sexta-feira, 10 de abril de 2026

Peru/Campanha eleitoral chega ao fim  com recorde de 35 candidatos à presidência

Bissau, 10 Abr 26 (ANG) - A campanha eleitoral para a presidência do Peru chegou ao fim na quinta-feira (9), marcada por discursos radicais dos principais candidatos.

Na eleição de domingo (12), nenhum dos 35 candidatos – um recorde – está perto de garantir metade dos votos necessários para evitar um segundo turno, previsto para junho.

Em um país onde os eleitores estão cansados da violência e de uma crise polírica marcada pela posse de oito presidentes em 10 anos, os pretendentes à chefia do Executivo prometeram reprimir o crime – com frequência, associando-o à imigração irregular.

As pesquisas favorecem Keiko Fujimori, líder da direita e filha do ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000). A disputa pelo segundo lugar deve ocorrer entre o humorista Carlos Álvarez, o ultraconservador Rafael López Aliaga, o centrista Ricardo Belmont e o representante de esquerda Roberto Sánchez.

“O cenário eleitoral deste ano está fragmentado: nenhum candidato tem uma vantagem convincente e uma parcela significativa do eleitorado permanece indecisa”, obse rva Nicolas Saldias, cientista político da Economist Intelligence Unit.

“Todos os dias temos mortes. Queremos dar a uma mulher a oportunidade de assumir o comando neste caos”, disse a artesã Silvia Arenas, de 37 anos e eleitora de Keiko Fujimori.

Em um complexo esportivo em um bairro operário da zona sul de Lima, a candidata fez um discurso pontuado de referências ao seu pai, condenado por corrupção e violações de direitos humanos. “Por onde passamos, há lembranças, memórias e gratidão pelo melhor presidente que o Peru já teve: Alberto Fujimori”, disse ela, que concorre pela quarta vez.

Centenas de militantes agitaram bandeiras laranjas, as cores de seu partido, Força Popular, entoando “Chino, Chino”, apelido de seu pai, que era descendente de japoneses.

Keiko Fujimori promete controlar as fronteiras para conter a imigração irregular e exigir que os presos trabalhem em troca de comida.

Perto do centro de Lima, os eleitores de Rafael López Aliaga, de 65 anos, apelidado de "Porquinho", reuniram-se para o seu último comício. Membro da direita cristã, ele promete expulsar imigrantes irregulares e levar os criminosos para prisões isoladas na floresta.

"Qualquer venezuelano que esteja em situação irregular no Peru deve ir embora, deve retornar à Venezuela", declarou, referindo-se ao que afirma ser sua primeira medida, se for eleito.

"Ele trará as mudanças que o Peru precisa", disse o militante Alex Huaman, de 49 anos.

Na zona leste da capital, de 10 milhões de habitantes, o candidato Carlos Álvarez, de 62 anos, se posiciona como um outsider do cenário eleitoral. "Queremos um país com melhor educação, com segurança, sem criminosos", declarou ele, apresentando propostas de extrema direita, como a volta da pena de morte no país.

Conhecido pelas paródias que faz na TV sobre os protagonistas de escândalos políticos das últimas décadas, Álvarez leva ao palanque ironias e críticas contra seus oponentes.

“O Peru está cansado daqueles que se agarram ao poder e não fazem nada pelo povo”, salientou o eleitor Mario Guerra, um advogado de 55 anos.

Já Ricardo Belmont, de 80 anos, encerrou sua campanha em Lima na terça-feira, em um comício no qual conclamou seus eleitores a “eliminar os políticos miseráveis” nas urnas.

O candidato da esquerda democrática, Roberto Sánchez, encerrou sua campanha na zona norte da capital. Ele promete conceder indulto ao ex-presidente Pedro Castillo (2021-2022), que está preso. ANG/RFI/ AFP 


Brasil/Países sul-americanos e africanos comprometem-se a manter a região como zona de paz

 

Bissau, 10 Abr 26 (ANG) - Os países sul-americanos e africanos membros da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (Zopacas) acordaram quinta-feira no Rio de Janeiro reforçar a cooperação e segurança para proteger a região como uma zona de paz.

 

As 24 nações que integram o grupo alertaram para os riscos colocados pela rivalidade entre as grandes potências e apelaram a que a região se mantenha livre de disputas externas, numa declaração adotada no final da IX reunião ministerial do mecanismo, que integra entre os países membros Angola, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau e Guiné Equatorial, igualmente membros da CPLP.  

 

"Reiteramos o nosso compromisso de consolidar o Atlântico Sul como uma Zona de Paz e Cooperação, livre de armas nucleares e de outras armas de destruição em massa, e conclamamos outros Estados a continuarem a reconhecê-la como tal", proclama a Declaração do Rio de Janeiro, resultante da reunião presida pelo Brasil, país que sucede a Cabo Verde na liderança da organização durante os próximos três anos.

