quinta-feira, 16 de abril de 2026

Coreia do Sul/AIEA alerta para aumento 'muito preocupante' da capacidade nuclear da Coreia do Norte

Bissau, 16 Abr 26 (ANG) - A Coreia do Norte está demonstrando um “aumento muito preocupante” de sua capacidade de produção de armas nucleares, alertou , quarta-feira , o Diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Mariano Grossi.

Segundo a agência de inteligência sul-coreana, Pyongyang estaria operando diversas instalações de enriquecimento de urânio — uma etapa fundamental na produção de ogivas nucleares. Entre elas está a usina nuclear de Yongbyon, que o governo norte-coreano teria desmantelado após negociações e reativado em 2021.

“Durante nossas avaliações periódicas, pudemos confirmar um rápido aumento da atividade em Yongbyon”, afirmou o chefe da AIEA, Rafael Grossi, durante uma coletiva de imprensa em Seul. As avaliações são feitas a distância.

A agência também observou um avanço das operações na unidade de reprocessamento e no reator de água leve da usina, além do comissionamento de outras instalações, explicou Grossi.

“Tudo isso indica um aumento muito sério da capacidade de produção de armas nucleares da Coreia do Norte, estimada em várias dezenas de ogivas.”

A Coreia do Norte, que realizou seu primeiro teste nuclear em 2006, está sujeita a uma série de sanções da ONU devido a seus programas de armamentos. O acesso dos inspetores da AIEA ao país foi suspenso em 2009.

Grossi relatou ainda que a agência observou a construção de “uma nova instalação semelhante ao local de enriquecimento de Yongbyon”, embora “não seja fácil calcular” eventuais aumentos de produção sem uma visita ao local.

No entanto, “com base nas características externas da instalação, acreditamos que haverá um aumento significativo na capacidade de enriquecimento da Coreia do Norte”, disse ele.

O líder norte-coreano, Kim Jong-un, reiterou no mês passado que o país jamais renunciará ao seu status de potência nuclear e que o desenvolvimento do arsenal atómico é “plenamente justificado”.

Na terça-feira, a mídia estatal norte-coreana noticiou que Kim Jong-un supervisionou testes de mísseis de cruzeiro e mísseis antinavio. O exercício ocorreu no domingo, de acordo com a agência de notícias oficial KCNA, e foi o mais recente de uma série de lançamentos.

Os mísseis seguiram “trajetórias de voo predeterminadas no céu acima do Mar da Coreia Ocidental e atingiram seus alvos com extrema precisão”, informou a KCNA, referindo-se ao Mar Amarelo.

Os testes foram conduzidos a partir do Choe Hyon, um dos dois destroieres norte-coreanos de 5.000 toneladas. Kim Jong-un “expressou grande satisfação com o fortalecimento da capacidade operacional estratégica das forças armadas” do país. O líder também reiterou que o fortalecimento da dissuasão nuclear da Coreia do Norte é a “tarefa prioritária mais importante”.

Desde o mês passado, Kim inspecionou o Choe Hyon e embarcações semelhantes diversas vezes. Muitos analistas acreditam que os lançamentos de mísseis tenham como objetivo demonstrar aos Estados Unidos que um eventual conflito com a Coreia do Norte seria muito diferente da actual guerra no Médio Oriente.  ANG/RFI/AFP

 

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Política/Presidente MNSCPDD defende realização de recenseamento de raiz para eleições gerais de 06 de Dezembro

Bissau, 15 Abr 26 (ANG) – O Presidente do Movimento Nacional da Sociedade Civil para a Paz Democracia e Desenvolvimento(MNSCPDD) defendeu hoje a realização de recenseamento de raiz  para as eleições gerais previstas para 06 de Dezembro próximo .

A posição de Fodé Carambá Sanhá foi manifestada  em declarações à imprensa, no final de um encontro que a direcção do MNSCPDD manteve hoje com o ministro da Administração Territorial e Poder Local, Carlos Nélson Sanó, no qual foram analisados   aspetos ligados aos preparativos do processo eleitoral.

“No nosso ponto de vista, para um processo inclusivo e mais realista, achamos que devíamos optar pela realização de recenseamento de raiz, porque vai nos trazer dados mais realistas e  irá diminuir o nível de abstenção verificado nos anteriores escrutínios”, disse Sanhá.

Aquele responsável disse  que nos
últimos processos de atualização eleitoral, foram constatadas  algumas lacunas, dentre as quais a introdução de dados de pessoas que já faleceram, que diz ser uma das razões das abstenções verificadas nas eleições passadas.

