segunda-feira, 6 de abril de 2026

Mensagem da Páscoa/ “Sem uma fé viva e um compromisso integral, nada se pode testemunhar”, diz Bispo de Bissau

Bissau, 06 Abr 26 (ANG) - O Bispo da Diocese de Bissau disse no  Domingo que a primeira condição para que alguém se envolva com a sua palavra para testemunhar, é estar profundamente convencido da verdade e da importância do que testemunha.

Dom José Lampra Cá citado pela RSM, falava na Sé Catedral de Bissau, na homilia da missa pascal, em que  lembrou que foram muitos os mártires que selaram com seu sangue a fé que professavam. "Sem
uma fé viva e um compromisso integral, nada se pode testemunhar para os que os observe”, disse.

A Páscoa é uma das festividades mais importantes do cristianismo, celebrando a ressurreição de Jesus Cristo, três dias após a sua crucificação, simbolizando a vitória da vida eterna sobre a morte.

O sacerdote sublinhou que nesta data, celebram a passagem da morte para a vida, da escravidão para a liberdade, acrescentando que é imprescindível não perder a esperança e que é absolutamente necessário dar passos firmes e corajoso sem adiar o que tem que se fazer.

Dom lampra Cá sublinhou  que não são só os cristãos que desejam um mundo melhor de justiça sustentada e orientado pelos autênticos valores que provam uma sã convivência social.

Citando o evangelho do dia, Lampra Cá afirma que todos os cristãos devem ver e acreditar tal como Pedro, que diz ser testemunho de tudo o que Jesus Cristo fez.

Páscoa é uma festa precedida pela Quaresma e Semana Santa, marcando renovação. É  neste dia que se comemora a morte e ressurreição de Jesus, simbolizando a libertação espiritual. ANG/MSC/ÂC//SG

 

              Energia/Governo anuncia novos preços para combustíveis

Bissau, Abr 26 (ANG) – O Governo de Transição anunciou novos preços de venda de combustíveis no país, através de um despacho conjunto assinados pelos ministros das Finanças e da Energia, em resposta à oscilação dos preços dos derivados do petróleo no mercado internacional.

De acordo com Despacho, datado de 03 de Abril, à que a ANG teve acesso, o preço do gasóleo nas estações de venda passa de 786 para 898 francos CFA por litro, enquanto nas centrais do interior será de 675,99 FCFA/litro.

A gasolina passou de 794cfa para 899 FCFA/litro e a gasolina mistura agora custa 732 FCFA/litro.

No documento, o Executivo referiu que tem acompanhado de forma rigorosa a evolução das cotações internacionais, devido ao seu impato na economia nacional e na vida das populações.

A decisão, acrescenta, surge igualmente da  necessidade de ajustar o  preço em vigor desde 11 de Março de 2026, que deixou de refletir  o custo real dos produtos, nomeadamente o custo CIF(custo, seguro e frete), face às oscilações dos hidrocarbonetos.

A medida , diz o Governo, visa assegurar uma gestão transparente do setor, com o objectivo de garantir o abastecimento regular e a correta distribuição dos combustíveis em todo o território nacional.

A decisão foi tomada após um trabalho técnico e reunião do Conselho de ministros, realizados nos dias 27 de Março e 02 de Abril de 2026, envolvendo ministérios e as instituições competentes. ANG/LPG/ÂC//SG


Sociedade
/Guiné-Bissau precisa mobilizar  mais de sete milhões de dólares para desminagem até 2032

Bissau, 06 Abr 26 (ANG) – A Guiné-Bissau deverá mobilizar mais de sete milhões de dólares para implementar o Programa Nacional de Desminagem Humanitária e Ação Anti-Minas entre 2026 e 2032.

A declaração foi feita pelo diretor do programa, Nautam Mancabu.no âmbito das celebrações do Dia Internacional de Sensibilização sobre as Minas Antipessoal, assinalado a 4 de Abril.

Segundo o responsável, o financiamento será aplicado ao longo de sete anos, com o objetivo de reforçar as operações de desminagem e reduzir os riscos para as populações residentes em zonas afetadas.

Apesar da relevância do programa, Mancabu apontou a inexistência de um plano estratégico nacional claro como um dos principais entraves, destacando ainda a falta de uma estratégia eficaz de mobilização de recursos e de coordenação com parceiros internacionais, fatores que diz  comprometem o cumprimento das metas estabelecidas até 2032.

