quarta-feira, 4 de dezembro de 2024

Saúde pública/Presidente da República recomenda bom uso do Serviço da Telemedicina lançado no Hospital Militar Principal

Bissau, 04 Dez 24 (ANG) - O Presidente da República recomendou esta quarta-feira o bom uso do Serviço da Telemedicina lançado hoje no Hospital Militar Principal  através do Projeto Novo Horizonte para Especialidades e Telemedicina na Guiné-Bissau.

Umaro Sissoco Embaló fez a  recomendação ao presidir a cerimónia de inauguração do Serviço de Telemedicina , lançado através do Projeto Novo Horizonte, graças as relações de cooperação e amizade entre Guiné-Bissau e Portugal.

O Presidente da República considera o Projeto Novo Horizonte de um “grande passo” para melhorar o Sistema de Saúde da Guiné-Bissau, uma vez que, segundo ele, o mesmo serviço vai cuidar de muitas tarefas, dentre as quais a realização de tac, raio X, mamografia, cardiologia, oftalmologia, dermotologia, ecografia, tomografia, entre tantas.

“Este serviço não irá beneficiar apenas os ministros, mas sim o povo guineense no seu todo. Por isso, devemos dar mais atenção às coisas que podem progredir a nossa sociedade com o objetivo de alcançar o desenvolvimento interno”, referiu o Presidente da República.

Por sua vez, o ministro da Defesa Nacional, Dionísio Cabi revelou que, até ao  momento, teriam  sido  investidos um milhão e cento e treze mil euros para a aquisição dos materiais e equipamentos que vão melhorar, significativamente, a capacidade do Hospital Militar  Principal da Guiné-Bissau.

Cabi disse que o  projeto foi concretizado graças a colaboração do Instituto Marquês de Vale Flôr,  Instituto Camões e os militares portugueses e que, por isso, aproveita a ocasião para endereçar um agradecimento especial aos mesmos pelo apoio prestado.

Dionísio Cabi agradeceu ainda o  apoio prestado pela Embaixada de Portugal na Guiné-Bissau, pela União Europeia, pelo Chefe do Estado da Guiné-Bissau, Chefe de Estado-maior General das Forças Armadas.

O  Projeto Novo Horizonte terá uma duração de dois anos, com a possibilidade de renovação no futuro, de modo a promover o bem-estar para povo guineense em geral.

“A Telemedicina nos oferece um grande avanço na construção de um futuro mais saudável e próspero para o nosso país, pois vai fazer a diferença na progressão da saúde e bem-estar da população”, disse Cabi. ANG/AALS/ÂC//SG

Saúde Pública/Funcionários contratados do Hospital Nacional Simão Mendes iniciam greve  de três dias

Bissau, 04 Dez 24 (ANG) – O Sindicato de Base dos trabalhadores do Hospital Nacional Simão Mendes (HNSM), iniciou hoje uma greve  de três dias (quarta, quinta e sexta-feira) em diferentes serviços de atendimento do referido hospital, onde apenas laboram  funcionários contratados.

Os grevistas  reivindicam     melhorias das condições de trabalho.

Em conferência de imprensa, o Presidente de Sindicato de Base do Hospital Nacional Simão Mendes (SB-HNSM) Buraima Sambu, disse que, tendo em conta as dificuldades que o maior Centro Hospitalar do país enfrenta nos últimos tempos, a Direção do Sindicato que dirige, reuniu com os seus associados, e entendeu que era necessário sentar a uma mesa com o Governo para expor-lhe as suas preocupações.

“Neste sentido, no passado dia 14 de Outubro, entregamos ao Governo o caderno reivindicativo, que  continha 03  exigências, nomeadamente, a criação de melhores condições de trabalho, o pagamento das dívidas salariais de 12 meses, que o Governo contraiu com os funcionários contratados, e por último a construção de um laboratório para o serviço da maternidade”, assegurou Buraima Sambú.

Segundo o presidente do Sindicato de Base dos Funcionário do HNSM, houve  silêncio total por parte do Executivo.

Braima Sambú acrescenta que  dirigiram  uma carta ao ministro da Saúde Pública para, juntos, analisarem a má situação que o HNSM enfrenta.

Em relação a iniciativa diz que  não houve nenhuma resposta por parte do Ministério

“Pedimos ao Governo através do nosso Ministério, para reabilitar as rampas de oxigénio que se deparam com  problemas de fuga de gás, mas não obtivemos qualquer resposta  até hoje”, disse.

O Presidente de Sindicato de Base dos Funcionários do HNSM, disse que, em caso do silêncio e de falta de reação por parte do  Governo, face as suas reivindicações , a  segunda fase de paralisação iniciará na próxima semana, e será uma paralisação total, em que  só deverá  funcionar os Serviços de Urgência.ANG/LLA/ÂC//SG  


Regiões/ “Região de Oio com insuficiência de professores”, diz  Delegado Regional da Educação  

Bissau, 04 Dez 24 (ANG) - O Delegado da Educação da região de Oio, norte do país,  disse que aquela localidade se depara com insuficiência de professores.

