipe e República Democrática do Congo.

O general Brice Oligui Nguema, que derrubou na semana passada Ali Bongo, tomou posse na segunda-feira como presidente do Gabão durante um período de transição, no final do qual prometeu eleições sem especificar uma data.

No dia 30 de agosto, os militares golpistas anunciaram o “fim do regime” de Ali Bongo Ondimba, que governou o Gabão durante 14 anos, menos de uma hora após a proclamação da sua reeleição nas eleições de 26 de Agosto, alegando que estas tinham sido fraudulentas.

No dia seguinte, os golpistas proclamaram o general Oligui Nguema presidente de um Comité de Transição e de Restauração das Instituições (CTRI).

Os golpistas colocaram Ali Bongo em prisão domiciliária por “alta traição às instituições do Estado” e “desvio massivo de fundos públicos”, entre outros crimes, e anunciaram a nomeação do general Brice Oligui Nguema, comandante da Guarda Republicana, como novo “presidente de transição”.

A família de Ali Bongo Ondimba – que se tornou Presidente após a morte do seu pai, Omar Bongo, em 2009 – está no poder desde 1967.

O golpe de Estado no Gabão, uma das potências petrolíferas da África subsaariana, é o segundo a ocorrer em África em pouco mais de um mês, depois de o exército ter tomado o poder no Níger, em 26 de Julho.

O Gabão juntou-se assim à lista de países palcos de golpes de Estado bem-sucedidos nos últimos três anos, que, para além do Níger, inclui o Mali (Agosto de 2020 e Maio de 2021), a Guiné-Conacri (Setembro de 2021), o Sudão (Outubro de 2021) e o Burkina Faso (Janeiro e Setembro de 2022).

ANG/Inforpress/Lusa

 

Quénia/Comissária da UA aponta mudanças climáticas como “pandemia” para África

Bissau, 05 Set 23 (ANG) -  A comissária da União Africana, Josefa Sacko, apontou , segunda-feira, em Nairóbi, Quénia, às alterações climáticas como uma “pandemia “ e um stress a economia africana, por obrigar os governos a abandonar os processos de desenvolvimento e concentrar os recursos para responder aos desastres, construindo resiliências.


Intervindo na cerimónia   de abertura da plenária do segmento ministerial da Cimeira Africana do Clima, fez menção que muitos governos africanos usam cerca de 2% dos seus fundos para investir em desastres climáticos e projectos de adaptação no continente.

Josefa Sacko, que responde pela pasta da agricultura, desenvolvimento rural, economia azul e ambiente na União Africana, avançou ainda que alterações climáticas estão causar também perdas económicas na ordem de 5% do produto interno bruto (PIB) anual  no continente.

“ Os custos das alterações climáticas em África  são muito altos ”,  afirmou.

Diante dos mais diferentes representes africanos e estrangeiros, a comissária falou da promessa dos 100 biliões de dólares norte-americanos feita pelos países desenvolvidos, cujo Acordo, o de Paris,  expira passados os cinco anos. 

Diante dos desafios, disse que o principal objetivo da Cimeira é impulsionar o esforço coletivo sobre às alterações climáticas e a sustentabilidade.

“Juntos pretendemos elevar o discurso em torno das mudanças climáticas e reunir apoio para uma arquitetura financeira que seja especificamente adaptada para África, tendo também em mente a resiliência e sobrevivência dos recursos abundantes do continente à medida  que acelera a transição para a economia resiliente às alterações climáticas”, sublinhou.

A agenda do evento, inclui a discussão, entre outras, questões relacionadas com a expansão do financiamento climático de elevado impacto em África, no quadro dos mercados de carbono para o Hemisfério Sul, as oportunidades de investimento para a transformação dos sistemas alimentares do continente, tendo em conta o potencial de continente berço em termos de minerais, produção e comércio.

De acordo com a agenda, os ministros vão  também abordar a aceleração dos investimentos no sector das águas  resilientes às alterações climáticas, um dossier que poderá  conduzir a pactos de investimento para a adaptação ao clima.

O sistema de aviso prévio, no âmbito do clima, paz, segurança e mobilidade faz parte, de igual modo, da agenda da plenária ministerial deste dia.

O diagnóstico interferacional com a juventude em África, também consta na agenda das prioridades. 

Sob o lema “ Impulsionando o crescimento verde e soluções de financiamento climático para África e o mundo”, o Fórum também vai centrar-se na apresentação de soluções inovadoras de crescimento verde e de financiamento do clima em África e no mundo.

Para o efeito, juntam-se ao coletivo representantes do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e do Banco Mundial (BM), parceiros regionais e globais desta Cimeira, respectivamente. ANG/Angop

 

 

  Quénia/Cimeira Africana traça nova arquitetura de financiamento climático

Bissau, 05 Set 23 (ANG) - Os países africanos traçam, esta terça-feira, em Nairóbi, Quénia, uma nova arquitetura de financiamento climático, depois dos incumprimentos por parte dos países industrializados.

