quinta-feira, 2 de março de 2017

Escolas públicas



Mais de 400 professores recém-colocados ameaçam boicotar as aulas

Bissau, 2 Mar 17 (ANG) – Mais de 400 professores recém-colocados pelo Ministério da Educação Nacional no interior do país ameaçaram esta quarta-feira boicotar as aulas nas escolas públicas.
 
Citado pela Rádio Capital FM, o Coordenador do colectivo dos professores recém-colocados e de novo ingresso, Dauda Indjai disse que em causa esta o não pagamento de dois meses de salários por parte do executivo.

Segundo Indjai, os recém-colocados, em Janeiro de 2017, não vão leccionar nas escolas onde foram colocados enquanto não forem pagos os seus ordenados.

Acrescentou que o governo deve resolver os problemas salariais desses docenes para puderem satisfazer as suas necessidades básicas nomeadamente a compra de colchões, géneros alimentícios, entre outras.

O responsável do colectivo dos professores disse ainda que *não podem continuar a dar aulas sem dinheiro, ficando a pedir esmola de um lado por outro nas localidades onde estão a leccionar*.

Responsabilizam o Ministério da Educação Nacional como instituição responsável por todo este problema. 

“O Ministério da Educação Nacional foi quem deu guia de marcha aos professores para irem leccionar no interior do país. Então devia engajar-se na resolução deste problema”, disse.

Dauda Injai disse ainda que mais de 20 professores licenciados em língua portuguesa colocados pelo Ministério da Educação Nacional desde Novembro do ano passado também  não receberam, até agora, os seus ordenados.                   
ANG/PFC/AC/JAM/SG

Campanha de cajú/2017



Intermediários negam “proibição” de estrangeiros à compra no terreno

Bissau, 02. Mar. 17 (ANG) – A Associação Nacional dos Intermediários de Negócios reagiu quarta-feira contra as “informações” postas a circular e segundo as quais “nenhum estrangeiro pode fazer a compra de cajú, na qualidade de comerciante intermediário”.

A reacção foi tornada publica  depois das declarações do Chefe da Missão do Fundo Monetário Internacional, Felix Fisher, que aconselha as autoridades da Guiné-Bissau a evitarem de produzir leis que impeçam  estrangeiros de exercerem as funções de intermediação na campanha de comercialização de cajú do presente ano.

“Não existe nenhum artigo na legislação (…) que proíbe o estrangeiro de operar durante a campanha deste ano”, afirmou o Presidente da Associação Nacional dos Intermediários de Negócios (ANIN) para acrescentar que desafia a “quem quer que seja para exibir um documento que impede os mauritanianos ou indianos a comprarem o cajú”.

 “Simplesmente”, explica Nelson Badinca, está em curso, neste momento, a reforma com vista a reorganização da cadeia de caju, pois a Guiné-Bissau “não pode ter a melhor qualidade deste produto no mundo e ter o pior preço a nível mundial”.

Segundo este homem de negócios, a reforma em curso no sector de cajú visa permitir o país funcionar a exemplo dos países bem-sucedidos neste domínio, como a Costa do Marfim.

“Este ano, foi instituido que qualquer Intermediário de Escoamento, seja nacional ou estrangeiro, que formalize a sua empresa no país, por forma a permitir que o Estado tenha o controlo da situação e que se ponha termo aos negócios informais no sector”, disse.

Nelson Badinca afirmou que não se pode “retalhar ninguém, porque a ANIN conta com membros de nacionalidades senegaleses e mauritanianas”.

De acordo com o Decreto do Governo que regulamenta a profissão de Intermediário de Cajú, existe duas categorias, ou seja, “Intermediário de Posto”, quem compra a castanha de cajú directamente do produtor e o de “Escoamento”, pessoa singular ou colectiva que adquire o produto mediante um contrato com o “Intermediário de Posto”.

O Presidente da Agência Nacional de Cajú (ANCA), Henrique Mendes, em entrevista exclusiva a Agência de Notícias da Guiné (ANG), em Fevereiro preve, para este ano, a exporação de mais de 200 mil toneladas de cajú contra os 192 mil oneladas de  2016.