Bubacar Demba Camará, lamentou esta situação em  declarações exclusivas, na terça-feira,  à ANG, quando  questionado sobre o funcionamento das escolas públicas naquela região.

Demba Camará  disse que a falta de professores tem a ver com o facto de mais de 400 docentes contratados no ano passado não estarem a  trabalhar no presente ano lectivo.

“Já informamos ao Ministério da Educação Nacional  que  neste momento está a trabalhar para por fim à  esta situação”, disse o Delegado Regional da Educação.

Por outro lado, Bubacar Demba Camara  informou que, este ano, com apoio do Banco Mundial,  todos os professores que lecionam da primeira  à quarta classe receberão um  tablet e  livros.

O Delegado Regional da Educação enalteceu a importância do uso de tablet na educação, e diz que  ajuda os professores a enfrentarem e lidar com as particularidades de assimilação dos conteúdos de cada aluno.

O Delegado Regional da Educação de Oio disse ainda que, no âmbito da administração, conseguiram reparar seis computadores e duas impressoras avariados  para melhorar as condições de trabalho.

Ainda sobre a região de Oio, a ONG Fundação Fê e Cooperação (FEC), financiou um seminário de 15 dias de reforço de capacidades na recolha dos dados para os responsáveis estatísticos da região, que terminou esta semana, com a entrega de computadores aos mesmos e posteriormente motorizada
s.ANG/AD/LPG/ÂC//SG

                
             Namibia
/Nnandi-Ndaitwah  eleita Presidente da República

Bissau, 04 Dez 24 (ANG) - Netumbo Nandi-Ndaitwah foi eleita Presidente da Namíbia na primeira volta das eleições presidenciais da passada quarta-feira, com 57,31% dos votos, anunciou terça-feira à noite a Comissão Eleitoral Independente.

Com a sua eleição, a Sra. Nandi-Ndaitwah, candidata do partido no poder “Swapo”, torna-se a primeira mulher presidente da Namíbia. Swapo governou esta nação da África Austral de três milhões de pessoas durante 34 anos.

O líder do principal partido da oposição, os Patriotas Independentes pela Mudança (IPC), Panduleni Itula, ficou em segundo lugar com 25,50% dos votos. Numa declaração à comunicação social, o Sr. Itula indicou que contesta os resultados eleitorais.

A votação da última quarta-feira foi estendida até a madrugada de quinta para quem já estava na fila. Alguns cidadãos tiveram que esperar 12 horas na fila devido a problemas logísticos.

Confrontada com críticas dos partidos políticos e dos eleitores devido às longas filas, a Comissão Eleitoral da Namíbia (ECN) decidiu alargar o horário de votação.

A Namíbia é actualmente liderada pelo Presidente interino Nangolo Mbumba, que assumiu o poder em Fevereiro passado após a morte do antigo Presidente Hage Geingob, mas não se candidatou às eleições.

Um relatório governamental de 2021 concluiu que 43% da população vivia em “pobreza multidimensional”, uma medida que tem em conta o rendimento, bem como o acesso à educação e aos serviços públicos, entre outros factores.

De acordo com dados do Banco Mundial, a Namíbia ocupa o segundo lugar no mundo em termos de desigualdade de rendimentos, depois da vizinha África do Sul. Ambos os países passaram décadas sob o domínio da minoria branca. ANG/FAAPA


Coreia do Sul/Partidos de oposição pedem impeachment de presidente  após imposição de lei marcial

Bissau, 04 Dez 24 (ANG) - Os partidos da oposição no parlamento da Coreia do Sul anunciaram nesta quarta-feira (4) que apresentaram um pedido de impeachment do presidente Yoon Suk Yeol, após a sua tentativa fracassada de impor a lei marcial no país. 

A calma voltou às ruas da capital Seul, mas a confusão sobre a situação política permanece.

A aplicação da lei marcial, revogada durante à noite no Parlamento e levantada oficialmente esta manhã pelo presidente, é um grave erro político na opinião de muitos deputados.

O Parlamento sul-coreano decidirá posteriormente a data da votação desta moção de destituição de Yoon Suk Yeol, que poderá ocorrer já na sexta-feira (6), indicaram os seis partidos da oposição, durante uma coletiva de imprensa conjunta.

Confrontado na Assembleia Nacional, dominada pela oposição que bloqueia a política governamental, especialmente o orçamento, além de ser alvo de repetidos escândalos, Yoon Suk Yeol parece querer se agarrar ao poder enquanto puder, no momento em que enfrenta um baixo índice de popularidade.

A inesperada iniciativa do líder conservador de decretar a lei marcial no país, a primeira vez em mais de quatro décadas, mergulhou a Coreia do Sul em uma grave crise, colocando em xeque o futuro do presidente. Os pedidos de renúncia vêm da oposição e também de sindicatos, além de gerar fortes críticas dentro de seu próprio partido.

"Se [Yoon] não renunciar imediatamente, o Partido Democrático iniciará imediatamente os procedimentos de destituição", ameaçou a oposição.

A maior organização sindical do país convocou uma "greve geral por tempo indeterminado" até que o presidente renuncie.