No segmento de alto nível da Cimeira Africana do Clima, que junta chefes de Estado, de Governo, da União Africana, entre outros parceiros, os países  vão  criar as condições da "Agenda Global para o Clima".

Nesta sessão em que vão intervir alguns chefes de Estados e de Governo, incluindo Angola, será adoptado a Declaração de Nairóbi  e as de alto nível dos estados-membros  e dos convidados. 

O resumo e percurso de Nairóbi até a Convenção-Quadro das Nações Unidas para o Clima-COP28, agendada para Dezembro deste ano, período posterior, também será apresentado nesta sessão. 

As questão da promoção da economia azul, minerais verdes e indústria transformadora, a  transformação dos  sistemas alimentares de África, a expansão da adaptação em África, energias renováveis e transição são  outros aspectos a serem revistos neste segmento de alto nível.

Sob o lema “ Impulsionando o crescimento verde e soluções de financiamento climático para África e o mundo”, a Cimeira centra-se na apresentação de soluções inovadoras de crescimento verde e de financiamento do clima em África e no mundo.

O fórum vai decorrer no Centro Internacional de Convenções Kenyatta (KICC sigla em inglês), onde já  decorre uma mini-cimeira que junta técnicos de vários países, incluindo Angola. ANG/Angop

 

Quénia/África pode suprir todas necessidades energéticas- Presidente queniano

Bissau, 05 Set 23 (ANG) - O Presidente do Quénia, William Ruto, destacou  segunda-feira, em Nairóbi, o potencial de recursos renováveis de África que pode suprir todas as necessidades energéticas do continente.


“O continente tem potencial suficiente para ser totalmente autossuficiente com a combinação de energia eólica, solar, geotérmica e sustentável, biomassa e energia hidroelétrica”, destacou o Presidente na abertura da plenária de segmento ministerial da Cimeira Africana do Clima, da qual alberga.

Na verdade, acrescentou o Presidente queniano, África pode ser um centro industrial verde que ajude outras regiões a alcançar as suas estratégias de emissões líquidas zero até 2050.

Olhando para a luz,  presente quase todo ano, tal disponibilidade torna o potencial solar de África particularmente único, perfeitamente adequado às necessidades energéticas industriais – algo que  considera mais desafiador em climas temperados. 

Além disso, a restauração e expansão dos recursos naturais de África os sumidouros de carbono não são apenas um imperativo ambiental, mas sim, uma mina de ouro económico sem paralelo. 

“Eles têm o potencial para absorver milhões de toneladas de CO2 anualmente, o que deverá traduzir-se em milhares de milhões de dólares, melhores meios de subsistência

e milhões de oportunidades em todo o continente”, calculou William Ruto, sublinhando que tal ação concorre ao mesmo tempo para a proteção da biodiversidade.

Para si, os recursos energéticos renováveis ​​de África não são apenas uma necessidade ambiental, mas sim um catalizador final da prosperidade socioeconómica radical. 

Segundo o Presidente, podem alimentar o desenvolvimento, impulsionar o crescimento económico, criar empregos e tirar milhões de pessoas da pobreza energética – tudo isto ao mesmo tempo que reduz a nossa emissão de carbono pegada, continental e globalmente. 

A título de exemplo, traz o seu país como uma boa do que é possível, tendo uma rede nacional que opera atualmente a 3 Giga Watts, sendo 92% dessa energia é renovável. 

“ A nossa ambição é audaciosa, mas alcançável: 100% renovável até 2030 e uma rede de 100 Giga Watt, totalmente renovável, até 2040”, destacou Ruto.

Assim, para se colmatar a lacuna de investimento, a fim de permitir ao continente satisfazer as suas necessidades energéticas,  o Chefe de Estado defende a a criação de demanda em escala suficiente para fornecer incentivos para um investimento privado adequado em infraestruturas energéticas desenvolvidas.

Diante de uma plateia vasta, o Presidente do Quénia mostrou outras oportunidades geoeconômicas sem precedentes para África.

Destacando a intervenção importante de África na extração de minerais, lembra que grande parte precisa da adição de maior valor – fundição, refinação, montagem e até mesmo a produção de veículos eléctricos (VE), como acontece em outras geografias.

Ainda com base em cálculos para agregar as várias perspectiva, antevê que até 2025, estima-se que a mineração de minerais essenciais para baterias, como níquel, lítio e cobalto, gere cerca de 11 mil milhões de dólares em valor. 

No entanto, acrescenta, se for dado o próximo passo e  forem envolvidas atividades de valor acrescentado, como a refinação destes minerais em metais de qualidade industrial, esse valor poderá quadruplicar, para 50 mil milhões de dólares.

“ (…) E se considerarmos a cadeia de valor ponta a ponta dos veículos eléctricos, incluindo a bateria e todos os outros componentes, o valor de mercado dispara para surpreendentes sete (7) biliões de dólares”,  aponta, para quem estes números demonstram claramente que África já não pode permitir-se uma “abordagem minimalista de curto prazo baseada nas matérias-primas”. 