 

Na declaração, as nações africanas e sul-americanas enfatizaram ainda a necessidade de preservar o Atlântico Sul livre de disputas geopolíticas extraregionais e de qualquer processo de militarização incompatível com os objetivos fundadores da Zopacas.

 

A Argentina apresentou uma reserva ao artigo 22º da Declaração, relativo ao legado da escravatura, do colonialismo e do racismo, no qual os restantes países apelaram ao reforço da cooperação internacional para enfrentar essas problemáticas.

O Governo argentino do ultraliberal Javier Milei, aliado político do Presidente norte-americano Donald Trump, reafirmou o compromisso "com a luta contra o racismo, a discriminação racial, a xenofobia e as intolerâncias conexas, bem como com a promoção da igualdade e da dignidade humana", mas desvinculou-se de algumas referências a iniciativas e quadros internacionais mencionados nesse ponto.

 

Entre elas, a Carta de Recomendações da Diáspora Africana de 2024 ou a recente resolução da Assembleia das Nações Unidas que reconhece o tráfico transatlântico e a escravatura como crimes graves contra a humanidade, por considerar que "não refletem necessariamente os entendimentos atuais nem os compromissos assumidos universalmente".

 

No início da reunião, Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores do Brasil garantiu que Brasília está comprometida com a paz e que o Presidente brasileiro, Lula da Silva, lhe confiou "uma tarefa de grande responsabilidade": "evitar que o nosso oceano se torne palco de disputas geopolíticas".

 

O Brasil, disse Mauro Vieira, está preocupado com o atual cenário internacional, marcado pelo maior aumento de conflitos armados desde a Segunda Guerra Mundial, nomeadamente pelas guerras na Ucrânia e no Médio Oriente, com repercussão nos preços da energia e dos alimentos, "afetando de forma mais intensa os países pobres e em desenvolvimento".

 

"Canais, golfos, estreitos, mares e oceanos devem nos aproximar e não ser motivo de discórdia. Daí, precisamente a relevância da Zopacas", sublinhou o chefe da diplomacia brasileira, que assume a presidência 'pro tempore' do grupo no biénio 2026-2028.

A 9.ª Reunião Ministerial da Zopacas assinalou os 40 anos da fundação da organização. 

 

A Zopacas é composta por 24 países: Argentina, Brasil e Uruguai, na América do Sul, e os restantes em África, incluindo os lusófonos Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe.

 

A Guiné-Bissau foi o único lusófono do grupo que não enviou representação, todos os outros estão representados pelos ministros dos Negócios Estrangeiros, de acordo com informação dada à Lusa pela diplomacia brasileira.

 

Criada em 27 de Outubro de 1986, por iniciativa do Brasil e com apoio da Argentina, a Zopacas surgiu através de uma resolução das Nações Unidas para promover a paz, a segurança e a cooperação entre países da América do Sul e da costa ocidental de África.

 

O fórum procura reforçar a integração regional no Atlântico Sul, incentivando o desenvolvimento económico e social, a proteção ambiental, a conservação de recursos e a não proliferação de armas de destruição em massa. ANG/Inforpress/Lusa

 

quinta-feira, 9 de abril de 2026

Médio Oriente/Irã anuncia rotas alternativas no Estreito de Ormuz e avalia criar 'pedágio' com aval de Trump

Bissau, 09 Abr 26 (ANG) - A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã anunciou nesta quinta‑feira (9) que navios que atravessam o Estreito de Ormuz devem utilizar duas rotas alternativas, próximas à costa iraniana, para evitar a presença de possíveis minas no trajeto habitual. 

“Para proteção contra eventuais colisões com minas, em coordenação com a Marinha da Guarda Revolucionária, até nova ordem os navios deverão adotar rotas alternativas para a navegação no Estreito de Ormuz”, informaram meios de comunicação estatais iranianos. 

A imprensa oficial citou um comunicado militar acompanhado de um mapa náutico que indica novos itinerários ao sul e ao norte da ilha de Larak. Para entrar no golfo a partir do mar de Omã, as embarcações devem passar entre a costa iraniana e a ilha de Larak.  

A rota de saída do golfo contorna o sul da ilha e evita o trajeto tradicional, mais próximo da costa de Omã. Passagens recentes indicam o uso desse itinerário alternativo dentro das águas territoriais iranianas. 

Teerã avalia a criação de um mecanismo semelhante a um pedágio para a travessia do Estreito de Ormuz . “Há e haverá uma taxa de passagem”, afirmou ao jornal francês Le Monde uma fonte diplomática iraniana, em reportagem publicada nesta quinta‑feira. 