Até mesmo Han Dong Hoon, líder do Partido do Poder Popular, de Yoon, pediu ao presidente que explicasse "de forma direta e detalhada essa situação trágica" e afirmou que "todos os responsáveis devem prestar contas".

A agência estatal de notícias sul-coreana Yonhap relatou nesta quarta-feira que os principais assessores do presidente colocaram os cargos à disposição.

Yoon Suk Yeol, um ex-procurador que assumiu a presidência em 2022, decretou a lei marcial na terça-feira (3) à noite sob o argumento de uma ameaça da Coreia do Norte e de "forças antiestatais".

Porém, às 04h30 desta quarta-feira (16h30 de terça-feira em Brasília), Yoon fez um pronunciamento pela televisão para anunciar a retirada dos militares e a sua aceitação do pedido da Assembleia Nacional para suspender a lei marcial.

A notícia foi celebrada pelos manifestantes que se concentravam em frente ao Parlamento, entoando slogans como "prisão para Yoon Suk Yeol".

"Este ato de imposição sem uma causa legítima é, por si só, um crime grave", declarou Lim Myeong-pan, de 55 anos. "Ele abriu o caminho para sua própria destituição", acrescentou.

Yoon apresentou uma série de razões para justificar a lei marcial, a primeira desde a instauração de um regime democrático no país, em 1987.

"Para salvaguardar uma Coreia do Sul liberal das ameaças apresentadas pelas forças comunistas da Coreia do Norte e eliminar os elementos antiestatais que roubam a liberdade e a felicidade do povo, declaro a lei marcial de emergência", disse ele, em discurso televisionado. "A nossa Assembleia Nacional se tornou um refúgio de criminosos, uma fortaleza para uma ditadura legislativa que busca paralisar o sistema judiciário e administrativo e derrubar a ordem democrática liberal", continuou.

O presidente não deu detalhes, contudo, sobre as ameaças vindas de Pyongyang, mas lembrou que o país continua tecnicamente em guerra com a Coreia do Norte, que possui um arsenal nuclear.

Embora tenha sido de curta duração, a imposição da lei marcial levou ao deslocamento de tropas militares, à proibição de todas as atividades políticas e colocou os meios de comunicação sob controle governamental.

A Constituição da Coreia do Sul determina que a lei marcial deve ser suspensa se a maioria do Parlamento assim solicitar.

A Casa Branca afirmou que não foi informada "com antecedência" das intenções do presidente sul-coreano, mesmo tendo cerca de 28.500 soldados americanos posicionados no país para lidar com a Coreia do Norte e seu programa armamentista.

"Saudamos o anúncio do presidente Yoon de rescindir a ordem com a qual decretou a lei marcial de emergência, de acordo com a Constituição", reagiu o secretário de Estado americano, Antony Blinken. "Esperamos que as desavenças sejam resolvidas de maneira pacífica", acrescentou.

A crise impactou os mercados. A bolsa de Seul abriu com perdas de 2% e a moeda sul-coreana, o won, caiu ao nível mais baixo em relação ao dólar em dois anos.

Alan Yu, ex-diplomata americano na Ásia e pesquisador do Center for American Progress, considerou a manobra como um movimento desesperado de "um líder ineficiente e profundamente impopular". "É quase um movimento desesperado para dar a volta por cima, mas que não deu certo", disse.

Em entrevista à AFP, Vladimir Tikhonov, professor de estudos coreanos na Universidade de Oslo, considerou improvável que "a sociedade civil sul-coreana possa continuar reconhecendo Yoon como um presidente legítimo".ANG/RFI/AFP

 

Copa 2026/ Calor extremo na América do Norte, com previsão de quase 50°C, será risco para jogadores

Bissau, 04 Dez 24 (ANG) - Um estudo divulgado pela Scientific Reports alerta que as altas temperaturas previstas durante a Copa do Mundo de Futebol de 2026, que será realizada simultaneamente nos Estados Unidos, México e Canadá, podem representar um risco para a saúde dos atletas.

Segundo a pesquisa, os termômetros podem se aproximar dos 50°C em alguns locais de competições, criando o que os cientistas chamam de "estresse térmico".

Após uma edição 2022 realizada em Dezembro no catar a próxima Copa do Mundo de futebol masculino retoma seu calendário habitual, com competições no meio do ano. O próximo Mundial acontece entre 11 de junho de 19 de julho de 2026, em pleno verão no hemisfério norte.

Um dos motivos para a mudança de calendário na edição passada eram as altas temperaturas no emirado onde,mesmo com muito ar-condicionado, uma Copa realizada durante o verão às margens do deserto poderia representar um risco para os atletas.

No entanto, especialistas já se questionam sobre o forte calor previsto também durante o próximo evento. Espera-se que dez das dezesseis cidades que sediarão a competição nos Estados Unidos, Canadá e México poderão registrar temperaturas superiores a 46°C. Os locais mais expostos são Arlington e Houston, no Texas, e Monterrey, no México, onde os termômetros podem chegar aos 49,5ºC entre 14h e 17h.