Para garantir a execução das atividades previstas, diz Mancabu, são necessárias cerca de 7,6 milhões de dólares adicionais.

Atualmente, o país contabiliza nove zonas identificadas como contaminadas, além de 43 tabancas ainda por avaliar, onde existem fortes suspeitas da presença de minas e outros engenhos explosivos.

Entre os principais desafios, o diretor destacou a escassez de meios técnicos, financeiros e de recursos humanos qualificados.

Referiu-se a . um incidente ocorrido em 2021, na zona de Toma, em que  oito crianças foram vítimas de explosivos, sublinhando que a área permanece por desminar devido à falta de recursos.

Nautam Mancabu apelou mais  envolvimento do Governo e dos parceiros internacionais para o  reforço dos meios disponíveis para enfrentar a dimensão do problema.

A Guiné-Bissau assumiu em, 2012, o compromisso de eliminar minas e engenhos explosivos no âmbito do seu programa nacional. No entanto, novos incidentes registados nos últimos anos obrigaram à revisão das estratégias e à adoção de um novo plano de ação.

O país continua a enfrentar os efeitos de minas remanescentes de conflitos passados, nomeadamente da luta de libertação nacional(1963-1973) do conflito de 7 de Junho de 1998, que durou 11 meses e de episódios mais recentes, como o ocorrido na Casamansa, em 2016.

Para as autoridades guineenses, a  persistência deste problema representa um desafio significativo para a segurança das populações e para o desenvolvimento de várias regiões. ANG/RDN

Regiões/Delegacia Regional de Comércio de Biombo incinera cerca de duas toneladas de produtos fora de prazo

Bissau, 06 Abr 26(ANG) - A Delegacia Regional do Comércio da Biombo, norte do país, procedeu, no passado fim de semana, à incineração de cerca de duas toneladas de produtos fora do prazo de validade, apreendidos há mais de um ano.

De acordo com o despacho do Correspondente da ANG na Região de Biombo, a incineração teve lugar na localidade de Bissauzinho, setor de Quinhamel, e visou retirar de circulação bens impróprios para consumo, muitos dos quais  de primeira necessidade.

Na ocasião,  o delegado regional do Comércio de Biombo,  Adriano da Costa, afirmou que a ação reflete o trabalho contínuo das autoridades no combate à comercialização de produtos fora do prazo.

Segundo explicou, esta prática faz parte de um procedimento regular realizado no início de cada campanha, com o objetivo de libertar os armazéns e dar lugar a novos produtos.

De acordo com o responsável, os produtos incinerados foram recolhidos em diferentes pontos da região de Biombo, nomeadamente nos setores de Quinhamel, Prábis e Safim, bem como em alguns bairros de Bissau, como São Paulo, Aeroporto e Quelele.

Adriano da Costa sublinhou ainda que a operação foi realizada com o conhecimento das autoridades regionais e da polícia.

Na ocasião, deixou um apelo aos consumidores para redobrarem a atenção no momento da compra, verificando sempre o prazo de validade dos produtos.

O responsável pediu igualmente a colaboração da população com denúncias de práticas ilegais relacionadas com a comercialização de bens impróprios para consumo.

A ação insere-se nos esforços das autoridades para garantir  a protecção da  saúde pública na Região de Biombo. ANG/MN/ÂC//SG

 

quinta-feira, 2 de abril de 2026

     Cooperação/Governo e CCR-UEMOA reforçam relações institucionais

Bissau, 02 Abr 26 (ANG) – O Director do Gabinete do Primeiro-ministro, Dauda Saw, recebeu na manhã desta quinta-feira,  uma delegação da Câmara Consular Regional da UEMOA (CCR-UEMOA), chefiada por sua presidente, a guineense Helena Nosoliny Embaló.

De acordo com uma nota do Gabinete do Primeiro-ministro enviada à ANG, o encontro se enquadra no reforço das relações institucionais entre o Governo da Guiné-Bissau e os organismos regionais de promoção da integração económica e do desenvolvimento do setor privado.

Segundo a Nota, durante o encontro foram abordadas questões ligadas ao aprofundamento da integração económica regional, à transformação digital,  facilitação do comércio, ao fortalecimento do setor privado, bem como à criação de novas oportunidades para a juventude e para as mulheres guineenses, em consonância com as prioridades do Governo.