“Por isso, na verdade, o mais ideal seria a realização de um recenseamento de raiz dos eleitores, mas  cabe ao Governo decidir, tendo em conta que já dispõe de dois cenários em cima da mesa, em termos de cumprimento de cronograma eleitoral”, referiu.

O ministro da Administração Territorial e Poder Local, Carlos Nélson  Sanó disse que garantiu à direcção do MNSCPDD  que o Governo está a trabalhar no sentido de cumprimento da data estipulada pelo Presidente da República de Transição para a realização do escrutínio..

O governante disse  que os trabalhos preliminares estão em curso nas instituições competentes, acrescentando que o GTAPE está a preparar as suas propostas com base nas duas opções de recenseamento ou seja de raiz ou atualização dos cadernos eleitorais.

“Nós estamos igualmente a acompanhar a CNE que precisa de regenerar as suas forças para iniciar as suas atividades depois do que aconteceu nas suas instalações”, afirmou o ministro.

Carlos Nelson Sanó destacou que foram feitas revisões nos processos eleitorais, na Lei Constitucional, Lei-quadro dos Partidos Pelíticos, na situação da Comissão Nacional de Eleições (CNE) que agora  deixou de funcionar  sob tutela da Assembleia Nacional Popular  passando a ser tutelada pelo ministério que dirige, tal como o  Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE) .ANG/JD/ÂC//SG


CEDEAO/OOAS reúne Comité Regional de Pilotagem para reforçar responsabilização e impacto do apoio financeiro aos Estados Membros

Bissau, 15 Abr 26(ANG) - A Organização Oeste Africana da Saúde (OOAS/WAHO), promoveu terça-feira,  em Freetown, Serra Leoa, a reunião anual do Comité de Pilotagem sobre o seu apoio financeiro aos Estados Membros da CEDEAO.

De acordo com informação divulgada pelo gabinete de comunicação da Comissão da CEDEAO em Abuja, a reunião reúne Representantes Residentes da CEDEAO,  Deputados do Parlamento da CEDEAO, membros do Comité de Administração e Finanças (CAF), Pontos focais nacionais da OOAS, Diretores e técnicos da OOAS, com o objetivo de analisar o desempenho, reforçar os mecanismos de responsabilização e aumentar o impacto dos investimentos regionais em saúde.

O encontro, com a duração de três dias( 14 a 16) de Abril , prevê a avaliação dos progressos alcançados desde a criação dos Comités de Pilotagem em 2024, identificação de  desafios, partilha de  lições aprendidas e adoção de ações estratégicas para reforçar a coordenação, melhorar a eficiência da implementação e otimizar a utilização dos recursos em prol do fortalecimento dos sistemas de saúde nos Estados Membros da CEDEAO.

Na sua intervenção, o Presidente cessante do Comité de Administração e Finanças, Emmanuel AWE, elogiou a abordagem estruturada e coordenada da OOAS na implementação das intervenções de saúde nos Estados Membros, destacando a sua contribuição determinante para o avanço da agenda regional de saúde.

O novo Presidente, Komba MOMOH, da Serra Leoa, sublinhou a importância de reforçar a coordenação, a aprendizagem entre pares e a responsabilização.

Destacou  os progressos tangíveis alcançados desde 2024, particularmente nas áreas da saúde materno infantil, do desenvolvimento da força de trabalho em saúde e dos sistemas de resposta à emergências.

Ao proferir o discurso de abertura, o Diretor-Geral da OOAS, Dr. Melchior Athanase Joël Codjovi Aïssi, enfatizou a urgência de melhorar a eficiência e de reforçar a mobilização de recursos internos, num contexto de redução do financiamento externo para a saúde.

Referiu que a OOAS disponibilizou cerca de 9,3 milhões de dólares americanos em apoio direto aos Estados Membros em 2025, sublinhando, contudo, a necessidade de uma priorização mais rigorosa e de maior responsabilização para responder às crescentes necessidades.

“Os Comités de Pilotagem tornaram-se um instrumento essencial para reforçar a governação,  transparência e  visibilidade do apoio da OOAS em toda a região”, afirmou.

Codjovi Aissi disse esperar  que os participantes consolidem boas práticas, reforcem os mecanismos de coordenação e definam prioridades operacionais concretas, para maximizar o impacto do apoio da OOAS e contribuir para melhores resultados em saúde no espaço da CEDEAO.ANG/ÂC//SG

Ambiente/Secretário Executivo da AD enaltece papel da Rede Ecojornalistas na preservação do ambiente

Bissau, 15 Abr 26(ASNG) - O Secretário Executivo da ONG Acção para o Desenvolvimento (AD), Jorge Camilo Handen enalteceu o papel da Rede de Ecojornalistas na  preservação do ambiente no país.