Segundo o Financial Times, o governo iraniano pretende cobrar US$ 1 (0,86 euro) por barril transportado por Ormuz, com pagamento em criptomoeda. Questionado na quarta‑feira (8) por um jornalista da rede ABC sobre a cobrança, o presidente americano, Donald Trump, disse concordar com a ideia e chegou a sugerir a criação de uma empresa comum para repartir os dividendos com o Irã.

“É algo bonito”, afirmou. Segundo ele, a iniciativa poderia “proteger” o Estreito, em provável referência à China, grande compradora de petróleo iraniano. 

De acordo com o Le Monde, Teerã teria negociado a proposta com o sultanato de Omã. “Mascate informou que manteve conversas com o Irã sobre ‘opções possíveis para garantir uma passagem fluida’ e que as propostas serão analisadas”, declarou Abdullah Baabood, professor omanense especializado em relações internacionais ao Le Monde.  

Segundo ele, isso não significa a “aprovação de uma reformulação permanente do Estreito pelo Irã” e a criação de um pedágio formal e permanente seria inviável. Mas o Irã poderia impor, no curto prazo, uma forma de controle de fato da passagem. 

Entre 1º de março e 7 de abril, foram registrados 307 trânsitos de navios transportando commodities, segundo dados da Kpler, empresa proprietária do site MarineTraffic — queda de cerca de 95% em comparação com períodos de normalidade. 

Em condições habituais, aproximadamente 20% do petróleo bruto e do gás natural liquefeito (GNL) consumidos no mundo passam pelo Estreito, que liga o Golfo Pérsico às principais rotas marítimas globais. Os Estados Unidos e o Irã chegaram a um acordo de cessar‑fogo na noite de terça para quarta‑feira que para a reabertura do Estreito

A criação de um pedágio no Estreito de Ormuz seria “inaceitável”, declarou nesta quinta-feira o ministro das Relações Exteriores da França, Jean‑Noël Barrot, ao afirmar que a medida violaria o direito internacional. 

“A liberdade de navegação em águas internacionais é um bem comum da humanidade, que não pode ser submetido a obstáculos ou taxas de passagem”, disse. “Ninguém aceitaria isso, simplesmente porque é ilegal. As águas internacionais são livres para a circulação de navios”, acrescentou o ministro. 

A ministra britânica das Relações Exteriores, Yvette Cooper, também reafirmou a necessidade de livre circulação na passagem em seu discurso anual de política externa, previsto para esta quinta na Mansion House, em Londres. 

“As liberdades fundamentais dos mares não podem ser retiradas unilateralmente nem negociadas. Não pode haver pedágio em uma via marítima internacional”, afirmou a chefe da diplomacia britânica, segundo trechos divulgados por sua assessoria. 

A União Europeia rejeita qualquer ideia de “pedágio” para a travessia do Estreito de Ormuz, onde a liberdade de navegação deve ser mantida, também reagiu um dos porta‑vozes do bloco. “O direito internacional consagra a liberdade de navegação, o que significa exatamente isso: nenhum pagamento nem pedágio, qualquer que seja”, declarou o porta‑voz, Anouar El Anouni.

ANG/RFI/Com agências

Cuba/Pela primeira vez em sua história, ONU importará combustível para distribuir ajuda humanitária

Bissau, 09 Abr 26 (ANG) - Cuba continua a enfrentar uma grave escassez de petróleo devido ao  embargo dos Estados Unidos, em vigor há seis décadas, e que  foi reforçado em Janeiro com a imposição de um bloqueio petrolífero.

Diante desse cenário, a ONU — que não dispõe de insumos energéticos suficientes para distribuir ajuda humanitária no país — prepara-se para importar combustível para Cuba pela primeira vez.

Apesar da recente chegada de quantidades limitadas de combustível, incluindo um carregamento de petróleo enviado pela Rússia, autorizado pelos estados Unidos na semana passada, não alterou a situação. Devido à falta de combustível, uma parte significativa da ajuda humanitária da ONU permanece retida, principalmente no sudeste do país.

 

"Neste momento, temos cerca de 200 contêineres aguardando para sair dos portos", observa Étienne Labande, representante do Programa Mundial de Alimentos (PMA) em Cuba. Ele explica que o material a ser distribuídos inclui "kits de cozinha, painéis solares, sistemas de purificação de água do UNICEF e ajuda alimentar do PMA".

Aproximadamente 20% dos cubanos dependem da ajuda humanitária da ONU, que está angariando fundos para importar combustível para a ilha, algo inédito em sua história em Cuba. "Temos um orçamento de US$ 7,5 milhões, que cobre as necessidades de toda a comunidade humanitária envolvida no plano [da ONU] para Cuba, até dezembro", continuou Étienne Labande.

Assim que os fundos forem arrecadados, levará pelo menos um mês e meio para o combustível chegar. Esta semana, a ONU também está começando a usar transportadoras privadas para transportar parte de sua ajuda humanitária.