Na ocasião, Dauda Saw, transmitiu à delegação a atenção e o interesse que o Governo de Transição atribui à  iniciativas que possam contribuir para a modernização da economia nacional, a promoção do investimento, o apoio às pequenas e médias empresas e o reforço da posição da Guiné-Bissau no espaço comunitário da UEMOA.

A delegação da CCR-UEMOA, liderada pela sua Presidente, Helena Nossoliny Embaló, aproveitou a ocasião para apresentar as principais linhas estratégicas de actuação da instituição, sublinhando a importância da cooperação com a Guiné-Bissau, nos domínios da digitalização económica,  diplomacia económica,  integração regional e do desenvolvimento sustentável do setor privado.

A nota salienta que o encontro decorreu num ambiente de cordialidade e abertura institucional, tendo ficado patente a convergência de visões quanto à necessidade de acelerar mecanismos de cooperação regional capazes de gerar impacto económico concreto e sustentável para o país.

“Com esta receção, o Governo de Transição reafirma a sua disponibilidade para acolher, apoiar e enquadrar iniciativas regionais e internacionais que promovam o crescimento económico, a inclusão produtiva e a valorização das capacidades nacionais”, refere a Nota. ANG/ÂC//SG

França/Deputados franceses negros da esquerda radical recebem mensagens racistas

Bissau, 02 Abr 26 (ANG) - Vários deputados negros do partido de esquerda radical França Insubmissa (LFI) receberam uma carta anônima de conteúdo racista, que retrata “pessoas negras de maneira desumanizada e primitiva”, denunciou a legenda em um comunicado nesta quinta-feira (2).


A carta foi enviada aos parlamentares Nadège Abomangoli, Danièle Obono, Aly Diouara e Carlos Martens Bilongo.

 

O texto menciona, além de seus nomes, os do novo prefeito de Saint-Denis, na região parisiense, Bally Bagayoko, e o do líder do partido, Jean-Luc Mélenchon, e traz a frase “fugitivos do zoológico de Beauval”, segundo um comunicado.

 

A carta ainda traz uma imagem deturpada de uma página da história em quadrinhos Tintin au Congo (Tintin no Congo em tradução livre).

As tirinhas foram publicadas no início dos anos 1930 no jornal belga Le Petit Vingtième, e o álbum foi lançado nos anos 1940.

A obra de Hergé, que vendeu cerca de 10 milhões de exemplares no mundo, reproduz estereótipos colonialistas, ilustrando personagens africanos como infantilizados, submissos ou caricaturados fisicamente, e já foi alvo de ações judiciais na Bélgica.

“Um ataque racista desse tipo é absolutamente inaceitável e exige uma condenação unânime de toda a classe política”, afirma o LFI, que denuncia um contexto de “campanha racista persistente desde a eleição de Bally Bagayoko à prefeitura de Saint-Denis”.

Bally Bagayoko, 52, nascido na região parisiense e filho de malineses, é alvo de uma campanha de ódio propagada pela extrema direita na rede social X, além de comentários polémicos no canal CNews, denunciados por vários parlamentares e associações antirracistas à Arcom, órgão regulador do audiovisual e do digital.

Em entrevista à agência AFP nesta quarta-feira (1°), Bagayoko denunciou “uma sociedade cada vez mais racista” e pediu o fechamento do canal CNews. Diante de um “racismo que está mais afirmado e praticamente sem freios”, o prefeito da segunda maior cidade da Île-de-France (região metropolitana de Paris) considera que “a Arcom deve ser muito mais severa” em relação e que a Justiça deve ser “muito mais firme”. Ele registou queixa, convocou uma grande “mobilização cidadã” contra o racismo e a discriminação para sábado (4), na esplanada da prefeitura de Saint-Denis, ao norte da capital.

 “Os clichês coloniais difundidos por alguns meios de comunicação e responsáveis políticos, que replicam de forma complacente as informações falsas divulgadas pela extrema direita, contribuem diretamente para o clima de ódio e para o assédio do qual nossos eleitos são vítimas”, afirma a LFI, que denuncia a “omissão do governo”.

Para o partido de esquerda radical, essas mensagens não são “atos isolados”, mas “fazem parte de um conjunto de agressões (simbólicas e físicas) e discriminações das quais pessoas negras e racializadas são vítimas diariamente – algo que o governo se recusa a reconhecer e combater”.

O ministro do Interior, Laurent Nuñez, anunciou na terça-feira, na Assembleia Nacional, que o governo “estuda” a possibilidade de abrir “processos criminais” contra os autores dos comentários polémicos na CNews dirigidos a Bagayoko, classificando-os de “ignóbeis” e “absolutamente inaceitáveis”.