Handen falava num  encontro com representantes da Rede, no qual destacou a importância do contributo dos ecojornalistas na sensibilização das comunidades e na divulgação de boas práticas ambientais.

Segundo Jorge Anden, a atuação da Rede pode ser determinante na promoção da consciência cívica, na divulgação das leis ambientais e no apoio à gestão sustentável dos recursos naturais, sobretudo nas zonas rurais.

O responsável reafirmou  a disponibilidade da AD de colaborar com a Rede de Ecojornalistas, visando o reforço das ações conjuntas em prol da proteção do ambiente no país.

Membros da Rede de Ecojornalistas apresentaram esta quarta-feira ao Secretário Executivo da Ação para o Desenvolvimento novas ideias da organização sobre  a produção jornalistica virada à questões de sensibilização e preservação do ambiente .

A delegação da Rede, liderada pelo coordenador  Bacar Baldé é integrada por Amadu Uri Djaló e Mariama Yafa, tendo apresentado a missão da Rede e as perspetivas para dinamizar ações no domínio ambiental, incluindo a criação de um boletim informativo para divulgar iniciativas e sensibilizar a população sobre questões ecológicas.

Na ocasião, a Rede manifestou a disponibilidade de estabelecer uma “caminhada conjunta” com a AD, com vista ao desenvolvimento de iniciativas no domínio da proteção ambiental.

Bacar Baldé sublinhou, na ocasião, a necessidade de reforçar a divulgação das convenções e leis ambientais, visando a promoção de maior consciencialização dos cidadãos sobre a importância desses documentos.ANG/ÂC//SG



Regiões /jornalistas e Kumpuduris de Paz realizam  primeiro encontro  em Mansôa

Oio, 15 Abr 26 (ANG) - Jornalistas de diferentes Rádios Comunitários da Guiné-Bissau e coordenadores do Grupo de Kumpuduris de Paz (GKP) realizaram esta quarta-feira, na Rádio Bemba, situada na vila de Malafu, setor de Mansôa, norte do país, o primeiro encontro conjunto para análise das actividades  do “ Bantanba de Paz”.

Segundo o Correspondente  regional da ANG de Oio, o encontro teve como principal objetivo fazer o balanço das atividades do “Bantaba de Paz”, uma iniciativa  implementada pelos Grupos de Kumpuduris de Paz nas diferentes regiões do país.

 A reunião  serviu igualmente como espaço de partilha de experiências e de análise das dificuldades encontradas no terreno, permitindo  identificar pontos fortes e fracos da iniciativa.

Durante o encontro, os coordenadores dos (GKP) de cada região apresentaram os temas debatidos   nas sessões de Bantaba de Paz, realizadas em diferentes comunidades, e destacaram o envolvimento da população nas sessões de debates.

Segundo alguns  participantes, estas atividades  permitiram  que as  populações expressarem as suas preocupações e apresentassem recomendações às organizações promotoras.

Entre os  temas debatidos nas diferentes localidades destacam-se: o fenómeno do consumo de drogas  conhecido como “Tababa”, a interferência de poderes tradicionais e religiosos na política, o roubo de gado, conflitos de liderança  entre autoridades tradicionais.

O Bantaba de Paz é uma iniciativa promovida pelo Fórum de Paz, WANEP-GB e Voz de Paz, e visa promover a convivência pacífica no país, reforçando o diálogo comunitário como forma de resolução de conflitos existentes nas diferentes comunidades da Guiné-Bissau. ANG/RC/LPG/ÂC//SG

Saúde/Direcção do HNSM anuncia aplicação de novos preços para pagamento da assistência médica

Bissau, 15 Abr 26 (ANG) – A Direcção do Hospital Nacional Simão Mendes(HNSM), acaba de anunciar a aprovação de novos preçários para pagamento de atos médicos e de serviços hospitalares.

Segundo o comunicado à imprensa relativo ao assunto, os novos preços para serviços de assistência hospitalar(consultas, análises e internamentos) entram em vigor no próximo dia 20 de Abril.

 “Passa a funcionar um Guiché Único de pagamento, onde todos os pagamentos relacionados aos serviços do hospital  deverão ser efectuados num só local ao contrário do que acontecia, em que  cada serviço tem o seu exactor que faz cobrança dos serviços prestados “, refere  a nota.

Este guiché de acordo com o comunicado visa organizar melhor o fluxo de utentes, evitar pagamentos informais e assegurar que todo e qualquer pagamento seja acompanhado de recibo oficial.

Na missiva, a Direcção do Hospital Nacional Simão Mendes apela á todos os cidadãos para que exijam sempre o recibo de pagamento feito   e que evitem pagamentos em mão fora do guiché oficial e denunciem  junto da administração do hospital, qualquer prática irregular observada.

