terça-feira, 17 de setembro de 2013

Literatura



Livro “Recados de Paz” é lançado quinta-feira em Bissau

Bissau, 17 Set 13 (ANG) – Um grupo de autores de uma antologia poética apresentam nesta quinta-feira, em Bissau, um livro intitulado, “Recados de Paz”.

Segundo uma nota sobre o assunto à que a ANG teve acesso, o livro será apresentado pela Jornalista, Paula Fortes, e a cerimónia prevê momentos de apresentação de poesias e animação musical. 

O referido livro, refere a Nota, procura promover uma cultura de diálogo, leitura e de paz entre os guineenses, e os seus autores consideram que a paz e a estabilidade podem ser conseguidas através da cultura em geral e da literatura em particular.

Na obra participaram cerca de 43 autores, entre guineenses e amigos da Guiné-Bissau, que apresentam, através da poesia, uma visão sobre a pretensa da paz que hoje é suportada e a verdadeira paz desejada pelos guineenses.

“Trata-se de  uma antologia coordenada pelos poetas Edson Incopté e André Mendes, ambos do movimento literário” Djorson Nobu,” indica a nota. 

ANG/LPG/SG

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Transportes aéreos



 Companhia Aérea “Asky” inaugura voo para Guiné-Bissau 

Bissau, 16 Set 13 (ANG) – A Companhia Aérea denominada “ASKY”, inaugurou este fim-de-semana, o seu voo de ligação para a Guiné-Bissau, elevando para quatro o número de companhias que ligam a Guiné-Bissau ao resto do mundo.

Na ocasião o Director Geral da Agência de Aviação Civil da Guiné-Bissau, Nuno Gomes Nabiam, mostrou-se satisfeito por os voos da “ASKY” na Guiné-Bissau serem já uma realidade e prometeu continuar a trabalhar para melhorar a situação do transporte aéreo no país.

Perguntado sobre as queixas sobre o elevado custo das tarifas praticadas no país pelas diferentes Companhias Aéreas, Nuno Gomes Nabiam respondeu que, onde há competição, geralmente quem beneficia são os passageiros.

“Agora com a abertura dos voos da ASKY, certamente o mercado vai estar mais equilibrado em termos de preços”, almejou o DG da Agência da Aviação Civil da Guiné-Bissau.

Para além da “ASKY”, que prevê dois voos ,voam igualmente para a Guiné-Bissau, os aviões da Companhia Aérea portuguesa, TAP Air Portugal, Senegal Airlines e o Royal Air Marrocos.

A TACV, Cabo- Verde Airlines deixou de voar para Bissau há seis meses alegando razões económicas.

A “ASKY” sedeada em Lomé (Togo), faz a ligação para 26 países da África Ocidental e Central. ANG/ÂC/SG 

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Comunicação Social



Radio Bombolom-FM encerra  emissões

Bissau, 13 Set 13 (ANG) –A Rádio Privada Bombolom-FM, decidiu encerrar as suas emissões, em protesto aos interrogatórios a que um dos seus comentadores foi submetido pelas autoridades judiciais civis e militares.
A decisão foi revelada através de um comunicado à imprensa à que a ANG teve hoje acesso .
Sem adiantar as razões, o comunicado refere que Justino Sá, comentador do programa de fim-de-semana denominado “Caminhos para o Desenvolvimento” fora submetido à interrogatórios, primeiro pela Polícia Judiciária, e agora pelo Tribunal Militar.
Acredita-se que os comentários de Sá sobre as recentes atribuições de patentes aos oficiais militares estejam na origem das diligências judiciais levadas a cabo contra o comentador.
“A rádio Bombolom, tem as mãos atadas e impedida, circunstancialmente, de levar algum apoio, quer material quer judicial, ao seu comentador, e encontrou assim o um único meio de manifestar a sua solidariedade ao Dr. Justino Sá, encerrando suas emissões, até o término deste caso”, refere o comunicado.
A Direcção da rádio pede a compreensão de todos, ouvintes, clientes, parceiros, comunidade nacional e internacional, órgãos de comunicação social pela tomada da decisão, “que não é de todo agradável”. ANG/FESM/SG

