quinta-feira, 18 de janeiro de 2024


Economia
/Preços das moedas para quinta-feira, 18 de janeiro de 2024

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  Fonte: BCEAO

Moçambique/Primeiras-damas debatem igualdade de género no continente

Bissau, 18 Jan 24(ANG) - Várias primeiras-damas do continente africano são esperadas sexta-feira, em Maputo, para debater a Igualdade de Género em África.

Vão também debater o acesso a cuidados de saúde, educação das mulheres, foi hoje anunciado, segundo a Lusa.

"Eliminar a disparidade de género em África não é um ato de caridade para as raparigas e mulheres, mas um ato de justiça e de bom senso que beneficiará a todos nós", afirmou a primeira-dama moçambicana, Isaura Nyusi.

Isaura Nyusi que promove a Conferência Internacional sobre Igualdade de Género em África alusiva ao lançamento da campanha "NósSomosIguais" e réplica do movimento "Desperdício Zero".

A conferência de sexta-feira conta com a presença confirmada das primeiras-damas do Botswana, Malawi, Nigéria, Quénia e Zimbabwé.

Nyusi defendeu ainda que alcançar a igualdade de género é fundamental para impulsionar o progresso social e económico para todos e construir o mundo que queremos.

Acrescentou que aquela campanha é liderada pela Organização das Primeiras Damas Africanas para o Desenvolvimento (OPDAD) que reúne ainda parceiros e aliados, para promover a igualdade de género "e colmatar a disparidade de género em todo o continente".

"Salientando uma verdade essencial: nós somos iguais e sempre fomos", afirmou a primeira-dama moçambicana.

A campanha, a lançar na conferência internacional de Maputo sexta-feira, está assente em quatro pilares: Acesso a cuidados de saúde, a educação, a oportunidades económicas e na liberdade em relação à violência baseada no género.

Isaura Nyusi justificou a escolha do mês de Janeiro para o lançamento desta campanha "unificadora" e réplica do movimento global "Desperdício Zero", que "visa a adopção de um estilo de vida sustentável", para "reduzir a pegada ambiental".

Segundo ela, construir "um futuro mais limpo e verde", por assinalar-se a 24 deste mês o dia internacional da Educação.

"A educação, além de ser um dos pilares chave, é a ferramenta essencial não somente para a emancipação da mulher em todas as esferas, mas também para a transmissão de conhecimentos e habilidades para o manuseio de resíduos sólidos tanto nas zonas urbanas assim como nas zonas rurais", afirmou Isaura Nyusi. ANG/Angop

Rwanda/ Governo devolve dinheiro se o Reino Unido não deportar migrantes

Bissau, 18 Jan 24 (ANG) - O Presidente do Rwanda, Paul Kagame, prometeu que, se o Reino Unido não avançar com um plano de deportação de migrantes, o país africano "devolverá o dinheiro" que recebeu e que, segundo o Governo britânico, ascende a 280 milhões de euros.


"Só será utilizado se os migrantes vierem", disse Paul Kagame à BBC, à margem do Fórum Económico Mundial, que está a decorrer em Davos (Suíça).

Londres espera gastar mais 50 milhões de libras (cerca de 58,2 milhões de euros) no próximo ano financeiro, embora até agora não tenha partido um único voo.

Kagame, que não esclareceu quanto dinheiro estaria disposto a devolver, nem como iria gerir esse regresso, também se dissociou dos problemas internos do Reino Unido relativamente ao processamento deste programa, tanto políticos como jurídicos.

"É um problema do Reino Unido, não é um problema do Rwanda", afirmou.

A iniciativa remonta ao tempo de Boris Johnson em Downing Street, mas não foi implementada, na sequência de uma suspensão "in extremis" ordenada, em Junho, pelo Tribunal Europeu dos Direitos do Homem (TEDH) e de uma rejeição final pelo Supremo Tribunal do Reino Unido, em meados de Novembro.

O Governo de Rishi Sunak tentou ultrapassar as dúvidas jurídicas assinando um novo tratado com o Ruanda, com base no qual está a elaborar uma nova lei que pretende agora fazer aprovar no parlamento.