A tabela do novo preçário de atos médicos no HNSM vai ser conhecida em breve, segundo apurou a ANG.ANG/MSC/ÂC//SG

Saúde/”Foram registados 1.051 pacientes com problemas de saúde mental no primeiro trimestre de 2026”, revela Directora do Centro de Saúde Mental

Bissau, 15 Abr 26(ANG) - A Diretora do Centro de Saúde Mental “Osvaldo Máximo Vieira”Finhamba Quissangue revelou que foram registados 1.051 pacientes com problemas de saúde mental, no primeiro trimestre deste ano, dos quais 197 casos estão ligados ao consumo de drogas.

Os dados foram apurados pela Rádio Sol Mansi, numa  reportagem feita na sequência de denúncias de organizações da sociedade civil  que alertam para o aumento significativo do consumo de drogas no país.

Finhamba Quissangue diz que os casos da doença provocados por consumo de drogas  são “altamente preocupantes”, e que o fenómeno já é visível em várias regiões .

“Só no primeiro trimestre deste ano  temos um total de 1.051 pacientes. Ainda falta muito tempo para o fecho do ano, o que poderá  ultrapassar o índice do ano passado. Em relação ao consumo de drogas, registámos 197 casos. Por isso, é necessário que as autoridades tomem medidas para combater esse mal”, alertou a diretora.

De acordo com dados oficiais, em 2025 o centro registou um total de 2.909 pacientes com problemas de saúde mental, o que reforça o cenário de agravamento progressivo.

A responsável destacou ainda que o maior centro de saúde mental do país tem capacidade para internar apenas 36 pacientes, mas que atualmente não está a realizar internamentos devido à falta de condições de trabalho,
devido
  a  falta de  apoios por parte das sucessivas entidades responsáveis.

 Acrescenta que em consequência dessa falta de apoios  muitos pacientes são obrigados a regressar às suas casas sem  acompanhamento adequado.

“Não se trata apenas dos atendimentos que realizamos. Muitos casos deveriam ser de internamento, mas, infelizmente, a nossa missão reduziu-se apenas à consulta médica com tratamento ambulatório”, acrescentou Finhamba Quissangue.

O Centro de Saúde Mental Osvaldo Máximo Vieira conta com um total de 32 funcionários, sendo que 12 são contratados há vários anos, e neste momento a instituição funciona sem nenhum assistente social.

Questionada sobre os tipos de drogas mais consumidas , Finhamba Quissangue apontou substâncias como MD, crack e “cus”, destacando o impacto devastador destas no aumento dos casos.

“Posso falar de MD, Crack e ‘cus’. Há também casos de policonsumo, ou seja, pessoas que consomem mais de uma droga. Posso dizer que o ‘cus’ é uma das substâncias mais fatais para os consumidores”, salientou a responsável.

A diretora alertou ainda que a maioria dos casos registados envolve jovens, apelando às autoridades para assumirem as suas responsabilidades. Caso contrário, advertiu, o consumo de drogas poderá atingir níveis fora de controlo no país. ANG/RSM

 

Marrocos/ São Tomé e Príncipe apoia soberania de Marrocos sobre Saara

Bissau, 15 Abr 26 (ANG) – A República de São Tomé e Príncipe reiterou , terça-feira, em Rabat, sua posição  de apoio à identidade marroquina do Saara e ao plano de autonomia sob a soberania marroquina como a única solução para essa disputa regional.

Em declaração à imprensa após suas conversas com o Ministro das Relações Exteriores de Marrocos, Nasser Bourita, a Ministra de Estado para Assuntos Exteriores, Cooperação e Comunidades de São Tomé e Príncipe, Ilza Maria dos Santos Amado Vaz, reiterou a posição firme e constante de seu país em favor da integridade territorial e da soberania de Marrocos sobre todo o seu território, incluindo a região do Saara.

Nessa ocasião, a chefe da diplomacia de São Tomé reafirmou o apoio total de São Tomé e Príncipe ao plano de autonomia apresentado por Marrocos, como a única solução credível e realista para resolver essa disputa regional.

Ela também saudou a adoção histórica da Resolução 2797 do Conselho de Segurança da ONU, que consagra, no âmbito da soberania marroquina, o plano de autonomia proposto por Marrocos como uma base séria, credível e sustentável para alcançar uma solução política para esta questão.

A nível continental, a chefe da diplomacia de São Tomé saudou as iniciativas reais e expressou a sua admiração pela liderança e pelo forte compromisso do Rei Mohammed VI com a paz, a estabilidade e o desenvolvimento em África.