ANG/RFICom agências

Médio Oriente/”EUA vão atacar Irão com muita força nas próximas duas semanas”, diz  Trump

Bissau, 02 Abr 26(ANG) - O Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, anunciou que as forças norte-americanas vão atacar com "muita força" o Irão nas próximas duas a três semanas.

 

A promessa surgiu na quarta-feira, num discurso ao país, após 33 dias do conflito iniciado em 28 de fevereiro, quando os EUA e Israel lançaram uma campanha de bombardeamentos contra território iraniano.

 

"Vamos atacá-los com extrema dureza nas próximas duas a três semanas. Vamos mandá-los de volta à Idade da Pedra, onde pertencem. Entretanto, as negociações continuam", afirmou o Presidente norte-americano.

 

“Se não houver acordo, vamos atacar cada uma das suas centrais elétricas com muita dureza e, provavelmente, em simultâneo”, acrescentou, num discurso dirigido aos norte-americanos a partir da Casa Branca.

 

Trump manifestou-se também convicto de que, assim que a guerra contra o Irão terminar, o estreito de Ormuz “abrir-se-á naturalmente”, porque a República Islâmica precisa da venda de petróleo para se reconstruir e, por isso, os preços do petróleo irão baixar e as bolsas voltarão a registar ganhos.

 

Por outro lado, o inquilino da Casa Branca pediu aos países que dependem do petróleo escoado do Golfo através do estreito de Ormuz que “cuidem” da passagem estratégica, por onde transita 20% do petróleo mundial em condições normais, porque os Estados Unidos “não precisam” desse petróleo e gás.

 

“Vão para o estreito, tomem-no, protejam-no, utilizem-no”, declarou o Presidente norte-americano, que vem a criticar há semanas vários países aliados da NATO e outros países em todo o mundo por não terem auxiliado os Estados Unidos e Israel na campanha militar contra o Irão.

 

Trump reiterou vários argumentos justificativos dos ataques ao Irão produzidos desde o início da campanha em 28 de fevereiro, nomeadamente o de que a República Islâmica estava a tentar “reconstruir o seu programa nuclear num local totalmente diferente”, dos locais bombardeados na operação ‘Midnight Hammer’, em 22 de junho, e que, por isso, tiveram de “acabar com eles” antes de adquirirem a capacidade de atingir os Estados Unidos e a Europa, algo que especialistas internacionais contestam.

 

“O regime procurou reconstruir o seu programa nuclear num local totalmente diferente, deixando claro que não tencionava abandonar a sua intenção de obter armas nucleares. Estava também a construir rapidamente os seus arsenais de mísseis balísticos convencionais e poderia em breve dispor de mísseis capazes de atingir o território norte-americano, a Europa e praticamente qualquer lugar do mundo”, disse Trump.

 

“Que estes terroristas tivessem uma arma nuclear teria sido uma ameaça intolerável”, disse Trump para justificar a operação militar ‘Fúria Épica’, iniciada em conjunto com Israel em 28 de fevereiro e que, após mais de um mês, colocou a economia mundial no limiar de uma crise económica.

 

O Presidente insistiu nas mesmas mensagens que tem vindo a transmitir através das redes sociais, intervenções públicas ou entrevistas nos últimos dias e que não deixam claro quando é que Washington pretende pôr fim à operação e se haverá um destacamento de tropas norte-americanas no Irão, depois de o Pentágono ter enviado milhares de militares para o Médio Oriente.

Trump também não fez qualquer referência ao estado da relação entre os Estados Unidos e a NATO, depois de afirmar no início da semana que essa aliança deve ser questionada, atendendo à falta de apoio dos aliados nesta guerra. ANG/Inforpress/Lusa

 

ONU/Guterres adverte EUA, Israel e Teerão que "já passou da hora" de parar guerra

 

Bissau, 02 Abr 26(ANG) - O secretário-geral da ONU, António Guterres, advertiu hoje os Estados Unidos e Israel que "já passou da hora" de parar a guerra contra o Irão e instou novamente Teerão a cessar os ataques contra países vizinhos.

 

"Precisamos de encontrar uma saída pacífica. A minha mensagem é clara: aos Estados Unidos e a Israel, já passou da hora de parar a guerra que está a causar imenso sofrimento humano e está já a desencadear consequências económicas devastadoras", disse Guterres numa declaração à imprensa na sede da ONU, em Nova Iorque.