No entanto, o novo projeto de lei exacerbou as divisões internas no Partido Conservador e, na terça-feira, dois altos funcionários do Partido Conservador demitiram-se para se juntarem aos críticos conservadores, que agora contam com cerca de 60 nomes.

A ala mais conservadora considera que o texto não garante que as deportações sejam efetuadas, enquanto os moderados receiam que um eventual endurecimento da lei possa conduzir a violações do direito internacional.

As organizações de defesa dos direitos humanos, incluindo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), manifestaram a sua preocupação com a iniciativa e instaram as autoridades britânicas a recuar e a assumir as suas próprias obrigações em matéria de asilo. ANG/Angop

 


  
Etiópia
/União Africana pede moderação no acordo Etiópia-Somalilândia

Bissau, 18 Jan 24 (ANG) - O órgão de resolução de conflitos da União Africana (UA) reuniu-se , quarta-feira,  em plena escalada de tensões entre a Etiópia e a Somália sobre um acordo costeiro.

A UA apela à “contenção” entre as partes. O bloco regional da África Oriental, IGAD, vai estar reunido esta quinta-feira, 18 de Janeiro, no Uganda para discutir as tensões entre a Etiópia e a Somália.

O governo da Somália excluiu qualquer mediação com a Etiópia, Addis Ababa anulou um acordo concluído com a região separatista da Somalilândia, que Mogadíscio julgou "ilegal".

A Etiópia, sem acesso ao Mar Vermelho, assinou um acordo marítimo com a região separatista da Somália, a Somalilândia, no dia 1 de Janeiro. A medida foi rejeitada por Mogadíscio que evoca uma violação do direito internacional. O Conselho de Paz e Segurança da União Africana ouviu os representantes da Etiópia e da Somália, em Adis Abeba, e instou a prosseguirem um “diálogo significativo”.

Num comunicado, o Conselho de Paz e Segurança da União Africana expressou "uma profunda preocupação com a tensão em curso e com o seu potencial impacto adverso na paz, segurança e estabilidade da região".

O Conselho pediu à Etiópia e à Somália "para exercerem contenção, acalmarem a escalada de violência e privilegiarem um diálogo para encontrar uma resolução pacífica".

No quadro de um memorando de entendimento, a Somalilândia concordou em arrendar 20 quilómetros da costa durante 50 anos à Etiópia, mostrando vontade de criar uma base naval e um porto comercial.

A Somalilândia é um antigo protectorado britânico voltado para o Golfo de Aden que declarou independência à Somália em 1991, sem nunca ser reconhecido pela comunidade internacional.

A Somália prometeu defender o seu território por "todos os meios legais" depois do acordo marítimo entre a Etiópia e a Somalilândia, apelando às Nações Unidas e à União Africana para reuniões urgentes.

O Conselho de Segurança da UA “reafirmou inequivocamente o seu forte compromisso” com a preservação da integridade territorial de todos os Estados-membros.

Os atores internacionais; Estados Unidos, União Europeia, China e a Liga Árabe apelaram ao respeito da soberania da Somália. O bloco regional da África Oriental, IGAD, vai estar reunido esta quinta-feira, 18 de Janeiro, no Uganda para discutir as tensões entre a Etiópia e a Somália.

A Somalilândia conta com uma população de cerca de 4,5 milhões de pessoas, procura a criação de um Estado formal há mais de três décadas, mas continua a não ser reconhecida a nível mundial.

A Etiópia, o segundo país mais populoso de África e uma das maiores nações sem litoral do mundo, ficou isolada da costa depois da Eritreia ter declarado independência em 1993, depois de três décadas de guerra. Adis Abeba manteve o acesso ao porto na Eritreia até os dois países entrarem em guerra em 1998. Desde então, a Etiópia tem enviado a maior parte do seu comércio através do Jibuti.ANG/RFI

quarta-feira, 17 de janeiro de 2024


Comunicação social
/ Ministra diz que situação económica impede avanço de muitos projetos do setor

Bissau, 17 Jan 24 (ANG) – A ministra da Comunicação Social disse que os  problemas económicos e financeiros com que o país se confronta, dificultam a concretização de muitos projetos do setor.