Segurança alimentar



RESSAN- GB promete se empenhar na promoção da segurança alimentar no País 

Bissau, 13 Set 13 (ANG) - A Rede da Sociedade civil para a Soberania e Segurança Alimentar na Guiné-Bissau (RESSAN-GB) prometeu, esta quinta feira, se empenhar na mobilização da sociedade civil para a criação de um conselho nacional de promoção da segurança alimentar e nutricional no país.

A promessa consta nas resoluções do primeiro fórum da RESSAN-GB, que vinha decorrendo desde dia 11 e cuja cerimónia de encerramento se realizou esta quinta feira, em Bissau.

Os participantes deste fórum se comprometeram a exercer as suas influências junto de entidades governamentais com vista a elaboração de uma estratégia política nacional de promoção e valorização dos produtos nacionais.

A necessidade da sociedade civil guineense reforçar as acções de sensibilização do consumidor, promoção de uma dieta alimentar saudável e ainda da formação dos técnicos da área da saúde para a valorização dos produtos nacionais de consumo interno, são, entre outras, as recomendações saídas deste encontro. 

Para o representante da Rede da Sociedade Civil para a Segurança Alimentar e Nutricional da Comunidade da Língua Portuguesa REDSSAN-CPLP, João Pinto, o acesso a uma alimentação adequada é um direito humano, por essa razão defende que a segurança alimentar seja contemplada pela política pública intersectorial como um dos pilares de luta contra a fome e insegurança alimentar. 

A Guiné-Bissau, apesar de possuir milhares de hectares de terra arável e chuvas durante seis meses/ano, maior parte de sua população enfrenta a insegurança alimentar, ou seja, carece do suficiente para garantir uma dieta alimentar regular e de qualidade

ANG/LPG/SG

Presidenciais de 24 de Novembro:


Paulo Gomes promete “reconstrução” da Guiné-Bissau, caso for eleito

Bissau, 12. Set. 13 (ANG) “É nosso dever promovermos a estabilidade necessária para vivermos num país onde todo o cidadão tenha a hipótese de um vida digna e num ambiente de paz”.
As palavras são do Antigo Director-geral Adjunto do Banco mundial para 25 países de África  Paulo Gomes, no acto de lançamento público, esta quinta-feira, da sua candidatura ao cargo do Presidente da República nas eleições gerais marcadas para 24 de Novembro deste ano.
Na presença de centenas de apoiantes e convidados, Paulo Gomes prometeu, se for escolhido, restabelecer a confiança e mobilizar as energias nacionais e o reencontro do caminho ao desenvolvimento equitativo.
Estes objectivos, nas suas palavras, são possíveis de alcançar, dada a capacidade dos guineenses já demonstradas noutras ocasiões.
Paulo Gomes considerou o actual momento do país dos mais difíceis desde a sua independência, pelo que, defendeu, ser imperativo “mudar o rumo” do país.
O economista prometeu caso for eleito Presidente, mobilizar recursos para o aumento dos investimentos público e privado no país, visando ao crescimento da economia nacional.
Tais recursos, acrescentou, ajudariam o governo desenvolver as áreas como da educação, saúde, agricultura e electricidade.
O candidato falou da “Iniciativa Presidencial de Emprego Jovem” que, segundo ele, será adoptada para um período de cinco anos em parceria com as empresas nacionais e multinacionais para encorajar a contratação dos jovens e atribuir subvenções de estágios que os permita adquirir experiência para entrar na vida activa.
Assim, na sua óptica, a Juventude pode “conquistar a sua independência económica” e tornar-se no “verdadeiro” actor económico.
Igualmente, o candidato prometeu lutar contra a corrupção no aparelho de Estado e disse estar melhor colocado para o fazer.
Durante a cerimónia para além da intervenção do seu Director Nacional da Campanha, Armando Tchoba dos Santos, também usaram de palavra os representantes dos jovens e mulheres que apelaram o voto da população guineense na sua pessoa no escrutínio deste ano.
O lançamento da candidatura de Paulo Gomes coincidiu com a data natalícia do “pai” das independências guineense e cabo-verdiana, Amílcar Cabral.
ANG/QC