O Coordenador Residente das Nações Unidas em Cuba, Francisco Pichon, alertou na segunda-feira para a deterioração da situação humanitária no pa+is agravada pela crise energética e pelos efeitos do furacão Melissa.

“A crise energética tem um impacto humanitário sistémico e crescente, afetando todos os aspectos da vida diária em Cuba: saúde, água e saneamento, sistemas alimentares, educação, transporte e telecomunicações. Além disso, o país está sem combustível suficiente há mais de três meses”, disse Pichon a jornalistas por videoconferência em Nova York.

Ele acrescentou que “as consequências humanitárias, como esperado, continuam a piorar diariamente, apesar dos recentes esforços da Federação Russa para fornecer combustível”.

Entre os números mais preocupantes, segundo a ONU, estão mais de 96.000 procedimentos cirúrgicos adiados, incluindo 11.000 em crianças.

Cerca de 32.000 mulheres grávidas estão em risco devido ao acesso instável a serviços pré-natais, enquanto 3.000 crianças estão com a vacinação atrasada.

Além disso, a população está sofrendo com apagões prolongados e um milhão de pessoas agora dependem de entregas de água por caminhões-pipa.

Quase meio milhão de crianças e adolescentes estão frequentando aulas em dias reduzidos.

Os idosos também estão sofrendo os efeitos da crise, enfatizou Pichon, observando que Cuba tem a população mais idosa da América Latina. "São pessoas que dependem de serviços e precisam de médicos para conseguir chegar aos centros de saúde", explicou. ANG/RFI/AFP

 

 

Política /Primeiro-ministro inaugura depósito de água no bairro de Antula em Bissau

Bissau, 09 Abr 26 (ANG) - O Primeiro-ministro de Transição, Ilídio Vieira Té, inaugurou hoje um novo depósito de água no bairro de Antula, com capacidade de 250 mil litros, destinado melhorar o abastecimento às populações.  

A cerimónia contou com a presença de membros do Governo, autoridades administrativas e tradicionais e técnicos do sector.

Na ocasião, o chefe do Executivo destacou que a infraestrutura representa mais do que uma simples obra pública. ,  “Trata-se de um sinal concreto do compromisso do Governo em resposta  às necessidades essenciais da população”, disse.

Vieira Té disse que o acesso à água potável é fundamental para a saúde, dignidade e bem-estar das famílias, além de desempenhar um papel crucial na prevenção de doenças e na melhoria das condições de vida.

Disse que  o depósito de Antula é o terceiro inaugurado no âmbito de um programa de reforço do abastecimento de água, depois das localidades de Safim e Bór, estando prevista a extensão da iniciativa para Prábis na região de Biombo.

Reiterou que a iniciativa  evidencia  uma política pública estruturada e não  uma ação isolada.

Ilídio Vieira Té reconheceu os desafios ainda existentes no país, mas reafirmou a aposta do Executivo na criação de  soluções concretas e no reforço dos serviços básicos, nomeadamente água, energia, saúde e educação.

O chefe do Governo apelou  à população local para a preservação da infraestrutura, e disse que a sua durabilidade depende do seu uso responsável e  proteção coletiva.

“O investimento visa melhorar as condições de vida, sobretudo das famílias e das crianças em particlar, promovendo maior saúde e dignidade para os residentes de Antula”, disse Vieira Té. ANG/LPG/ÂC//SG

                    Moda/MG Estilistas lançam coleção “Djambar” em Bissau

Bissau, 09 Abr 26 (ANG) — O coletivo de moda MG Estilistas  apresenta em  Maio, em Bissau, a nova coleção intitulada “Djambar”, uma proposta que celebra a força, elegância e identidade africana, aliando tradição à criatividade e modernidade.

A marca, criada pelos jovens estilistas Ussumane Mané e Idrissa Mané, conhecidos no mundo da moda como Mousser e Gerilson, prevê o desenvolvimento de peças únicas e intemporais que reflitam personalidade e sofisticação.

O projeto Moda MG Estilistas surgiu da ambição dos fundadores de deixar um legado na moda guineense, que lhes custou o abandono da carreira de modelo para se dedicar à criação de vestuário.

Em entrevista à ANG e ao jornal Nô Pintcha, Ussumane Mané explicou que a transição ocorreu de forma natural e que inicialmente criavam roupas para uso próprio  e  que, gradualmente, passaram a ser reconhecidos pelo talento criativo.

“Começámos a produzir peças e a convidar músicos para usá-las nos seus concertos. O primeiro artista a apostar em nós foi Bigg Carlos, que utilizou as nossas criações em videoclipes na Gâmbia”, disse Mané.