Disse  que todos os anteriores titulares do cargo queriam fazer o máximo para ver a nova geração a trabalhar em melhores condições com um salário digno.

Maria da Conceição Évora falava no âmbito da visita que efectuou hoje à Rádiodifusão  Nacional (RDN)  e a Televisão da Guiné-Bissau (TGB), na sequência de visita à Agência de Notícias da Guiné(ANG) e ao jornal Nô Pintcha realizadas na terça-feira.

A governante disse achar que os problemas de comunicação social são crónicos que,  paulatinamente,  poderão ser melhorados, em termos de funcionamento  assim como as  condições de vida dos próprios profissionais.

"O salário que um jornalista licenciado recebe está um pouco baixo, sei que já foi feito um reajuste anos atrás, aos poucos vamos ver, ao nível do Governo, o que é possível fazer para melhorar esta condição. Também são profissionais  que trabalham para além do horário estipulado na função pública”, salientou.

Mária da Conceição Évora sublinhou que os homens da imprensa labutam sem sábados, domingos e feriados, mesmo debaixo da chuva, sol e vento para que o povo esteja informado e formado ao mesmo tempo.

“Há que dar um atenção especial para comunicacão social da Guiné-Bissau, pelo que vou ver, em conjunto com outros departamentos do governo, as formas de minimizar as dificuldades que constatei nos órgãos públicos de comunicação social”, prometeu.

Disse que os seus antecessores prometeram fazer algo, porque são seus desejos e a vontade política de querer  resolver as coisas, mas  e que tudo não depende deles, mas sim do Ministério das Finanças.

A ministra da Comunicação Social prometeu que depois da esta visita aos órgãos públicos vai produzir um relatório para informar ao primeiro-ministro o estado atual dos referidos órgãos e o seu funcionamento, e a partir daí ver quais os caminhos a precorrer  para sairem do estado em que se encontram.

Disse que vai apelar para que haja um olhar especial para o sector.

Por outro lado pede as direções dos órgãos visitados para serem mais agressivos no bom sentido em termos de estabelecimento de parcerias , para colmatar parte dos problemas com que se debatem.

Maria da Conceição Évora, jornalista de profissão, prometeu  prosseguir com  visitas aos órgãos de comunicação social privados, nomeadamente rádios e jornais. ANG/MI/ÂC//SG

      

Economia/Preços das moedas para quarta-feira, 17 de janeiro de 2024

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450.250

Yuan chinês

83.000

84.750

Dirham dos Emirados Árabes Unidos

163.000

166.000

 Fonte: BCEAO

CAN 2023/Guiné-Bissau intensifica treinos com foco no jogo contra Guiné Equatorial

Bissau,17 Jan 24(ANG) - A Seleção Nacional de futebol realizou na terça-feira (16.01), a sua terceira sessão de treinos e segunda realizada no período da manhã, para adaptar-se ao horário do próximo jogo contra a Guiné Equatorial, que acontecerá na próxima quinta-feira, (18.01), às 14h00.

Tal como aconteceu na sessão anterior, Opa Sanganté fez treino condicionado, na gestão de esforço. Por seu lado, o Janio Bikel também fez o mesmo trabalho.

O resto do grupo fez tarefas normais.

Tratou de  uma sessão de treinos diferente em termos de ambiente, porque foi a primeira testemunhada pelo grupo de claque dos Djurtus que se encontram na Costa do Marfim.

Em termos de históricos, as duas seleções se confrontaram pela primeira vez num jogo amigável realizado, em Portugal, em Março de 2022, em que a Guiné-Bissau venceu a Guiné Equatorial por 3-0.ANG/O Golo GB


Economia e Finanças/PNUD lança programa regional pro PALOP-TL fase III

Bissau, 17 jan 24 (ANG) – O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento(PNUD) procede amanhã ao lançamento da terceira fase do Programa Regional para a Governação Económica-Reforço dos Sistemas de Gestão das Finanças Pública e da Fiscalização Orçamental, nos cinco Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, denominado Pro PALOP-TL.