 

"Ao Irão: que deixe de atacar os seus vizinhos. O Conselho de Segurança condenou estes ataques e reafirmou a necessidade de respeitar os direitos e liberdades de navegação ao longo de rotas marítimas críticas, incluindo o Estreito de Ormuz", insistiu o líder das Nações Unidas.

 

O antigo primeiro-ministro português sublinhou que os conflitos não terminam sozinhos, mas sim quando os líderes escolhem o diálogo em vez da destruição.

 

"Essa escolha ainda existe. E precisa de ser feita — agora", defendeu.

 

Guterres notou que cada dia que passa, o sofrimento humano associado a esta guerra só aumenta, assim como não para de crescer a escala da devastação, os ataques indiscriminados, os ataques contra civis e infraestruturas civis aumentam e os perigos para o mundo também.

 

O secretário-geral afirmou que se está "à beira de uma guerra mais ampla que engolfaria todo o Médio Oriente, com impactos dramáticos em todo o mundo", frisando que o conflito já se faz sentir em todos os lugares do planeta.

 

Deu como exemplo o impacto do bloqueio do Estreito de Ormuz, que está a ter impacto direto nos mais pobres e vulneráveis.

"Vemos isso no dia-a-dia das pessoas que lutam contra o aumento dos custos dos alimentos e da energia, desde as Filipinas ao Sri Lanka, a Moçambique, a comunidades muito além", disse.

 

"Muitos aspetos do conflito podem ser incertos, mas uma coisa é certa: Se os tambores da guerra continuarem a soar, a escalada só irá piorar a situação. A espiral de morte e destruição tem de parar", apelou.

 

Guterres recordou que estão em curso esforços diplomáticos para encontrar um caminho pacífico para esta guerra, iniciada em 28 de fevereiro com os ataques de Washington e Telavive contra o Irão.

 

O líder da ONU reforçou que esses esforços diplomáticos merecem o espaço e o apoio necessários para serem bem-sucedidos, insistindo que devem estar firmemente ancorados no direito internacional, incluindo na Carta da ONU.

 

"A soberania e a integridade territorial de todos os Estados-membros devem ser respeitadas. Os civis e as infraestruturas civis, incluindo as instalações nucleares, devem ser respeitados e protegidos. E a liberdade de navegação deve ser mantida", declarou.

 

O chefe das Nações Unidas assumiu manter contacto próximo com as partes em conflito e está a enviar para a região o seu enviado pessoal, Jean Arnault, para apoiar os esforços de mediação. ANG/Inforpress/Lusa

 

 

   Israel/ONGs pedem anulação de lei sobre pena de morte visando palestinos

Bissau, 2 Abr 26 (ANG) - Aprovada pelo Knesset, o Parlamento de Israel, por 62 votos a 48, a lei que institui a pena de morte por enforcamento para condenados por terrorismo continua a causar discussões no país.


Partidos da extrema direita da coalizão de governo alegam que a medida poderá evitar novos ataques contra civis, enquanto organizações de direitos civis e grupos da sociedade israelense argumentam que a lei se destina apenas aos palestinos. 

Fora de Israel, a decisão foi criticada pela ONU, União Europeia, por países aliados de Israel, e por organizações de direitos humanos, aumentando ainda mais o isolamento do país na comunidade internacional. 

A aplicação da pena de morte já estava prevista na legislação, por exemplo, como punição a indivíduos envolvidos em situações consideradas de extrema gravidade, como “provocar uma guerra contra Israel para ajudar o inimigo”, “ajudar um inimigo durante uma guerra” e para os “crimes cometidos pelos nazistas”. 

 

Apesar disso, a pena de morte foi aplicada a um civil apenas uma vez, contra o criminoso de guerra nazista Adolf Eichmann, em 1962, em um julgamento que marcou a história de Israel. Eichamann foi capturado pelo Mossad, o serviço secreto israelense, na Argentina e trazido a Israel.

O julgamento em Jerusalém foi transmitido pela TV e se transformou também num momento chave para os sobreviventes do Holocausto em Israel, que enfrentavam dificuldades de lidar com a própria história e de dar o seu testemunho.

Pelo menos oito organizações de direitos civis apresentaram uma petição à Suprema Corte pedindo a anulação da nova lei, em um movimento liderado pela Associação pelos Direitos Civis de Israel (ACRI).