O estilista destacou  o papel do artista, o poeta Lit G, no reconhecimento da marca, e diz que este os incentivou a assumirem, definitivamente, a carreira de Estilista.

O projeto MG Estilistas teve início em 2019 e ganhou maior impulso em 2021, com apoio financeiro de um parceiro, que permitiu que os criadores adquirissem máquinas de costura e abrir uma alfaiataria e loja própria.

Em 2022, o coletivo foi distinguido na gala “Nô sta Djunto”, figurando entre os cinco melhores estilistas da Guiné-Bissau. Apesar de ainda não terem representado oficialmente o país em desfiles internacionais, as suas criações já são utilizadas por músicos guineenses na diáspora, nomeadamente na Europa e nos Estados Unidos.

Sobre a nova coleção, Ussumane Mané explicou que a escolha do nome “Djambar” reflete a intenção de valorizar a identidade africana, porque hoje, muitos estilistas criam a moda de acordo com padrão ocidental

“A nossa relação com estilistas mais velhos é muito bom, porque nos vêem como mais novos que somos. Tivemos seus apoios, principalmente de  Fashion Cante e Da Tuga, que já está entre nós e foi alguém que nos levou à moda”,disse  Ansumane Mané. ANG/MI/ÂC//SG    

Juventude/ Coordenadora da WANEP-GB pede reforço de promoção da paz à  organizações da sociedade civil

Bissau, 09 Abr 26 (ANG) - A Coordenadora da Rede Oeste Africana para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (WANEP-GB) pediu , quarta-feira, o reforço de promoção da paz às organizações da Sociedade Civil.

De acordo com a página de Facebook da WANEP, Denise dos Santos Indeque, falava  no lançamento do Projeto "Jovens Firkidja di Paz" na região de Cacheu, norte do país.

Denise Indeque enalteceu a Interpeace e a Voz di Paz pela implementação da iniciativa, destacando a sua relevância no atual contexto do país.

Aquela responsável enfatizou a importância do projeto, principalmente neste momento marcado por níveis preocupantes de violência física e verbal envolvendo jovens, e desejou que haja mais  iniciativas que promovam o diálogo, a coesão social e  prevenção de conflitos.

“Jovens Firkidja de Paz” visa o reforço do papel  dos atores da sociedade civil, particularmente dos jovens, para assegurarem, com eficácia, mudanças positivas e promoção da paz nas comunidades e na esfera pública em geral.

Este projecto foi criado  para um período de 24 meses, devendo atuar em todo o território nacional, na promoção de acções de prevenção e resolução de conflitos sociais, com financiamento da União Europeia e sob implementação da Interface em parceria
com a ONG Voz di Paz.
ANG/JD/ÂC//SG


 

Política /Ministério da Administração Pública e ENA reforçam cooperação para modernização do sector

Bissau, 09 Abr 26 (ANG) - A ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, Assucénia de Barros e o Diretor-geral da Escola Nacional de Administração, Quecoi Sani assumiram, quarta-feira, no termo de uma reunião, o compromisso mútuo de reforçar a articulação institucional e acelerar a implementação de ações  que contribuam para uma Administração Pública mais eficaz, inclusiva e orientada para resultados.

Segundo uma Nota do Gabinete de Comunicação do Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, à que a ANG teve acesso hoje, durante a reunião, as duas entidades analisaram estratégias conjuntas visando a implementação de programas de formação contínua, requalificação e valorização dos funcionários públicos, com especial enfoque no desenvolvimento de competências técnicas digitais e de gestão.

Segundo a Nota, as partes sublinharam a importância de investir no capital humano, considerado “pilar fundamental” para a melhoria da qualidade dos serviços prestados aos cidadãos.

O encontro permitiu ainda as partes abordar iniciativas ligadas à modernização administrativa, incluindo a introdução de novas metodologias de trabalho, a digitalização de serviços e a promoção de uma cultura organizacional orientada para a eficiência, transparência e inovação.

Na ocasião,  a  ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social Assucénia de Barros  destacou que a formação contínua dos funcionários públicos constitui uma prioridade estratégica do Governo, sendo essencial para responder aos desafios atuais e futuros da Administração Pública.

Por sua vez, o Diretor-geral da Escola Nacional de Administração (ENA) Quecoi Sani reafirmou o compromisso da instituição de apoiar o processo de reforma e modernização do sector da administração pública guineense.

ANG/LPG/ÂC//SG

 

 

                   Regiões/Incêndio destrói 11 hortas de caju em Bissorã

Oio, 09 Abr. 26 (ANG) - Um incêndio, de origem desconhecida, destruiu por completo 11 pomares de caju na secção de Maqué, sector de Bissorã, região de Oio, norte do país, afetando mais de 131 pessoas.

De acordo com o Correspondente da ANG na Região de Oio, o fogo causou prejuízos avultados e afetou diretamente cerca de 131 membros de famílias que dependiam da produção de caju para o seu sustento.