Nesse contexto, ela reafirmou seu compromisso inabalável com o fortalecimento das relações bilaterais e a promoção de uma parceria estratégica baseada no respeito mútuo, na solidariedade e na consonância com os princípios do direito internacional.

Os dois ministros também saudaram o impulso iniciado no âmbito do Processo dos Estados da África Atlântica (AASP) para fazer do espaço africano atlântico uma estrutura geoestratégica com oportunidades significativas de cooperação entre os países que o compõem, podendo, nesse aspecto, constituir uma área de coemergência e estabilidade.

O Sr. Bourita e a Sra. Amado Vaz também reconheceram o papel estratégico do Processo dos Estados Africanos Atlânticos na consolidação da paz, da estabilidade e da prosperidade na região atlântica.

A Sra. Amado Vaz também saudou a iniciativa do Soberano marroquino de promover o acesso dos países do Sahel ao Oceano Atlântico, bem como o projeto do Gasoduto Africano Atlântico Nigéria-Marrocos, destacando a importância estratégica dessas iniciativas, que fazem parte da solidariedade ativa de Marrocos com os países africanos irmãos.

Em termos de cooperação, Marrocos e São Tomé e Príncipe congratularam-se com as excelentes relações bilaterais de cooperação multissetorial, reafirmando o desejo partilhado de fazer destas relações um modelo de cooperação interafricana.

Nesta ocasião, o Sr. Bourita e a Sra. Amado Vaz congratularam-se com os progressos alcançados na implementação do Roteiro de Cooperação entre os dois países para o período 2025-2027.

Este Roteiro permitiu expandir a cooperação para novos setores prioritários para São Tomé e Príncipe, incluindo a educação, a formação, a cooperação técnica multissetorial e a promoção de intercâmbios económicos e investimentos, bem como intensificar as atividades de promoção económica para desenvolver a parceria entre os dois países nestas áreas. ANG/Faapa

 

Reino Unido/Ministra britânica classifica como loucura a guerra dos EUA no Irão

 

Bissau,  15 Abr 26(ANG) - A ministra da Economia britânica classificou a guerra iniciada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, no Irão como uma loucura devido à falta de um plano claro para colocar fim ao conflito, dizendo-se frustrada e irritada com a situação.

 

“Obviamente, nenhuma pessoa sensata apoia o regime iraniano, mas iniciar um conflito sem um objetivo claro ou um plano para o resolver parece-me uma loucura que está a afetar as famílias aqui no Reino Unido, mas também as famílias nos Estados Unidos e em todo o mundo. Não acredito que tenha sido a decisão correta”, declarou Rachel Reeves numa entrevista divulgada hoje pelo jornal The Mirror.

 

“Esta é uma guerra que não começámos. Foi uma guerra que não queríamos. Sinto-me muito frustrada e irritada com o facto de os Estados Unidos terem entrado nesta guerra sem um plano de saída claro, sem uma ideia clara do que pretendiam alcançar”, afirmou.

A ministra referiu ainda que, como resultado desta situação, “o Estreito de Ormuz está agora bloqueado”.

 

“Não vamos aderir ao bloqueio dos Estados Unidos, não acreditamos que seja a abordagem correta. Ao longo de todo este conflito, temos dito: ‘Desescalar, desescalar'”, enfatizou.

 

Para Reeves, a decisão do primeiro-ministro britânicos de manter-se à margem deste conflito foi “absolutamente correta”. 

 

Reeves disse ainda estar frustrada porque, antes do conflito, o Reino Unido caminhava para uma descida da inflação e das taxas de juro, enquanto a dívida estava a diminuir.

 

A dívida líquida acumulada do setor público britânico, excluindo os bancos estatais, atingiu os 93,1% no final de Fevereiro, enquanto a inflação está atualmente nos 3%, acima da meta de 2% do Banco de Inglaterra.

 

Os preços do gás natural aumentaram drasticamente devido ao encerramento do Estreito de Ormuz, por onde 20% do petróleo mundial era transportado antes da guerra, iniciada em 28 de Fevereiro com os ataques dos EUA e Israel ao Irão.

 

A ministra britânica estará hoje em Washington para reuniões com o Fundo Monetário Internacional (FMI). 

 

O FMI indicou na terça-feira, no seu relatório Perspetivas da Economia Mundial, que a economia britânica será a que mais sofrerá com as consequências da guerra no Irão entre as economias mais avançadas dos países do G7.