Integrantes da entidade ouvidos pela RFI disseram acreditar na possibilidade de que a Suprema Corte derrube a legislação. Outras fontes consultadas pela reportagem também avaliaram o mesmo.

O argumento da ACRI é que a lei adiciona um novo crime, punível com pena de morte ou prisão perpétua, para aqueles que agiram "com o objetivo de negar a existência do Estado de Israel". Este é um ponto considerado fundamental sob o aspecto legal israelense porque, em tese, é um critério que exclui terroristas judeus que cometam os mesmos atos. 

A petição argumenta também que o Knesset não tem autoridade para legislar sobre a Cisjordânia porque Israel não detém a soberania da região. 

“O gabinete do procurador-geral, o conselho jurídico do Knesset, o Ministério da Justiça, os consultores jurídicos do exército, antigos chefes do Shin Bet (o serviço de segurança interna de Israel) e uma ampla coalização de juristas e organizações da sociedade civil levantaram objeções sérias quanto ao projeto. Todas elas foram ignoradas”, afirmou a ACRI em comunicado. 

Outro argumento é que a lei seria inconstitucional. Israel não tem uma constituição formal, como o Brasil, mas um conjunto de 14 leis básicas com poder análogo ao de uma constituição. Uma das leis básicas é definida como “Dignidade Humana e Liberdade”. Segundo as associações israelenses, a lei viola este princípio constitucional do país. 

Nesta semana, ocorreu em frente ao prédio do Knesset, em Jerusalém, o primeiro protesto contr a nova lei, organizado pelo Movimento Reformista e pelo Conselho Rabínico Reformista de Israel. Em meio à mobilização, duas ativistas israelenses ouvidas pela RFI criticaram duramente a legislação.

 

“É um projeto de destruição do povo palestino. A lei me envergonha, é a assinatura final deste projeto. Ela não se aplica a um cidadão israelense ou a um habitante de Israel, apenas aos palestinos.

O país não entende o significado da palavra ‘lei’ como o resto do mundo”, disse Abigail Szor, 26 anos, ativista dos direitos humanos ligada à esquerda radical.

“Após a aprovação revoltante da lei de execução, muitos de nós sentimos a necessidade de expressar nossa objeção e revolta.

Esperamos que os países que ameaçaram sancionar Israel por causa deste projeto de lei finalmente cumpram suas promessas”, afirmou Sahar Vardi, 35, militante do movimento de esquerda Free Jerusalem. ANG/RFI

 

 

França/Macron rebate comentários de Trump sobre seu casamento: ‘deselegantes’

Bissau, 02 Abr 26 (ANG) - O presidente francês Emmanuel Macron disse nesta quinta-feira (2) que os comentários de Donald Trump sobre ele e a primeira-dama francesa, Brigitte Macron, são “deselegantes”.


Macron também lamentou que o presidente americano diga “todos os dias o contrário” do que disse na véspera. “Ele fala demais e atira para todo lado. Todos precisamos de estabilidade, de calma, de um retorno à paz. Isto não é um espetáculo!”, declarou o presidente francês a jornalistas à margem de uma visita a Seul.

Trump afirmou na quarta-feira (1°) que Brigitte Macron “trata extremamente mal” seu marido, acrescentando que ele “ainda está se recuperando do soco que levou no maxilar”, em alusão a um vídeo de maio de 2025, gravado no Vietnã. Nas imagens, Brigitte Macron coloca as duas mãos no rosto do presidente francês. O gesto foi interpretado como um tapa.

 

Essas falas “são deselegantes e pouco apropriadas. Não merecem resposta”, reiterou o chefe de Estado no primeiro dia de uma visita de Estado à Coreia do Sul. Segundo ele, a "esfera pública mundial" é dominada por "questões bem mais graves, especialmente a guerra", para se perder tempo com esse tipo de assunto.

Ao ser questionado sobre as ameaças recorrentes de Donald Trump de abandonar a Otan, Emmanuel Macron criticou sua forma de comunicação. “Se ele coloca todos os dias em dúvida seu compromisso” dentro da Aliança Atlântica, “ela perde o sentido”, avaliou.

“É uma responsabilidade que as autoridades americanas assumem hoje ao dizer todas as manhãs que farão isto, que não farão aquilo ou outra coisa”, prosseguiu.