O programa, de acordo com o comunicado do PNUD enviado hoje à ANG,orçado em  8.424.925 milhões de dólares, é co-financiado pela  União Europeia, em  8,324, 925 dólares e o PNUD em 100.000 dólares.

Segundo o comunicado, a cerimonia de lançamento do programa será realizada simultaneamente nos seis países abrangidos pelo programa, num formato hibrido físico e online.

 Trata-se da terceira fase do programa Pro PALOP-TL, um programa regional  implementado pelo PNUD, nos cinco Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé Príncipe) e em Timor-Leste, para o período 2024/2026.

Nesta nova fase, segundo o comunicado do PNUD, o programa visa contribuir de forma geral para a promoção de instituições responsáveis e inclusivas nos PALOP-TL (ODS).

Para além disso, pretende melhorar a capacidade para produzir orçamentos transparentes e inclusivos, promover a mobilização de recursos internos e reforçar o controlo externo das despesas públicas nos PALOP-TL.

O mesmo comunicado indica que esta cerimonia vai marcar o arranque de um novo ciclo do programa  continuará a ser implementado pelo escritório do PNUD em Cabo Verde.

Na Guiné-Bissau, o evento conta com a presença do Presidente do Tribunal de Contas Amadu Tijane Baldé, do embaixador da União Europeia na Guiné-Bissau Artis Bertulis e a representante do PNUD Alessandra Casazza.

O programa foi formulado em 2022-23, com base na decisão dos Ministérios responsáveis pela cooperação  entre União Europeia e os PALOPs e Timor Leste na XIVª reunião em novembro de 2021, em Bissau, com o intento de dar continuidade às intervenções no domínio da governação económica para o reforço dos sistemas de gestão das finanças públicas nos PALOP-TL, que vêm sendo realizado nesses países desde 2014.ANG/LPG/ÂC//SG

 

CPLP/”Proibição de manifestações na Guiné-Bissau reforça problemas do país”, diz Porfírio Silva

Bissau, 17 jan 24 (ANG) – O deputado do PS e presidente da 1.ª Comissão da Assembleia Parlamentar da CPLP, Porfírio Silva, disse terça-feira à Lusa que a proibição de manifestações na Guiné-Bissau “é mais um problema a acumular” aos que o país tem.

“As manifestações pacíficas nem sequer precisam de autorização. Precisam de ser comunicadas às autoridades por razões de segurança, mas nem sequer precisam de autorização. Portanto, é mais um problema a acumular àqueles que já tínhamos nesta situação”, considerou Porfírio Silva.


O deputado falava à Lusa para fazer o balanço da realização, em Luanda, da reunião de dois dias da 1.ª Comissão da Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que terminou hoje e que visou analisar a situação político-parlamentar nos Estados-membros da organização, designadamente a da Guiné-Bissau.

“Nós abordámos o conjunto da situação da Guiné-Bissau, incluindo a notícia mais recente de proibição de manifestações públicas. O que é, de facto, bastante estranha, na medida em que o enquadramento da Guiné-Bissau é relativamente parecido com o enquadramento em Portugal”, frisou.

A proibição de manifestações na Guiné-Bissau, anunciada pelo Ministério do Interior daquele país, junta-se à dissolução da Assembleia Nacional Popular (Parlamento) guineense, decretada pelo Presidente da República guineense, Umaro Sissoco Embaló, no início de dezembro.

A atual composição da Assembleia Nacional Popular guineense resulta das eleições realizadas em junho de 2023 e Umaro Sissoco Embaló dissolveu o parlamento em 04 de dezembro, apesar de a Constituição não o permitir nos 12 meses posteriores ao ato eleitoral.

“A reunião (de Luanda) não foi especificamente sobre nenhum caso em concreto. Todas as delegações fizeram apresentações sobre a situação nos seus países, designadamente sobre a situação política ou parlamentar. Todas as delegações fizeram as suas apresentações. A delegação da Guiné-Bissau fez também uma apresentação bastante circunstanciada e penso que o objetivo de todos nós é que estas situações não sejam esquecidas nem sejam ignoradas”, defendeu.