Os jogadores de futebol estarão expostos a um “risco muito alto de ‘estresse térmico’ por calor extremo” nessas dez cidades, alertou o estudo da Scientific Reports, uma revista publicada pelo Nature Group. Segundo as previsões, apenas seis estádios da competição não seriam afetados por esses extremos: Toronto e Vancouver, no Canadá, Tlalpan, no México, e Seattle, Boston e Santa Clara, nos Estados Unidos.

Diante desses dados alarmantes, os cientistas propõem que as partidas sejam remarcadas para outros horários do dia. O objetivo é evitar o chamado "estresse térmico", que pode se manifestar por desidratação e cansaço extremo. O calor em excesso durante um jogo de futebol também pode provocar dores de cabeça, vômitos e câimbras musculares nos atletas.

Nos estádios de Arlington, Houston e Monterrey, os jogadores também podem perder mais de 1,5 kg de suor por hora, com a desidratação extrema afetando a capacidade de desempenho em campo. Os jogadores de futebol terão ainda que se aclimatar à altitude nos estádios mexicanos de Guadalajara (1.570 metros) e Tlalpan (2.240 metros).

A Copa de 2026 será um novo teste para a FIFA diante dos fenômenos de mudanças climáticas, com temperaturas cada vez mais elevadas. Principalmente porque a instituição já prevê as duas próximas edições do evento em zonas quentes do globo: 2020 entre Espanha, Portugal e marrocos, e 2034 na Arábia Saudita. ANG/RFI

 

        Arábia Saudita/ Ministério do Interior bate recorde de execuções

Bissau, 04 Dez 24 (ANG) - O Ministério do Interior da Arábia Saudita anunciou ter executado mais quatro pessoas na terça-feira (3) por crimes comuns, levando o número de execuções no país a um novo recorde em 2024: 303 desde o início deste ano.

Segundo a ONG Anistia Internacional, em 2023 a Arábia Saudita executou 170 pessoas. A organização contabiliza desde 1990 o número de mortes relacionadas à rígida aplicação da lei islâmica nesta rica monarquia do Golfo, país que mais elimina detentos, depois da China e do Irã.

Para Taha al-Hajji, diretor jurídico da Organização de Direitos Humanos Europeia Saudita (ESOHR, sigla em inglês), baseada em Berlim, esses números são "incompreensíveis e inexplicáveis". Até o final deste ano, a média pode chegar a uma execução por dia, avaliam especialistas. 

No entanto, o governo francês não comenta a situação. Sem mencionar o desrespeito dos direitos humanos no país em que negocia neste momento importantes parcerias, Macron se disse disposto nesta terça-feira a apoiar a diversificação econômica de Riad.

"Sempre fomos um parceiro confiável (...) e queremos consolidar esses investimentos e parcerias", afirmou durante um fórum de negócios franco-sauditas no segundo dia de sua visita ao país. De acordo com ele, várias companhias francesas estão prontas para acompanhar o programa Vision 20230 de abertura e diversificação da monarquia, principalmente no setor de energias renováveis e de inteligência artificial. 

Primeiro exportador mundial de petróleo, a Arábia Saudita é constantemente criticada por recorrer à pena de morte, uma política considerada excessiva e em contradição com os esforços de Riad para veicular uma imagem mais aceitável do regime ao mundo. 

O príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, que dirige a nação com mão de ferro, declarou à revista The Atlantic em 2022 que havia limitado a pena máxima a crimes mais graves. Ele também é acusado de ser o responsável pela morte do jornalista saudita Jamal Khashoggi, em 2018, crítico do regime

Na época, a França chegou a condenar o assassinato e a exigir "uma investigação exaustiva" de Riad.

Quatro anos depois, Macron recebia com grande pompa o príncipe herdeiro em Paris, suscitando forte indignação de militantes de defesa dos direitos humanos. 

"Os números não mentem e contradizem completamente as declarações [de Bin Salman]", afirma Lina al-Hathloul, responsável da comunicação da organização de defesa dos direitos humanos ALQST, baseada em Londres. Segundo ela, Riad acredita que a pena de morte é necessária para "a manutenção da ordem pública".

Entre as 303 pessoas executadas neste ano pela Arábia Saudita, 103 foram mortas acusadas por participação no tráfico de drogas e 45 por "incidentes relacionados a terrorismo". A ONU advertiu o país em 2022 por esse tipo de condenação, que contradiz o direito internacional. 

Desde a chegada de Bin Salman ao poder, em 2015, mais de mil pessoas foram condenadas à pena de morte, segundo um relatório da ONG britânica Reprieve. Em março de 2022, 81 cidadãos chegaram a ser executados em um único dia, suscitando uma imensa indignação internacional. 

  ANG/RFI/ AFP

Marrocos/Abertura dos trabalhos da 5ª edição do África Investment Forum

Bissau, 04 Dez 24 (ANG)  – Os trabalhos da 5ª edição do Fórum de Investimento em África (AIF), colocado sob o Alto Patrocínio de Sua Majestade o Rei Mohammed VI, começaram quarta-feira em Rabat, reunindo partes interessadas essenciais para facilitar o financiamento e implementação de projetos de alto impacto no continente.