Em declarações ao Correspondente regional da ANG, Mamadu Seide, uma das vítimas, apela as  autoridades governamentais para apoiarem as famílias afectadas.

Por sua vez, Mamadu Camará, lamenta que as vítimas vão enfrentar situações económicas difíceis.

 “Digo isso, por que a maior esperança que tínhamos de obter algum rendimento neste momento ficou complicado nessa altura de campanha de comercialização da castanha de caju, por isso, peço à todos os que têm possibilidade de nos apoiar que o façam, caso contrário vamos ter momentos difíceis com risco de fome “,disse Camará, outra vítima desse incêndio.

Fatu Seide, outra das vítimas, disse igualmente que esta situação é muito lamentável  por que muitos donos das hortas contraíram dividas  de arroz,  antes do início da campanha, junto de  comerciantes.

“Na esperança das dívidas serem liquidadas na campanha  acontece esta tragédia”, lamenta Fatu Seide. ANG/AD/MSC/ÂC//SG  

Médio Oriente/ Irã e Israel ameaçam retomar a guerra já no primeiro dia do cessar-fogo

Bissau, 09 Abr 26 (ANG)Mal anunciada e já comprometida, a trégua entre o Irã e os EUA parece por um fio, com Teerã e Israel ameaçando retomar as hostilidades.

O Paquistão, mediador do cessar‑fogo, pediu às partes que demonstrem “contenção” após ataques mortais de Israel no Líbano e novas ofensivas iranianas contra países do Golfo.

Segundo o primeiro‑ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, violações do cessar‑fogo foram registradas em alguns pontos da zona de conflito, o que mina o espírito do processo de paz.

Representantes das duas partes devem se reunir no sábado em Islamabad para negociar uma solução para a guerra, além da trégua de duas semanas decidida na madrugada de terça para quarta‑feira, pouco antes do fim do ultimato do presidente americano Donald Trump.

O vice‑presidente JD Vance vai liderar a delegação americana. O enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner, genro de Donald Trump, também estarão presentes.

Mas, apesar da suspensão dos bombardeios americano‑israelenses contra o Irã, após 39 dias de conflito que deixou milhares de mortos, principalmente no Irã e no Líbano, a calma está longe de retornar à região, e persistem incertezas sobre os termos do acordo. 

Ataques simultâneos de Israel no Líbano especialmente em áreas residenciais de Beirute, deixaram 112 mortos e 837 feridos, segundo o balanço mais recente do Ministério da Saúde.

O Exército israelense afirmou ter realizado sua “maior operação coordenada” contra o Hezbollah desde o início da guerra, dizendo ter atingido “centenas” de membros do movimento pró‑iraniano, incluindo um comandante.

 “Vi um ataque, foi muito forte, crianças foram mortas, outras tiveram os braços arrancados”, declarou à AFP Yasser Abdallah, que trabalha em uma loja de eletrodomésticos perto de um dos locais bombardeados na capital libanesa. Esses ataques provocaram numerosas condenações, como da ONU, e de países como o Iraque e a Jordânia.

O Hezbollah afirmou ter “direito de responder”, depois de não ter reivindicado ataques contra Israel desde o anúncio da trégua. Os Guardiões da Revolução iranianos também ameaçaram retaliar após o “massacre brutal” em Beirute.

Segundo a agência iraniana Tasnim, “o Irã vai se retirar do acordo se Israel continuar violando o cessar‑fogo em sua ofensiva contra o Líbano”. O primeiro‑ministro paquistanês havia declarado que o cessar‑fogo se aplicava “em toda parte”, inclusive no Líbano, algo que Trump posteriormente desmentiu.

Outro elemento que fragiliza ainda mais a trégua é a declaração de um alto funcionário da Casa Branca de que um plano iraniano de dez pontos divulgado publicamente não é o documento que serve de base às negociações com os Estados Unidos.

A lista publicada pela República Islâmica menciona “a manutenção do controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz, a aceitação do enriquecimento de urânio, o levantamento de todas as sanções primárias e secundárias”.

Ela também prevê a retirada das forças americanas do Oriente Médio, o fim dos ataques contra o Irã e seus aliados, a liberação de ativos iranianos congelados e uma resolução do Conselho de Segurança da ONU tornando o acordo vinculativo.

Donald Trump declarou estar disposto a “discutir” o “levantamento das sanções” que sufocam a economia iraniana, mas garantiu que não haverá “nenhum enriquecimento de urânio”.

O tom, no entanto, permanece combativo do lado israelense: o cessar‑fogo “não é o fim da campanha” contra o Irã, afirmou o primeiro‑ministro Benjamin Netanyahu, acrescentando que Israel está “pronto para retomar o combate a qualquer momento”.