Na reunião de Luanda foram aprovadas duas deliberações, uma especificamente sobre a situação na Guiné-Bissau, em que se defende que os interesses dos guineenses “apenas podem ser defendidos através de uma saída pacífica e democrática”.

A outra deliberação aprovada diz respeito à entrada em funcionamento do Secretariado Permanente da Assembleia Parlamentar da CPLP, cujo primeiro secretário permanente será o equato-guineense Pedro Ela Nguema Bea.ANG/Lusa

 

Política/Coligação PAI-Terra Ranka reitera decisão de  realizar marcha pacífica na quinta-feira (18) 

Bissau, 17 Jan 24 (ANG) - A Coligação PAI Terra Ranka reiterou,terça-feira, em comunicado à Imprensa,a decisão de realizar uma marcha pacífica na quinta-feira(18) em Bissau, no quadro dos seus protestos contra a dissolução do parlamento e a queda do Governo resultante das eleições de Junho passado.

A Coligação vencedora das legsilativas antecipadas com maiorioa absoluta  exige a  restauração das instituições democráticas e legítimas, nomeadamente a reabertura incondicional do parlamento e a reposição do Governo da XIª  Legislatura.

O Ministério do Interior e da Ordem Pública anunciou, segunda-feira, a proibição de qualquer comício ou marcha no país com base em alegações de que estão em curso as investigações sobre a alegada tentativa de golpe de Estado de 01 de Dezembro passado e ainda de que tem sido a registar tiros de armas de fogo em diferentes bairros de Bissau cujos os autores não são identificados.

As forças da ordem dizem que realização de manifestações podem pôr em causa a segurança pública.

“Esta tentativa de intimidar os cidadãos e políticos guineenses com ameaças explícitas de interdição ou suspensão dos seus direitos fundamentais, constitui uma violação flagrante, não só da Constituição e demais Leis da República da Guiné-Bissau, bem como um atentado ao Estado de Direito Democrático e demais Convenções Internacionais de Direitos Humanos de que o país é signatário”, lê-se na nota da Coligação PAI-Terra Ranka.

No mesmo documento, a Coligação PAI Terra Ranka afirma que, o Direito à reunião e manifestação está consagrado no artigo 54º da Constituição de República, numa matéria legislativa exclusiva a Assembleia Nacional Popular (ANP) enquanto único órgão de soberania com poderes de autorizar a declaração do Estado de Sítio e de Emergência (situação em que podem ser impostas restrições a liberdade fundamentais dos cidadãos).

A coligação sustenta que  que “os falsos argumentos” apresentados no Comunicado à Imprensa do Ministério do Interior feito no passado dia 15 do corrente mês, constituem uma premissa  à “caça as bruxas” a fim de silenciar e amordaçar a sociedade guineense, impondo o medo e o terror no seu seio.

“A Coligação PAI Terra Ranka não desiste das suas ações, obrigações e muito menos das suas reivindicações e direitos, enquanto força política vencedora das últimas eleições legislativas com maioria absoluta, vitória essa que lhe foi conferida pelos eleitores nas urnas que lhe confiaram a condução dos seus destinos rumo a estabilidade político e social de modo a alcançar o desenvolvimento interno”, refere.

De acordo com o documento, a Coligação PAI Terra Ranka repudia e denuncia a intimidação e a tentativa de cerceamento das liberdades e direitos fundamentais dos cidadãos consagrados na Constituição e demais Leis da República da Guiné-Bissau.

No documento, a Coligação exorta as forças de Defesa e Segurança a observarem escrupulosamente a Lei no exercício das suas atribuições nomeadamente a proteção e segurança dos manifestantes.

“A Coligação PAI-Terra Ranka lamenta o silêncio da Comunidade Internacional nesta deriva caótica de desmantelamento do Estado de Direito Democrático na República da Guiné-Bissau e alertá-a das consequências imprevisíveis que a manutenção deste “status quo” poderá trazer ao solo e ao povo pacífico de Amilcar Cabral”, segundo a nota.