Para si, “chegou  a hora de nos libertarmos das amarras da baixa ambição”, apelo o presidente do Quênia, onde é possível a convivência Homem e animal. ANG/Angop

 

segunda-feira, 4 de setembro de 2023

Defesa e segurança/Presidente da República confere posse aos recém nomeados CEM-Particular e Comandante da Segurança Presidencial

Bissau, 04 Set 23(AN,G) – O Presidente da República disse hoje que reitera  confiança nos recém nomeados, o  Chefe de Estado-maior Particular (CEM-P) Horta Inta-A e o novo Comandante de Segurança Presidencial(CSP) Tomás Djassi  como oficiais exemplares.

Umaro Sissoco Embaló falava no ato de empossamento dos dois  generais recém-nomeados nas respectivas funções, depois de serem exonerados das funções de Comandante da Guarda Nacional e de Comissário Nacional da Polícia de Ordem Pública, respetivamente, pelo novo Governo.

 Na ocasião, o chefe de Estado disse que    depositou   grande confiança nos dois porque aquando do ataque ao Palácio de Governo,à 01 de Fevereiro de 2022 “defenderam-lhe com bravura”.

“No referido atentado, ouvimos muitas coisas através das janelas, e  os atacantes até mencionavam nomes de certas entidades durante as conversas”, disse.

Umaro Sissoco Embaló afirmou ter  dirigido  uma parte da operação durante o ataque,e diz que  o atual CEMP foi  quem estava a corrigir tiros.

Criticou  aos jornalistas porque, segundo diz,  colocam microfones em frente  à  qualquer “pessoa  falhada  ou marginal”, que ostenta o título de  comentador político, mas que não tem domínio sobre a  matéria que comenta. ANG/JD/ÂC//SG

 

 

 


Seguimento do preço arroz
/Secretário-geral da Acobes considera de “positiva” visita da Comissão Interministerial às regiões de Oio e Cacheu

Bissau,04 Set 23(ANG) – O secretário-geral da Associação de Defesa de Consumidores de Bens e Serviços(Acobes), considerou de positiva a visita da Comissão Interministerial sobre produtos da 1ª necessidade às regiões de Oio e Cacheu entre os dias 2 e 3 do corrente mês, para inteirar-se da implementação do preço de arroz.

Bambo Sanhá, em entrevista exclusiva hoje à ANG, disse que a Comissão constatou a presença em quantidade do arroz tipo “nhelem”, 100 por cento partido, cujo preço o Governo mandou recentemente baixar para  17500 francos CFA por saco de 50 quilos.

“A nossa visita começou na região de Oio, concretamente nos sectores de Mansabá, seguindo-se  para Mansoa e Bissorã”, disse.

Aquele responsável disse que foram informados da parte dos delegados regionais do comércio, governador regional, mulheres vendedeiras, jovens, régulos, associações de comerciantes e de consumidores de que a decisão do Governo está a ser respeitada.

“Todas as entidades abordadas foram unânimes de que o preço de arroz estipulado pelo governo está a ser cumprido, facto que agradou a Comissão”, frisou.

Sanhá afirmou que, de igual modo, ao nível da região de Cacheu, a visita foi positiva pelo facto de haver grande quantidade de arroz nos mercados e os comerciantes estão a respeitar os novos preços.

Disse contudo, que a Comissão se deparou com a situação de alguns comerciantes retalhistas que se deslocam até Bissau para adquirir arroz para irem revender localmente, reclamando os seus lucros.

O secretário-geral da Acobes disse que, os referidos comerciantes não precisavam de deslocar até Bissau porque poderiam comprar o produto a partir do sector de Canchungo tendo em conta que não eram grandes quantidades.

“Aconselhamos aos  referidos retalhistas para se organizarem em grupos faturando o arroz em grande quantidade a partir de Bissau e o governo vai assegurar o transporte até o interior, como forma de minimizar o custo de transporte e para que possam ter uma certa margem de lucro”, disse.

Bambo Sanhá disse que a região de Oio e Cacheu estão de parabéns em termos de cumprimento das medidas.

Sublinhou que, a presença dos membros do governo na referida missão, demonstra toda a seriedade e responsabilidade na implementação da medida.

Informou que a Inspeção Geral do Comércio deixou uma linha verde para efeitos de denúncias sobre a especulação dos preços de forma a punir os infratores.

O secretário-geral da Acobes disse que, dentro em breve, o Executivo irá igualmente estudar mecanismos para  baixar, paulatinamente, outros produtos da 1ª necessidade dentre os quais, a farinha, óleo alimentar, açucar entre outros.

A Comissão Interministerial é integrada pela ministra do Interior, o ministro  da Economia e Finanças, o Secretário de Estado da Ordem Pública e  do Inspector-geral do Comércio. ANG/ÂC//SG