Eleições gerais


ONU quer eleições mesmo na data marcada

Bissau, 13 Set 13 (ANG) - O Conselho de Segurança (CS) das Nações Unidas composto por 15 membros pediu esta quinta-feira às autoridades da Guiné-Bissau para resolverem quaisquer questões pendentes e permitir o início do processo eleitoral, com “a maior brevidade possível”.

 “É imperativo que as eleições presidenciais e legislativas sejam realizadas o mais rapidamente possível, tendo em conta o fim do período de transição estabelecido para 31 de Dezembro do ano em curso”, refere um comunicado emitido por este órgão da ONU.
No comunicado, o CS exorta às autoridades guineenses para resolverem quaisquer obstáculos, incluindo a adopção de um código de conduta e que todos os agentes políticos possam participar com segurança no processo político.

O CS, informa a nota, pediu às autoridades de transição no sentido de tomarem “todas as medidas necessárias para aprofundar o diálogo político interno e garantir que estas eleições sejam credíveis, transparentes, inclusivas e democráticas”.
No início deste mês de Setembro, o Representante Especial da ONU na Guiné-Bissau, José Ramos-Horta, que é também o chefe da missão política da ONU no país (UNIOGBIS), alertou o Conselho de Segurança sobre os riscos de um possível atraso na organização das eleições, o que poderia “desestabilizar a situação política, minando os esforços” que as organizações internacionais têm “feito até agora”.
Todavia, no mesmo encontro, Ramos-Horta admitiu também a possibilidade do adiamento do escrutínio devido “a problemas de financiamento e outras razões logísticas”.
Na última declaração sobre a situação naquele país oeste africano, o Conselho de Segurança saudou os compromissos dos parceiros internacionais da Guiné-Bissau e exortou-os a permanecerem empenhados no processo político em curso. No ponto de vista da ONU, “é necessário o apoio de parceiros da Guiné-Bissau para financiar o processo eleitoral”.
O Conselho reiterou também a sua preocupação com a “cultura de impunidade e a falta de prestação de contas” na Guiné-Bissau e pediu a realização de uma Conferência Nacional sobre a impunidade, justiça e os direitos humanos.
No último mês de Julho, a União Africana levou uma segunda missão de avaliação conjunta a Bissau, envolvendo a Comunidade Económica dos Estados da África  Ocidental (CEDEAO), a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), a União Europeia, a Organização Internacional da Francofonia, assim como a ONU.
As eleições presidenciais e legislativas estão marcadas inicialmente para 24 de Novembro deste ano.