 

O FMI reduziu a sua previsão de crescimento britânico em cinco décimas de ponto percentual, de 1,3% projetado em janeiro para apenas 0,8% no relatório. ANG/Inforpress/Lusa

 

Argentina/Morte do 'Deus' do futebol do país volta à Justiça com suspeita de 'negligência'

Bissau, 15 Abr 26 (ANG) - Seis anos e meio depois, as circunstâncias da morte de Diego Maradona voltam a ser analisadas pela Justiça argentina, com a abertura, nesta terça-feira (14), de um segundo julgamento.

 A retomada ocorre dez meses após a anulação do primeiro processo, envolvido em um escândalo ligado à produção secreta de um documentário com a participação de uma juíza.

Sete profissionais de saúde – entre médico, psiquiatra, psicólogo e enfermeiros – serão julgados em San Isidro, ao norte de Buenos Aires, por pelo menos três meses, com duas audiências semanais. Eles são acusados de negligência que pode ter contribuído para a morte do ídolo do futebol.

O “Deus”Maradona – ainda idolatrado por muitos argentinos, nem mesmo ofuscado por Lionel messi – morreu porque seu corpo, desgastado por excessos e dependências, não resistiu? Ou houve falhas, talvez até deliberadas, da equipe médica responsável por seus cuidados? Essas dúvidas voltam agora ao centro do processo.

Os acusados respondem por “homicídio com dolo eventual”, ou seja, quando se assume o risco de provocar a morte. As penas previstas variam de oito a 25 anos de prisão.

A audiência desta terça contou com a presença das três filhas de Maradona e de suas irmãs. Logo no início, houve um breve debate sobre a transmissão ao vivo de todo o julgamento – e não apenas da abertura e do encerramento. O pedido, feito por um advogado de defesa, foi rejeitado pelo tribunal.

Maradona morreu aos 60 anos, em 25 de Novembro de 2020, em decorrência de uma crise cardiorrespiratória associada a edema pulmonar. Ele estava sozinho, em um quarto de uma residência privada onde se recuperava de uma cirurgia neurológica para tratar um hematoma na cabeça.

Na exposição inicial, o promotor Patricio Ferrari afirmou que a acusação pretende demonstrar uma série de omissões durante uma internação domiciliar que classificou como “cruel, precária e desprovida de recursos”. Segundo ele, a equipe médica, descrita como “improvisada”, teria “abandonado Diego Maradona à própria sorte, condenando-o à morte”.

Os réus negam qualquer responsabilidade e alegam que atuaram dentro dos limites de suas funções.

“Meu papel e minha responsabilidade foram compatíveis com minha profissão, a de psiquiatra, e sempre agi convicta de que fazia o correto no interesse do paciente”, afirmou Agustina Cosachov durante o primeiro julgamento.

Esse processo foi anulado em Maio de 2025, após mais de 20 audiências e o depoimento de 44 testemunhas, também em meio a controvérsia.

A juíza Julieta Makintach havia participado, sem o conhecimento das partes, da produção de uma minissérie documental sobre o caso, na qual aparecia como personagem central.

Ela foi afastada do cargo, e o novo julgamento passou a ser conduzido por outro colegiado de magistrados.

“Nada disso deveria estar acontecendo”, disse Jana, uma das filhas de Maradona, antes da retomada do caso. “O fato de não ter sido resolvido antes foi, para mim, como viver o luto uma segunda vez”, afirmou ao site Infobae.

Do lado de fora do tribunal de San Isidro, pequenos grupos de admiradores se reuniram na manhã desta terça, com bandeiras e cartazes pedindo “Justiça por D1OS” – referência ao apelido que combina “Deus” e o número 10.

Entre eles estava Francisco Tesch, 34, morador da região metropolitana de Buenos Aires, que espera “que tudo seja esclarecido”. “Desde que ele morreu, muita gente se pergunta quem estava ao lado de Diego e por que ele não foi protegido . Acho que essa dúvida é de muitos”, disse.

O primeiro julgamento já havia revelado falhas importantes no acompanhamento médico na fase final da vida do ex-jogador. Entre os pontos levantados estão a decisão de mantê-lo em casa, e não em uma clínica, a falta de equipamentos adequados – como oxigênio, soro e monitor cardíaco – e o nível de supervisão médica.

A autópsia concluiu que Maradona agonizou por “ao menos 12 horas” antes de ser encontrado morto em sua cama.

Também vieram à tona dúvidas sobre quem tomava decisões no entorno do ex-jogador. Suas filhas e uma ex-companheira afirmaram que foram mantidas à margem e mal informadas pela equipe médica.

Com qual objetivo? Em 2025, Fernando Burlando, advogado de Dalma e Gianinna, falou em “assassinato” e sugeriu a existência de interesses financeiros de terceiros na morte de Maradona – o que chamou de a “outra face” do caso. ANG/RFI/AFP

 

Médio Oriente/Israel e Líbano iniciam negociações diretas inéditas em décadas sob pressão no Oriente Médio

Bissau, 15 Abr 26 (ANG) - Representantes de Israel e do Líbano se reuniram  terça-feira (14), em Washington, em rodada preliminar de negociações diretas de paz, mediadas pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.