Em relação à Otan e ao conflito no Oriente Médio, “é preciso ser sério e, quando se quer ser sério, não se diz todos os dias o contrário do que se disse na véspera”, insistiu Emmanuel Macron. O presidente americano pediu à França e a outros países para intervir militarmente para desbloquear o estreito de Ormuz, no Golfo, fechado de fato pela reação iraniana à ofensiva americano-israelense.

Mas uma operação militar para “liberar” à força o estreito estratégico seria “irrealista”, respondeu o presidente francês.

“Essa nunca foi a opção que escolhemos e consideramos que ela é inviável”, declarou, estimando que tal operação “levaria muito tempo” e envolveria “uma série de riscos”.

Ele voltou a defendera negociação e o cessar-fogo, reiterando que “não é uma ação militar pontual, nem mesmo durante algumas semanas, que permitirá resolver a longo prazo a questão nuclear iraniana”, afirmou. “Se não houver uma negociação diplomática e técnica, a situação pode voltar a se deteriorar em alguns meses ou anos. Apenas por meio de uma negociação aprofundada, de um acordo, será possível garantir um acompanhamento duradouro e preservar a paz e a estabilidade para todos”, concluiu.

ANG/RFICom agências


 

Comunicação Social/Presidente do SINJOTECS diz que a segurança dos jornalista se deteriorou na  Guiné-Bissau nos últimos anos

Bissau, 02 Abr 26 (ANG) – A Presidente do Sindicato Nacional dos Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social (Sinjotecs), disse  hoje que a  segurança dos jornalistas se deteriorou nos últimos anos no país.

Indira Correia Baldé falava na abertura do Workshop de Divulgação do Quadro Nacional Abrangente para a Segurança dos Jornalistas, e afirmou que aconteceram atos que até hoje não se sabe quem foram os autores.

Workshop, segundo a presidente do Sinjotecs vai consistir-se na . divulgação do Quadro Nacional de Segurança para Jornalistas, um documento elaborado com a participação de todas as representações da classe, instituições do Estado da Guiné-Bissau casos da Polícia Judiciaria, da Ordem Pública, Guarda Nacional, Ministério Público e o Supremo Tribunal de Justiça.

“O que queremos é ter um quadro nacional que possa garantir a segurança dos jornalistas guineenses. Este encontro é para delinear uma estratégia adequada para a sua implementação “,disse.

Segundo ela, o documento já foi entregue no Gabinete do Primeiro-ministro e no do Ministro da Comunicação Social, há muito tempo.

Indira Correia Baldé disse que a organização da classe jornalística está agora empenhada em acções de  advocacia para que o documento seja assumido pelo Estado da Guiné-Bissau, uma vez que é indispensável para a segurança dos jornalistas.

Para a líder do Sinjotecs, sem a segurança dos profissionais de comunicação social, não há  informação de qualidade, nem isenta  nem uma informação que interessa ao público.

Correia Baldé diz  que as ameaças aos jornalistas no exercício das suas funções ainda continuam, admite mesmo que pioraram  de Novembro de 2025 à data presente, citando relatórios de organizações nacionais e internacionais.

“O momento serve para todos, desde os profissionais da comunicação social, sociedade até as  autoridades administrativas do país,  pensar que se deve garantir a segurança aos jornalistas, para poder .informar  com segurança”, disse a presidente do Sinjotecs. ANG/MSC/ÂC//SG

Regiões/ Sector de Calequisse acolhe encontro de “Bantaba de Paz” para reforçar a convivência comunitária

Canchungo, 02 Abr 26 (ANG) – O Grupo Kumpudur de Paz denominado “Baetchan Plentche”, do sector de Canchungo, região de Cacheu,   promoveu, quarta-feira um encontro de “Bantaba de Paz” no sector de Calequisse, com o objectivo de reforçar a  a convivência pacifica entre as populações lacais.

Segundo o despacho do Correspondente da ANG na região de Cacheu, no fim da reunião, o  coordenador do encontro , Humberto Tavares considerou de positivo o balanço da reunião, e revelou  que os participantes concordaram em criar um espaço de concertação social entre as populações e as autoridades administrativas locais, com vista a resolução dos problemas identificados no sector.

Entre as principais preocupações levantadas destacam-se o mal estar entre pescadores e a população, devido à escassez de peixe no mercado local, a insegurança de pessoas e bens, os conflitos por posse terra associado a monocultura do caju, o surgimento do transporte público moto-táxi, a delinquência juvenil, a liberdade de expressão e a preservação da cultura tradicional.