O Ministério do Interior  disse que produziu o referido Comunicado à Imprensa após ter conhecimento através das redes sociais da pretenção da Plataforma de Aliança Inclusiva PAI/Terra Ranka e um grupo denominado Movimento de Cidadãos Dececionados de realizar uma marcha contra a dissolução do parlamento e caso de seis bilhões de francos cfa.ANG/AALS/ÂC//SG

Senegal/Karim Wade renuncia à nacionalidade francesa e torna-se elegível para presidenciais do Senegal

Bissau, 17 Jan (ANG) – Karim Wade, filho e ministro de Abdoulaye Wade, antigo Presidente do Senegal, renunciou à nacionalidade francesa, tornando-se elegível para concorrer às eleições presidenciais de Fevereiro, noticia hoje a agência francesa de notícias, a France-Presse (AFP).

A agência francesa cita o jornal oficial francês para noticiar que, desta forma, Karim Wade é elegível para concorrer às presidenciais senegalesas.

A sua dupla nacionalidade foi objecto de debate a poucos dias da validação final das candidaturas para as eleições presidenciais de 25 de Fevereiro, nas quais é um dos principais concorrentes.

De acordo com a Constituição, todos os candidatos às eleições presidenciais “devem ter exclusivamente a nacionalidade senegalesa, estar no gozo dos seus direitos civis e políticos e ter pelo menos 35 e no máximo 75 anos de idade no dia da votação”, tendo também de saber escrever, ler e falar fluentemente a língua oficial, o francês.

No final da semana passada, o Conselho Constitucional do Senegal aprovou e publicou uma lista provisória de 21 candidatos, incluindo Karim Wade, mas a lista deverá ainda ser finalizada até ao final desta semana.

No domingo, o ex-ministro Thierno Alassane Sall, também ele candidato, levantou publicamente a questão da dupla nacionalidade franco-senegalesa de Karim Wade, ampliando as notícias que davam conta de que Karim Wade tinha também nacionalidade francesa.

A coligação Karim 2024, que apresentou a candidatura de Karim Wade, tinha declarado num comunicado de imprensa que este tinha cumprido “todas as formalidades necessárias” para renunciar à nacionalidade francesa e que essa renúncia foi registada pelas autoridades francesas.

A Comissão denunciou uma tentativa de “manchar” a candidatura de Karim Wade e argumentou que era uma expressão de “xenofobia”.

Karim Wade, de 55 anos, nasceu em França, filho de pai senegalês e mãe francesa, tendo sido impedido de concorrer às eleições presidenciais de 2019, ganhas por Macky Sall.

Foi condenado em 2015 a seis anos de prisão por enriquecimento ilícito; ficou detido durante mais de três anos, foi indultado em 2016 pelo Presidente Macky Sall e vive desde então no exílio, sendo o Qatar amplamente citado como um dos seus locais de residência.

Em Agosto, a Assembleia Nacional aprovou uma lei que torna Karim Wade e outra figura da oposição e antigo presidente da Câmara de Dakar, Khalifa Sall, elegíveis para as eleições.ANG/Inforpress/Lusa

  Pequim/População da China diminui pelo segundo ano consecutivo

Bissau, 17 Jan 24(ANG) – A população chinesa diminuiu em dois milhões de pessoas em 2023, a segunda queda anual consecutiva, face à descida dos nascimentos e aumento das mortes, após o fim da estratégia ‘zero casos’ de covid-19, foi hoje anunciado.

O número marca, de acordo com o Gabinete Nacional de Estatística (GNE), o segundo ano consecutivo de contração, depois de a população ter caído 850.000 em 2022, quando se deu o primeiro declínio desde 1961. Nesse ano, o número de habitantes contraiu-se como resultado da fracassada política de industrialização Grande Salto em Frente.

A China terminou 2023 com 1.409,67 milhões de habitantes, contra 1.411,75 milhões no final do ano anterior.

A diminuição de 2,08 milhões de pessoas representa uma queda homóloga de 0,14 % e confirma a tendência demográfica negativa que começou em 2022 e para a qual as autoridades chinesas têm vindo a alertar há anos.

O país asiático registou 9,02 milhões de nascimentos no ano passado, em contraste com os 9,5 milhões registados em 2022 e apesar dos esforços das autoridades nacionais e locais para aumentar a taxa de natalidade.