Segundo o Presidente da Agência Nacional de Cajú(ANCA-GB), a República da Guiné-Bissau é o quinto maior produtor de cajú no mundo, depois da Índia, Costa do Marfim, Vietname e Brasil e possui a melhor castanha e amêndoa.
ANG/QC/JAM/SG

Crise política


          Bancada Parlamentar do PAIGC indignada com posição dos régulos

Bissau,02 Mar 17 (ANG) – A Bancada Parlamentar do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), reagiu com indignação o posicionamento de alguns régulos que exigiram a reabertura da Assembleia Nacional Popular tendo acusado o seu Presidente de ser o principal responsável pela não convocação da reunião plenária deste órgão.

Em comunicado à imprensa a que Agência de Notícias da Guiné-ANG teve acesso hoje, a bancada parlamentar dos libertadores disse lamentar esta postura dos régulos em tentar imiscuir-se de forma “leviana e irresponsável” e “incompatível com o papel de conciliador que compete ao regulado exercer” nos assuntos onde não têm um mínimo de conhecimento.

No comunicado a bancada do PAIGC recordou que recentemente, o Presidente da Associação dos Régulos da Guiné-Bissau, Negado Fernandes solicitou em nome da classe uma audiência com o Presidente da Assembleia Nacional Popular e durante o qual questionaram a este dos motivos pelos quais a plenária não se reúne para aprovar o programa do governo.

Na ocasião, segundo o documento, os líderes tradicionais foram informados detalhadamente com base nos suportes constitucionais e regimentais dos mecanismos exigidos para a convocação da plenária, assim como do funcionamento da Assembleia Nacional Popular enquanto instituição legislativo e de fiscalização da acção governativa.

“Os régulos são representantes de um poder tradicional muito respeitado no seio da comunidade, que nasceu do crédito e crença das comunidades em torno do carisma e da ascendência de uma nação que pela sua natureza e essência visa ações positivas a partir de uma certa equidistância sobre querelas de índole política” refere o comunicado.

A Bancada do PAIGC solicitou aos régulos à deixarem de imiscuir de forma parcial nesta crise política, porque a Guiné-Bissau é uma “República assente num modelo de democracia e de Estado de Direito onde a monarquia não tem lugar”, explicou.

No comunicado, a Bancada Parlamentar dos libertadores refere que o regulado  é  apenas chamado para apaziguar conflitos, à semelhança do que sucede com as confissões religiosas, bem como  outras organizações da sociedade civil.

“O PAIGC e a sua Bancada Parlamentar continuam a nutrir do respeito pelos régulos, enquanto autoridades tradicionais, devido ao papel complementar que exercem na organização da sociedade guineense e que continuem a cumprir com a sua missão de conciliar e reconciliar os guineenses”.

 A nota termina lembrando aos líderes tradicionais de que vão a tempo de corrigirem os seus atos e recuperar as funções de mediadores isentos, caso contrário o partido é obrigado a concluir que a opção assumida por este grupo de régulos, foi ditada pela compra da sua consciência.

 O PAIGC e a sua Bancada Parlamentar agradecem a todos os régulos que não se deixaram manipular, pelo “oportunismo”, reconhecendo-lhes o papel de verdadeiros defensores da paz e da estabilidade entre os guineenses.

ANG/LPG/ÂC/JAM-SG

Crise Política

       Autoridades tradicionais da Guiné-Bissau exigem reabertura do Parlamento
Bissau,02 Mar 17(ANG) - Os régulos, autoridades tradicionais da Guiné-Bissau, querem ver o Parlamento a funcionar "nos próximos dias" para aprovação do programa de governo e Orçamento Geral do Estado, defendeu quarta-feira um porta-voz dos patriarcas.

Augusto Fernandes, presidente da associação de régulos, diz que os chefes tradicionais foram mandatados pela população para "exigir ao Presidente do Parlamento" que reabra a instituição.

Na sexta-feira, os régulos tinham sido recebidos pelo líder do Parlamento, Cipriano Cassamá, que lhes disse que a retoma dos trabalhos parlamentares não depende da sua vontade, mas sim dos partidos.