É o primeiro encontro desse tipo em décadas.

Marco Rubio, saudou o que chamou de uma “oportunidade histórica” para que Líbano e Israel façam a paz, ao reunir os dois países em Washington para negociações diretas. “Trata-se de pôr fim, de forma definitiva, a 20 ou 30 anos de influência do Hezbollah nessa parte do mundo”, declarou. “Isso vai além de um único dia, vai levar tempo”, alertou.

Já o presidente libanês, Joseph Aoun, disse esperar que as negociações marquem “o começo do fim do sofrimento dos libaneses”. Mas “a estabilidade não será restabelecida no sul do Líbano se Israel continuar ocupando territórios ali”, acrescentou.

“Queremos alcançar a paz e a normalização com o Estado libanês”, afirmou um pouco antes o chefe da diplomacia israelense, Gideon Saar. “Não há divergências importantes entre Israel e o Líbano. O problema é o Hezbollah.”

Antes mesmo da reunião, o líder do Hezbollah, apoiado pelo Irã, Naim Qassem, pediu na segunda-feira o cancelamento das conversas, classificando a iniciativa como uma “capitulação”. 

O Líbano foi arrastado para a guerra no Oriente Médio no início de março pelo movimento xiita, em apoio ao Irã, alvo de uma ampla ofensiva israelo-americana.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, defendeu  terça a eetomada de “negociações sérias para encerrar a guerra no Oriente Médio afirmando que “não há solução militar” para a crise.

“Não existe solução militar para essa crise. A paz exige compromisso e vontade política persistente. É preciso retomar negociações sérias”, disse Guterres a jornalistas na sede da ONU, em Nova York, ao comentar também as conversas realizadas no fim de semana, no Paquistão, entre representantes de Teerã e Washington.

Segundo ele, o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã “deve ser preservado”, assim como a liberdade de navegação, inclusive no estreito de Ormuz.

“É hora de agir com moderação e responsabilidade. É hora de priorizar a diplomacia em vez da escalada”, afirmou, defendendo o respeito ao direito internacional, que, segundo ele, vem sendo “desrespeitado” em várias partes do mundo.

 “O desrespeito às normas internacionais gera caos, amplia o sofrimento e leva à destruição”, alertou.

Sobre as negociações entre Israel e Líbano, Guterres afirmou que “ninguém espera” uma solução imediata, mas disse que o diálogo pode abrir caminho para mudanças de comportamento das partes.

Ele criticou tanto Israel quanto o Hezbollah, afirmando que os dois lados têm contribuído para desestabilizar o governo libanês, ao justificar suas ações com base nas atitudes do adversário.

“É hora de Israel e Líbano trabalharem juntos, em vez de o país continuar sendo vítima dessa dinâmica negativa”, disse.

As negociações realizadas no fim de semana entre autoridades dos Estados Unidos, lideradas pelo vice-presidente J.D. Vance, e representantes iranianos, chefiados pelo presidente do Parlamento Mohammad Baqer Qalibaf, não alcançaram avanços significativos.

O resultado aumenta as dúvidas sobre a viabilidade do cessar-fogo de duas semanas anunciado recentemente. Ainda assim, fontes ouvidas pela imprensa indicam que os contatos continuam.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmou que “todos os esforços seguem em curso” para resolver as divergências.

Vance disse que “a bola está com o Irã”, ao sugerir que Teerã precisa fazer concessões. “Houve avanços, eles se aproximaram da nossa posição, mas ainda não o suficiente”, declarou à Fox News.

Na sexta-feira, o presidente da França, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro do Reino Unido,Keir Starmer, devem copresidir uma videoconferência com países não envolvidos diretamente no conflito para discutir a situação no estreito de Ormuz, rota por onde costumava passar 20% das exportações mundiais de hidrocarbonetos antes do conflito.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que qualquer navio iraniano que tente furar o bloqueio imposto pelos EUA aos portos do país será “eliminado”.

Segundo dados de navegação da LSEG, três petroleiros sob sanções norte-americanas atravessavam o estreito de Ormuz nesta terça-feira.

Além da segurança no estreito de Ormuz, um dos principais pontos de atrito segue sendo o programa nuclear iraniano.