Seu ministro das Relações Exteriores, Gideon Saar, havia dito mais cedo que não via “como seria possível aproximar as posições dos Estados Unidos e do Irã”.

Depois de uma terça‑feira marcada por ataques e ameaças de aniquilação da “civilização iraniana” feitas por Donald Trump,o anúncio da trégua chegou no meio da noite no Irã. “Ainda sinto dores por causa do medo”, contou à AFP Simin, professora de inglês de 48 anos.

“O choque e a pressão psicológica foram tão intensos que, mesmo agora, não sabemos se devemos nos sentir aliviados com a trégua ou não.”

No Golfo, a prudência prevalece, já que o Irã continuou seus ataques de retaliação ao Kuwait e aos Emirados Árabes Unidos.

Teerã afirmou ter respondido a ataques aéreos realizados após a trégua contra suas próprias instalações petrolíferas. Segundo o Financial Times, um ataque de drone atingiu um importante oleoduto na Arábia Saudita.

No Iraque, a embaixada dos Estados Unidos alertou seus cidadãos após “numerosos ataques de drones” lançados, segundo ela, por “milícias pró‑iranianas” contra instalações diplomáticas e o aeroporto internacional de Bagdá.

Apesar desses incidentes, o anúncio de uma reabertura gradual do Estreito de Ormuz provocou alívio nos mercados globais, levando à queda dos preços do petróleo e à recuperação das bolsas

Dois navios, um grego e outro com bandeira da Libéria, conseguiram atravessar o estreito, mas alguns operadores marítimos ainda preferem não arriscar, enquanto mais de 800 embarcações permanecem imobilizadas no Golfo. ANG/RFI/AFP

 

 

Médio Oriente/Israel ameaça continuar a atacar Hezbollah "onde seja necessário"

Bissau, 09 Abr 26 (ANG) - O primeiro-ministro israelita ameaçou hoje atacar o movimento xiita libanês pró-Irão Hezbollah "onde quer que seja necessário", apesar do cessar-fogo no Irão e das críticas aos ataques de quarta-feira que mataram civis no Líbano.

"Continuaremos a atacar o Hezbollah com força, precisão e determinação", escreveu Benjamin Netanyahu nas redes sociais.

"A nossa mensagem é clara: qualquer pessoa que ataque civis israelitas será atingida. Continuaremos a atacar o Hezbollah onde quer que seja necessário até que tenhamos restaurado completamente a segurança dos residentes do norte de Israel", acrescentou.

Na quarta-feira, Israel declarou que o cessar-fogo acordado entre os Estados Unidos/Israel e o Irão exclui o Líbano, garantindo que "a batalha continua" contra o grupo xiita Hezbollah, aliado de Teerão.

Logo após o anúncio do cessar-fogo, o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif -- principal mediador -, disse que o acordo se estendia a todo o território iraniano e aos seus aliados, incluindo o Líbano.

No entanto, o Exército israelita rejeitou a ideia pouco depois e o Presidente dos Estados Unidos confirmou que o Líbano não fazia parte do acordo, apesar de o Presidente libanês, Joseph Aoun, ter avançado que o seu país está a trabalhar para ser incluído no processo de paz regional.

Israel lançou na quarta-feira uma série de bombardeamentos sem precedentes no Líbano, provocando pelo menos 182 mortos e 890 feridos, tendo o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, marcado para hoje um dia de luto nacional pelas vítimas.ANG/Lusa

 

Médio Oriente/”Ataques israelitas ao Líbano são violação do cessar-fogo”, diz Irão

Bissau, 09 Abr 26 (ANG) - Os ataques israelitas de quarta-feira ao Líbano constituem uma "grave violação" do acordo de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão, disse hoje o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Saeed Khatibzadeh, à BBC.

"Não se pode pedir um cessar-fogo, aceitar os termos e condições, aceitar todas as áreas em que se aplica, mencionar especificamente o Líbano e depois ter um aliado que inicia um massacre", disse Khatibzadeh ao programa Today da Radio 4 da BBC.

Os Estados Unidos devem escolher entre a guerra e a paz porque "não se pode ter as duas ao mesmo tempo; são mutuamente exclusivas, isso é muito claro", acrescentou o vice-ministro, descrevendo os ataques israelitas ao Líbano como "uma espécie de genocídio".

O vice-ministro iraniano sublinhou que o Irão apela "a todos no Médio Oriente para que respeitem este acordo", esperando que "os norte-americanos façam o mesmo com os seus aliados".

Pelo menos 254 pessoas morreram e 1.165 ficaram feridas na quarta-feira numa vaga sem precedentes de bombardeamentos israelitas contra diferentes zonas do Líbano, segundo a Defesa Civil libanesa.