ANG/GB

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Congresso do PAIGC


Braima Camará apresenta candidatura à liderança do partido

Bissau, 12 Set 13 (ANG) – O empresário Braima Camará procedeu hoje a apresentação pública do seu manifesto de candidatura à liderança do PAIGC, cujo congresso está marcado para decorrer entre os dias 10 e 13 de Outubro próximo.
A cerimónia decorreu num dos hotéis da capital guineense e contou com a presença de varias centenas de militantes e dirigentes do PAIGC, representantes de organismos internacionais, organizações empresariais, partidos políticos, de deputados, familiares e conhecidos.
 “Após uma longa e profunda reflexão, imbuído de um profundo sentimento de amor e dívida para com o PAIGC e para com a minha Pátria, apresento hoje formalmente a minha candidatura”, referiu.
Braima Câmara prometeu, caso for eleito, fazer da reconciliação da  família do PAIGC tema central e prioritário  de sua agenda política.  E disse tratar-se de um modesto contributo, motivado por amor ao partido e à Pátria amada.
Para além disso, acrescentou, “comprometo-me a trabalhar para garantia da organização e funcionalidade do PAIGC”.
“Move-me ainda a disponibilidade para consagrar todas as minhas capacidades ao serviço do país, assegurando o exercício do cargo de Primeiro-ministro com a vitória do PAIGC nas próximas eleições legislativas”, declarou.
Braima Camará, 45 anos de idade, casado e pai de três filhos declarou que, independentemente dos resultados que saírem do VIII congresso do partido, continuará, incessantemente, a trabalhar por um PAIGC cada vez mais forte com o candidato vencedor.
A ANG auscultou as opiniões de algumas personalidades que presenciaram o lançamento oficial da candidatura de Braima Camará à liderança do PAIGC. Para o deputado Aly Cadra,  a presença massiva das pessoas confirmam que o projecto de Braima Camará está no bom caminho.
“Um projecto de inclusão é para trazer todo o mundo porque não exclui ninguém e todas os camaradas que entenderam que podem abraçar o projecto são bem-vindo”, sublinhou.
O deputado  Cadra fez questão de afirmar  que ninguém vai atrás  de Braima Camará com intenção de procurar um lugar, acrescentando que, o mais importante  é a conquista do partido, e  que a questão de luta por lugares será discutida depois.

 Por seu lado, o também político, Camilo Camissa Baldé, sublinhou que Braima Camará, é acima de tudo um jovem, com boa ambição para o país e que pretende congregar muitas pessoas e  unir os militantes do partido a volta de um consenso, independentemente das suas  religiões e etnias.
 “Para que o país saia da situação em que se encontra, tem que apostar no desenvolvimento e isso passa necessariamente por caminhos em que todos nós podemos fazer algo nas áreas como ensino, valorização de quadros, agricultura, empresas e sobretudo a valorização de homens”, aconselhou Camilo Baldé.
Por seu turno, o empresário, Malam Nancó, considerou que a candidatura de Braima Camará à liderança do PAIGC é bem vinda para todos os membros do PAIGC, tal como as outras  candidaturas.
“Braima Camará é uma pessoa que entendemos que, se assumir a liderança do PAIGC, tem  capacidades para gerir e conduzir o partido para a frente”, disse Malam Nancó.

O PAIGC vai realizar o seu VIIIº Congresso Ordinário entre dias 10 e 13 do próximo mês de Outubro, em Cacheu, norte da Guiné-Bissau. Para além de Braima Camará também estão na corrida o ex-Primeiro-ministro, Carlos Correia e o ex-Secretário Executivo da CPLP, Domingos Simões Pereira.ANG/ÂC/SG

Telecomunicações


Trabalhadores da Guiné-Telecom pedem nova gerência para a empresa

Bissau, 12.09.13 (ANG) – O Sindicato de Base da Empresa Guiné-Telecom (EGT) vai apresentar ao governo na próxima  semana uma proposta de criação de uma comissão de gestão da empresa devido a alegada má gestão do actual Director Geral Lino Nosoliny.
 O anúncio foi feito hoje pelo Porta-voz do Comité sindical de Base da Guiné-Telecom,Bicoliof Sanha, em entrevista à Agência de Notícias da Guiné-ANG.
 Sanhá disse que  a referida comissão será presidida pelo Ministro de Estado dos Transportes e Telecomunicações e deverá integrar mais quatro funcionários da empresa.
Os trabalhadores, na qualidade sócios da empresa, desencadearam ao princípio da semana uma luta contra o actual Director alegando haver fortes indícios de má gestão da empresa.
Pedem a demissão do DG, Lino Nosoliny e impediram-no de utilizar o seu gabinete de trabalho.
 As empresas públicas de telecomunicações, Guinetel e Guine-Telecom viram os seus rendimentos caírem drasticamente ao ponto de, inclusive, não puder pagar os salários, há já vários meses, aos seus trabalhadores. ANG/AALS.