A sessão de abertura foi marcada pela presença do Conselheiro de Sua Majestade o Rei Mohammed VI e Presidente Honorário do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Omar Kabbaj, da Ministra da Economia e Finanças, Nadia Fettah e do Presidente do BAD, Akinwumi Adesina .

O AIF 2024, sob o tema “Aproveitar parcerias inovadoras para expandir”, posiciona-se como uma plataforma essencial, abrindo caminho para investimentos estratégicos que apoiam a transformação económica de África e proporcionando acesso direto a oportunidades de transação em todo o continente.

Desde o seu lançamento em 2018, o AIF atraiu quase 180 mil milhões de dólares em juros de investimento para projectos de grande escala nos sectores da energia, infra-estruturas, saúde e agricultura, fortalecendo assim o seu estatuto como a principal plataforma de investimento em África para investidores globais.

O seu principal evento anual, Market Days, constitui um espaço privilegiado dedicado a destacar, discutir e promover oportunidades de investimento em África.

A participação nos AIF Market Days 2024 proporciona uma oportunidade única de ligação a uma ampla rede de decisores, investidores e promotores de projectos envolvidos no cenário de investimento em evolução em África.

O evento oferece networking exclusivo, acesso a projetos financiáveis ​​em diversos setores, uma apresentação de iniciativas emblemáticas como "Mulheres como campeãs de investimento" e "Esporte como catalisador de negócios", bem como sessões de negociação em tempo real e painéis de especialistas sobre tendências de investimento e desafios em África. ANG/FAAPA

Cultura/ CCFBG vai organizar um festival para comemorar 20º da sua reabertura  e 70 da Declaração Universal dos Direitos Humanos

Bissau, 04 Dez 24(ANG) – O Centro Cultural Franco Bissau Guineense (CCFBG) organiza nos dias 13, 14 e 15 de Dezembro um festival para comemorar 20 anos da sua reabertura e 70 anos de Declaração Universal dos Direitos Humanos.

A informação vem expressa num comunicado à imprensa enviado hoje à ANG, segundo o qual  o referido evento será gratuito e vai ser homenageado com a rica cultura da Guiné-Bissau nomeadamente atividades para todas as idades e será realizada na praça Che Guevara vulgo rotunda de Baiana.

Segundo o comunicado, o evento será  marcado com a realização de concertos musicais com a participação de cantores e cantoras de  todas as gerações incluindo As One, Amy Injai, Cotche T, J Maica, Rui Sangara, Vida Gomes, Binhan, com performances de humor, teatro, dança e artes plásticas

De acordo com o programa, durante os três dias de festival de cultura, gastronomia e artesanato,  haverá barracas, feira de artesanato, moda e produtos locais, exibição de filmes e oficinas educativas, destacando temas culturais e sociais.

O festival será animado com um palco para cerca de mil pessoas em frente ao CCFBG e é patrocinado pelo Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento(PNUD) e seus parceiros: embaixada de França, Ministério da Cultura, Juventude e Desportos, Orange, Ecobank, Bissau Games, Super Bock, Câmara Municipal de Bissau, EAGB e TMGGroup.ANG/JD/ÂC//SG

  Segurança/PR destaca importância da PIR na manutenção da ordem no país

Bissau, 04 Dez 24 (ANG) – O Presidente da República(PR)  destacou a importância da Policia de Intervenção Rápida (PIR)  na  sua missão de  prevenção e manutenção da ordem no país.

Umaro Sissoco Embaló fez estas considerações no final da visita que efectuou terça-feira às obras de construção das novas instalações da PIR, na Zona Industrial de Brá, em Bissau.

“Estou aqui para constatar a evolução dos trabalhos, e pelos vistos  estão avançados. Segundo  informações que recebi do engenheiro, as obras vão terminar daqui há duas semanas”,disse.

Umaro Sissoco Embaló justificou a construção de novas instalações da PIR com a falta de espaço no  estabelecimento em que a PIR se encontra atualmente, para albergar o número de efectivos que esta corporação policial   deve ter.

“Razão pelo qual, estamos a construir novas instalações onde serão reinstalados”, acrescentou o Chefe de Estado.

Nesta visita o Presidente da República perspetivou  igualmente a construção de novas instalações para a Brigada da Guarda Nacional.ANG/LPG/ÂC//SG


Regiões
/População  e animais da povoação de Nova Patch no setor de Quinhamel bebem a mesma água

Biombo, 04 Dez 24 (ANG) – O responsável da população da povoação de  Nova Patch, setor de Quinhamel, região de Biombo, norte do país, lamentou que nessa tabanca as pessoas e os animais consomem a mesma água.

Mário Kuma manifestava ao correspondente da ANG na região de Biombo as suas preocupações em relação a falta de água potável naquela localidade, do setor de Quinhamel.

Afirmou que as pessoas, sobretudo mulheres e jovens, percorrem vários quilómetros para obter esta água que também é utilizada por macacos, gazelas e vacas da zona.

Kumba apelou as autoridades competentes para os ajudar a colmatar a situação que considera de grave, uma vez que a água que bebem não são boas para a saúde humana.

A representante das mulheres da referida tabanca Sãozinha Tamba, lamentou igualmente a falta da água, frisando que andam distâncias enormes para obter a água e o que conseguem trazer para casa não dura mais de dois dias.