Foi o maior ataque desde 02 de março, com mais de 100 ataques aéreos, segundo Israel, contra alvos que considera pertencerem ao grupo xiita libanês Hezbollah, mas que também atingiram zonas residenciais.

A ministra dos Negócios Estrangeiros britânica, Yvette Cooper, pediu hoje que o Líbano seja incluído no cessar-fogo acordado entre os Estados Unidos e o Irão, alertando que, caso contrário, isso poderia desestabilizar toda a região do Médio Oriente.ANG/Lusa

 

 
Economia/”Só Guiné-Bissau escapa a revisões em baixa do Banco Mundial para o PIB dos PALOP”, indica Banco Mundial

Bissau, 09 Abr 26(ANG) - O Banco Mundial reviu em baixa a previsão de crescimento este ano das economias de todos os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), com exceção da Guiné-Bissau, esperando uma forte subida da inflação nestas economias.

De acordo com o relatório semestral sobre as economias da África subsaariana, quarta-feira divulgado em Washington, à que ANG teve acesso através da página do Facebook, do Ministério da Administração Pública, Trabalho, Emprego e Segurança Social, a Guiné-Bissau deverá crescer este ano 5,3%, ligeiramente acima dos 5,2% que o Banco Mundial estimava em Outubro do ano passado.

Em sentido inverso, os economistas do Banco Mundial reviram em baixa todas as outras previsões de crescimento para os PALOP: Angola deverá crescer 2,4% e não 2,6%, como previsto em outubro do ano passado, o mesmo acontecendo com Cabo Verde, que viu a previsão de expansão económica reduzida de 5,2% para 4,8%.

São Tomé e Príncipe deverá crescer 2,9%, e não 4%, como era previsto em outubro, mas onde a revisão é mais significativa é em Moçambique, que deverá registar uma expansão de 0,9%, e não 3%, como era previsto em outubro de 2025.

A Guiné Equatorial deverá registar mais uma recessão, com uma quebra de 3,5% na sua economia, o que compara com uma previsão de crescimento de 0,4% do PIB estimada pelo Banco Mundial em Outubro.

Justificada essencialmente com os efeitos da guerra no Médio Oriente, as novas previsões do Banco Mundial revelam uma significativa subida da inflação nestes países, com Angola a liderar este grupo, registando uma subida dos preços na ordem dos 15%, seguida de São Tomé e Príncipe, onde os preços deverão aumentar 11%.

Em Moçambique, a subida será de 7,5%, na Guiné Equatorial de 6,2%, na Guiné-Bissau de 5,8% e em Cabo Verde a inflação deverá ser de 3,2%, sendo que todos estes valores representam subidas face às previsões de outubro de 2025, com destaque para a Guiné-Bissau, que viu a previsão quase triplicar, de 2% para 5,8%.

Em média, os PALOP deverão crescer 2%, menos de metade da média prevista para a África subsaariana, que deverá registar o mesmo crescimento do ano passado, 4,1%, menos 0,3 pontos percentuais que o previsto em outubro do ano passado.

“Entre os países da região, algumas das maiores economias tiveram as suas previsões revistas em baixa para 2026, nomeadamente, Angola, Quénia, Moçambique, Nigéria, Senegal, África do Sul e Zâmbia”, lê-se no relatório, que dá conta que “cerca de 60% dos países da região (29 de 47) registaram revisões em baixa nas suas previsões de crescimento para 2026”.

As revisões em baixa das previsões de crescimento económico para a região revelam um empobrecimento do rendimento pessoal dos residentes na África subsaariana, com o Banco Mundial a alertar que 15 dos 47 países da região, ou seja, quase um terço, terá “um rendimento ‘per capita’ inferior ao nível de 2014” e em nove destes 15 países, o rendimento per capita é mais de 10% inferior ao de 2014.

“O declínio é particularmente grave em cinco países — Angola, Guiné Equatorial, República do Congo, Sudão do Sul e Sudão — onde o rendimento per capita é mais de 25% inferior ao nível de 2014”, alertam ainda os economistas do Banco Mundial, explicando que são “países altamente dependentes das exportações de petróleo ou afetados por conflitos”.

Em contrapartida, referem, 40% dos países da região (19 de 47) apresentam um rendimento ‘per capita’ pelo menos um quarto superior ao nível de 2014″, e em cinco países, entre os quais Cabo Verde, o rendimento real ‘per capit’a em 2026 é pelo menos 45% superior ao nível de 2014″.

ANO 2026………………PIB…….INFLAÇÃO
ANGOLA………………..2,6………14,7
CABO VERDE…………….5,2……….2,0
GUINÉ-BISSAU…………..5,2……….2,0
GUINÉ EQUATORIAL……….0,4……….2,9
MOÇAMBIQUE…………….3,0 ………4,0
SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE…….4,0……….7,5.ANG/ÂC//SG