"Quando o Presidente da República decidiu derrubar o primeiro governo constitucional desta legislatura, onde é que se encontravam os régulos", questionou o presidente do Parlamento, que vê na ação "uma encomenda de alguém".

"Não aceito pressão de ninguém, até porque eu apenas obedeço a lei", declarou o líder do Parlamento guineense.

Divergências entre as duas principais forças políticas no Parlamento, PAIGC e PRS, levaram ao bloqueio da instituição desde há cerca de ano e meio, pelo que sucessivos governos não conseguissem fazer aprovar os seus planos de ação ou propostas de orçamento.

Os régulos acusam Cipriano Cassamá de ser o principal responsável "pelo bloqueio no Parlamento", pelo que prometem "tudo fazer" para que a instituição volte a funcionar normalmente.

"O povo mandou-nos dizer-lhe que o Parlamento tem que voltar a funcionar normalmente", defendeu Augusto Fernandes, também conhecido por "Juiz do Povo".

Aquele responsável disse ainda que pode vir a criar e liderar grupos de pressão popular, constituídos por cidadãos que querem ver o Parlamento a funcionar, para obrigar Cassamá a fazer funcionar o hemiciclo.
ANG/Lusa

quarta-feira, 1 de março de 2017

Finanças




BOAD retoma projectos de reabilitação de estradas da  Guiné-Bissau

Bissau, 01 Mar 17 (ANG) –  O Projecto de Reabilitação das estradas da capital, Bissau, executado no quadro da cooperação com o Banco Oeste Africano de Desenvolvimento(BOAD) vai prosseguir a partir deste  mês, disse terça-feira o ministro da Economia e Finanças,João Adadje Mamadu Fadia.

Foto Arquivo
Em declarações à imprensa, depois da conclusão das negociações com a delegação do BOAD que esteve no país,  Fadia afirmou que a dívidas contraídas com as empresas construtoras, no valor de três bilhões de Francos CFA, serão pagas para permitir que estas concluam os seus trabalhos.

“Mas, paralelamente a esta situação, o acordo com BOAD desbloqueia todos os projectos que estavam em vias de financiamento”, refere o Ministro para citar o aranque do alcatroamento, ainda este ano, do troço que liga Buba à Catió (sul do país) e o projecto de produção de cereais nas regiões de Oio e Cacheu (ambos no norte).

Segundo  o Ministro da Economia e  Finanças, o BOAD vai financiar um projecto de fornecimento de energia eléctrica à Guiné-Bissau, no quadro da Organização para a Valorização da Bacia do Rio Gâmbia (OMVG).

 Em relação as dívidas vencidas com este Banco subregional, relativas aos projectos em curso, o governante informou que as partes acordaram a sua reestruturação e rescalonamento num prazo de oito anos, com três anos de moratória.

O Banco Oeste Africano para o Desenvolvimento (BOAD) esteve no país, a pedido do executivo guineense, para discutir rescalonamento das dívidas já vencidas.

O BOAD  suspendeu a sua assistência finaceira à Guiné-Bissau, até antes deste econtro, devido ao atraso no pagamento da dívida do país para com o Banco no valor de trinta mil milhões de Francos CFA. 
ANG/QC/SG

Carnaval 2017


Um óbito e 288 casos atendidos nos serviços de Urgência do HNSM

Bissau, 01 Mar 17 (ANG) – Um morto e 288 casos deram entrada nos serviços de Urgência do Hospital Nacional Simão Mendes (HNSM) durante as festividades do Carnaval, disse hoje seu Diretor Clínico.

Em declarações à imprensa Cumba Bispo Yalá N´sumbrem disse que o óbito se deveu a um acidente de viação provocado pelo rebentamento de um dos pneus na localidade de Tchalana, leste do país.

O Director Clínico explicou que do número de feridos, 23 aconteceram por causa de acidentes de viação, 14 de agressão física , tendo sido registado 275  ferimentos ligeiros.


O Carnaval 2017, na opinião do director clinico de HNSM, foi muito mais trágico do que do ano transacto, pois em 2016 houve 129 casos entre acidentes de viação e agressões, mas sem nenhum óbito. 

ANG/JD/JAM/SG