Bruxelas/União Europeia anuncia 5º pacote de sanções contra a Rússia
Bissau, 06 Abr 22 (ANG) - As imagens de devastação que chegaram nos últimos dias a partir de Bucha, nos arredores de Kiev, após retirada das tropas russas, chocaram a comunidade internacional e levaram a União Europeia a adoptar um novo pacote de sanções contra Moscovo, o 5º desde o início da guerra.
Este 5º pacote de sanções, que ainda
terá de ter aval dos Estados-membros, distingue-se dos anteriores porque toca,
pela primeira vez, num ponto fulcral para a Rússia: o sector energético.
Ursula Von der Leyen, Presidente da
Comissão Europeia, anunciou terça-feira, em Bruxelas, que será
colocado em prática um embargo à importação de carvão vindo da rússia, que pode
custar a Moscovo cerca de 4 mil milhões de euros por
ano.
Para além disso, será proibido o acesso
de navios russo a portos europeus e as empresas rodoviárias russas e bielorrussas passam
também a estar interditadas no espaço europeu.
A União Europeia decidiu ainda cortar todas as
transacções com 4 bancos russos e proibir a participação de empresas russas em
licitações públicas dos Estados-membros.
De fora, continuam a ficar sanções
relacionadas com o petróleo ou gás russo, factor evidenciado por Dmytro
Kuleba, ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, numa mensagem
deixada nas redes sociais. O governante pede um embargo a estas fontes de
energia vindas de Moscovo.
"Aprecio o fortalecimento trazido pelo quinto
pacote de sanções da União Europeia, mas será preciso um embargo do petróleo e
do gás e a exclusão de todos os bancos russos do SWIFT para parar
Putin. Tempos difíceis exigem decisões difíceis", escreveu, na
sua conta de Twitter.
O chefe de Estado ucraniano, Volodymyr
Zelensky, já se pronunciou publicamente quanto às decisões da UE e
criticou os líderes ocidentais por não terem adoptado "sanções
mais duras".
De referir que Ursula Von der Leyen,
Presidente da Comissão Europeia, e Charles Michel, chefe da diplomacia da UE,
irão deslocar-se a Kiev nos próximos dias para uma reunião presencial com o
Presidente ucraniano.
Nas últimas horas, a violência
não tem dado tréguas em território ucraniano.
Durante a noite, há registo de várias explosões e ataques aéreos em Lviv e Dnipropetrovsk,
de acordo com informações veiculadas pela imprensa ucraniana.
Em Mariupol, cidade portuária no sudeste
da Ucrânia, os ataques aéreos também continuam, de acordo com os serviços
de inteligência ucranianos.
Para além disso, existem combates a
decorrer em várias outras cidades ucranianas e as autoridades pedem, por
exemplo, à população de Lugansk, no leste do país, para abandonarem aquela
região porque temem uma ofensiva russa no local.
Em 41 dias, a guerra já causou centenas de
mortos e provocou a fuga de mais de 11 milhões de pessoas.ANG/RFI
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