O encontro reuniu cerca de 70 participantes e decorreu durante aproximadamente oito horas, com debates centrados  na identificação de soluções para vários problemas que  afetam a comunidade de Calequisse.

Em declarações à o secretário administrativo do setor de Calequisse, Lássana Umuã Mendes apelou ao reforço da colaboração entre as populações e as autoridades locais, como forma de reduzir os conflitos comunitários persistentes.

A iniciativa contou com o financiamento da organização da sociedade civil da Guiné-Bissau, nomeadamente o projecto Fórum de Paz, a Rede da África Ocidental para a Construção da Paz na Guiné-Bissau (Wanep-GB) e a iniciativa para a consolidação da paz- Voz de Paz. ANG/AG/LPG/ÂC//SG

Justiça/ Ministério Público pede prisão preventiva para dois funcionários do INSS

Bissau, 02 Abr 26 (ANG) – A Vara-Crime da Delegacia do Ministério Público do Tribunal Regional de Bissau, requereu,  terça-feira(31) ao Juiz de Instrução Criminal (JIC), a aplicação da medida de coação de prisão preventiva para dois  funcionários do Instituto Nacional de Segurança Social(INSS).

Segundo uma Nota do Gabinete de Imprensa e Relações Públicas do Ministério Público, enviada à ANG, no requerimento apresentado ao JIC, os funcionários em causa,  uma mulher e um homem, com idades compreendidas, entre 38 e 51 anos, respetivamente, são suspeitos da prática de crimes de falsificação de documentos e de peculato.

A Nota salienta que, o Ministério Público sustenta o seu pedido ao JIC, com base em provas recolhidas durante as investigações, segundo as quais, os dois funcionários atuavam desde Abril de 2025, num esquema de introdução no sistema do Instituto Nacional de Segurança Social, de nomes de pessoas como beneficiárias de pensões de velhice e de sobrevivência,   atribuindo-lhes valores mensais que variam entre 387.750,00 à  741.917,00 francos CFA.  ANG/AD/JD/ÂC//SG

 

 


Festival de Cinema Europeu
/ Filme “O Riso e Faca” levado às regiões do interior da Guiné-Bissau

Bissau, 02 Abr 26 (ANG) -  A equipa do filme O Riso e a Faca, liderados pelo realizador Pedro Pinho e pela produtora Filipa Reis, está em digressão por diferentes regiões da Guiné-Bissau,  após o seu lançamento no sábado, 28 de março, na Delegação da União Europeia em Bissau.

Segundo  a informação divulgada na página oficial de Facebook da União Europeia, consultada hoje pela ANG, o filme segue agora ao encontro do público das regiões onde foi gravado, numa iniciativa que reforça a ligação entre a obra e os territórios que lhe deram vida.

No âmbito deste itinerário, o filme vai ser exibido na aldeia de Bujim, secção de Varela, no Sector de São Domingos, no norte do país,  num momento de partilha particularmente simbólico e emocionante.

A equipa estará de regresso à Bissau no dia 3 de Abril, para uma sessão às 19h no Centro Cultural Franco-Bissau-Guineense.

“A itinerância prossegue com uma nova apresentação pública no  sábado(04), às 20h, no Espaço Camões – Centro Cultural Português”, refere a página de facebook da UE.

O Festival Europeu de Cinema 2026 é organizado no país, pela Delegação da União Europeia, em parceria com a Embaixada de Espanha, da França e de  Portugal ambos na Guiné-Bissau, o Camões - Centro de Língua Portuguesa em Bissau, o Centro Culturel Franco-Bissau-Guineense  e o Instituto Guimarães Rosa (Brasil), e vai decorrer de 28 de Março a 22 de Maio de 2026.

De acordo com a mesma publicação, trata-se de uma iniciativa cultural promovida pela União Europeia em todo o mundo, com o objetivo de valorizar a diversidade do cinema europeu, incentivar os intercâmbios culturais e reforçar os laços entre as cinematografias locais e europeias.

Na Guiné-Bissau, o festival estende-se à várias regiões do país, com uma programação  que combina filmes europeus contemporâneos com  obras inéditas e grandes clássicos do património cinematográfico guineense.

 A edição de 2026 destaca igualmente as ligações entre a União Europeia e a Guiné-Bissau, através de coproduções, e integra ações de formação dirigidas a cineastas guineenses, contribuindo para o reforço das competências locais e para o desenvolvimento do setor audiovisual. ANG/LPG/ÂC//SG