“Peço aos nossos governantes para não olharem só para a cidade de Bissau, sem saber em que condições estão as populações do interior do país, uma vez que somos todos guineenses e temos os mesmos direitos”,disse Sâozinha Tambá.ANG/MN/MSC/ÂC//SG

Regiões/Director Regional de Saúde de Cacheu doa três carro-motos para áreas sanitárias da sua jurisdição

Canchungo, 04 Dez 24 (ANG) – O Director Regional de Saúde da região de Cacheu, norte do país entregou , terça-feira, três  carro-motos ás três áreas

sanitárias da sua jurisdição nomeadamente Canchungo, Pecixe e Susana, com o objectivo de facilitar o transporte de medicamentos.

Eugénio Ialá citado pelo correspondente da Agência de Notícias na região de Cacheu, depois do ato de entrega , salientou que estes equipamentos irão ser muito úteis na Campanha de Vacinação contra o sarampo e Rubéola que terá lugar de 06 à 15 de Dezembro de 2024, para as crianças da região.

Iala admitiu  que os carro-motos  doados podem contribuir para melhoramento dos indicadores da cobertura vacinal na sua área jurisdicional.ANG/AG/MSC/ÂC//SG


terça-feira, 3 de dezembro de 2024

Sociedade/Conselho das Mulheres da Guiné-Bissau apela PR para por cobro a atos bárbaros contra direitos e liberdades no país

Bissau, 03 Dez 24 (ANG) – O Conselho das Mulheres da Guiné-Bissau (CM-GB), apelou hoje ao Presidente da República (PR) Umaro Sissoco Embaló para pôr cobro  aos atos que classifica de  “ bárbaros” contra direitos, liberdades e garantias dos cidadãos.

Segundo um comunicado à imprensa à que Agência de Notícias da Guiné (ANG) teve acesso, o Conselho das Mulheres da Guiné-Bissau exortou ainda ao PR, para promover a concórdia e o diálogo político nacional, com vista a salvaguarda dos alicerces da democracia e do Estado de Direito, da Paz e da Estabilidade .    

O mesmo documento acrescenta que o Conselho das Mulheres da Guiné-Bissau exorta ao Chefe de Estado-maior General das Forças Armadas (CEMGFA) Biaguê Na Ntam, a defesa da Constituição da República.

A organização das mulheres recomendaram ao CEMGFA para não  permitir o exercício de qualquer atividade política  por militares, e que colabore  com os serviços nacionais  na garantia e manutenção da segurança interna.

“Ao Ministério da Justiça, a Procuradoria-Geral da República e aos Tribunais, apelamos que impulsionem a responsabilização criminal e civil de todos os indiciados por  violação deliberada e flagrante dos preceitos constitucionais e legais que garantem os direitos e as liberdades fundamentais dos cidadãos, designadamente detenções ilegais, maus-tratos e torturas. Incentivar as vitimas de gaz lacrimogênio fora de prazo a apresentarem queixa, por se tratar de um crime semipúblico”, lê-se no documento.

A organização das mulheres da Guiné-Bissau ainda refere em comunicado que, o Ministério do Interior e sua Secretaria de Estado da Ordem Pública devem dar sem efeito o despacho que proíbe a manifestação pública.

Ainda pede que essas duas instituições para a Ordem e Segurança Pública  respeitassem as leis  que garantem a liberdade de expressão e de manifestação dos cidadãos, sem recurso à repressão violenta contra manifestações pacíficas.

“Rever os protocolos e conduta com base no estrito cumprimento da Constituição  e das leis vigentes na República da Guiné-Bissau, observar parâmetros internacionais  na detenção e tratamento dos cidadãos privado de liberdade, promover o espirito do policiamento de proximidade
junto aos cidadãos”, refere o comunicado.

Aos atores políticos o Conselho das Mulheres da Guiné-Bissau apela entendimento a volta de assuntos de interesse nacional, nomeadamente, a situação  da Comissão Nacional de Eleição (CNE). ANG/LLA/ÂC//SG 

     

Justiça/Julgamento de cinco latino-americanos suspeitos de tráfico de drogas   suspenso em Bissau

Bissau,03 Dez 24(ANG) – O julgamento dos cinco cidadãos latino-americanos detidos, em Bissau, em Setembro passado, a bordo de uma aeronave com 2,6 quilogramas de cocaína, iniciado segunda feira foi  suspenso  no início da noite do mesmo dia para ser retomado na quinta-feira.

De acordo com a rádio Capital FM(CFM), a sessão deverá ser retomada na próxima quinta-feira com a audição das testemunhas.

Os advogados dos réus não quiseram prestar declarações à imprensa, apesar da insistência dos jornalistas.

O julgamento que arrancou , segunda-feira, decorreu durante cerca de nove horas, com algumas interrupções pelo meio. Momentos após o início da sessão, houve corte da energia elétrica no salão das audiências, uma situação que obrigou a interrupção da sessão, que, no entanto, foi retomada meia hora depois.