Trump afirmou que não aceitará um acordo que permita à Teerã desenvolver armas nucleares. “O Irã não terá arma nuclear. Não podemos permitir que um país ameace ou pressione o mundo”, disse. Na semana passada, ele chegou a ameaçar “destruir” a civilização iraniana. ANG/RFI/AFP

 

Espanha/Governo inicia regularização de imigrantes ilegais podendo beneficiar meio milhão de pessoas

Bissau, 15 Abr 26 (ANG) - A Espanha lançou oficialmente, terça-feira (14), um amplo plano de regularização de imigrantes em situação irregular, na contramão do endurecimento das leis de imigração observado em diversos países europeus.

. A medida poderá beneficiar “quase meio milhão de pessoas”, segundo anunciou o primeiro‑ministro socialista Pedro Sánchez.

“O Conselho de Ministros aprovará hoje um decreto real que dá início a um processo extraordinário de regularização de pessoas em situação irregular no país”, afirmou Sánchez em uma carta ao povo espanhol publicada na rede social X, confirmando a iniciativa anunciada no fim de Janeiro.

Segundo o premiê, a medida representa “antes de tudo, um ato de normalização”. “Trata‑se de reconhecer a realidade de quase meio milhão de pessoas que já fazem parte do nosso cotidiano”, escreveu.

Na mensagem, Pedro Sánchez classificou a regularização como “uma necessidade” diante do envelhecimento da população espanhola e da necessidade de sustentar a economia nacional — a quarta maior da zona do euro e, atualmente, uma das mais dinâmicas do continente.

“Estamos cientes de que a migração apresenta desafios. Seria irresponsável negar isso”, afirmou, acrescentando que “a migração é uma realidade que deve ser gerida com responsabilidade, integrada de forma justa e transformada em prosperidade compartilhada”.

O primeiro‑ministro também destacou que se trata de um processo semelhante a outros realizados ao longo dos mais de 40 anos de democracia na Espanha, inclusive sob governos do Partido Popular, principal legenda de direita do país, que se opõe à medida, assim como o partido de extrema direita Vox.

A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa em Pequim, onde Sánchez cumpre visita oficial.

Para viabilizar a implementação do plano, o governo espanhol recorrerá a um “decreto real”, instrumento previsto na Constituição que permite a publicação da norma no Diário Oficial sem necessidade de votação no Parlamento, onde o Executivo não dispõe de maioria.

A reforma regulamentar é resultado de uma iniciativa popular assinada por mais de 600 mil pessoas e apoiada por cerca de 900 associações, que defendiam a regularização excepcional de todos os imigrantes em situação irregular no país.

Poderão ter acesso ao processo imigrantes que comprovem residência na Espanha anterior a 31 de dezembro de 2025, assim como requerentes de asilo sem antecedentes penais.

A porta‑voz do governo espanhol, Elma Saiz, afirmou à rádio Cadena Ser, nesta terça‑feira, que o procedimento terá início on‑line na quinta‑feira, seguirá de forma presencial a partir da próxima segunda‑feira e será concluído em 30 de junho.

A Espanha é um dos três principais pontos de entrada da imigração na Europa, ao lado da Itália e da Grécia. ANG/RFI/AFP

 

terça-feira, 14 de abril de 2026

Regiões /Centro de Saúde de Prabis enfrenta escassez de técnicos e  aumento de casos de diarreia

Biombo, 14 Abr 26 (ANG) - O Centro de Saúde do setor de Prábis, Região  de Biombo,  enfrenta  dificuldades operacionais devido à falta de recursos humanos, situação que compromete o funcionamento de vários serviços essenciais.

A informação foi avançada ao Correspondente regional da ANG, pela responsável da área sanitária local, Maria Sábado Sá Indi, também conhecida por Celeste.

Ela disse  que a insuficiência de técnicos afeta, diretamente, vários serviços:  laboratório, a maternidade e a farmácia.

“No laboratório, por exemplo, há apenas um técnico, que não consegue assegurar o serviço todos os dias, o que dificulta o atendimento”, explicou, sublinhando a necessidade urgente de reforço da equipa para colmatar as lacunas existentes.

Maria Sábado Sá Indi,  acrescentou que, nas últimas semanas, o centro tem registado um aumento significativo de casos de diarreia e vómitos, tanto em crianças como em adultos.

De acordo com os dados, citados pela  Maria Sábado
Sá Indi, estas patologias têm sido as mais frequentes no final do mês de Fevereiro e ao longo de Março.

Sobre o relacionamento com os utentes, garantiu que o atendimento decorre de forma normal, respeitando a ordem de chegada dos pacientes.

A responsável assumiu recentemente funções no Centro de Saúde de Prábis, após transferência do Centro de Saúde de Safim, oficializada no dia 2 de Janeiro do ano em curso. ANG/LPG/ÂC//SG