Especialistas chineses previram em novembro passado que o número de nascimentos na China continuaria a diminuir em 2023 pelo sétimo ano consecutivo, devido a uma queda no número de casamentos nos últimos anos e a um atraso na idade de casamento entre os jovens chineses.

Segundo dados oficiais, o número de homens ultrapassou o de mulheres, com um rácio de 104,49 homens por cada 100 mulheres: o número de homens situou-se em 720,3 milhões, enquanto o número de mulheres foi de 689,4 milhões.

Os dados refletem também um aumento do número de mortes, que passou de 10,41 milhões para 11,1 milhões.

Desde que abandonou a política do filho único, a China tem procurado encorajar as famílias a terem um segundo ou até terceiro filho, mas com pouco sucesso.

O maior custo de vida e com a saúde e educação das crianças e uma mudança nas atitudes culturais que privilegia famílias menores estão entre os motivos citados para o declínio nos nascimentos.

Durante o 20.º Congresso do Partido Comunista Chinês, em 2022, o partido no poder sublinhou que o país precisa de um sistema que “aumente as taxas de natalidade e reduza os custos da gravidez, do parto, da escolaridade e da educação dos filhos”.

Lin Caiyi, vice-presidente do Instituto de Investigação do Fórum de Economistas da China, alertou para o facto de uma população cada vez menor significar uma força de trabalho cada vez menor, o que “trará inevitavelmente um crescimento económico mais lento”.

O especialista, citado pelo jornal de Hong Kong South China Morning Post, disse que a pressão sobre as despesas da segurança social “aumenta de ano para ano à medida que a população envelhece”.

Peng Xizhe, professor do Centro de Estudos sobre População e Política de Desenvolvimento da Universidade de Fudan, previu que a população da China “vai continuar a diminuir” nos próximos anos.

Estima-se que, em 2035, haverá 400 milhões de pessoas com mais de 60 anos na China, o que representa mais de 30 % da população chinesa.

Segundo projeções da ONU, a Índia ultrapassou a China no ano passado como o país mais populoso do mundo. ANG/Inforpress/Lusa

Cabo Verde/Fundação elege 20 de Janeiro como data que marca início das celebrações do centenário de Cabral

Bissau, 17 Jan 24(ANG) – A Fundação Amílcar Cabral decidiu dar início às celebrações do centenário do nascimento de Cabral a 20 de Janeiro, data dedicada aos heróis nacionais e que relembra a morte deste que é considerado um dos maiores líderes africanos.

Em conferência de imprensa para apresentar o roteiro das comemorações do centenário de Cabral, o presidente da Fundação Amílcar Cabral, Pedro Pires, considerou que a celebração deve ser apropriada pelos cidadãos cabo-verdianos no seu todo.

Avançou que as atividades iniciam-se a partir de 20 de Janeiro, Dia Dos Heróis Nacionais, na Cidade da Praia, além de realçar um elevado número de iniciativas dentro do nosso País, e no exterior, nomeadamente em países da Europa, Estados Unidos da América e demais países da África.

Assim, no dia 20 de Janeiro, em colaboração com a Câmara Municipal da Praia, serão feitas algumas atividades, como a já tradicional deposição de coroa de flores no Memorial Amílcar Cabral, às 09:00.

Da programação destaca-se ainda a realização da Marcha Cabral, a partir das 09:30, da Avenida Cidade de Lisboa em direção ao mesmo local, onde a ocasião será aproveitada para uma cerimónia pública comemorativa do centenário de Amílcar Cabral presidida pelo Presidente da República, José Maria Neves.

Seguem-se depois momentos de música e poesia e, às 20:00, o dia será encerrado com a apresentação de uma peça teatral “A última Lua do Homem Grande” da Companhia de Teatro Sikinada em parceria com a “Teatro Art`Imagem de Portugal”.

Para o presidente desta Fundação celebrar o centenário de Amílcar Cabral é um dever de memória, pois, conforme afirmou, ninguém nem individualmente nem coletivamente vive ou continua a viver sem a memória do seu passado.