Após a retoma, os advogados dos suspeitos apresentaram um requerimento de suspensão da medida de coação, a prisão preventiva, aplicada pelo Ministério Público contra os suspeitos. O requerimento foi, entretanto, indeferido pelo coletivo de três juízes do Tribunal, que  dirige o julgamento.

Algumas rádios de Bissau reportaram  que um dos réus disse no tribunal que o avião saiu do México e não na Venezuela, com destino ao Mali, mas que veio parar em Bissau por falta de combustível.

A aeronave de cocaína aterrou em Bissau em 07 de Setembro passado e tinha a bordo dois cidadãos mexicanos, um colombiano, um cidadão do Equador e um brasileiro. São esses cinco suspeitos que se sentaram esta segunda-feira no banco dos réus, para responder às perguntas do coletivo de juízes que conduz o processo.

A apreensão de 2,6 toneladas de cocaína em setembro é ainda a maior da história da Guiné-Bissau, ocorrida no âmbito da operação denominada “LANDING”, que segundo a Polícia Judiciária guineense, contou com a colaboração de agências internacionais de combate ao narcotráfico, como a DEA e o Centro de Análise e Operações Marítimas – Narcóticos.


A rua que dá acesso ao local de julgamento e as imediações do Tribunal Regional de Bissau estavam a ser guardadas por um forte dispositivo de segurança, com homens armados.
ANG/CFM

 

Marrocos/Balcões únicos, atores importantes na promoção do comércio em África

Bissau, 03 Dez 24 (ANG) - Os balcões únicos estão a posicionar-se como atores importantes na promoção do comércio em África, graças à digitalização, afirmaram terça-feira em Casablanca os directores dos balcões únicos africanos.


Falando durante uma mesa redonda realizada no âmbito do “Rencontres Digitales by PortNet”, estes dirigentes discutiram os avanços e desafios ligados à digitalização do comércio em África e destacaram o papel crucial das plataformas digitais na simplificação dos procedimentos aduaneiros, na promoção da integração regional, racionalização do comércio transfronteiriço e redução de custos e atrasos.

“Estas plataformas, ao agrupar todas as formalidades administrativas num único ponto de acesso, permitem reduzir os tempos de desembaraço aduaneiro, reduzir os custos de transação e melhorar a transparência das operações”, afirmou Youssef Ahouzi, diretor geral da PORTNET SA (Janela Única Nacional para procedimentos de comércio exterior).

Sublinhou o papel fundamental da PORTNET SA na simplificação e harmonização das formalidades ligadas ao comércio externo, recordando o recente lançamento da digitalização dos certificados de controlo na origem em colaboração com o Ministério da Indústria e Comércio.

Segundo Ahouzi, o objectivo final dos balcões únicos é garantir uma experiência tranquila e segura para os operadores económicos, estendendo-se também à interoperabilidade regional e continental.

Esta visão exige uma coordenação estreita entre os países para optimizar o comércio bilateral e regional, particularmente no quadro da Aliança Africana para o Comércio Electrónico (AACE), defendeu.

Por sua vez, Yann Leroux, diretor geral da janela única da República Democrática do Congo (SEGUCE-RDC) destacou o progresso da RDC em termos de procedimentos de desembaraço aduaneiro, enfatizando a natureza evolutiva de uma janela única, que deve integrar continuamente novos procedimentos e documentos.

Um aspecto importante deste projecto reside na formação e apoio aos utilizadores para garantir a sua adopção de soluções digitais, sustentou, indicando que na RDC esta estratégia assenta num modelo de taxa fixa por operação, permitindo financiar sessões de formação e actividades contínuas. suporte técnico.

Mor Talla Diop, diretor executivo da Janela Única Nacional do Senegal, lembrou a importância da parceria público-privada para estabelecer uma dinâmica concertada entre os diferentes atores, destacando os esforços para promover a digitalização e harmonizar as práticas na região.

Também distinguiu as principais etapas deste processo, desde a automação à desmaterialização, passando pela digitalização. Estes desenvolvimentos visam racionalizar o comércio transfronteiriço e satisfazer os requisitos tecnológicos e organizacionais de uma África em plena mudança económica.

Além disso, Rose Tiemoko Kabran, Diretora do Comércio da Comissão da União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA), forneceu detalhes sobre os desafios específicos enfrentados pelos diferentes balcões únicos, enfatizando a necessidade de “uma maior colaboração entre os intervenientes públicos e privados .

Apresentou também os esforços envidados pela União para harmonizar as regulamentações nacionais sobre o comércio electrónico, com o objectivo de criar um espaço económico regional integrado, onde bens e serviços circulem livremente.

Os oradores identificaram vários desafios a enfrentar para acelerar a digitalização do comércio em África, em particular, a harmonização das regulamentações nacionais, o desenvolvimento de infra-estruturas digitais, a formação das partes interessadas, a protecção de dados e a cibersegurança.

Relativamente às perspectivas, estes oradores observaram que a digitalização do comércio oferece inúmeras oportunidades para o desenvolvimento económico de África, tais como a redução dos custos de transacção, a melhoria da competitividade das empresas africanas e a aceleração do comércio. ANG/FAAPA

COP 16/ Rumo a um “compromisso global renovado” para acelerar restauração de terras

Bissau, 03 Dez 24 (ANG)  – A décima sexta sessão da Conferência das Partes (COP16) da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD), que se realiza em Riade, na Arábia Saudita, está prestes a conseguir  um “compromisso global renovado” para acelerar investimentos e ações destinadas a restaurar terras, apurou a APS.

“A COP16 está preparada para ser um divisor de águas, marcando um compromisso global renovado para acelerar investimentos e ações para restaurar terras e construir resiliência à seca para o benefício das pessoas e do planeta”, refere um comunicado de imprensa publicado no site da UNCCD .

Esta primeira COP da UNCCD organizada em Riad, na Arábia Saudita, foi inaugurada segunda-feira com o tema: “Nossa terra, nosso futuro”, e continua até 13 de dezembro.

Coincidindo com o 30º aniversário da UNCCD, a COP16 será “a maior conferência da ONU no mundo até à data e a primeira COP da UNCCD realizada na região do Médio Oriente e Norte de África, que conhece em primeira mão os impactos da desertificação, degradação da terra e seca'', sublinha o texto.

Para a UNCCD, representa também “um momento decisivo para aumentar a ambição global e acelerar a acção em matéria de terra e resiliência à seca através de uma abordagem centrada nas pessoas”.

A Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD) é um dos três principais tratados das Nações Unidas conhecidos como Convenções do Rio sobre Clima e Biodiversidade.

A Conferência das Partes (COP) é ​​o principal órgão de decisão das 197 partes (países), nomeadamente 196 países e a União Europeia, da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD).ANG/FAAPA

   

Burquina Faso/ Intensificação de operações militares contra terroristas registam sucessos

Bissau, 03 Dez 24 (ANG) – As Forças de Defesa e Segurança (FDS) e os Voluntários para a Defesa da Pátria (VDP) realizaram esta semana operações de grande envergadura, combinando ofensivas terrestres e ataques aéreos em diversas regiões do Burquina Faso.

Muitos terroristas foram neutralizados e uma quantidade significativa de material recuperado ou destruído, soube a AIB(Agência de Informação  Burquinabe) no domingo junto de fontes de segurança.

Em 30 de novembro de 2024, a Força Aérea atacou várias colunas de criminosos em Barani e Taffogo. Esses grupos, que tentavam se organizar para ações hostis, foram abatidos. As unidades terrestres então completaram o trabalho vasculhando as áreas afetadas.

Em 28 de novembro de 2024, na área de Kantchari, foram detectados e atacados grupos armados escondidos sob as árvores, seguidos de uma intervenção terrestre decisiva.
No mesmo dia, homens do 23º Batalhão de Intervenção Rápida (BIR) confrontaram grupos armados na área de Kosse.

Envolvidos no reconhecimento ofensivo, repeliram vigorosamente os atacantes, neutralizando vários indivíduos e apreendendo equipamento de guerra.

No dia 26 de novembro de 2024, as Forças Aéreas foram mobilizadas às 5h30 na sequência de um ataque na zona de Bilanga, perto de Kouri.

Mais uma vez, a coordenação eficaz entre os ataques aéreos e as unidades terrestres permitiu neutralizar os criminosos em fuga e retirar o seu equipamento.

No mesmo dia, durante a escolta logística do 4º grupo entre Arbinda e Gorgadji, uma emboscada planeada por criminosos foi frustrada graças a uma cuidadosa vigilância aérea. Os atacantes, detectados antes do ataque, foram destruídos e seus equipamentos recuperados.

Na mesma dinâmica, um comboio logístico inimigo avistado em Wambsouya foi completamente destruído. Os ataques precisos reduziram a cinzas este comboio que transportava munições e combustível.

No dia 27 de Novembro de 2024, durante o avanço do comboio em direcção a Arbinda, criminosos agrupados numa aldeia abandonada foram novamente avistados antes de serem efectivamente neutralizados por ataques aéreos.

Na região de Boucle du Mouhoun, as operações terrestres também se intensificaram.

Em 24 de novembro de 2024, o VDP na zona de Silmimossi emboscou um grupo armado, neutralizando vários indivíduos e recuperando um grande lote de equipamento militar.

Da mesma forma, na área de Doumbala, o VDP realizou ofensivas vitoriosas, infligindo pesadas perdas a grupos criminosos e apreendendo o seu equipamento.

No dia 24 de novembro de 2024, um ataque a um posto avançado das Forças Armadas em Bani foi rapidamente combatido graças à intervenção aérea.

Os ataques retardaram a fuga dos atacantes, permitindo que as tropas terrestres os alcançassem, neutralizassem o maior número possível e recuperassem o equipamento que ainda era utilizável.

Em resumo, as operações desta semana, marcadas por uma perfeita coordenação entre unidades terrestres e forças aéreas, permitiram neutralizar dezenas de criminosos, destruir a sua logística e recuperar um grande arsenal.

A determinação das FDS e do VDP demonstra o seu empenho inabalável, o seu patriotismo e o seu espírito de sacrifício na luta contra o terrorismo para garantir mais uma vez a paz e a segurança às populações.
Agência de Informação de Burkina Faso. ANG/FAAPA