Segundo assegurou, é por esse dever de memória que a Fundação tem  feito o seu melhor para que o centenário seja um sucesso, tendo em conta que esta comemoração é o maior desafio que a Fundação Amílcar Cabral tem pela frente por exigir muito trabalho.

“A Fundação vê a celebração não como um ato isolado, mas sim o somatório de muitas iniciativas internas e externas. Como exemplo, podemos apresentar a colaboração da Fundação com a Comissão de celebração do cinquentenário do 25 de Abril e a participação da Fundação na celebração de 01 de Maio deste ano, também o cinquentenário do encerramento do campo de concentração do Tarrafal este ano”, assinalou.

No âmbito da internacionalização, Pedro Pires sublinhou a realização de um simpósio Amílcar Cabral em Luanda, assim como um simpósio internacional no dia 20 de Janeiro na Guiné-Bissau.

O presidente da Fundação Amílcar Cabral pediu a participação e colaboração dos praienses em particular, mas também de pessoas da ilha de Santiago, para participarem na Marcha Cabral assim como na cerimónia que terá lugar no Memorial Amílcar Cabral.

“Do nosso ponto de vista teria interesse se colocássemos Amílcar Cabral, a sua obra, o seu pensamento no quadro das atividades histórico-culturais que têm lugar no nosso País, e na Cidade da Praia”, afirmou indicando ainda como o ato central a realização em Setembro, o mês de Centenário, de um colóquio internacional, entretanto, sem ainda avançar data.

Sobre o encontro desta segunda-feira com o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva para apresentação do roteiro, assegurou que foi promissor aproveitando para pedir união à volta das grandes questões e capacidade de se saber diferenciar as grandes coisas das pequenas em benefício do País.

ANG/Inforpress

 

terça-feira, 16 de janeiro de 2024


Comunicação Social
/Ministra lamenta falta de condições de trabalho nos órgãos públicos e promete diligencias para melhorar a situação

Bissau 16 Jan 24 (ANG) – A ministra da Comunicação Social lamentou hoje  a falta de condições de trabalho nos órgãos públicos de comunicação social, frisando que apesar de certos avanços ainda há muito por fazer.

Maria da Conceição Évora proferiu estas afirmações depois de visitar hoje à Agência de Notícias da Guiné(ANG), o Jornal Nô Pintcha (JN), e a Imprensa Nacional (INACEP).

A governante disse que,  em todas estas três instituições,  a ANG é aquela que se encontra num estado mais preocupante ou seja que merece mais atenção sem,  obviamente,  descorar de outros órgãos.

“Vi melhorias no Jornal Nô Pintcha e no Inacep igualmente com novos equipamentos para poder estar apto no mercado e enfrentar a concorrência e conquistar o seu lugar. Os  órgãos no seu todo precisam de um grande investimento do Governo para que possam,, efetivamente exercer suas funções como órgãos públicos”, referiu.

Maria da Conceição Évora acrescentou que, no próximo dia 20 de Janeiro, vão chegar técnicos da gráfica de Portugal para formar os técnicos guineenses e a partir daí a Inacep estará em condições de concorrer no mercado com outras gráficas e como sendo a imprensa nacional tem a exclusividade para fazer todos os trabalhos do Governo, o que não acontece ultimamente .

Adiantou que o próximo passo será dar a Inacep a exclusividade de confecionar todos os trabalhos gráficos dos ministérios ,  uma vez que já possui máquinas modernas com capacidade  de imprimir mais de 12 mil exemplares por hora.

“Por isso, vou falar com o Chefe do Governo mostrando-lhe o relatório sobre o estado dos órgãos da comunicação social público, e com o ministro das Finanças para ver o que é possível fazer em termos de apoio à estes órgãos, uma vez que falta muita coisa, deste o estado do edifício onde funcionam até os materiais do trabalho “,disse.

Questionada sobre a Taxa Audiovisual, Conceição Évora disse ser um assunto  a ser tratado, uma vez que está sendo cobrada nas faturas de eletricidade.

“É uma questão de falar com o ministro da Energia e das Finanças para ver como se pode beneficiar deste dinheiro para serem repartidas para os órgãos de comunicação social público”, disse.ANG/MSC/ÂC//SG